不可能- Fukanou e 愛- Ai
Fukanou. Impossível.
Ai. Amor.
Amor Impossível. É o tipo de amor mais triste que existe. Duas pessoas que estão destinadas a ficarem juntas, não podem devido às circunstâncias. São starcrossed-lovers, as estrelas controlaram o destino dos amantes, não os deixando juntos.
Capítulo 6 – Fukanou e Ai
Katara foi até o pequeno palco, sentindo olhares sob si. Pensava em como poderia cantar com tantas pessoas a olhando, poderia até errar a letra! Tinha se esquecido de uma coisa... O que cantaria lá na frente? Alguma canção da Tribo d'água que tinha aprendido quando era criança ou inventaria alguma coisa no momento? Desesperou-se.
Foi então que os músicos começaram a fazer um ritmo calmo, com instrumentos de corda. A menina fechou seus olhos para sentir a música e pensar em uma letra qualquer.
Nesse momento, algo incrível aconteceu: viu flashes de pessoas que nunca tinha visto em sua vida, momentos ruins e bons. Seu pensamento foi levado até a época de seus flashes e começou a cantar:
—We were both young
When I first saw you
I closed my eyes
And the flashback starts
I'm standing there
On a balcony in summer air.
Teve coragem de abrir seus olhos e encarar todos que a assistiam. De onde aquela letra de música tinha saído?
—I see the lights
See the party the ball gowns
I see you make your way
Through the crowd
And say "Hello"
Little did I know…
Todas a olhavam surpresos, mas não se importava mais. Apenas importava-se com o olhar de certo dominador de ar, que a olhava mais surpreso que todos.
Começou a ver ao seu redor, um salão todo decorado, de forma colonial. Tudo que estava lá antes de começar a se apresentar sumiu de forma inexplicável; apenas viu um rapaz de olhos claros se aproximando de uma moça de olhos azuis que estava conversando com suas amigas. Ele lhe ofereceu a mão para dançar e ela aceitou, indo até o meio do salão, onde outros pares dançavam.
—That you were Romeo
You were throwing pebbles
'Till my daddy said
"Stay away from Juliet"
And I was crying on the staircase
Beggin' you "Please don't go…"
Fechou os olhos rapidamente, apenas para ser transportada à cena onde o pai da moça brigava com o jovem. Seus reinos eram grandes inimigos, e os primogênitos eram os dois. Viu a menina chegar perto do menino, começar a chorar, pedindo para que ele não fosse embora.
—And I said:
Romeo take me
Somewhere we can be alone
I'll be waiting
All that's left to do is run
You'll be the Prince
And I'll be the Princess
It's a Love Story
Baby just say "Yes"
O irmão de Katara olhou para a Gaang e os viu com o mesmo olhar de confusão. De onde ela tinha arrumado aquilo? Virou para o Avatar e perguntou baixinho:
—Aang, você conhece essa história? — mas não recebeu nenhuma resposta, pois o outro estava muito compenetrado naquela voz e naquela música. Já tinha visto em algum lugar...
—So I sneak out
To the garden to see you
We keep quiet
Cause were dead if they knew
So close your eyes
Just keep this down for a little while
Katara continuou cantando e conseguiu ver os dois amantes no jardim; a menina levando uma tocha e olhando para os lados, para não ser vista por ninguém. Os dois não poderiam conversar, nem se ver. Era um amor impossível.
—Cause you were Romeo
I was a Scarlett Letter
And my daddy said "Stay away from Juliet"
But you were everything to me
And I was beggin' you "Please don't go"
And I said:
Romeo take me
Somewhere we can be alone
I'll be waiting
All that's left to do is run
You'll be the Prince
And I'll be the Princess
It's a Love Story
Baby just say "Yes"
Seu pai não aceitava o namoro dos dois, proibindo totalmente de se verem. Mas nenhum dos dois poderia suportar tamanha dor, tinham se apaixonado um pelo outro de modo surreal.
—Romeo save me
They're trying to tell me how to feel
This love is difficult
But it's real
Don't be afraid
We'll make it out of this mess
It's a Love Story
Baby just say "Yes"
Katara viu a moça abrir a sacada de seu quarto de noite, esperando pela chegada de seu amado. Ninguém sabia que eles estavam se encontrando.
—I got tired of waiting
Wonderin' if you were ever comin' around
My faith in you was fading
When I met you on the outskirts of town.
A cena mudou rapidamente e pode ver a menina andar pelas ruas da cidade, triste, pois seu amor não havia voltado à algumas semanas. Ao longe, o avistou entrando na cidade e foi correndo o ver, com ele fazendo o mesmo.
—And I said:
Romeo save me
I've been feelin' so alone
I keep waiting for you
But you never come
Is this in my head?
I don't know what to think
He knelt to the ground
And pulled out a ring
And says:
Marry me Juliet
You never have to be alone
I love you
And that's all I really know
I talked to your dad
Go pick out a white dress
It's a Love Story
Baby just say "Yes"
O menino ajoelhou-se, tirando um anel do bolso e colocando nas delicadas mãos da moça. Ela o abraçou e os flashes acabaram. Ao voltar a cena real, Katara deu um giro ao cantar o último parágrafo e um vestido branco se materializou encima do outro que estava vestindo, surpreendendo todos que a olhavam. Deu um largo sorriso e acabou a música:
—Cause we were both young
When I first saw you…
Ao parar dos instrumentos, todos levantaram da cadeira, a aplaudindo com muitas palmas e assobios. A dominadora de água curvou-se em sinal de agradecimento e voltou ao seu lugar, recebendo turbilhões de perguntas da Gaang.
—Katara, de onde você tirou a letra da música? Parecia que era uma história contada por você. E na parte do vestido, COMO VOCÊ CONSEGUIU MUDAR DE VESTIDO? — perguntou um irmão super curioso, esperando respostas.
—Não sei. A letra foi surgindo. — disse, simplesmente, calando todos que ainda tinham perguntas a fazer.
O homem que tinha anunciada a Naishinno voltou ao palco agradecendo a bela performance da garota e anunciando que a festa continuaria pelo resto da noite, assim como a comida (para a felicidade de alguns...)
O resto da noite passou rapidamente, e a madrugada adentrou a cidade; era uma bela noite de Lua cheia, todos dançavam animados no salão ao som de vários estilos de músicas. A Gaang inteira dançava animadamente, menos uma certa menina de olhos azuis; ela estava olhando sua grande amiga Lua e ao longe pode ver o mar que tanto amava.
—Pensei que você estaria por aqui. — disse um dominador de ar, aproximando-se da sacada, onde estava sua amada.
—Você sempre sabe onde estou. — concluiu sorrindo para o menino, virando-se para olhá-lo.
Aang encostou-se ao batente da sacada, observando a mesma coisa que ela.
—Aang. — o chamou, delicadamente.
—Hum?
—Você não está preocupado? Você sabe... Com a guerra, a Nação do Fogo, o destino do mundo... — Katara perguntou, mordendo o lábio inferior, reclinando-se mais no batente.
—Eu estou, mas não vou deixar o medo de perder me dominar. O que eu sei, é que eu tenho ótimos amigos que irão me apoiar e... Um bom motivo para lutar por um mundo melhor. — chegou perto da menina, colocando uma das mechas de seu cabelo atrás de sua orelha e sussurrou em seu ouvido. — Você.
A dominadora o abraçou fortemente, e os dois ficaram assim até alguém os interromper, dizendo ser hora de terminar a festa. Quando todos foram embora, os cinco amigos decidiram dar uma caminhada pela cidade, já que estavam sem sono e teriam que partir da cidade no máximo em um ou dois dias.
A cidade era razoavelmente grande, possuía uma grande área verde e um lago maravilhoso. Diziam que foi ali que Juliet apareceu pela primeira vez com o rosto todo pintado, dando origem à lenda da Dama Pintada.
Enquanto caminhavam, Katara viu uma sombra sobrevoando o local e parando na frente deles. Sokka ficou em posição de ataque, atrás de Toph.
—Vá embora, criatura! — disse, com medo.
A menina riu ao ver que era seu dragão e o chamou para unir-se a eles. Saindo da escuridão, Shugo Tenshi foi para perto de sua Naishinno.
"O que faz aqui? Deveria estar escondido!" a dominadora disse, ficando brava com ele.
"Desculpe-me, mas senti uma vibração estranha por aqui. Achei melhor vir vê-la."
"Que tipo de vibração estranha?"
—Gente, acho que a Katara ficou meio louca. — disse seu irmão baixinho para os outros, fazendo sinal de que ela era louca.
—Eu ouvi isso, Sokka. — retrucou, sentindo-se ofendida e voltando a conversar com seu guardião.
"Dragões são capazes de sentir os sentimentos humanos. E eu senti algo de que não gostei, rondando você."
"O que pode ter sido?"
"Sinto que está perto."
De repente, as velas que iluminavam a rua começaram a apagar-se: uma a uma. Restando apenas a luz da Lua. Um vento frio começou a fazer o cabelo de Katara voar de um jeito desajeitado, fazendo-a colocar as mãos ao seu redor para se esquentar. As velas iluminaram-se de novo, como se nada tivesse acontecido.
—O que foi isso? — perguntou ela, arrumando o cabelo. — Não tinha nenhum vento por aqui.
—Algo está para acontecer, Katara. — disse Aang, que sentiu uma estranha sensação, assim como o dragão. — E temo que venha mais rápido do que pensamos.
—Alguma ideia do que seja? — perguntou Toph.
—Algo ameaçador... — virou-se para o horizonte e viu a Lua ser tampada completamente.
Após esse estranho acontecimento, todos voltaram para o hotel. Cada um trocou-se e dormiu, mas algo os impedia de dormir tranquilamente. E esse algo deveria chegar em breve, muito breve.
A dominadora de água virou-se de um lado para outro, não conseguia dormir de jeito nenhum. As coisas estavam acontecendo rápido demais para sua opinião, às vezes se perguntava o que teria sido se Aang nunca tivesse aparecido, ou melhor... Nunca tivesse ficado preso naquele iceberg.
Resolveu levantar para ler um livro, cuidadosamente, para não acordar seus amigos. Foi até a estante e pegou um livro cuja capa mais a interessou, começando a lê-lo.
O silêncio era grande, todos da cidade já dormiam desde o término da festa. Era bem desconfortável não ouvir nada, nem um simples grilo...
Com um pouco mais de sono, voltou para a cama, sentou-se nela, ainda não conseguindo dormir. Frustrada, saiu do quarto silenciosamente e começou a percorrer o luxuoso hotel em que estava. Viu algo que logo lhe chamou a atenção: um piano preto encostado em uma das paredes do salão de jantar; procurou por alguém e não viu ninguém.
Aproximou-se do instrumento, abriu a tampa do mesmo, tirou o macio pano vermelho que protegia as teclas que pareciam nunca terem sido tocadas por ninguém. Levemente, encostou um dedo para sentir a sensação, derrubando sem querer o pano no chão. Teve a urgência de começar a tocar aquele majestoso instrumento de corda. Sentou-se no banquinho de verniz preto, começando a tocar algo que veio na mente: "The Portrait – James Horner" (para quem não sabe é a música instrumental do Titanic, quando o Jack começa a desenhar a Rose *-*)
A música fluía, seus dedos leves e macios tocavam cada tecla delicadamente como se fossem pequenas asas. A melodia podia ser sentida em pleno ar, era algo surreal e maravilhoso; a menina fechou os olhos para sentir a própria música que estava tocando. Quem dissesse que ela precisava de partitura, estava muito enganado, tocava de um jeito tão inimaginável que ninguém poderia imaginar que nunca tinha estado à frente de um piano em toda sua vida.
Aos poucos, foi parando e seus dedos tocaram as últimas notas. Abriu os olhos, ainda ouvindo a melodia e impressionou-se... Nunca tinha tocado um piano. Ainda sentia a urgência de tocar mais e mais, mas deteve-se.
—Não sabia que você tocava piano. — a mesma mulher que a tinha dado a coroa apareceu na porta do salão, sorrindo de um jeito meigo.
—Desculpe, eu não deveria ter vindo tocar, o piano não é meu. — Katara disse apressadamente, voltando o pano para o lugar de onde tinha tirado e fechando a tampa do instrumento.
—Não se desculpe. Ele é seu.
—Meu? — perguntou.
—Sim. Esse piano era de sua antepassada, Juliet...
—A Dama Pintada? — interessou-se pelo assunto.
—Não, não essa Juliet. — Lia respondeu, com a maior naturalidade.
Sentou-se em uma das cadeiras de uma das mesas e acenou para Katara fazer o mesmo.
—Mas Juliet não era a Dama Pintada?
—A Dama Pintada recebeu o nome de Juliet por causa de outra antepassada que por extrema coincidência teve um destino semelhante.
—Outra? — perguntou a menina, confusa, fazendo a mulher dar uma pequena risada.
—Todas a chamavam de Imperatriz do Oceano, foi a primeira dominadora de água da Tribo de Água do Sul. — começou Lia.
—Puxa, não sabia disso... — olhou para a mulher e sentiu algo familiar. —Conte-me mais...
—Katara...? — ouviu Aang a chamando da porta e o olhou.
—No tempo certo você saberá a história, minha querida. Boa noite... — beijou-lhe a testa e foi embora.
A dominadora de água andou até Aang, sorriu, deu-lhe a mão e foram andando até o quarto onde estava a Gaang. Algo ainda a fazia pensar nessa Imperatriz do Oceano, essa mulher misteriosa do passado de sua família que precisava conhecer mais. A sensação quando Lia falou dela era familiar, algo que vinha de dentro e fazia-a interessar-se mais pela história.
Ao deitar na cama, fechou os olhos para pensar mais e antes de adormecer murmurou baixinho:
—Imperatriz dos Oceanos, quem é você?
Oiiii genteeee!
Desculpem pela super demora da atualização, é que fim de ano é uma loucura, até pra mim!
Agora entro na semana de provas trimestrais e é um sufoco mesmo. Procurei atualizar o quanto antes e como prometido para a Thais, eu atualizei no fim de semana xD Teve um dia que eu estava super inspirada, e então as luzes acabaram \o/ Blecaute do mau xD
Ah, e tenho uma conta no photobucket com várias montagens Kataang *-* Meu nome lá é Starfire4ever_Rock e tenho um poster que eu fiz do filme também!
Estou com uma necessidade de escrever fic Bwen (Ben 10 e Gwen, alguém ai me apoia? xD)
Penso que daqui uns quinze dias ou um mês eu atualize novamente :D Quase na reta final da fic (será mesmo? – mistério...) Ouçam as duas músicas do capitulo:
Love Story – Taylor Swift
e
The Portrait – James Horner (Titanic) *-*
Deixem reviews, elas que me motivam a escrever :D Se não nos vermos até dia 25/12: Feliz Natal hihi.
Kisses,
Bela
