Cap 7.

Alvo Dumbledore estava extremamente ocupado nas semanas que antecediam o natal. Havia os problemas com o ministério da magia e com a probabilidade de Voldemort estar obtendo sucesso, agindo às escondidas. Temia por Draco e Harry e pedira aos diretores de Sonserina e Grifinória que ficassem de olho nos jovens. Foi proibido a eles saírem de Hogwarts a sós e, principalmente, andarem desacompanhados a noite.

Às vezes, quando preocupado, conversava com as pinturas dos antigos diretores de Hogwarts. Através destes, sabia o que se passava em cada canto do castelo instantaneamente.

Então um dia, descobriu algo desagradável.

Um de seus informantes havia anunciado que Voldemort havia matado um auror do ministério há alguns dias e que lhe havia extraído informações preciosas, estas ainda não muito bem esclarecidas. O que se sabia era que o auror era colega próximo de Lucius Malfoy.

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"Já estou cansado disso!"

Draco andava de um lado para o outro do quarto. Seu namorado o observava, afundado em sua poltrona e entediado.

"Por que não podemos sair deste maldito quarto?"

"Não temos nada pra fazer no castelo, para ir a Hogsmead precisamos de permissão."

"Não estou com vontade de ir a Hogsmead!" Irritou-se Draco.

"Então tá."

Um silêncio prevaleceu durante uns quinze minutos e então:

"Acho que vou visitar a Grifinória...Estou com saudades dos meus amigos."

Draco virou-se para Harry.

"Podemos ir lá..." Ponderou o loiro.

"Você pretende entrar na Grifinória?"

"Não. Não quero papo com seus companheiros metidos a heróis. Vou falar com o Severus."

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Harry deixara Draco em frente à sala de Snape, despedindo-se do sonserino com um selinho. Quando teve certeza de que ele estava lá, pegou o mapa dos marotos. Sempre o carregava consigo, para saber quem andava por perto. Mentira a respeito de ir a Grifinória. Queria mesmo satisfazer sua dúvida a respeito de como Sirius saíra daquela ala do ministério e o que Lupin tinha a ver com aquilo.

O mapa denunciava que Sirius Black e Remus Lupin estavam na sala de DCAT e Harry ficou imaginando o que os dois poderiam estar tramando, e continuou seguindo naquela direção.

Os corredores estavam assustadoramente escuros e desertos para três horas da tarde e Harry resolveu apressar o passo. Voltou a olhar o mapa e surpreendeu-se quando viu que este dizia que Blaise Zabini e Theodore Nott estavam por perto, embora não conseguisse ver ninguém.

Antes que pudesse reagir, sentiu um peso na cabeça e a última coisa de pôde ver foi seu mapa, agora nada além de um pedaço de pergaminho vazio, caindo no chão, em frente a sala em que se encontravam seu padrinho e professor.

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Estava tudo girando, e Harry ainda tentava entender o que havia acontecido. Abriu os olhos lentamente. Essa sala não lhe parecia estranha... A sala precisa! Provavelmente era pra lá que o tinham levado. Mas, quem? Suas mãos estavam presas, por um feitiço, nas suas costas. Seus pés pareciam ter sido amarrados com cordas muito fortes, o que o impedia de sequer movê-los e o grifinório estava deitado em uma cama de casal.

Harry forçou a vista para entender quem eram os dois vultos a sua frente e percebeu que estava sem seus óculos.

"Perdeu alguma coisa, Potter?"

Aquela voz lhe era familiar. Era Zabini! Harry mal podia acreditar que estava nas mãos de um sonserino sedento por vingança.

"Zabini..." grunhiu o Grifinório.

"Veja Zabini" Soou uma segunda voz, provavelmente a de Nott "Malfoy é patético mesmo. Arruma um grifinório desses para se exibir por aí. Ainda bem que não foi o Weasel."

Agora o grifinório estava nas mãos de dois sonserinos sedentos por vingança.

"Deixem o Draco em paz!" Gritou Harry "Se vocês fizerem algo com ele, eu..."

"Calma, Potter. Não é com ele que queremos fazer algo. É com você."

Os olhos de Harry arregalaram-se.

"É, com você mesmo, Potter." Sorriu Nott com escárnio. "Já não te disseram que os sonserinos preferem atacar o inimigo pela sua maior fraqueza?"

"O que você quer dizer...?"

"Não seja ingênuo, Potter. Você é o que Malfoy tem de mais precioso. Se não fosse isso, ele não teria ido a Hogsmead com seus amiguinhos Weasel e a Sangue ruim para fazer comprinhas de natal."

"Você está mentindo! Draco passou o dia inteiro comigo! Não podíamos sair do castelo!"

"Ah, isso. Vocês nem ao menos transaram hoje, e sei que devem fazer isso todo dia. Mas, Pansy é uma ótima atriz, não concorda?"

"O quê??!"

"Pansy Parkinson." Falou Nott apontando a figura que havia acabado de entrar na sala.

Impossível. Aquele era Draco! Deveria ser, ao menos que...Merda.

"Sim, Potter, poção Polissuco. É incrível como as pessoas ainda caem nessa."

O falso Draco, aos poucos, fora tomando a forma de Pansy, que sorria com escárnio.

"Você não sabe o trabalho que tivemos para armar isso." Comentou Nott "Precisamos enganar o Snape, convencer o Fineus a contar umas coisinhas ao Dumbledore e, claro, roubar umas roupas do Malfoy."

Nott estalou os dedos e Pansy se retirou enquanto que Zabini sentou-se em um canto do quarto. Virou-se para Harry com um olhar malicioso.

"Pronto, Potter?"

"Para o quê, Nott?" Perguntou desafiador, mesmo que, por dentro, estivesse com muito medo.

Nott não respondeu. Arrancou as vestes do moreno com uma ferocidade incrível e atirou-as para fora da cama. Harry entrou em desespero, debatendo-se.

"O que você pretende fazer?"

Nott calou o Grifinório com um beijo. Não era o tipo de beijo que Draco lhe dava, era mais violento. Desceu para o pescoço, mordiscando-o com força e deixando leves manchas com sangue. Harry gritava por ajuda.

"Não adianta gritar. Há um feitiço silenciador em volta da sala"

Nott virou o moreno, fazendo-o ficar de frente para a cama e, em um certo ponto, Harry lutava para que as lágrimas não saíssem. O sonserino fez um sinal com a cabeça para Zabini e este se aproximou com um sorriso satisfeito no rosto e começou a passar as mãos pelo corpo do grifinório, até chegar ao pênis. Nott sentou-se em frente ao rosto de Harry e, abrindo sua boca, o fez por seu membro dentro desta.

Furioso, Harry mordeu o membro de Nott com toda a força que conseguiu reunir. Zabini, que passava as mãos pelo membro de Harry, o apertou com força, fazendo o moreno gemer de dor.

"Tá doendo, Harry?" Perguntou Nott. Harry chorava e ele sorriu satisfeito "Não se preocupe, vai doer mais e mais..."

Nott começou a penetrar no moreno, fazendo Harry lagrimar mais. Zabini continuava a masturbar o grifinório. Juntando suas forças Harry falou com arrogância:

"Acho que sei porque você odeia o Draco. Seu pau é tão pequeno que nem dá prazer."

O olhar de Nott foi mortal na mesma hora. Fez um sinal para Zabini e comentaram alguma coisa que Harry não pôde ouvir. Então, percebeu que Zabini posicionara-se ao lado de Nott, que estava parcialmente dentro do grifinório.

"O que você..." Antes que pudesse perguntar, sentiu uma dor insuportável, gritou a ponto de achar que perderia sua voz.

Nott e Zabini lutavam para adentrar o ânus do grifinório, com a ajuda de uns feitiços lubrificantes para tornar o processo possível. As lágrimas corriam pelo rosto quente do garoto incessantemente e a cada 'parem' que ele murmurava, a dor aumentava mais.

Durou o que parecia ser uma eternidade, com os sonserinos tendo muita dificuldade para, ao mesmo tempo, entrarem no moreno.

Nott tomou o membro de Harry, fazendo movimentos contínuos. Zabini e ele, estavam a ponto de gozar dentro do moreno. O primeiro a fazer foi o próprio Harry, seguido dos dois sonserinos.

"Agora eu entendo por que o Draco te quer. Até que você é gostosinho, não é, Zabini?" disse Nott

"Com certeza. Ele é bem apertadinho. Deveríamos fazer isso mais vezes, que tal?" questionou Zabini, passando a língua nos próprios lábios de forma maliciosa. Harry sentiu nojo de si próprio. Mais nojo teve ao sentir o sêmen dos sonserinos escorrer pelo seu ânus. Estava se sentindo um covarde por aceitar ser dominado tão facilmente.

Suas mãos e pés ainda estavam atados, embora sentia que haviam aberto uma cratera em seu ânus e, por isso, não conseguia fechar as pernas. Ouviu Nott murmurar alguma coisa e depois apontar a varinha para ele.

"Você não poderá falar com ninguém sobre o incidente de hoje. Será melhor para nós." Falou saindo da sala e deixando o moreno ainda amarrado sobre a cama.

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Snape estava extremamente emburrado naquela tarde fria de inverno. Odiava o natal e não via razão para comemorá-lo.

Resolveu passar pela sala precisa para ver se nenhum aluno andava aprontando alguma surpresinha desagradável.

Viu que o castelo estava muito soturno, anormal para àquela hora da tarde. A porta da sala estava entreaberta e Snape estranhou o fato. Abriu-a sorrateiramente, na esperança de pegar algum delinqüente e puni-lo. Mas a cena que presenciou o marcaria para o resto de sua vida.

Harry Potter estava completamente despido, deitado sobre a cama e bem consciente. Continuou parado naquela posição sem olhar para o professor, que correu para ajudá-lo. Mesmo após desfazer o feitiço que o mantinha preso, o grifinório não se moveu. Snape deu a ele uma manta para se cobrir, mas Harry continuou deitado ali, seus olhos opacos e perdidos em algum universo paralelo.

"P-Potter" Gaguejou o professor sem idéia do que fazer para reanimá-lo. Respirando fundo, perguntou. "Quem fez isso com você, garoto?"

E Harry continuava parado ali. Snape respirou fundo e carregou o menino até a enfermaria.

Madame Pomfrey quase enfartou ao ver Harry daquele jeito. O diretor da Sonserina precisou sacudir a enfermeira para trazê-la de volta a realidade para que pudesse ajudar o garoto, agora repousando sobre uma das camas, ainda no mesmo estado aparentemente vegetativo. Pomfrey pediu para que Snape chamasse Dumbledore, já que ele saberia o que poderia ser feito.

Em pouco tempo o diretor entrou na enfermaria, acompanhado da professora McGonnagall e Snape. Harry já estava inconsciente devido a uma poção que Pomfrey lhe dera, e vestido com um pijama. A diretora de Grifinória soltou um 'Por Merlin' e o diretor observava o jovem.

"Onde está Draco Malfoy?" Foi à primeira coisa que o diretor falou.

"Acho que em seu quarto, senhor. Hoje mais cedo ele foi me procurar apenas para saber a respeito da matéria que ele havia perdido, mas..." Falou Snape.

"Não, Severus." Falou McGonnagall. "Malfoy não está no castelo."

"O quê?" gelou o diretor da Sonserina.

"Hoje de manhã, acompanhado do senhor Weasley e da Senhora Granger, Malfoy foi a Hogsmead comprar presentes de natal com minha autorização. O professor Hagrid foi com eles e eles ainda não retornaram."

Dumbledore encarou Snape como se houvesse descoberto todo o mistério que envolvia aquele caso.

"Impossível. Há duas horas ele estava na minha sala!"

"Severus, por favor, veja se o seu estoque de ingredientes está completo, sim?" Perguntou o diretor calmamente.

Snape concordou com a cabeça e se retirou.

Há alguns quilômetros dali, um Draco Malfoy alegre, que desconhecia o que estava ocorrendo no castelo, procurava o presente de natal ideal para o seu namorado.

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Anna Luthien: Eu também amo eles - Continue acompanhando, vai ficar mais emocionante! Quanto ao numero de capítulos, no máximo eu quero 15. Mais que isso não vai ter XD' Menos que isso pode ter, depende muito do tamanho dos próximos capítulos. Enjoy!

Ô, muito triste essa capítulo, não XD? Tive a ajuda da minha Beta em algumas falas do Nott e do Zabini, já que ela é melhor nisso do que eu (por que eu sempre repito isso?). Tenho uma notícia triste (pra vocês) pra lhes dar: Quinta feira eu vou viajar pra Argentina e só volto lá pelo dia 10 de Julho, então, até essa data eu não vou poder escrever nenhum capitulo novo, nem postar. Mas uma boa notícia é que o capitulo 8 está quase terminado, e vou ver se consigo terminá-lo antes da viagem para que quando eu chegar, eu só poste ele logo :D

Então, como vocês acham que vai ser a reação do Draco quando ele descobrir isso :O? Aguardem hohoho! Não me matem XD'

Desce redondo!