Capítulo 7 –Colisão.
Finalmente o carro de Sesshoumaru parou na frente de um restaurante muito bonito em algum canto daquela turbulenta cidade.
O motorista saiu do carro num solavanco para abrir a porta de Rin que saiu devagar, graciosamente. A mocinha agradeceu ao homem que lhe devolveu com um sorriso radiante.
Um vento agradável alisava o seu rosto e balançava os cabelos pretos levemente. O cheiro de mar, de água salgada, a deixou maravilhada. Ela adorava a maresia. Adorava a praia.
Sesshoumaru se pôs ao seu lado com os olhos compenetrados no lado de dentro. Mas não demorou muito para que o empresário voltasse a ela e encarasse seus olhos terrosos.
-Vamos entrar. Nossa mesa está reservada.
-Claro, vamos sim.
E foi só adentrar pelas portas espelhadas para sentirem o aroma de comida recém cozida e perfume de novo. O clima dentro do restaurante era agradável, ameno, diferente do lado de fora onde no céu se postava um sol radiante e abafado.
Uma mulher com um uniforme preto e cabelos presos numa trança embutida foi de encontro ao recente casal. Ela era uma mulher bonita, de cabelos e olhos igualmente negros.
-Boa tarde. –ela fitou os dois com um sorriso.
Rin somente assentiu enquanto Sesshoumaru fincava os olhos na mulher à frente.
-Eu fiz uma reserva. Está no nome de Taishou Sesshoumaru.
-Ah, claro! Por favor, venham comigo.
Os dois a acompanharam. Ela foi à frente em passos largos e apressados. Puxou as duas cadeiras para que eles pudessem sentar-se. E assim que fizeram ela lhes deu dois cardápios e sem mais delongas saiu às presas deixando os dois à vontade para decidirem o que iriam querer.
A mesa que Sesshoumaru havia reservada ficava no canto, afastado das outras pessoas. A janela de vidro dava vista para o mar que quebrava nas pedras insistentemente. Rin adorou aquele lugar.
-Nossa, aqui é maravilhoso. –ela sorriu tirando os olhos do mar voltando-se para Sesshoumaru.
-É, sim. Eu gosto muito desse restaurante.
-Eu não conhecia esse lugar.
-Ainda bem que gostou. Pelo menos o almoço você vai me deixar pagar. –ele sorriu irônico.
-Ué, mas não íamos dividir a conta? –indagou seriamente pegando o cardápio encima da mesa.
-O quê? –Sesshoumaru fechou o sorriso e franziu o cenho irritado.
-É brincadeira! –ela riu de um jeito descontraído fazendo ele relaxar um pouco.
Sesshoumaru balançou a cabeça negativamente e pegou o outro cardápio que estava ao seu lado.
...
Rin abocanhava a comida com os olhos brilhando. Estava tudo delicioso naquela tarde. Aquele lugar, o mar do lado de fora quebrando na costa, a comida, a companhia... Tinha sido ótimo. Aquele almoço se transformou na ideia mais maravilhosa que tivera nos últimos anos.
Por mais silencioso e misterioso que Sesshoumaru fosse, ela gostava de verdade da sua companhia. Ele tinha os olhos duros, insensíveis, quase cruéis, mas ela não conseguia desvencilhar deles. Parar de fitá-lo um só instante. E aquilo soava tão aterrorizante como incrível.
-O senhor parece melhor, senhor Sesshoumaru. –ela lhe lançou um sorriso amigável. –Fico feliz por estar se recuperando tão rápido.
-Pra mim ainda parece uma eternidade. As melhoras não são tão rápidas quanto parecem. –ele suspirou cansado.
-Mas está indo muito bem. De verdade.
-É, Shinji também acha isso.
-Shinji? –indagou curiosa inclinando um pouco a cabeça de lado.
-Shinji é o médico que lhe falei na outra vez. Ele também é um amigo de muitos anos, desde os tempos da faculdade.
-Ah, claro! –assentiu lembrando. –Faz quanto tempo que são amigos?
-Hum... –Sesshoumaru pensou por um momento, mas logo voltou-se para ela. –Quantos anos você tem, Rin?
-Vinte e dois, por quê? –ela indagou sem entender, com as sobrancelhas franzidas.
-Exatamente o tempo em que conheço Shinji. –ele sorriu brevemente. –Impressionante, não?
-Nossa! –ela arregalou os olhos completamente incrédula. –Verdade mesmo?
-Sim. –assentiu brevemente. –É verdade.
-Isso é fantástico! Ter um amigo de tantos anos.
-Shinji é o único amigo que tenho. Mas às vezes tenho vontade de esganá-lo. –ele riu de leve. –Mas deixe essa parte de lado.
-E o senhor já sabe quem lhe causou tudo isso?
-Não. –ele retomou o tom de seriedade. –Não faço ideia ainda de quem pode ter sido.
-Tenho certeza que o senhor irá descobrir.
-Eu já não tenho tanto essa certeza, mas espero que eu encontre o responsável.
Rin assentiu e voltou-se para o mar. Ficou presa em seus pensamentos por alguns instantes. As ondas pareciam bravas chocando-se brutalmente contra as rochas e esguichando água e espuma.
-Esse lugar é lindo mesmo. Por que não vamos até o lado de fora depois? –ela voltou-se para ele com um sorriso radiante.
-Claro.
...
Kagome afundava cada vez mais o corpo no sofá sem tirar os olhos vidrados da televisão. O filme de terror a estava assustando de verdade. Assassinatos e sangue esvoaçavam da sua tela de maneira grotesca. Ela abraçou as pernas amedrontada, escondia vez ou outra o rosto nos joelhos para desviar da morte sofrida das pobres vítimas daquele assassino cruel. E só foi mais uma morte estar prestes a acontecer, no minuto de mais pura tensão, para um barulho agudo e alto do nada surgir em sua casa.
Kagome gritou e deu um salto do sofá de tamanho susto.
Era o telefone que tocava.
-Ah, que droga! –ela reclamou com a voz trêmula.
Kagome correu até o telefone e o atendeu ainda tremendo e com a garganta seca.
-Alô?
-Kagome, é você? –uma voz doce e feminina soou do outro lado da linha.
-Oi, Sango! –Kagome reconheceu a voz da amiga e sorriu animada. –Como você está?
-Oi! Estou bem e você? Como andam as coisas?
-Está tudo ótimo! Estou com tanta saudade de você e do Miroku. Quando é que voltam?
-Ah! Voltaremos em breve, garanto. No próximo fim de semana estaremos aí.
-Que ótima notícia!
-É sim! –ela riu empolgada. –Também estou morrendo de saudade de você, da Rin, da Ayame!
-E como está a sua viagem? Está aproveitando?
-Ah, você nem imagina! Estamos na Itália agora. Miroku vai me levar à Veneza.
-Que maravilha! –os olhos dela brilharam. –Estou tão feliz por vocês dois.
-É, eu também! –ela riu por um momento, mas logo retomou um tom de seriedade. –Kagome, antes que eu me esqueça... Como está o Kohaku?
Kagome por um momento emudeceu. Não queria ter de contar como o rapaz andava perturbado por aqueles dias, mas sabia mais do que ninguém que não poderia esconder nada de Sango. Ela iria perceber pelo seu tom, mesmo que não a encarasse, que havia algo errado com seu irmão mais novo.
-Sango, olha...
-Eu sabia... –ela suspirou. –Ele não está nada bem, não é?
-Ele só está confuso, Sango. Vai passar... Uma hora ele vai esquecer a Rin e também...
-O quê? –a voz dela saiu aguda e esganiçada. –Do quê está falando? Esquecer Rin? Não me diga que...
-Ele não te contou? –Kagome arregalou os olhos surpresa.
-Não! Não me contou nada! Eles se separaram? Mas por quê? O quê aconteceu?
-É uma longa história... –ela suspirou buscando fôlego.
-Kagome, eu preciso saber de tudo, mas não posso ficar no telefone, Miroku vai me matar quando ver a conta. Olha, preciso que me mande um e-mail! Coloca tudo que anda acontecendo por ai, por favor! Eu estou realmente preocupada.
-Tudo bem. –ela respirou fundo. –Eu vou fazer isso.
-Obrigada, Kagome. Agora preciso desligar.
-Foi ótimo ouvir a sua voz depois de tanto tempo. Estou morrendo de saudades.
-Ah, eu também! Assim que voltarmos, passarei ai sem falta. –ela sorriu brevemente. –Beijos, amiga.
-Beijos.
E foi então que a ligação acabou. Kagome repousou o fone na base com um olhar incrédulo. Achou aquela atitude de Kohaku para com Sango muito esquisita. Ele não escondia nada da irmã, nunca fora de seu feitio fazer tal coisa. E aquilo era no mínimo preocupante.
-No quê será que o Kohaku está pensando?
...
Na areia fria e úmida da praia deserta, Rin andava descalça. Segurava a sandália de salto nas mãos. Ora ou outra as águas a alcançavam molhando os pés nus a fazendo sorrir e se retesar pela temperatura gélida daquele líquido salgado.
Sesshoumaru vinha ao seu lado, mas não estava descalço. Continuou com a sua postura, seu terno bem arrumado e seus sapatos negros que antes estavam bem polidos e brilhosos. Ele a fitava de relance uma vez ou outra para ver seus cabelos esvoaçando pelo vento forte, para ver seu sorriso e sua careta quando a água vinha lhe beijar os pés. Achou graça naquilo. Em estar andando por ai, naquela praia deserta ao lado de uma menina jovem e intrigante.
-O senhor não adora isso? –ela riu voltando-se para ele. –O mar não é incrível?
-É sim. –assentiu sem muita emoção.
-O quê foi? –ela franziu a testa confusa e o fitou mais de perto. –Aconteceu alguma coisa?
-Não, é só que... –ele sorriu por um instante, e logo balançou a cabeça negativamente. –Não é nada. Esqueça isso.
-O senhor tem certeza?
-E por que não teria?
Ela sorriu assentindo e logo voltou a andar. Só que dessa vez se afastou do mar ficando mais na areia macia e seca para fugir dos beijos salgados do mar.
Rin sentou-se sem hesitar. O vento estava mais forte e um pouco mais frio. O cheiro da maresia impregnava suas narinas. O sol ainda estava no céu, mas dessa vez acompanhado de nuvens gigantes, bem brancas. Já não fazia o mesmo calor que antes.
Sesshoumaru sentou-se ao seu lado. Ficou a fitar o horizonte assim como ela. O frescor daquele lugar, o silêncio, o cheiro do mar, o barulho das águas quebrando, tudo isso lhe trouxe uma paz imensa. Poderia ficar ali o dia inteiro se assim desejasse. Passar o dia sentado na areia branca e macia fitando o mar imenso que parecia não ter fim.
-Sabe, foi ótimo termos vindo aqui. Adorei o restaurante, esse lugar. Está sendo incrível. –ela falou ainda fitando o mar a sua frente.
-Fazia tempo que não vinha aqui, mas eu sabia que quando você viesse iria gostar. Tive essa sensação.
-Bem, parece que o senhor acertou.
Rin voltou-se para ele com um sorriso e no mesmo instante um vento forte passou por eles levando consigo vários grãos de areia. Um deles penetrou no olho direito da menina que cerrou os olhos fortemente no mesmo momento. Rin esfregou a vista afetada com sua mão de maneira urgente.
-Ai! Entrou algo no meu olho. –ela resmungou ainda esfregando sem sucesso a vista afetada.
-Vai acabar ficando sem um olho da maneira que está fazendo.
Sesshoumaru tirou a mão dela delicadamente. Com todo cuidado encaminhou seu polegar até a pálpebra direita de Rin onde tracejou círculos imperfeitos, tentando movimentar a impureza até o canto dos olhos, por onde saem as lágrimas.
-Não se pode esfregar os olhos dessa maneira. Deve fazer círculos e empurrar a sujeira para o canto, se não nunca vai conseguir tirar.
-Claro... O senhor tem razão.
Rin sentiu as bochechas arderem. Sabia que aquela altura já deveria estar corada o suficiente para que ele percebesse. Odiou aquilo. Não queria passar por boba com ele. Não queria que ele a achasse infantil ou estúpida demais. Tentou reverter àquela ardência, se concentrar em qualquer outra coisa, mas não conseguiu.
O toque suave de Sesshoumaru fazia os pelos de seu corpo se eriçarem de maneira incontrolável. Era sem sombra de dúvidas muito mais forte do que ela.
-Abra os olhos. –ele lhe disse assim que tirou o polegar de sua pálpebra.
E assim que seus olhos se abriram lá estava um pequeno grão de areia no canto de seu olho. Sesshoumaru o tirou com cautela, e por fim, a amostrou o minúsculo intruso que lhe causara tanto transtorno.
-Aqui está.
E por um breve minuto ele percebeu que ela não olhava para o grão de areia que sorrateiramente invadira seu olho, e sim diretamente para seus olhos âmbar.
Sesshoumaru se retesou por um momento, franziu o cenho confuso, mas não demorou muito para sua incredulidade sumir, desaparecer completamente de sua face absorta e confusa.
Por um minuto eles ficaram em silêncio. Completamente perdidos em alguma coisa. Perdidos um no outro.
Perdidos no próprio olhar.
E saber daquilo, perceber com tanta voracidade e intensidade, que era aquilo que eles mais queriam, notavelmente, os fez recuar.
O primeiro a fazê-lo foi o próprio Sesshoumaru que desviou os olhos assim como Rin que fitou alguma coisa em seus pés desnudos.
O silêncio que antes era delicioso se transformou num caos profundo.
-Você leu os jornais? –ele finalmente quebrou o silêncio para o alivio de ambos.
-Sabe que não? –ela riu incrédula. –Acredita que nem me lembrava disso? Incrível, não é?
-Não está perdendo nada então. Dizem muitas coisas que não condizem com os fatos. Eu já estou cheio disso... Foi por isso que lhe falei que não queria dar entrevista nenhuma.
-Mas no jornal da Kagome...
-O dela está de acordo, não posso negar. Mas os outros estão mais tendenciosos e maldosos do que outra coisa.
-Me perdoe, eu não quis pressionar o senhor a dar a entrevista, é só que... Bem, pensei que seria melhor se o senhor fizesse.
-Me pressionar? –ele riu brevemente. –Não... Não me pressionou a nada.
-Não dê atenção ao que essas pessoas dizem. –ela o fitou seriamente. –Nós fizemos a nossa parte, e o senhor tinha razão, ninguém tem nada a ver com a sua vida. É ridículo que queiram ficar opinando ou investigando o que o senhor fez ou deixou de fazer. Na hora que o senhor estava machucado tinha alguém para fotografar o senhor, mas ninguém veio ajudá-lo, ninguém foi oferecer ajudar, e é engraçado como ninguém pensa nisso. Ninguém pensa em como foi estranha a explicação que deram.
-As pessoas não estão preocupadas com os detalhes, Rin. Elas só querem saber a notícia e é isso que o jornal as dá. Para que mais explicações? O resto passa a ser superficial e sórdido de mais.
-Mas isso não é justo!
-E quem lhe disse que a vida é justa?
Sesshoumaru deu um sorriso seco com os olhos cerrados, mas logo voltou-se para ela que por um momento emudeceu.
Ele tinha razão no fim das contas. A vida não tinha lá um senso de humor muito saudável.
-O senhor tem razão... –ela suspirou voltando-se para o mar a sua frente.
Ele assentiu silenciosamente.
-Ah! Acho que hoje devo encontrar com o irmão do senhor.
-Meio-irmão. –ele a corrigiu girando os olhos e a fitou curioso. –Por que vai encontrar com o fedelho hoje?
-O senhor não se lembra que Inuyasha me chamou para vê-lo no bar?
-Não dê atenção a isso... –ele suspirou um pouco irritado. –Não perca seu tempo com Inuyasha.
-Coitado. –ela riu balançando a cabeça negativamente. –Não custa nada eu ir. Ele está tão animado, fiquei com pena de não aparecer.
-Você é mesmo inacreditável.
-É o que sempre dizem. –ela deu de ombros sorrindo.
Sesshoumaru levantou-se da areia macia e se pôs na frente de Rin que o fitou de baixo.
-Vamos embora, Rin. Preciso resolver algumas coisas ainda hoje...
-Ah, claro! –ela assentiu.
Ela iria se reerguer sozinha, mas Sesshoumaru estendeu a mão direita para ela, oferecendo uma ajuda cavalheiresca que era de sua total personalidade. Ele era como um Lord inglês, sem sombra de dúvidas.
Rin aceitou a ajuda, pegou em sua mão quente e macia e impulsionou o corpo para frente. A areia embaixo de seus pés acabou cedendo o que a fez perder o equilíbrio. Logicamente, Sesshoumaru a segurou, contudo a areia também lhe fora traiçoeira e os dois acabaram desabando juntos.
Rin caiu por sobre o corpo forte e masculino de Sesshoumaru que ficou completamente atônito. E quanto a ela só lhe restava o forte rubor na face que ardia mais do que tudo no mundo.
Ela elevou seu rosto que havia sido afundado no pescoço daquele homem que tanto mexia com seu coração. Apoiou nos próprios cotovelos rapidamente e pode o encarar mais perto do que nunca. Sua respiração ofegante e descompassada a fizeram tremeluzir. O coração batia tão rápido e tão violento contra o peito que teve medo dele saltar, sair pela boca.
Sesshoumaru sorriu brevemente com aquela aproximação brutal. Mesmo que estivesse embriagado pelo perfume dela, envolvido por aquele calor aconchegante, não pode deixar-se seduzir por aquele momento que seria tão oportuno.
-Não é porque Arurun a derrubou que você tinha que me dar o troco.
Rin soltou um espasmo e saiu de cima dele o mais rápido que pode. As bochechas rosadas acusavam o quão constrangida ela se sentia. Sesshoumaru levantou-se logo depois tentando ajeitar a roupa bagunçada e emaranhada com a areia branca.
-Me desculpe, senhor Sesshoumaru! Eu sinto muito, sou uma desastrada. –ela lhe disse entristecida enquanto batia as mãos no vestido.
-Esqueça isso. –balançou a cabeça negativamente e passou a mão várias vezes pelos cabelos lisos tentando tirar a areia. –Agora vamos embora, vou deixar você em casa.
-Claro...
-Não fique assim por causa disso. –ele a fitou seriamente com o cabelo completamente bagunçado. –Está tudo bem, eu já lhe disse.
-Tudo bem. –ela sorriu ainda sem jeito. –Vou tentar esquecer esse desastre.
-Se todos os meus problemas fossem esse incidente, não seria tão ruim assim ter problemas.
Ela corou abruptamente, retesou-se por um momento, mas ele logo seguiu seu caminho de volta ao carro. E ela não teve outra opção senão acompanhá-lo.
...
O carro parou na frente do prédio onde Rin morava.
Ela sorriu de forma nostálgica. Não queria ir embora, não desejava virar as costas para ele. Mais uma vez aquela sensação desesperada dominou o seu ser. Não suportava a ideia de talvez nunca mais o ver de novo. Aquilo sem sombra de dúvidas a aterrorizava. Fazia com que seu corpo pesasse toneladas.
Ela virou-se para Sesshoumaru no mesmo instante que o motorista saiu do carro e abriu a porta para que ela pudesse sair.
-Obrigado por hoje. Foi maravilhoso, fora a parte do tombo é claro.
-Fico aliviado em saber que pelo menos alguma coisa eu pude fazer em troca. Ainda bem que o lugar a agradou.
-Bem... Então é isso. –ela deu de ombros desanimada. –Eu vou embora... Talvez um dia nós nos encontremos de novo.
-Você pode ir até a minha casa quando quiser, Rin. Eu não me incomodo com a sua presença. Quando decidir ir é só me ligar.
-É sério?Ah, que ótimo! –ela sorriu radiante. –Digo o mesmo para o senhor.
-Então nos vemos qualquer dia. –ele assentiu seriamente.
-Claro! Seria ótimo.
Rin saiu do carro apressada e cumprimentou o motorista que tratou rapidamente de entrar no carro de novo e seguir viagem. Ela ficou ali parada, olhando o carro se afastar e cruzar a primeira esquina, onde ele sumia de vez de sua vista.
Rin suspirou contente. Rever Sesshoumaru era o seu maior desejo dos últimos dias, era tudo o que mais queria. E saber que aquilo seria possível lhe era tão doce e afável como o mel. Uma sensação maravilhosa apoderou-se de seu ser, mas só foi virar-se pra entrar no apartamento para a sensação esvair-se como fumaça.
Rin levou um susto brutal.
Um rapaz de olhos amendoados e cabelos negros desgrenhados a fitava com um semblante nada satisfeito. Seus olhos estavam em chamas, verdadeiras labaredas crepitantes. Aquela expressão agressiva não combinava em nada com o rosto belo e sempre sereno do rapaz.
-Kohaku? O quê você está...
-Então agora você vai negar na minha cara que não está com ele? –ele a interrompeu rosnando irritado.
-Eu não acredito nisso! Ainda está achando que eu terminei com você por causa do senhor Sesshoumaru?
-E o quê você quer que eu pense, Rin? –seu tom de voz começou a aumentar chamando a atenção de algumas pessoas que por eles passavam.
-Kohaku, para de gritar... –ela o fitou seriamente notando os rostos curiosos das pessoas. –As pessoas estão olhando. Anda, vai pra sua casa. Quando você se acalmar você vem falar comigo, está bem?
-Eu não vou a lugar nenhum! E nem vou me acalmar! Você está me deixando louco! O quê quer com tudo isso? –ele a segurou pelo braço com força e a encarou secamente enquanto rangia os dentes de tamanha irritação. –Eu já lhe disse Rin, mas vou avisar outra vez. Se você não ficar comigo, você também não vai ficar com mais ninguém.
Rin soltou-se dos domínios dele com força. Puxou o braço e deu dois passos para trás completamente absorta com aquela atitude tão cruel e doentia do ex-namorado.
-Vai embora. –ela lhe disse com a voz engasgada.
-Eu vou sim. –ele assentiu com os olhos cruéis. –Mas eu vou voltar. E quando eu voltar é melhor que essa história tenha terminado!
...
A porta do apartamento 602 foi aberta sem cerimônia nenhuma. Rin finalmente adentrava depois de uma longa jornada que começou pela manhã e só terminou a tarde.
Kagome saiu de seu quarto num solavanco assim que escutou a porta sendo aberta. Esperou o dia inteiro pelo retorno da prima, estava doida para saber das novidades, consumindo-se de curiosidade sadia e involuntária.
Assim que chegou na sala se deparou com a prima jogada no sofá. Rin fitava o teto acima de sua cabeça como se estivesse presa em seus pensamentos. Não parecia muito feliz e animada e isso fez com que Kagome cerrasse o cenho completamente confusa.
-Rin? O quê houve?
-Não sabe quem eu encontrei agora...
-Kohaku, não é? –Kagome adivinhou sem pensar duas vezes.
-É... –ela suspirou cansada e voltou-se para a prima. –Kagome, o Kohaku definitivamente não está nada bem. Ele tem me ameaçado, tem ideia do que é isso? Ele perdeu completamente a cabeça, eu sinceramente não sei o que fazer com ele. Kohaku sempre foi gentil, doce, amável... Agora parece um monstro! Eu nem o reconheço mais, Kagome...
-Eu sei. –ela assentiu. –Ele veio aqui assim que você saiu. Quis saber onde você estava, com quem tinha saído... Eu não disse nada, mas acho que ele desconfiou. Pensei que ele tivesse ido embora, mas pelo jeito ficou de guarda aqui até você chegar.
-Isso não é nada bom! –ela se encolheu mais no sofá. –Kohaku está fora de si.
-Está sim... Está completamente descontrolado. Tem que tomar cuidado com ele.
-Isso é ridículo! Eu nunca na minha vida pensei que Kohaku pudesse ser uma ameaça.
-Quem poderia imaginar? –Kagome deu de ombros.
-É, acho que tem razão...
-Eu ia ligar para avisar que ele esteve aqui desnorteado, mas achei melhor esperar você chegar...
-Entendi.
-E falando em ligar, Sango ligou hoje, também está preocupada com Kohaku. Ela sentiu Kohaku meio estranho ao telefone e quis saber sobre ele. Eu não quis contar nada, não quero estragar a viagem dela e do Miroku, seria cruel de mais fazer isso.
-Você fez muito bem em não ter contado. Do jeito que Sango é com Kohaku era arriscado que ela saísse de onde estivesse para ver o irmão.
-Eu sei. –ela assentiu. –Mas ela me pediu para que eu contasse tudo por e-mail, não sei o que devo fazer...
-E onde eles estão? –Rin indagou um pouco mais animada.
-Ah, eles estão na Itália! Ela disse que Miroku ia levá-la a Veneza! Ela me falou que está sendo incrível. Não ficamos no telefone muito tempo... Ela falou que volta em breve.–ela deu de ombros e logo sentou-se no mesmo sofá que a prima estava deitada. –Mas anda, me conta tudo! Eu estou doida pra saber o que aconteceu nesse almoço com o Sesshoumaru.
-Ah! –ela riu brevemente. –Eu vou contar, Kagome.
Rin contou absolutamente tudo. Desde o momento em que saiu até a hora que chegou. E Kagome só pode rir com a história dela cair encima de Sesshoumaru e da fala dele.
-Como você consegue ser tão desastrada? –ela ria incrédula. –Rin, você não existe.
-Pois é... Eu também não sei como consigo fazer coisas tão idiotas como essa. –ela suspirou um pouco chateada. –Ele deve achar que eu sou uma idiota.
-Claro que não! –Kagome rebateu. –Se ele disse que você pode ir quantas vezes quiser para a mansão dele significa que ele gostou de você.
-Você acha mesmo? –seu rosto enrubesceu. –Será que ele não estava querendo só ser educado comigo?
-Ah, Rin! Você é mesmo uma boba! –Kagome girou os olhos. –É claro que não é isso! Sesshoumaru não parece ser do tipo de homem que faria uma menção como essa só para ser educado. Acorda! Ele levou você para almoçar num super restaurante, levou você para passear na praia, lhe trouxe em casa e depois ainda disse que você poderia ir na casa dele assim que desejasse! Você está em que mundo?
-Ah, Kagome! –ela gritou eufórica. –É verdade! Ele gostou mesmo de mim!
-Finalmente percebeu. –ela riu balançando a cabeça negativamente. –E quando você vai lá de novo?
-Ah, não sei... Eu não quero aparecer assim tão rápido...
-Mas você não quer vê-lo de novo? Desculpas é que não vão faltar para você ir até lá.
-Quero vê-lo de novo sim, mas não quero parecer entrona... Vou esperar um tempo aí apareço.
-Ótimo! –Kagome assentiu satisfeita. –Ah, Rin... Você está tão feliz por esses dias. Fazia tempo que eu não a via rir assim, se divertir tanto.
-Eu sei... Ele me faz muito bem Kagome. Você nem imagina.
-Eu imagino sim. E fico contente por isso, por te ver pra cima, feliz... Eu sabia que essa fase ruim iria passar.
-Eu só espero que tudo dê certo, sabe? Mesmo que minha vida esteja tão tumultuada e embolorada. Quero muito que as coisas dêem certo.
-E vai dar tudo certo, é só você acreditar nisso. Tenho certeza de que vocês dois vão se acertar.
-É o que eu mais quero nesse mundo, Kagome. O que eu mais quero. Desde a primeira vez que eu o vi, desde o primeiro momento em que eu o encarei, eu soube que eu o desejava intensamente. E parece tão surreal pensar nisso. Parece tão abstrato querer algo com uma pessoa que eu mal conheço. Mas é o que eu desejo. E isso é mais forte do que tudo que já senti nessa vida.
-Ah, isso tão romântico! Por que eu não tenho um amor avassalador igual o seu? –Kagome sorriu sonhadora.
-Ah! Não seja exagerada! –Rin girou os olhos rindo. –E você não tem porque não quer. O que menos faltam são pretendentes. Nunca vi ninguém atrair tanto homem como você!
-Homem? Estão mais pra idiotas, irritantes, previsíveis e galinhas! Não, eu não quero esses! –ela deu de ombros aborrecida.
-Se você está dizendo...
-Você sabe que é verdade... –Kagome resmungou e suspirou.
-Olha, hoje a noite eu vou sair. Vou num bar ver a banda do Inuyasha, por que não vem comigo? Quem sabe o homem da sua vida não está nesse bar?
-Ah, eu duvido! –ela riu balançando a cabeça. –Mas eu vou assim mesmo.
-Ótimo!
-Mas você não estava cheia de coisas pra fazer? Achei que não fosse nesse bar.
-Ah, eu consegui adiantar bastante coisa, fiz de tudo para conseguir almoçar com o senhor Sesshoumaru e ir ao bar à noite. Eu vou tentar terminar tudo agora, mas se não der, não tem problema, eu faço tudo pela manhã. Até amanhã eu tenho certeza de que terminei.
-Ah, então vamos sim!
-Vai ser legal. Inuyasha é muito divertido, vai gostar dele.
-Quem sabe, não é?
...
Sesshoumaru entrou dentro de casa e assim que deu os primeiros passos viu Shinji na sala, sentado em seu sofá macio.
O empresário girou os olhos completamente incrédulo enquanto o amigo de longa data levantou-se e foi afobado em sua direção assim que o viu.
-Shinji, você não tem mais casa não?
-Ah, não seja irritante. –ele riu parando na frente de Sesshoumaru. –Fala o que aconteceu lá! Como é que foi o almoço?
-Está brincado que veio até aqui só para isso? Tem andado com Inuyasha? Parece que está tão sem ocupação como ele.
-Ah, Sesshoumaru, eu não tenho culpa se suas artimanhas estão finalmente interessantes! –Shinji riu brevemente. –Eu quero saber, tenho esse direito.
-Você não vai calar a boca enquanto eu não falar, não é? –suspirou entediado –Tudo bem, eu vou contar.
-É claro que vai! Eu não dirigi até aqui para nada.
Sesshoumaru lhe contou tudo o que aconteceu, embora estivesse um pouco hesitante. Shinji só conseguia gargalhar o que irritava cada vez mais o empresário que mantinha-se rígido e cruzava os braços mais impaciente.
-Eu tenho cara de palhaço por acaso? É por isso que odeio lhe contar as coisas.
-Mas acaba contando! –Shinji tentava acalmar as gargalhadas. –Você não aguenta ficar sem me contar.
-Shinji, cala essa boca.
-Não acredito que ela caiu encima de você e você não fez nada. Qual o seu problema? –arqueou uma sobrancelha de forma irônica.
-O quê queria que eu fizesse? –indagou incrédulo cruzando os braços.
-Como assim o que eu queria que você fizesse? Você já foi mais rápido e melhor com as mulheres. Desde quando é tão respeitador e hesitante? Isso nunca foi do seu feitio.
-Ela é só uma criança, Shinji, não seja ridículo. –esbravejou.
-Criança? Quem me dera ter aquela criança para eu cuidar. –Shinji riu irônico. –Está cego ou tentando se convencer de que ela é só uma criança?
-Escute, eu também não sei o que estou fazendo, está satisfeito agora? –rosnou irritado.
-Meu amigo, –Shinji sorriu serenamente e colocou a mão no ombro de Sesshoumaru o fitando profundamente. –está encantado... Só isso.
-Por uma menina? Isso é ridículo.
-Não. –balançou a cabeça negativamente e logo voltou a fitá-lo. –Por uma mulher.
-Está errado. –ele recuou andando para o lado oposto e parando na frente do sofá. –Isso não é verdade.
-Ah, não? Então porque disse pra Rin que ela poderia vir aqui quando quisesse? –Shinji sorriu colocando as mãos no bolso da bermuda cáqui. –Sesshoumaru, você está sim encantado. E não é para menos, ela é uma mulher bonita, interessante.
-Ela é muito mais nova do que eu! Ela me chama de senhor, tem a mesma quantidade de anos que nós nos conhecemos. Tem ideia do quanto isso é patético?
-Patético, Sesshoumaru, é não admitir o que está na sua cara.
E com aquela fala de Shinji, Sesshoumaru engoliu a seco e finalmente sentou-se na poltrona sem saber o que dizer ao amigo que tanto o conhecia.
...
CONTINUA...
Nota da Autora:
Ai gente! Finalmente estou aqui postando.
Espero não ter demorado muito -!
Vocês sabem como é né? Carnaval a família resolve viajar ¬¬... Essas coisas SUPER legais u_u!
Mas enfim...
Eu adorei esse almoço, esse encontro dos dois. Achei super divertido e simples.
Acho que esses dois estão cada vez mais perfeitos.
O Kohaku ainda vai aprontar umas e outras... Vocês vão ver só.
E tenho certeza que vão adorar a visita da Rin e da Kagome ao bar e a banda de Inuyasha.
Bom, já falei de mais =x!
Referente aos comentários anteriores...
Quish – Olá! Seja bem-vinda! Fico contente por saber que a fic a agradou, faço o possível para manter a fic interessante e agitada, espero estar conseguindo.
Pois bem, também adoro essa confusão do Sesshoumaru quando se trata de Rin. Esse atordoamento gratuito que ela causa. Acho esse conflito super interessante.
Você disse tudo, eu também não teria coragem de chamar o Sesshoumaru para almoçar, eu o acho intimidador demais, mas a Rin teve essa bravura e deu uma tremenda sorte tirando uma casquinha haha!
E sobre o Kohaku, bem realmente ele realmente está impossível nessa fic! Tapa no pé da orelha? Haha ri muito quando li!
E muito obrigada pelo elogio quanto ao Shinji, eu o criei com muito amor e dedicação, fico muito feliz em saber que ele está agradando tanto. O Shinji está cheio de fã. Esse médico é um danadinho!
Beijos! Espero que volte sempre.
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Anny – Finalmente o almoço mais esperado aconteceu! Haha eu sinceramente adorei esse encontro dos dois! Achei super fofo eles trocando palavras tortas, como quem não quer nada... Achei que ficou super simples e romântico. E claro tive que dar uma apimenta pra ver se as coisas começam a acontecer.
Ah, como eu falei pra Quish, o Shinji tá fazendo o maior sucesso mesmo. E sem sombra de dúvidas seria ótimo tê-lo como amigo/médico particular. Só de pensar nos médicos que já me atenderam por essa vida me dá arrepios o_o!
Também estou adorando esse Inuyasha! É a primeira vez que eu fico satisfeita cem por cento com um Inuyasha que crio. No próximo capítulo ele aparecerá para nossa felicidade =)! E garanto que vai ser um máximo!
E com certeza o Kohaku merece umas boas palmadinhas, né? Está impossível esse menino! E pode acreditar que ele ainda vai atazanar muito a vida da nossa querida Rin.
Beijoss!
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Bruna-san – Ainda bem que você não se desesperou quando recebeu o e-mail haha! E pode ter certeza que continuarei! Só irei parar quando estiver terminado, isso eu garanto! Eu também tenho trauma com fics boas que simplesmente acabaram. Acho que é por isso que hoje em dia nem leio mais tanta fic. Teve uma do Rurouni Kenshin que eu absolutamente amava! Era incrível, um enredo totalmente inovador e de repente, não mais que de repente, a autora simplesmente resolveu parar de postar! É o fim! Fiquei depressiva (tá, também não é pra tanto XD).
E concordo plenamente com você, as fics ultimamente tem estado bem sem graça... As ideias até que são boas, mas acho que na hora de desenvolver muitas autoras deixam a desejar. Não que eu seja uma pop star do hahaha, mas também acredito que falta criatividade e enredo em algumas por ai.
Mas mesmo assim, vou ver se dou uma pesquisada e deixo uns comentários por aí por esses dias. Tenho estado muito ausente como leitora e isso é péssimo porque adoro ler fanfics.
Poxa fiquei muito satisfeita em saber que minha humilde fic está lhe agradando, de verdade.
E nossa que incrível seu namorado parecer com o Sesshoumaru que estou escrevendo. Hahaha achei super divertido isso. O meu namorado tá mais pro Inuyasha do que pro Sesshoumaru hahaha, mas tudo bem.
E com certeza o Sesshoumaru transborda confiança enquanto o Kohaku é um inseguro lunático!
Ele ainda vai aprontar muito, com certeza. E é péssimo para a Rin que gosta tanto dele. Kohaku está sendo bem egoísta, só está pensando em si mesmo, e essa é uma das coisas que com certeza não dará certo.
Obrigada mais uma vez pelo carinho =)! Você adora minhas fics e eu suas reviews!
Beijos!
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Nathi – Pois é Nathi, como eu estava citando com as outras meninas esse Kohaku está irritando todo mundo pelo jeito. E eu adoro isso hahaha! Adoro um personagem chato e pentelho que todo mundo odeia. Fico satisfeita por passar a mensagem certa, eu realmente queria atrair a antipatia de todos para ele. Nada contra o Kohaku, mas ele sempre é meu vilão preferido quando se trata da Rin. E com certeza ele não vai se tocar tão cedo que ele e Rin não tem mais a mínima chance.
E o quê você achou do almoço dos dois? Ah, eu achei muito fofo como falei antes. Espero que você goste também! Todo mundo tava esperando tanto por esse momento, tomara que eu não tenha deixado a desejar.
E sim, nosso Inuyasha vai aparecer no próximo capítulo e estará super divertido. Ele com certeza vai dar um ar cômico por aqui! Muita coisa vai acontecer no próximo capítulo =) vai ser ótimo.
Nossa a sua enfermeira errou a sua veia? Pior foi uma enfermeira que uma vez me deu a injeção errada e eu quase morri! Minha pressão caiu total! Fiquei com a língua enxada, não conseguia nem falar direito, quase desmaiei no meio do corredor do hospital, ainda bem que meu namorado me segurou e me levou pra deitar na enfermaria! Mas quase que Kaoru não está mais aqui Hahaha, pois é, é a vida né? Fazer o quê! Esses médicos e enfermeiros de hoje em dia... É por isso que queria que o Shinji fosse real.
E sobre a sua amiga, não fica triste não. A distância é realmente ruim, mas se a amizade é sincera ela não vai acabar nunca. Tenho amigos que moram longe, é realmente ruim, mas no mundo moderno como o nosso, é mais fácil não se afastar totalmente das pessoas, não se desligar totalmente. Basta estar on-line, ou dar um telefonema. Tudo vai dar certo, pode deixar.
E é lógico que gosto de recebê-la aqui. E seu comentário não foi ruim não, só por você ter tido consideração em comentar já foi ótimo!
Beijos!
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A todas vocês um grande beijo e espero revê-las em breve no próximo capítulo!
ATÉ O CAPÍTULO 8!
