Discleimer: Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.

Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vão ter q ser mudadas.

Texto original: Lisa Jane Smith.

Adaptação: Dreime.

Capitulo 7

Inuyasha se aproximou da esquina da casa relutantemente, quase com medo do que ele pudesse encontrar. Quase desejava que Sesshoumaru tivesse abandonado a casa por um momento. Ele estaria sendo um idiota em confiar em Sesshoumaru, em primeiro lugar. Quando chegou ao pátio havia um reflexo de movimentos entre as escuras nogueiras. Seus olhos mais afiados que o de um ser humano, porque estavam adaptados para a caça, distinguiu a sombra escura se inclinando contra o tronco.

- Perdeu seu tempo para voltar?

- Precisava ver se os outros da casa estavam a salvo. E tinha que comer.

- Sangue animal – disse Sesshoumaru desdenhosamente com os olhos fixos na pequena mancha da camisa de Inuyasha. – Coelho, pelo cheiro. Isso parece apropriado de qualquer forma, não é?

- Sesshoumaru... Eu dei verbena para Rin e Sango também.

- Uma sábia precaução – disse Sesshoumaru nitidamente e mostrou os dentes.

Uma familiar onda de irritação brotou em Inuyasha. Por que Sesshoumaru tem que ser sempre tão difícil? Falar com ele era como caminhar em um campo minado.

- Agora eu vou indo – continuou Sesshoumaru jogando a jaqueta nos ombros. – Tenho meus próprios negócios para cuidar – lançou um devastador sorriso de indiferença. – Não espere de pé.

- Sesshoumaru – Sesshoumaru deu meia volta sem olhar, mas escutando. – A última coisa que precisamos nesta cidade é uma garota gritando "vampiro!" – disse Inuyasha. – ou tendo sinais de um. Essa gente já viu isso antes, não são idiotas.

- Eu vou levar em consideração – disse ironicamente, mas era o mais perto de uma promessa que Inuyasha tinha recebido de seu irmão a vida toda.

- Sesshoumaru?

- O que é agora?

- Obrigado.

Era demais. Sesshoumaru agitou o ar com os olhos frios e não convidativos, os olhos de um estranho.

- Não espere nada de mim, irmãozinho – disse ameaçadoramente – porque sempre estará errado. Tampouco pense que pode me manipular. Esses três humanos podem seguir você, mas não eu. Estou aqui por minhas próprias razões.

Já se fora antes que Inuyasha pudesse medir suas palavras. Mas de qualquer maneira não importava, pois Sesshoumaru nunca escutava nada do que ele dissesse, nem sequer chamava pelo seu nome, sempre com o desdenhoso "irmãozinho".

E agora Sesshoumaru tinha ido embora para mostrar o pouco que se podia confiar nele. Inuyasha pensou ótimo! Agora ele iria fazer algo desumano só para mostrar que era capaz disso. Já cansado, Inuyasha encontrou uma árvore para se apoiar e deslizou sobre ela para contemplar a noite. Ele tentou pensar sobre o problema que tinha em mãos, sobre o que tinha visto essa noite.

A descrição que Kaguya tinha dado do assassino. Alto, cabelos negros e olhos azuis pensou... Isso lhe trazia a imagem de alguém. Não alguém que ele conhecia, mas sim alguém que ele tinha ouvido falar.

Mas era inútil. Ele não podia manter a mente no quebra-cabeça. Ele estava cansado e só e precisava de conforto desesperadamente. E a crua realidade é que não existia conforto possível.

Kagome, pensou ele, você mentiu para mim.

Era a única coisa que ela havia insistido, a única coisa que ela sempre prometeu a ele. Aconteça o que acontecer, Inuyasha, eu estarei com você. Diga que acredita nisso. E ele respondera indefeso ante seu encanto. Oh, Kagome, eu acredito. Aconteça o que acontecer, nós estaremos juntos.

Mas ela o tinha deixado. Não por sua escolha, talvez, mas o que isso importa no final? Ela o tinha deixado e tinha ido embora.

Havia momentos que tudo que ele queria era se unir a ela.

Pense em alguma coisa, qualquer coisa, disse a si mesmo, mas era tarde demais. Uma vez desencadeadas, as imagens de Kagome giravam ao seu redor, dolorosas demais para suportar, lindas demais para deixá-las de lado.

A primeira vez que a beijou. O choque de vertiginosa doçura quando seus lábios encontraram os dela. E depois disso, choque após choque, para chegar a um nível mais interior. Como se ela pudesse alcançar seu centro, algo que ele quase tinha esquecido.

Assustado, ele sentia suas forças entrarem em colapso. Todos seus segredos, toda sua resistência, todos os truques que ele usava para manter as pessoas distantes. Kagome atravessou tudo isso deixando expondo sua vulnerabilidade.

Expondo sua alma.

Finalmente se deu conta de que era isso o que ele queria. Ele queria que Kagome o visse sem defesas, sem muros. Ele queria que ela o conhecesse pelo que ele era.

Aterrorizante? Sim! Quando ela descobriu seu segredo, quando ela o encontrou se alimentando de um pássaro, ele submergiu em sua própria vergonha. Estava certo de que ela fugiria do sangue em sua boca, horrorizada e com nojo. Mas ao olhar seus olhos naquela noite, viu compreensão. Perdão. Amor.

Seu amor o tinha curado.

Mas isso era quando ele sabia que eles nunca iriam se separar.

Outras lembranças surgiram e Inuyasha se agarrou a elas, mesmo com a dor pulsando como se fossem garras. Sensações. A sensação de Kagome contra ele, flexível em seus braços. As mechas de seu cabelo na bochecha dele, roçando como a asa de uma mariposa. A curva de seus lábios, o gosto deles. O inacreditável azul-meia-noite de seus olhos.

Tudo perdido, tudo além do alcance do para sempre.

Mas Rin tinha encontrado Kagome. O espírito de Kagome, sua alma, ainda estava em algum lugar por perto.

Dentre todos, ele deveria ser capaz de invocá-la. Tinha o poder em suas mãos e mais direito que qualquer um de procurá-la.

Ele sabia como isso foi feito. Feche seus olhos, visualize a pessoa que quer trazer. Era fácil. Ele podia ver Kagome, senti-la, cheirá-la. Então chame, deixe que sua necessidade alcance o vazio. Se abra para você mesmo e deixe sua necessidade ser sentida.

Mais fácil ainda. Nenhuma preocupação com o perigo. Ele juntou todo seu desejo, toda sua dor e a deixou sair como alguém que reza.

E sentiu... Nada.

Só vazio e sua própria solidão. Só silêncio.

Seu poder não era o mesmo de Rin. Ele não podia alcançar a única coisa que ele mais amava, a única coisa que importava para ele.

Ele nunca tinha se sentido tão só em toda sua vida.

DdoV

- O que você quer? – disse Rin.

- Algum tipo de documentos sobre a história de Fell‟s Church. Em particular sobre os fundadores – disse Inuyasha. Eles estavam todos sentados no carro de Sango que estava estacionado a uma discreta distância atrás da casa de Kaguya. Era o crepúsculo do dia seguinte e eles tinha voltado do funeral de Kanna - todos menos Inuyasha.

- Isso tem alguma coisa com Kanna, não é? – os olhos escuros de Sango, sempre tão elevados e inteligentes, questionando os de Inuyasha. – Você acha que pode resolver o mistério?

- Possivelmente – admitiu. Ele tinha passado o dia pensando. Ele já tinha deixado a dor da noite passada e mais uma vez ele se sentia sob controle. Embora ele não pudesse alcançar Kagome, ele podia justificar a fé dela nele – ele faria o que ela quisesse que ele fizesse. E havia o conforto do trabalho, a concentração. Mantendo todas as emoções afastadas. Ele acrescentou: - Eu tenho uma idéia do que poderia ter acontecido, mas é uma tentativa longe e não quero falar até ter bastante certeza – disse Inuyasha.

- Por que? – reclamou Rin. Como é diferente de Sango, pensou Inuyasha. O cabelo tão vermelho como fogo com um espírito que a acompanhava. Esse delicado rosto em forma de coração e justo, a pele translúcida era enganosa, pensou não entendi patacas disso. Rin era esperta e desembaraçada – sem necessidade de tentar.

- Por que se eu estiver errado uma pessoa inocente podia sair machucada. Olha, é só uma idéia, mas eu prometo voltar se encontrar alguma evidência esta noite. E então contarei tudo a vocês.

- Você poderia falar com a Sra. Grimesby. – Sango sugeriu. – Ela fica na biblioteca da cidade, e ela sabe muito sobre a fundação de Fell‟s Church.

- Ou sempre teremos Honoria – disse Rin. – Digo, ela era um dos fundadores. Inuyasha olhou para ela rapidamente.

- Eu acho que Honoria Fell parou a comunicação com você. – disse ele cuidadosamente.

- Eu não digo falar com ela. Ela se foi, pfft, kaput – disse Rin com desgosto. – Eu me refiro ao diário dela. Está na biblioteca com o de Kagome; a Sra. Grimesby os tem dispostos perto da mesa.

Inuyasha estava surpreso. Ele não gostava da idéia do diário de Kagome está ao alcance de todos. Mas as recordações de Honoria podiam ser exatamente o que estava procurando. Honoria não só tinha sido a mulher sensata; ela tinha estado bem enveredada ao sobrenatural. Uma bruxa.

- Acho que a biblioteca está fechada agora. – disse Sango.

- Assim é melhor – disse Inuyasha. – Ninguém ficará sabendo qual informação estamos procurando. Dois de nós podemos ir para lá e os outros dois ficam aqui. Sango, você vem comigo...

- Eu gostaria de ficar aqui, se você não se importar – ela disse. – Eu estou cansada – ela acrescentou em explicação, vendo a expressão dele. – E dessa forma posso vigiar e chegar cedo em casa. Por que você e Kouga não vão e Rin e eu não ficamos aqui?

Inuyasha ainda a estava encarando.

- Ok – ele disse lentamente. – Tudo bem. Se estiver tudo bem para Kouga – Kouga encolheu os ombros. – É isso então. Nós podemos levar duas horas ou mais. Vocês duas ficam no carro com as portas fechadas. Vocês devem ficar a salvo dessa forma. – Se ele estivesse certo em suas suspeitas, não haveria nenhum ataque por enquanto - por alguns dias, pelo menos.

Rin e Sango deveriam estar a salvo. Mas ele não poderia adivinhar o que escondia a sugestão de Sango. Não era simples cansado, ele estava certo.

- A propósito, onde está Sesshoumaru? – perguntou Rin quando ele e Kouga estavam indo. Inuyasha sentiu seu estômago se tencionar.

- Eu não sei – ele tinha estado esperando por alguém que perguntasse sobre isso. Ele não tinha visto seu irmão desde a noite passada, e ele não tinha idéia do que Sesshoumaru poderia estar fazendo.

- Ele deve aparecer qualquer hora – ele disse, e fechou a porta de Sango. – E é disso que eu tenho medo.

Ele e Kouga caminharam até a biblioteca em silêncio, se mantendo nas sombras, evitando as áreas de luz. Ele não podiam se dar o luxo de serem vistos. Inuyasha tinha voltado para ajudar Fell's Church, mas ele estava certo que Fell's Church não queria sua ajuda. Ele era um estranho de novo, um intruso lá. Eles poderiam machucá-lo se o pegassem.

A fechadura da biblioteca era fácil de forçar, um simples mecanismo flexível. E os diários estavam justamente onde Rin dissera que eles estariam.

Inuyasha se dirigiu ao diário de Kagome. Dentro estavam às lembranças dos últimos dias de Kagome, escritas por sua própria mão. Se ele começasse a pensar nisso agora...

Ele se concentrou em um livro de pé que estava abaixo. A tinha fraca sobre as páginas amareladas, não eram fáceis de ler mas depois de alguns minutos se acostumou a essa densa e intrincada escrita de elaborados floreios.

Era a história de Honoria Fell e seu marido que com os Smallwood e algumas outras famílias chegaram a este lugar quando ainda era um deserto praticamente virgem. Eles tinham não só enfrentado os perigos de fome e isolação, mas também de nativa vida selvagem. Honoria contava a história da batalha deles pela sobrevivência simples e claramente, sem sentimentalismos.

E nessas páginas Inuyasha encontrou o que estava procurando.

Como por intuição, ele releu o começo cuidadosamente. No final, ele se inclinou e fechou os olhos.

Ele estava certo. Não havia mais a mínima dúvida em sua mente. E isso significava que ele também devia está certo sobre o que estava acontecendo com Fell‟s Church agora. Por um instante, foi sacudido por uma onda brilhantemente doentia, e uma ira que o fez querer rasgar e arrancar e machucar alguma coisa. Kanna. A linda Kanna que tinha sido amiga de Kagome tinha morrido por... Isso. Um ritual de sangue, uma obscena iniciação. Isso o fez querer matar.

Mas então a fúria começou a desaparecer, e então veio uma feroz determinação de parar o que estava acontecendo e colocar as coisas no lugar.

Eu prometi a você, ele sussurrou para Kagome em sua mente. Eu vou parar isso de qualquer forma. Não importa como.

Ele levantou o olhos e encontrou Kouga olhando para ele.

O diário de Kagome nas mãos de Kouga, fechando com seu dedo. Os olhos de Kouga pareciam de um azul tão profundo como os de Kagome. Tão escuros, tumultuosos, com pesar e alguma coisa como amargura.

- Você encontrou. – disse Kouga. – E é ruim.

- Sim.

- Seria ruim. – Kouga colocou o diário de Kagome do mostrador e ficou quieto. Havia um tom quase de satisfação em sua voz. Como alguém que provou seu ponto de vista.

- Eu poderia ter evitado o problema de vir aqui. – Kouga inspecionava a escura biblioteca e fazia soar o dinheiro em seu bolso. Um observador casual podia ter pensado que estava relaxado, mas sua voz o delatava. Era crua e tensa. – Você pensa apenas na pior coisa que possa imaginar que sempre será verdade – disse Kouga.

- Kouga... – Inuyasha sentiu uma repentina preocupação. Ele tinha estado muito preocupado com Kouga desde sua volta a Fell's Church. Agora se dava conta de que tinha sido um bobo imperdoável. Algo não estava bem. Todo o corpo de Kouga estava rígido com tensão abaixo da superfície. Inuyasha podia sentir sua angustia, o desespero em sua mente.

- Kouga, o que está acontecendo? – perguntou tranquilamente. Se levantou e se colocou ao seu lado. – É algo que eu fiz?

- Eu estou bem.

- Você está tremendo. – isso era verdade. Pequenos tremores corriam pelos seus músculos tensos.

- Eu disse que eu estou bem. – Kouga se afastou dele, com os ombros encurvados defensivamente. – De qualquer forma o que você poderia ter feito para me deixar melhor? Além de pegar minha garota e tê-la matado, eu digo.

Essa punhalada era diferente, foi em algum lugar ao redor do coração de Inuyasha e foi se estreitando. Como a lâmina que o tinha matado uma vez. Ele tentou respirar, não confiando nele mesmo em falar.

- Sinto muito. – a voz de Kouga era pesada quando Inuyasha olhou e viu que a tensão de seus ombros tinha diminuído.

- Isso foi uma péssima coisa a se dizer.

- Isso é verdade – Inuyasha esperou um momento e acrescentou, em voz baixa – mas isso não é todo o problema, certo?

Kouga não respondeu. Ele olhava para o chão empurrando algo invisível com a ponta de seu sapato. Justo quando Inuyasha estava a ponto de se render, Kouga voltou com uma pergunta.

- Como é o mundo realmente?

- Como é... O que?

- O mundo. Você já viveu muito, Inuyasha. Você tem quatro ou cinco séculos a mais que nós, não é? O que acontece? Quero dizer, se é um lugar que valha a pena salvar ou é em essência um monte de lixo.

Inuyasha fechou os olhos.

- Oh.

- E o que me diz das pessoas, Inuyasha? A raça humana. Nós somos a doença ou simplesmente o sintoma? Digo, você escolhe alguém como... Como Kagome – a voz de Kouga estremeceu brevemente, mas ele continuou. – Kagome morreu para manter a cidade a salvo para garotas como Kanna. E agora Kanna está morta. E isso tudo aconteceu de novo. E isso nunca acaba. Nós não podemos vencer. Então, o que você me diz?

- Kouga.

- O que eu realmente pergunto é qual a razão? Existe alguma brincadeira cósmica que eu não estou entendendo? Ou toda essa coisa é um grande erro? Você entende o que estou tentando dizer?

- Entendo, Kouga – Inuyasha se sentou e levou as mãos ao cabelo – Se você se calasse por um minuto, eu tentaria responder a você. Kouga aproximou uma cadeira e se sentou.

- Bem, me dê sua melhor resposta – os olhos de Kouga eram duros e inquisitivos, mas no fundo, Inuyasha não viu mais do que o rancor de um coração desconcertado.

- Eu tenho visto muito mal, Kouga, mais do que você pode imaginar – Inuyasha disse. – Inclusive tenho vivido isso. Isso sempre vai ser uma parte de mim, não importa o quanto eu lute. Às vezes eu acho que toda a raça humana é má, principalmente meu tipo. E às vezes eu acho que ambas as raças representam o mal sem se importar o que aconteça com o resto. Mesmo chegando a isso, eu não sei mais do que você sabe. Não posso dizer se há uma razão ou se as coisas vão se sair bem – Inuyasha atravessou os olhos de Kouga e perguntou intencionalmente:

- Mas eu tenho outra pergunta para você. Então o que?

Kouga olhava impaciente.

- O que?

- É. O que?

- E se o universo é mal e se nada que nós fizermos para tentar e mudar isso pode realmente fazer alguma diferença? – a voz de Kouga estava ficando mais audível por causa da incredulidade.

- Eh, então o que? – Inuyasha continuou. – Então o que você vai fazer Kouga Honeycutt, se todas as coisas ruins que você disse forem verdade? O que você mesmo está fazendo? Você está parando de lutar e nadar com os tubarões?

Kouga estava segurando as costas da cadeira.

- Do que você está falando?

- Você pode fazer isso Kouga, você sabe. Sesshoumaru sempre disse isso. Você pode se unir ao lado do mal, o lado vencedor. E ninguém pode realmente culpar você, porque se o universo é desse jeito, por que você não deveria ser desse jeito também?

- Como no inferno! – explodiu Kouga. Seus olhos azuis queimavam e ele estava meio levantado da cadeira. Do jeito de Sesshoumaru, talvez. Mas só porque não se vislumbre esperança, não quer dizer que seja certo deixar de lutar. – Mesmo que se soubesse que não há esperança, eu tentaria. Eu tenho que tentar, droga!

- Eu sei – Inuyasha se acalmou e sorriu ligeiramente. Era um sorriso cansado, mas mostrava a familiaridade que sentia com Kouga agora. E por um momento encontrou entendimento em sua expressão. – Eu sei, porque eu sinto o mesmo – Inuyasha continuou. – Não existe desculpa para renunciar a luta só porque parece que vamos perder. Temos que tentar porque a outra alternativa é se render.

- Não estou pronto para me render a nada – disse Kouga. Ele se sentia como se tivesse voltado a lutar com um fogo interior que atravessava seu corpo. – Nunca.

- Eh, nunca, é um longo tempo – disse Inuyasha. – Mas pelo menos, eu vou tentar, não deixar de lado. Eu não se será possível, mas vou tentar.

- É tudo o que se pode fazer – disse Kouga. Retirou a cadeira devagar e se estirou, ficou sem tensão e os olhos claros já quase se despediam do que Inuyasha se lembrava dele.

- Ok, se você já encontrou o que viemos procurar, é melhor voltarmos para as garotas – mas Inuyasha pensava, sua cabeça dava nós.

- Kouga, se eu estiver certo sobre o que está acontecendo, as garotas vão ficar bem por enquanto. Mas você vai e monta guarda para elas. Enquanto eu fico aqui, tem algo que eu gostaria de reler sobre um garoto chamado Gervase de Tilbury, que viveu no começo do ano 1200.

- Antes de você, eh? – disse Kouga e Inuyasha lhe deu um sorriso fantasmagórico. Eles permaneceram um momento olhando um para o outro.

- Tudo bem. Eu vejo você na casa de Kaguya. – Kouga foi para a porta e hesitou. De repente estendeu a mão.

- Inuyasha, eu fico feliz que você tenha voltado. Inuyasha apertou sua mão.

-É bom ouvir isso – foi tudo o que disse, mas em seu interior sentiu uma calidez que despejou toda a dor pulsante e também algo de solidão.

N/A: Desculpem pela demora, mas essa semana vai ser de provas e minha ultima é dia 7 e depois férias e espera pelo meu niver! \o/

Respostas as Reviews:

Ayame Gawaine:

Não, não vou eu já passei em tudinho. Você tem sorte de já está de férias.

Não teve outra parte do diário da Rin ou outro sonho, mas teve Inuyasha e Kouga conversando sobre o quão malvado as pessoas são.

O spray foi mais um momento: garotas-que-adoram-falar-de-cabelos.

Flor do Deserto:

Não chore ela... Oops quase falei demais estou que nem a Beatriz.

Isso não foi muito digno de um cavalheiro não.

Tchauzinho até a próxima. o/