Capítulo 06- Flor de Lótus parte II

"Obrigada por ter brincado com ele." Bella disse num sussurro sincero, virou-se em direção a ele, e ele continuava distraído, olhando para o teto. "Eu poderia fazer uma massagem em você." Ofereceu-se, ele foi libertado da distração e olhou-a de canto, desentendido. Ela se explicou. "Você disse que estava com dor nas costas." Deu de ombros, tentando ser indiferente. "Então eu posso te massagear."

Ele observou-a desacreditado, achando-a complexa, no mesmo instante em que se obrigava mentalmente a negar. No entanto, só de pensar em sentir a mão da garota deslizando sobre ele trazia uma ansiedade inexplicável e, por um segundo, uma parte dele argumentou que realmente suas costas doíam muito pela tensão da operação na noite anterior. Na verdade, estava moído e exausto. Talvez uma massagem, ainda que fosse errado, fosse algo que realmente precisava.

Observadora como ela era, notou sua indecisão, sentou-se sobre as coxas e desligou a TV.

"Tire a camisa e deite-se de bruços." Ditou astuciosamente e já foi colocando a mão na barra da blusa do homem.

Ele arrastou-se um pouco para trás assustado com o ar intimidador da garota, segurou a barra meio receoso e tirou a camiseta devagar. Quando passou a peça pela cabeça, deparou-se com Bella congelada perscrutando-o minuciosamente, fato que quase o fez acuar. Lógico que sabia que causava esse efeito nas mulheres, mas ela era só uma criança. Não queria que ela o visse assim. Não mesmo.

Bella mordeu os lábios, distraída, e continuou explorando-o. Nada a tinha preparado para ver um corpo tão perfeito. É claro que já o tinha visto sem camisa antes, no segundo dia que esteve aqui. Entretanto, nunca o tinha notado. A respiração ficou presa na garganta enquanto o conferia. Nunca observou que ele tinha um peito tão másculo, gominhos na barriga, pêlinhos louros abaixo do umbigo... Chocada com sua própria percepção do quanto ele era atrativo, abriu a boca sem que pudesse se conter e ofegou, desviando seguidamente o olhar.

"Vamos. De bruços." Disse obrigando-se a soar espontânea. Ele deitou, ainda se perguntando se aquilo não era um erro, já que se sentia tão ansioso e seu sangue voltou a se concentrar em um só lugar. Ela puxou sua bolsa no sofá, pegou um óleo de Peter nela, já que não tinha disponível óleo específico, derramou-o na mão, ajoelhou e espalhou-o nas costas de Edward. Ele fez uma careta ao receber o líquido gelado, Bella sorriu e ficou em pé.

"Sem resmungos." Alertou brincalhona, pôs um pé nas costas do homem e mudou seu peso para cima dele.

"Ai, porra." Tensionou um pouco, quase a derrubando quando ela moveu o pé.

Ela riu. "Relaxa, boca suja. Eu sei o que estou fazendo." Começou a mover os pés devagar em suas costas, e ele continuou se contorcendo dolorido sempre que ela mudava de posição. "Inspire e expire igual quando fazemos yoga." Pediu, subiu mais os pés nas costas e alcançou os músculos do dorso, fazendo uma pressão suave. Ele fez uma careta de incomodo, os músculos queimando com a massagem, mas dessa vez não reclamou. Ela continuou por minutos alternando a pressão entre um pé e outro.

"Como foi a festinha da tia sábado?" Perguntou para distraí-lo, já que via sua expressão de dor.

"Que tia?" Perguntou com um gemido, de olhos fechados.

"Aquela, com aquela cor de cabelo." Revirou os olhos, não querendo soar infantil implicando com a cor de louro pobre alaranjado que Kate usava.

"Ah, foi normal." Respondeu indiferente.

"Dormiu com ela?" Perguntou espontânea e pisou forte nos ombros, com maldade tramada.

"Não!" Ofegou, com um espasmo de dor. Bella sorriu maquiavélica, contente com a resposta e aliviou a pressão. Porque mesmo estava feliz?

"E você..." Ele continuou. "Hoje está com o humor melhor que sábado." Comentou relaxado, gostando da nova pressão adotada. Ela não era pesada, concluiu. Além disso, parecia prática em fazer isso, portanto, o efeito era inegável. Quanto mais ela se movia, mais sentia os músculos destensionando, mesmo que incomodasse. "O que aconteceu?"

"Decidi que não vou deixar a atitude de ninguém influenciar na minha." Deu ombros.

"Como assim?"

"Você pode ser hostil, mal educado. Mas eu não vou mudar quem eu sou por causa de você. O que vem de fora não me atinge." Fez um bico orgulhosa, falando somente da boca pra fora. Era um método de proteção. A caracterização do pensamento de Buda: Sou o que penso ser. Iria repetir isso até que acreditasse.

Ele sentiu-se culpado por um instante por tratá-la mal às vezes, como fez na cozinha. Pensou até em se retratar, todavia, antes que materializasse o pensamento, resolveu abafar o caso. Todas as desculpas que desse seriam falsas, então o melhor era se calar. Não podia dizer que a queria longe porque se sentia perturbado por sua presença, já que ela tinha uma força emocional e autoconfiança intimidadora. Não podia dizer que às vezes a odiava por ela ser de Emmett. Não podia dizer que a evitava porque, mesmo ela sendo de Emmett, não queria que fosse. Não podia dizer que a via de um modo não apropriado. Aliás, que até esquecia que ela tinha dezesseis anos. Não podia dizer nada.

Após uns minutos, ela percebeu que agora seria mais aconselhável usar as mãos, já que notou que sua tensão se encontrava nos ombros e pescoço, sentou sobre suas costas, na altura do quadril, encheu novamente a mão de óleo com cheirinho de bebê e apertou os dedos nos ombros tensos, aplicando lá alguns apertos, o que arrancou alguns gemidos nele.

"Dói?" Perguntou e apertou mais, maldosamente, com um sorriso brincalhão.

"Ai, porra... Um pouco."

"Para de falar palavrão perto do Peter!" Reclamou e apertou mais, propositalmente. Ele grunhiu. "Você nunca faz massagens?" Desceu a mão nos braços e não conseguiu tirar os olhos dos músculos fortes.

"Não."

Ela voltou para os ombros e aliviou a pressão, deixando-o mais relaxado. Desceu para as costas e manteve a mão subindo e descendo repetidamente, com precisão. Edward fechou os olhos e respirou compassado, agora que ela parou de travessuras e massageava séria. Sem que quisesse, deixou que escapasse pequenos grunhidos quando o toque era mais forte. Perguntava-se o porquê de aguentar horas de porradas no tatame e agora com essa garota em cima dele gemer como uma puta.

Bella diminuiu os movimentos, com o toque mais dócil, agora só acariciando com as pontas dos dedos, e o clima mudou completamente para Edward, já que sua concentração não era mais na dor e sim no calor do corpo sobre si, a coxa da garota em sua cintura.

A eletricidade do contato se espalhou por cada canto do seu corpo, concentrando-se na região entre suas pernas, onde a pulsação ficou incômoda. Sentiu-a inclinar sobre si, suas mãos percorreram seus cabelos, e ele ofegou, quando sentiu o calor de uma respiração no pescoço. "Apenas respire." Instruiu num sussurro e continuou deslizando os dedos em sua nuca. "Devagar."

Ele sentiu um arrepio lhe percorrer e se odiou por isso. Certamente ficaria claro todos os pêlos arrepiados. Era inadmissível expor sua vulnerabilidade.

Sua respiração acelerou quando as pequenas mãos chegaram ao pescoço e as unhas o acariciaram levemente, correndo do pescoço, espinha e parou na altura das costelas, onde ela apertou as unhas fortemente.

Ele abriu os olhos assustado com a proporção sexual da massagem, olhou-a por cima dos ombros, e ela encontrava-se com a boca úmida e aberta, olhando para as próprias mãos. Por um segundo, pensou em derrubá-la no chão, prensá-la e correr suas mãos sobre ela, devolvendo o favor sem lhe poupar um milímetro de seu corpo.

Todavia, no mesmo instante, balançou a cabeça rejeitando o pensamento, e, ao domar um pouco o viço, simplesmente fechou os olhos e deixou que ela corresse a ponta dos dedos em suas costas em algo completamente voluptuoso. Nunca tinha sentido desejo tão intenso com apenas toques. Queria que ela parasse. Queria muito. Queria que ela fosse embora e que parasse de tentá-lo daquele jeito. Principalmente porque não podia aceitar que as mãos que tocavam outro, o acariciasse com tanto... oh, Deus... Seria desejo?

Ofegou quando sentiu um beijo casto em seu rosto e uma grande parte de si desejava que ela não parasse, que tomasse as iniciativas e livrasse dele a culpa por desejá-la. Estava em conflito. Sabia ser o adulto por aqui e isso tinha que parar.

Como se sentisse a nova tensão que invadia o homem, Bella saiu de cima dele e deitou-se de lado, ao seu lado, os dedos ainda passeando nos cabelos dele. Podia sentir que o clima era instável. Tudo era instável. Principalmente seus sentimentos. Não sabia o que a levou a ter coragem de tocá-lo de um modo mais íntimo. Não sabia por que resolveu beijar seu rosto. Sabia que aconteceu, embora não encontrasse respostas do porquê.

A única coisa que tinha certeza era que tudo mudou entre eles desde que se conheceram até agora. Talvez no início fosse só pena, depois preocupação, então amizade... Agora não sabia mais. Talvez fosse alguma atração. Mas ele não fazia seu tipo! Era seu oposto, autodestrutivo e introspectivo. O que via nele? No momento em que se perguntou isso, ainda deslizando os dedos em seus cabelos, olhou para o lado e obteve a resposta que precisava. Assim como Peter, ele necessitava dela. Exatamente como Alice disse. Sentia-se protetora com ele porque via que, de alguma maneira, ele confiava nela.

De posse da resposta, sorriu e continuou lhe acariciando contente, vendo minuto após minuto sua respiração normalizar.

Peter tinha dormido e, o seu ressonar tranqüilo, o silêncio total na sala, enlaçado às carícias de dedos no cabelo do homem, rapidamente fez os três, que não tiveram uma boa noite de sono, serem invadidos pela insensibilidade de sentidos. Edward dormiu de bruços, Bella cochilou ao seu lado, com a mão em seu cabelo e Peter dormia de costas para Bella abraçado aos travesseiros.

Permaneceria tudo em silêncio, se Bella não fosse despertada por barulhos de dentes trincando, resmungos baixinhos e mãos se fechando a sua frente. Era Edward em início de pesadelo. Ela abriu os olhos, viu a expressão dolorida em sua face e se compadeceu ao perceber que sua respiração era irregular, como se tivesse um terremoto dentro dele. Observou-o preocupada um segundo, pois era o mesmo sintoma de quando ela o encontrou na rua, todavia na outra ocasião pensou ser por efeito da droga. Agora por que seria?

Os resmungos continuavam, ele tremia, e logo Bella se lembrou do que o fez parar a primeira vez que o viu assim e resolveu fazer a mesma coisa. Portanto moveu os dedos em seu cabelo e chamou sua atenção. "Hei..." Tentou abrir a mão que se fechava em punho, encostou a cabeça dele em seu colo e acariciou seu cabelo. "Está tudo bem." Só podiam ser pesadelos, pensou quando o viu tremendo, e sabia não poder acordar alguém que tem pesadelo com susto. "Edward, acorde. Está tudo bem." Cochichou em seu ouvido, ainda esfregando sua nuca.

Aos poucos sua expressão foi se suavizando, a respiração diminuiu a intensidade, ele passou os braços em volta dela e manteve o rosto bem aconchegado ao seu seio. "O que aconteceu com você, hein?" Sussurrou condoída e beijou seu cabelo carinhosamente.

Mais um tempo se passou, ele acalmou por completo, ela fechou os olhos e permitiu-se ficar ali, sentindo o cheiro daquele cabelo, provando o calor daquele corpo grande tão dependente dela naquele momento, até que o torpor novamente a levou.

Estava quente ali, apertada por algo firme, e um calor úmido escorregava em seu colo, no mesmo instante que algo prensava seu seio. Era bom, fazia cócegas e a dúvida entre estar sonhando ou acordada deixou-a flutuando, logo permaneceu de olhos fechados.

O sonho mudou completamente na mente de Edward, exatamente como aconteceu sábado à tarde. Inicialmente sonhou estar na beira do rio, esperando a imagem aparecer entre as flores que boiavam, no entanto tudo mudou significantemente. Sentiu-se abraçado, seus olhos desviaram-se do lago e seus cabelos foram afagados, enquanto ouvia alguém dizer que estava tudo bem. Seria sua mãe? Não. Sua mãe estava morta. Seria Rosalie? Não. Não podia. Sentiu um perfume suave de flores, deixou-se ser afagado e abraçou de volta a dona da voz. Era tão bom aquele cheiro, o perfume, o calor. Foi embalado pelas batidas do coração controladas e tranqüilas e afundou-se novamente na escuridão.

Depois de um tempo, suas mãos deslizaram curiosas no corpo a sua frente, sua boca encostou-se à pele e, por conta própria, resolveu descobrir que gosto tinha aquele perfume... Era bom.

Suspenso na atemporalidade, ele apertou mais o corpo em sua mão e lambeu a fonte do perfume, apalpando-a nos dedos. Era macio, delicioso, foi então que notou o que eram: seios médios, redondos e escondidos por algum pano. Estava no céu. O melhor dos sonhos. Queria tanto experimentá-los... Sem raciocínio, afastou o pano, desceu mais a boca e passou a língua devagar no bico. Deus, que delícia.

Bella despertou completamente com a pressão deliciosa nos seios, abriu os olhos assustada com a vibração que se espalhava para seu estômago e cerrou os olhos, confusa, diante da cena que viu. Seus seios estavam de fora com o homem à frente agarrado a eles, espremendo, chupando, no mesmo instante que uma masculinidade super potente era esfregada em sua perna, de forma eletrizante e viril. Queria gritar, empurrá-lo, mas tudo que fez foi arregalar os olhos e sentir, petrificada. Não era errado sentir, era?

Foi a cena mais erótica e estranha que já viu. Ele só podia estar sonhando, pensou em choque. Parecia um filhote possessivo mamando no seio da mãe, enquanto rosnados roucos abandonavam sua boca. Queria simplesmente fechar os olhos e apenas sentir o fogo abrasador espalhar-se em seu corpo. Mas era errado. Como podia ter tão pouca vergonha ao ponto de estar gostando?

"Hei..." Sussurrou, enquanto o afastava delicadamente e subiu a frente do tomara que caia. Ele relutou, abaixou bruscamente a blusa e repetiu o gesto, sua boca caindo novamente em mordidinhas no bico, o que fez um gemido involuntário deixar a boca de Bella. Isso era demais para sua consciência.

Atormentada, esfregou inconscientemente uma perna na outra, com uma ansiedade mágica crescendo no ventre, e simplesmente olhou-o, mordendo os lábios, deixando que seu seio se perdesse na boca do homem com chupadas insaciáveis e lambidas aflitas. "Nossa." Estremeceu e puxou o ar nos dentes, com a respiração arfante, o sangue sendo bombeado freneticamente em suas veias. "Você fica bem alegrinho dormindo." Ofegou e apreciou o quanto pôde a exploração da boca ávida, com espasmos de choques movendo-a do chão, no mesmo instante que arfadas convulsivas deixavam sua boca.

"Hmmm, Deus." Ofegou indecisa se puxava o cabelo dele para longe ou se apertava mais a boca ao seu seio, viu o quanto estava fora de si e novamente se obrigou, com muito custo, a subir a frente da blusa, sentindo-se quente, eletrizada, mas ao mesmo tempo confusa. Não podia acontecer.

Com o seio obstruído, ele não reduziu o ímpeto e passou a lamber e mordiscar famintamente o pescoço. Em estado tórpido, ela fechou os olhos, deliciando-se com sua boca cálida e úmida, e decidiu que não queria parar. Não se permitiria censura ou julgamentos. Iria apenas ser naquele instante, pois mesmo que ele tivesse inconsciente, era habilidoso. Apalpava-lhe nos lugares certos e era maravilhosa aquela boca chupando seu pescoço e ombros.

Era a primeira vez que não o via como alguém que precisava de sua ajuda, e sim, como homem. Um homem quente. Até a forma como sua perna encaixou-se entre as suas e o modo como a ereção a roçava irrequieta era infinitamente estimulante e prazerosa. Parecia certo.

"Hei." Chamou-se à lucidez quando um gemido torturante de prazer se formou em sua boca. Estava assustada com sua própria aceitação. Não podia aproveitar do homem só por que ele tinha sonhos gráficos. Embora fosse tentadora a idéia de abusar dele, não deveria... Poxa, mas nem ele mesmo saberia depois...

"Não..." Afastou-o, sem vigor, de seu pescoço e tentou no mesmo ato desviar a mão que novamente abaixou a blusa e apertava o seio. Todavia, não conseguiu livrar-se, pois a boca que estava antes em seu pescoço, não recuou, subiu determinada pelo queixo e uma língua quente invadiu sua boca, deixando-a entorpecida por um desejo desconhecido.

Uma mão a prendia nas costas, outra apertava seu seio, ela fechou os olhos e permitiu-se flutuar naquele sabor, naquele gosto que se alastrava em seus sentidos. Deus, isso era tão bom. Sua língua era afoita e viva, invadindo-a em todos os cantos. Toda a paixão que se escondia por trás do homem cheio de muros vinha à tona, explodia por não estar acorrentada em suas reprimendas, e o entusiasmo era claro em seus atos.

Ela não correspondeu, apenas sentiu a língua decidida e quente tentando capturar a sua, enquanto rosnados baixinhos formavam na garganta do homem. Ele desceu uma mão na coxa, apertando-a e roçou voluptuosamente as intimidades, grunhindo com os lábios tão envolvidos que suprimiam todo o som de ambos. A adolescente perdeu o ar e, sem mais demoras, afastou ofegante o rosto do homem, puxando-lhe os cabelos delicadamente. Ele relutou e chupou seu lábio inferior, para depois dar uma leve mordida, seguidamente recomeçando as chupadas ávidas do queixo para o pescoço, enquanto puxava-a fortemente contra seu corpo. Meu pai, era muita informação!

Ela arqueou instintivamente a cabeça quando ele sugou seu pescoço de forma longa e atrevida dando-lhe pequenas mordidas, para logo depois voltar para a boca, faminto. Estava se derretendo e temeu isso, esse desejo novo e ardente. Todavia não restava nada além de sentir, sem censuras, a sensação do corpo fervendo nos braços dele.

"Edward." Murmurou absorta quando ele invadiu o botão de seu short e os dedos tentavam descer o zíper.

Tomando nesse instante nota do que ele fazia, segurou com bastante força de vontade a mão insistente do homem, piscou longamente, tomando uma grande lufada de ar e afastou-se de vez dele, forçando-se a razão diante da tempestade de sensações. Os dedos teimosos, mesmo com o pulso preso, moveram-se frenéticos em uma procura cega pelo caminho rumo à carne sensível. Ela mordeu os lábios fortemente para não gritar ou soltar um gemido ao sentir que ele a tocou intimamente por cima do short e movimentou-se circular, fazendo com que um estremecimento forte a atravessasse.

Arregalou os olhos, sentindo as misturas de gelo e fogo, medo e vontade, certo e errado, e o corpo suplicou para que o deixasse continuar tocando-a e estimulando-a pela primeira vez. No entanto, dando-se conta do seu erro em usá-lo, saiu do transe, apertou fortemente o punho do homem, expulsando-o de lá, em seguida deu um tapinha em seu rosto. "Edward!" Mais dois tapinhas. "Edward!"

Ele abriu os olhos meios atordoado, olhando-a como se visse um fantasma uns segundos, depois olhou em volta, procurando saber onde estava. Ofegante, sentou, abaixou o olhar para o pescoço e colo de Bella, abriu a boca ao ver as manchas vermelhas em sua pele e concluiu, quase em pânico, que não foi somente um sonho.

Embaraçado e com o sangue ainda bombeando freneticamente nas veias pela excitação, desviou o olhar e passou a mão no cabelo, sem jeito. Bella quase podia apalpar as ondas de preocupação e horror em seus olhos, e, embora estivesse nervosa com tudo, decidiu que precisava amenizar a situação.

"Você estava tendo pesadelos, por isso te acordei." Quebrou o silêncio, lutando contra a aceleração em sua respiração e pulsação, fechou disfarçadamente o botão do short e deitou, de costas para ele, tentando com o ato deixá-lo menos embaraçado. Ela era mestre nisso: consertar situações desajeitadas, ainda que sua própria atitude anterior de aceitação tivesse deixado-a chocada consigo.

Olhou para o garoto a sua frente e suspirou aliviada ao notar que ele ainda dormia cansadamente, conferiu ser seis e meia no relógio e decidiu que já iria acordá-lo, mas antes iria fazer uma pergunta a Edward.

"Com o que você sonha, que trinca os dentes?" Questionou com a voz baixa, enquanto tentava se recompor, passando a mão no cabelo e desamassando a roupa. "Já são duas vezes que eu te vejo sonhando com algo que te afeta muito. O que é?"

Edward tentou distinguir na mente qual parte do sonho fora verdade, deitou-se de lado, com as pernas encolhidas para esconder o volume e resolveu dar respostas à garota. Ela merecia algo. Era um milagre saber que por causa dela seu sonho transformara-se de água para vinho. E que ao invés de acordar se debatendo, acordou de pau duro. Queria acordar assim todos os dias, com a sensação de peitos na boca.

Arrumou o incômodo dolorido entre as pernas criticando-se pelos pensamentos vis, balançou a cabeça e quis batê-la na parede, automaticamente obrigando-se a criar um foco. Tinha certeza que ficava perdido perto dela. Isso era meio louco. Essa porra de drama adolescente o qual vivia desde que ela entrou em sua vida deixava-o mais desorientado a cada dia. Estava acabando com ele.

"Ninguém sabe ao certo o porquê dos pesadelos vívidos." Explicou rouco, forçando casualidade na voz, enquanto distraía-se na conversa. "Sabe-se que é algo psicoafetivo."

Bella já tinha ouvido falar desse nome, mas guardou para pesquisar depois sobre o assunto.

Ele continuou. "Quando eu tinha vinte anos tive um trauma." Disse em um sussurro. "Não era mais idade para ter trauma, mas a situação foi tão intensa que me marcou irreversivelmente." Tentou ser informal, mas a tensão em sua voz era evidente. Bella virou-se novamente de frente a ele e ambos apoiaram as cabeças nos travesseiros. Ela o observava, mas ele mantinha os olhos desviados dela. "Em minha casa tinha muitos jardins e também um espelho d'água cercado por arbustos." Pausou um tempo. "Certa manhã, fazia mais de vinte e quatro horas que duas pessoas da minha casa estavam desaparecidas." Começou, mas já estava arrependido. Não sabia por que começou.

"E?" A garota percebeu sua hesitação, pegou sua mão e começou a fazer círculos na palma, tentando desviar a tensão. "Avisaram a polícia?" Perguntou casualmente.

Ele suspirou. "Sim... A preocupação maior é que uma delas era viciada em cocaína. Então estávamos muito tensos." Disse com a voz atingida pelo nervoso, a dor da lembrança aos poucos se espalhando em seu peito. Embora estivesse fisicamente estável, cada nervo repuxava com a lembrança. "Algo me dizia que estavam perto, talvez no quarto, jardim, quintal. Quem sabe uma delas estivesse jogada no sótão. Mas procurava e não achava." Ele deitou-se de costas e olhou para o teto, imerso na lembrança. Ela levou naturalmente a mão ao seu cabelo e deslizou nas pontas carinhosamente, tentando deixá-lo mais calmo. Ele não queria admitir, mas sentia-se bem com os dedos da garota deslizando em seu cabelo. Era infinitamente acolhedor. Nunca pensou que algo tão simples lhe causaria tão bem-estar.

"Quando cansei de procurar, sentei em frente ao espelho d'água, preocupado, e fiquei ali, distraído por horas... Lá era meu lugar de paz na casa." Disse e tomou uma respiração profunda. Bella pressentiu que agora viria a parte mais difícil de tudo. "Então, depois de algum tempo só olhando para o movimento da água, notei que tinha um rosto dentro dela. Podia ser imaginação. Mas eu me ajoelhei e procurei olhar mais atenciosamente." Ofegou trêmulo e a garota aumentou a pressão dos dedos. Os olhos de Edward estavam desfocados e úmidos. Ela notou isso e queria que ele parasse. Não queria ressuscitar essa dor que tanto o oprimia. Talvez fosse esse o motivo de ter entrado nas drogas, pensou. "Então, devagar o corpo emergiu..." Disse num fio de voz, perdido na lembrança, perguntando-se no mesmo instante o que a garota tinha que o fez falar.

Bella mudou o corpo e imediatamente segurou seu rosto nas mãos, notando sua vulnerabilidade e o fez olhar para ela. "Tudo bem, Edward. Passou." Sussurrou docemente, acariciando o seu rosto.

Ele continuou, mesmo assim, sem olhar em seus olhos. "Meu pai diz que não. Mas eu tenho certeza que foi suicídio. Eu a vi definhar dia após dia. Todos viram. Mas ninguém deu atenção." Sua voz era deplorável, expondo sua fragilidade. Bella sentiu-se ansiosa. Não queria vê-lo triste.

"Mas já passou." Interrompeu-o. "Você devia esquecer." Aproximou-se mais e abraçou-o, pousando a cabeça dele abaixo de seu queixo. "Lembranças ruins devem ser esquecidas."

"Se esquecer, não terei forças de lutar." Argumentou mais para si, dizendo que jamais deveria permitir que algo ou alguém se interpusesse entre ele o que ansiava.

Bella o apertou, compadecida, e ele estranhamente a abraçou de volta, passando as mãos em torno de sua cintura, fortemente. A recordação o fazia sentir-se assustadoramente fraco. Queria simplesmente poder esquecer tudo.

Entretanto, inevitavelmente, ao mudar o foco dos seus sentimentos amargos para o calor que o aquecia, percebeu a intimidade do abraço e deu um olhar incrédulo para seu eu interno. Como poderia ser tão fácil? Estar abraçado a ela era a traição máxima consigo. Não podia aceitar que os mesmo braços que abraçavam Emmett lhe cobrissem de ternura.

Bella interrompeu o silêncio ao senti-lo recuar. "Foi triste o que aconteceu com você. Às vezes passamos por coisas que nem sabemos o porquê... Aparentemente é tudo tão injusto. Parecem ter sido escritos de modo tão torto. Mas eu já te disse uma vez o que penso: existe mais coisas entre os céus e a terra do que podemos ver, então só nos resta aceitar e seguir em frente, tentando ser feliz dia após dia."

"Não existe felicidade, Bella. As pessoas mentem." Disse novamente fechando-se em sua concha e afastou-se completamente, ganhando alguma distância.

"Mas elas pelo menos tentam." Argumentou e sentou-se. "Você devia tentar, não se fechar e se autodestruir como vem fazendo. Quando você não acredita na felicidade, está riscando sua existência do mundo."

"Rá, e como ser feliz?" Questionou cético. Fazia tempos que não sentia o que era isso.

"Não tem uma receita. Mas ser feliz é um estado de espírito. Você tem que decidir ser."

"Você é?" Quis saber.

"Sim." Disse sinceramente. "Hoje mais ainda." Disse com um risinho de satisfação.

"Por que hoje?" Cerrou os olhos.

"Por que hoje eu conheço você." Disse espontaneamente e apertou sua bochecha, já disposta a encerrar o assunto. Não revelaria que hoje notou quanta paixão poderia haver por trás da capa fria. Virou-se para Peter e se inclinou sobre ele. "Acorda, dorminhoco." Chamou enquanto o cobria de beijinhos na nuca, sussurrando palavras de carinho.

Ela realmente parecia feliz aos olhos dele. No entanto, mesmo achando-a contagiante, era extremamente difícil abandonar a idéia preconcebida de que não deviam ser próximos, ainda que não houvesse mais argumentos para mantê-la longe. Queria voltar um mês atrás e apagar tudo. Queria escapar da garota voluntariosa que o fazia ter atitudes que não queria, porém não conseguia. Essa hora mesmo, devia estar trabalhando, não dormindo a tarde toda nos peitos de uma adolescente. E pior, sentia-se vagamente feliz com isso.

O garoto despertou com um sorriso em direção a Bella e abraçou-a, dizendo em seguida por linguagem de sinais que queria ir ao banheiro. Ela o levantou no colo, com as pernas abertas em sua cintura e seguiu rumo ao banheiro do quarto, enquanto Edward dobrava o lençol estendido no chão e recolhia os travesseiros, completamente relaxado pela massagem e tarde de sono, embora a tensão sexual não tivesse sido aliviada.

Terminou de organizar tudo, seguiu para o quarto, e Bella penteava o cabelo, no mesmo instante que conversava com o garoto. "Vamos embora porque todos lá em casa já devem estar doidos procurando por nós." Inclinou-se em frente ao espelho e sorriu de canto ao ver vermelhos em seu pescoço e ombro, pensando nesse tempo em como maquiá-las. Ainda podia sentir certo formigamento ali ao lembrar-se do modo como ele a beijou. Passou os dedos no local distraidamente, em seguida, encontrou os olhos de Edward observando-a pelo espelho, exatamente as manchinhas que tocava.

Fugindo do embaraço, desviou o olhar, inclinou-se e fechou o zíper de Peter, que a esperava segurando a bermuda. "Aff, seu pi-pi é torto, é?" Levantou o mindinho no ar. "Ah, não Peter!" Disse com a voz fininha. "Você fez pipi na bermuda. Tem que aprender a segurar direito." Reclamou, fez uma careta risonha e arrastou o nariz no nariz do garoto.

Edward, observando os dois de fora, não conseguiu evitar o sorriso que se formou em seus lábios. Não podia negar. Ela era completamente engraçada. Mesmo adolescente, era uma mãe perfeita para o garoto. Divertida e atenciosa.

"Me espere na sala que eu já vou." Deu um tapinha no bumbum do garoto e ficou em frente ao espelho novamente para passar um gloss. Recolheu tudo que trouxe em sua bolsa, virou-se para porta e Edward continuava lá, parado. "Estou bonita?" Perguntou, aproximou-se e pôs os dois braços em volta do pescoço dele.

"Sim." Respondeu tentando dar um passo atrás, mas seus olhos o traíram, fixando-se nos lábios brilhosos e no cheiro de tutti-fruti. Então era dali que vinha o cheiro?

Sentiu um frio na espinha com a memória grafada na língua. Seu olhar analítico a cobriu até os seios e observou ali as manchinhas inexplicáveis, no mesmo instante em que lambeu os lábios lembrando-se do sonho. Queria simplesmente trancá-la, jogá-la naquele chão e se apossar daquele corpo de forma lenta e voraz.

"Foi ótima a nossa tarde." Bella sussurrou enquanto olhava para seus lábios e lembrava-se do beijo afoito que parecia não pertencer ao mesmo homem estático em sua frente.

"Er, sim, foi." Respondeu rouco, incomodado com a tensão que sentia.

"Então tchau." Deu um beijo demorado no canto de sua boca, soltou-o e deu as costas, indo seguidamente para a sala. Ele passou a mão no local, tirou um pouco do gloss e levou-o a boca, distraindo-se com o gosto enquanto a seguia até a sala. "Dá tchau para o tio, Peter. Diga que foi um prazer conhecê-lo." Peter levantou os dedos no ar e sinalizou que foi bom conhecê-lo, depois caminharam para porta, onde ela calçou as botas. Edward respondeu apático com um polegar no ar e permaneceu onde estava.

Um pouco frustrada com falta de calor na despedida, segurou na mão de Peter, saiu e fechou a porta atrás de si. Custava ele dizer alguma coisa de volta, como: Obrigado pelo almoço, valeu pela massagem; ou mesmo ter atos cavalheiros como abrir a porta, chamar o elevador. Meu Deus, ele é um tosco!

Durante o caminho para casa, não pode deixar de pensar no que conversou com Alice de manhã e no que aconteceu a tarde. Foi incrível. Queria soltar gritinhos ao lembrar do que aconteceu, embora agora se sentisse confusa com o que realmente sentiu, se foi prazer com a exploração do novo, ou se realmente tinham toda aquela química. Teria que experimentar novamente para ter certeza, concluiu sorridente, enquanto batia os dedos no volante. De preferência, com ele dormindo, já que era tão comedido quando estava acordado.

Chegaram em casa vinte minutos depois por causa do horário de trânsito lento, encontrou Esme na área de serviço e esta olhou-a preocupada.

"Onde estava que não atendeu meus telefonemas?" Perguntou séria, de posse de algumas rosas recém cortadas para enfeitar a casa. Nesse instante Bella procurou o telefone na bolsa e notou que ele estava no silencioso. Tinham doze ligações de casa.

"Estava passeando." Deu de ombros, sentou Peter na cadeira da cozinha e preparou-lhe um lanche, enquanto cantarolava.

"Emmett passou a tarde toda aqui nos jardins. E agora te espera em seu quarto." Avisou com cautela e caminhou para a sala com as rosas nos vasos.

Bella suspirou chateada por ter lhe dado preocupação, terminou de lanchar com Peter, em seguida seguiu para o quarto do garoto para lhe dar um banho. Pôs as sacolas de roupas e presentes em cima da cama e enrolou ao máximo organizando tudo antes de ir para seu quarto. Não queria ficar nervosa quando Emmett perguntasse sobre o seu dia.

"Oi." Cumprimentou-o preocupada, deitou-se ao seu lado e o abraçou. Ele assistia à televisão distraidamente.

"Oi, Florzinha. Vocês demoraram." Comentou bem humorado, virou-se e beijou seu cabelo.

"Fui ver um amigo." Disse naturalmente. "Mas não se preocupe. Não fui à Zona Sul." Adiantou-se, antes que ele lhe cobrasse.

"Hmmm. É alguém da sua escola?" Perguntou atenciosamente, testando-a.

"Não. Um novo cuidando. Eu estou ajudando-o." Apoiou a cabeça com o braço e olhou-o atentamente. Ele pareceu preocupado. "O que foi? Algum problema? Esme disse que você passou o dia nos jardins. Geralmente você só faz isso quando está estressado. O que aconteceu?"

"Só estou um pouco ansioso." Admitiu com os lábios torcidos. "Amanhã tenho que ir a agência do DEA registrar um protocolo pedindo autorização para testar uma nova fórmula. E isso me deixa apreensivo."

"Por que precisa ir lá?"

"Ah, só burocracia. O problema é que vou testar a nova fórmula adicionada de várias substâncias, entre elas, cocaína, procaína, lidocaína, benzocaína e anfetaminas. Então pode ser que eu tenha dificuldades em conseguir autorização."

"Eu vou com você. Geralmente te dou sorte." Sugeriu animadamente.

"Não. Não precisa. Tenho que ir de manhã e pela manhã você está na escola."

"Eu estou cansada de estudar, Emmett." Resmungou, contrariada. "Não quero mais estudar convencionalmente. Queria ir para o México fazer uma aceleração."

"Você já perdeu muitas fases de sua vida. Não quero que perca mais. Prefiro que continue estudando e curtindo sua adolescência com seus amigos adolescentes. Se fosse só pelo título, eu conseguiria um na Zona Sul e o problema estaria resolvido, mas não quero financiar a marginalidade. Quando estiver perto de completar dezoito, você pode fazer um teste de conhecimento recuperando esses dois anos atrasados e depois poderá entrar na faculdade."

"E até lá, tenho que continuar convivendo com os mimadinhos daqui?" Rolou os olhos.

"É a lei natural da vida, afinal, já burlamos muitas."

"Não fale assim." Fechou o semblante, notando as entrelinhas de sua frase. "Peter foi o maior presente que você me deu."

"Eu não te dei. Eu te impus." Resmungou contrariado.

"Eu o amei desde o momento em que ele veio para o meu colo." Disse determinada, cansada da discussão. "E eu sou o que sou por causa dele. Você devia tirar essa culpa de si. Não roubou minha adolescência. Pelo contrário, você me salvou. Assim como salvou a tia Esme e Alice.

"Tudo bem." Sorriu ao ver a garota argumentar. "Obrigado, Florzinha." Agradeceu depois de uma longa tomada de ar. "Só você consegue me colocar para cima diante de tudo. Realmente é minha Flor de Lótus. Tem suas raízes na lama, mas adquiriu uma base forte e alma cheia de pureza e determinação." Disse efusivamente, enquanto segurava no queixo da adolescente. Ela sorriu tímida e o abraçou pela cintura. Adorava quando era chamada assim. Flor de Lótus.

"Quando você vai ao México de novo?" Perguntou depois de um momento.

"Daqui a duas semanas." Respondeu e mudou de canal. "Depois que eu conseguir essa autorização, vou levar a nova fórmula para Tijuana... Cruzar a fronteira com todas essas drogas sem autorização quase sempre dá cadeia. Então vou usar o sistema ao meu favor."

"Está certo." Abraçou-o mais. "Sabe, fiquei tão feliz por você não estar lá dentro ontem." Comentou carinhosamente. "Eu não queria que a polícia te levasse como fez com aqueles seus amigos que vivem aqui."

"A polícia não vai me levar, Flor." Comentou introspectivo. "Não enquanto eu não quiser."

"Vai dormir em casa hoje?" Perguntou animada.

"Sim. Não vou mais voltar para o laboratório. Deixei o Rilley lá com o David separando umas substâncias e fugi." Deu um sorriso triste.

"Dorme aqui comigo. Hoje a cama vai estar mais vazia." Pediu manhosa, lembrando-se que ele só fazia isso quando estava muito carente, necessitando de atenção. E hoje era nítido que ele estava.

"Pode ser... Está dando certo o Peter dormir lá?"

"Não muito. Mas estamos tentando." Disse com um bico. Queria que ele a apoiasse em não deixar o menino dormir separado dela, todavia ele era o primeiro a concordar com a psicóloga. Também achava que o garoto era muito mimado. "Então vou tomar um banho, colocar o Peter para dormir, depois venho pra cá." Disse e levantou contente. "Não vai lá ver o Peter?" Parou apontando para o quarto ao lado.

Ele negou com uma careta, balançando a cabeça. "Hoje não estou legal para vê-lo." Explicou triste. "Você sabe o quanto ficar perto dele me quebra."

Bella adiantou-se. "Ele sente sua falta. Não pode descontar nele quem ele é." Lembrou chateada.

Ele suspirou. "Não é isso, você sabe. Eu o amo. Mas hoje não tô legal." Explicou contrito. Não gostava que ela pensasse que evitava a criança.

"Tudo bem. Eu entendo. Amanhã eu vou com você ver se você consegue logo essa autorização para os remédios. Não gosto de te ver ansioso assim." Disse determinada e saiu.

Emmett ficou mergulhado em dúvidas e questionamentos se a levava ao DEA no dia seguinte ou não, enquanto refutava-se com o porquê de deixá-la se envolver nisso. Embora fosse a única opção de ganhar tempo, inevitavelmente, o medo do fracasso, como uma faca afiada em seu coração, o deixava tenso.

Continua...

N/A:

Oi, de novo!

Gostaram da partezinha Hot? Saibam que ela só está ae por insistência da Ivis para que eu deixasse. Kkkkk. Eu coloquei e tirei, coloquei e tirei. Depois coloquei de novo.

Eu estava morrendo de vergonha de colocar essas coisas SAFADAS assim logo nos primeiros capítulos, afinal, sou uma senhora séria. Hehe.

E ae, pegaram as mensagens subliminares?

O que acharam da Bella?

Saibam que estão enganadas. Rsrsrsr.

Bjks

N/B: Céus, Bia... capitulo espetacular! Amei... nem vou me prender aqui... so dizer q vc realmente está nos deixando confusas... bom eu estou... drama/suspense total... bjs a todas! Kerima.