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Isabella e Chris aconchegaram-se junto no chão, enquanto assistiam a cadela de olhos azuis e cabelo loiro, como Isabella gostava de pensar nela, andando no porão de pedra cavernoso. A vadia ficava olhando em sua direção, pensativamente.
— Eu vou lhe tirar daqui, Chris. Eu prometo. — Isabella sussurrou.
Chris levantou a mão, sacudindo-a suavemente até que suas correntes fizeram um suave barulho tintilando.
— Como exatamente pretende salvar-me quando você nem não pode salvar-se?
Ela olhou furiosamente para ele.
—Alguém os faça calar a boca, estou tentando pensar. — A puta loira disse.
— Se estamos fazendo muito barulho ficaríamos felizes em esperar lá fora, enquanto você pensa. Ei, não me importo de me refrescar em um carro se isso ajudá-la. — Chris disse com o sorriso mais encantador.
A puta loira rosnou sua frustração.
— Cale-se! Apenas cale-se! Vocês dois têm estragado meus planos!
— Correndo o risco de irrita-la e você rasgar minha garganta eu preciso perguntar exatamente como nós arruinamos seus planos? Você nos sequestrou. — Chris salientou.
— Planejo isto há mais de cento e quarenta anos.
— Isso é besteira, não estamos vivos por cento e quarenta anos.
— Ah, Chris, ela estava falando sobre Edward.
— Oh. — Ele fez um gesto com a mão para ela continuar.
Seus olhos frios focaram em Chris.
— A única razão que não estou rasgando sua garganta agora é porque você é um sentinela e você definitivamente vai vir a calhar.
Isabella congelou.
Chris riu.
— Moça, você está confusa. Não sei do que você está falando, mas não sou eu.
A puta loira parou abruptamente para estudá-lo.
— Não brinque comigo, garoto. Estou viva há mais de quinhentos anos, e eu posso cheirar um sentinela a cem metros de distância e você, rapaz, é um sentinela. A única questão no momento é se preciso ou não me preocupar com seu companheiro vir lhe buscar. Isso iria destruir os meus planos.
— Huh?
Ela revirou os olhos e caminhou até eles.
— Vamos ver nossa posição sobre a questão do companheiro, não vamos? — Ela agarrou Chris pela orelha e o puxou pra cima.
— Ai! — Ela puxou a camisa dele para cima e sua calça e boxers para baixo, até que eles estavam mal cobrindo sua virilha.
— Ei, pare com isso!
A puta riu.
— Oh, acalme-se, não é como se você conseguisse levantá-lo, então eu não me preocuparia se fosse você.
Chris ficou completamente quieto. Isabella assistiu o sangue sumir de seu rosto.
— Do que é que você está falando? — Ele falou calmamente, com apenas uma pitada de rachadura na voz dele.
— Que você não pode levantá-lo? Ora porque eu não sou sua companheira. — Ela correu o dedo sobre sua marca. Fumaça branca subiu dela. Ela sussurrou e puxou-o, colocando o dedo em sua boca e sugando-o gentilmente. — O negócio é real. Você é um sentinela, deixe-me assegurá-lo.
— O que quis dizer com a parte da companheira? — Chris estava concentrado como ela nunca tinha visto antes. Seus olhos nunca deixaram a cadela.
Ela riu.
— Teve medo que sua masculinidade estivesse com defeito? Ou era medo que você realmente não gosta de garotas?
As mãos de Chris cerraram em punhos.
— Estou tão feliz por ser eu a lhe dizer isso, então, pelo menos alguma caridade vem da minha noite desde que vocês dois a destruíram. Você, meu rapaz, é um sentinela e por causa disso seu pacote só quer uma mulher. — Ela levantou a mão quando ele abriu a boca para falar. —Sua companheira foi feita para você, e você para ela. Eu prometo que se eu chegar a deixar você sair daqui e conhecê-la você será capaz de realizar, as tarefas do sexo, sem qualquer problema e, o mais importante, você vai querê-la.
Ele assentiu lentamente assim que se sentou.
—É bom pelo menos saber disso. — Ele evitou o olhar de Isabella. — Aliás, não preciso mais ter aquela conversa com o pai. — Ele parecia pensativo por um momento. — Acredito que vou precisar ter uma conversa completamente diferente com ele.
— Imagina o meu alívio. — A puta disse acidamente.
—Como Isabella arruinou seus planos? — Chris perguntou. Isabella pegou a mão dele na dela.
A puta fez um gesto em direção a ela.
— Ela está grávida dele. Eu quero a criança. Garantir isso corta algum tempo de meus planos, mas agora ele não virá. Ele sabe que não vou machucá-la até o bebê nascer e você é muito valioso para mim para eu lhe machucar.
—Então, você não acha que ele virá? — Chris perguntou, com alívio colorindo seu tom.
A puta chutou uma sólida mesa de carvalho, do outro lado da sala, esmagando-a contra a parede de pedra.
— É claro que ele não virá. Não até o bebê nascer. Era única coisa que eu poderia usar para levá-lo até mesmo considerar meu plano. Agora ele tem um caminho. Ele não ama as mulheres, as usa. O bastardo é frio. Nada, nem ninguém, significa algo para ele.
— Então por que você achou que nos sequestrando o traria aqui? — Chris perguntou.
— Eu não queria você. Meus escravos foderam tudo se vocês querem saber, mas agora estou bastante feliz. Não é todo dia que recebo um sentinela inexperiente como um presente. — Ela não sabia que Edward o tinha treinado e pela expressão divertida de Chris ele lentamente foi percebendo que Edward fez. Os lábios dele puxaram um sorriso, mas rapidamente desapareceram, escondendo sua reação.
— Foda-se! — Ela chutou a mesa correspondente e a mandou voando pela sala com um grande estrondo. — Não há nenhuma maneira que aquele palhaço não saiba que você está grávida. Ele tem os sentidos mais fortes que qualquer pessoa que já conheci. Ele provavelmente sabia no segundo que aconteceu.
— Então, ele estava me usando? — Isabella não acreditava nisso, mas ele poderia.
Ela riu, um riso superior, frio e inclinou-se para baixo, descansando as mãos sobre os joelhos. — Oh, você achou que era especial? Que ele iria amá-la? Oh, que divertido.
Ela se endireitou e andou novamente, balançando a cabeça em descrença.
— Eu vou admitir que não sabia que o plano dele era com você. Ele geralmente usa uma mulher e a atira de lado. Então me ocorreu que ele ia finalmente experimentar e conceber um filho. As mãos dela se juntaram em um forte aplauso. — E agora o bebê vai ser meu.
Ela parecia perdida em pensamentos. Uma sensação de medo veio de Isabella.
— E você acha que ele vai querer você? Que ele vai ficar com você? — Isabella perguntou lentamente.
— Claro que sim, — ela cuspiu. — Você achou que ele iria ficar com você? Você está envelhecendo, enquanto conversamos. Você realmente achou que ele ia subir entre suas pernas daqui a cinquenta anos e chupar suas tetas achatadas? — Ela riu. — Não, ele não vai. Confie em mim. Edward é um sacana frio. Ele vai parar de fode-la no segundo que ele perder o interesse.
— Foi isso que ele fez com você? — Isabella estalou. A raiva dela anulou seus medos com o bebê, Chris e Edward. Pelos últimos meses ela forçou-se a aproveitar o momento e esquecer o futuro. Ela sabia que envelheceria, e que ele não. Saber que essa mulher poderia oferecer-lhe algo que ela não podia foi a última gota.
— Sua puta! — Ela espreitou-se para frente com a mão levantada, pronta para bater em Isabella. Chris moveu-se para frente de Isabella, bloqueando-a.
Tania rosnou e recuou.
—Foda-se, tampe-os na cápsula.
Dois dos homens que os sequestraram pisaram longe da porta do porão inferior. Cada homem se posicionado em ambos os lados de Chris e Isabella, puxando uma arma e apontado em suas cabeças.
— Ei! Eu pensei que você disse que precisava de nós!
—Oh, sim. Há uma coisa que você deve saber. Edward é o canalha mais frio que já conheci, mas eu sou a puta mais fria que você jamais vai conhecer. Se eu não conseguir o que quero dele, ele vai atirar em você primeiro, rapaz, depois na vadia.
— E o bebê? Se você matá-la você vai matar o bebê! — Chris puxou Isabella para mais perto, tentando levá-la para longe da arma.
Ela deu de ombros.
— Ele nunca vai morrer, e ele gosta de foder. Tenho certeza que ele vai arrumar mais alguém em breve. Claro não importa se ele finalmente me der o que eu quero.
— O que é? — Isabella perguntou.
— O que todos os vampiros querem, é claro, andar no sol e viver para sempre. — Ela deu uma risadinha.
— Se eu tivesse que lidar com uma puta como você dia e noite eu viraria gay. — Edward falou pausadamente.
Todo mundo se virou para vê-lo passear casualmente pela sala e se esparramar em uma cadeira enorme, para enfrentá-los. Ele inclinou-se, seus olhos nunca deixando Tania.
— Como você está, Tania? Há quanto tempo. — Edward disse casualmente, como se ele estivesse encontrando um velho amigo no mercado.
— Como é que você passou por minha segurança? — Tania exigiu.
— Oh. — Ele olhou por cima do ombro e acenou com a mão preguiçosamente no ar. —Matei-os, você sabe como é. — Ele disse com um encolher de ombros.
— Você matou os vampiros e os escravos?
—Sim, bem, aqueles que não fugiram de qualquer maneira. Eu tenho que lhe dizer, Tania, estou um pouco desapontado com sua seleção. Eles dificilmente lutam.
— Puta merda! — Chris engasgou.
Edward deu de ombros, despreocupado.
— Eles estavam entre eu e minha propriedade.
—Propriedade? — A voz de Isabella pareceu oca, mesmo para ela.
Ele a ignorou.
— Então, o que vai ser, Tania? Você ainda está submetendo o inferno em suas vinganças insignificantes, é isso?
— Não é insignificante.
Edward riu.
— Você realmente precisa superar isso, querida. Tenho certeza que você já comeu muitos caras e foi embora, quando ficou aborrecida.
— Ciúmes? — Ela deu-lhe um sorriso sensual.
— Nem um pouco. Foda quem você quiser, só não toque mais em minha propriedade. Você conhece as regras.
Tania andou em volta de sua cadeira, correndo suas mãos sobre os ombros dele.
—Então, quais de sua propriedade você quer de voltar?
Olhos frios do Edward correram sob Chris e Isabella. Se ele se importava, ele não mostrou.
— Diga para aqueles idiotas baixarem suas armas ou eu vou rasgar seus corações.
Ela acenou uma mão e duas armas abaixaram.
— Isso é ótimo, Edward, mas percebe que nem você será capaz de chegar lá, antes que eles atirem e, você certamente não vai ser capaz de salvar os dois. Agora me diga, é a mulher ou o bebê que você quer?
— Isso Importa?
— Não, não realmente. Tudo o que interessa é que eu consiga o que quero e não me importo como isso acontece.
— Corta essa merda e me diga o que exatamente você quer? Eu sei que seu cérebro pequeno tem feito intrigas durante o último século.
— Hmmm. — Ela se afastou dele e parou na frente de Chris e Isabella. — Abaixe-os. — Ela disse com firmeza e se afastou. Eles viram, quando o conjunto de correntes grossas caíram do teto, no local que ela saiu. No final de cada corrente tinha uma grossa braçadeira.
— O que é isso? — Chris perguntou.
Tania sorriu triunfalmente.
— Acho que pelo olhar de medo no rosto de Edward, é um déjà vu.
Isabella olhou para Edward. Seu rosto estava pálido e suas mãos estavam apertando os braços das cadeiras. Ele parecia totalmente apavorado.
Tania estendeu a mão e correu os dedos carinhosamente sobre uma das algemas.
—Para responder a sua pergunta, Edward, sim são suas velhas correntes. Acredito que estas eram as mesmas que você acordou usando. Claro, eu tive que reforçar e limpá-las. Elas são fortes, muito mais fortes. Garanto que teria sido mais barato comprar novas, mas onde está a diversão nisso? Eu teria perdido o olhar no seu rosto e isso é absolutamente impagável. — Ela piscou para ele.
Ela estalou os dedos e o homem que se escondeu no canto pisou a frente, empurrando uma mesa coberta de pano.
— Custou um pouco mais, mas acredito que fui capaz de recuperar todas as ferramentas favoritas de Caius. — Ela retirou a tampa, revelando que pelo menos uma dúzia de afiados instrumentos de aspecto bárbaro. — O que não pôde ser reparado eu substituí e claro adicionei alguns dos meus próprios ao longo dos anos, antecipando este momento.
Edward permaneceu quieto. Seus olhos se moveram lentamente ao longo de cada ferramenta.
— É claro que você não precisa fazer isso. Você pode levantar e sair a qualquer momento, nós dois sabemos disso. Eu vou ver você em nove meses, e ainda poderemos negociar. Até lá, tenho certeza que o menino e sua puta vão ser muito felizes. Vou cuidar muito bem deles. Deixe-me fazer isto e vou deixá-los sair. Você pode escolher, ela pode ter nove meses para correr, se esconder e ter o pequeno bastardo; então uma vida inteira para esconder a criança de mim. Será a única chance dela e dele também. Ou você sai e pode voltar para o bebê, mais a cadela vai ser morta e o menino vai ser minha nova putinha.
— Edward, vá embora! — Isabella implorou. Ela não sabia exatamente o que Tania tinha em mente, mas sabia que não era bom. Ele tinha que ir. Ele precisava. Ela queria ele seguro e longe daqui... e ela nunca queria ver aquele olhar de pânico cru, no seu rosto novamente.
— Não ouse deixar Isabella aqui, seu filho da puta! Eu não me importo se você estava usando ela, ou não, não a deixe aqui! — Chris gritou.
Edward olhou um pouco mais antes de se levantar. Seu rosto estava branco como uma folha. — Peço desculpa. — Ele sussurrou.
— Seu filho da puta! — Chris gritou.
— Eu sabia que você não faria isso. — Tania disse presunçosamente.
Ela não parecia chateada. Na verdade, ela parecia aliviada. Os olhos dela dispararam para Isabella por um rápido segundo e tornou-se óbvio. Ela estava com ciúmes e preocupada que Edward se preocupasse com ela. Bem, ela tinha a resposta dela. Isabella queria chorar, mas ela o amava muito, mesmo que ele não a amasse, ela precisava que ele saísse.
Chris apertou firmemente em torno dela.
— Está tudo bem Isabella. Eu vou cuidar de você.
Edward se virou e andou até Tania. Ela agarrou o fundo da camisa dele e a puxou pela cabeça, jogando-a no chão. Então ele tirou o colar de cruz antes que ela lhe pedisse.
— Se eu fosse você faria isso durar porque no segundo que eu escapar você vai virar poeira. — Ele estendeu a mão e apertou uma braçadeira em volta do pulso. Fechou com um doentio "tilintar". Levantou o outro o pulso e olhou para Tania. — Você pode fazer as honras.
Com um sorriso Tania fez exatamente isso.
— Por favor, pare! — Isabella chorou. Ela tentou puxar, se libertar de suas correntes e ir até ele, mas elas não cediam. Chris a agarrou e puxou de volta.
— Oh, não se preocupe, querida, ele não pode morrer. — Inclinando sua cabeça, ela considerou Edward. — Eu acredito que eu poderia fazer isso para sempre.
Edward ficou ereto olhando para frente sem ver nada. Ele não reagiu. Essa foi a única coisa que ele parou de dar a Caius, anos atrás, uma reação. O bastardo podia ter tido seu divertimento em torturá-lo, mas ele nunca lhe deu a satisfação de uma resposta, após os primeiros cinco anos. Ele faria o mesmo com essa vadia, não importa o quanto doesse.
Puta merda isso doía. Ela estava gostando demais. As feridas que ela infligiu no rosto, pescoço e barriga não haviam curado ainda, e, não iam por muito tempo. Ele estava perdendo muito sangue e não podia curar rápido o suficiente. O som do seu sangue pingando no chão o deixava saber que ele estava de pé em uma grande poça de seu próprio sangue.
Ele ouviu o chicote atirar através do ar e o estalo quando golpeou sua pele. Ele travou sua mandíbula.
—Não, por favor, pare! — Isabella gritou. Quando ela não estava gritando... ela estava chorando. Ela ter que ver isso, o estava matando.
Ela deixou cair o chicote no chão.
— Bem, isso não está funcionando. Vamos ver o que temos em nossa caixa de brinquedo, vamos? — Tania disse alegremente.
Ela olhou por cima da mesa e depois de volta para ele. Um sorriso perverso puxou seus lábios. Ela caminhou até ele e desapertou o cinto dele, lentamente.
— O que está fazendo? — Chris exigiu.
Tania ignorou, enquanto ela desfez as calças de Edward. Ele manteve os olhos colados a um ponto na parede.
— Oh, vamos esvaziar os bolsos antes de continuar. Não quero que nada se meta no nosso caminho.
Ela alcançou os bolsos dele, certificando-se de dar uma boa vista a Isabella. As mãos dela alcançaram e puxaram suas chaves, celular e Isabella observou que seu elegante celular sentinela preto, tinha uma luz verde piscando. Isso era estranho. Geralmente piscava vermelho quando ele tinha uma chamada ou uma mensagem de voz. Verde queria dizer
outra coisa que ele disse a ela. Levou um momento antes dela se lembrar. Ele acendeu um sinal de emergência. Ela tinha que esconder o sorriso quando Tania o jogou no chão com o resto de suas coisas.
— Você disse a ela sobre as coisas divertidas que fazíamos juntos, Edward? — Tania perguntou, provocando Isabella que estava chorando baixinho, enquanto Chris a segurava.
Edward a ignorou. — É uma pena que depois de todas as vezes não fizemos o bebê que queríamos, não é? — Ela sorriu. — Devíamos ter fodido dia e noite. Eu tenho que lhe dizer que foi uma surpresa para mim que todo o sexo que fizemos não fez nenhuma criança. Disseram-me que um Pyte masculino poderia reproduzir com um vampiro, acho que eles estavam errados.
Pela primeira vez em três horas Edward falou.
— Sim, eles me disseram que podem, — ele riu levemente. — Eu tenho um segredo para contar, Tania. Quer ouvir isso?
— Sim. — Ela disse com cautela.
Ele se inclinou para frente até que suas correntes apertaram.
— Primeiro, eu só fodi com você duas vezes, então não tente causar qualquer besteira e ambos sabemos que a única razão pela qual eu fiz isso é porque você mentiu e disse
que poderia me trazer outros, como eu. Em segundo lugar, eu nunca gozei dentro de você. Na verdade, eu tinha dificuldade em manter meu pau duro na sua buceta seca e fria. A palma da minha mão é melhor do que o que você chama de fenda. Minha semente nunca entrou em seu corpo.
Ela rosnou e gritou.
— Mentiroso!
— Eu sou? — Ele riu. — Pense de novo, quanto tempo eu durei?
Tania olhou como se não fosse responder, mas fez. Ela estava apenas curiosa, assim como Isabella e, aparentemente, Chris.
— Um minuto. Você disse que estava muito animado.
Edward abanou a cabeça.
— Chris, tampe os ouvidos por um minuto. — Chris cobriu seus ouvidos, com muito medo de Edward, para não fazer o que ele pediu. — Baby, num dia mau, quanto tempo eu demoro?
Isabella foi dividida entre o constrangimento e colocar Tania no lugar dela.
— Você era cheio de merda. Não conseguiu levantar mais de uma vez e você só o manteve por alguns minutos, no máximo, — declarou Tania. Ela correu os olhos lentamente
em Isabella e então zombou. — Além do mais ela não é um décimo de tão bonita como eu sou. Duvido que você subisse sem a ajuda de uma bomba.
Aquilo estava feito.
— Bem, — Isabella tentou soar e parecer pensativa, — você dura apenas um minuto, talvez um minuto e um meio...
— Eu sabia que você era cheio de merda.
— ...quando eu uso minha boca, mas eu acredito que o menor tempo foi dez minutos, quando me deixou dobrada sobre a parte dianteira de seu carro-patrulha, atrás do cinema. — Ela deu de ombros e sorriu. — O cinema estava fechando mais cedo, tivemos que apressar, antes que o estacionamento enchesse.
— Sua puta! — Ela se adiantou para bater em Isabella.
— Eu pensei que você ia me torturar mais um pouco. Eu sabia que você estava cheia de merda. — A voz fraca do Edward a impediu.
Tania se virou com um sorriso forçado, colado aos lábios.
— Oh, eu acredito que tive uma ideia maravilhosa. Vamos ver quanto tempo você aguenta afinal. Isabella pode cronometrar.
Ele riu levemente.
— Concordo que ter que estar entre suas pernas novamente seria tortura.
Ela estendeu a mão e correu as unhas sob seu estômago já sangrando e arranhou o caminho para baixo de seu corpo, deixando para trás cinco linhas frescas de sangue. Os músculos do estômago dele apertaram firmemente.
— Por que você não me diz como me transformar no que você é, Edward? Eu sei seu segredo, seu sangue vai me matar, mas eu sei que há uma maneira. Diga-me. — A mão dela empurrou o caminho sob a cueca dele.
Isabella sentiu seu coração quebrar. Ela não queria ver isso. Não queria vê-lo com outra mulher, não importa o motivo. Quase a matou quando ele finalmente reagiu. Ele deixou cair a cabeça para trás e cerrou os dentes da maneira que ele tinha feito com ela, tantas vezes.
Tania começou a gritar.
— Mas que diabos? — Chris se arrastou de joelhos para dar uma olhada melhor. — As calças dele estão fumando!
— Água benta, vadia, — Edward pôs para fora. — Eu sabia que você não seria capaz de resistir.
Ela puxou sua mão para fora de suas calças e começou a tropeçar, enquanto olhava para sua mão.
— Puta merda! Você pode ver isso? — Chris murmurou.
Isabella estava olhando. A mão de Tania estava irrompendo em chamas, segundos depois a chama se foi e a mão dela era só cinzas. Ela tropeçou na parede. O impacto foi o suficiente para agitar as cinzas, que uma vez foi a mão dela. Elas caíram no chão. Novos gritos deixaram sua boca.
— Minha mão, seu filho da puta! Você tirou minha mão!
Tudo o que restava da mão dela era um inchaço no final do pulso. Lágrimas escorreriam pelo rosto dela.
— Isso vai... lhe ensinar... não tocar... o que pertence a... outra... mulher. — Ele disse, ofegante. A dor na virilha era insuportável.
— Edward, você está bem? — Chris e Isabella perguntaram em uníssono.
Ele tentou acenar. O movimento provocava dor na virilha. A sensação atingiu seu estômago. As pernas dele cederam, deixando seu corpo pendurado por correntes. Ele engasgou desesperadamente antes de começou a vomitar sangue.
— Oh Deus, Edward! — Isabella gritou.
— Minha mão! — Tania gritou quando ela saiu correndo pelos fundos no porão.
Os dois homens segurando armas parecia nervosos. O terceiro correu atrás de sua ama.
— O que vamos fazer? — Perguntou um dos homens.
— Ficamos aqui! Ela vai voltar! — O outro homem se mexia nervosamente.
— Puta que pariu, eu sou um idiota. — Edward riu fracamente.
— Do que ele está falando? — Chris perguntou. Seus olhos estavam correndo entre os dois homens, muito nervosos. As armas em suas mãos estavam tremendo. — Ei! Aponte essa coisa para outro lugar, antes que você acidentalmente atire nela!
Edward tomou uma respiração profunda enquanto ele firmava seus pés. Uma vez que ele estava em pé e ereto, ele virou tanto quanto as correntes que lhe permitiam. Ele estudou os dois homens durante vários minutos antes que de perceber que não se sentia bem com esta situação.
Ele amaldiçoou sob sua respiração, enquanto estendia a mão e envolvia uma mão em volta de cada corrente, até que eles estavam apertadas. Os homens assistiram com os olhos arregalados, como todos os músculos do corpo de Edward se apertavam e se contorciam.
— Pare, senão vou matá-los! — Disse o homem, em pé sob Isabella.
Edward expirou antes de inspirar novamente. Desta vez um som de rangido alto acompanhou a ação.
— Não, você não vai. — Ele disse simplesmente.
Os sons de armas se armando fez Chris e Isabella agarrarem um no outro, procurando proteger um ao outro.
—Edward, pare! Ele vai matá-la! — Chris gritou.
— Não, com cartuchos vazios eles não vão. — Um gemido doloroso e alto irrompeu de Edward, quando ele se arqueou para trás e quebrou as correntes do teto.
Os homens viraram em uníssono e começaram a disparar contra Edward. Ele tropeçou em direção a eles, mas não se deixou cair. Isabella se forçou a assistir. Ela olhou seu corpo por buracos de bala, mas não podia dizer se havia alguma lesão fresca, desde que seu corpo já estava coberto por grandes feridas.
Mais um tiro e depois outro. O som era ensurdecedor. Com cada tiro, ela procurava algum tipo de sinal que ele estava ferido, um sobressalto, um tropeço, uma palavra, mas não havia nada, nenhuma reação.
— Eles estão com cartuchos vazios. — Chris sussurrou.
Os dois homens pareciam concordar. Eles jogaram as armas para o lado e recuaram em direção à porta pela qual sua mestra escapou.
— Vá, tenho certeza que ela vai estar com fome. — Edward caiu em suas mãos e joelhos, mas não parou de se mexer. — Isso é o que vocês são, uma refeição. Ela nunca contrataria dois idiotas que nunca seguraram uma arma antes, para mantê-los como refém. Vocês eram a minha refeição. Eu não sou um idiota.
— Não, ela nos ama. Ela nunca faria isso.
— Sim, continue pensando assim. — Chris disse secamente. — Ela deixou vocês desarmados com um Pyte seriamente chateado. Isso é amor verdadeiro.
— Porra! — Um dos homens choramingou.
— Vá, só vá. — Edward disse fracamente. Ele não olhou para os homens, quando continuou rastejando devagar para frente. Ele não parou até que deixou cair a cabeça no colo de Isabella. Com os braços enrolados em volta da cintura dela. Ele pressionou um terno beijo na perna dela.
— Edward, oh Deus, Edward. — Isabella soluçou quando, abraçou sua cabeça ao seu corpo.
— Nós precisamos sair daqui antes que a puta psicopata volte, — disse Chris. Ele pulou em pé e olhou para o teto, de onde suas correntes suspendiam. Ele usou suas correntes para puxar-se até o teto. — Elas estão em ganchos! — Ele disse com entusiasmo.
— Pode tirá-los? — Isabella perguntou, seus olhos nunca deixando a cabeça de Edward.
— Acho que sim... espere... só um pouco... — A porta para o porão explodiu para dentro. — Merda! — Chris perdeu seu domínio e caiu a curta distância no chão com um — Oomph!
Isabella chorou baixinho quando assistiu dois homens e duas mulheres de uniforme preto, entrarem no quarto com as armas desenhadas.
Uma das mulheres avistou a segunda porta e com um sinal para a outra mulher ela caminhou até ela.
— Uma vampira com uma mão, e três de seus seguidores passaram por aquela porta há mais de cinco minutos atrás. — Chris informou-os.
As mulheres assentiram com a cabeça.
— Eric, vamos ver se conseguimos alcançá-los.
— Vá. — Disse um homem com cabelo preto, curto e espetado. — Vamos ver o que temos aqui. — Os dois homens foram até eles e começaram a olhá-los.
— Este é um sentinela, sem acasalamento. — O outro homem disse, depois que olhou rapidamente sobre Chris. Ele passou uma mão em seu cabelo loiro sujo, suspirando.
— Liberte-o. E quanto a mulher e este homem? — Eric correu os olhos sobre um rasgado e sangrado Edward. O outro homem agarrou Isabella pelo braço, puxando-a para seus pés. Edward rolou dela para o chão sem fazer barulho.
— Ei, cuidado com ela, ela está grávida. — Chris estalou.
— Desculpa, — murmurou o homem. Ele procurava em Isabella marcas de mordida. —Uma última coisa. — Ele puxou uma cruz e a apertou contra a testa dela.
Nada.
— Ela é humana.
— Bom, tire as correntes dela então. — Disse Eric.
— O que fazemos com isto? — O homem loiro empurrou Edward e pressionou a Cruz na cabeça dele. —Acho que ele é humano.
Eric suspirou enquanto se curvava e afastava os lábios do Edward separados.
— Grandes presas para um humano, não é?
— Puta merda!
— O que ele é?
— Ele é uma espécie de sanguessuga. — Eric olhou Edward.
— O que fazemos?
— O que deve ser feito. Mate-o.
— Não, pare! — Isabella afastou o homem e caiu na frente de Edward. — Pare!
— Oh ótimo, uma puta por presas, — disse o homem loiro com óbvio nojo. — Mova-se, temos um trabalho a fazer. Não sei o que está criatura disse, mas você está realmente em perigo.
— Senhora, realmente preciso que você se mova. — Eric disse quando tentou agarrá-la.
— Não! Ele é um de vocês! Ele é um sentinela!
— Não, senhora, ele não é. Ele é um vampiro ou um demônio. —Eric disse suavemente, provavelmente esperando não assustá-la.
Isabella limpou o rosto dela freneticamente com as costas das mãos.
— Não, olhem. — Ela empurrou Edward de costas com grande dificuldade. Chris agarrou um ombro e a ajudou. —Vejam? — Ela apontou para a tatuagem.
— Senhora, tudo que vejo é uma tatuagem sangrenta. — Disse Eric.
— O quê? — Ela olhou de perto apenas perceber que estava completamente coberto de sangue. Ela usou a mão para tentar limpá-lo embora só para manchá-la e deixar ainda pior. Ela viu uma garrafa grande anexada ao cinto do homem e a agarrou.
— Senhora, espere! — Ela não o ouviu. Abriu a tampa e derramou o líquido sobre sua tatuagem. O sangue foi lavado, revelando sua tatuagem. Então ela derramou o líquido sobre o seu rosto, lavando o sangue longe do seu rosto e corpo, até que seus ferimentos ficassem visíveis contra a pele bronzeada.
— Isso não era água benta, Eric?
— Sim. — A voz de Eric foi superficial.
— Então por que não ele está gritando e explodindo em chamas?
— Porque ele é um sentinela! Estou tentando lhe dizer. Olha a tatuagem! Ele foi marcado. Ele é um Pyte!
— Um Pyte? De jeito nenhum. — Eric pisou mais perto e olhou a tatuagem e correu um dedo sobre o desenho intricado. — Eu serei amaldiçoado. Ele é um dos nossos. Eu não via essa marca há cinquenta anos. — As sobrancelhas de Isabella dispararam. O homem não parecia mais velho do que vinte e cinco, no máximo. — Não acredito que temos um Pyte. Pensei que era uma merda de faz de conta. John, olhe para isso. — Ele apontou para o símbolo no meio da tatuagem.
— Por favor, ajude-o. — Isabella pegou na mão de Edward e o abraçou. Ela estava tão cansada, totalmente cansada. — Por favor. — Ela se inclinou sobre o corpo
inconsciente de Edward e começou a chorar. — Por favor, apenas ajude-o.
Ele acordou ofegando por ar. Alguém ia matá-la. Alguém ia levar embora a sua Isabella. Ele esperou muito tempo. Todos esses meses de espera até que ela estivesse pronta, para nada. Ela ia morrer.
— Isabella?
Seus olhos rapidamente se ajustaram ao ambiente. Ele estava no quarto e na cama dela. Sua mão saiu para seu lado da cama para encontrá-lo vazio. Ele saiu da cama e correu para o banheiro. Antes que ele mesmo abrisse a porta ele sabia que ela não estava lá. Edward percorreu do banheiro até o quarto dele e suspirou de alívio.
Isabella estava deitada no sofá estofado, que tomou o lugar da cama, dormindo. A mesa de café na frente dela foi puxada para frente e estava coberta, com pilhas de papéis que ela tinha estado corrigindo. Ele se moveu para a sala e notou que a mesa dela estava completamente coberta também. Isso não era nenhuma surpresa. Ela era notoriamente desarrumada quando se tratava de sua mesa, foi por isso que quando decidiram transformar seu quarto em um escritório para ambos, ele insistiu em mesas separadas.
Edward caminhou calmamente até a mesa dele e virou a cadeira, para vê-la. Agora, ela parecia tão indefesa e fraca. Seu coração quebrou só de olhar para ela e pensar sobre o quanto perto ela esteve da morte.
Tinha sido um erro mantê-la em sua vida, antes dele ter lidado com Tania. A Europa tinha sido um erro também. Os Sentinels poderiam ter esperado, não havia nenhuma pressa. Chris estava são e salvo, e ele teria ficado assim se a presença de Edward não tivesse atraído uma maldita Mestre e seus escravos. Ele deixou cair a cabeça em suas mãos. Por que ele não matou a puta quando ela o fez voltar, em janeiro?
Ele tinha sido um idiota. Deixou seu coração e seu pau o conduzirem e agora ele tinha um rapaz de dezesseis anos de idade na lista de desejos de uma Mestre. Ia ser uma corrida contra o tempo. Ele tinha que deixar Chris completamente treinado, antes que fosse tarde demais. Nos últimos meses ele foi devagar, lento, tentando não deixá-lo fora de seus planos, mas agora ele tinha a porra de uma corrida para deixar sua criança no modo de combate completo, antes de eles tentassem pegá-lo novamente e eles certamente tentariam.
Tania era uma colecionadora. Gostava de ter vampiros originais e pessoas sob seu controle. Ele devia saber, ele preencheu um lugar muito procurado na coleção dela, por alguns meses, mais de cem anos atrás. Um sentinela masculino, destreinado, sem acasalamento, seria a chave para sua coleção. Uma vez que ela quebrasse seu espírito e mente para isso. Então ele poderia ser moldado em um de seus guardas pessoais ou um assassino. Ele seria perfeito para qualquer um. A proteção de Chris seria o treinamento. Era a única coisa que ele poderia fazer por ele. Isabella era uma história diferente, totalmente.
Ele olhou para ela, que murmurou algo em seu sono e se virou. Sua mão foi descansar na barriga, sobre o ventre onde seu bebê crescia. Sua vida acabaria quando ela soubesse o que aconteceria se ela sobrevivesse ao nascimento, o que não era possível.
Todos os seus anos de pesquisa, mostraram contos assustadores. Fecundar uma mulher humana era um feito muito raro para um vampiro. Isso acontecia talvez duas ou três vezes a cada século. Dessas poucas vezes era muito raro um Pyte nascer, uma criança nascida de dois mundos com potencial ilimitado. A maioria dos bebês eram natimortos, matando a mãe junto com ele ou um vampiro natural nascia.
Um vampiro natural não era diferente de um vampiro regular, exceto que nasceu não foi feito. A mãe também morreria no nascimento. Só que o motivo da morte dela era diferente. Ela morreria pela perda de sangue, quando o feto rasgaria o ventre imperturbado e atacasse o coração dela, com a fonte de sangue. Ele já sabia o que Isabella carregava, um Pyte, seu filho. Ele tinha certeza disto na manhã que percebeu que ela estava grávida. Se ele tivesse percebido que era um vampiro natural, ele a teria arrastado para uma sala de emergência e apontado uma arma na cabeça de qualquer médico que se recusasse a tirá-lo, antes que fosse tarde demais.
Era tarde demais fazer qualquer coisa agora, mesmo se Isabella decidisse interromper a gravidez. Ele cheirava a mudança a partir daqui. O útero, em um modo de dizer, tinha desligado. O DNA do bebê provocou algo no corpo dela e não havia uma arma na terra que seria capaz de penetrar o útero. Seu filho era protegido contra interferência externa. Sua mãe era uma história diferente.
Isto deveria ter sido feito há meses. Então ele não precisaria se preocupar com ela dia e noite. Era assustador pensar em todas as formas como um ser humano podia vir a se prejudicar. Ele nunca tinha pensado muito nisso antes, porque francamente, ele não dava a mínima.
Os humanos eram descartáveis e facilmente substituíveis, aos seus olhos. Todos morreriam em algum momento ou outro. Era inevitável. Ele tinha sentado e
assistido inúmeras gerações serem exterminadas apenas para serem substituídas por novas. Não havia nada que ele pudesse fazer, então ele nunca se preocupou em um nível individual. A única vez que entrou em cena para ajudar foi por uma injustiça monumental.
A Guerra Civil americana tinha o feito viajar como cozinheiro de navio para Boston em 63. Após a guerra, ele permaneceu em Boston e teve o seu primeiro trabalho de policiamento. Quando ele não podia ficar por mais tempo voltou para casa para tomar uma posição com a Scotland Yard, onde permaneceu até um pequeno acidente em novembro de 88.
Ele fodeu um grande momento. Era esperado que ele fizesse a prisão, não drená-lo, mas o que mais ele ia fazer com o sacana quando ele estava coberto de sangue? Um erro, tinha sido um grande erro ir para o plantão sem comer primeiro.
Eles lhe designaram para o posto de Whitechapel para ficar de olho nas garotas. Ele ia pegar algo para comer antes de seu turno, mas graças a essas notórias merdas, todas as mulheres do trabalho estavam hesitantes em ir para a escuridão com um homem. Então, quando o merdinha que ele estava procurando literalmente tropeçou nele o que ele ia fazer? Ele o drenou e jogou seu corpo no túmulo de um indigente. Depois disso, ele estava muito desgostoso com a falta de restrição e desistiu de sua fachada humana.
A partir daí ele se escondeu em convenções de vampiros, tentando descobrir o significado de sua vida. Ele estava procurando por algo ou alguém. Se ele soubesse que a pessoa que procurava não iria nascer por mais um século, ele teria feito um monte de coisas diferente.
Ele foi de guerra a guerra, em turnê pelo mundo, procurando a única coisa que faltava na sua vida. Após a segunda guerra se encontrava viajando de volta para os Estados onde não tinha estado desde então, para ocupar quartos em pensões por todo o país. Isso não era muito de uma vida, mais ele somente agora estava percebendo. As coisas poderiam ser tão diferentes para ele e, ele sabia a razão.
Isabella.
Ela poderia ficar com ele de agora em diante, junto com as crianças. Poderiam aproveitar a vida e viajar pelo mundo. Eles poderiam fazer a diferença neste mundo, juntamente com os sentinelas. Ele poderia ser feliz. Eles poderiam ser felizes. Ele tinha sido tão estúpido em esperar todo esse tempo.
Agora não era só sua felicidade que estava em jogo, mas a vida de Isabella estava muito na linha. Ela estava em perigo e não apenas por causa do nascimento. Tania era uma puta vingativa, bem como uma colecionadora. Ela não tinha levado a rejeição bem, mesmo durante esses anos, e sua afeição óbvia por Isabella jogou gasolina no fogo. Ela não pararia agora até que tivesse Isabella e seu filho sob o dedo.
Ele não podia permitir isso. Isabella era tudo de bom neste mundo. Ela merecia uma vida muito feliz. Ela não ia pagar por seus erros ou sofrer sozinha por seu amor. Ele tinha que corrigir isso, agora.
Ela poderia odiá-lo depois disso... e ele não poderia culpá-la. Havia uma possibilidade muito boa de que ela nunca fosse falar com ele novamente. Doía muito, mas pelo menos ela estaria a salvo. Ela estaria viva e bem. Isso é tudo o que importava. Ela poderia continuar com sua vida e encontrar outro homem, viver a vida dela e fazer o que quisesse. Doeria cada segundo de cada dia, mas ele iria encontrar a paz na felicidade dela.
Ele a amava muito para não fazer isso. Um dia ela ia entender. Ela vai entender porque ele fez isso, não só por ela, mas por seu filho também. Seu filho precisaria dela, e ele não conseguia pensar em uma mãe melhor que Isabella. Não havia escolha, ele decidiu quando trouxe seu pulso à boca e afundou as presas nele.
Lábios macios se moviam contra Isabella. Ela abriu os olhos e sorriu. Edward estava de joelhos na frente dela meio nu e curado. Não era uma má maneira de acordar, ela pensou. Ele puxou sua cabeça para trás e olhou nos olhos dela. Parecia tão sério, muito sério.
— Baby, o que há de errado? — Ela perguntou, movendo-se para uma posição sentada.
— Você sabe o quanto eu amo você? — Ele perguntou baixinho.
—Sim. — Ela correu os dedos ao longo de sua mandíbula. — Eu amo você, também. — Ela finalmente disse as palavras. Em vez da reação que ela esperava, dele a levantar em seus braços e fez amor com ela até de manhã, ele apenas acenou duramente com a cabeça.
— Você sabe que eu nunca faria nada, voluntariamente, para lhe machucar ou lhe colocar em perigo, não é?
Ele se sentia culpado sobre seu rapto. Ela devia saber que ele faria.
— Edward, está tudo bem. Estamos bem. — Ela pegou a mão dele e a apertou contra seu abdômen. — Estamos bem.
Sua mão gentilmente acariciou sua barriga lisa, enquanto ele ainda falava.
— Isabella, eu tenho que fazer algo por você. Tem que entender que eu estava planejando fazer isto por um longo tempo. Eu deveria ter feito isso muito antes disso acontecer. Se eu tivesse feito você estaria bem. Compreende o que estou dizendo?
Ela não entendia.
— Não, sobre o que é isto tudo, Edward?
— Você pode me odiar depois disso e quero que saiba que está tudo bem, só preciso que você e nosso filho fiquem bem. Só entenda isso, por favor. — Ele engasgou com as palavras.
— Filho? — Os olhos dela lacrimejaram quando ela deu-lhe o sorriso mais doce e se inclinou para beijá-lo, mas ele virou a cara.
— Por favor, Isabella, não dificulte isso para mim mais do que tem que ser. Eu já estarei no inferno depois de fazer isso.
As coisas que ele dizia começaram a clicar.
— Você está me deixando, não é? Você acha que se ficar ela vai vir atrás de mim, então você vai sair?
— Não, querida, eu nunca a deixaria. Além do mais, deixar você seria apenas abrir caminho para ela. Tania estará voltando para você não há nenhuma dúvida em minha mente. Ela estará mais determinada do que nunca agora.
Ela pôs a mão sobre a sua.
— Então, vamos sentar e pensar em alguma coisa. Nós vamos descobrir algo, juntos.
Seus olhos encontraram os dela. Seus olhos brilhantes escureceram para o vermelho ardente que ela estava acostumada, quando faziam amor.
— Eu já descobri. Eu deveria ter feito isso há meses. — Ele beijou o nariz dela. — Lembre-se que eu a amo, Isabella. Eu amo você o suficiente para arriscar perdê-la.
— Edward...
— Shhh, tudo o que importa é que você e o bebê estejam seguros. — Ela não reparou quando a mão esquerda dele agarrou seu braço esquerdo, ou mesmo quando o antebraço dele pressionou sobre seu peito. Ela notou quando ele a empurrou contra a parte de trás do sofá e ela não podia mover seus braços ou a parte superior do corpo. Ele estava com ela presa.
— Edward, o que está fazendo? — Ela exigiu.
A expressão dele estava aflita.
— Sinto muito, baby. Eu nunca planejei fazer isso assim, mas agora não há escolha. Desculpe-me.
Algo de muito errado estava acontecendo. Ela tentou se mover, ele não deu a ela nenhum espaço. Não foi até que ele levantou sua mão direita, que tinha estado pendurada ao lado dele até este ponto, que percebeu que algo muito ruim estava para acontecer. Sangue estava escorrendo pelo seu braço, de uma mordida.
— Sinto muito. — Ele disse novamente, quando levou o braço na direção da boca dela.
— Não! Edward, por favor, não! — Ela gritou. O braço continuava chegando. — Baby, por favor, seu sangue mata pessoas! Por favor, pare! Edward, não!
— Você vai ficar bem, eu juro. — Ele murmurou. Ela começou a dar-lhe pontapés e o empurrar com os pés, mas ele era como uma pedra e não cedeu sob seu ataque.
Ela abriu a boca para gritar uma última vez, quando ele se aproveitou e colocou seu pulso contra a boca dela. Ela lutou para fechar a boca, mas o pulso dele estava firmemente no lugar.
Um líquido doce e salgado derramou em sua boca. Ela fechou os olhos e forçou-se para não engolir. O nariz dela não estava coberto, então ela conseguia respirar facilmente. O sangue iria recolher na boca dela e quando ele tirasse ela cuspiria nele. Tudo o que tinha que fazer era permitir que o sangue empossasse na boca dela e ela ficaria bem, disse para si mesmo.
Ela tentou gritar quando sentiu suas presas cortarem através de seu pescoço, fazendo com que o sangue derramasse na garganta dela até praticamente estar sufocando. Lágrimas queimaram nos olhos dela quando sua boca puxou com mais força no pescoço dela. O sangue ainda não parou. Ela foi forçada a engolir ou engasgar.
Ele teve que forçar a si mesmo a ir mais devagar. O sangue dela estava tão delicioso que enviou seu corpo à velocidade máxima. Ele queria mais, exigiu mais e teve que forçar-se a relaxar. Se bebesse muito rápido ele ia drena-la, ela e o bebê. Ele precisava fazê-lo lentamente, até que sentisse o seu sangue misturado com o dela e então ela estaria para sempre salva, mesmo dele.
Isabella sentiu Edward afastar os dentes muito antes de seu pulso deixar sua boca. Ele lambeu os lábios e pareceu estranhamente aliviado.
— Está tudo bem, baby, só um pouco mais.
Ela tentou lhe dizer pra ir se foder, mas o pulso dele tornava impossível, ao invés disso ela se conformou com altos resmungados incoerentes.
— Shh, está bem, baby, você pode gritar comigo mais tarde.
Mais resmungos.
— Se lhe fizer sentir melhor, você será capaz de chutar a minha bunda, subindo e descendo a rua depois disso.
Estranhamente isso foi o suficiente para que a fizesse se sentir melhor. Ele tinha uma boa chutada na bunda vindo por seu comportamento arrogante. Ele riu levemente.
— A partir do olhar na sua cara acho que a ideia lhe agrada. — Ele afastou o pulso e rapidamente o substituiu pela boca.
Ela podia sentir o gosto de seu sangue na língua dele. Fez o seu estômago embrulhar. Ela o empurrou para longe.
— Por quê? — Ela exigiu nebulosamente. Deus ela se sentiu tão cansada, ela não dormiu? Olhou para relógio atrás dele. Sim, ela tinha, por quatro boas horas, então por que ela de repente estava tão cansada agora?
Braços fortes a pegaram. Ela abriu os olhos. Quando os fechou? —
Shh, baby, você vai dormir por um tempo agora. Quando você acordar tudo vai ser diferente. Você estará segura. Isso é tudo que importa. — Ele pressionou um beijo na testa dela.
— Eu vou chutar seu traseiro, Edward. — Ela murmurou.
Ele suspirou infeliz.
— Eu sei.
— Edward? — Sra. Buckman o chamou, enquanto ele caminhava em direção a escada.
— Sim, Eleanor? — Ele fez uma pausa ao pé da escada.
Eleanor limpou as mãos em uma toalha de cozinha.
— Faz três dias, Edward. Eu acho que deveríamos levá-la para o hospital.
— Eu vou perguntar a ela na próxima vez que ela acordar. — Ele mentiu.
— É engraçado, eu estive lá várias vezes ao longo dos últimos dias e sempre pareço chegar bem depois que ela voltou a dormir.
— Acho que a febre está realmente descontando nela.
Suas sobrancelhas se levantaram juntas.
— Se ela está tão doente, então talvez ter Chris lá não seja a melhor ideia. Ele pode acabar doente, também.
— Ele está só preocupado com ela. Ele está no escritório de qualquer forma, vai ficar bem. — Não havia necessidade de lhe dizer que Chris estava alimentando Isabella com sangue, a cada hora através de um tubo, para ajudar com a transformação, ou que, como um sentinela, ele tinha força natural para lidar com ela, se ela acordasse, quando Edward estivesse tentando caçar Tania. Até agora sem sorte. Ele só sabia que ela ainda estava na área.
Ela cruzou os braços sobre o peito e deu-lhe uma das suas olhadas severas. Foi a única coisa que o alertou para o problema real.
— Sobre isso, quando exatamente planeja fazer minha neta uma mulher honesta? Não estou muito feliz por vocês estarem dividindo a cama. Pelo menos quando você ainda tinha um quarto eu podia viver em negação, mas agora você forçou minha mão.
— Faria você se sentir melhor saber que decidi pedir Isabella para se casar comigo há quatro meses e a única coisa que me impediu de pedir foi o medo irracional que sua filha Renée criou nela?
Eleanor limpou sua testa.
— Eu tinha medo que fosse algo assim.
— Eu a amo muito e já tenho um anel pronto. No momento em que ela disser que sim eu planejo arrastá-la para o juiz de paz, antes que ela possa mudar de ideia. — Ele prometeu.
— Não, isso nunca funcionaria. — Ela disse severamente.
Ele nunca contou com a desaprovação por um casamento rápido.
— Eu tenho um amigo que é um juiz de paz. Você o arrasta até aqui e eu vou organizar um casamento, rápido e com a ajuda das crianças. É menos provável de ela correr se eu estiver vigiando a porta.
Ele riu.
— Provavelmente.
Ela assentiu com a cabeça.
— Ok, então é melhor ir lá em cima antes que seu amigo fique doente.
— Amigo?
— Sim, o jovem que ajudou você em casa no início desta semana, após o seu acidente de carro. — Isso foi como Isabella explicou seus ferimentos quando Eleanor tropeçou no quarto, às quatro da manhã.
— Bom. Eu preciso falar com ele. Obrigado, Eleanor.
— Diga a Chris que é melhor ele colocar seu traseiro aqui em uma hora para arrumar a mesa ou não haverá nenhuma sobremesa.
— Eu vou. — Ele já estava subindo as escadas e indo para seu quarto. Uma coisa que não precisava era um sentinela envolvido nisto. O Conselho sabia e iria fazer vista grossa no seu caso.
Eles não aprovavam as mudanças. Ele jurou há meses que não iria mudar ninguém. Ele só tinha uma pessoa para transformar em um Pyte. Depois o sangue dele não seria tão potente e alguém que ele transformasse depois disso, acabaria sendo apenas um vampiro, ligeiramente mais forte. Um exército de vampiros mais fortes era um verdadeiro pesadelo para o Conselho.
Agora que ele estava esperando um bebê, eles estavam em êxtase. Eles queriam ter a futura mãe entre eles, então eles poderiam ter influência sobre o bebê. Afinal este seria o quarto Pyte infantil trazido sob suas influências. Havia três garotos na Irlanda, que já estavam sob sua proteção.
Os pais deles eram sentinelas. Foi um acidente esquisito com um ataque de vampiro que uma sentinela feminina, que estava grávida na época foi transformada em uma Pyte. Isso nunca aconteceu antes na história dos vampiros. Uma sentinela sempre morria com a tentativa da mudança, mas os fetos dentro de seu ventre, de algum modo, filtraram o sangue dela e a transformou.
Foi assim que ele aprendeu a mudar Isabella. A fêmea, anos mais tarde, transformou seu companheiro quando ele estava morrendo. Ela não tinha certeza no momento de como fazê-lo, mas ela teve uma chance. Foi o mesmo que transformar um vampiro normal, com a exceção que durou mais tempo e eles tiveram que alimentar-se do outro ao mesmo tempo. A chave era degustar o sangue dele nela.
— Segure-a! — Ouviu Eric gritar do corredor.
— Você está louco? Você segure-a! — Chris gritou de volta.
— Merda. — Edward murmurou, enquanto corria para o quarto, arremessando pela porta aberta.
— Eu vou matá-lo! — Isabella gritou na direção dele.
Ela estava em pé em seu escritório, segurando uma lâmpada em sua mão. Seus olhos eram vermelhos e um conjunto de longas presas brancas estavam em sua boca.
Ela nunca havia parecido mais bonita para ele.
Amanhã postarei o resto da adaptação.
beijos e até.
