Por Trás das Lentes
Cap 7
Kabuto's Pov:
Como eu previ. O batom indicava que ela não queria ser beijada. Ela não desferiu sequer um olhar na minha direção durante toda a aula... Não que isso fizesse falta para mim, mas eu notei que ela controlava-se para que não virasse o rosto para mim.
A aula foi chata, entediante. Nada de novo, a única coisa que ma mantinha atento era olhar a perfeição do rosto da Tayuya. Ela mantinha-me 'feliz', diga-se de passagem. Hinata havia faltado à faculdade naquele dia, notei isso ao ver que o grupo de Sakura e Ino estava incompleto. Realmente me preocupo com a Hyuuga, o que pode ter acontecido com meu anjo?
A aula terminou e eu mais uma vez fiquei sendo o ultimo a sair da sala, a espera de ficar sozinho com ela. Consegui. Ela caminhava em minha direção, algo parou o mundo à minha volta. Eu não conseguia desconcentrar meus olhos dela; mas que feitiço ela fez para que eu ficasse assim com um simples olhar dela? Eu não conseguia entender. Não era eu naquele corpo, era qualquer outro ser, menos eu.
Com a proximidade consegui farejar seu perfume, era magnífico e não tinha mudado em nada desde a hora que pude sorvê-lo de perto. Era ludibriante, magnífico. Eu não conseguia entender o que ela queria fazer realmente com a minha mente, seu jogo estava dando certo, mas eu de maneira nenhuma assumiria isso!
A poucos centímetros de mim, ela ergueu-se ficando na ponta dos pés. Pegou meu queixo colocando-o para baixo, fiquei cara a cara com os seios dela. Seios já conhecidos e provavelmente excitados com a situação, eu queria saciá-los, mas esperaria até que ela fizesse o que veio fazer.
Ela veio e beijou-me a testa como uma mãe faz com o filho ao deixá-lo em frente á escola. Senti-me um completo idiota nas mãos dela, o que ela queria afinal? Estatizado, permaneci durante algum tempo; o suficiente para que ela saísse e me deixasse lá sozinho, com uma cara de 'tacho' ao vê-la se afastar.
Sai de lá realmente irritado com situação. Não estava nada feliz por ter sido feito de bobo. Cheguei a meu carro em questão de segundos e ao me olhar no retrovisor, fiquei ainda mais irritado ao ver a marca de batom vermelho deixada na minha testa por ela.
Peguei um lenço de papel, que estava no porta luvas, e limpei aquela marca rapidamente. Minhas mãos estavam suando, e eu até agora não consegui entender por que fiquei com tanta raiva daquele fato ocorrido no laboratório. Talvez meu orgulho masculino fora ferido, ou o meu coração, eu realmente não sei.
Meus ouvidos foram arremetidos a um som extremamente alto e irritante, olhei para o lado e vi aquela mulher irritante montada naquela moto mais irritante ainda... Meu sangue ferveu. Ela estava me convidando para um 'pega', era isso ou eu estava ficando louco. Não eu não estava. Ela queria um pega sim, e eu nunca deixaria que ela ganhasse de mim, afinal, com a velocidade eu me entendo melhor que ninguém.
Liguei o motor do carro e o posicionei na saída do estacionamento da faculdade, tendo-a do meu lado. Olhos nos olhos e o coração acelerando devido a raiva a adrenalina que corria em meu sangue. O sinal foi o erguer da braço mecânico que impedia nossa saída.
Arrancamos em velocidade, ela queimou pneus e derrapou a moto para fazer a curva, devido à aceleração exagerada da moto. Eu assim que alinhei o carro, pisei o máximo. Até hoje eu nunca tinha exigido real velocidade do meu carro, hoje tiraria a prova de fogo.
Corríamos pelas ruas em alta velocidade, ela por vezes passou a minha frente, ora eu assumia a dianteira. Era uma briga equilibrada, mesmo eu estando em alta desvantagem. Um carro sempre vai ser mais lento, uma moto consegue desviar do fluxo de carros com mais facilidade, mesmo assim em certas situações ela não conseguia avançar, sua moto era uma 1200 cilindrada, não uma scuter.
Passamos por um sinal vermelho, e por outro, ela não se importava com o perigo. Nem eu tinha real noção no momento do risco que ela corria. Ouvi uma sirene policial seguindo-nos, ela também percebeu, virando numa esquina bruscamente. Fiz o possível para segui-la, conseguindo com certa dificuldade.
A policia continuou sua perseguição até chegarmos a uma auto estrada. Lá nada nos deteve e conseguimos despista-los com facilidade; realmente eu daria um bom piloto de fuga. Pela viseira de seu capacete pude ver um rosto sorridente, ela estava se divertindo tanto quanto eu.
Voltamos às ruas da cidade, e com mais calma seguimos até pararmos numa sinaleira.
- Estamos empatados criança. Você me surpreendeu, pensei que fosse ser pego pela policia... rsrs... – queria pular no pescoço dela, mas contive-me ao extremo. Eu já tinha a formula para tirá-la do sério.
- Não, eu ganhei. – assim que o sinal abriu arranquei o carro sem deixara chances para ela me acompanhar. Parada, estatizada pela conclusão que havia perdido algo que ela mesma propôs, Shizune permaneceu por mais alguns segundos parada no sinal; até que as buzinas impacientes fizeram com que ela acordasse e arrancasse a moto calmamente. Sem duvidas, desta vez a vitória foi minha.
Segui para meu apartamento maia calmo. Cheguei e entreguei-me ao cansaço mental e físico. Apenas joguei-me na cama, de forma desajeitada. Se eu dormisse desta forma certamente no dia seguinte eu estaria com dor nas costas, mas não resisti o quão aconchegante tal posição se tornou. Dormi assim mesmo.
Narração:
Após sair da casa de Kabuto, Hyuuga Hinata seguiu para sua residência. Ao chegar recebeu um recado dos pais, que lhe foi entregue por um dos empregados:
"Voltaremos dentro de cinco dias, esperamos que fique bem. Afinal temos o Neji que está cuidando de você. Qualquer coisa nos ligue."
A menina leu incrédula, ela ficaria mais cinco dias sob tutela de Neji, fato que não agradava nem um pouco. Ela seguiu para seu quarto, entro despiu-se e entrou em seu banheiro.
Abrindo a porta que separava a banheira do resto do banheiro, Hinata ficou perplexa com a cena que viu. Neji estava dentro da sua banheira, com os seus sais de banho, no seu quarto... Ele estava sentado sob a borda da banheira, tendo em seu colo Tenten movimentando os quadris arduamente, a fim de inundá-lo de prazer.
A mente da Hyuuga pareceu não processar a informação. Neji, seu amor, seu primo... Transando com a namorada vagabunda dentro da sua banheira! Aquilo era demais para a Hyuuga. Seus olhos ao invés de abrigarem lágrimas, tomaram um brilho inundado pela raiva e pelo desprezo à atitude do primo.
- Estou interrompendo o casal? – falou ela sarcástica. – Desculpem o incomodo, mas eu queria usar a minha banheira... Neji você tem uma no seu quarto, porque não a usa?
Neji ao perceber a presença da prima apenas sorriu satisfeito, mas ao ter mais atenção a situação percebeu um detalhe importante: Hinata estava nua. Ele corou e sua excitação pela morena que estava sobre ele pareceu desaparecer no mesmo instante; o que Tenten percebeu imediatamente. Ela não conseguia entender, mas ao perceber que ele estava 'mole' dentro de si, aumentou o ritmo dos quadris tendo a intenção de recuperar a avidez do parceiro. Nenhum resultado foi obtido por ela e ele continuava atônito com o olhar fixo na prima.
- Hi-hinata... – Neji pronunciou com a voz rouca. Tenten ao olhar para trás e encarar Hinata percebeu o porquê do repentino desinteresse de Neji. Ela tinha inveja da Hyuuga, seu corpo era extremamente feminino, ao contrario do dela, que por mais que fosse perfeito em músculos deixava a desejar quando se tratava em mostrar curvas femininas.
- Eu acho que eu não tenho mais nada a fazer aqui... estou indo. – Tenten levantou-se, deixando Neji nu e revelando sua 'impotência'. Ela saiu e vestiu um roupão que estava pendurado num cabide ali perto. – Faça bom proveito, eu não preciso mais dele. Alias... Ele não quer mais o que eu tinha a lhe oferecer...
As palavras da jovem deram vitória à Hyuuga que ria por dentro ao constatar a situação que Neji criara para si mesmo. Ele estava desmoralizado, impotente e ainda por cima fora ridicularizado pela mulher que o acompanhava. Nada poderia estará mais perfeito para ela.
- Você realmente me envergonha. Definitivamente eu fiz a melhor escolha ficando com o Kabuto. Pelo menos ele não é broxa como você...
Aquelas palavras não só feriram o orgulho de Neji, como também fizeram com que o lacre que continha seus piores sentimentos se rompesse. Nada deteria aquele homem ferido... Ele perdeu a cabeça e nada poderia pará-lo.
- Sua vagabunda! Eu vou te mostrar... – ele pulou em cima dela e pegou-a pelos cabelos de forma rude, sem ter a preocupação se a machucaria ou não. Virou-a de frente para a parede e abraçou-a por trás tocando-a a intimidade. – Vou te mostrar quem é o broxa aqui...
- O que você vai fazer? Vai me estuprar... Para mostrar a sua macheza? Eu tenho ódio de você... E conforme as suas atitudes ele aumenta mais e mais... – falava ela, não baixando a cabeça para ele. Neji pareceu acordar com aquelas palavras. Ela estava certa, a cada atitude... Ele ia destruindo mais um pouco do amor que ela sentia por ele. Tudo estava sendo feito de maneira errada, estava sendo jogado no lixo por um gênio petulante e idiota que estava jogando a sua felicidade ao vento.
Num reflexo compatível com os sentimentos que invadiram a mente do Hyuuga, ele abraçou a prima e caiu em profundo pranto. Escondendo o rosto nos cabelos ônix da garota que tinha aberto seus olhos para a realidade. As mãos deslizaram para a cintura, e como uma criança abraça a mãe quando teme algo, ele abraçou-a. Nem todos tinham a chance que ele teve.
A chance de ter uma redenção, de voltar atrás em tudo e recomeçar do inicio, como se nada tivesse acontecido. Hinata apenas passou suas mãos pelos braços do primo afastando-o, e trazendo-o para um abraço novamente, desta vez peito com peito, de frente um para o outro, sem ter nada a esconder.
Pela primeira vez na vida Hinata estava presenciando o choro do primo, nem quando pequeno que ele apanhava do tio pelas travessuras, derramou uma lagrima sequer. Algo havia mudado no coração seco do Hyuuga, ela não conseguia nem queria entender o que exatamente havia mudado. Bastava saber que ele estava disposto a estar ao lado dela.
Estar ao lado dela era o que movia o coração do outro a fazer coisas tão inescrupulosas, o que o movia era o amor. Sempre amou a prima e nunca fora capaz de admitir seus sentimentos, por medo talvez. Medo de que ela o rejeitasse; que a família não permitisse; que ele fosse um idiota em pensar que ela estaria interessada nele. Enquanto ela não tinha pretendentes ou não dava qualquer sinal de envolvimento claro com algum homem ele estava despreocupado... Queria apenas suprir suas necessidades masculinas com aquela garota.
Fato este que desencadeou um serie de acontecimentos que foram extremamente ruins para ele mesmo. Como era burro. Como não percebeu que seus atos infantis tinham tanta influencia no comportamento da prima? Como nunca notou...
- Neji... – os olhos perolados se encontraram e nenhuma palavra mais foi acrescentada ao sofrimento deles. Um beijo tenro, sincero, apaixonado surgiu dentre aqueles lábios que nunca haviam se tocado. O peito dos dois se inundou por um sentimento diferente, nunca antes sentido por eles. Prazer? Não.
Prazer era o que sentiam ao se entregar a outros; ela ao entregar seu corpo à Kabuto, que com toda gentileza fez-la mulher; ele quando supria sua necessidade com outras mulheres... Tudo mudara naquele momento.
O beijo rompido, narizes colados esfregando-se num ato de genuíno carinho.
- Eu te amo... Me perdoa... – a voz rouca e alterada pela situação ecoou pelo banheiro e chegou à porta do quarto. O silencio ajudou a propagar o som, e Tenten que estava indo embora e passava pela porta escutou. Uma lágrima escorreu-lhe pelo rosto, aquela lágrima queimava. Fazia doer seu coração. Ela nunca havia amado, ou pelo menos nunca tinha notado isso. Aquele maldito havia tomado seu coração, a única pessoa que ela sabia que não podia se envolver emocionalmente, ela se envolveu. Nada mudaria este fato, e tudo que ela pode fazer foi se retirar, sem nada a dizer.
- Por que fez isso comigo? Por que me machucou tanto... Por que você esperou tanto para dizer isso? – Ela queria entender, e esse era o momento perfeito. Ele estava abalado, sensível. Se deixasse passar esta oportunidade nunca saberia o que passava pela mente aquele garoto que se dizia homem apenas por que dormia com mulheres.
- Eu precisava de uma mulher, você nunca olhou para mim... – ele afastou-se e pegou uma toalha para cobrir-lhe o sexo, enrolando-a na cintura prosseguiu – nunca deu qualquer esperança para que eu pudesse me aproximar de você... – ele apenas sentou-se a beira do deck e apoiou a cabeça nas mãos que tinham como apoio os joelhos. As lagrimas molhavam o chão, Hinata conteve-se em secá-las.
- Antes que você pergunte... eu não me arrependo do que fiz. Kabuto se tornou alguém especial para mim, foi um cavalheiro e me deu suporte todo o tempo que você feria meu coração.
- Então é mesmo verdade... Você se entregou a ele... – as lágrimas dele intensificaram-se com a confirmação vinda da prima. Não podia ser ferido mais gravemente, seu coração estava em frangalhos, talvez não fosse possível para ele continuar com um clima romântico naquele momento.
- Você sabe que eu não o amo. Sabe que você está dentro do meu coração e que nada nem ninguém irá tirá-lo daqui. Eu quero você Neji... Quero ser sua. – os olhos da Hyuuga encheram-se de lágrimas, ela não conseguia conter as emoções num momento como aquele.
Os olhos frios do Hyuuga percorreram o corpo da jovem que permanecia nua, encostada na parede fria do banheiro. Ele queria encontrar qualquer marca deixada por ele, não encontrou nada. Realmente ele tinha sido um cavalheiro ao tomá-la para si, ao ver de Neji era impossível possuir uma mulher sem deixar nela marcas de sua passagem por seu corpo.
Contrariando todos os seus princípios e ferindo ainda mais seu próprio orgulho, ele aproximou-se dela e beijou-lhe os pés. Subindo os beijos pela perna, passando pela barriga, contornando os seios até chegar aos lábios. Quando atingiu-os tomou-os para si, esquecendo-se de que a poucos instantes estava com outra, e desconhecendo que ela estivera com ele durante a tarde.
Tudo fora apagado. Todos os vestígios de qualquer ressentimento que pudesse haver na mente ou no coração deles foram apagados com aquele beijo. O amor venceu, e eles se entregaram pela primeira vez ao sexo feito com carinho, com sentimento. Fizeram amor.
--xXx--
Desculpem a demora... E assim que eu tiver tempo responderei os reviews individualmente. Os erros de português... desconsiderem... assim que tiver tempo corrijo-os e reposto o capitulo! xD
Espero que tenham gostado e espero seus comentários.
Não esqueçam... sem dois reviews não continuo a fic!
xD
bjão a todos!
