Epílogo – Parte 2

Eu aguardava pacientemente em meu quarto. Sentada na cama, eu observava meu reflexo no distante espelho. Será que estou bonita? Eu me perguntava. Não satisfeita com minha aparência, resolvi tomar um rápido banho, rezando para a coruja demorar a chegar a seu destino.

Separei um conjunto com uma calça de moletom e casaco com zíper vermelho, que eu gostava desta cor em mim, já que eu achava que realçava a intensidade do vermelho dos meus cabelos. Era um dia frio, que devia estar mais ou menos 12 graus lá fora. Ao tirar as meias, arrepios percorreram meu corpo por pisar no assoalho frio. Liguei o chuveiro e me enfiei embaixo dele, a temperatura quente da água me agradando. Esfreguei o shampoo pelo meu cabelo, o cheiro de canela exalando do pote invadia minhas narinas. Então, após lavar-me por completo, com condicionador e sabonete, desliguei a água, e me enrolei rapidamente na toalha, por causa da baixa temperatura. Agucei a audição, em busca da voz que abalava meu coração, mas não escutei nada, ficando meio triste por ele ainda não ter chego, e meio feliz por eu ainda ter tempo e não ter o feito esperar. Vesti-me e sequei os cabelos, deixando-os ondulados e belos.

Já aquecida dentro da roupa, sai do banheiro e desci as escadas, para levar a toalha ao varal, para ela secar ao sol de inverno, que não irradiava tanta luz, mas secava as peças do varal, por mais que seja mais lentamente do que no verão. Após a toalha estar estendida no varal, um cheiro maravilhoso de peixe invadiu minhas narinas da mesma forma que o cheiro de canela fez poucos minutos atrás.

- Tomou banho, filha? – uma voz pergunta atrás de mim, fazendo-me dar um salto pelo susto que levei. Minha mãe, aquela simpática gordinha estava atrás de mim, com uma colher na mão.

- Que susto, mãe! – exclamei. – É, resolvi tomar um banho – lancei a ela um sorriso verdadeiro. Eu estive muito melhor após a batalha, uma vez que eu tinha visto Harry e sabia que ele estava bem, e que não se comprometera com alguém – dizia uma pequena voz em minha cabeça, que me fazia dar um discreto riso, para que ninguém perguntasse qual era a graça.

- Ah que ótimo! – disse ela, retribuindo meu sorriso – Chamei Hermione e Harry para almoçarem conosco. Importa-se? – ela me lançou um olhar interrogativo, que eu consegui decifrar. Minha mãe sabia de meu amor por Harry e achava que eu sentia ciúmes da amizade de Hermione com ele. Porém, o que minha mãe não sabia era que Hermione já se comprometera com Rony, meu irmão.

- Claro que não. Sinto muitas saudades de ambos, eu irei simplesmente amar vê-los novamente – meus olhos brilharam de ansiedade. Lancei um olhar ansioso ao relógio, que dizia que eram onze e vinte quatro da manhã – Que horas eles viram?

- Eu disse para virem por meio dia. Não que a gente irá comer exatamente neste horário, mas é bom eles já irem chegando, para eu poder tirar o peixe do forno e já servi-lo imediatamente, daí todos iremos comer o peixe quente.

- Hum, sim. Faz sentido, mãe – enquanto terminava a frase, eu dei um bocejo. Só agora eu havia percebido como eu estava cansada, já que minha noite eu havia passado sonhando acordada com Harry.

- Está cansada, flor? – perguntou minha mãe curiosa.

- É, eu não dormi direito – admiti.

Molly semicerrou os olhos, pensativa.

- Vá para seu quarto e descanse um pouco. Eu acordo você – pensei no que ela disse e assenti, concordando com a sua sugestão. Subi as escadas em direção a porta que não ficava longe dali. Ao subir, dei de cara com um rosto sonolento e cabelos ruivos extremamente bagunçados. Era Rony, meu querido irmão com quem eu não conversava faz tempo. A vontade de matar a saudades dominou meu peito e eu joguei meus braços por volta de seu pescoço. Ele deu uma breve risada, fazendo-me sorrir.

- Bom dia, Gina – disse ele. A voz que ficou ausente tanto tempo em meus ouvidos deixou-me alegre.

- Bom dia, Rony – respondi.

- Sentiu minha falta enquanto eu salvava o mundo? – perguntou ele risonho.

- Claro que senti, seu boboca. Fiquei sem ninguém para encher o saco – desfiz o abraço, para olhá-lo nos olhos. Ele sorria, e eu também.

- Que bom! – exclamou ele. Escutei-o aspirar o ar com força, farejando. – Mamãe está fazendo...

- Peixe – completei por ele – Sim. E pelo cheiro, imagino que esteja bom.

- Tenho de concordar contigo. Acho que ela não vai me deixar tomar um café da manhã, não com este peixe que ela está fazendo. Então irei até ela dizer bom dia, tomarei um banho e colocarei uma roupa – murmurou ele.

- Ótima ideia. Aliás, Harry e Hermione – os olhos de Rony brilharam quando eu pronunciei o nome dela – vem para o almoço.

- Então acho que terei de me arrumar um pouquinho mais – disse ele, sorrindo. Eu não precisava ler a mente dele para saber que ele estava pensando em Hermione.

- Eu ganhei uma cunhada, fiquei sabendo. Não é? – perguntei com um sorriso malicioso. Rony corou fortemente e eu ri alto.

- É, mais ou menos. Eu não sei se vamos ficar mesmo juntos, quer dizer, ela me beijou, mas sei lá. Pode ter sido uma reação da hora. – tagarelou ele, dando de ombros.

- Rony – disse eu, olhando bem fundo em seus olhos. Segurei seus ombros fazendo-o sacudir um pouco – Posso ver nos olhos dela que ela te ama, assim como você ama ela. É estranho que uma anta como você...

- Ei! – interrompeu-me ele. Eu sorri e levantei as mãos em rendição.

- Desculpe, mas é verdade. É estranho que uma besta como você fique com alguém esperta como Hermione.

Ele se encolheu e corou mais ainda quando eu disse o nome dela. Ele ficou observando o chão um pouco e por fim levantou os olhos e encontrou os meus. Rony sorriu e beijou-me na bochecha.

- Vou falar com mamãe – disse ele. O ruivo desceu as escadas e eu segui para meu quarto.

Chegando lá eu abri o armário e puxei uma manta roxa de bolinhas verdes e a carreguei embaixo do braço. Cambaleei até a cama, sonolenta. Deitei-me no colchão macio, que afundava onde eu exercia pressão. Colocando o pé direito no calcanhar do esquerdo retirei os tênis que eu usava e fiz o mesmo com o pé esquerdo. Repousei a cabeça no travesseiro que tinha cheiro de canela, por causa do shampoo que eu utilizava nos cabelos. Estiquei a manta sobre mim, encolhendo-me embaixo dela, esperando aquecer-me mais deste jeito. O gelo que estava minha pele foi esvaindo-se e substituído pelo calor. As pálpebras ficaram pesadas e eu cedi, fechando-as.

- Psiiiiiu! Acorde, sua dorminhoca. – sussurrou uma voz em meu ouvido. Acordei irritada por terem interrompido meu sono gostoso e quentinho, mas abri os olhos esperando não demonstrar isto para não chatear a pessoa que me acordou. Visualizei perto de mim um grande cabelo castanho e cacheado. Seu cheiro era de morango e eu vi que era Hermione.

- Hermione? – eu perguntei grogue, mesmo sabendo que era ela. Fiquei feliz de reencontrá-la e então eu me joguei em seus braços – É tão bom te ver de novo!

- É bom te ver também! – concordou ela.

Desfiz nosso abraço e fitei seus olhos castanhos. Ela sustentou meu olhar e sorriu. Levantei-me e fui até o banheiro e escovei os dentes pelo mau hálito que eu estava após dormir. Pude ver através do espelho Hermione se encostando-se à porta, distraída com seu cabelo.

- Então – começou ela, ainda olhando para o chumaço de cabelo em sua mão – Como ficou este tempo todo?

Hesitei em responder a sua pergunta, já que a resposta era que eu estive depressiva pela ausência de Harry e quase me matei. Aliás, Harry! Ele devia estar no andar de baixo neste exato momento! Como pude esquecê-lo? Meu coração deu um salto ao imaginar aqueles lindos olhos verdes olhando-me.

- Ahn, estive bem. – disse eu, constrangida. – Na medida do possível, é claro – acrescentei.

- Hum, que ótimo. – ela disse isto parecendo que acordava de um transe. Ela largou a mecha de cabelo que estava brincando e me olhava sorridente. – Vamos descer? Estão todos lá. – ela me olhou de soslaio, sorrindo maliciosamente – Inclusive Harry.

Corei fortemente e arregalei meus olhos. Hermione gargalhou atrás de mim e eu me virei. Eu tentei parecer indiferente a seu comentário, porém eu fracassei. Ela me conhecia bem, não havia como enganá-la.

- Vamos descer.

Ela saiu na frente, ainda sorrindo maliciosamente, o que me irritou um pouco. Antes de deixar o banheiro conferi minha aparência, que estava ótima.

Nós descemos e meu coração estava na boca. Cheguei ao pé da escada e tive um vislumbre da sala. Todos estavam rindo e conversando, cabeças ruivas predominavam então não foi difícil achar meu alvo de cabelos escuros. Assim que eu o encontrei comecei a suar. Minhas mãos tremiam e eu fiquei bamba e tive de apoiar-me no corrimão da escada para não cair. A respiração que estava uniforme acelerou e meu coração disparou. Ele estava de costas, porém eu reconheceria aqueles cabelos escuros e bagunçados em qualquer lugar.

- Está tudo bem, Gina? – perguntou Hermione, abaixo de mim. Eu pigarreei e retirei os olhos da cabeça de Harry.

- Está – afirmei. Desci as escadas e sai cumprimentando todos na sala, porém deixei para cumprimentar Harry por último.

Então chegou a vez dele. Harry virou-se para mim, aquele rosto pálido, os olhos tão verdes... O chão parecia ter sumido de meus pés, meu coração só dava solavancos e eu tremia, e ao mesmo tempo suava feito um porco. Engoli em seco, e o cumprimentei.

- Oi, Harry – eu disse. Ele abriu um grande sorriso, que eu retribui esperando que o meu fosse igualmente grande.

- Olá, Gina – respondeu ele. O bruxo se aproximou e deu-me um abraço. Meu coração parecia já ter voado para longe, pude sentir o cheiro doce dele tão próximo de mim... Harry desfez o abraço e nos separamos.

- Então, como é salvar o mundo? – perguntei brincalhona. Harry riu.

- É cansativo, devo dizer. Mas espero que nenhum bruxo seja metido a mal para eu ou alguém ter de salvar a pátria novamente – explicou ele. Ambos rimos brevemente.

- Muito bem! Vamos todos almoçar – anunciou minha mãe para todos na sala. A multidão de cabeças ruivas e a minoria de cabeças de outra cor dirigiram-se a mesa, cada um sentando-se em uma cadeira e conversando alegremente com a pessoa ao seu lado ou a sua frente.

Eu, Harry, Rony e Hermione sentamo-nos na ponta da mesa e conversamos durante todo o almoço. O peixe que minha mãe preparara estava de fato ótimo, e ainda bem que ela havia feito quatro peixes, que serviram muito bem a todos, já que a maioria repetiu o prato.

Após o almoço, todos sentaram-se em algum lugar para conversar.

- Psiiiiu – eu ouvi atrás de mim, virei-me e encontrei grandes olhos verdes perto de mim – Eu queria conversar com você, em particular.

Eu assenti e levantei do sofá grande da sala. Assim que o encontrei novamente, peguei sua mão e subi as escadas com ele atrás de mim. Demos em um grande corredor, e eu fui em direção a meu quarto. Abri a porta para ele passar e entrei logo atrás. O quarto estava arrumado, e eu agradeci a mim mesma por isto.

- Arrume uma bolsa com coisas para ir à praia – disse Harry, olhando em meus olhos. Eu franzi a testa, porque uma mala com coisas para ir à praia?

- Por quê? – perguntei com a voz esganiçada.

- É uma surpresa, que não é difícil de descobrir. Vamos lá, Gina. Arrume e irá saber – explicou ele.

Fui até meu armário e peguei uma bolsa azul escuro que eu tinha de praia. Coloquei dentro dela um biquíni, um vestido leve e azul claro, protetor solar, chinelos de dedo e óculos escuros.

- Tudo pronto – avisei-o. Ele assentiu e esticou sua mão para mim.

- Segure minha mão – pediu ele. Eu estiquei minha mão e fechei os olhos. Tive a sensação de ser puxada por todos os lados e percebi que estava aparatando.

Abri os olhos e percebi que eu estava em uma praia. A brisa marítima batia em meu rosto, açoitando meu cabelo. O sol em cima de nós estava forte, e eu agradeci a mim mesma por ter me lembrado do protetor solar.

- Aqui está calor – comentou Harry. Eu assenti, concordando plenamente com ele. Em baixo de minhas roupas de moletom eu suava muito que já estava ficando enjoada. – Ali tem um banheiro, você pode se trocar lá. Eu vou fazer o mesmo.

Harry indicou com o dedo na direção do banheiro e eu adiantei-me, correndo para lá. Eu estava desesperada para colocar uma roupa mais fresca, pois eu suava muito. Assim que entrei, eu me despi e substitui a roupa de frio por um biquíni. Antes de colocar o vestido sobre a roupa de banho, eu passei protetor solar em todo meu corpo, já que eu era uma pessoa pálida, então eu poderia queimar-me facilmente com aquele poderoso e ardente sol sobre minha cabeça. Então, coloquei o vestido, vesti o chinelo de dedo e tapei meus olhos com os óculos escuros. Olhei-me no espelho e minha aparência era razoável, já que a brisa do mar havia desorganizado um pouco meu cabelo.

Assim que sai, Harry já estava me esperando do lado de fora. Ele vestia uma bermuda bege e uma camiseta pólo vermelha. Estava deslumbrante, pensei. Ficava imaginando (ou desejando) que ele pensasse a mesma coisa de mim. Harry sorriu e eu retribui.

- Onde é este lugar? – perguntei. Imaginei se havíamos saído do país, ou se estávamos em alguma praia do país mesmo.

- Isso importa? – contra atacou ele, com um risinho nos lábios.

- Isso é algo discutível – eu disse, dando de ombros.

- Como assim? – ele parecia ter um interesse súbito no assunto, e parecia não me compreender. Fiquei feliz por ser uma incógnita para ele.

- Eu não tenho como saber se você não é algum assassino que quer me seqüestrar, levando-me para um lugar muito longe do qual eu vivo. – expliquei com um sorriso.

- Posso lhe garantir que não sou. – disse ele, rindo.

- Isso também é discutível – insisti.

- E você quer discutir?

- Não. Hoje não. Vou deixar para outro dia, se eu ainda estiver viva e você não queira de fato me matar.

- Acredite, minhas intenções em relação a você são bem diferentes do que lhe matar.

Eu corei fortemente ao comentário dele. Ele riu.

- Também não sou nenhum pedófilo, ok? – esclareceu ele rindo. Eu não pude me conter e ri também. Senti-me feliz por estarmos sendo tão naturais um com o outro.

- Acho que está ok. Algum movimento em falso e eu irei fugir daqui. Considere-se alertado.

- Já me considero.

Ficamos em silêncio por um tempo, apenas caminhando pela praia em direção ao mar. Andar com o chinelo de dedo era desconfortável, pois a areia subia no chinelo, tornando o andar pesado. Irritada, eu tirei os chinelos dos pés. A areia entrou em contato com meu pé e quando eu andava meus pés se aprofundavam nela de forma confortável, pois a areia estava quentinha por ficar debaixo do sol, então mesmo estando calor a temperatura quente do solo abaixo de mim me agradava.

- Então, temos de conversar. – ele disse, quebrando o silêncio. Eu olhava para o chão, e não pude deixar de perceber que Harry havia retirado seu chinelo dos pés também.

- Sim – eu concordei. – Mas por onde começar?

- É uma boa pergunta. Precisamos conversar sobre... – Harry hesitou em continuar, buscando as palavras certas.

- Como nós ficamos. – eu completei, achando as palavras mais rapidamente que ele.

- Só me responda uma coisa, ok? – ele se virou para mim ao perguntar, ficando na minha frente. Eu assenti a sua pergunta. – Você me ama?

A pergunta me pegou desprevenida. Eu sabia exatamente a resposta para esta pergunta, mas parecia que as palavras fugiam de minha boca sempre que eu tentava dizer algo. Eu não sabia se devia demonstrar meu amor por ele utilizando termos como "mais do que minha própria vida". Harry me fitava, paciente.

- Sim – eu sussurrei por fim. – E você?

- Está perguntando se eu me amo? – ambos rimos com sua piada. Eu dei um tapa de brincadeira nele.

- Você entende o que eu quis dizer. – cada partícula do meu corpo estava temendo sua resposta. Eu queria que, se a resposta fosse não, ele mentisse. Não suportaria saber que não era amada da mesma forma por ele, então eu tremia de medo de sua resposta.

- Gina, é claro que eu te amo. – sussurrou ele. Meu coração deu um solavanco. Eu tive que segurar-me muito para não rir e gritar de felicidade pela resposta dele.

- Então, o que acontece? – eu perguntei. A minha voz saiu um pouco esganiçada pela minha felicidade explodindo interiormente.

- Quando duas pessoas se ama, imagino que elas ficam juntas.

Eu o fitei e ele sustentou meu olhar. Ele se aproximou um passo e colocou a mão em meu rosto. Se aproximou um pouco mais e inclinou a cabeça em minha direção. Meu coração martelava dentro de meu peito. Harry parou de avançar, seus lábios a centímetros dos meus. A respiração dele refletia em meus lábios e a minha nos dele. Entendi sua parada como uma espécie de permissão minha, ah, como ele era fofo sendo assim tão gentil e tímido! Então eu me inclinei para frente e selei meu lábios nos dele. Harry retribuiu apaixonadamente e assim nos beijamos, por certo tempo. Separamo-nos ofegantes, de olhos fechados ainda. Harry se afastou um pouco e remexeu seu bolso. Eu o observava, esperando o que ele ia fazer. Harry colocou um joelho no chão, e colocou o objeto que pegara no bolso em sua mão esquerda indicando-o para mim. Eu estava uma pilha de nervos quando vi que o objeto era uma caixinha azul escura de veludo, que são utilizadas para guardar anéis. Quase vomitei de ansiedade quando juntei as coisas: Harry ajoelhado daquele jeito em minha frente, segurando uma caixa como esta.

- Gina Weasley – começou ele – Eu te amo mais do que qualquer coisa neste mundo. Sua ausência nos tempos sombrios era como um machado fincado em meu peito. Não desejo passar por isto novamente, então quero unir-me a você, para nunca perdê-la, de forma alguma. Você gostaria de se casar comigo?

- Sim – eu respondi, sussurrando. Eu estava sem voz praticamente após sua declaração. Vozes explodiam em minha mente dizendo coisas como: ele sentiu sua falta; ele te ama; vocês vão se casar!

Harry se levantou e esticou o anel que continha dentro da caixa sobre meu dedo. Após isto, beijou-me apaixonadamente, que eu retribui de forma igual.

- Eu te amo – ele disse.

- Eu também te amo – respondi.

E então fomos até a água. Ficamos caminhando sobre a maré baixa que inundava nossos pés. Uma hora ele jogou água em mim e eu contra ataquei jogando de volta. Após certo tempo, ambos estávamos encharcados.

E assim se passou o dia. Ficamos na praia, brincando na água, fazendo castelos de areia como duas crianças e assistindo o pôr do sol no oceano. Então voltamos para casa, contamos a todos sobre a notícia do casamento que todos receberam muito bem. Exceto Rony, é claro, meu irmão ciumento que surtou com a notícia, mas sossegou com a ajuda de Hermione.

Os preparativos do casamento foram feitos e chegou o grande dia. Tudo ocorreu bem, estavam todos alegres e comemorativos. Após os anos, Harry e eu tivemos três filhos: Alvo Severo Potter, Tiago Sirius Potter e Lily Luna Potter. E por incrível que pareça, vivemos felizes para sempre, uma coisa que eu acreditava ser possível apenas em ridículas histórias infantis trouxas.

N/A: Oiiie gente. Este foi o fim da fic Carta Para Harry Potter. Eu espero que vocês tenham gostado! Demorei para postar o último capítulo, eu sei. Desculpem! Então não esqueçam de deixar a Review! Beijinhos, Sunny.