Capítulo Sete

HERMIONE

É claro que o meu jantar foi um sucesso. Vamos combinar que qualquer pessoa depois de voltar do trabalho gostaria de encontrar uma comida quentinha feita com muito carinho.

Tá bom, a comida não é aquela coisa "nossa, que comida boa, vou comer até passar mal", mas deu para enganar os bestas, quer dizer, deu para satisfazê-los.

Descobri que eles são irmãos e que foram abandonados pelos pais quando ainda eram crianças. Desde então cresceram (no sentido de envelhecer né, porque, sabe, eles não chegam nem a 1,50 m de altura) sozinhos e sempre tiveram que trabalhar para sobreviver.

O nome de cada um pareceu bem complicado por isso, carinhosamente, apelidei cada um com a característica que lhe era mais destacada: Feliz, Soneca, Atchim, Dengoso, Zangado, Mestre (esse eu me identifiquei muito) e Dunga. Preferi não dizer meu nome verdadeiro, porque sabe eles são pequeninos, fofos e prestativos, mas não sei se posso confiar neles. Então, para eles, meu nome é Branca.

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LUNA

Não sei o quê está acontecendo, porque ninguém me diz nada, mas sei que há algo estranho.

Gina está tão cabisbaixa que nem pensa mais no vestido que usará na festa do meu aniversário. Parece até que ela nem quer mais ir...

Olhei mais uma vez para o meu lindo vestido amarelo-gema-de-ovo e suspirei. Não teria graça se minha melhor amiga não fosse mais.

Deixei o vestido e a caixinha de costura em cima da cama e saí em direção ao pátio, precisava pensar um pouco na minha vida.

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HARRY

Estava infeliz.

Minha namorada me deixou porque sumi durante alguns dias e, ao contrário de pensar que fui seqüestrado, ela preferiu acreditar que tinha ido embora com minha melhor amiga (que, por acaso, ainda está sumida).

Meu melhor amigo não fala mais comigo, porque pensa que o traí com a menina que ele ama desde os 11 anos de idade (sim, essa menina é a minha melhor amiga).

Os dois são irmãos (minha namorada e meu amigo) talvez isso explique TANTA BURRICE!

Dei um soco na árvore mais próxima e logo me arrependi quando senti a dor.

Como duas pessoas podem ser tão teimosas? Será que eles não notam que a Mione sempre foi uma irmã para mim e que ainda está sumida e pode estar correndo risco de vida? Ou quem sabe até morta?

Ia dar outro murro na árvore, mas desisti.

E isso tudo é culpa da Parkinson! Foi ela que me seqüestrou como uma lunática! Eu não me importo com ela, para mim tanto faz se fica parecendo o cão chupando manga depois das 18h. EU NÃO LIGO!

Saí em direção ao salgueiro e fui à procura dela. Foi ela que causou tudo isso, então será ela que irá resolver.

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GINA

Não fui para nenhuma das aulas da tarde. Não sou obrigada.

Tá bom, eu sou obrigada, mas não estou com condições de agüentar aulas chatas enquanto meu coração está partido.

Essa foi brega, mas é verdade. Eu sempre amei o Harry e para mim foi um sonho realizado quando começamos a namorar. Nunca pensei que ele pudesse fazer isso, ainda mais com a Hermione!

Pela milésima vez somente naquele dia, deixei que as lágrimas saíssem livremente.

"Weasley, você deveria estar dentro da Escola."

Malfoy de novo.

"Já terminaram as aulas, posso estar onde eu quiser."

"Você deveria estar no Salão Principal, jantando com os outros. E se você não fizer isso agora, vou te dar detenção."

"VOCÊ NÃO FARIA ISSO!" – levantei de um pulo.

"Você sabe que eu faço sim, Weasley."

"Por que você é tão mau?" – berrei sem conseguir controlar a revolta e as lágrimas – "Por que faz isso comigo? Por que não me deixa em paz?" – esmurrei com toda a força o peito dele, até que o bruto segurou meus punhos.

"Você está encrencada, Weasley." – ele me deu uma sacudida tão forte que acabei me aproximando do corpo dele.

"Ai é?" – aproximei o rosto e encarei aqueles olhos da cor de um dia nublado – "E o que você vai fazer?"

E ele fez a única coisa que eu não esperava.

Draco Malfoy me beijou.

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PANSY

Depois que fui amaldiçoada minha vida social é zero. Todas as festas acontecem após as 18hs. Às vezes tenho vontade de ir, mas não tem depilação que acabe com os pelos do meu rosto quando estou transformada.

Olhei para o espelho mais uma vez e suspirei desgostosamente.

Horrível. Deformada. Desgraçada.

E desesperançada.

Ninguém vai me querer. Eu sei disso, porque sou insuportável. Essa história de amor verdadeiro nunca irá acontecer.

"PARKINSON!" – ouvi o grito e me virei rapidamente a tempo de ver o Potter entrando no meu esconderijo.

"O quê você está fazendo aqui?"

"Você vai falar com a Gina e com o Rony, vai dizer para eles dois que você me seqüestrou e por isso sumi."

"Certo. Você quer que eu vá agora?"

Ele me olhou sério e respondeu:

"Você está sendo irônica?"

"Claro que sim! Você acha mesmo que vou lá e dizer que sou um monstro e por isso te seqüestrei?"

"A Gina terminou comigo por causa disso."

"Não me interessa, Potter. Para mim tanto faz."

"Você merece tudo isso, Parkinson. E eu espero que você não consiga se livrar da maldição, porque já é um monstro nas atitudes e será também na aparência." – e saiu soltando fogo pelas ventas.

Esperei ouvir o barulho da porta se fechando com força para chorar.

Porque eu sabia que ele tinha razão.

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BLAISE

Procurei Draco e Pansy por todos os lados, mas não consegui encontrá-los. Sendo assim, decidi ir para o Salão Principal sozinho, afinal logo acabaria a hora do jantar e eu ficaria com fome.

Já estava quase entrando no Castelo quando uma brisa trouxe o perfume dela. Era estranho, mas eu sabia que Luna estava ali, por isso segui o rastro do cheiro suave e a encontrei sentada em um dos bancos do pátio, olhando o céu.

"Hm...tudo bem, Lovegood?" – perguntei.

Ela me olhou assustada, mas logo sorriu.

"Tudo, Blaise. Estava tentando ler o que está acontecendo."

"Onde? No céu?" – sentei ao lado dela e sorri.

"Sim... minhas tias me ensinaram, mas eu esqueci."

Sorri com a resposta. Luna era conhecida por ser um pouquinho avoada e, confesso, antes zombara dela, mas agora estava achando que ela era encantadora.

"Você não deveria se preocupar. Isso é besteira."

"Não sei." – respondeu pensativa – "Todos estão estranhos: Harry, Rony, Gina."

"Eles sempre foram estranhos." – falei em tom de brincadeira.

Ela sorriu.

"Você não é o que parece."

"Como assim?"

"Você parece mau, mas é legal."

Ri com gosto porque ela era muito inocente. Se soubesse o que eu gostaria de fazer naquele instante saberia que não sou legal.

"Por que você ri? Também me acha uma boba, uma lunática?" – ela levantou e vi que falava sério.

"Ri porque está enganada, Lovegood. Eu sou mau. E não, não acho que seja uma lunática."

"Então por que estava aqui sentado comigo? Só para rir de mim?" – os olhos dela encheram de lágrimas e comecei a ficar em pânico, pois se existe algo que me assusta é uma mulher chorando.

'Não. Lovegood..." – ela chorava muito e eu estava para gritar socorro – "Luna, eu sentei aqui porque queria conversar com você."

Não era bem isso. Era mais do que ém não sei por quê. Mas durante todo o dia só pensei em vê-la e em estar com ela.

"Todos só querem rir de mim." – falou enquanto eu a abraçava e ela envolvia minha cintura com os braços.

"Eu não quero isso, Luna." – falei – "Eu gosto de você."

"Gosta?"

"Sim."

"Então me mostre." – pediu.

E não hesitei em mostrar quando juntei nossos lábios em um beijo.

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NOTA DA AUTORA: Oin, xente kirida Du meu coraxão! (Tentando ser fofa para vocês não me matar). GENTE! NUM MATA A AUTORA! QUE SE ELA FOR MORTA NÃO TEM PRÓXIMO CAPìTULO NÉ!

Então, depois de vamos ver... CINCO MESES AND 19 DAYS, to de volta né! Hehehe Eu passei esse tempo TODDYNHO sem inspiração para escrever. Muita depressão, muitos problemas, muita vontade de acabar com tudo, então recebi lynda review que me deu ânimo para escrever essa porcaria em UM DAY, xente! É RECORT!

Eu já nem sei mais o que eu queria com essa fanfic, já esqueci! Os beijos não iriam acontecer agora, iam acontecer no último capítulo, mas como quis me redimir com minhas queridas, lindas e fofas leitoras eu coloquei DOIS, TOIS BEIXOS!

Ia falar algo serio sobre a fic, mas já esqueci...

Agradeço a quem mandou review no capítulo passado. Amo vocês, tá? Não desistam da história, (não) garanto que vocês vão adorar!

Beijos,

Manu Black