Capítulo 6

Carly Rae Jepsen - Sunshine On My Shoulders

A lua e as estrelas logo desapareceram e no lugar delas, um imponente sol de primavera surgiu, trazendo com ele um domingo radiante, agradável e muito ensolarado.

Isabella virou-se na cama e cobriu o rosto, incomodada com a claridade que começava invadir seu quarto. As janelas, que foram abertas pela morena durante a noite, permitiam que a leve brisa que vinha de fora chacoalhasse as cortinas.

Alguns minutos depois o celular de Bella tocava, o mesmo estava em cima da mesinha de centro da sala, o que dificultava para que Isabella escutasse. Um pouco antes de o celular parar de tocar, a morena levantou em um pulo da enorme cama e saiu meio desorientada do quarto, atrás do celular. Assim que o achou, ele parou de tocar. Isabella falou alguns palavrões e voltou para seu quarto, mal deitou na cama e a campainha tocou, para seu desgosto.

Do lado de fora do apartamento estava Emmett, Jasper e Rosalie, esperando a morena abrir a porta para juntos irem almoçar na casa dos Cullen. Emm já ia tocar a campainha, novamente, quando uma Isabella descabelada e com cara de poucos amigos abriu a porta.

– A que devo a honra de tê-los a essa hora da manhã no meu apartamento?

– Nossa Bella, assim você nos magoa... Pra que tanto sarcasmo?

– Diz logo Emm, estou morrendo de sono e tenho planos pra lá de agradáveis que envolvem eu voltar para minha cama cheirosa e dormir o resto da manhã.

– Sinto informar, mas já são exatamente... – Rosalie olhou o horário no celular. – 10h48min.

– Huum, e o que vocês querem? – Isabella esfregou os olhos e abriu mais a porta, dando passagem aos amigos.

– Queremos que se troque e venha conosco almoçar na casa dos Cullen...

– Ah, não quero ir não. Ainda tenho que selecionar algumas músicas pra apresentação de hoje e... - a morena foi interrompida pela amiga.

– Vamos logo Isabella. Temos que aproveitar que o inútil do Edward perdeu o voo e só poderá ir nesta madrugada.

– Mesmo assim, eu não vou. Podem ir vocês!

– Bella...

– Eu não vou! Agora se me dão licença eu quero voltar a dormir. Ah, vejo vocês mais tarde no pub, caso vocês forem...

Bella foi em direção à porta e esperou que os amigos saíssem.

– Tem certeza, Bella? – Jasper se pronunciou pela primeira vez.

– Sim. Obrigada por terem vindo até aqui, mas eu não estou a fim de sair hoje...

– Se você diz. Vamos gente, dona Esme nos espera!

E assim, os três amigos saíram, encostando a porta atrás deles e deixando uma Isabella parada no meio da sala.

Tentando não pensar no que os amigos acabaram de lhe dizer, ela correu para o quarto, se jogou na cama com o intuito de voltar a dormir. Óbvio que ela não conseguiu, virou-se várias vezes na cama e nada do sono voltar.

Desistindo de ficar na cama, levantou bufando de raiva, colocou os chinelos, que estavam do lado da cama, e caminhou até o banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes, penteou os cabelos e seguiu em direção à cozinha.

Ao entrar na cozinha, a barriga de Isabella roncou alto, fazendo com que a mesma revirasse os olhos. Abriu a geladeira, pegou uma lata de coca-cola e um pacote de chips Ruffles Original e colocou os dois em cima da mesa para depois fechar a geladeira.

– Você vai ter coragem de trocar o almoço da minha mãe por isso?

Isabella levou uma mão ao peito e com a outra tapou a boca, evitando gritar devido ao susto, virou de frente para a porta. – Porra, Edward. Nunca mais faça isso!

– Desculpe. Você deveria trancar as portas, sabia disso? – Edward foi se aproximando da amiga, com as mãos nos bolsos da frente de sua calça jeans escura, uma camisa polo azul bebê, os cabelos indomados e seu melhor sorriso torto. Isabella sentiu seu coração perder uma batida ao avaliar o amigo. Ele estava ainda mais lindo, se possível.

– Hum, tudo bem. Já devia ter me acostumado a tê-lo em casa em momentos que eu não estou esperando e ah, entrando sem nem ao menos ser anunciado... – a morena não pode evitar a troca rápida de humor, ela estava entrando no período menstrual, então qualquer coisinha a faria explodir.

– Nossa quanta simpatia, Isabella!

– Me faça um favor? Fique quieto ou vá embora, ok?!

Isabella pegou o pacote de chips e a lata de coca-cola e saiu da cozinha, passou reto pela sala e entrou em seu quarto, pegou o controle, ligou a televisão, deitou na cama e começou a comer as batatas, ignorando completamente a presença de Edward na porta do quarto.

– Inacreditável! Realmente não acredito que vai fazer essa desfeita com a minha mãe!

– Edward... Que tal você ir para a sua casa para não acontecer de você desfazer do almoço que a sua mãe está fazendo...

– Isabella. Eu... Eu... O que há de errado contigo? Pra que tudo isso? É tão difícil fazer um agrado para os amigos? – Edward adentrou no quarto, pegou o controle que estava em cima da cama e desligou a televisão. – Estou falando com você. Será que pode me dar atenção?

– Ok, Edward. Já estou indo me trocar, não precisa gastar todo o seu inglês britânico comigo.

Isabella deu um último gole na sua coca-cola, levantou rapidamente da cama, se aproximou do amigo, entregou o pacote de chips para ele e entrou no closet.

– Ah, a Rosalie disse que perdeu o voo. Sinceramente, ainda me surpreendo com a sua capacidade em Edward.

– Não pude evitar, as horas voaram e minha cama estava tão gostosa, tão convidativa que não conseguir evitar! Argh, isso soou muito gay.

– Foi você quem disse! – a morena resmungou enquanto ainda procurava uma roupa para vestir.

– Você podia me defender...

– E o que queria que eu dissesse? "Eu não acho que você tenha jeito, muito menos pegada de gay?" Desculpe Edward, mas nunca beijei um gay... – respondeu à pequena Swan, com as roupas nos braços, ao sair do closet. – Aliás... Vai ter mais alguém lá? Algum parente, ou algo do tipo?

– Não. Só vocês...

– Hum, menos mal, não estou a fim de me produzir hoje.

– Como se precisasse de alguma produção pra ficar bonita... – Edward murmurou baixo.

– O que disse? – Perguntou a morena ao entrar no banheiro para se trocar.

– Nada... – Edward resmungou um pouco confuso com o que acabara de dizer. Ele estava muito estranho ultimamente, e algo lhe dizia que tinha tudo a ver com presença da amiga.

– Então, vamos logo. Não era você quem estava com pressa para que eu fosse? Estou pronta. – Isabella perguntou ao sair do banheiro, completamente trocada. O look estava composto de uma blusinha listrada em azul e branco - com um decote comportado e mangas curtas - da Diesel, um short jeans escuro rasgado com cinto e para finalizar, nos pés ela usava um Vans Womens Authentic preto.

– Claro. Estou morrendo de fome! – o ruivo olhou a amiga de cima a baixo e engoliu seco, a sensação de estar com ela era boa, mas tinha algo errado e ele iria descobrir.

A morena agarrou um braço do amigo e saiu rebocando-o para fora do quarto, não sem antes pegar a lata vazia de refrigerante e o pacote que ainda continha algumas batatas e jogado no lixo.

Os dois seguiram em direção a enorme mansão dos Cullen, onde Isabella fora muito bem recebida pela matriarca da família. O almoço não demorou a ser servido, e entre uma garfada e outra os amigos conversavam descontraídos.

Após o almoço Esme e Carlisle se retiraram da mesa, deixando os seis amigos conversando a vontade.

– Eu ainda acho muito injusto o fato de a Bella não ter vindo com a gente, ter nos expulsado do apartamento dela e foi só esse ser inútil em forma de gente aparecer lá e ela vem... Aff! – Rosalie continuava reclamando para a caçula dos Cullen.

– Ser inútil? Perdeu amor a vida Rosalie? Acha que dente nasce igual cabelo é? – Edward se pronunciou ofendido ao mesmo tempo em que sua irmã e Isabella falavam.

– É inútil sim. Não sabe se programar para acordar mais cedo, precisa que a mamãe vá acordá-lo... – Alice partiu em defesa da amiga.

– Argh! Eu não expulsei ninguém! Vocês saíram por livre e espontânea vontade...

– Ah sim. Livre e espontânea vontade? Eu já estava vendo você nos chutando porta a fora do seu apartamento...

– Também não é pra tanto, amor... Você sabe que a Bells só não resiste ao charme do Edward, isso é um fato! – Emmett abraçou os ombros da namorada e roubou um selinho da mesma quando terminou de falar.

– Ei, será que vocês podem parar de falar de mim como se eu nem estivesse presente? Obrigada!

Isabella foi a primeira a levantar da mesa. Seguiu em direção à sala de estar, onde os donos da casa se encontravam sentados.

– Dona Esme, já esto...

– Quantas vezes já disse que a mim você não precisa chamar de dona? Apenas Esme, querida! – a elegante matriarca dos Cullen sorriu amavelmente para a herdeira dos Swan.

– Desculpe, é o costume. – Isabella sorriu e se aproximou de Esme, que apesar dos quarenta anos, aparentava ter seus trinta e poucos anos. Uma jovem mulher, que Isabella aprendeu a admirar. Não só por ela ser uma boa mãe, um exemplo para os filhos, como também ser tão parecida com Renée. E era este fato que tinha aproximado as duas, Isabella via em Esme a mãe que ela não tinha por perto.

– Eu quem peço desculpas, querida. Sente-se. – Esme sorriu e pegou as mãos da pequena Swan entre as suas, acariciando-as. – O que estava dizendo?

– Ah sim. Vim agradecer pelo almoço delicioso, mas já estou indo.

– Fique mais um pouco! Carl e eu estávamos comentando de qualquer hora ligarmos intimando os seus pais para que eles venham passar uns dias por aqui, para colocarmos alguns assuntos em dia. Estou com saudades de conversar com a Renée.

– E como eu disse, acho uma ótima ideia. Já está na hora de eles voltarem a respirar os ares nova iorquinos. – Carlisle se pronunciou.

Isabella sorriu para os velhos amigos de seus pais.

– Desculpe minha falta de educação, mas preciso mesmo ir. Deixei meu apartamento todo desorganizado e ainda tenho alguns detalhes para arrumar até a hora da apresentação...

– Se eu não fosse tão velha, eu iria em todas as suas apresentações!

– Velha? Onde? Com todo respeito à vossa pessoa, mas quero eu daqui uns anos, estar com esse corpo, essa pele e essa disposição.

Esme gargalhou com o comentário da jovem Swan. Carlisle abraçou a esposa e concordou com o que Isabella acabara de dizer, realmente sua mulher tinha muita disposição.

– Ok. Pode ir então. Mas, volte. Não gosto de ficar muito tempo sem sua presença aqui em casa. Você trás luz pra cá!

– Sim, eu voltarei sempre que possível!

– Promete que vai voltar sem que eu tenha que praticamente obrigá-la a vir?

– Prometo! – Isabella sorriu e se despediu dos Cullen. Seguiu sozinha de táxi, depois de vencer a melhor amiga, que muito insistiu para que ela deixasse que alguém a levasse, até seu apartamento.

(...)

Carly Rae Jepsen - Heavy Lifting

Isabella terminava de fechar o pequeno zíper que ficava escondido nas costas do seu perfeito Elise Ryan, vestido pérola chiffon, sem alças, com chiffon rosa drapeado na cintura e em seus pés um lindo Betsey Johnson rosa, composto por uma renda superior floral com detalhe de fita de babados e laço de cetim na frente, deixando em destaque a plataforma de salto peep toe. A morena olhava o reflexo no espelho e não conseguia sorrir com a imagem da linda mulher que lhe era refletida, naquela noite faltava algo para que Isabella pudesse sorrir. Mas, o que ela não sabia era que esse "algo" não iria vir tão cedo.

Pelo espelho Bella viu o horário no despertador, depositado em cima do criado mudo. Faltavam um pouco menos de uma hora para sua apresentação e para variar ela estava nervosa. Bem nervosa. Em seu interior, algo lhe dizia que em apenas alguns minutos, seu coração sofreria mais uma vez por ele... Edward.

Isabella borrifou seu perfume favorito, pegou sua bolsa, colocou o celular e saiu apressada pelas ruas movimentadas atrás de um táxi que a levasse até o pub. Não foi difícil encontrar um táxi disponível para ela, pois no exato momento em que ela chegou à portaria do prédio sua vizinha saia de um, o que facilitou e muito para Isabella.

Depois de informar o endereço para o taxista, Isabella encostou a cabeça no estofado do banco, fechou os olhos e, por um momento, se deixou levar pela música baixa que tocava na rádio.

O veículo parou em frente ao endereço que lhe foi fornecido, o local estava um apinhado de gente, uma fila relativamente grande para a entrada, e no exato momento em que o táxi tinha parado o letreiro onde estava escrito com letras garrafais o nome do estabelecimento foi acesso, anunciando que o local estava aberto. Voltando a atenção para o interior de seu veículo, percebendo que a jovem não se mexeu ao vê-lo parar, o motorista olhou pelo retrovisor do carro e viu o estado de Isabella.

– Você está bem, moça? – nenhuma resposta fora obtida. – Moça?

– Eu acho que sim... – Isabella saiu de seus devaneios, pegou sua bolsa, pagou a corrida, deixando uma boa quantia de troco para o taxista, saiu do carro, entrando rapidamente no seu ambiente de trabalho.

A morena passava rapidamente por entre algumas pessoas, cumprimentando-as e sorrindo quando via algum conhecido. Enquanto adentrava em seu pequeno camarim, ela ia se perguntando o que estava acontecendo com ela. Por que essa sensação sufocante havia se apossado de seu corpo? Por que ela estava sentindo um aperto no peito? Por que toda aquela angústia? Por quê? Por quê? Eram tantas perguntas e nenhuma resposta!

Alguns minutos se passaram, Isabella levantou-se da poltrona que estava sentada, respirou fundo e seguiu em direção ao palco, era chegada a hora de relaxar e mostrar a todos o que ela sabia fazer de melhor, cantar.

– ... E esse foi o mais novo membro da Infinits. Seja bem-vindo, Riley Biers! – Riley saiu rapidamente do palco, sendo bastante aplaudido, cumprimentou a jovem Swan, que estava ao lado do palco. – Isabella, venha nos presentear com sua voz maravilhosa. – Jacob Black, novamente, se pronunciou ao microfone. – Aliás, você esta linda! – o herdeiro dos Black e atual patrão de Isabella sussurrou, para que somente ela ouvisse, ao entregar o microfone a ela.

– Obrigada. – ela sorriu envergonhada. – Boa noite a todos, sejam muito bem-vindos à Infinits. – Isabella sentou-se no banco que lhe fora ofertado por um dos funcionários do pub. – Não canso de dizer, que me sinto honrada em poder compartilhar mais uma noite com vocês, minha paixão pela música...

Paramore - Oh Star

Isabella sinalizou um três para a banda, indicando que começaria pela música de número três. Rapidamente os acordes suaves da música já se fizeram presentes.

Oh star fall down on me. Let me make a wish upon you. Hold on, let me think. Think of what I'm wishing for. – A voz de Bella estava levemente rouca. – Wait, don't go away. Just not yet. 'Cause I thought I had it. But I forget.

(Oh estrela, caia em mim,
Deixe-me fazer um desejo para você.
aguente, deixe-me pensar.
Pensar no que estou desejando.

Espere, não vá embora.
Ainda não.
Porque eu pensei que eu tinha.
Mas eu esqueci.)

Seus amigos, que até então não tinham a visto chegar, surpreenderam-se com a intensidade com que ela cantava. Trazendo vida para a música, tornando-a um verdadeiro apelo de Isabella.

And I won't let you fall away from me. You will never fade. And I won't let you fall away from me. You will never fade away from me.

(E eu não a deixarei cair longe de mim.
Você nunca vai desaparecer.
E eu não a deixarei cair longe de mim.
Você nunca vai desaparecer para mim.)

Jacob admirava a bela morena cantando de olhos fechados, diferente dos ensaios, naquele momento ela parecia estar triste. Era perceptível para qualquer um presente no estabelecimento que ela realmente fazia um apelo, mas um apelo confuso.

And now I let my dreams consume me. And tell me what to think. But hold on, hold on. What am I dreaming? Wait, don't go away. Just not yet. 'Cause I thought that I had it. But I forget. And I won't let you fall away from me. You will never fade away. I won't let you fall away. You will never fade away.

(E agora eu deixo meus sonhos me consumirem,
E me diga o que pensar.
Mas aguente, aguente.
O que eu estou sonhando?

Espere, não vá embora.
Ainda não.
Porque eu pensei que eu tinha.
Mas eu esqueci.

E eu não a deixarei cair longe de mim.
Você nunca vai desaparecer.
E eu não a deixarei cair longe.
Você nunca vai desaparecer.)

Juntos, baterista e o guitarrista conduziam a música para o fim. E pela primeira vez, Isabella permitiu que seus olhos vagassem pelo ambiente, a procura dele. Ela deparou-se com o olhar esmeraldino, intensamente voltado para ela. Eles, finalmente, estavam conectados. Edward nunca tinha visto aquilo no olhar da amiga, mesmo de longe ele percebia algo errado.

And I won't let you fall away. You will never fade away. And I won't let you fall away from me. You will never...

(E eu não a deixarei cair longe.
Você nunca vai desaparecer.
E eu não a deixarei cair longe de mim.
Você nunca...)

Quando a música estava prestes a ser finalizada, a morena desviou o olhar para os amigos, que, instintivamente, sorriram para ela.

Oh star fall down on me.

(Oh estrela, caia em mim.)

As músicas foram sendo apresentadas e diferentemente do começo de sua apresentação, a lista que Isabella e a banda separaram especialmente para aquela noite foram trocadas completamente de ordem. Foram cantadas doze músicas, sendo todas, composições exclusivas da talentosa Swan.

O público estava impressionado com a excelente apresentação da banda naquela noite, desde as primeiras músicas que foram cantadas por Riley, até a última música que seria cantada em alguns instantes.

Jacob pedira para que o DJ assumisse o controle do palco por uns minutos, para que ele pudesse conversar com Isabella e Riley. Segundo ele, alguns chegados do pai dele, tinham comentado que seria interessante se os dois tentassem fazer uma parceria para que juntos encerrassem a noite. No começo os dois relutaram, mas acabaram aceitando, talvez desse certo.

Assim que disseram que aceitavam a ideia, Jacob subiu ao palco e chamou a atenção do público.

– Como a nossa querida Isabella disse anteriormente, teríamos apenas mais uma música para encerrar a apresentação. Mas, como meu pai me disse há poucos minutos... – ele acenou para a mesa que o velho Black e seus amigos estavam sentados e sorriu. – Os amigos dele têm "faro" para o sucesso e sugeriram que Riley e Isabella tentassem fazer uma parceria improvisada, repito, improvisada eles não ensaiaram e nem nada. Tudo ao vivo! Olha, vou falar bem à verdade... Eles estão certos! Não quero desmerecer o talento de nenhum, mas os dois juntos cantam muito! Bella, Riley... O palco é de vocês!

Rapidamente os dois voltaram ao palco e sentaram, lado a lado, o que fez com que Edward bufasse com a ousadia do tal Biers. Alice que estava bem atenta às reações do irmão notou que ele prestou atenção em toda a apresentação da amiga. Até aparentou ficar meio desconfortável com as músicas de temática romântica. Ela sabia que o irmão era lerdo demais, nesse quesito, para perceber que as músicas eram para ele, ou sobre ele.

A jovem Cullen abraçou o namorado e voltou à atenção ao palco, tudo já parecia pronto para encerrar a noite. Os microfones foram postos a frente dos dois e os outros membros da banda foram arrastados um pouco para trás, deixando em foco, somente Isabella e Riley.

Bella ajeitou o microfone na altura certa e sorriu nervosamente para Riley, ela não gostava de ter que reprogramar seus planos, e estava com medo de esse fechamento da noite não desse certo e que, futuramente, pudesse prejudicar sua carreira como cantora.

Riley era conhecido por sua ousadia, e para provar que essa era sua marca registrada, ele já tinha alguns planos para chamar a atenção para ele, só não sabia quando poderia colocar em prática. Então, devolveu seu melhor sorriso para a morena ao seu lado, era mais que óbvio que ela seria um sucesso e teria uma carreira promissória e não poderia ser diferente, ela seria o "coringa" de Biers, a cartada certa para alavancar sua carreira.

Os dois avisaram a banda que já estavam prontos. Riley pegou rapidamente a essência da composição feita por Isabella, à letra ajudava e muito.

Carly Rae Jepsen ft. Josh Ramsay- Sour Candy

Em poucos segundos o som dos instrumentos preencheram o ambiente. Isabella preparou-se para deixar fluir de seu interior a melodia.

Sour candy endings. Coffee stains where oh I'm so tangled up in my. Big sunglasses and bed hungry second day fare.

Riley pegou o microfone, preparou-se para entrar na melodia que a morena já estava envolvida e juntos deixaram fluir a música.

No we went under, the weight was to much to carry and. I felt the thunder. Mister don't look so scared. I never knew, I never knew. That I could be so sad that we went under.

Isabella, discretamente, indicou que era a vez de Riley.

I've been very cautious. Trying on this, this shade of pain. And your humour makes me, makes me nauseous. – a morena sorriu para seus amigos e, novamente, sua voz preencheu o ambiente.– What a twisted twisted game.

Conforme a apresentação ia transcorrendo, a morena ia ficando cada vez mais confiante. Edward percebia que ela estava animada, infelizmente ele estava achando que ela estava toda animada por causa de Riley.

No we went under, the weight was to much to carry and. I felt the thunder. Mister don't look so scared. I never knew, I never knew. That I could be so sad that we went under.

Alice estava tão feliz que a amiga estava cantando cada dia melhor, quando ela entrava no palco um brilho intenso surgia em seus olhos, ela fazia o que gostava.

Oh get yourself home. – Os amigos do velho Black estava apreciando a parceria dos dois.– You leave him alone. On second thought I regret the things to let go. Ohh oohh ooo.

Isabella sorriu abertamente para a melhor amiga e cantarolou sua última estrofe sozinha.

Sour candy endings...and I was barely even there.

Riley piscou para a loira que estava sentada ao lado da mesa em que estavam os amigos de Isabella. Ele ficou tão concentrado na tal loira que quase perdeu o tempo da música.

No we went under, the weight was to much to carry and. I felt the thunder. Mister don't look so scared. I never knew, I never knew. That I could be so sad that we went under. So sad (we went under). So sad (we went under). So sad (we went under). So sad we went under.

Assim que a música terminou, todos que estavam presentes aplaudiram e pediram "bis". Edward mal esperou os dois improvisarem uma música que ele não conhecia. Avisou os amigos e irmã que ia ao banheiro, levantou e seguiu em direção ao banheiro, na volta ele parou em frente ao camarim improvisado de Isabella.

Ele pensou em entrar para esperá-la, já que ela logo passaria por lá para pegar suas coisas e só então iria aproveitar o restinho do tempo no pub. Seus pensamentos foram para os ares quando ele sentiu um corpo colar ao seu, era a mesma loira que ficou se oferecendo para ele na última noite em que ele tinha ido. Kate Denalli.

A loira mal esperou uma reação do ruivo, já foi logo o beijando. Edward estava surpreso com a atitude da mulher que ele mal vira o rosto, ele não correspondeu ao beijo e também nem podia sua mente logo gritou o nome de Isabella fazendo com que ele levasse as mãos à cintura da mulher para afastá-la e foi nesse instante em que Isabella apareceu no corredor.

A morena não acreditou no que seus olhos viam.

Na verdade ela acreditava, só não queria aceitar que ele já estava com outra.

Edward era um verdadeiro mulherengo!

Isso era um fato e ela tinha que aceitar. Mas, como se ela o amava com todas as forças?

Sem nem ao menos pensar duas vezes, a morena saiu correndo de perto daquela cena. Ela não suportaria vê-lo com outra, não agora que ela tinha sentido qual era a sensação de estar nos braços do Cullen.

Escutando o barulho do salto fino em contato com o piso, Edward empurrou à loira e olhou para o lado em tempo de ver Isabella correndo em direção à saída do pub.

– Bella? – ela nem se deu trabalho de olhar para trás. – Bella, volta aqui!

Isabella saiu o mais rápido que conseguiu do estabelecimento e já sinalizou a procura de um táxi. Edward entrou no camarim, pegou a bolsa da morena e saiu correndo atrás dela.

Ao chegar do lado de fora da Infinits, Edward viu o suposto táxi que a amiga entrou.

– Droga! – ele não pensou em mais nada, rapidamente foi até o seu carro, pegou a chave, desativou o alarme, entrou, ligou o carro e seguiu para o apartamento de Isabella o mais rápido que o trânsito caótico daquele horário lhe permitia.


N/A: Por favor, se você chegou até aqui, seja gentil e me deixe saber o que achou.