Capítulo Seis.
"Sinceridade. Sentimentos sinceros é um dom. Não tinha noção do quanto amar verdadeiramente é importante até quando senti meu bebê. E também quando senti que havia pessoas além do meu pai que me amavam tanto que não podia explicar. Sinceridade. Sentimentos sinceros. Será essa a primeira coisa que irei ensinar ao meu filho".
- Bom dia papai. - cantarolei quando o vi na cozinha, fazendo café. Na mesa já tinha torradas e ovos prontos. Delícia. Estava morrendo de fome. - Como você está?
- Eu é que pergunto. Você tem dormido horrores essa semana.
- Deixa de ser exagerado. Não faz mal tirar um cochilo depois da escola. - rebati sorrindo. - Tudo certo para sua viagem amanhã? Você viu que deixei blusas passadas dentro da mala? Coloque as roupas ao redor com cuidado. Também comprei alguns produtos de higiene.
- Bella, tinha creme de mãos e para os pés. Eu sou um homem. Uso sabonete, desodorante e perfume. - disse olhando pra mim como se tivesse duas cabeças.
- Também deve usar uma boa loção pós barba. Você quer ficar com mãos de caçador? Custa nada usar um creme. Você quer que Sue saia correndo quando encostar nela? - retruquei provocando e ele fechou o sorriso.
- O que Sue tem a ver com isso?
- Não sei. - dei os ombros olhando-o o mais inocente possível. - Mas depois que você abriu a porta para ela sair do carro, depois abriu a porta da sala, puxou a cadeira pra ela sentar na hora do jantar e serviu vinho diretamente a ela a noite inteira no domingo, apenas pensei…
- Não pense em nada. E não comece nada, mocinha. Eu te conheço… E Rosalie fica envenenando você.
- Calma papai! - sorri sabendo que ele ficava irritado a cada segundo - Bom, tudo bem. Não vou começar nada.
- Você vai dormir com Rose, não vai?
- Não, vou ficar com Esme. Edward ainda não sabe se vem esse final de semana, Alice deve estar chegando no Texas para ficar uma semana com a família de Jasper. Então ela deve ficar sozinha em casa. Carlisle tem plantões, coisas assim.
- Ok. Não fique em casa sozinha, evite acidentes, evite dirigir se estiver chovendo, você é uma excelente motorista, mas nunca se sabe que maluco está pelas curvas molhadas da cidade. - disse preocupado - Não ande descalço. Ah, não fique subindo e descendo aquela escada de Esme. O piso é muito liso.
Charlie andava paranóico comigo. Ele tinha colocado adesivos anti-derrapantes por todo lado da nossa casa, principalmente na escada e nos banheiros. E na varanda dos fundos, onde eu gostava de ficar deitada no balanço para dormir de tarde.
- Pai, estou grávida e não doente. Eu posso fazer as coisas normais.
- Eu sei que pode, mas que pai eu seria se não me preocupasse com a minha única filha?
- Em falar em única filha, eu tenho uma pergunta. Posso fazer?
- Normalmente quando você pede permissão para fazer alguma coisa é porque eu não vou gostar.
- Por que você nunca se casou?
- Eu me casei com sua mãe.
- Um casamento de quatro meses não conta muito.
- Conta quando ele teve frutos.
- Eu nasci antes do casamento, então, não sou um fruto dele. Ele é um fruto meu, agora, para de evitar a questão.
- Acho que não me apaixonei por alguém o suficiente para me casar novamente. Satisfeita?
Tradução: ele não namorou alguém tempo o suficiente para se apaixonar e pensar no casamento.
- Você devia casar, ter mais filhos, viajar mais…
- Nós viajamos bastante, filha. Cansada de ser filha única?
- Apenas acredito que você merece encontrar o amor e alguém para passar a vida.
- O que deu em você em ficar tão casamenteira? Isso é Rose, certo? Aquela fofoqueira…
Charlie e Rosalie eram como cão e gato. Brigavam porque simplesmente brigavam, mas se amavam como nenhum outro. Eles tinham um tipo de amizade que nem Emmett se metia. Charlie também seria um dos padrinhos de Rose… Com Sue. Ela me disse que estava pensativa sobre os dois, mas agora, seria certo. Ambos eram seus amigos de infância.
- Que filha eu seria se não me preocupasse com seu único pai? - repeti a mesma pergunta dele e ele bufou - Apenas pense sobre isso. Adoraria ir ao seu casamento, ser sua dama de honra… E ter uns irmãos. Você é tão jovem.
- Obrigada madame relacionamentos, mas você precisa ir para escola, então… Tchau.
Dirigi calmamente sem nenhuma pressa de chegar na escola. Estacionei no lugar de sempre e sai do meu carro com fones de ouvido explodindo minha música favorita do momento. Eu tinha um pequeno gosto por George Michael já que tinha crescido ouvido minha mãe cantar pela casa, depois que descobri a pasta com todas as músicas dele no computador de Rose, logo passei a playlist completa e estava me divertindo.
Percebi que estava sendo o centro das atenções novamente. Fazia alguns dias que eles estavam me ignorando, parando de falar sobre mim ou o possível pai do meu bebê. Eu pensei que todo aquele terror dos corredores tinha acabado, mas quando vi a expressão furiosa de James e o olhar preocupado de Victória na minha direção soube que algo estava muito errado.
Puxei meus fones e desliguei a música.
- O que houve?
- Bella… Eu sabia que eles estavam quietos demais. - Victória disse me estendendo jornal. - Jane tinha visto eles fazendo perguntas ao redor sobre métodos contraceptivos e camisinha.
- O que tem? - perguntei a abri o jornal.
"Como evitar a gravidez na adolescência". E abaixo, uma foto tirada do facebook de Edward. Ele tinha postado no domingo essa foto. Estava encostada na soleira da porta, com a mão na minha barriga, rindo de alguma coisa que Alice estava falando. Ele tinha amado essa foto e eu também.
- Como eles ousam usar uma foto minha sem autorização? - rosnei realmente furiosa - Isso não vai ficar assim!
Do outro lado do corredor, Jéssica estava me dando um sorriso debochado. Tinha cansado de ser boba. Por muito tempo achava que tudo que estava passando era completamente merecido, mas isso era ridículo. Colocaram a minha foto no jornal da escola sem a minha autorização e estavam, mais uma vez, tripudiando da minha situação como se fosse algo vergonhoso. Eu estava grávida, e daí? Fiz sexo sem camisinha e engravidei com mais milhões de garotas adolescentes espalhadas pelo mundo.
Eu era uma pessoa como Jéssica. Líder de torcida, namorava o jogador principal, carregava a coroa de rainha do baile e fazia parte de todos os programas estudantis. Eu nunca zoei ninguém, apenas não me importava com eles e também não fazia nada para impedir o crescimento do bullying na escola. Aqui era o inferno. Ninguém saia impune. Quem usava óculos e aparelho, quem era magro demais ou quem era gordo demais. Jéssica e sua equipe manipulava todos na escola achando que era incrível rir do outro.
Caminhei decididamente até a sala do diretor. James e Victória cada um do meu lado. Mais a frente, Félix e Jane correram atrás de nós assim como Ben e Lauren. Me senti realmente confiante e poderosa quando vi que meus amigos estavam me apoiando. Eu ia processar o jornal da escola, a escola, quem colocou a minha foto e meu nome naquela maldita matéria sem a minha autorização. Estava cansada de ser apontada e sujeitada a comentários que não condiziam com a minha vida.
- Bella, querida. Está tudo bem? Charlie está bem?
Revirei os olhos irritada. A Sra. Cope sempre perguntando pelo meu pai como se um dia ele fosse se interessar pela mulher que já era secretária da escola quando ele era um adolescente.
- Não está tudo bem. Quero falar com o Sr. Banner agora. - respondi secamente.
- Algum problema?
- Você quer uma lista?
- Querida, é preciso marcar um horário para falar com o diretor.
- Tudo bem. Meu advogado vai ligar e marcar um horário. - respondi fervendo de raiva.
Parei no corredor com meus amigos ansiosos olhando-me com expectativa. Alguém estava olhando pra nós e James expulsou rapidamente de perto. Puxei meu telefone e rapidamente liguei para Alice.
- Já está com saudades de mim? - Alice cantou assim que atendeu. Uma fungada minha, porque obviamente, estava começando a chorar ela mudou de tom - Bella, o que houve?
- Jasper pode pegar casos aqui na cidade? - perguntei rapidamente secando minhas lágrimas.
- Espere. Não estou entendendo.
Expliquei pacientemente o que tinha acontecido. Jasper assumiu a ligação e disse que ele não poderia pegar exatamente, já que as coisas demoram muito e ele teria que retornar a Nova Iorque, porém, eles tinham um escritório em Seattle no qual ele também era associado e assim outro advogado assumiria, mas ele poderia ter acesso se precisasse. Claro que me incentivou a processar, principalmente depois que desligamos e enviei fotos do jornal por mensagem.
Liguei para Charlie contando o que tinha acontecido. Ele pediu para me esperar na porta da direção que ele estava chegando na escola em poucos minutos. Aparentemente, ele estava no consultório com Rosalie. Não duvido nada que estavam brigando sobre ele ser par de Sue no casamento. Tinha alguma história entre esses dois que eu não sabia, mas deixei de lado.
- Vocês deveriam ir para aula. Não quero que entrem em apuros por mim.
- Bella tem razão, melhor vocês irem. Eu vou ficar. - Lauren concordou.
- Por que você tem que ficar? Eu quero estar aqui também! - Victória rebateu cruzando os braços.
- Todos vamos ficar até seu pai chegar e então vamos para sala. - Ben disse e eles assentiram.
- Obrigada. - sussurrei e sequei meu rosto - Estou com tanta raiva. - murmurei olhando para minha barriga - Sei que cometi um deslize, mas não me envergonho do meu bebê. Ele não tem culpa dos meus erros, das minhas péssimas escolhas… Ele não tem culpa que os pais dele estavam meio bêbados e excitados demais para lembrar da camisinha. Não escolhi ficar grávida, aconteceu, mas que droga. Muita gente engravida no mundo, mas nessa merda de cidade… - sussurrei me perdendo no choro e Lauren me abraçou apertado.
- Eu sei, eu entendo. Não chore por eles, Bella. - disse baixinho.
- Não fiz nada para Jéssica ter tanto ódio de mim.
- Não precisa fazer nada para ganhar ódio dela. Jéssica é invejosa e naturalmente mal amada. - Jane disse para meu conforto - O castigo dela será muito feio.
- Ela andou dizendo que Edward estava assumindo meu bebê, depois que descobriu que nós nos conhecemos desde pequenos, passou a inventar que ele era o pai também. E agora, roubando essa foto do facebook dele, me coloca como fazer testes de DNA durante a gestação. Ela colocou como se eu tivesse dúvida sobre o pai do meu filho.
- Ela é apaixonada por Edward desde sempre, Bella. Vive acompanhando a vida dele nas redes sociais. É obcecada pelos Cullen. Ela e a mãe dela.
Não fiquei surpresa ao encontrar Rosalie entrando com Charlie parecendo poderosa e furiosa. De saltos altos com seus terninho branco, abriu caminho entre os estudantes e chegou até a mim, me arrancando dos braços de Lauren.
- Você está bem? Qual seu grau de nervosismo? Sentiu alguma coisa? Ficou tonta? Sem ar?
- Fisicamente estou bem, Rose. - sussurrei envergonhada com o ataque maternal dela.
- Cadê o jornal? - Charlie pediu e entreguei a ele. - Essa garota não tem amor a vida? - disse e entrou na sala da direção, falando com a Sra. Cope.
- Essas Stanley precisam de um fim. Jéssica é tão mal amada, mas a mãe dela esteve grávida e sozinha.
- É o quê? - gritamos ao mesmo tempo.
- Eu lembro que quando ela ficou grávida não tinha um marido. Todo mundo sabe que o marido da Sra. Stanley não é pai de Jéssica. Ele chegou quando ela era recém-nascida e um ano depois eles casaram. Ela agarrou o homem e não soltou mais. - Rosalie disse como se fosse nada demais. - E quanto ao Sr. Newton ele tem sorte que a mulher dele goste mais do dinheiro do que dele mesmo. A amante dele está grávida e faz pre-natal com você. Eu não devia contar essas coisas por aí, mas acho que vocês podem. - disse e piscou, entrando na sala da direção.
- Ela é incrível. - Félix murmurou e ganhou uma cotovelada de Jane.
Nós rimos enquanto Jane estava vermelha de chateação e Félix envergonhado do seu súbito ataque de fã. Eu sabia que era impossível não cair no charme de Rosalie.
Ignorei as desculpas do Sr. Banner e da Srta. Camy. Ela era a minha professora de comunicação bocejadora desinteressada que aprovou a matéria do jornal sem ler. Meu processo estava de pé. Não importava o quanto eles implorassem e pedissem desculpas pelo deslize.
- Sinto muito, mas isso precisa parar. Esse grupo tem o prazer de infernizar alguns alunos dessa escola. Venho sido discriminada e abusada desde o primeiro dia de aula. Não aguento mais as acusações. Nenhuma pessoa nesta escola, cidade, país e mundo tem o direito de me julgar porque engravidei aos 16 anos. - disse irritada com o tom debochado da Srta. Camy - E você poderia bocejar menos em sala. - rebati saindo da sala.
Despedi dos meus amigos e implorei que voltassem para sala de aula. Charlie e Rosalie me seguiram até em casa, cada um em seus carros. Nós ligamos para Jasper novamente e falei sobre o bullying que não era especialmente direcionado a mim e sim para todos que cruzassem de frente com aquele grupo. Depois de entrar em contato com o advogado de Seattle, marcamos uma reunião para segunda-feira depois do almoço.
- Preciso ir para o trabalho, querida. - Charlie disse me dando um beijo na testa - Vou me arrumar.
- Vamos sair para almoçar. Esse estresse todo me deu fome. - disse a Rosalie e ela prontamente concordou.
Hoje teria uma consulta, com 20 semanas de gestação em meados de outubro. Como era a sua próxima paciente, ela poderia fazer a hora do almoço com mais calma.
Enquanto Charlie se arrumava, nós seguimos para o restaurante mais pomposo da cidade, que não ficava exatamente dentro dela. Era uns dois quilometros após a placa da de entrada e saída de Forks. Sentamos em uma mesa do canto e me senti com vontade de comer frutos do mar e Rosalie me acompanhou, pedimos salada e Ceviche para entrada e um sopa com frutos do mar e de sobremesa, torta de limão.
- Não posso sair com você, sempre me faz comer muito. - Rose queixou-se com um sorriso bobo.
- Deixa de reclamar, você come muito o tempo todo. Eu tenho uma desculpa, você não.
- Engraçadinha. Espere até voltar de lua-de-mel. Emmett e eu pretendemos começar a tentar no mês do casamento. Queremos o nosso primeiro bebê já no primeiro ano do casamento.
- Bom que meu bebê vai ter um amiguinho.
- Agora… Já que Charlie aceitou, finalmente, ser um dos meus padrinhos, você poderia ser minha dama junto com Edward? - Rosalie disse e fiquei com minha colher suspensa no ar. - Eu não posso convidar Tanya apenas porque ela é namorada dele. Nós não nos damos bem, amanhã ou depois eles podem terminar, de todo jeito você eu sei que estará pra sempre na minha vida.
- Eu aceito ser sua dama de honra se você aceitar ser madrinha do meu bebê.
- Ai meu Deus! Claro que sim! - gritou me abraçando apertado - Hoje nós vamos conseguir descobrir esse sexo!
- Tomara que resolva abrir as perninhas ou a teoria de Charlie sobre ser uma menina vai ser confirmada. - retruquei sorrindo.
Pagamos a conta e seguimos para o consultório. Depois de me pesar, no qual tinha engordado dois quilos da última consulta pra cá, percebi que só tinha engordado seis quilos no total. Até que não estava ruim. Estava me permitindo chegar até dez quilos, o bebê nasceria saudável já que ele era bem grandinho. Fiz a minha ultrassom morfológica.
A técnica estava concentrada fazendo o procedimento que demorava bem mais que todos os outros. Rosalie estava acompanhando de perto, olhando todos os gráficos na tela. Elas fizeram anotações e tiraram diversos prints enquanto me distraía com o som do coração do meu bebê. Observei-o mexer e sorri porque já sentia os movimentos de leve. Era como uma vibração esquisita. Meus olhos sempre ficavam marejados quando o via na tela e mal continha o desejo de chegar logo o dia que iria segurá-lo.
Rosalie ajudou-me a sentar na maca com um sorriso gigante.
- Está tudo bem com você e principalmente com o nosso menino.
- Menino? Ai que incrível! Eu não entendo nada de meninos! - gritei meio nervosa, meio brincando meio querendo sair correndo.
- Nós vamos descobrir juntas! - sorriu e me abraçou - Vamos falar de todo seu exame.
Assim que sai do consultório com as cópias da minha ultrassom, passei na papelaria e fiz molduras azuis para distribuir. Assim que estavam prontas, colei na geladeira para Charlie ver assim que chegasse em casa. Passei na casa de Lauren e entreguei uma. Nós surtamos porque Connor teria um amiguinho. Ele ficou nos olhando sem entender nada. Depois passei em Victória e em Jane. Ambas ficaram muito felizes com a notícia e com meu pequeno presente. Levei para Esme e ela ficou emocionada, me abraçando apertado e dizendo que "mal esperava para o neto dela nascer". Essa era a reação que devia esperar da minha mãe, porém, fiquei feliz mesmo assim.
- É um menino? - Charlie me pegou apertado em um abraço - Um menino!
- Conseguimos descobrir hoje!
- Que incrível! Um menino! Agora vamos pensar em um nome!
- Calma!
Charlie estava incorrigível. Nós sentamos e escolhemos diversos nomes, mas nenhum soava bom com o segundo nome do bebê que eu manteria em segredo até o nascimento. Fomos dormir tarde da noite, com ele contando diversas histórias sobre quando eu era um bebê e como ele e minha mãe ficavam perdidos com meus choros e exigências.
Às cinco horas da manhã acenei para ele saindo da garagem bem cedo para sua viagem com o coração na mão. Estava chovendo muito e isso me deixava bem preocupada, mesmo que a caminhonete mostro dele tivesse boas rodas, meu coração ficava apertado. Voltei para cama correndo porque não havia motivos para ir a escola. Continuei dormindo até as dez da manhã e depois calmamente comecei a arrumar minhas coisas para passar o final de semana na casa de Esme. Era tão perto, mas, estava realmente animada em ficar sozinha com ela.
- Oi Edward, o que você está fazendo aqui? - perguntei assim que sai do carro e dei de cara com ele vindo na minha direção. - Sua mãe disse que você não vinha esse final de semana.
- Eu sei, mas, tinha um trabalho a fazer e escolhi o hospital de Forks como suporte. Cheguei ontem a noite e passei o plantão todo do meu pai lá. - respondeu pegando minha bolsa - Como vocês estão?
- É um menino. Rosalie não te contou?
- Eu e Rose brigamos, ela está de bico comigo e me puniu com essa informação, pelo visto. - resmungou e eu ri. Eles eram umas crianças.
- Por que vocês brigaram?
- Sobre Tanya. Eu sei que minha namorada não é tão fácil, mas o que Rosalie e Alice fizeram ficou realmente muito chato. Elas não precisam gostar de Tanya ou ficarem amigas, sabe? Podiam respeitar, pelo menos. Eu a amo, queria muito que minha família ficasse bem com ela e que principalmente, ela se sentisse a vontade aqui em casa. Eu odeio quando Rosalie me trata como um bebê. É sufocante. Tanya não fez nada demais…
- Concordo. Por favor, diga a ela que se não quiser ficar aqui, tem meu quarto de hospedes. Ela será muito bem vinda e você também.
Eu vi o que Rosalie e Alice fizeram e realmente não foi legal. Quando Tanya percebeu que eu não era uma competição, ela desceu e ficou comigo, me ajudando a cortar batatas e me fez companhia na cozinha. Apesar de um pouco mimada e ter nojinho de encostar em um frango cru, ela era realmente legal. Nós conversamos basicamente sobre a minha maternidade precoce e o medo dela de não saber ser mãe um dia. Podia ver porque Edward gostava dela, apesar das exigências e beicinhos, escondido na máscara de patricinha tinha uma garota com um bom coração e muito inteligente.
Não sei se um dia nos tornaríamos amigas, mas, certamente não seríamos inimigas. Rosalie tinha levantado a bandeira de que "ela não serve para o meu irmão" e estava firme com isso.
- Eu posso conversar com ela, se você não se importar. Rosalie é muito protetora com você. Ela tem medo que Tanya te machuque de alguma forma.
- Se você conseguir fazê-la te ouvir… - suspirou e nos jogamos no sofá juntos. Deitei minha cabeça no seu ombro. - Como foi a sua semana?
Narrei para Edward tudo que tinha acontecido durante a semana e ele ficou chocado, furioso e completamente surpreso com as coisas na escola. Abri minha bolsa e entreguei a ele o presentinho. Rapidamente ele abriu o pacote de chocolate enquanto ouvia sobre minha consulta e como Rosalie, que agora era madrinha, anunciou o sexo.
- Então, eu queria te fazer uma perguntinha.
- Diga, Bella. Normalmente quando você pede para fazer uma pergunta…
Eu ri. Meu filtro verbal sempre tirava vantagem de mim e agora estava marcada com isso.
- Você aceitaria ser padrinho com Rose?
- Você quer que eu seja padrinho desse menino? Caramba, eu achava que já era!
Ri tão forte que o bebê mexeu. Edward pegou a foto e encostou a cabeça na minha, posicionando-a de frente ao seu rosto. Ergui meu celular e tiramos uma foto. Sorrindo, postei a foto no meu facebook mesmo que isso virasse uma grande fofoca. Não ia mais deixar que as pessoas ditassem a forma que ia viver a minha vida. Postei minha foto com Edward anunciando para quem interessasse que meu bebê era um menino e estava muito feliz com isso. Ao marcar Edward, Tanya foi a primeira pessoa a curtir e comentar um simples parabéns e uma carinha. Pareceu sincero. Eu esperava que fosse.
