Disclaimer: Tudo isso pertence a J.K Rowling. A não ser pelo elfo, Belle e Michael... xP são meus e ninguém tasca! Hehe...

Sinopse: O que acontece quando um elfo, que trabalha para uma Weasley e um Malfoy, fica extremamente irritado e estressado, acabando por armar um plano para se livrar desses dois? Descubra! DG – pós-hogwarts

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O Quadrado Mágico de Dobiky

Cap. 7 – O Acordo

No alto da escada, dois olhares e ouvidos atentos, observavam o provável movimento no andar debaixo da casa. Desciam cada degrau vagarosamente, procurando a fonte dos barulhos ensurdecedores que ouviam.

"Porque as coisas não param de acontecer nessa casa?" – perguntou ela bem atrás dele.

"Porque querem nos infernizar." – respondeu rapidamente, tentando ouvir algo mais além dos barulhos, quem sabe uma voz.

"Só de estar com você já me inferniza o suficiente."

"A recíproca é a mesma."

"O que? Não conseguiu formular nada?"

"Quer fazer o favor de ficar quieta?" – mandou, não conseguiu ouvir nada com ela falando ao seu ouvido.

"Estou quieta." – fez muxoxo.

"Não é o que parece." – reclamou tentando ignorá-la.

"Quem não cala a boca agora?" – e ele teve que respirar fundo.

Desceram mais um degrau. E outro. Ela seguindo-o de perto.

"Quer sair de cima de mim?" – murmurou Draco ao sentir o ar quente da respiração dela em seu ombro.

"Não estou encima de você!" – disse ela descendo mais um degrau.

"Então tira o seu pé decima do meu!" – ele brigou e ela voltou num pulo para o degrau em que estava.

Pararam. Naquela altura da escada, podia-se ver o hall, e apurando os ouvidos, percebia-se que o barulho vinha da porta que dava para a cozinha. Ginny empurrou Draco para que ele descesse mais, mas ele se firmou no lugar.

"Desce." – mandou tentando empurrá-lo mais uma vez.

"Não." – e ele segurou-lhe a mão para que não o empurrasse mais.

"Desce!" – tentou com o outro braço.

"Não!" – ele segurou novamente.

"Qual é o seu problema?!" – perguntou soltando-se dele e encarando-o.

"Qual é o seu problema!" – repetiu mantendo o olhar.

"Temos que ver o que é aquilo!" – insistiu aos sussurros, apontando para a porta da cozinha.

"Temos que esperar." – foi a vez dele insistir, e sentou-se na escada, ela bufou.

"Ora, ora... Malfoy está com medo." – zombou cruzando os braços fitando-o.

"Não é isso, Weasley. É sensatez." – começou, ela bufou mais uma vez e revirou os olhos. – "Weasley!!"

Ele chamou-a ao vê-la descer o resto dos degraus e chegar ao hall de entrada, e quis esbofetear-se por ir atrás dela.

"Pronto, doeu descer uns degraus?" – ironizou ela dando um riso.

"Weasley, a primeira coisa que dev..."

"O barulho vem da cozinha." – interrompeu sem dar atenção ao que o loiro falava, para ela eram desculpas de alguém sem coragem.

"Sério? Bem, o que estou tentando falar é qu..."

"SHH." – mandou irritando-se com a ladainha dele.

"O que está fazendo?"

Vendo que ela quase abria a porta da cozinha, puxou-a com força pela cintura, e meio que sem querer, ela acabou caindo por cima dele, de frente pra ele.

Olharam-se a apreensivos e fez-se um breve silêncio.

"Não temos nem varinha, perdeu a noção das coisas?" – ele sussurrou com o olhar fixo nos olhos dela, tentando afastar alguns pensamentos que envolviam beijá-la da cabeça.

Mais um forte estrondo. Ginny assustou-se, quebrando o olhar, saiu decima dele, sentou-se ao seu lado e respirando fundo, levantou-se; pegou um vaso de porcelana e sorriu para o Draco, que levantava-se.

"Defesa ao modo trouxa. O que quer que esteja atrás dessa porta, eu acerto!"

"Ao modo trouxa?" – e ele riu, não acreditava no que ouvia, ela só podia estar louca.

"Vai ficar parado aí?" – perguntou e sem mais pensar. - "Iiiiiááá." – gritou ao empurrar a porta com o pé, fechando os olhos e pegando impulso com os braços para atirar o vaso.

Tudo aconteceu muito rápido. O abrir da porta, fez com que Draco atentasse para o que teria dentro da cozinha, e ao perceber, apressara-se para pegar a tempo o vaso das mãos da ruiva.

"O que.. o que...?" – perguntava-se a ruiva ainda com os olhos fechados e braços para trás, sem sentir mais o objeto em seus dedos.

Abriu um de seus olhos e direcionou-o a Draco, que fez um movimento com a cabeça para que ela olhasse a cozinha a sua frente.

Na cozinha, parcialmente destruída, encontrava-se a pequena ruiva, Isabelle, com uma varinha na mão, apontando para todos os lados, os movimentos da varinha faziam vários objetos voavarem de um lado a outro, parando somente quando chocavam-se com a parede, dando origem a estrondosos barulhos.

No chão da mesma, o pequeno loiro, Michael, também possuía uma varinha, e imitava os movimentos que a irmã fazia, aumentando ainda mais o caos.

Eles pareciam se divertir, mas Ginny olhara assustada aquilo, enquanto Draco parecia esboçar um sorriso.

"Ham-ham." – ela chamou a atenção, com as mãos na cintura e orelhas queimando.

"O-ow" – disse Belle sorrindo sem graça.

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O amplo hall do Ministério da Magia estava vazio, nas lareiras chegavam pouquíssimos bruxos, normal para um fim de semana. A porta do elevador que dava ao hall se abriu, revelando três pessoas.

"Então, descobriram alguma coisa?" – perguntou Rony após o silêncio que percorrera desde que o tinham tirado da sala junto dos outros Weasley's.

"Acreditamos que sim." – respondeu Hermione tirando de seu bolso uma carta e entregando-lhe.

"Pode parecer estranho a princípio, Rony." – começou Harry ao que chegarem ao hall de entrada do Ministério. – "Mas é a única pista que temos."

"Tentamos encontrar alguma pista envolvendo os Malfoy's, pois eles podem estar fingindo, mas nada foi encontrado." – completou Hermione, e fitou-o, ele ria. – "O que foi?"

"Vocês só podem estar brincando!" – disse Rony começando a gargalhar. – "Isso é ridí..."

"É verdade, Rony!" – respondeu Hermione em meio as gargalhadas dele.

"Draco... mal-vado" – repetiu ele mostrando as palavras na carta para Harry e voltando a gargalhar, escorou-se na parede e passou as mãos na barriga, que começava a doer de rir.

"Rony, vamos, é sério." – pediu Harry puxando-o pelo braço e com um riso nos lábios.

"Isso não é engraçado." – a morena falou puxando a carta das mãos dele e guardando novamente em seu bolso.

"Você não tem senso de humor." – retorquiu Rony secando as lágrimas e tentando parar de rir. – "E sobre o seqüestro, onde está Gin?"

"Rony, o quê você acabou de ler?" – perguntou ela pondo-se na frente dele, obrigando-o a parar e fitá-la.

"Hermione, está na cara que é um elfo tirando onda da nossa cara." – ele falou não acreditando que ela realmente achava as cartas verdadeiras.

"Ou não."

"Ou sim, impossível ele ter feito algo, é só um elfo!" – disse ele balançando os braços.

"Ótimo!" – ela bufou e voltou a andar para os elevadores.

"Hermione, volte aqui." – pediu Harry indo atrás dela. – "Nós temos que investigar!" – completou ao alcançá-la e segurá-la pelos ombros.

"É só um elfo, Harry. Você não ouviu ele dizer? Não temos que nos preocupar." – e se desvencilhando dele, andou até Rony. – "Vamos esperar uns dias, se ela aparecer... bom, se não vamos ter que aprender a viver sem a presença da caçula dos Weasley's. Mas um dia talvez ela reapareça realmente pedaço por pedaço!"

"OK!" – ele vociferou meio assustado. – "Nós vamos." – ela sorriu triunfante.

Seguiram até a rede de lareiras, e cada um pegou um pouco de Pó de Flu.

"Hermione, você não estava falando sério, estava? E se ela aparecer aos pedaços?!" – exclamou ele assustado.

"Obliviate." – sussurrou Harry fazendo Rony esquecer das últimas frases da morena, ela sorriu em agradecimento, seria mais difícil ainda investigar com o ruivo enchendo-lhes de perguntas.

"Ok, vamos! Se eu estiver certo, vou ter que rir dessa sua idéia, Mione." – disse Rony desafiando e apontando-lhe o dedo.

"Não estou dizendo que você está errado." – encarou-o e abaixou o dedo dele.

"Nem que estou certo." – ele cruzou os braços.

"Querem continuar essa discussão mais tarde?" – interrompeu Harry entrando na lareira.

"Isso é porque ele é um elfo?" – e ela imitou-o cruzando os braços.

"É porque ele é SÓ um elfo!"

"Encontro vocês daqui a pouco." – disse Harry e eles somente assentiram com a cabeça, sem olhá-lo. – "Hosgmeade, casa 31" – e jogou o pó na lareira.

"O que foi?" – ainda pôde ouvir Hermione perguntar a Rony que novamente ria.

"Mal-vado! Impossível! Eu estou certo." – o ruivo disse entre as risadas.

As chamas da lareira tornaram-se verdes e Harry desapareceu em segundos.

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A cozinha estava impecável. Não chegava nem perto a bagunça que antes a tomara por completo.

Os móveis colocados cada um em seu devido lugar, inteiros. O chão bem limpo, brilhante. Os armários fechados e todos com portas. E todos os objetos que antes voavam, agora guardados. Na pia, alguns pratos, copos e talheres sendo lavados magicamente.

Enquanto no balcão no centro da cozinha, usado como mesa, Ginny e Draco comiam calados, sentados de frente para o outro.

A ruiva ainda estava indignada por Draco interromper o sermão que ela dava as crianças, sobre como elas poderiam ter se machucado com a brincadeira, para liberá-las para comer algo e depois brincar no jardim.

"É por isso que você é mimado, garanto que seus pais te deixavam fazer tudo que quisesse e te davam tudo que pedia, não é Draco?" – ela quebrou o silêncio, apontando-lhe o garfo.

"Você é brava porque garanto que tinha que brigar pelo único prato de comida que seu pai podia comprar, não é Ginny?"

Voltaram a ficar calados, prestando atenção somente na comida em seus pratos. Da porta da cozinha que dava para o jardim, observaram Belle e Michael brincando do lado de fora, a menina empurrava o irmão dentro de um carrinho de corrida.

"O que?" – ela perguntou ao ver um riso aparecer nos lábios dele enquanto ele a fitava.

"Nada." – respondeu tentando esquecer o quanto ela ficava engraçada e bonita dando bronca em alguém.

"Abre o bico." – mandou curiosa com o fato dele sorrir sem motivo aparente, gostou daquele sorriso e queria saber o motivo de um sorriso ao ver dela, sincero.

"Que modos, Ginny." – disse salientando o nome e levantando como de costume uma das sobrancelhas.

"É no que dá viver quase um vida com homens, aprendo a responder a altura, Draco." – replicou também levantando sua sobrancelha.

"São quarenta e quantos mesmo?"

"Seis." – corrigiu ela.

"Quarenta e seis!"

"Não, idiota. São somente seis!" – e condenou-se por discutir isso, ele só estava tentando irritá-la.

"Ah claro, como ia esquecer." – ironizou ele voltando a comer.

"Você é ridículo." – bufou ela com a boca cheia.

"Estou realmente ofendido." – ele realmente estava inspirado para irritá-la hoje.

"Você é..."

"Ridículo, eu já entendi. Não consegue pensar em algo melhor?" – inspirado era pouco, e ela largou o garfo com força.

"Doninha saltitante, egocêntrico, estúpido, sangue-puro racista, perverso, irritante, arrogante!" – enumerou ela com os dedos.

"Acabou? Realmente tocante, pensou nisso tudo sozinha ou copiou o que todo mundo fala?"

"Desisto." – disse ela cansando-se daquilo e afastando o prato para frente.

"De comer? Normalmente eu não como sobras, mas..." – e puxou o prato dela preparando uma garfada.

"Ei, me devolve!" – mandou tentando puxar seu prato devolta, mas ele levantou-o para perto se sua boca.

"Não." – começou a comer rápido, garfada após garfada.

"Igualzinho ao Rony." – ele parou na hora, soltou o prato e cruzou os braços fechando a cara. - "Ah. Mentira que eu isso te ofende." – disse ela rindo alto.

"Ser comparado a um Weasley traidor de sangue, é a pior ofensa a um Malfoy." – explicou ele friamente, sabia que a ofenderia, mas não queria se importar.

"Deve ser melhor de ser lembrado com um Comensal." – falou sem pensar, normalmente não falava essas coisas, guardava para si, mas ele a irritava a ponto de falar tudo que passava em sua mente.

"Cala a boca, Weasley."

"Estúpido." – e puxou seu prato para terminar de comer o que sobrara.

O silêncio pendurou durante vários longos minutos. Ela se serviu de mais panquecas, ele de suco de abóbora. A comida pareceu mais importante que uma conversa, se é que eles tinham alguma conversa deveras importante.

"Devem estar nos procurando já, não?" – ele quebrou o silêncio tentando puxar assunto.

"A mim sim, existem pessoas que gostam de mim." – ela respondeu e ele se arrependera de ter aberto a boca.

"A queridinha, pequena e indefesa Weasley-fêmea." – zombou ele com a voz arrastada – "Potter, resgate-me." – ele imitou uma voz fina e ela indignou-se, odiava ser lembrada como uma menina frágil.

"Desculpa se meus amigos não estão presos numa cela em Azkaban. Me admira seus pais não estarem lá." – e novamente ela se exaltara.

"Me admira sua família viver na aba do Potter, até criar um departamento para você trabalhar ele criou."

"Não esqueça que você também trabalha lá." – lembrou ela começando a sentir suas orelhas e seu rosto ficarem vermelhos.

"Não depois de sair daqui."

"Antes que você peça demissão, eu te demito!"

"Ótimo!"

Mais uma vez ficaram calados, trocando somente olhares nada agradáveis, já que não havia comida para desviarem a atenção. Olharam novamente para o jardim.

As crianças continuavam a brincar, pareciam caçar borboletas, Belle corria com algo que parecia uma rede e Michael corria atrás dela o mais rápido que podia, o que lhe acarretava diversos tombos, vários em que Belle voltava e ajudava-o a levantar.

"Minha família não vive da aba do Harry." – interrompeu ela parecendo ofendida, desviando o olhar da porta e fitando-o.

"Que seja." – disse ele frio, sem se importar.

"E eu não quis ofender sua família."

"Que seja." – ele deu ombros.

E outra vez ficaram calados, agora sem ao menos se olharem. Ginny recomeçou a ficar com raiva, eles não conseguiam ter uma conversa normal.

Tudo bem que antes ela não se importava com isso, mas eles estavam juntos nessa, mesmo não querendo estar. Teriam que entrar em harmonia, pelo menos um pouco, o mínimo possível, harmonia demais, teria outras conseqüências que só de pensar, lhe davam um certo calor.

"Isso é ridículo." – falou a ruiva batendo a mão no balcão, chamando-lhe a atenção.

"Você?" – ironizou ele com o sorriso zombeteiro.

"Dá pra parar com isso?"

"Finalmente sem ter resposta? A pequena está perdendo o jeito." – continuou ele com seu ar irônico, colocando os pés encima do balcão, balançando-se um pouco com a cadeira.

"Chega! Temos que parar com essas picuinhas!" – explodiu ela com raiva.

"Pensei que gostasse." – ele não conseguia parar, era mais forte que ele.

"É, minha vida melhora ouvindo seus doces comentários." – disse ela com sarcasmo, escorando seus braços no balcão.

"Pensei que fosse pra parar com isso." – retorquiu, ela levou as mãos na cabeça.

"É, desisto!"

"Ok, parei." – ele consentiu, percebeu que aquilo não daria certo daquele jeito.

Eles mal conversavam e quando trocavam palavras eram ofensas e ofensas não ajudaria a sair daquele lugar. Certo que era uma forma de defesa, não somente das palavras dela, mas também da maneira que ela o afetava quando baixava a guarda. Se ele soubesse que ela pensava da mesma forma.

"E então...?" – ela cortou os pensamentos dele.

"E então o que?"

"Vamos entrar num acordo?" – perguntou fitando-o.

"Que tipo de acordo?"

"Pare de agir feito um Malfoy." – começou ela.

"Impossível."

"E eu paro de agir como uma Weasley."

"É possível?"

"Temos que nos unir para sair daqui sem matar um ao outro."

"O que propõe?"

"Chega de provocações, ofensas, brigas, e nada de..." – ela ficou corada. – "proximidades."

Aquilo fez o estômago deles dar voltas. Todas as vezes que ficaram próximos voltara a mente deles em vários flash's. O toque eletrizante, os arrepios, as carícias, a forma que se beijavam, que os corpos encaixavam...

"Ok." – ele apressara em dizer, tentando mostrar-se inexpressivo. "Impossível, impossível, impossível e mais que possível o último."

"Draco, é sério." – insistiu ela querendo dar um soco na cara dele, porque ele tinha que ser tão Malfoy.

"Eu também falo sério." – retorquiu arqueando novamente a sobrancelha.

"Realmente, é impossível!" – vociferou ela não acreditando que ele implicava novamente.

"Ok, ok... eu posso tentar." – ele consentiu esticando sua mão para selar o acordo.

"Ótimo, também vou tentar." – disse ela estendendo a mão e apertando a dele.

Não puderam deixar de sentir aquele frio na barriga quando os olhares se encontraram, será que aquilo daria certo? Após soltarem as mãos, ela levantou-se e levou para a pia a louça que sujaram, ele continuou ali com os pés no balcão observando-a.

"Mas os elfos da mansão cozinham melhor que você." – e ela riu.

"Você não agüenta um segundo!"

"Não sabia que já havia entrado em vigor o acordo." – disse ele sarcasticamente.

"Ok, Draco. Quero ver fazer comida melhor!" – desafiou.

"Não pode ser tão difícil assim."

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As ruas de Hogmeade não estavam totalmente vazias, várias pessoas perambulavam entrando numa loja ou outra, ou voltando para suas casas. Numa certa casa do vilarejo, a chegada de umas visitas certamente assustaria alguém.

"É aqui mesmo?" – perguntou Hermione limpando as vestes ao sair pela lareira.

Encontrou com Harry e Rony parados na sala da casa de Dobby. Era bem simples, três poltronas pequenas em frente a lareira sobre um tapete tricotado com várias cores, provavelmente feito por Dobby.

"Mestre Potter e seus amigos vieram fazer uma visita a Dobby!" – o elfo descia as escadas encontrando-os. – "Dobby muito feliz em vê-los." - e puxou cada um para apertar as mãos freneticamente.

"Oi Dobby." – exclamaram eles ao tocar sua vez.

"Menino Sr. Potter devia ter avisado que vinha! Dobby muito feliz por receber amigos!" – dizia fazendo reverencias.

"Também estávamos feliz em vê-lo, Dobby." – sorriu Hermione.

"Dobby feliz por menino Sr. Potter dar trabalho ao pequeno Dobiky!" – lembrou o elfo puxando Harry para mais apertos de mão.

"Não foi nada." – disse Harry sem graça.

"Dobby um dia pagar! Harry Potter ser grande amigo!" – e ele fez mais uma reverencia, encostando seu nariz pontiagudo no chão.

"Dobby..." – chamou Harry.

"Harry Potter ajudou Dobby a ser o que é! Dobby nunca esquecer." - interrompeu o elfo apontado seu dedo a cabeça.

"Dobby..." – chamou Hermione, o elfo não parava de falar.

"E menina Srta. Granger ajudar muito com o F.A.L.E!" – lembrou ele também puxando-a para mais apertos de mão.

"Obrigada, Dobby!" – ela disse soltando-se dele.

"E menino Sr. Weasley." – disse, Rony olhou esperando um elogio, mas o elfo só forçou um sorriso e deu as costas.

"Valeu, Dobby." – disse o ruivo em ironia.

"Dobby ter presente para grande amigo!" – exclamou o elfo tendo uma idéia.

"Dobby, nós..." – tentou Harry chamar a atenção do elfo, mas ele parecia estar em outro mundo devido a felicidade de ter visitas em sua casa.

"Dobby dar a menino Sr. Potter seu tapete." – disse começando a enrolar o tapete colorido em frente a lareira, empurrando as visitas para que saíssem decima do tapete.

"Não precisa, Dobby." – apressou-se Harry em dizer.

"Dobby não aceitar não." – e empurrou o tapete enrolado para que segurasse.

"Obrigado, Dobby, mas..."

"Winky ficará feliz em vê-lo! Dobby chamar Winky. Winky estar assistindo tevelisão." – explicou subindo andando até as escadas da sua casa.

"Tevelisão, aquele troço trouxa que tem na sua casa Mione, você tem Dobby?" – perguntou Rony maravilhado andando até o elfo.

televisão." – corrigiu Hermione achando graça.

"Sim, elfo ter."

"Quero ver!" – exclamou o ruivo feliz.

"Rony, viemos a trabalho!" – lembrou a morena puxando Rony pelo braço, já que esse subia junto com o elfo as escadas.

"Uns minutinhos não fazem mal." – disse a ela e virando-se para o elfo. – "Dobby, amigão, vamos... me mostre sua tevelisão."

"Amigo de menino Sr. Potter não agradar Dobby." – disse ele fuzilando Rony com o olhar.

"Qual é amigão, me mostre sua tevelisão!" – repetiu Rony dando uns tapinhas nas costas do elfo, quase derrubando-o.

"Dobby buscar algo para Sr. Weasley, Dobby achar que menino estar com problemas." – o elfo sumiu com o estalar dos dedos, deixando Harry e Hermione rindo do ruivo.

"O que foi?" – perguntou ele, e logo começou a rir.

Enquanto o elfo não voltava, observaram a sua volta, tentando achar alguma pista. Mas nada levava a crer que Ginny e Draco haviam passado por ali, nenhum fio de cabelo e nenhum objeto deles, como capa, varinha ou qualquer roupa.

"Chá para o menino estranho." – disse Dobby assustando-os ao voltar com outro estalo e entregando o chá a Rony. – "Menino Sr. Potter deseja algo?" – perguntou com mais uma reverência.

"Gostaria de falar com Dobiky, ele está?"

"Algum problema com Dobiky? Dobby querer saber!" – preocupou-se o elfo.

"Só queremos fazer umas perguntas." – tranqüilizou Harry com um sorriso.

"Dobby chamar Dobiky." – assentiu o elfo ainda desconfiado e enchendo os pulmões de ar. - "DOOOOOOOOBIIIIIIIKYYYYYYYYYY!"

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N/A: Sim, eu estou viva. Não, não abandonei a fic. Sim, demorei MUITO a atualizar. Sim, eu pretendo terminar a fic! Me ausentei todo esse tempo por causa de estudos, estudar para tentar uma federal não é nada fácil. Nem sei se o capítulo ficou tão bom quanto eu desejava, mas espero que gostem. Dei uma editada nos capítulos anteriores, modifiquei pouca coisa, nada que vá atrapalhar a leitura dos próximos capítulos. Cap. sem beta. Qualquer coisa ou duvida (já que talvez eu tenha me perdido depois de tanto tempo sem ver a fic) me avisem ;

Agradecimentos a miaka, Lari Diggory, ana.teresa, Ly W. , SophiaW, Rafinha M. Potter, Dani Sly, Cecilia, monique, Cris Anne Malfoy , Tre Santos , Jessica Souza , barbara granger , Gabii , Maria Isabel , Gi W. Potter ,Bia-Malfoy-84 e a todos que acompanham a fic, que pelos e-mails e reviews me fizeram ter peso da consciência de ficar enrolando com a fic e escrever da vez! Muito obrigada e minhas sinceras desculpas pela demora.

Beijos e até logo! (tomara!)