A tristeza de uma escritora que se despede de sua obra

Estimados leitores,

Desejo oferecer a última parte desta fanfic a todos vocês como um presente de Natal. Entretanto, confesso que para mim mesma isto não foi um presente, mas antes um motivo de tristeza.

Esta é a primeira vez que concluo uma fanfic longa (tenho várias outras em andamento). Não pensei que a experiência seria tão sofrida. Acabei me apegando muito ao universo que eu mesma criei. Eu dissera que iria publicar esta parte final em novembro. Porém, como vocês viram, isto não ocorreu. E embora eu dissesse a mim mesma que eu estava ocupada demais com afazeres profissionais, a verdade é que eu simplesmente era uma escritora que não queria se despedir de uma obra querida. E isto não mudou. Entretanto, querendo ou não eu teria que terminar esta história; eu devia isso a vocês.

Isaac, este Isaac que narrou toda a história, tornou-se muito especial para mim. Não queria ter de me separar dele. Por sorte, esta fanfic faz parte de um conjunto de histórias interligadas, o meu "Ciclo Saint Seiya". Logo, eu terei a oportunidade de utilizar o personagem, com esta mesma personalidade e com esta mesma hsitória de vida, em outras fanfics. A fim de me consolar um pouco, eu até antecipei o lançamento de uma dessas fanfics, apenas para ter um pretexto para "visitar" o Isaac novamente. Leiam "Inimigo Inesperado de Athena" e vocês reencontrarão o nosso amigo, não mais como protagonista mas sempre jovial e curioso.

A propósito, não se preocupem, pois os temas que foram apenas insinuados e/ou deixados inconclusos pelo Isaac serão retomados em futuras histórias do "Ciclo". Para começar, vocês podem ler a já citada "Inimigo Inesperado de Athena", que se passa pouco tempo após o fim dessa narrativa do Isaac, sendo portanto sua continuação direta. Leiam também "Último Dia de Aioros", que aborda o passado de vários dos personagens mencionados por nosso querido ex-marina.

A todos vocês, caríssimos leitores, ofereço os meus mais sinceros agradecimentos. Agradeço muito aos que leram tudo silenciosamente, sem enviar comentários, pois o simples fato de terem dedicado seu tempo à leitura desta história já significa bastante para mim. Agradeço mais ainda aos que expressaram seu interesse com comentários, sugestões e pedidos para que a fic fosse continuada. Não citarei seus nomes porque receio excluir alguém acidentalmente, mas vocês sabem quem vocês são. O que vocês talvez não saibam é o quanto suas manifestações de apoio foram e continuam sendo importantes para esta autora.

E agora, ainda com o coração partido, deixarei que o próprio Isaac se despeça de vocês.


PONTOS DE VISTA DE ISAAC

Por Vane

Esta história integra o "Ciclo Saint Seiya".

"Saint Seiya" é propriedade de Masami Kurumada, Shueisha, Akita Shoten e Toei Animation.

Parte VII - Minha vida no Santuário de Athena (e um pouco da vida alheia também)



Chegou o dia, chegou a hora! Fim de linha para esse meu relato. Espero que todos vocês tenham gostado de acompanhar os meus textos. Vejo vocês qualquer dia desses! Tchau!

Capítulo escrito em... Não, peraí, vamos com calma. Eu ainda tenho várias coisas legais (e outras nem tanto) pra compartilhar com vocês. E além do mais, não tô a fim de ir embora agora. Então vamos iniciar os trabalhos de hoje!

Antes de mais nada, quero retomar um assunto que eu cheguei a comentar de passagem mas não desenvolvi: a religião do Hyoga. Ou as religiões, sei lá. O Hyoga foi criado como cristão ortodoxo e continua praticando a religião. Só que ao mesmo tempo ele serve Athena. Ele consegue ser cristão e pagão ao mesmo tempo! Não chega a ser um caso único por aqui. O Santuário sempre permitiu que outros deuses fossem adorados, desde que a gente não negligenciasse nossos deveres para com Athena, claro. Todo mundo aqui acredita na existência de mais de um Deus, ou seja, somos politeístas. Mas a maioria prefere adorar somente Athena, mesmo sabendo que ela não é o único ser divino que existe. Então a maioria aqui é monólatra (viram como eu sou culto? Mas me deu trabalho pra encontrar essa palavra aí).

A Páscoa e o Natal, que eu sei que muitos de vocês comemoram, pra maioria do pessoal aqui passam despercebidos. Tem uns que comemoram essas datas porque são cristãos, como o Hyoga, mas esses são bem raros. Tem outros que comemoram porque vieram de países onde se dava muita importância a essas festividades; mesmo não sendo cristãos, ele têm esses hábitos e não conseguiram perdê-los. Um exemplo seria o Aldebaran, que é o cavaleiro de ouro de Touro. Ele é um cara muito legal, daquele tipo de pessoa que se dá bem com todo mundo. Aliás, ele é outro daqueles amigos de infância do Mestre Camus. Quer dizer, eles se conheceram quando meu mestre era criança (fizeram aquele pré-treinamento juntos), mas o Aldebaran é bem mais velho. Ele é brasileiro, e ele conta que no país dele o Natal e a Páscoa são muito importantes (mesmo que seja só pras pessoas ganharem coisas materiais). Por isso ele comemora até hoje, apesar de ele só adorar Athena e não o outro Deus.

O meu mestre não comemora propriamente, mas ele tem uma grande admiração pelos ensinamentos de Jesus e sempre diz que devíamos aproveitar essas datas como incentivo pra refletir sobre eles. O Aldebaran uma vez ouviu o Mestre Camus comentar isso, deu uma risada (ele é muito risonho!) e disse que o meu mestre, mesmo sem ser cristão, conseguia ser "muito mais cristão do que várias das pessoas que vão a igrejas no meu país".

Ah, por falar no meu mestre, eu queria contar pra vocês como foi que ele reagiu depois de ler as duas partes anteriores do meu texto, a que falava sobre ele e a que falava sobre a tia dele. Foi assim: quando ele começou a ler a parte V, eu fiquei do lado dele, pra ir vigiando suas reações. Ele de cara teve um sobressalto quando leu o título. Me olhou meio de lado, mas não falou nada. Teve uma hora que ele fechou os olhos e cobriu o rosto, e pela posição do texto na tela do computador, deu pra eu perceber que foi justo quando ele chegou na parte em que eu confirmava que aquele texto seria todo sobre ele, hehehe! Depois disso ele ficou com uma cara bem séria o tempo todo.

Quando ele terminou, ele apenas murmurou um "já terminei" meio seco. Aí eu nem pedi a opinião dele; fui direto mostrar a ele a parte seguinte.

A cara dele foi ficando cada vez mais fechada enquanto ele ia lendo o que eu tinha escrito sobre a Françoise. Assim que ele acabou de ler, ele se levantou, nem esperou eu fazer a minha tradicional pergunta sobre a opinião dele. Pelo que eu notei, ele já ia embora sem nem olhar na minha cara. Mas eu não me deixei intimidar e perguntei o que ele tinha achado. Tô ouvindo esses comentários de vocês aí! É, eu sei, eu sou abusado mesmo... Aí ele estacou, se virou na minha direção e deu aquela resposta também tradicional, só que dessa vez em versão mais curta ("Prefiro não opinar"). E foi num tom mais seco ainda. Mas o mais marcante foi aquele olhar crítico dele. Acho que naquela hora dava pra ele ter me congelado só com a força do olhar!

No fundo eu fiquei com vontade de fazer mais perguntas. Mas como eu tinha certeza absoluta de que dessa vez eu não ia escapar de um sermão de 3 ou 4 horas se eu continuasse insistindo, achei melhor ficar na minha. Se bem que esse sermão podia ter sido bem revelador... caramba, como foi que eu não pensei nisso naquela hora? Eu devia era ter estimulado o Mestre a falar à vontade. Talvez durante a bronca ele acabasse sem querer esclarecendo melhor algum dos tópicos que eu abordei, porque ia ser difícil ele me repreender sem explicar os motivos. Mesmo que ele não falasse nada com muita clareza, o simples fato de eu saber quais assuntos mais o incomodam já ia servir pra alguma coisa. Poxa... perdi uma boa chance. Agora já era. A única coisa que deu para eu notar foi que ele ficou muito mais ofendido com a parte sobre a Françoise do que com qualquer coisa que eu tenha escrito sobre ele mesmo.

Falando na Françoise, como eu já tinha contado antes, ela não mora aqui no Santuário (graças a Athena!) e nem vem visitar o meu mestre. Mas eu sei que eles mantêm contanto regularmente. Pelo que eu sei, é mais pela internet. O Santuário demorou um pouco a se informatizar; por isso que há poucos anos nós ainda usávamos cartas, vídeos e outras coisas que estão caindo em desuso no mundo moderno. Mas depois que finalmente resolveram modernizar tudo, as coisas aconteceram bem depressa. Hoje em dia todo servo do Santuário tem acesso à tecnologia de ponta, a menos que não queira, e tirando uns casos excepcionais que tão ficando cada vez mais excepcionais mesmo.

Mas então, eu tava dizendo que a Françoise tem usado a internet pra encher o saco do sobrinho dela... digo, para manter contato com ele. E espero que a coisa continue assim, só no virtual. Ela não precisa vir pra cá. Pode continuar morando lá nos Bálcãs, como ela tem feito desde que deixou a Sibéria. Que fique lá, gritando e comendo bastante, do jeito que ela gosta. Aliás, como foi que eu me esqueci de contar isso pra vocês? A mulher come por um exército inteiro! Pelo menos durante aqueles infelizes dias que ela passou conosco lá na Sibéria, além de gritar, reclamar, mandar e dar chiliques o tempo todo, ela tava sempre com fome. Sempre! E tava sempre dando broncas no sobrinho, porque ela queria que ele cozinhasse mais coisas e mais rápido. Apesar de o negócio não ser comigo, me dava nos nervos. O pior é que muitas vezes ela nem esperava a comida ficar pronta: ela comia coisas cruas, acho que como "aperitivos".

Mas não fiquem aí pensando que ela era gorda, não, porque ela era bem esbelta, como qualquer um de nós. Nosos treinos são muito pesados; mesmo comendo como um monstro, ela não tinha como engordar porque a intensidade dos treinos consumia tudo o que ela tinha ingerido, entenderam?

Eu já falei pra vocês sobre o cosmo dela? Ela tinha um cosmo muito esquisito. Nunca na minha vida eu conheci alguém com um cosmo daqueles. Te dava uma sensação estranha... Era um calor desagradável, e também uma leve sensação de sufocamento. Não, isso não era só quando ela acendia o cosmo para treinar. Era a maior parte do tempo, até quando ela estava calma, se é que isso é possível em se tratando da Françoise. Parecia que você a qualquer momento ia começar a passar mal se ficasse muito tempo perto dela. E não venham me dizer que isso é implicância minha, porque o Hyoga é da mesma opinião. Uma vez eu perguntei ao Mestre Camus se o cosmo da tia dele sempre fora daquele jeito, e ele disse que sim. Mas depois ele me repreendeu; disse que não era para eu ficar reparando nessas coisas e muito menos comentando. Eu sabia que ele não ia gostar da minha pergunta, mas eu tava curioso, queria saber. E agora vamos parar de falar nessa mulher, que esse assunto me deixa nervoso.

Tem uma pessoa bem mais legal pra se escrever, porque ela é muito simpática... só que eu sem querer fiz uma bobagem e estraguei a surpresa que o Hyoga tinha preparado pra ela. Eu tô falando da Eiri, a namorada - em breve, noiva - do Hyoga. Lembram que ele ia antecipar o noivado deles? Pois é. Eu não sabia que o Hyoga já tinha dado a ela um link pra ela poder ler as atualizações do meu relato. O pior é que o bobão também tinha se esquecido disso. Como sempre, ele leu meu texto antes de ele ser publicado; portanto ele viu que eu tinha comentado sobre a surpresa que ele tava preparando, e nem se lembrou de me pedir pra tirar aquela parte, porque ele também achou que ela não ia ler aquilo antes da hora. Conclusão: claro que o Hyoga só lembrou que a Eiri já tinha aquele link quando era tarde demais. Mas tudo bem: no final das contas, ninguém ficou bravo comigo, e ela mesma achou que um mês era pouco tempo. Por isso eles negociaram e marcaram o noivado para dali a dois meses. Agora já se passaram quase dois meses, então falta pouco pro dia da festa. E o Mestre Camus me deixou ir! Aliás, ele também vai. Tenho certeza de que é só por consideração pelo Hyoga, porque meu mestre não gosta de festas.

Claro que o Mestre Camus se obriga a comparecer a algumas festas daqui do Santuário, mas só porque ele não gostaria de desapontar Athena e o Mestre Shion (o Mestre do Santuário). Há algum tempo, aliás, nós tivemos aqui a festa de quinze anos da nossa deusa. Foi muito legal! Fizemos muitas homenagens a ela, e ela também nos disse coisas lindas, coisas que só Athena saberia dizer.

Isso traz à tona uma questão que talvez intrigue alguns de vocês. Como todos sabem, eu dediquei cada parte do meu relato a algum aspecto importante da minha vida. Espero que todo mundo já tenha percebido a essa altura do campeonato que Athena é a coisa mais importante da minha vida. Ela está acima de tudo e de todos para mim. Então alguns de vocês devem estar se perguntando: cadê a parte do relato dedicada a Athena? Bom, essa eu vou ficar devendo pra vocês. Não que eu tenha sido proibido de escrever sobre ela, tanto é que de vez em quando eu conto alguma coisa a vocês. Só que a gente vive num mundo muito perigoso, cheio de inimigos e de lutas. Sinceramente, eu fico meio cabreiro com coisas que envolvam Athena. Adoraria escrever bastante sobre ela, mas por questões de segurança eu acho melhor não liberar muitas informações. Por mais que eu goste de satisfazer a curiosidade de vocês, sobre esse assunto eu prefiro silenciar. Espero que vocês entendam o meu lado.

Continuando com as questões que intrigam leitores, parece que teve gente questionando o que eu disse sobre o Mestre Camus e o Hyoga não rirem nunca durante os primeiros meses após a chegada do meu amigo à Sibéria. Olha, pessoal, eu posso até ter me esquecido de alguma coisa, algum momento. Mas se eu digo que eles nunca riam, é porque era verdade. Se eles deram uma ou outra risada por minha causa naquela época, foi um fato isolado. O que continua valendo é que eles eram mesmo sérios e tristes. O Hyoga depois foi mudando, mas o nosso mestre até hoje tá na mesma. Não vou dizer que jamais testemunhei alguma risada dele durante esses anos em que temos convivido. Porém isso é tão raro, que nem parece que algum dia aconteceu. Ficou claro?

Ah, eu também soube que teve leitor querendo que eu explicasse como é que foi reencontrar o Hyoga depois que todas as batalhas acabaram e eu vim para o Santuário. Bom, antes de eu chegar nesse assunto, é melhor eu explicar a vocês como foi que eu vim parar aqui depois de ter lutado contra o Hyoga, né?

Vou tentar resumir: nós lutamos, eu perdi e o Hyoga pensou que eu tivesse morrido, um engano que não é tão raro assim entre nós que lidamos com a cosmo-energia. O nosso cosmo pode nos manter vivos mesmo que nossos sinais vitais aparentemente tenham desaparecido. Ele vai "sustentando" nosso corpo e mantém nossa alma ligada a ele. Como vocês devem saber, a morte só se concretiza mesmo quando a alma se desliga totalmente do corpo que ela usava para viver sobre o Terra. Pois então, a minha alma ainda continuava aqui, coladinha nesse meu corpo. E deixando a modéstia de lado, eu acho que meu cosmo é muito forte mesmo, porque eu sobrevivi primeiro àquele acidente que me fez parar no reino da chatice, depois a uma luta duríssima contra o Hyoga, e depois, ainda por cima, à inundação do próprio reino da chatice! Viram que poderoso que eu sou? Olha, ao invés de ficarem aí rindo de mim, vocês tinham era que estar com medo, ouviram? Ah, deixa pra lá.

Bom, depois o reino do meu ex-chefe ficou abandonado por uns tempos. Só por uns poucos meses. Enquanto isso, Athena, Hyoga e todo o pessoal aqui do Santuário lutaram contra Hades e conseguiram vencê-lo porque, deixando a modéstia de lado de novo, a nossa deusa é muito melhor e sempre vence, hehe! Aí depois disso ela voltou à Terra e trouxe todos os aliados dela de volta, quer dizer, ela ressuscitou quem tinha morrido nesse e em outros combates recentes, curou os feridos e iniciou a reconstrução do Santuário. Na mesma época, ela procurou dois ex-inimigos e se ofereceu pra ajudá-los também: Hilda de Poláris, uma mulher linda de morrer que governa um país chamado Asgard, e o meu ex-chefe, que já tinha dado uma mãozinha a ela durante a batalha contra Hades. Ela também ajudou a ressuscitar os servos deles e a reconstruir o que havia sido destruído nos respectivos reinos deles. E é aí que eu entro nessa história.

Quando chegou a hora de me trazerem de volta, Athena e Julian notaram que o meu caso seria do tipo "a volta dos que não foram", porque eu não estava morto! Eles reacenderam meu cosmo e... tcharaaaannn! Olha eu aqui!

E foi isso. Me perguntaram onde eu queria ficar, e lógico que eu escolhi o Santuário de Athena, a minha deusa, a melhor dentre todos os deuses, a soberana que dirige os destinos dos verdadeiros defensores da justiça! O Poseidon que fique lá com os seus defensores do tédio!

O mais legal foi que a própria Athena me trouxe ao Santuário. Foi a maior honra da minha vida viajar na companhia dela! A gente veio conversando, e eu perguntei pelo Hyoga e pedi para vê-lo. Felizmente, ele estava no próprio Santuário, então a gente pôde se encontrar logo.

E o que aconteceu no nosso reencontro? O Hyoga arregalou os olhos quando me viu, eu sorri, a gente se abraçou, riu, chorou, e depois ele se declarou pra mim e eu disse que também o amava, e aí nós dois fugimos juntos, nos casamos e fomos felizes para sempre! Viram que lindo?

Hahahaha! Claro que não foi nada disso, né, pessoal? Quer dizer, essa parte das declarações de amor e da fuga romântica foi só brincadeira. Mas o que veio antes disso foi verdade, sim. Depois de tudo o que aconteceu, é lógico que ficamos emocionados quando nos reencontramos. E apesar de eu já ter dito várias vezes que eu não gosto muito de falar de mim mesmo, eu não tenho vergonha de assumir minhas emoções. Não sou o Mestre Camus.

Aliás, já que eu falei nele, vocês não querem saber como foi o meu reencontro com ele? O meu mestre tinha morrido durante a Batalha das Doze Casas, que foi uma luta que aconteceu aqui no Santuário uns tempos antes de o meu ex-chefe boboca declarar guerra a Athena. O detalhe trágico é que a pessoa que ele enfrentou foi... o Hyoga. Coitado do meu amigo, tá sempre se metendo nessas situações dramáticas. Bom, depois o nosso mestre foi ressuscitado por Hades, assim como outros cavaleiros que também tinham morrido na Batalha das Doze Casas ou antes disso. Mas claro que todos eles deram a volta naquele deus mané e aproveitaram a ressurreição para ajudar Athena. E todos morreram de novo. Como eu disse antes, depois de derrotar Hades a nossa deusa saiu trazendo todo mundo de volta, e obviamente o Mestre Camus foi incluído no "pacotão da ressurreição". Por isso, quando Athena me trouxe ao Santuário o meu mestre já estava aqui, e eu pude revê-lo também.

Antes que eu me esqueça: quando eu soube que o Mestre Camus tinha morrido naquela luta contra Hyoga, por incrível que pareça, eu não senti muita coisa. Isso é pra vocês verem como a minha cabeça estava totalmente virada naquela época. Eu só pensei que isso era mais um motivo para eu desprezar o Hyoga e todos os cavaleiros de Athena, já que eles vinham se matando uns aos outros. Claro que na realidade a coisa não era bem assim, pois o pessoal todo aqui foi vítima de uma série de enganos que se arrastou por anos e que culminou justamente naquela Batalha. Mais detalhes eu não posso dar, até por uma questão de respeito às pessoas envolvidas, e também porque isso já é passado e hoje em dia ninguém mais é enganado por aqui. Só queria demonstrar a vocês um pouco do que se passava na época, e como foi que eu interpretei isso de um jeito totalmente errado. Eu estava muito mal mesmo, ainda bem que isso passou.

Então, voltando ao que eu estava dizendo, eu reencontrei o meu mestre no mesmo dia em que cheguei aqui. Antes teve o meu reencontro com o Hyoga, e aí ele comentou uma coisa que Athena já tinha me dito também: que o Mestre Camus tava meio doente porque ele tinha sofrido uma queda abrupta no nível da cosmo-energia dele. Esse tipo de coisa pode acontecer a qualquer um de nós, não é nada fora do normal. Mal comparando, seria uma espécie de queda de pressão, só que piorada. Às vezes isso acontece do nada, sem motivo. No caso do Mestre Camus, o pessoal achou que talvez ele ainda precisasse de algum tempo pra se fortalecer, pois fazia poucos dias que ele tinha sido ressuscitado. Vários cavaleiros ainda não estavam em plena forma quando cheguei aqui; foram melhorando com o passar dos dias.

Athena e eu subimos juntos até a entrada da casa de Aquário. Aí vimos o meu mestre saindo da casa, e ele veio ao nosso encontro. Ele tava muito pálido, e o pior é que ele vestia uma túnica toda branca, sem nenhum detalhe ou bordado, então ele parecia um fantasma com aquela brancura toda na pele e no traje. A cara dele era de quem mal se aguentava de pé. Como estávamos do lado de fora do templo e o sol estava bem reluzente naquela tarde, dava para ver o abatimento dele com toda a clareza, não tinha como disfarçar.

A nossa deusa ficou meio irritada com ele. Ela foi logo dizendo que era para ele estar em repouso, e perguntou o que ele estava fazendo ali, de pé e querendo sair de casa. Ele baixou a cabeça, e deu pra notar que ele ficou muito, muito constrangido. Nem conseguiu responder, só gaguejou uns pedidos de desculpas e umas coisas que não deu pra entender direito. Aí Athena o interrompeu e disse que tudo bem, que era melhor esquecer aquilo, e depois ela sorriu e disse um negócio que me deixou contente:

- Aposto que você estava ansioso para reencontrar o seu discípulo, não é? Pois aqui está ele!

- Muito obrigado, Athena - foi o que ele respondeu, com uma voz meio fraca.

E depois ele ficou olhando pra mim. Acho que ele tava esperando que eu dissesse alguma coisa. Eu fiquei todo bobo por imaginar que o meu mestre, que normalmente teria obedecido as ordens para ficar em repouso, decidiu sair de casa naquele estado em que ele se encontrava só porque ele queria muito me rever. E como eu fiquei pensando nisso, eu sorri e fiquei só olhando pra ele também. Aí ele perguntou se eu estava bem, e eu disse que sim, claro.

Eu queria dar um abraço nele, mas sei lá, fiquei meio sem jeito. Se pelo menos Athena tivesse dito alguma frase de incentivo, tipo "vai lá, Isaac, dá um abraço no seu mestre", eu teria feito isso. Mas ela ficou só calada, sorridente, nos observando. E o Mestre é que não ia me abraçar nunca mesmo. Isso não é do feitio dele. Acho muito difícil imaginar meu mestre abraçando, beijando, fazendo carinho em alguém. Ele se reprime muito. Ele não sabe demonstrar o que ele sente. Mas também, como ele poderia saber fazer isso, se ele não teve quem o ensinasse? A Françoise é o pior exemplo possível. É seca, ríspida, grosseira. Vendo esse comportamento dela, e também ouvindo as lições (todas erradas, na minha opinião) que ela devia dar a ele, é claro que ele ia crescer pensando que ser afetuoso é errado.

Isso não quer dizer que meu mestre não tenha sentimentos. Ele tem sim, disso eu tenho certeza absoluta. Mas como ele deve ter sido educado pra pensar que seria um "crime" demonstrar esses sentimentos dele abertamente, ele acaba usando meios bem sutis para se expressar. Por exemplo: aquela submissão toda dele à Françoise é um modo de ele mostrar que a ama. E isso me dá muita pena e muita raiva, porque ela não merece o bom sobrinho que ela tem. Outro exemplo é o modo com ele se relaciona com os amigos. Com eles o Mestre Camus também parece bastante acanhado, mas em compensação ele está sempre tentando fazer favores, ajudar de alguma forma. É assim que ele mostra que gosta dos amigos dele.

Por falar nesses amigos, eu andei falando aí de uns amigos de infância que ele teve, então deixa eu acrescentar mais umas informações aqui. Já escrevi um pouco sobre o Milo, o Aldebaran e a Shaina, então esses eu vou pular. Mas pensando bem, acho que esses é que são mais amigos dele, principalmente o Milo. Os que sobraram pra eu comentar agora... o Afrodite? Ah, não estranhem: apesar desse nome feminino, ele é homem. Bom, eu não diria que ele é mesmo amigo do Mestre Camus. Do Milo eu até acho que sim. Mas é difícil saber. O Afrodite é uma pessoa meio complicada de se lidar; tem vezes que ele parece até legal, e tem vezes que ele é bem antipático, ou só indiferente; tem vezes que ele se junta a esse grupo dos amigos de infância, e tem vezes que ele prefere ficar destacado. Aliás, o Aldebaran também não anda sempre com o grupo.

A panelinha é formada mesmo pelo meu mestre, o Milo e a Shaina; o Afrodite aparece às vezes, e o Aldebaran de vez em quando também. Só que o nosso cavaleiro de Touro é muito boa gente, como eu já escrevi antes. Se ele não conversa tanto com o meu mestre e os outros amigos dele, é mais porque ele tem um monte de amigos por aí aos quais ele também precisa dar atenção. O Milo e a Shaina também são bastante comunicativos e populares, só que eles ainda parecem dar preferência àquela panelinha deles.

Tem também o Aioria, mas esse é outro que eu não posso dizer que seja amigo do meu mestre, apesar de eles também se conhecerem desde que eram crianças (o Aioria é um pouco mais velho). Assim como o Afrodite, ele parece mais próximo do Milo. Pensando bem, a Shaina é mais uma que parece mais próxima dele. Tá aí: o Milo é que acaba sendo o "ponto de convergência" desse pessoal todo que fez o pré-treinamento junto. Qualquer subgrupo que se forme sempre tem ele no meio. A Shaina é a segunda figura mais presente. Aliás, os dois se dão muito bem. Hummmm!... Hehehe! Nem vou dizer nada, não tenho provas.

Além dessas pessoas, tem muito mais gente aqui no Santuário, claro. O lugar é enorme, e olhem que nem todos os servos de Athena moram aqui. Tem vários cavaleiros, amazonas, soldados e espiões espalhados pelo mundo afora. Eu mesmo nem sempre morei aqui, como vocês já estão cansados de saber. Mas agora eu moro, então é do pessoal daqui que eu quero falar. Ou queria. É que é complicado falar de tanta gente assim, e eu corro o risco de me esquecer de mencionar alguém interessante. É melhor então eu não tentar mais falar da vida dos outros. Ao invés disso, vou descrever um pouco a vida que eu mesmo levo aqui.

Eu moro numa casa pequena, simples, mas que tem o necessário para eu me sentir bem. Volta e meia eu vou à casa de Aquário, principalmente nos horários das refeições, que eu não sou bobo nem nada. O Mestre Camus orienta meu treinamento. Tem vezes que ele treina junto comigo, tem outras vezes que ele fica só assistindo (e me corrigindo o tempo todo, porque ele presta atenção em todos os detalhes dos meus movimentos), tem vezes que eu treino sozinho mesmo, e tem ainda outras vezes em que eu procuro parceiros variados pras minhas sessões de treinamento. Aliás, isso é o que eu gosto de fazer, porque me dá a oportunidade de conversar, fazer amizades e diversificar as minhas técnicas. No Santuário, um meio muito comum de se fazer amizades, ou pelo menos de se manter uma relação cordial com os colegas, é justamente convidar pessoas pra treinar com você - ou se convidar pra treinar com elas. Eu mesmo já cansei de me intrometer nos treinos alheios. O pessoal normalmente não se importa, porque isso não é visto como falta de educação.

Claro que eu tenho direito a folgas, mas isso varia um pouco. Quando meu mestre acha que não estou indo bem nos treinos, ele tem o infeliz direito de adiar essas minhas folgas até que ele conclua que eu me emendei. Tem vezes que eu só posso folgar meio período, ou seja, tenho que cumprir pelo menos metade da minha carga horária naquele dia. Mas às vezes eu até recebo permissão para viajar. Se bem que o Mestre Camus sempre me faz levar na bagagem uma lista de exercícios teóricos que eu tenho que devolver pronta assim que eu retorno da viagem. Ou seja, não tenho moleza nem quando recebo autorização para dispensar meu uniforme de treinamento por uns dias.

Ah, tem um negócio interessante que eu não posso deixar de contar a vocês: é o jeito como as pessoas se vestem aqui. E não somente aqui: pelo que sei, esse padrão tende a se repetir em muitos santuários de outros deuses. Bom, eu falei no meu uniforme de treinamento, e isso é justamente o que você tende a passar a maior parte do tempo vestindo. Cada um de nós tem direito a no mínimo três conjuntos (normalmente temos mais), e as peças que os compõem, no caso dos homens pelo menos, são calça e camiseta, ou calça e túnica curta, ou só a túnica. As mulheres usam collant e meias grossas. Tem também outras peças, claro, como sandálias ou botas, cintos, ombreiras, joelheiras, luvas, proteções peitorais etc.

O meu uniforme de treinamento... não, seus engraçadinhos, eu não uso collant não! Eu tenho cinco conjuntos, todos eles formados por calça e camiseta. O Mestre Camus usa calça e túnica curta. Lá na Sibéria, muito de vez em quando ele usava camiseta sem mangas, mas isso era só para mostrar a mim e ao Hyoga que era possível resistir ao frio mesmo sem roupas apropriadas, graças ao poder do cosmo. De um modo geral ele evitava isso porque ele achava que podia parecer exibicionismo, coisa que ele detesta. O Hyoga e eu sempre costumamos treinar com os braços expostos mesmo. O Mestre não gostava muito disso. Só deixava porque ele queria nos monitorar pra ver se realmente estávamos desenvolvendo nossa resistência às baixas temperaturas, e se essa resistência não iria falhar ou decair de uma hora para outra (se isso acontecesse, obviamente seria um sinal de que algo andava errado ou com o treinamento que ele nos dava, ou com os nossos cosmos). Para ele, o certo lá seria usar sempre mangas compridas. Naquela época o modelo de uniforme que ele mais usava era o de túnica de mangas compridas com calça. Na Grécia a única alteração que ele fez foi adotar a túnica de mangas curtas.

E por falar em túnicas, elas são disparado o traje mais popular entre os homens daqui. Tem também os quítons, mas esses normalmente são usados pelos gregos, apesar de o Shura gostar de usá-los também (ele é espanhol). O pessoal daqui tem uma mania de túnica que vocês não imaginam. Eu cresci acostumado a usar calças. Na Sibéria o pessoal usava calças também, tirando o meu mestre, que é outro fã de túnicas. Calças ele só usa para treinar e/ou por baixo da armadura. Em qualquer outra ocasião, ele só usa túnicas, e as dele sempre são longas. Até as mangas costumam ser longas; ele só usa mangas curtas no auge do verão. Túnicas curtas e de mangas também curtas ele reserva somente aos uniformes de treinamento. Definitivamente o meu mestre não gosta nem um pouco de se mostrar. Já os outros homens variam. Tem uns que também seguem esse estilo mais discreto dele, como o Saga de Gêmeos. Tem outros, aliás a maioria, que preferem as curtas de mangas idem. E tem mais outros que ficam alternando. Sem falar nas túnicas sem mangas, nas túnicas com capa (essas são só para ocasiões formais), e por aí vai.

Os únicos que tendem a usar calças são alguns cavaleiros que não moram aqui, como o Hyoga. E eu. Eu tenho tido dificuldade pra me acostumar a essa indumentária que eles tanto adoram. Resisti o máximo que eu pude. Sei lá, eu fico sem-graça de andar por aí como se eu estivesse de vestido. Só que depois de ver milhares de vezes as pessoas aqui me olharem como se eu não soubesse nem me vestir direito, eu finalmente estou começando a aceitar que, nessas bandas, quem está fora do padrão sou eu. Então eu comecei a comprar uma ou outra túnica pra mim, e estou começando a usá-las. Mas ainda passo a maior parte das minhas horas de folga usando calças. Vou tentar me acostumar a esse "estilo alternativo" aos poucos.

Só para registrar: eu não sou nenhum grande especialista em moda feminina, mas posso dizer a vocês que as mulheres daqui variam bem mais os trajes do que os homens. Quero dizer, elas também passam a maior parte do tempo com seus uniformes de treinamento. Mas nas horas de folga tem umas que usam saias, outras que usam vestidos, outras que usam calças... e sim, também temos mulheres que usam trajes tecnicamente masculinos, ou seja, túnicas e/ou quítons curtos (quítons longos são unissex). Cá pra nós, eu acho que elas ficam umas gatas quando se vestem como homens. Talvez porque esses trajes que aqui são considerados masculinos pra mim ainda parecem femininos. Mas um dia eu supero isso. Quando eu conseguir que alguém me mostre qual é a diferença entre uma túnica e um vestido... E se não me engano, em outras épocas da História as túnicas também eram trajes femininos. Por que hoje em dia esse pessoal acha que isso é roupa só de homem?

Eu tenho um palpite: pode ser porque este é um Santuário de homens, apesar de ser governado por uma deusa. Mulheres aqui são minoria. Em outros santuários também, como o reino do tédio. Nos últimos anos isso tem mudado, mas acho que ainda vai levar um bom tempo para equilibrar os números de homens e mulheres aqui e em outros lugares parecidos com o nosso. Enquanto isso não acontecer, acho que ainda prevalecerão os pontos de vista masculinos, até quando se tratar de classificar as roupas das pessoas. É uma pena. Eu queria muito que houvesse mais mulheres aqui. Primeiro, porque eu sei que uma guerreira bem treinada pode ser um osso muito mais duro de roer do que um homem, o que nos daria vantagens quando enfrentássemos nossos inimigos. Segundo porque, como vocês já sabem, eu acho saudável você se relacionar com pessoas variadas; num lugar cheio de homens, tá faltando essa variedade. E terceiro, porque eu tenho interesse nisso, claro! Com mais mulheres por aqui, talvez eu já tivesse desencalhado.

Eu me acho bonito. Tá certo que me falta um olho (o que eu perdi quando fui tentar salvar o Hyoga), e ainda por cima tenho essa cicatriz enorme. Mas tirando esses defeitinhos que quase nem dá pra se notar (vocês aí fiquem sérios e façam de conta que não dá pra reparar nessas coisas!), eu acho que eu estou muito bem. E eu tenho senso de humor, sei conversar sobre vários assuntos, não sou chato - ou pelo menos tento não ser -, gosto de passear, sou um defensor da justiça... o que está faltando então? Mais mulheres nesse Santuário.

Quanto mais mulheres morarem aqui, maiores serão as chances de eu encontrar uma que não esteja interessada em outro homem, ou que não seja amante de outra mulher, ou que esteja sozinha e queira de fato namorar. É que tem umas (não muitas, pra dizer a verdade) que acham que devem se dedicar só aos treinos e lutas, então não adianta insistir com elas. Claro que também há muitos (esses sim são bem numerosos) homens aqui com essa mesma mentalidade, pois essa é considerada uma forma de se render homenagem à nossa deusa: você renuncia definitivamente a uma possível vida pessoal para se consagrar exclusivamente aos interesses do Santuário de Athena. É um modo muito bonito e poético de se viver, mas sabem como é... eu queria levar a minha vida de outra forma. Sem prejudicar os meus deveres para com Athena, é lógico.

Não sei se deu pra vocês perceberem que já faz vários parágrafos que eu estou enrolando e não estou escrevendo nada que preste. Tá, sei que uns e outros vão dizer que isso foi o que eu fiz durante o meu relato inteiro, mas é melhor ignorar esses venenosos aí. A verdade é que eu estou tentando adiar a minha despedida. Mas tô achando que não vai dar mais.

É, pessoal. Agora chegamos ao fim. Eu não tenho permissão do Santuário para ir além dessa sétima parte, e também não posso fazê-la longa demais, porque senão poderiam interpretar isso como um truque meu para burlar o limite que me impuseram. E se eu fizesse isso, estaria abusando da confiança que Athena depositou em mim quando ela me autorizou a escrever essa série de textos.

Não sei se algum dia vão me deixar publicar mais coisas. Se me deixarem, eu volto, é claro. Mas se não deixarem... e eu não tô muito otimista não.

Foi muito legal passar todo esse tempo mostrando a vocês um pouco do que é a vida de um cavaleiro. Quero dizer, de um ex-general marina, atual aprendiz e futuro cavaleiro. Enfim, de um defensor da justiça! Haha, vocês não acharam que eu ia embora sem escrever isso mais uma vez, né?

Bom, daqui a mais ou menos meia hora começa mais uma de minhas sessões de treinamento. Estamos em tempos de paz - e espero que eles durem bastante! - mas precisamos nos exercitar continuamente. Ainda mais quando ainda não temos nossa própria armadura... Vou terminar isso aqui, pegar meu uniforme de treinamento e começar a me arrumar.

Tchau, pessoal! Até... sei lá quando! Fiquem com Athena!


Fanfic encerrada com muito pesar em 25 de dezembro de 2008.

NOTAS DO PERSONAGEM: Que pena, gente. Mas a vida é assim, né? Tentamos evitar as despedidas mas nem sempre conseguimos.

Olha, não pensem que vão se livrar de mim assim tão fácil! Eu não morri! Nosso próximo encontro já está marcado. Vai acontecer no prólogo da fanfic "Inimigo Inesperado de Athena". Vão lá, que eu estou esperando por vocês. O chato é que nessa fic os tempos de paz no Santuário vão pro espaço. Não faz mal: tenho certeza de que Athena sempre vencerá! Conto com a torcida de todos vocês!

Um grande abraço,

Isaac Kekkonen