Oi, pessoas!

Tudo bem?

70% desse capítulo foi escrito no tedio de um hospital, sejam legais?! Estou tendo dificuldades para digitar pois faço isso na cama e como queimei uma parte do meu pé, ainda não consegui encontrar uma posição confortável por muito tempo.

Mais um capítulo horrível que na verdade, será dividido em dois. Eu acho que os capítulos estão muito grandes, não é? Eu tentei faze-lo pequeno, mas quando vi já tinham dez páginas no Word, desculpe!

Tenho uma nova paixão e se chama Anne With an E é uma série nova da Netflix, alguém já assistiu? Estou louca por uma segunda temporada. Consigo perfeitamente ver alguns dos diálogos de Anne saírem da boca de Riley.


Ele conseguiu se livrar dos seus guarda costas (isso era como ele chamava as pessoas que o seguiam para cima e para baixo) por alguns minutos e agora enfim, ele conseguia respirar um pouco. Farkle se sentou no canto da cozinha apenas observando o vazio do lugar e seus pensamentos viajaram para a lista de coisas que ele ainda tinha que fazer, quando a dona dos longos cabelos negros entrou distraída na cozinha.

Ela apenas percebeu sua presença ao fechar a geladeira com um pote de iogurte na mão, seus olhos se arregalaram ao vê-lo ali.

- Bom dia, Riley!

- Bom dia, senhor Minkus!

Disse ela baixinho.

- Como vai sua manhã?

- Agitada e o sua, senhor?

- Interessante!

Ela olhou para a porta e para a mesa em dúvida se ficaria na cozinha ou o deixaria ali sozinho.

- Me faria companhia?

Ele sorriu amigavelmente, Riley suspirou por não ter outra alternativa se sentando próxima dele.

- Bom, ainda não tivemos tempo de conversar sobre aquele dia.

- Que dia?

Disse ela já sentindo o nervosismo dar seus primeiros sinais.

- Riley precisamos de você urgentemente!

Disse uma voz na porta, Riley olhou para a pessoa a porta com vontade de abraça-la. Farkle riu, ele nunca teria chance de ter uma conversa com ela sem que eles sejam interrompidos.

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Ele a ouviu entrar em sua sala, Charlie nem precisava tirar os olhos de seu livro para saber quem havia entrado, os passos confiantes e decididos que soavam pela sala era tudo o que ele precisava.

- Muito trabalho?

- Não muito, Topanga – Charlie se endireitou em sua cadeira e sorriu amavelmente para ela – Apenas tentando deixar tudo pronto e você?

- Fiz aquela empresa de palhaços caírem aos meus pés, nunca mais vão querer sonegar impostos.

- Já te disse o quanto a admiro?

Charlie era indeciso sobre qual profissão tomar, seus pais queriam economia ou medicina e ele até pensou em ouvi-los, mas isso mudou em uma tarde, mais especificamente na tarde em que ele conheceu Topanga Matthews. Muito antes de Riley e Charlie decidirem que já estava na hora de entrar em um relacionamento sério, quando eles ainda estavam tendo coragem de tentar ser mais próximos, Charlie adquiriu uma admiração por Topanga. A primeira vez que ele a viu ele e Riley estavam fazendo um trabalho de escola; Cory o encarava sentado no sofá lançando a ele olhares mortíferos pois ele sabia que Charlie estava tentando se aproximar de sua inocente filhinha, foi quando Topanga entrou pela porta com seu enorme sorriso e seus passos decididos.

Topanga foi muito amável, ela começou a contar sobre seu dia de trabalho que aos ouvidos de Charlie soava como diversão ao invés de trabalho. Charlie se viu a enchendo de perguntas sobre sua profissão e dois meses depois, ele estava fazendo estágio na firma em que Topanga trabalha, conseguido um emprego lá após sua graduação. Seus pais ao saberem sobre a decisão de seu filho ficaram muito orgulhosos e agradecidos a Topanga por ser uma grande influência na vida de Charlie.

Topanga sorriu ao ouvir o elogio do ex-namorado de sua filha.

- Pare! Cory e eu estamos indo passar uns dias no Havaí semana que vem, apenas nós dois, sem filhos e stress. Então não se atreva a me ligar!

Disse ela sonhadora pelas férias merecidas.

- Espero que se divirtam. É um lugar muito bonito!

- Isso me lembra – ela riu – de quando vocês e Riley foram para lá. Cory quis comprar uma passagem para surpreende-los lá. Tive que esconder todos os cartões de crédito e conferir o saldo bancário a cada meia hora.

Disse ela divertida ao se lembrar do marido, que odiava o fato de sua única filha namorar um garoto melequento, segundo ele, surtar ao descobrir que os dois iriam passar alguns dias sozinhos no Havaí, em um perfeito clima romântico.

- Senhor Matthews não parava de ligar a cada cinco minutos.

- Por favor! Chame-o de Cory!

- Não creio que isso seria possível, Topanga. Ele deixou isso bem claro!

- Ele ama você. Cory sabe que você é um grande homem, ele só estava sendo um pai ciumento.

- Bom saber!

Disse ele com um sorriso triste.

- Sinto muito por não ter dado certo – disse Topanga se aproximando de Charlie e o envolvendo em um abraço – Você é um ótimo filho! Eu sabia que podia confiar em você no momento em que te vi sentado naquela cadeira sendo amedrontado por Cory. Espero que você saiba que mesmo que as coisas não deram certo, eu o considero como um filho e eu desejo tudo de bom a você Charlie, pois você merece, você vem dando duro por tudo isso. Só seja feliz!

- Obrigado, Topanga! Você é como uma mãe para mim e meu grande inspiração de vida.

Topanga depositou um beijo em sua cabeça.

- Tenho que confessar que eu meio que espero que vocês se acertem. Jantar hoje?

Disse ela se afastando indo em direção a porta.

- Eu adoraria, mas tenho um compromisso. Que tal amanhã?

- Vou cobrar, em!

Ela sorriu, voltando ao seu caminho, mas após alguns passos ela se voltou para Charlie novamente.

- Já estava me esquecendo. Devíamos marcar alguma coisa, só as garotas já que Anne deve estar super entediada naquele apartamento sozinha. Anne, Riley e eu podíamos fazer umas compras juntas.

- Não sei se Riley se sentiria à vontade com Anne depois de...

Topanga revirou os olhos.

-Bobagem! Estamos falando de minha filha, ela vai adora-la!

Topanga continuou seu caminho fechando a porta em seguida deixando Charlie novamente com sua pilha de livros.

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Riley tinha alguns minutos de almoço e ela se questionava se ela deveria se aventurar naquelas ruas ou ficar na segurança do escritório. Ela o viu se aproximar pelo canto dos olhos, ele dispensou a secretaria que voltou pelo caminho que eles haviam feito ao vê-la.

- Hora de almoço, não?

- Sim, senhor.

- Já comeu algo?

- Ainda não, senhor.

- Bom, então estou te convidando para almoçar comigo.

Riley o olhou surpresa pelo convite. O não já estava se formando em sua boca, algo que aparentemente Farkle percebeu.

- Não aceito não como resposta. Você escolhe o lugar e eu pago, essa é minha única exigência.

Zay estaria batendo em suas costas se ele estivesse ali os assistindo, Farkle conseguia sentir a presença dele e seus sorriso orgulhoso. Esse era um movimento ousado, mas ele realmente queria saber aonde isso iria dar. Riley se viu sem saída além de aceitar o pedido.

Eles acabaram em um restaurante a duas ruas da empresa e ao chegarem lá foram muito bem recepcionado pelo proprietário que devia o sucesso de seu restaurante a Família Minkus.

- Devo dizer que essa foi uma boa escolha!

- Sinto muito se esse lugar não é como os que o senhor está acostumado!

- Em primeiro lugar não me chame de senhor, isso me faz sentir como se eu tivesse uns cinquenta anos. -Riley sentiu suas bochechas queimarem e Farkle coçou sua nuca ao perceber que talvez tenha se expressado de forma errada – Mas o principal motivo é que não estamos na empresa, logo, aqui eu não sou seu chefe, sou apenas um cara comum.

-Então, como devo chama-lo, senhor?

- Farkle, apenas Farkle!

- Okay, apenas Farkle!

- Bom, como estava dizendo outro dia, chegou bem em casa?

- Sim, obrigada pela preocupação!

- Fico feliz que você chegou em segurança.

Riley estava completamente constrangida pelo assunto, provavelmente ele pensa que ela é uma dessas garotas que enche a cara e acaba na cama de algum cara qualquer que ela nem sabe o nome.

- Só aconteceu uma vez.

- O que? Foi a primeira vez que você não soube onde mora?

Riley ficou ainda mais vermelha... Que diabos eu fiz?... Ela só lembrava de poucas coisas sobre aquela noite, nada muito importante.

- Foi a primeira vez que eu acabei na casa de um desconhecido, não faço isso normalmente!

- Smackle me disse que esse não é do seu feitio.

- Vocês falaram sobre mim?

Disse Riley confusa... Quem mais sabe sobre isso? Como ele pode!... A hora havia chegado, eles tinham que falar sobre o que aconteceu e Riley tinha que garantir que ele saiba que aquilo nunca mais irá acontecer novamente e que independente do que acontecera aquele dia, Riley era uma pessoa profissional e responsável.

- Um pouco, ela me disse grandes coisas sobre você.

- Bom, eu não estava em um bom dia aquela noite...

Riley parou de falar sem saber o que dizer.

- Eu sei, seu namorado terminou com você e uns dias depois você o viu com outra mulher no apartamento dele.

O que mais ela havia dito a ele, um completo estranho?

- O que mais eu te disse? Eu não me lembro de nada.

Disse ela sincera.

- Você não lembra de nada, nada mesmo?

Farkle deu um sorriso amigável.

- Não.

- Não se preocupe, você não me disse nada muito grave.

Riley suspirou aliviada por não ter dito nenhuma bobagem, pelo menos nenhuma bobagem que Farkle ache que vale a pena trazer à tona. Farkle riu ao ouvir se suspiro, no entanto, a tranquilidade de Riley não durou muito, ela pode não ter dito nenhuma bobagem, mas pode ter feito uma? Farkle a viu ficar tensa.

- Bom... Você sabe... Por acaso... Você e eu – ela gesticulou entre os dois – é... Nós?

- Nós o que? – ele disse sem entender, Riley ficou vermelha e isso foi o suficiente para que Farkle compreendesse o que ela queria dizer. – Não, nós não... Não sou do tipo de cara que se aproveita de garotas e/ou mulheres quando elas estão sobre o efeito de álcool.

Riley riu aliviada, ela se sentiu mais leve como se cem quilos haviam sido tirados de seu ombro ao ouvi-lo dizer aquelas palavras.

- Você pensou que...

- Sinto muito! Eu não sabia e ainda não sei quem você é.

Disse ela aliviada.

- Bom, eu sou Farkle Minkus, filho único de Stuart e Jennifer Minkus. Meu pai construiu o império Minkus e eu sou o responsável em mantê-lo, mesmo que o meu grande amor na verdade é a ciência.

Disse ele oferecendo sua mão a Riley que a apertou e sorriu.

- Muito prazer! Sou Riley Matthews, sou filha de Cory Matthews professor de História e Topanga Matthews advogada.

- Topanga Matthews? Esse nome não me é estranho!

- Ela já trabalhou com o grupo Minkus algumas vezes.

- Eu acho que já a conheci, mas não tenho certeza. Então você está juntando um dinheiro para abrir seu próprio consultório?

- Como você sabe?

Disse Riley curiosa. Terminar a faculdade foi uma vitória, mas entrar no mercado de trabalho estava sendo complicado, Riley havia caído em uma armadilha o que a fez ter vontade de abrir um consultório só para ela. Esse fato a levou a conseguir um emprego temporário no escritório de Nova York do grupo Minkus.

- Smackle tem uma grande admiração e confiança em você e se Smackle tem, eu também o tenho!

Eles estavam tendo um almoço agradável algo completamente diferente do que Riley esperava que seria, resumindo, um silencio constrangedor e uma vontade de enterrar sua cabeça no chão. Porém, ela sentiu seu olhar sobre ela, a sensação de algo familiar naquele lugar, seu perfume foi o que chamou sua atenção.

Riley virou seu rosto em direção a porta e o viu, bem ali a poucos passos de sua mesa os observando, Riley desviou seu olhar quando o dele se encontrou com o dela.

- Charlie!

Foi o que Farkle disse quando ele se aproximou acompanhado com um grande sorriso ao notar sua presença.

- Senhor Minkus, como estás?

Disse Charlie educadamente,

- Muito bem e você?

- Ótimo!

Charlie parou no meio de mesa e seu olhar foi de Farkle para Riley.

- Riley, este é um dos melhores advogados da firma Stevens & Smith, Charlie Gardner!

- Nós... Nós já nos conhecemos, minha mãe trabalha na mesma firma de advocacia.

Disse Riley olhando para seu prato sentindo o peso do olhar de Charlie sobre ela.

- Que mundo pequeno! Como vai a namorada, Charlie? – antes que Charlie pudesse dizer algo Farkle pensou que precisava explicar a situação a Riley, já que ela provavelmente não sabia muita coisa sobre Charlie Gardner – Charlie vive falando da namorada como se ela fosse a melhor mulher do mundo, infelizmente, ainda não pude a conhecer.

- Oh, ele faz?

Disse Riley sem graça evitando olha-lo.

- Como é mesmo o nome dela?

- Riley, o nome dela era Riley.

Seus olhos não deixavam Riley e ela já sabia o que se passava em sua cabeça ou ela pensava que sabia. Aquele olhar frio sobre ela só queria significar uma coisa, ou pelo menos queria dizer algo a alguns meses atrás e esse algo era que ele estava com ciúmes. Charlie não era uma pessoa ciumenta, mas quando ele sentia que algo poderia acontecer entre Riley e um de seus amigos ou notava que um deles tinha uma queda por ela, o que não era difícil já que ela é Riley Matthews, ele sabia ser insuportável, eles já haviam brigado por isso, tudo acabava com Charlie tendo um comportamento infantil, o que deixava Riley puta com ele por dois dias até que ele pedisse desculpas. Riley também se diria uma pessoa não ciumenta, mas Charlie já sofreu poucas e boas com sua insegurança. No entanto, não havia motivos para ciúmes já que eles estão separados.

- Que coincidência! Ela tem o mesmo nome que o seu. - Disse ele se voltando para Riley – Sabia que a mãe da namorada...

Ele se calou ao perceber o que estava fazendo, que Charlie havia dito o nome dela era Riley, era, o que significava que eles haviam terminado e Farkle ficou vermelho. Eles ficaram em silencio por alguns segundos.

- Bom, com licença! Estão me esperando!

Disse Charlie se afastando deles, Farkle ficou constrangido sobre ter dado uma bola fora por alguns minutos. Riley só queria pegar sua bolsa e sair daquele lugar, pois ela sentia o olhar de Charlie sobre ela por todo o resto no almoço. Riley foi ao banheiro que ficava em um lugar mais reservado do restaurante e ela não ficou nenhum pouco surpresa ao encontrar Charlie na porta quando ela saia.

-Oi!

Ele disse sério, seus olhos frios sobre ela como antigamente ele já havia feito, Riley ficou irritada por ele pensar que tinha direito de fazer aquilo com ela.

- Não devo satisfação da minha vida a você.

Disse ela se desviando dele, mas Charlie segurou seu braço a fazendo para e encara-lo irritada.

- Não sabia que você saia com o seu chefe.

Riley tirou a mão de Charlie de seu braço.

- Como já te disse, não te devo satisfações!

Charlie abriu a boca para dizer algo, mas a fechou por algumas vezes e Riley cruzou seus braços protetoramente esperando o que ele tinha a dizer.

- Você está certa! – Ele disse mudando sua postura, seus olhos foram para o chão – Você não me deve satisfações, sinto muito!

Disse ele desnorteado pelas suas palavras, Riley o olhou incrédula ao ver sua mudança, em um minuto estava disposto a entrar em uma briga com ela e no outro a dava razão.

- Você não tem o direito de ter ciúmes de mim. Você terminou comigo, Charlie!

Ele olhou para ela e Riley via tristeza em seu olhar, Charlie humedeceu seus lábios, seus olhos percorreram o salão.

- Você está certa! – Ele sussurrou e se pôs a caminhar – Tenha um ótimo dia, Riley!

Riley estreitou seus olhos irritada quando o viu caminhar para o salão. Sem pensar, Riley rapidamente deu longos passos para alcança-lo o impedindo de continuar seu caminho quando ela segurou em seu braço, Charlie se voltou surpreso a encarando.

- Então você pensa que pode me dizer isso e apenas ir embora?

- Eu disse que sinto muito, Riley!

- Sinto muito! – Riley riu – eu não acredito que você se acha no direito de ter ciúmes de mim. Não é comigo que você tem que se preocupar...

- Sinto muito!

Disse Charlie sinceramente a interrompendo e a única coisa que Riley queria era dar um tapa em sua cara.

- Isso é apenas um almoço, eu não sou você!

Riley se sentiu idiota no momento em que suas palavras deixaram seus lábios, ela não tinha que se justificar a ele. Charlie parecia aliviado e ao mesmo tempo confuso ao absorver suas palavras.

- O que você quer dizer com eu não sou você?

- Eu tenho que ir!

Disse ela dando as costas para ele.

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Maya brincava com uma caneta em sua mesa distraidamente, ela tinha certeza que se arrependeria daquilo no momento que aquelas palavras deixassem seus lábios, não é como se ela não tivesse escolha, pois ela tinha, porém, ela não estava dispostas a passar horas ouvindo Missy reclamar e dizer como ela era uma idiota por perder uma oportunidade dessas se referindo a sair com Lucas que é um cara muito atraente e a estar em contato com o mercado da arte, sem falar das mensagens irritantes que ela recebia de sua mãe frequentemente perguntando sobre o suposto encontro e a forçando a dizer sim a Lucas. Então Maya se viu caminhando para a sala de Lucas para o dar a resposta.

Ele estava completamente distraído digitando algo em seu computador, Maya soube que ele notara sua presença quando um simpático sorriso surgiu em seu rosto. Maya foi até a mesa e deixou os dois convites sobre a mesa o que chamou a atenção de Lucas, ele os olhou sobre a mesa e em seguida para ela a questionando.

- Vou dizer isso rapidamente e vou me arrepender em seguida. Me pegue as sete.

Disse Maya, ela se virou em seus saltos e se pôs a andar, não dando oportunidade para que ele falasse nada e não olhando para trás. Lucas olhou para os convites, ele tinha três horas para melhorar seu relacionamento com Maya e ele não tinha a mínima ideia de como, pois, ela o assustava. Talvez ele devesse recorrer a um velho e eficaz método, ele viu seus dedos digitando um número em seu celular e alguns segundos após uma voz do outro lado.

- Você está ocupado, Zay?

- Nunca estou ocupado para os meus meninos.

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Ele ouviu o barulho de seus saltos soarem no assoalho e ele nem precisou tirar seus olhos da tela para saber de quem se tratava.

- Bom, o que você acha de Nova York?

- Um bom lugar. Por que a pergunta? Por acaso você está se mudando para lá?

Disse Josh com um tom de esperança em sua voz, ele viu a morena estreitar seus olhos irritada.

- Esse seria seu sonho, não é?

- Na realidade sonho com coisas mais importantes. E te ter lá meio que acaba com o clima de Nova York.

- Não esperava nada melhor de você, Matthews!

- Fico feliz em ter a agradado, senhorita!

Disse ele com um sorriso de deboche o que a fez revirar os olhos.

- Voltando ao assunto, precisamos de você em Nova York na terça para as gravações.

- Precisam? De quanto estamos falando quando você diz precisam?

- O suficiente para pagar o seu apartamentinho mixuruca por um tempo.

- Não diga isso! Assim você me ofende. Eu sei que você gostaria de passar umas horinhas lá.

Disse ele se inclinando em sua direção e a dando seu melhor sorriso de flerte o que a fez bufar.

- Em seus sonhos!

- Na verdade nos seus!

- Senhor eu não sei com quem eu dormi ontem anoite!

- Eu podia jurar que foi você!

- Enfim, você ficara lá por um mês então tente não arrumar um filho lá.

- Vou me guarda para você!

Disse em tom de deboche.

- Mais uma coisa. Quando é que você vai fazer aquele maravilho caminho até o RH e de lá até a porta da rua?

- Provavelmente você que fara primeiro, eles me amam!

Disse ele com seu sorriso vencedor e ela se virou caminhando irritada para fora da sala.

- Ah, tente não pegar nenhuma garotinha do ensino médio!

Disse ela saindo da sala, isso foi um lembrete para que ele nunca mais bebesse ao lado dela, pois bem no começo do trabalho ele deixara essa informação escapar... Tenho que tomar mais cuidado com quem eu bebo... Ele voltou sua atenção para sua tela, mas o barulho dos saltos no assoalho voltou e ele se voltou para a porta apoiando seu rosto em suas mãos esperando por mais uma porcaria que sairia de sua boca.

- E só mais uma coisa. Tente não transar com as modelos, não queremos mais confusão com elas.

- Não posso te prometer nada, se elas me procurarem não serei o idiota a dizer não. E já te disse, só tenho olhos para você, não precisa sentir ciúmes!

- Ciúmes, eu? - A morena riu com desprezo – Você daria um bom comediante!

Ela voltou-se para o corredor e saiu de seu campo de vista. Então ele tinha um mês em Nova York, trinta dias para visitar seu irmão, visitar seus velhos na Filadélfia e sua sobrinha com suas amigas enquanto ele se divertia, quer dizer, trabalhava com o ensaio e a gravação de comerciais para a Victoria Secrets.

- Esse trabalho chegou em boa hora!

Josh se inclinou em sua cadeira descansando sua cabeça entre suas mãos e uma postura relaxada para o seu local de trabalho. Ele tinha dois dias para melhorar sua técnica de flerte, não significa que ele não fosse bom nisso pois os vários números de modelos em seu celular diziam o contrário. Quem sabe o que o espera em Nova York, talvez ele tivesse a chance de sair com uma tal loira, caso isso não acontecesse não havia problemas, pois haviam várias outras loiras, morenas e ruivas a sua disposição. Porém, uma coisa ele tinha certeza ele iria ter certeza que deixaria uma certa morena subindo pelas paredes e ele só espera que sua sobrinha não o mate no meio do caminho.

Josh voltou sua atenção para a tela do computador, ele respirou fundo e minimizou o programa em que estava e se voltou para uma página de algum tipo de rede social não autorizada.

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Quando ele assinou o último papel da pasta, Charlie suspirou aliviado. Foi um dia difícil até sua secretaria teve que chamar sua atenção pois ele estava muito distraído. Ele olhou para o relógio e viu que ainda tinha meia hora até que ela chegue em casa e então ele se viu arrumando as coisas em sua pasta de qualquer jeito, ele provavelmente odiaria isso amanhã, mas ele não se importava.

Ela não o devia explicações e ele sabia disso, mas ele não conseguia não sentir aquele incomodo ao vê-la com outro cara. Se ele tinha algo contra Farkle? Farkle e ele tinham uma boa relação, eles se conheceram a uns três anos atrás quando uma das empresas do grupo Minkus sonegara imposto, Farkle e seu pai ficaram irritados quando souberam dessa informação. Ele e Topanga foram indicados para resolverem este problema, porém, Topanga estava sobre carregada de trabalho o que levou o praticamente recém-formado Charlie Gardner ter que tomar conta da situação. Ele estava com medo, pois a família Minkus era um dos grandes clientes do escritório e se ele fizesse algo errado sua cabeça rolaria. No entanto Topanga estava lá para tirar suas dúvidas e dar dicas sobre o que fazer e não fazer. No fim, Farkle e seu pai estavam gratos a Charlie que consegui uma multa mais branda para a empresa envolvida e por ele ter providenciado o período mais longo na prisão aos responsáveis.

Se eles eram amigos? Não, mas tinham grande respeito um pelo outro. Farkle foi responsável por trazer a ele, um praticamente nada no mundo da advocacia, vários trabalhos e por isso ele era muito grato a Farkle Minkus. Eles saiam deves em quando para manter uma boa relação, mas diferente de alguns clientes, Charlie realmente gostava de sair com Farkle, pois suas conversas não eram apenas restritas a trabalho, Farkle gostava de conhecer a pessoas e se interessava verdadeiramente por elas, caso elas fossem de seu interesse.

Charlie se viu na estação esperando impacientemente o metro. Ele podia ouvir a voz de Anne em sua cabeça contando o tempo que ele tinha antes dela agir por conta própria. Porém, já passara da hora de Riley e ele terem uma conversa séria sobre o que acontecera e dessa vez ela não escaparia tão fácil dele, nem que ele tenha que ficar parado que nem um poste na frente de sua porta a noite toda e ele a conhecia muito bem para saber que ela cederia a isso.


Uma boa semana a vocês!

Até mais!

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