Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 7.
Autora: Karla Malfoy
Beta:SHOLMES... \o/
Par/Personagem: Sherlock Holmes&John Watson
Classificação: M 13+
Resumo: John é forçado a ver algo que está debaixo de seu nariz e que não queria ver. Às vezes as pessoas que estão do nosso lado são aquelas que são destinadas a ser nossa fortaleza. E quando essa fortaleza cai nos vemos perdidos. Será John capaz de aceitar o inevitável? Será ele capaz de fazer com que sua fortaleza volte a ser forte e indestrutível, sem que isso o destrua por dentro, mesmo que isso signifique abandonar o que lhe é mais precioso?
Disclaimer: Sherlock Holmes, suas histórias e seus personagensforam criados por Sir Arthur Conan Doyle, a serie televisionada foi criada por Steven Moffate e Mark Gatisse e são de propriedadeda BBC. E eu sou só uma fã ardorosa de seus personagens, quer dizer de alguns, pois têm outros que dá vontade de matar... (cara de brava) e só para lembrar... Eu não quero e nem pretendo ganhar dinheiro com eles. Seria felicidade demais para uma pessoa só, deixo isso com o povo da BBC...
AVISOS: Olá... por favor leiam os avisos no final da fic... relembro que essa fic é tema Slash, relacionamento entre homens, se não gosta, por favor não leia...
Sorry pela postagem tardia... enjoy.. o/
Tempo de Sonhar
John acordou com o sol entrando pela janela do quarto e a primeira coisa que sentiu foi um gosto horrível na boca. Sua cabeça parecia que ia estourar e seu estômago estava reclamando; algo subia por sua garganta queimando. Ele abriu os olhos e colocou a mão na boca, levantou correndo da cama e correu para o banheiro o mais rápido que suas pernas permitiram. Ele ficou vários minutos colocando o que quer que estivesse no estômago para fora.
Quando seu estômago acalmou John foi para a pia lavar a boca e escovar os dentes, desligou a luz do banheiro e voltou para a cama. O loiro se arrastou para debaixo dos cobertores, pois ele se sentia péssimo; tentou puxar o cobertor para cobri-lo, mas algo o estava impedindo. Ele virou para o lado e se deparou com um par de olhos azuis o encarando.
- SHERLOCK? – John quase caiu da cama. O moreno estava sentado do outro lado da cama e segurava um livro nas mãos; Sherlock estava sentado em cima do cobertor, vestia um roupão branco e tinha os cabelos molhados.
- Melhor depois de colocar para fora o que estava incomodando seu sistema digestivo?
- O..o.. que faz na minha cama? – John percebeu que estava só com sua roupa de baixo e viu que suas roupas estavam jogadas no chão de qualquer jeito.
- Não se lembra de ontem à noite?
- Ontem à noite?– John tentava forçar a memória mas não se lembrava de nada; só sentia uma dor de cabeça absurda que parecia querer rachar seu crânio. – Não me lembro... – O loiro olhou para Sherlock e ele tinha uma sobrancelha arqueada.
- Não se lembra de nada? Nada mesmo? – John estava começando a ficar preocupado. Sherlock fechou o livro e se virou para colocar o livro na cabeceira da cama de John, e ao fazer isso, o loiro pode ver uma marca vermelha no pescoço de Sherlock. A marca lembrava muito um... um...
- Oh meu Deus não. – John tentava forçar a memória, mas só sentia uma puta dor de cabeça. Ele estava começando a ficar desesperado.
- O que foi John?
- Aconteceu alguma coisa ontem?
- Aconteceram várias coisas ontem, você precisa ser mais específico. – John gemeu e colocou a cabeça entre as mãos. O loiro tentou identificar algum sinal do que aconteceu na noite passada em seu corpo, mas não descobriu nada. Por fim ele levantou o rosto e limpou a garganta.
- Nós fizemos alguma coisa? Não..não.. quer dizer, nós... quer dizer.. você e eu, nós...
- John você não está sendo muito coerente. – Sherlock cruzou os braços sobre o peito e cruzou suas longas pernas. John acompanhou o movimento e viu que seu amigo estava sem calça por baixo do roupão; o loiro parou de respirar.
- Sherlock você está sem calça?
- Sim. Acabei de sair do banho John!
- Sherlock pelo amor de Deus, vai vestir uma roupa! – John puxou o cobertor até o queixo muito consciente agora de que estava na mesma cama que Sherlock e que ele estava praticamente nu.
- Não se lembra de nada mesmo? – John balançou a cabeça negando. – Hum... amnésia alcoólica? Interessante.
- Amnésia alcoólica? – John perguntou confuso.
- Sim, quando cheguei ao apartamento você tinha bebido praticamente toda uma garrafa de conhaque. – Sherlock se levantou e foi para um canto do quarto, se abaixou e pegou algo no chão.
Quando Sherlock levantou da cama, John pode ver pela abertura do roupão a parte interna de uma das coxas do moreno. O loiro fechou os olhos. Deus como a pele dele era tão clara... John abriu os olhos quando sentiu a cama mexer novamente. Sherlock tinha voltado e tinha uma pasta preta na mão.
- Sherlock...
- Sim, John.
- O..o que é isso no seu pescoço? – Sherlock olhou para John e o loiro não olhava para ele.
- O que acha que é? – O moreno devolveu a pergunta.
- Por que simplesmente não responde a maldita pergunta Sherlock?
Sherlock tinha um pequeno sorriso no canto dos lábios. – Vamos John, você mora tempo suficiente comigo para saber o que é.
- Isso parece... parece... hum... uma.. uma...
- John pare de gaguejar e diga de uma vez!
- Ok! Estou tentando, Cale a boca! Parece que alguém lhe deu uma mordida e um chupão no seu pescoço. – O loiro olhou para o lado morto de vergonha.
- Sério? – Sherlock perguntou interessado. Ele se levantou da cama e foi em direção ao pequeno espelho que John tinha em seu guarda roupa e ficou olhando a marca em seu pescoço. – Hum... vou anotar isso para futuras análises, contudo sua observação é imprecisa. – Sherlock voltou para a cama.
- Não é isso? – John perguntou com um quê de curiosidade e decepção. – Sherlock estendeu o braço e entregou a pasta preta para John.
- Acho que isso irá ajudar a você se lembrar.
John olhou para a pasta e na etiqueta branca estava escrito: Harriet Watson. O loiro começou a respirar com dificuldade, agora ele lembrava.
O beco com o corpo da irmã, do velório, em sua chegada ao apartamento, de beber a garrafa de conhaque quase toda, de Sherlock chegando querendo falar com ele e dele mandando seu amigo embora. Lembrou-se das mensagens no celular, de Sherlock dizendo que tinha encontrado o assassino da sua irmã, dele chorando e Sherlock indo até ele e por fim dele pedindo ao seu amigo para abraçá-lo.
John levantou da cama e deixou a pasta escorregar por seus dedos. Ele foi em direção à janela e encostou sua testa no vidro frio; ele queria que aquilo tudo fosse um pesadelo, mas não era. As fotos na pasta com a autopsia de sua irmã eram fatos mais que concretos dizendo que a realidade era dura e cruel. Sua irmã tinha mesmo morrido e ele não podia fazer nada para mudar isso; a única coisa que podia fazer era lamentar, não. Ele poderia vingar sua irmã, justiça. O soldado dentro de John queria sangue e ele arrancaria o coração daquele cretino assim como ele tinha feito com sua irmã.
Ele iria à Scotland Yard e ficaria cara a cara com filho da mãe, e ele veria a vida sair dos olhos dele assim como ele tinha feito a sua irmã. Ele iria pagar o que tinha feito com a própria vida. John tinha fechado o punho com tanta força que sentia os dedos doerem.
- Se você fizer isso, só estará se igualando a ele. – John ouviu a voz de Sherlock logo a suas costas. O loiro nem se importou de perguntar como seu amigo sabia o que ele estava pensando, sabia que seu amigo estava certo mas naquele momento não se importava. Ele se virou e tinha os olhos turvos.
- Que se dane Sherlock eu não me importo, só quero aquele idiota MORRA. – John gritou.
- Então você está dizendo que concorda que toda e qualquer pessoa que perca alguém próximo faça justiça com as próprias mãos? Então devemos sair por aí matando as pessoas só por que achamos que elas merecem? E eu sou o sociopata aqui John?
- VAI PRO INFERNO SHERLOCK! – John gritou e ia saindo, mas Sherlock o impediu empurrando-o com força contra a parede e John sentiu suas costas doerem com o impacto.
Sherlock estava com as duas mãos na parede, cada uma de um lado da cabeça de John.
- Se acalme! você não está pensando direito. – Sherlock disse em uma voz que deixava claro o quanto ele sabia do descontrole do amigo. – Ele já está preso e não tem como ele se safar. Vamos deixar Lestrade uma vez na vida fazer o trabalho dele.
John respirou fundo várias vezes, Sherlock estava certo. Como tinha ficado descontrolado daquele jeito? O loiro fechou os olhos tentando se acalmar.
- Melhor? – A voz do seu amigo não era mais que um sussurro.
- Sim. – John respondeu e quando abriu os olhos viu que o laço do roupão de Sherlock havia se desfeito o mostrando completamente nu. John arregalou os olhos. Pode contemplar o corpo de Sherlock, seu tórax tão pálido, seu abdômen tão reto. Seu olhar deslizou um pouco mais até que seus olhos vislumbraram seu...
- Oh Deus! – John levantou o olhar mais rápido que pode e viu Sherlock olhando para ele. John viu novamente aquele brilho predador nos olhos do amigo, e daquela vez ele tinha certeza que não estava vendo coisas.
- Sherlock? John? – O loiro congelou quando escutou a voz da sua senhoria na porta do quarto que estava aberta.
- AGORA não senhora Hudson! – Sherlock gritou olhando para a porta!
- Oh Deus desculpe! eu fiquei tão preocupada com o John! Soube da morte da irmã dele e vim ver como ele estava daí entrei e chamei mas ninguém respondeu. Então resolvi vir aqui no quarto para ver se estava tudo bem. Espero não ter atrapalhado nad... – A senhora Hudson parou de falar quando olhou melhor para Sherlock e John. O loiro estava encostado à parede seminu e Sherlock estava na frente dele com o roupão aberto e as duas mãos na parede, uma de cada lado de John. Observando aquela cena a senhora Hudson arregalou os olhos e colocou a mão na boca.
- Oh Deus me desculpem, eu não queria interromper nada, podem voltar a fazer o que estavam fazendo... – Ela ficou vermelha de vergonha, girou nos calcanhares e saiu.
- Senhora Hudson, não é nada disso que está pensando! – John gritou, ele gemeu e colocou as mãos no rosto. – Agora é que as pessoas vão falar mesmo!
O celular de Sherlock tocou em cima da cômoda da cama de John, ele se afastou e atendeu.
- Alô... – O moreno disse. Escutou atento e depois de alguns segundos desligou, ele tinha uma expressão de descontentamento no rosto.
- O que foi Sherlock?
- O assassino da sua irmã.
- O que tem ele? – John perguntou sem saber se queria realmente escutar a resposta.
- Ele foi encontrado morto hoje na cadeia com um tiro na cabeça.
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Eles estavam no taxi indo a Scotland Yard, Sherlock estava mais silencioso que o habitual.
- Tem algo que queira me contar? – John perguntou por fim quebrando o silêncio.- Sobre ontem à noite. – ele continuou.
Sherlock ignorou sua pergunta e continuou olhando pela janela do táxi. Eles estavam quase chegando a Scotland Yard quando John pegou o cachecol de Sherlock que estava em sua mão e o estendeu para seu amigo.
- Você esqueceu. – Seu amigo olhou para o cachecol e ignorou. – Não vai usar? – John perguntou um pouco ansioso.
- Eu não esqueci. Não está fazendo tanto frio assim para usá-lo, por isso o deixei no apartamento.
- Você poderia usá-lo enquanto estivermos lá com Lestrade. – Sherlock deve ter percebido algo na voz de John pois ele parou de olhar pela janela e olhou para ele.
- Por que você quer que use isso se não está tão frio John?
- O cachecol tamparia a marca no seu ...ahn.. pescoço. – Sherlock lançou-lhe um olhar enigmático.
- Eu não me importo.
- As pessoas vão pensar coisas Sherlock. – O táxi parou a porta da delegacia.
- Já disse que não importo com o que as pessoas pensam ou falam. – Sherlock ia saindo quando John pegou seu braço.
- Por favor. – Sherlock o olhou e voltou para dentro do táxi.
- Você está com receio de que as pessoas pensem que você fez isso ao meu pescoço?
- Não! não é isso, é que... – Sherlock pegou o cachecol das mãos de John e colocou no pescoço.
- Se é para sua paz de espírito... – Sherlock deu um pequeno sorriso e saiu do táxi, deixado um John muito vermelho para trás.
- Idiota... idiota... – John teve vontade de se socar.
Quando entraram na sede da Scotland Yard, tinha agentes para todos os lados, uma movimentação que John nunca tinha visto antes; todos que passavam por eles o olhavam de forma estranha ou enigmática.
Sherlock levou John para a sala de Lestrade, o inspetor estava esbravejando ao telefone, o loiro tinha pena da pobre alma que estava sendo alvo da fúria do inspetor. Sherlock e ele ficaram em pé esperando Lestrade terminar. Assim que terminou Lestrade passou as mãos pelos cabelos. Sherlock pigarreou e só então Lestrade se deu conta de suas presenças na sala.
- Desculpem, obrigado por virem. – O inspetor não olhava para John, tinha algo muito errado, o loiro pensou. – Você quer ver a cela Sherlock?
- Sim.
- Fique aqui John, nós já voltamos. – Lestrade pegou umas pastas em cima da mesa e se levantou.
- Por que eu devo ficar aqui?
- Você é irmão da vitima, está sentimentalmente envolvido no caso.
- Isso é ridículo, diga a ele Sherlock! – John pediu ao amigo. Sherlock olhou para Lestrade, o inspetor bufou e fez um gesto com a cabeça para John segui-los.
Eles chegaram à cela do homem que tinha matado Harry. Ele estava a um canto praticamente sem cabeça e tinha sangue e massa cefálica para todos os lados. Na janela podia se ver um buraco de bala. John olhou para o homem no chão, uma combinação de fluidos corporais, massa cefálica e sangue coagulado. O loiro não percebeu mas Lestrade e Sherlock o olhavam. Diferentemente da outra ocasião John não passou mal vendo uma cena tão forte. Ele tinha uma expressão neutra mas não podia dizer que ele estava triste pela morte do homem.
Sherlock se abaixou e olhou para o que sobrou da cabeça do homem, percorreu a cela observando tudo.
- O que pode me dizer da ocasião da morte deste homem John? – O loiro se aproximou e observou o cadáver.
- Ele está morto há cinco horas mais ou menos a julgar pelo sangue no chão, por volta das três da manhã creio eu. – O loiro disse de forma impassível, o inspetor olhou para John. – Desculpe se não fico triste com a morte dele. – Lestrade suspirou e disse
- Nós o trouxemos para cá era umas duas horas, duas e meia Sherlock saiu daqui. – Lestrade comentou.
- Preciso ir lá fora para ver de onde o homem atirou.
Eles saíram, Sherlock rondou todo o perímetro, e depois de algum tempo achou o local exato de onde a pessoa havia atirado logo em seguida voltaram para a central da Scotland Yard. Lestrade estava fazendo umas ligações, Sherlock estava sentando em uma cadeira e estava com os olhos fechados, provavelmente em seu "palácio mental" pensou John. O loiro estava sentado no sofá tomando chá. Lestrade voltou e se sentou na frente de ambos.
- Vamos Sherlock, me diga tudo que sabe.
O Moreno abriu os olhos, olhou de John para Lestrade e disse em uma única respiração:
- Esse homem foi morto por uma Ruger Mini-14 semi automática. Esse rifle possui mira telescópica que garante a melhor exatidão do tiro e sua munição é M43 de origem russa. O homem que atirou tem um provável histórico militar, foi afastando do serviço e está acostumado a violência, pois suas mãos não tremeram ao atirar, possui nervos de aço... – Sherlock parou de falar quando percebeu que Lestrade olhava para John, seu amigo tinha um olhar espantado. Donovan e Anderson tinham parado de conversar e também olhavam para John.
John percebeu que a descrição que Sherlock dava do assassino batia muito com o seu perfil.
- Eu não matei aquele homem. – Ele se defendeu.
- Quem garante? A descrição do perfil do assassino que a aberração acabou de fazer bate com o seu. – Anderson comentou e sua voz estava carregada de sarcasmo.
- É verdade! ele matou sua irmã e é natural você como ex-militar querer vingança. – Donovan emendou.
- Desculpe John, mas tenho que perguntar onde você esteve das 02h30min até as quatro da manhã.
- Você não acha que eu fiz isso acha Lestrade?
- Por favor, John responda a pergunta. – Lestrade olhava para John, ele tinha um olhar magoado.
- Eu estava em casa.
- Sozinho? – O inspetor estava anotando algo em uma caderneta.
- Sim, quer dizer não... Sherlock chegou depois mas não me lembro da hora. – John olhou para seu amigo como quem pede socorro.
- Sai daqui por volta das 02h35min, peguei um táxi que levou 15 minutos para chegar a Baker Street, cheguei ao meu apartamento ás 02h50min e encontrei John em seu quarto. – John percebeu que seu amigo omitiu a parte que ele o tinha encontrado extremamente bêbado.
- Ok, alguém mais pode confirmar que você estava em casa nesse horário? – John balançou a cabeça negando.
- Então a aberração é seu álibi? Muito conveniente não? – Anderson comentou. – E quem garante que aquele homem morreu na hora em que ele disse mesmo?
- Eu já disse que não matei aquele homem! confesso que isso passou pela minha cabeça mas nunca faria uma coisa daquelas. – John apontou para a cela.
- Anderson tem razão John. – O loiro olhou para Lestrade. – Vamos fazer a autopsia daquele homem e confirmar a hora exata da morte dele. Desculpe mas é o procedimento padrão. – John olhou para o lado.
Lestrade não se sentia bem fazendo aquilo. Ele sabia de que o médico não seria capaz de fazer mal a ninguém mas tinha visto o quanto Jonh tinha ficado transtornado com a morte da irmã. O inspetor olhou para Sherlock. Provavelmente o moreno não tinha percebido que estava dando o perfil quase idêntico ao de John quando começou a falar do assassino e do pouco que conhecia Sherlock aquilo iria deixá-lo ocupado e extremamente irritante por dias. Anderson se aproximou e encostou-se a uma cadeira próxima a Lestrade.
- Quem garante que ele ficou no apartamento? – Anderson indicou John com a cabeça.
- Como assim? – John olhou para Anderson sem entender onde ele queria chegar.
- O nosso sociopata favorito disse que chegou ao apartamento as 02h50min e depois? Ele pode ter dormido. – Anderson disse como quem não quer nada. – Não é um álibi consistente.
- Eu não durmo. – Sherlock disse se aproximando de John. – Fiquei o tempo todo com ele.
- O tempo todo? Ficou das 02h50min da madrugada até agora? No mesmo lugar?
- Sim, ficamos no quarto dele.
John não estava gostando do rumo daquela conversa.
- No quarto dele? – Anderson parecia incrédulo. – E ficaram acordados até essa hora fazendo o quê? – Ele tinha um sorriso cínico no rosto.
John viu Sherlock levar a mão ao cachecol e começar a tirá-lo.
- Isso te diz alguma coisa? – Sherlock mostrou a marca em seu pescoço.
John derrubou sua xicara de chá no chão, Donovan cuspiu o café que estava tomando, Anderson que estava encostado na cadeira quase caiu e Lestrade estava com os olhos tão arregalados que pareciam sair das órbitas.
- Sherlock você ...ficou ... maluco? – John disse quase gritando.
- Só queria testar uma teoria e a julgar pela reação deles, você tinha razão. – Ele voltou a colocar o cachecol no pescoço e todos olhavam para ele sem entender. Lestrade colocou as mãos sobre o rosto, Donovan pegou um guardanapo, limpou a mão e ficou olhando de Sherlock para John.
- " Teoria? Sei..." – A sargento pensou.
Anderson estava tentando imaginar se John conseguiria alcançar o pescoço de Sherlock para fazer aquela marca em seu pescoço, só se estivem deitados. O legista tremeu e afastou a imagem da cabeça.
- John não poderia ter atirado pois de acordo com a posição do tiro, do ângulo do buraco na parede e do estrago feito na cabeça daquele homem o atirador tinha mais de um metro e setenta e cinco de altura e John tem apenas um metro e sessenta e oito. Creio que as suspeitas sobre ele caem por terra.
- Ok Sherlock. – Lestrade disse cansado. – Eu sabia que não era ele mas precisava fazer as perguntas de praxe.
- Agora precisamos achar o atirador.
- Pra quê? – Anderson perguntou. – Um assassino matando o outro, qual problema? Menos pessoas ruins no mundo, esse cara devia mirar em você. – Lestrade olhou feio para o Legista, Anderson movimentou a boca dizendo um: " o quê? ".
- Eles são somente a mão que puxaram o gatilho, então devemos encontrar quem ordenou. – Sherlock comentou de forma sombria.
- Você quer dizer que a morte da minha irmã não foi algo aleatório? – John sentiu uma inquietação interna.
- Ela entrou no esquema da pessoa que está por trás das várias mortes que estamos acompanhando. Aparentemente irritamos quem está por trás dessas mortes, ela e todos que conhecemos são alvos em potencial por causa da investigação.
- Você está me dizendo que ela morreu porque estamos investigando aquelas mortes? É isso Sherlock? – John respirava com dificuldade, sua irmã estava morta e a culpa era sua.
Sherlock ignorou a pergunta de John e fez outra.
- A munição do rifle do atirador explode ao entrar em contato com o alvo, isso te lembra alguma coisa? – O moreno perguntou para John.
- O homem bomba?
- Isso mesmo. – Sherlock tinha um imenso sorriso no rosto.
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Eles tinham voltado para Baker Street. O loiro estava sentado em sua poltrona e olhava para o teto; seu telefone tocou pela quarta vez. John nem fez questão de olhar pois sabia que era seu pai tentado falar com ele. Não queria falar com ninguém e não queria ver ninguém. Em uma hora como aquela ele gostava de ter um amigo avesso a conversas e sem preocupação com o sentimento dos outros.
Ele não queria ver pena nos olhos de ninguém. Agradecia aos céus por Sherlock não ser capaz disso. Ele estava tão cansado disso tudo, de despertar somente esse tipo de sentimento nas pessoas; pobre John foi chamado para ir para guerra, pobre John que levou um tiro e quase morreu, pobre John que teve que voltar da guerra porque ficou inválido, pobre John não arruma ninguém, pobre John sua irmã morreu. John queria sumir. Se sentia tão cansado e sem forças, a dor da perda só aumentava e saber que podia ser o causador da morte da irmã só fazia a dor e a raiva aumentar. Ele fechou os olhos e quando fez isso, a única coisa que viu foi o corpo sem vida de Harry.
Ele voltou a abrir os olhos e ficou olhando para o teto. Depois de algum tempo John sentiu cheiro de chá bem próximo; ele virou o rosto e viu Sherlock com duas canecas na mão. O amigo estendeu a caneca em sua direção; sentou-se em sua poltrona e não disse nada. Um nó se formou na garganta de John mas ele não disse nada; provou do chá e não estava tão ruim, sem açúcar como ele gostava. Ele pousou seus olhos em Sherlock e ele o olhava atento, John olhou para sua caneca desconfiado.
- Pelo amor de Deus Sherlock, o que colocou no meu chá dessa vez? – Sherlock o olhou confuso por uns segundos mas depois percebeu o que John estava querendo dizer.
- Não coloquei nada dessa vez. – ele simplesmente disse.
- Não? – John perguntou desconfiado. – Então por que me trouxe chá?
- Eu observei por diversas vezes que ao tomar chá você fica mais calmo e relaxado e a julgar pelas cinco chamadas não atendidas no seu celular deduzi que precisava de um.
John abriu a boca mas não soube o que dizer. Ele olhou para os olhos de seu amigo tentando ver o que via nos olhos da maioria das pessoas, pena. Mas não viu nada disso, só conseguiu enxergar o imenso azul de seus olhos que naquele momento pareciam cinza como em um dia tempestuoso.
- Obrigado. – Ele simplesmente disse. – Eu não agradeci pelo o que você fez.
- Não foi tão difícil.
- Sherlock, não estou falando do chá.
- Eu sei. – Sherlock disse com um sorriso nos lábios.
- Sabe?
- Sim, está me agradecendo por eu ter pego o homem que matou sua irmã, mas só não sei a necessidade de agradecer a isso. – John riu
- Desculpe não ter agradecido antes. Eu me sinto envergonhado. Então me conte como foi?
- Como foi o quê John?
- Como prendeu o homem?
- Oh, isso. – Sherlock parecia decepcionado.
- Como assim isso? – John perguntou sentindo que tinha perdido alguma oportunidade.
- Depois que você ligou para seus familiares na cena do crime da sua irmã... você se lembra disso não é?
- Hum não... não lembro de ter ligado para os meus pais. – John tentou forçar a memória mas não se lembrou de nada.
- Isso acontece com freqüência... – Sherlock comentou
- O quê? – John perguntou confuso.
- A perda de memória momentânea.
- Oh, isso. – John riu, Sherlock o olhou. – Isso começou a acontecer depois que eu voltei do Afeganistão. Algo haver com o meu subconsciente bloquear memórias ruins que abalam meu emocional.
- Então se algo te acontecer que lhe traga algum desconforto seu subconsciente bloqueia?
- Acho que sim.
- Interessante. Posso fazer uns testes depois?
- Tá querendo me usar como cobaia? – John perguntou incrédulo.
- Tudo pelo bem da ciência. – Sherlock respondeu sorrindo.
- Vai pro inferno Sherlock! – John xingou rindo. – Vai, me conta como pegou o cara.
Sherlock encostou-se a sua poltrona, olhou para John e esperou.
- O quê? – John perguntou. Sherlock estendeu a caneca vazia de chá. – Você quer que eu faça chá pra você. Foi por isso que fez chá pra mim?
- Sim, tem dois dias que não faz o meu chá. – John o olhou com vontade de socá-lo.
- Ah ok, já volto.
O moreno deu um pequeno sorriso quando John saiu em direção à cozinha.
- Hum.. nível três? – Ele inclinou a cabeça para o lado como quem avalia. – Não... ele não está mais com raiva. – Ele encostou a cabeça na poltrona e esperou John voltar.
John estava na cozinha esperando a água da chaleira ferver. Ele estava encostado a mesa da cozinha; Sherlock tinha lhe feito chá e isso tinha sido tão gentil da parte dele, mesmo com segundas intenções da parte dele John se sentia melhor. A chaleira apitou, ele desligou o fogo e colocou água nas canecas, um pouco de leite e o chá, dois torrões de açúcar para Sherlock e nada para ele, e foi em direção a sala.
Quando chegou a sala seu amigo estava de pé com o violino na mão. Sherlock o vendo chegar pegou sua caneca tomou um gole, colocou a caneca sobre a mesa, colocou o violino no ombro e começou a tocar. John perdeu o fôlego e sentiu uma mão apertando seu coração quando reconheceu a música.
May It Be da cantora Enya. John amava aquela música e Harry sua irmã amava aquela música. Ele olhou para seu amigo e ele tinha os olhos fechados; a expressão em seu rosto era de pura concentração. John sentiu as lágrimas descerem pelo rosto, ele podia se lembrar das poucas vezes que tinha ido visitar sua irmã e ele ainda podia ouvir a música saindo do quarto dela. Ele colocou sua caneca em cima da mesa e colocou as mãos sobre o rosto chorando.
Doía tanto... tanto... ele gostava tanto dela! eles não se davam bem mas ele a amava de todo o coração; ela tinha sido uma mulher corajosa que tinha ido atrás do grande amor da sua vida; foi para a bebida quando esse amor a abandonou e ele não estava lá para ela, ele tinha sido fraco, pois só tinha pensando na própria dor.
Quando Sherlock terminou de tocar, John ainda estava chorando. O Moreno saiu da sala sem dizer uma palavra, John se sentiu grato por poder chorar sozinho. Ele se levantou da sua poltrona e foi deitar no sofá.
Depois que as lágrimas cessaram ele sentiu as pálpebras pesarem e o sono lhe vencer.
- John! – John acordou com Sherlock lhe sacudindo.
- O que foi?
- Estava se debatendo no sofá.
- Oh.. hum.. pesadelos eu acho.
- É melhor ir dormir na sua cama.
- Você não vai dormir?
- Não, tenho algumas coisas para fazer. - John levantou do sofá. – Boa noite Sherlock. - E foi cambaleante para seu quarto.
- Noite John. – Sherlock voltou para a cozinha para olhar seus experimentos.
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Ele corria. Sabia que precisava correr ou estaria morto, mas suas pernas doíam. Ele tropeçou em algo no chão e caiu; ele sentiu o gosto de sangue na boca e o cheiro de terra. Ele tentou se levantar e olhou em quê tinha tropeçado; viu um corpo sem vida, já em estado avançado de putrefação. Ele reconheceu a marca no corpo no chão.
John gritou, e acordou. Ele sentia o suor por seu corpo; ele respirava com dificuldade.
- John? – Sherlock entrou no quarto do loiro.
O loiro olhou para o amigo.
- Desculpe eu tive um ... pesadelo com Harriet. Sinto muito se te acordei.
- Eu não estava dormindo.
Sherlock ia saindo, John se encolheu na cama em posição fetal e colocou o travesseiro sobre a cabeça e gemeu. Ele sentiu seu colchão abaixar um pouco. Sherlock estava ao seu lado.
- Precisa de companhia para dormir? – John o olhou incrédulo mas balançou a cabeça, ele não tinha confiança na sua fala naquele momento.
John levantou o cobertor e colocou por cima de Sherlock. O loiro estava deitado de barriga para cima e seu amigo estava sentado e olhava para a janela a sua frente.
- Pode me contar agora como pegou o assassino de minha irmã?
- Não vai dormir? – Sherlock olhou para ele.
- Acho que não, por enquanto o sono foi embora.
- Foi relativamente fácil. – Sherlock comentou dando de ombros. John revirou os olhos.
- Pode dar os detalhes? Eu não vi nada na cena do crime.
- Você estava sobre forte pressão emocional, não perceberia nada nem se alguém lhe pedisse em casamento.
- Perdão, como?
- Quer escutar ou não? – John se virou de lado na direção de Sherlock e ficou em silêncio.
Sherlock começou a narrar. Disse que quando levaram John da cena do crime, ele observou todos os detalhes do corpo. Não deu para descobrir muito pois o corpo estava nu e só poderia descobrir muito de uma pessoa pela roupa que ela veste. O assassino tinha cometido um erro pois havia deixado pegadas na lama que estavam cobertas de sangue. Sherlock esperou o sangue secar para fazer uma cópia, com o tamanho da pegada já dava para saber o tamanho da pessoa e detalhes da cena do crime.
Sherlock disse que o assassino se descontrolou, John não entendeu o que seu amigo quis dizer com aquilo, mas preferiu não interromper a narrativa. Era tão bom escutar a voz do seu amigo! Ele balançou a cabeça para espantar os pensamentos que estava tento e voltou a prestar atenção ao que seu amigo estava falando.
- Tinha marcas no pescoço dela John, ela lutou muito deu para perceber pelas lacerações em seu braço, mas o homem era muito mais forte que ela. Ele fez o que quis com ela. – John sentiu o estômago revirar. – Ele provavelmente recebeu uma ordem expressa: " Arranque o coração" ... mas ele era um amador, e quando se livrou do corpo no beco...
- Ela não morreu naquele beco?
- Não John, se ele tivesse arrancado o coração dela naquele beco teríamos muito mais sangue ali, e o coração estaria por perto ou com o homem quando o prendêssemos, mas não estava. Como eu ia dizendo, quando jogou o corpo dela no beco deixou algo cair que o incriminaria.
- O que era?
- Não sei, não encontrei.
- Como assim? Vocês não o pegaram?
- No beco tinha várias marcas de pegadas no chão por causa da lama e em várias direções. Então foi fácil deduzir que ele tinha perdido alguma coisa e estava procurando, mas desistiu e foi embora para não ser pego. Mas isso deve ter ficado martelando em sua cabeça estúpida e eu sabia que ele iria voltar. Alertei a Lestrade e só tivemos que esperar por algumas horas. Foi muito fácil! percebi que ele era só mais uma peça no esquema todo; existia alguém comandando tudo, porém não achei que essa pessoa seria tão dramática ao ponto de matar esse homem dentro da Scotland Yard.
- Não seria tão dramático Sherlock? Ele explodiu duas pessoas, atirar em alguém na sede da policia não seria nada. Você descobriu isso tudo só pelas pegadas no chão? Brilhante! – John riu, Sherlock deu de ombros.
- Mas tem uma coisa que eu não entendo.
- O que é?
- Por que arrancar o coração dela? Isso é tão...
- Ele estava mandando uma mensagem John.
- Que mensagem?
- Eu ainda não sei... ainda não sei...
Depois dessa conversa um silêncio incomodo recaiu sobre o quarto, John limpou a garganta e perguntou.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Já está fazendo John. – O loiro revirou os olhos.
- Você entendeu.
- Pergunte.
- A marca no seu pescoço.
- O que tem ela?
- Como conseguiu?
- Você. – Ele simplesmente respondeu.
- EU? – John praticamente gritou. – Co..mo... eu perguntei e você disse para eu adivinhar e eu disse que parecia que alguém tinha lhe mordido e chupado seu pescoço, e você disse que minha resposta estava errada.
- Não, eu disse que sua resposta era imprecisa.
- Qual é a diferença?
- Você disse que alguém tinha feito isso.
- Sherlock pelo amor de Deus.
- Você disse alguém, por isso ela é imprecisa, pois a resposta correta seria que foi você quem fez.
Continua...
Nota da Beta: Hello people! Sétimo capítulo e estou surtando... quando nosso querido John vai parar de sofrer? tadenho! xD. A fic está ficando cada vez mais emocionante, não acham? Gostaria de deixar explicito que a culpa da fic fazer a gente surtar é toda dela, ta? Rsrsrs. Agradeço a todos por seguirem ansiosos os capítulo e postarem reviews... vocês são nossa inspiração! Tks.
Nota da autora: Oie pessoal! \o\... esse é o sétimo capitulo da fic, eu não imaginava que a estória ficaria tão grande assim... fico feliz de ter chegando tão longe com a minha primeira fic do fandom de Sherlock que é tão carente de fics com mais de um capitulo. Eu estou me divertindo muito escrevendo, e ler as reviews que você estão mandando me faz querer escrever cada vez mais e melhor. E em cada capitulo coloco um pouco de mim, esperando que quem está do outro lado da tela do computador sinta a mesma emoção que eu sinto, se eu conseguir passar um terço do que sinto por esses personagens maravilhosos meu serviço está completo. E as reviews que eu recebo são o termômetro para saber se estou indo bem, ou se preciso melhorar em algum ponto. As suas reviews são preciosas podem ter certeza disso, cada uma é lida e respondida com todo carinho.
Reviews:Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi: Yuna,Cintia, Bentinho, Evil Queen, Lia Collins, Piper, Moe, Lara, Aurora e Iza Amai. Obrigada a todos que leram e não deixaram review, amo vocês também.
Resposta da Review da Cintia: Ahh eu não escrevo tão bem assim, minha beta que o diga... xD~~ Fico feliz em saber que estou conseguindo passar para o "papel" todos os sentimentos que imagino que os personagens estão sentindo, o Jawn está sofrendo na minha mão... coitado... Eu tento ser a mais fiel possível à personalidade que o Benedict e o Martin deram ao Sherlock e ao John, acho que estou conseguindo né? 100 capitulos? O_O haja assunto pra escrever... 100 eu não sei, mas uns 10 quem sabe... obrigada por ler e comentar! o/
Sobre a musica que Sherlock tocou se alguém quiser escutar ele tocada no violino é só ver nesse link, é só tirar os espaços: www . youtube watch ?v=01dU6QO8PuU
Dedicatória: Esse capitulo eu dedico a minha querida irmã e beta SHolmes, pois é aniversário dela. E essa fic não seria o terço do que é se não fosse por ela. Ela é minha eterna inspiração e meu padrão Holmes de qualidade. Se você gosta da fic a culpa é dela! Pois tenho problema com vírgulas e pontos finais Ç_Ç
Parabéns sistah! Te amo hoje e sempre. Esse capítulo é para você que é super fofa, que sempre lê o capitulo primeiro e sempre surta junto comigo \o\...
SHolmes betou a fic, mas se sobraram alguns erros, se lembrem, eles são todos meus.. _
Campanha faça uma ficwriter feliz, deixe uma review, nem que seja para cobrar o próximo capitulo. Não há nada melhor no mundo do quê uma review recebida ou uma review respondida! \o/
Devo atualizar no dia - SEM DATA- . OK, podem guardar as armas. O_O eu devo ir para São Paulo semana que vem e não sei se terei como postar por lá... _ Vou para o festival do Japão... \o\~~~~ Vou tentar adiantar o capitulo 8 que ainda não está terminado essa semana e se der e se minha internet pegar por lá eu tento postar no domingo dia 15 de Julho.
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Próximo capitulo: Nossos amigos receberam ameaças, Mycroft dará o ar da graça novamente e nosso homem bomba vai aprontar das suas.
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Cenas do próximo capítulo:
Sherlock tinha a camisa molhada de sangue nas costas, ele tinha tirado o casaco.
- Você precisa ir ao médico Sherlock – John disse vendo preocupado a quantidade de sangue.
- Eu tenho meu médico aqui comigo. Pode consertar isso?
Sherlock tentou abrir os botões da blusa que vestia, mas John percebeu que ele sentia dor.
- Deixa que eu faço isso. – Sherlock o olhava nos olhos, o loiro abaixou os olhos não conseguindo sustentar o olhar, ele desabotoava a blusa de forma lenta saboreando a sensação de tirar a blusa de seu amigo, aquilo estava sendo a coisa mais sensual que tinha feito na vida.
