Pov Elijah.
Eu levantei da cama pela quinta vez desde que chegará, não importa quantas vezes eu tentei me concentrar em outra coisa, meus pensamentos sempre parecia levar para uma única menina.
Isabella Swan, minha Tatiana.
– Por que ela não pode renascer com suas memorias passadas, seria bem mais simples. – eu resmungo para mim mesmo.
Eu podia perceber agora mais claramente suas reações quando eu a abordei mais cedo. Ela tinha ficado assustada.
Não era medo que eu queria que ela sentisse diante de minha presença. Pergunto-me se ela sentiu algo além de medo.
Eu pego em minha escrivaninha o último esboço que eu havia feito há tanto tempo atrás.
Eu olho os traços delicados de seu rosto, os olhos grandes que me fitam com carinho e curiosidade.
Suspiro, antes de dobrar o desenho ao meio e abrir a pequena caixa de madeira disposta no centro da escrivaninha. Eu olho a aparência frágil da joia disposta em cima de uma almofada de cetim branca.
Deslizo as pontas dos dedos em cima do coração de ouro branco, sentindo a delicada corrente do colar.
O colar que Klaus e eu iriamos dar a Tatiana naquela noite como símbolo de nosso amor a ela. Tatiana tinha ficado deslumbrada pela joia que uma andarilha estava vendendo e não notou que tanto Klaus como eu a olhávamos de longe. Tatiana não comprou a Joia e vimos como ela ficara por não ter o suficiente para compra-la.
Pareceu-me uma boa maneira de mostrar nosso afeto a ela e também para dizer que Klaus e eu desistimos de brigar pelo seu afeto e que havíamos decidido que ambos a teríamos como esposa e mãe de nossos futuros filhos.
Tatiana tinha um sorriso inocente, no qual eu não poderia me ajudar a não ser sorrir de volta a ela. Ela fez minha vida mais brilhante por estar vivo e algumas noites, eu iria abraça-la e acariciar seus cabelos enquanto ela sussurrava meu nome durante seu sono. Ela tinha sido uma das pessoas mais altruísta que já conhecera, nunca se colocando em primeiro lugar e detestava ser o centro das atenções, mas querendo ou não ela foi o centro de meu mundo e eu podia dizer que de Klaus também.
Tatiana nunca fora uma pessoa muito decidida e ela foi incapaz de escolher entre mim e meu irmão e por um tempo houve discórdia e lutas para ter a sua atenção. No entanto, Klaus e eu chegamos à conclusão que a família vinha em primeiro lugar, éramos irmãos e nos amávamos e depois de vários insultos e brigas chegamos a um consenso.
Amávamos a mesma mulher e ficaríamos com ela, juntos. Tatiana não precisava fazer uma escolha... Mas não tivemos a chance de dizer-lhe.
Eu abro os olhos, fecho a tampa, acariciando os entalhes de madeira, reprimindo minha memorias daquela noite que já dançavam por detrás de minhas pálpebras.
Eu forço minhas lembranças a adormecerem novamente, eu não podia pensar nelas agora. Deixei minha mente voltar à menina que agora me trazia uma nova chance, um novo recomeço.
E dessa vez eu não iria perdê-la novamente.
– Isabella, você pode não estar ciente, mas você será minha. – eu digo a ninguém em particular.
– Nossa. – Klaus diz de forma possessiva entrando em meu quarto.
– Sim. Nossa. – eu digo corrigindo minhas palavras anteriores e me viro em sua direção.
Eu olho para ele com uma sobrancelha arqueada, curioso em saber o motivo de Klaus se encontrar molhado, mas pelo sorriso e o brilho de seus olhos é incontestável seu grau de satisfação.
