Capítulo 7 – Pequenas doses de desastre
---Nada melhor que um amor quente, carnal, que apague verdades e transforme mentiras na mais pura realidade...--- (Só pra gente entrar no clima! Hauahau!)
Remus estava com raiva, irritado, nervoso. Completamente possesso. Se a cabeça loira de Lucius Malfoy surgisse em sua frente com toda certeza ele seria capaz de arrancá-la dos ombros do maldito com suas unhas e dentes, não que tocar aquele pervertido fosse algo prazeroso. Mas suas ambições assassinas estavam mais do que despertas, e se não fosse pelo lamentável estado de zumbi em que Sirius se encontrava, ele provavelmente teria farejado aquele almofadinha até no inferno para fazê-lo pagar pela audácia.
E que audácia! Era quase deplorável a situação de Black. Sua roupa estava amarrotada, o paletó sujo de barro e ele podia adivinhar, mesmo no escuro, que faltava alguns botões em sua camiseta.
A imagem de Lucius com um sorriso carregado de luxúria arrancando-os com os dentes surgiu em sua mente e ele rosnou.
Com um esforço sobre-humano ele logrou levantar Sirius do chão. O rapaz viajava entre uma consciência alcoolizada e um sono delirante, e hora ou outra o pianista tinha que se esforçar para que ambos não desabassem e saíssem rolando rua abaixo.
Após o que pareceu uma travessia infinita de quarteirões, com pessoas olhando para eles como se fossem extraterrestres, finalmente alcançaram o humilde edifício onde Remus morava sozinho, sendo bancado por sua avó com sua pequena fazenda no sul da Inglaterra, e por seu trabalho noturno no restaurante.
Escorando Black na parede, ao lado da porta, ele vasculhou o bolso de sua mochila com a mão esquerda, enquanto a outra estava pousada no peito do moreno, prensando-o contra a parede para que ele não tombasse de cara no chão.
Amaldiçoando sua má sorte, ele finalmente roçou os dedos no objeto, e quase enfartou ao ver que ao mesmo tempo os joelhos de Sirius fraquejavam e o rapaz começava a escorregar. Apoiando Black com os braços e engolindo em seco ao sentir o rapaz abraça-lo em meio ao sono, ele se resignou a tê-lo agarrado ao seu pescoço, o rosto enterrado em seu ombro enquanto ele manejava abrir a porta.
Aos trancos e barrancos ele finalmente entrou na casa, e ao em vez de ser assomado pelo alívio, ele quase teve um enfarto quando ao tentar caminhar acabou de alguma forma perdendo o equilíbrio caindo para frente, em cima de Sirius, que bateu a cabeça no chão com tudo, enquanto a porta do apartamento se fechando atrás dos dois, num barulho alto o suficiente para reviver cadáveres.
- Maldição! – Sirius rugiu numa voz pastosa, e num reflexo ergueu rapidamente a cabeça, encontrando no caminho a cabeça de Remus, batendo o queixo em sua boca.
-Hrumm! – Remus gemeu de dor levando a mão imediatamente aos lábios, naquela confusão toda acabara cortando-os.
Sirius pareceu notar que tinha alguém sobre si, porque simplesmente desistiu de mexer e estendeu-se no chão de braços abertos, como se estivesse se rendendo.
- Cerrrrttttooo, Malfoy! Eu desisto! – ele disse com uma voz alcoolizada, que fez Remus franzir o cenho.
Mas do que diabos ele está falando?, ele pensou enquanto sentia o sangue cobrir sua língua ao mesmo tempo em que a dor aguda começava a se amenizar.
- Faça o que você quiser! – Black continuou conversando sozinho. – Só não me peça para eu te chupar, ou para eu gritar o seu nome porque isso eu não faço nem drogado, morto... ou amarrado...
Ao ouvir isso Remus francamente arregalou os olhos em pleno terror. Sirius pensava que ainda estava sendo molestado por Lucius, também, na posição comprometedora em que se encontravam era o mínimo a se esperar.
- O que foi, doninha? Vai amarelar no último instante? Ande logo, acabe com isso e me deixe em paz.
E com isso Remus estava pronto para dar um basta nisso tudo, quando a mão de Sirius agarrou a sua fazendo o se desequilibrar, soltando seu peso completamente sobre o corpo em baixo de si.
- O que foi, Malfoy? Ficou tímido porque eu não estou tentando fugir? Ou será que é porque você não está mais no controle?
E numa luta desesperada Lupin tentou desprender sua mão dos dedos de Sirius, que começava a guiá-la para um local um tanto quanto íntimo.
- Argh, pare de agir como uma virgem e ande logo com isso! – Sirius continuou, só que dessa vez ergueu a cabeça para ver o que a pessoa sobre si estava fazendo para ficar enrolando tanto.
Em menos de alguns segundos seus olhos se encontram com o de Remus, que tentava se livrar de Black e amparava sua boca ferida que parecia que não pararia de sangrar nunca.
Meu Deus, como é que eu só me meto nessas confusões? Ai ai ai, porque é que ele tinha que estar bêbado? E ainda clamando para que Malfoy faça... faça isso?
- Eiiii... – Sirius de repente disse num tom esganiçado. – Você não é a doninha.
Foi impossível para Remus evitar a expressão sarcástica de Ah, é mesmo? Só agora que você notou? Mas as conclusões inteligentes de Sirius não haviam terminado, e com a voz enrolado e os olhos comprimidos ele continuou.
- Ah, mas eu te conheço... – e ele fez uma pausa significativa, e Lupin quase que podia ver seu cérebro tentando pegar no tranco. – Você é aquele garoto. Remo Lupo... Remu Drupo... grraaa... que seja, o pianista sexy.
E as bochechas de Remus pareciam estar em chamas ao ouvir a palavra sexy.
Por mil demônios, ele disse sexy? Sirius Black me acha sexy?
Mas seus devaneios foram prontamente interrompidos quando uma mão puxou sua nuca firmemente para baixo fazendo-o encarar os olhos opacos e completamente bêbados de Sirius.
A única coisa que impediu que eles se beijassem foi à mão protetora de Remus sobre o seu ferimento, mas Black não parecia estar nenhum um pouco decepcionado com isso e num gesto espalhafatoso aproximou sua boca do ouvido do rapaz.
- Você já é outro caso. – ele murmurou com uma risadinha safada, sua respiração fazendo Lupin se arrepiar. – Para você eu grito, gemo e... – mas ao em vez de dizer o que ele faria, Sirius decidiu provar até onde estava disposto a ir, e rapidamente o pianista sentiu uma língua quente acariciar o lóbulo da sua orelha.
Lupin se sentiu em chamas, seu corpo estava mole, cada pedacinho da sua pele registrando o contato com o corpo de Sirius. E ele não pode evitar arquear um pouco as costas quando Sirius ergueu o joelho entre suas pernas e fez uma leve fricção.
- Hum... e não é que você reage bem depressa. – a voz sensual alcançou seus ouvidos, ele queria se esconder.
Isto está indo longe demais! Grunhiu com dificuldade até de pensar. Ele está bêbado, não sabe o que está fazendo e eu estou me aproveitando da situação. Ah..., gemeu novamente ao receber uma mordida no pescoço. Ele não sabe o que está fazendo... tentou se convencer disso. Mas céus, se isso é não saber imagine só se soubesse.
E era como não ter forças para lutar contra aquilo, porque com uma habilidade incrível para um bêbado pervertido, as mãos de Sirius facilmente retiraram a alça da mochila em seu ombro, fazendo-a cair no chão para logo em seguida ser chutada para longe.
Em um flash Black inverteu as posições e o contato entre eles pareceu aumentar. Remus começava a delirar ao sentir Sirius mover os quadris contra os seus, provocando-o como o diabo, e ainda com muita relutância ele começava a corresponder.
- Nossa, como aqui está quente! – ele ouviu Sirius comentar, para só em tão notar que havia fechado os olhos com força, e quando os abriu se deparou com o rapaz sentado sobre sua cintura retirando com certa dificuldade o paletó e sua camiseta.
Meu Deus!, pensou com urgência, Meu Deus! Meu Deus! As coisas estão ficando sérias.
E num lapso de vontade própria ele moveu-se como um raio, praticamente atirando Sirius no chão, se virando e tentando engatinhar o mais rápido possível para um lugar seguro, para longe daquela tentação.
Nem tentou se levantar, sabia que se ousasse provavelmente cairia. Nunca em toda a sua vida sentira os joelhos tão bambos.
- Ah... então você quer brincar de pique-pega. – ele ouviu Sirius dizer atrás de si, como uma criança mal-criada, e o sangue congelou em suas veias ao distinguir som de passos.
Droga, mas quem é que está bêbado aqui? Eu ou ele? Eu é quem deveria estar andando e ele é quem deveria estar engatinhando.
Mas não teve muito tempo para continuar pensando, pois uma mão o empurrou na direção do chão fazendo-o ficar deitado de barriga para baixo enquanto era montado.
- Acho que eu te peguei! – ouviu Sirius dizer enquanto engolia em seco, seus braços sendo colocados para cima dando oportunidade para que Black aproximasse o queixo de sua nuca. – Agora eu quero meu prêmio, e quero que você use sua boca.
Isso foi demais para Lupin que por alguns instantes pensou que aquilo tudo acabaria em um estupro.
- E então, o que acha de ficarmos numa mais posição confortável? – novamente a voz retardada
E a mente chocada de Remus começava a embaralhar as informações em busca de uma rota de fuga. Ele sabia o que Sirius queria, e não que tivesse nojo de realizar seus desejos, na realidade estava mais do que disposto a isso, mas não daquela forma, não enquanto ele estava bêbado demais para sequer ter noção do que estava fazendo.
Sem ter a mínima idéia se aquilo funcionaria, ele rapidamente concordou.
- Certo, então saia de cima de mim! – informou com a voz meio partida.
Rapidamente o peso em suas costas foi aliviado e com alguma dificuldade ele se ergueu ficando de joelhos, só para seu queixo despencar alguns metros ao notar que Sirius praticamente na sua frente começava a abaixar as calças.
- O que... o que... – ele começou a gaguejar diante da cena, já prevendo o que seria obrigado a fazer, mas por algum milagre Sirius parecia estar tendo uma certa dificuldade para se livrar das próprias calças.
Em menos de cinco segundos o rapaz conseguiu ficar com uma das pernas presas, cambalear e praticamente cair novamente em cima de Remus, que dessa vez foi mais cuidadoso e conseguiu ampara-lo sem que acabassem ficando numa posição comprometedora.
- Maldita roupa – Lupin ouviu Sirius choramingar, e aproveitou a chance para tentar contornar a situação, mas não foi necessário muito esforço, pois o rapaz, completamente emburrado, praticamente desistiu de tirar as próprias calças e afundou a cabeça nas pernas de Remus, fungando de raiva.
- Estou com sono – ele disse de repente e o pianista começou a ver uma luz no fim do túnel. – Estou com sono, Remmmmuuuss! – ele repetiu erguendo a cabeça para olhá-lo e ele apenas acenou para dizer que compreendera, e Sirius, como uma criancinha mimada apoiou o peso nas mãos e praticamente sentou no colo de Lupin, aferrando-se ao seu pescoço para encontrar uma posição confortável na qual pudesse se esquecer do mundo.
Remus bem que tentou levá-lo para cama, convencê-lo de que acabariam ficando com torcicolo daquela forma, mas Sirius apenas fungou e o apertou mais contra si e Lupin resignou-se a aguardar que ele adormecesse para finalmente arriscar se afastar e acomoda-lo em seu colchão.
Durante alguns segundos observou com prazer a respiração de Sirius começar a ficar mais pesada, seus dedos enganchados nos fios de cabelo de sua nuca, um braço sobre seu ombro. Ele conseguia ver o rosto de Black, impassível, as bochechas um pouco vermelhas e sua franja caindo sobre seus olhos. Com uma mão as afastou de sua testa, e num impulso notável se inclinou para lhe dar um beijo na ponta do nariz, não conseguindo segurar o sorriso ao ver que Sirius se remexera um pouco manhoso por causa do contato, um sorriso suave crescendo em seus lábios.
Alguém estava se movendo, esmagando sua coxa esquerda enquanto parecia tentar se levantar. Ele tentou afastar a cabeça da parede, mas todo seu corpo doía e em pouco tempo pode respirar aliviado pelo peso ter ido embora.
Satisfeito escorregou para o lado, para baixo, se encolhendo numa bola. Toda sua coluna parecia ter sido comprimida, estava dolorida, e o simples fato dele poder mudar de posição lhe trouxera um alívio imenso.
Alguns segundo se passaram e ele continuou deitado no chão frio, sua bochecha pousada na superfície áspera, só que sons de passos, portas sendo abertas e fechadas, torneira sendo ligada, tudo isso o fez acordar num pulo, e em poucos segundos ele estava de pé e desperto.
A primeira idéia que lhe veio foi a de que um ladrão entrara em sua casa, mas quando um gemido atravessou a cozinha na direção da sala, ele lembrou de Sirius, dos problemas da noite passada, da mão de Sirius, da perna de Sirius e tudo o que Black fizera enquanto estivera completamente bêbado.
Caminhando para o outro cômodo, bocejando e bagunçando os próprios cabelos, ele se deparou com o dito cujo completamente desgrenhado, o torso nu, a calça entreaberta e no rosto uma expressão de dor.
- Analgésico... preciso de um analgésico. – o rapaz gemeu e Remus rapidamente passou por ele, notando toda a bagunça do lugar. Gavetas, armários... tudo aberto. Ele não se surpreenderia se até a geladeira tivesse sido vítima do caos.
Encontrando o remédio ele rapidamente começou a pingar algumas gotas num copo com água, seu corpo virado na direção da pia, e seus braços paralisaram quando Sirius se aproximou por detrás encostando sua face e todo o seu corpo em suas costas.
- Minha cabeça dói como o inferno! – ele murmurou parecendo não se dar conta do que estava fazendo, e Remus preferiu ignorar as próprias idéias pervertidas para dar uma chance ao rapaz.
Imagino como deve ser ter uma ressaca dessas, pensou enquanto se virava e o ajudava a beber o conteúdo do copo.
Sirius pareceu agradecido, e só bastou Remus depositar o utensílio na pia para ele abraça-lo pela cintura murmurando baixinho:
- Me leva para cama.
Certo, retiro o que eu disse, ou ele ainda está bêbado ou é um sonâmbulo, mas a atitude despreocupada do rapaz indicava que ele não havia despertado completamente para a vida, afinal, se Sirius estivesse realmente livre dos efeitos do álcool não estaria tão calmo ao descobrir que praticamente acordara agarrado a Remus.
Lupin passando uma mão carinhosa no cabelo de Black, o guiou na direção da sua cama, tomando o cuidado para que no meio do caminho eles não tropeçassem nem trombassem em nada.
Em poucos minutos Sirius se encolheu sobre seu colchão e ele o cobriu. Já era de manhã, uma bela manhã de sábado que o fez pensar no quanto o rapaz tinha sorte por ser final de semana.
Resolvendo dar um trato na baderna da cozinha para se esquecer das lembranças da madrugada turbulenta, ele começou a se preocupar com outros problemas como o fato de sua dispensa estar praticamente vazia, indicando que ele não teria nada para alimentar Sirius(como se o coitado fosse um cachorro morto de fome!he!), e sua contundente falta de dinheiro para ir fazer compras na mercearia da frente.
O que fazer? O que fazer?, refletiu desesperado.
Seria vergonhoso se Black acordasse e ele não tivesse nada para lhe oferecer, principalmente devido ao fato de que era extremamente indicado uma boa alimentação para se curar da ressaca.
Ainda com essas idéias perturbando sua paz, ele terminou de fechar as inúmeras portas de armários e caminhou na direção do banheiro.
Já fazia horas que almejava uma boa ducha gelada, e talvez, quem sabe, isso o ajudasse a descobrir uma forma de contornar seu atual problema que ao que indicava iria apenas crescer, pois nem morto ele tocaria em Sirius para arrumar suas roupas antes que este acordasse apropriadamente.
N/A: Torcida organizada... Yes, baby! Cai de boca! Oppsss! empolguei! ' Eu sei! Continuação atrasada... sem muito conteúdo... UHU! Mas eu atualizei, finalmente! Vocês viram como um Sirius bêbado dá problema, né? Agora imaginem um Sirius sóbrio lembrando-se do que fez enquanto estava sobre os efeitos de uma garrafa de vinho! Pois é...
Próximo capítulo... Remus é arrastado para a casa dos Black após Sirius descobrir o grande, quer dizer, imenso deserto na dispensa do rapaz... mas... para sua desgraça... quem seria as duas coisas loiras que os recebem para o almoço? Narcissa... e Lucius? Hauahuahau! Acrescentem a isso uma Bellatrix super, mais super irritada!
Agora como eu sou uma boa moça... agradecimentos as belezuras que sofrem com a minha demora: Mo de Áries, haruechan, Amy Lupin, L!k, Clarice, ...( )..., Gabi Perversa Wood Pevensie (Ufa! Hehehe), Keiko Maxwell, Marinacriss, DriKa, Sy.P, Poke, DW03 (lembrei da citação do início de capítulo por sua causa, embora essa seja um pouco tolinha está completamente de acordo com o clima do capítulo! rs), Elisa Moony.
E agora deixem reviews para a moça aqui dizendo o que acharam, sim?
Portanto... bye bye!
