Oi eu estou de volta com mais um capítulo, desculpem-me pelo atraso, mas para vos compensar fi-lo extra grande e com montes de situações divertidas, muitos encontros e encontrões... Espero que gostem do fundo coração...

Leila – obrigado pela review, e as frequência correram-me muito bem, este capítulo demorou mais tempo para ficar perfeito.

Gaby – Ainda bem que gostas da fic, e espero que continues a ler...

Mannu Slytherin – Neste capítulo á mais emoções entre o Syaoran e a Sakura, tal como entre o Eriol e a Tomoyo entre outros. Sim o Syaoran é mal-humorado mas também muito brincalhão e por isso mesmo a Sakura vai-lhe ensinar uma lição, as coisas entre os dois aquecem neste capítulo mas só no próximo é que vai pegar fogo. O Eriol e a Tomoyo ainda só se falam devido aos seus primos mas talvez para o capítulo 9 ou 10 vai começar a rolar um clima. O Toya chamou kaijuu ao Syaoran, pela maneira como ele entrou dentro da casa. Mal posso esperar para ler o teu próximo capítulo da tua fic. E espere que gostes deste.

Aggie18 – Ainda bem que gostas da fic, esta é a minha primeira portuguesa, mas daqui a pouco vou começar outra. E sim o Syaoran vai visitar a sua irmã, mas vai sair de lá molhado... Ups... Lê para ver do que eu estou a falar.

Littledark – Mas isso é o que é giro eles discutirem, aprenderem a voar... Lê e vê se gostas.

Mais uma vez rogo-vos que me perdoem pelo atraso, mas foi um tanto complicado, escrever este capítulo, entre a falta de tempo e os bloqueios de ideias...

7-Encontrões e Encontros

N a casa dos rapazes

"Eriol, o que se passa com o Syaoran?" – perguntou o Toya.

"Não sei...Mas acho que se chateou com alguém da Universidade..." – disse o Eriol tentando engolir o riso.

"Juro-te que quando entrou me fez lembrar a minha irmã..." – ele disse (n.a: espero que agora esteja mais claro a quem ele se estava a referir.) E com isto ele retirou-se para o seu quarto

"Tu sabes mais do que dizes." – disse o Yukito num tom sério (n.a: Yué entra em acção)

"Não sei n-"

"Sabes sim...E sabes até com quem é que ele se chateou. E porquê!"

"Sei, foi uma rapariga no campus. Embateram de frente os dois, ele sujou as calças preferidas e disse-lhe para elas as lavar, mas segundo ele disse-me que ela o tinha mandado levar a boca..." – desata a rir, o Yukito junta-se a ele.

"Sei quem possa ter feito isso...Mas só depois de muito irritada..." – ele falou para si mesmo mas alto suficiente para o Eriol ouvir – "Nahh, é impossível ter sido ela..."

"Ela quem perguntou o Eriol curioso..."

"Uma pessoa que eu conheço... E tu não estás assim tão feliz porque o teu primo levou uma resposta torta de uma rapariga...pois não?"

"Não, eu vi um anjo, e estava a ter um conversa agradável com ela até um demónio de olhos verdes a apressar..." – ele foi interrompido por uma arfada do Yukito .

"Tu disseste olhos verdes?"

"Sim" – entretanto entra o Kay.

"Olhos verdes...Devem estar a falar da Sakura..." – e antes que pudesse dizer alguma coisa o Yukito lançou-lhe um olhar mortífero para ele se calar. O Kay fez melhor que isso. Ele retirou-se para o seu quarto.

"Não sei o nome dela mas parecia um furacão... E eu nunca vi o Syaoran tão chateado por miúda alguma..."

"Ela só por acaso não tinha cabelo castanho para o tom de mel, pois não?"

"Sim, tu conhece-la?"

"Sim é a Sakura, sabes a irmã do Toya..."

"Isto é mais sério do que eu pensava. Diz-me uma coisa ela não interfere nos negócios, pois não?" – o Eriol estava com medo que o descuido do seu primo poria em risco o contracto entre Li Corp e a Daidoudji Industry.

"Nada disso...Ela só o faz quando nos vê cansados...E obriga-nos a relaxar, como futura enfermeira..."

"E o anjo que estava com ela só podia ser..." – ele bateu com a mão na testa.

"Para estar com ela só podia ser a sua prima, e se estiveres a pensar a filha da Sonomi... Acertaste. Onde está uma geralmente está a outra..."

"Pelo menos fiz boa figura..."

"Eriol um aviso para ti e para o Syaoran, tenham cuidado para o Toya não descobrir que vocês conhecem a sua prima e irmã... Ele é super protectivo com elas..."

"Aviso anotado, agora é melhor eu subir e tentar acalmá-lo antes que ele decida ir falar com a irmã...E aí sim teríamos um problema..."

"Porquê?"

"A única que o pode mandar abaixo ou trabalhar até ao nível de raiva..."- ouviu-se um som oco vindo dos andares de cima, e os moradores a virem ver o que se passa – "que ele está!" – virando-se para os moradores – "Não se preocupem isto é normal...Deixem-me só ir lá acima antes que ele parta alguma coisa."

Mal ele acabou de dizer isso já estava a subir as escadas, com medo do que poderia estar a acontecer, a última vez que o tinha visto assim tão furioso, fora quando eram pequenos e não os queriam deixar frequentar uma escola normal, como todos os filhos dos amigos dos seus pais. "Verdade seja dita tu sempre foste muito nervoso!" – pensou o Eriol.

Os restantes moradores voltaram a fazer o que estavam a fazer em alguns Dias iriam receber dois novos moradores. (n.a: devo já avisar que no início só lhes vou dar um pouco de importância para algumas situações que vão ocorrer, se entretanto vocês gostarem do personagens posso tentar dar-lhes mais relevo.) Que iriam chegar algures nos próximos dias.

Na República Flores de Primavera

Um furacão entra com olhos verdes para o encarnado de tanta raiva que estava.

"Oi Sakura, já chegast-" – dizia a Nakuru antes de a Chiaharu, Naoko e a Rika saltaram para cima dela de maneira a taparem-lhe a boca, prevenindo que ela diga algo de errado.

"Shiuu, não digas nada. Olha para os olhos dela." – disse a Rika muito baixinho para a Sakura não ouvir.

A Meyling estava por perto e ia falar com a Sakura mas percebeu que havia algo de errado e esperou que lhe dissessem o quê.

A Sakura subiu as escadas ouvia-se os seus pés a bater no chão a casa quase estremecia, entrar no quarto, a porta a bater.

E quando elas pensavam que tudo estava bem.

"Meninas preparem-se..." – disse a Tomoyo, todas perceberam. Excepto a Nakuru, a Gabrielle, a Akizuki e a Meyling. E ouviu-se de repente um som que deve ter acordado os mortos.

"AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH! QUEM É QUE ELE PENSA QUE É? QUE RAIVA!" – ela contou até 10 respirando sossegadamente, como tinha aprendido nas aulas de yoga.

Voltou a descer as escadas, e foi para a sala. Ao passar pela porta de entrada onde estavam todas as suas colegas de casa.

"Boa tarde meninas, está um lindo dia não!" – exclamou ela como se nada tivesse acontecido.

"Boa tarde..." – responderam as suas amigas mais antigas. A Meyling foi a única que reagiu pois não entendia o que se tinha passado.

"Sakura, posso te fazer um pergunta?"

"Já fizeste, mas faz outra..."

"Bem...Eu queria saber..." – mas antes que ela pudesse terminar a Tomoyo interrompeu-a.

"Hei Kura, podias-me ir comprar-me hmmm, hmmmm, umas...umas pilhas..."

"Huh...Está bem Tommy..." – saiu para ir comprar as pilhas á Tomoyo. "Que pedido mais estranho!"

Depois dela ter saído quatro pares de olhos estavam pregados na Tomoyo, com um ar escandalizado.

"Tomoyo, nós temos montes de pilhas...Porque mandaste a Sakura comprar mais?" – perguntou a Gabrielle

"Porque a Meyling iria fazer uma pergunta á Sakura!" – disse a Chiharu.

"E que mal tem uma pergunta?" – perguntou a Kaho.

"Muito, depois do que se passou." – disse Naoko endireitando os óculos na cara.

"O que se passou...?" – perguntou a Nakuru.

"O quê tu não viste que ela estava mais calma, e a Meyling iria provocar uma tempestade." – disse a Rika num tom de voz bem doce e tão característico dela.

"Eu mas porquê? Eu só ia perguntar o que se tinha passado?" – perguntou a Meyling incrédula

"Pois isso mesmo." – disse a Tomoyo – "Isto é normal. Ela por vezes irrita-se mutio facilmente. E hoje deve ter um desse dias. Alguém eu não sei certo veio contra ela no campus. Ela foi com tudo ao chão e ele ainda teve a lata de a mandar limpar. A nossa Sakurinha pode parecer muito doce, e é de facto. Mas quando a mostarda lhe chega ao nariz, cuidado ela é uma bomba."

"Perceberam agora o porquê de nos atirarmos para cima de ti Nakuru, e da Tomoyo ter feito a aquele pedido estapafúrdio?" – perguntou a Rika. Elas abanaram a cabeça.

"Sim, mas mesmo assim..." – disse ela

"Naki, ela não te faz lembrar uma certa pessoa...A única diferença é que ela consegue controlar-se sem partir nada..."

"Tens razão..." – ela começou a rir-se sozinha.

"Quem?" – perguntou curiosa a Tomoyo.

"O meu querido e doce maninho, um dia ainda o vão conhecer..."

"Se calhar ainda faziam um belo par eles os dois." – disse a Tomoyo

"Pois, ambos têm génios fortes..." – disse a Meyling

"Ambos são teimosos..." – disse a Nakuru.

"E ambos estão solteiros." – terminou a Tomoyo.

"Uh-huh... A Tomoyo acabou de entrar no modo de arranjar um encontro para a Sakura!" – disse a Naoko

"Protejam-se ..." – disse a Chiharu com um tom de brincadeira mas cara séria. A Nakuru e a Meyling não perceberam mas...

"Isto vai ser tão KAWAII, eu já posso vê-los a entrar na igreja ela vestida de branco, e os filhos devem ser lindos, e eu é claro vou ser madrinha dos filhos e do casamento..." – dizia ela, a Naoko, a Rika e a Chiharu já estavam habituadas por isso esperaram que a Tomoyo se acalmasse, mas isso seria durante mais uns 10 minutos até chegar aos bisnetos da Sakura. Já a Nakuru e a Meyling estavam surpreendidas como ela conseguia falar tanto, tão rápido e sem respirar. Elas queriam interromper mas não sabiam como, isso também não foi necessário.

"Vais ser a madrinha do casamento de quem?" – perguntou a Sakura tinha acabado de chegar.

"Do casamento da Sakura, vou fazer os vestidos, decorar a igreja, o salão para onde iram na lua de mel..."

"Eu não sabia que eu me ia casar!" – disse a Sakura, depois apercebeu-se o que se estava a passar, as outras meninas só olhavam apara as duas, a Tomoyo ainda não tinha reparado na Sakura pois estava no mundo da fantasia com os seus olhos com estrelas – "Nem penses Tomoyo, eu não vou sair com quem tu estás a planear!"

"Mas porquê Kura? Tu estás solteira ele está..." – disse ela reconhecendo a sua presença.

"Pois e a última vez foi quem... Ah sim o Pierre que só falava de moda, e antes desse o Michael que tinha mãos a mais... Nem penses Tomoyo. E estou a falar a sério. Ou páras com isso ou eu mudo de casa..." – ela ameaçou, verdade seja dita desde os 14 anos ter tido mais coisa menos coisa que 15893 encontros era dose, com uma média de 156 encontros por semana, e 69 por fim de semana, também reagiríamos assim.

"Mas desta vez é a última..."

"E não foi o que tu disseste depois do John, e depois do Timmy, e do Michel, até ao Pierre. Tomoyo já chega... Eu sei que a Naoko ficou bem... Mas comigo nunca funciona... Porque em vez de preocupares tanto com a minha vida amorosa... Não te preocupas com a tua?"

"Mas Kura tu és a minha prima e eu preocupo-me contigo... Além do mais eu já vi quem quero namorar...UPS!" – a Tomoyo colocou as mãos na boca

"Mas que bomba esta que ouvi..." – disse a Sakura com um sorriso evidente que vai fazer a Tomoyo passar por tudo o que ela lhe fez.

"Eu não ouvi bomba nenhuma... Vocês não ouviram pois não?" – perguntou ás outras que estavam na sala, mas estavam todas demasiado chocadas com a confissão da Tomoyo para dizerem o que seja o que for – "Ó MEU DEUS o que fui eu fazer..."

"Ouvimos sim... Tu estás a gostar de alguém... AHHHHHH!" – disse a Nakuru empolgada com a notícia.

"Moyo como ele é?" – perguntou a Chiharu

"Donde é?" – perguntou a Meyling

"O que faz?" – perguntou a Rika

"Como o conheceste?" - perguntou a Naoko

"Conta-nos tudo..." – disse a Sakura.

"Meninas já chega...!"

"Não, não chega!" – disse a Rika e pela primeira vez ela falou mais alto do que é normal – "Quando eu sai pela primeira vez com o Terada tu quiseste saber tudo. Quando a Naoko começou com o Kay foi a mesma coisa e com Yamazaki e a Chiharu. Agora é a nossa vez."

"Prontos escusas de ser assim Tão bruta..." – disse ela um pouco estupefacta com a reacção da Rika, mas não foi só todas ficaram a olhar para ela.

"O que foi agora ela vai falar..." – disse certa que tinha dado resultado. Mas esqueceram-se que estavam a falar da Tomoyo.

"Bem ele é alto..." – e entretanto desapareceu da sala...

"Mas onde ela foi?" – perguntou a Meyling

"Rika, tu já sabes que a Tomoyo esquiva-se com uma facilidade extrema... Mas havemos de conseguir fazê-la falar. Temos é que lhe dar tempo. Nós já sabemos o quão tímida ela é." – disse a Sakura.

"Sim mais cedo ou mais tarde ela irá nos contar." – disse a Chiharu.

"Moyo já podes entrar nós não vamos tentar nada contra o rapaz alto e misterioso..." – disse a Sakura, e passado uns segundos a cabeça da Tomoyo apareceu na ombreira da porta da sala. (n.a: embora não existam portas tem uma entrada).

"Prometem?" – ela perguntou entrando devagar na sala.

"E nós alguma vez não cumprimos algo que dizemos...?" – disse a Naoko.

"Nós cumprimos tudo o que dizemos... Não somos como... digamos... TU..." – disse a Chiharu e todas começaram-se a rir, bem todas excepto a Tomoyo.

"Ei... Isso não é justo..."

"Mas tu és assim, é da tua natureza..." – disse a Rika – "Tal como a natureza da Gabrielle é ficar a olhar para o ar durante horas a fio a pensar no namorado e em tudo o resto, a Akizuki é estar horas a olhar a fotografia do namorado e tirar fotografias, a da Kaho limpar tudo, como é que tu tens fôlego para isso ainda me vais explicar um dia..."

"Eu simplesmente tenho."

"Tal como a natureza da Chiharu é detectar mentiras á distância, a da Rika ser meiga com todos, a da Naoko interessada em todos os géneros de livros..." – disse a Sakura – " a da Nakuru ser empolgada e da Meyling é ser barulhenta..."

"Ei eu não sou barulhenta... Só falo alto demais..."

"E é a tua natureza ser sempre alegre, ingénua mas por vezes quando a mostarda te chega ao nariz viras uma fera..." – disse a Tomoyo

"Ei isso não é muito simpático..." – disse a Sakura emburrada

"Não, não é mas é a verdade..." – disseram todas...

"Bem esta na hora de ir jantar... E dormir..." – disse a Gabrielle.

Assim elas foram jantar, e rapidamente retiraram-se todas, excepto a Sakura, digamos que para um primeiro dia tudo correu-lhe ao contrário. Finalmente o sono chegou e ela adormeceu no sofá da sala.

No dia seguinte todos nas duas casa estão com pressa para não chegarem tarde. Bem todos quer dizer a Sakura ainda estava no sofá e a Tomoyo andava que nem louca á procura dela, e em vez de ser o Syaoran a acordar o Eriol foi ao contrário...

Na República dos rapazes

"Eriol, nós estamos no ir!" – disse o Kay

"Queres boleia?" – perguntou o Yamazaki.

"Não, eu tenho que o acordar..." – disse ele – "Vá lá Syaoran... ou acordas ou eu vou chamar a tua irmã..."

"Já nem se pode dormir... Prontos já estou de pé!" – disse ele, levantando-se devagar.

"Estou lá embaixo á tua espera."

"O.k.!"

O mesmo se passava na Residência Flores da Primavera

"Alguma de vocês viu a Sakura?" – perguntou a Tomoyo

"Não. Porquê?" – perguntou a Rika.

"A cama dela não estava desfeita, e não a encontrou em lado nenhum."

"AAAAAAAAIIIIIIIII" – gritou a Sakura

"Tomoyo encontrei a bela adormecida..." – disse a Meyling que se tinha sentado em cima dela para ver um pouco de televisão antes de sair.

"Ah Sakura finalmente..." – disse ela exasperada

"Mou... Tomoyo estavas tão preocupada com o quê... Eu estava aqui a dormir até que se sentaram em cima das minhas costelas..." – disse ela – meio estabanada por ter acordado naquele preciso momento – "Mas já agora aqui é onde mesmo?"

"Sakura tu não dormiste no quarto... Como é que é?" – disse a Tomoyo

"Eu não sou assim tão pesada!" – disse a Meyling

"Não és foi só sitio onde te sentaste... Onde é que estou?"

"Tu está falar a sério?" – perguntou a Meyling, ela só acenou.

"Tu adormeceste na sala, estás no sofá..." – disse a Tomoyo

"Estou?"

"Sim... agora despacha-te senão chegamos atrasadas..."

"Está bem... Está bem..."

"Bem Moyo nós vamos indo... Até já..." – disse a Nakuru.

"Até..." – a Tomoyo subiu as escadas até ao seu quarto para encontrar a Sakura quase pronta – "Bem isso é que foi rápido."

"Tu disseste para me despachar e foi o que fiz... Bem vamos...?"

"Sim..."

Elas foram para o carro e reparam que o mesmo carro que tinham ultrapassado ontem, estava a passar pela entrada da sua casa. Mas desta vez ela conseguiu ver de relance o condutor. E o que viu fez-lhe querer repetir a proeza do dia anterior. O sorriso sereno que ela trazia no rosto tornou-se algo demoníaco, a Tomoyo olhou de relance para ela, e pensou "Aqui vamos nós outra vez!"

"Saki... olha para mim..." – disse a Tomoyo com um fio de voz.

"Sim Tommy...?" – ela olhou para a Tomoyo com um brilho diferente nos olhos e o sorriso demoníaco nos lábios...

"O que vais fazer?"

"O mesmo de ontem mas desta vez vai-me dar mais prazer..." – ela disse com um sorriso vitorioso, prende o longo cabelo e coloca os óculos de sol e faz-se á estrada.

No BMW Z4

"Syaoran ai vem o Beetle novamente..." – disse o Eriol vendo pelo espelho retrovisor.

"Nada de nada... Vou deixar-me estar na minha... Não me apetece chatear logo de manhã!" – disse ele.

"Tu é que sabes"

A Sakura vinha na medida dos possíveis de devagar... a velocidade média... está bem ela vinha a acelerar mas com segurança... A estrada dava para dois carros.

"Tomoyo chega o teu banco um para trás..."

"Está bem mas tem cuidado..."

"Não te preocupes..."

A Sakura começou a pôr-se em posição de ultrapassá-lo. Quando estava mesmo ao lado da janela do condutor ela simplesmente...

"Ei lerdo... Volta a aprender a conduzir..." – e arrancou em seguida...

No carro deles

"Ah lerdo gostei..." – disse o Eriol a rir-se que nem um doido.

"Cala a boca Eriol!" – agora sim o Syaoran estava chateado tanto que começou a acelerar para lhes passar á frente.

No carro delas

Elas estavam a chegar á porta do parque de estacionamento quando ela reparou que ele vinha a acelerar.

"O que ele pensa que está a fazer... De mim ele não ganha."

Então começou uma mini corrida para ver quem chegava primeiro ao parque. E depois quem arranjava lugar primeiro. A Sakura não conseguiu entrar por milésimos de segundos.

"Gaita... Ah mas aquele lerdo paga-mas..." – murmurava ela para si mesma.

"Agora quem é que é o lerdo..."

Mas como tudo na vida ás vezes ganha-se outras perde-se. No parque haviam dois lugares perto um do outro com um carro a separá-los. O Syaoran e a Sakura queriam metê-lo no primeiro espaço pios era o que estava mais perto da entrada do campus, mas azar o dele a Sakura abriu a curva e entrou certinha no lugar, passando de raspão á frente do carro dele. Não lhe dando outro remédio além de estacionar no outr lugar.

"Tomoyo se eu fosse a ti eu corria, bem rápido." – aconselhou a Sakura

"Nem penses que eu vou te deixar com aquele louco principalmente contigo assim vestida." – a Sakura não usava as suas habituais calças ao invés usava uma mini-saia e um top com uma camisa por cima. Uns ténis básicos, e a mochila com o material escolar.

"Brigado miga..." – ela disse.

No carro deles

"Eriol despacha-te eu quero ver quem é que teve a audácia de nos ultrapassar, chamar-me lerdo..."

"Eu já percebi o que tu queres... Vamos!" – ele disse saindo do carro.

Eles saíram do seu carro, estavam-se a dirigr para o carro delas quando viram a Sakura a sair lá de dentro.

"Oh não. Ela não!" – disse o Syaoran com a raiva novamente a tomar conta dele.

"Oh... Já vi quem é. Foi quem te mandou lavar a boca!" – o Eriol disse no gozo, mas o Syaoran já tinha os dentes cerrados, e os olhos também.

A Sakura pelo canto do olho reparou neles á entrada do campus e fez um sinal á Tomoyo que ela entendeu perfeitamente. O Eriol reparou neste gesto e depois da conversa que teve com o Yukito sobre ela, decidiu acalmar os ânimos.

Elas começaram a andar lentamente até que passaram por eles, e a Tomoyo sabia exactamente o que fazer. Devagar pôs-se do outro lado da prima, para ficar mais perto deles.

"Bom dia Miss Daidoujii!" – disse o Eriol, isto surpreendeu o Syaoran que arregalou os olhos e ficou a olhar para o Eriol como se ele tivesse duas cabeças em vez de uma.

"Bom dia Sr. Hiragiizawa!" – disse a Tomoyo, apesar de também surpreendida a Sakura foi mais discreta, mas ao ver a cara do Syaoran, não pode deixar de repara nos olhos dele "Que olhos mais bonitos..." – pensou ela, depressa saiu desse estado e começou a andar para o edifício onde iria ter aulas foi pelo meu do campus.

A Tomoyo e o Eriol continuaram a conversar até o Syaoran se aperceber que a pessoa que ele queria confrontar não estava ali. Olhou para o campus e viu-a andar até ao seu edifício lentamente como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo. Imediatamente começou a segui-la de longe até se aproximar o bastante dela.

"Bem pelo menos consegui arranjar-lhe tempo!" – disse a Tomoyo suspirando.

"Pois mas ele bem determinado nunca o vi assim."

"Eu nem sequer o conheço mas se ele pensa que vai lidar facilmente com ela está muito mal enganado... Espera e vê!" – ela disse e começou a andar.

"Mas tu não vais ver..."

"Não eu já sei como é que vai acabar. Ele deve tentar alcançá-la ela vai desviar rapidamente. Ele agarra-lhe o braço o que vai ser um grande erro pois ele vai aprender a voar. Ela facilmente vai para as aulas. E eu também. Gostei muito de falar contigo. Até outro dia." – ela despediu-se e dirigiu-se para o seu edifício.

O Eriol fez o mesmo mas seguiu de longe o Syaoran, para ver o que acontecia para se certificar se o que a Tomoyo disse era verdade se assim fosse teria mais um trunfo para chatear o seu adorado primo.

Com a Sakura e o Syaoran

A Sakura andava calmamente ainda tinha tempo para chegar ao edifício. Ela olha para trás vê-lo a chegar cada vez mais perto.

"Oh não... Bem a Moyo conseguiu-me algum tempo agora é só continuar!" – murmurou ela.

"Ei espera aí!" – ele disse tentando agarrá-la, ela desviou-se para o lado oposto.

"Não sabes que é feio agarrar sem autorização prévia?"

"Sim, mas também é feio fazer o que tu fizeste ontem e agorinha mesmo." – ele disse agarrando-lhe o braço.

"Tu vais-te arrepender de me teres tocado." – disse ela.

"Ai vou porquê?"

"Porque nunca um rapaz me tocou sem a minha autorização sem aprender uma lição."

"Ai que lição uma menina com um corpo tão frágil pode me ensinar. Como arranhar?" - ele perguntou a gozar com ela.

"Não que tal voar..."

O Eriol estava a chegar ao pé deles e estava completamente pasmado a ver que o que a Tomoyo dizia era verdade, mas o Syaoran não era como os outros, ele era mais forte do que muitos outros que ela já tinha ensinado a voar. "Mas meter-se com uma miúda de manhã depois do que ele lhe vez ontem é errado..." – pensou ele. "Vamos lá Kinomoto mostra-me do que és capaz."

Ela agarrou a camisa dele, e pode sentir os músculos dele. "Ele trabalha o físico, bem trabalhado... Sakura concentra-te... Lembra-te usa o peso dele a teu favor..." – ela pensou. E foi o que fez ela agarrou e tirou com toda a sua força, ele saiu a voara mas não par muito longe.

"Aprende uma coisa... Pede licença antes de tocar... LERDO!" – ela caminhou.

Ele ficou pasmo a olhar para as costas dela enquanto ela pegava na sua mochila e continuava o seu caminho para o seu edifício.

O Eriol estava ao pé do Syaoran e tal como estava pasmo com aquela rapariga que aparentava ser tão frágil.

"Syaoran... Tu aprendeste a voar... Espantoso..." – ele disse – "Mas aquele movimento é-me familiar" – disse ele para si mesmo.

"Está calado..." – disse ele levantando-se.

"Mas diz-me só uma coisa agora que aprendeste a voar... vais adoptar algum nome..." – disse ele a gozar come ele – "Tipo o Lobo Voador..."

"Eriol estou a avisar-te."

"Pronto já não está cá quem falou..." – ele disse para ele próprio.

Este dia iria ser maravilhoso... Pelo menos para a Sakura ela ficou muito bem disposta depois de ter ensinado mais uma pessoa a voar, mas para o Syaoran não ia ser assim. Nunca ninguém lhe tinha feito o que aquela miúda lhe fez, mas não era o que tinha acontecido no dia anterior o que estava a irritar, nem o incidente do parque de estacionamento, nem ela lhe responder, mas sim o facto que ele aprendeu a voar pelas mãos duma miúda, ele que estuda artes marciais desde que se lembra foi batido por uma miúda. Isso é que lhe deixou tão irritado. Mas tanto que ele nem deu conta de ter chegado ao seu edifício, nem a viu a falar com o Toya, nem sequer teve com atenção nas aulas. E á ida para casa quem teve que levar o carro foi o Eriol, pois senão teriam um acidente com certeza.

Para a Sakura o dia não podia ter corrido melhor, até a conversa que teve com o seu irmão, ele chamou-a de kaijuu vezes sem conta sem ela dizer nada, não replicar. Ela não deu conta pelo dia passar.

Na República Flores da Primavera

"Ai que dia mais bom..." – disse a Sakura assim que entrou na casa.

"Que bom humor... O que te aconteceu...?" – perguntou a Meyling. A Nakuru estava tão entretida a ver televisão que nem deu pela entrada do resto da moradoras.

"Venham comigo e eu conto-vos." – todas seguiram-na para o escritório.

"Bem ..." – começou a Gabrielle – "Conta-nos..."

"Okay, não stressem." – disse ela – "Eu hoje estou de bom humor porque tive a minha vingança do paspalho de ontem... Ele aprendeu a voar..."

"Eu sabia..."

"Mas fizeste o voar como?" – perguntou a Meyling. E a Sakura contou tudo do principio como se tinha passado desde o dia anterior até á chegada a casa.

Na sala de estar

Ring Ring

O telefone tocou mesmo ao lado da Nakuru, que saltou com o susto do toque estridente.

"Estou sim?" – ela perguntou timidamente

"Estou, eu queria falar com a Sakura!" – disse uma voz do outro lado da linha

"Ela ainda não chegou, mas posso saber quem fala?"

"É o irmão dela, o Toya Kinomoto"

"Ah és tu que gosta de chateá-la tanto, pobrezinha dela." – disse a Nakuru com pena da Sakura

"Mas eu só o faço porque gosto imenso dela, mas já agora quem fala?" – ele perguntou, já nem lhe interessava o motivo pelo qual tinha ligado, quem quer seja do outro lado da linha parece ser carinhosa e simpática.

"Que bom que essa é a razão, eu chamo-me Nakuru Hiragiizawa, mas todos me chamam de Naki." – ela disse – "Mas o Sr. Kinomoto..."

"É Toya, Nakuru. Sr. Kinomoto é o meu pai." – ele disse.

"Mas como eu ia dizer Sr.Kino- quer dizer Toya, porque está tão preocupado com a Sakura?"

"É que ela hoje estava tão estranha na escola, e também não nos falamos á algum tempo então estou preocupado."

"Isso é muito compreensível..."

Eles conversaram a tarde toda sobre todos os assuntos possíveis e imaginários, gostos de música, que curso estavam a fazer, e aí por diante.

No lado exterior da casa

Encontravam-se dois rapazes dentro de um BMW Z4 verde, um deles achava errado o que iriam fazer mas não podia ir contra as vontades do seu querido primo depois da vergonha que a Sakura lhe fez passar no campus hoje de manhã.

"Syao, eu tenho que perguntar tens a certeza que é isto que queres fazer?"

"Eriol, pergunta-me isso outra vez e não terás hipótese de ter filhos."

"Mas vê bem o carro dela rosa papel de rebuçado, está tão lindo..." - disse ele mas ao olhar para o Syaoran – "Prontos já não está cá quem falou!"

"Vamos!" – ele disse e saíram do carro, foram á bagageira do carro e tiraram sprays de tinta preta e foram até ao carro dela que por sorte não estava á frente da casa. Mesmo assim foram cuidadosos para não serem vistos.

Quando chegaram ao pé do carro da Sakura, agitaram as latas e começaram a desenhar e a escrever, o Eriol não o queria fazer, mas preferia enfrentar a fúria da Sakura do que a do Syaoran. O Bettle da Sakura deixou de ser tão rosa, era mais preto do que rosa, com desenhos e rabiscos e frases.

"Bora Eriol, já está pronto..."

"Sim vamos... Pobre dela..."

"Não tenhas pena até ficou uma bela obra de arte..."

Dentro da casa

As raparigas estavam todas a trocar experiências e a rirem-se do rapaz que aprendeu a voar pelas mãos da Sakura...

Enquanto isso a Nakuru continuava ao telefone.

"Olha tu amanhã estás livre ao almoço?" – o coração dela batia tão rápido que ela tinha medo que ele ouvisse.

"Sim, porquê?"

"Queres almoçar comigo?"

"Okay."

"Até amanhã..."

"Até..."

Desligaram os dois, a Nakuru ficou simplesmente a olhar para o ar com o olhar mais sonhador do mundo, nem se deu conta que todas estavam a entrar na sala, e ouviram-na a suspirar.

"Então Nakuru o que se passa?" – perguntou a Gabrielle

"Naki..." – chamou a Tomoyo

"NAKURU HIRAGIIZAWA... VÊM JÀ AQUI!" – gritou a Meyling imitando perfeitamente a voz da mãe dela.

"Ãhm... Sim mãe estou a ir!" – ela disse, mas entretanto olhou ao seu redor quando ouvi gargalhadas sem fim – "Ah Mey, não é justo!"

"O que não é justo?" – perguntou a Sakura que não tinha entendido o porquê da reacção da Nakuru.

"Sempre que eu estou a pensar ou distraída ela usa o tom de voz da minha mãe ou da mãe dela, e diga-se de passagem vocês não querem enfrentar a fúria delas."

"Mas Naki tu estavas... Tão engraçada a suspirar para o ar, não ouviste ninguém a chamar... O que se passa?" – perguntou a Meyling

"Nada tirando que amanhã não almoço com vocês... Agora vou para o meu quarto até amanhã... lalalalalala..." – ouviram-na a cantar todo o caminho para o quarto.

"Sakura..." – chamou a Tomoyo

"Diz..."

"Tu tiraste as tuas coisas do carro quando chegámos?"

"Nope, esqueci-me. Alguém faz-me companhia?" – ela perguntou e a Tomoyo e a Meyling ofereceram-se para a ajudá-la. Afinal de contas o material escolar que ela trazia não era só para ela mas para todas que estavam a cursar Enfermagem.

Exterior da casa

"Sakura tu sabes que é perigoso deixares o carro tão longe. Não sabes?" – perguntou a Meyling

"Sim, mas não havia mais lugares."

"Mey leva a Sakura para dentro agora." – disse a Tomoyo que já tinha visto o estado do carro dela.

"Porquê Tommy?" – perguntou a Sakura

"Não faças perguntas vai..." – mas era tarde demais.

"AHHHHHH... O meu carro... " – começaram-lhe a cair lágrimas dos olhos, e a Meyling só teve tempo de agarrá-la antes que ela caísse ao chão. Com grito da Sakura todas as meninas vieram cá ver o que se passava, ouviram-se suspiros de susto das amigas delas, e depois todos a tentarem acalmá-la.

Depois de calma a Sakura foi ver o estado do carro.

"Tomoyo leva as minhas coisas para dentro, e vocês também podem ir, não se preocupem. Eu estou bem."

"Tens a certeza?" – perguntou a Rika.

"Sim, vão!" – ela disse dando um sorriso triste.

"O que foi que te fizeram!" – ela disse andando ao redor do seu carro até que chegou a um lado e leu "Eu posso ser lerdo... Mas o teu carro está..." e era tudo. – "Eu mato-o. Tu vais morrer quem quer que seja."

Ela voltou para casa telefonou para o mecânico que lhe arranjou o carro todo e explicou-lhe a situação, ele iria buscar o carro no dia seguinte bem cedo, e está claro ela iria levantar-se.

No dia seguinte

Nem foi preciso o despertador tocar, ela já estava acordada e vestida quando ele tocou a Tomoyo teve o susto da sua vida.

"Sakura?"

"Sim Moyo, eu tive que acordar. Para entregar a chave. Para irmos cedo e eu não ter que ver quem me fez aquilo ao carro."

"Está bem... Mas tu como estás..."

"Sabes o problema foi só o choque de ver o carro naquele estado. De resto estou bem. Ele estava mesmo a precisar de ir á oficina."

"Okay... Até já."

Ela desceu as escadas passou pela cozinha e saiu de casa. Lá fora já estava o Tsubasa.

"Olá..." – ela disse.

"Oi, é impressão minha ou ..."

"É exactamente isso que está a pensar. Mas consegues fazer alguma coisa?"

"Claro que sim, mas a cor neste momento não tenho e a fábrica que a faz só a produz de seis em seis meses, e chegar e não chegar. Talvez só tenhas o carro pronto no final do semestre." – ele disse

"Tsu... Tanto tempo."

"É o melhor que posso fazer, aliás para ser simpático vou melhorá-lo o sistema de som."

"Está bem, mas eu no fim do semestre preciso dele."

"Eu prometo, e eu nunca te faltei a nenhuma promessa."

"Eu sei. Toma as chaves e o livrete."

"Tchau miúda e toma conta de ti..."

"Tchau Tsu."

"Tchau Tsu..." – gritou a Tomoyo da janela do quarto.

"Tchau Tommy."

Ele foi-se embora levando o carro dela. Ela entrou dentro de casa e foi tomar os eu pequeno-almoço.

"Bom dia meninas." – ela disse

"Sakura tu estás doente?" – perguntou a Naoko.

"Não só tive que entregar o carro ao Tsubasa, para ele mo arranjar. E visto estarem todas aqui, eu aviso já que o meu carro está inutilizável até ao final do semestre." – ela disse

"Mas porquê?" – perguntou a Meyling, a Nakuru estava na cozinha mas continuava a pensar no Toya e como ele seria.

"Porque o carro dela tem uma cor especial que só é feita de seis em seis meses, o mecânico não tinha nada em stock, então ela vai ter que esperar." – disse a Chiharu.

"Bem Sakura eu levo o meu carro hoje." – disse a Tomoyo – "Vamos?"

"Sim."

E pela primeira de muitas vezes todas as moradoras saíram ao mesmo tempo de casa e dirigiram-se para a Universidade.

Na República dos rapazes

Levantaram-se todos e começaram-se a arranjar, e forma mesmo todos sem excepção.

O Syaoran foi ao quarto para acordar o Eriol e qual não foi o seu espanto de o ver já acordado e quase pronto.

"Meu o que te aconteceu para acordares tão cedo?"

"Simples, sentimento de culpa..."

"Ah não estejas assim, vais ver que aquilo em pouco tempo está pronto para nova pintura."

"Sim tu é que sabes... Mas os meus sentimentos são claros..."

"Se vais ficar amuado com isso é melhor despachares-te por que eu vou-me embora."

"Estou a ir..."

Entrada do campus

A Tomoyo estacionou o seu violeta Smart for four, num lugar ao lado dos carros das suas colegas, e saiu com Sakura. Quando estavam a chegar á entrada do campus o Eriol e o Syaoran vinham do outro lado, mas mais perto.

O Eriol fez sinal ao Syaoran para parar, ele assim o fez, de facto ele até agradeceu internamente "Agora quer só ver o que ela vai-me dizer..." – ele pensou, a Sakura e a Tomoyo viram isto e só com troca de olhares decidiram o que iriam fazer. "Se ele pensa que eu lhe vou dizer algo agora está muito mal enganado..." – disse a Sakura.

Quando elas chegaram ao pé deles foi uma situação cómica de ser vista. A Tomoyo pára e a Sakura mostra que vai parar.

"Bom dia..." – disse o Syaoran, mal ele acabou de dizer já a Sakura ia a caminho do seu edifício juntamente com a Chiharu que vinha mesmo atrás delas. – "Que bicho é que lhe mordeu..."

"Queres mesmo saber?" – perguntou a Meyling.

"Olá... Ling..." – disse ele – "Sim gostava de saber."

"Que pena, mas não te vou contar." – disse ela e foi atrás da Sakura e da Chiharu, o Syaoran foi atrás da sua irmã para tentar saber o porquê dela estar assim. Mas ela simplesmente ignora-o e entra no seu prédio.

"Bom dia Miss Daidoudjii..."

"Bom dia Sr. Hiiragizawa...2

"Poderia-me explicar o que se passou coma sua amiga."

"Ah sim, pintaram-lhe o carro de preto deram-lhe cabo da pintura."

"Mas segundo sei isso arranja-se facilmente?"

"Oh sim, arranja-se se for a pintura base, mas a Sakura vai ficar sem o carro até ao final do semestre, que é quando o mecânico receberá a tinta e poderá aplicar. É que sabe senhor Hiragiizawa esta tinta só fabricada de seis em seis meses e demora pelo menos três meses a chegar á oficina e depois tem que ser bem aplicada e tudo mais. Percebe agora o que se passa com ela?" – ela disse olhando para a cara dele no final, e viu o pálido – "O senhor sente-se bem?"

"Oh sim... não se preocupe... Agora preciso de ir... até outro dia..."

"Adeus..." – ele estava completamente aterrorizado, nunca uma partida lhe pesou tanto na consciência "Syaoran quando te apanhar vais desejar estar morto..."

Mal ele entrou no edifício viu o Syaoran a falar com alguns colegas e decidiu falar do assunto mais tarde, pois o Eriol não era daqueles que agia sem pensar.

Hora de Almoço

A Nakuru estava nervosa, ansiosa e temerosa com o que iria acontecer durante o almoço com o irmão da Sakura.

Ela estava tão distraída, como sempre que nem reparou que alguém se aproximava por de trás dela.

"Nakuru?" – ele perguntou incerto.

"Sim..." – ela virou-se o que viu deixou-a pasmada, ela viu os mais lindos olhos chocolate que alguma vez tinha visto. O Toya por seu lado viu uns olhos cheios de fogo, uns olhos de cor castanha avermelhada que lhe fazia lembrar alguém.

"Prazer, eu sou..."

"Toya..."

"Sim..."

"Que bom que és tu... Eu estava com ..."

"Receio eu também... Mas vamos almoçar..." – ele ofereceu-lhe o braço e foram os dois almoçar num restaurante perto do campus.

Eles foram almoçar e passaram a tarde juntos, não faltaram ás aulas pois não as tinham nesse dia. "Ele é tão simpático, não parece nada o que a Sakura dizia dele." – ela pensou, "Ela tem tanta vida, com o seu sorriso consegue-me fazer esquecer de tudo ao meu redor!" – ele pensou.

Enquanto o Toya e a Nakuru estavam num encontro, o resto estava nas repúblicas ou nas aulas.

República dos rapazes

"Yo Syaoran preciso falar contigo." – disse o Eriol

"Espera estou a terminar..."

"AGORA!"

"Está bem, mas é melhor isto ser importante."

"Acredita é... Lembraste o que fizemos ao Beetle?"

"Sim foi genial..."

"Lembraste dos sentimentos de culpa..."

"Se é para falar disso outra vez vou-me embora."

"Não vais até eu acabar de falar!" – ele disse num tom ameaçador o Syaoran nunca tinha visto o seu primo tão sério – "Tu disseste que demoraria pouco tempo até ela ter o carro arranjado, não é verdade?"

"Sim o que é que isso tem haver com a conversa..."

"Oh tem tudo haver, tal como tem a ver com a questão dela te ignorar e a tua irmã fazer o mesmo!" – o Syaoran não estava perceber nada do discurso do Eriol – "Tu és mesmo burro. Tu sabes ao certo quando ela vai ter o carro de volta?"

"Talvez daqui a 15 dias..."

"Não tenta outra vez..."

"Daqui a três semanas, no máximo um mês..." – ele disse confiante

"Enganas-te, ela só vai ter o carro com ela no final do semestre!"

"Como é que sabes? Isso é treta a pintura de um carro não demora assim tanto."

"Pois mas a cor do carro dela não se encontra como muita facilidade e o mecânico não tem nenhuma desse tipo de tinta guardada, e não sabe quando a vai receber talvez só daqui a 5 meses e depois leva um mês a ser aplicada com perfeição. E quem me disse foi a melhor amiga dela, e eu fui falar com a tua irmã e ela confirmou. Por isso estás a ver o resultado da tua brincadeira."

"Oh meu Deus, agora como é que eu vou resolver isto..."

"Seria bom que começasses com um pedido de desculpas, quem sabe ela não te desculpasse." – e com isto ele foi para o escritório.

"Gaita, eu e o meu brilhante plano, deu em asneira... Mas agora vou ter que engolir o meu orgulho e desculpar-me..." o Syaoran ficou o resto do dia fechado no seu quarto a pensar em como resolveria esta situação.

Na República Flores da Primavera

Estavam todas na cozinha ou na sala a preparar o jantar ou a pôr a mesa, quando a Nakuru chegou.

"Bons olhos te vejam..." – disse a Chiharu – "O almoço transformou-se em lanche."

"Sim e em jantar também... Aiii aiiii" – ela disse enquanto ia para o quarto preparar-se para o seu segundo encontro com o Toya.

"Tomoyo, eu continuo o jantar mas vai ajudá-la a arranjar-se para este encontro." – disse a Sakura

E assim o resto da noite foi passado de maneiras diferentes a Nakuru e o Toya foram em mais um encontro super romântico, o Eriol estava com sentimentos de culpa tal como o seu primo, a Sakura, a Meyling e a Chiharu estavam ocupadas a fazer os trabalhos e a estudar, a Tomoyo estava a fazer um vestido para a Sakura usar.

E o tempo foi passando assim, a Nakuru saía todos os dias, a Tomoyo ajudava-a a escolher a roupa e a fazer novas roupas mas não só para a Sakura como algumas peças para as outras meninas. O Eriol depois de ver o primo falhar um monte de vezes a pedir desculpa para a Sakura decidiu ajudá-lo afinal de contas ele também participou, mas essa tarefa seria difícil, pois a Sakura ignorava-os tanto que até fazia impressão até as suas amigas notavam. Tinham-se passado três meses desde o incidente do carro e a situação mantinha-se.

"Sakura vamos?" – perguntou a Tomoyo

"Sim..." – ela disse mais alegre do que esteve nos últimos meses

"O que se passa?"

"O que queres dizer?"

"A tua alegria..."

"Oh isso, o Tsubasa telefonou-me já recebeu a tinta, e vai começar a aplicá-la..."

"Que bom..."

"Sim, hoje sou capaz de tudo, nada me vai tirar a alegria." – disse ela enquanto andava para a entrada do campus

"Nada mesmo?"

"Nada!"

"Nem mesmo, eles..." – a Tomoyo apontou para o Syaoran e o Eriol

"Nem mesmo eles, ela disse." – e quando passou por eles.

"Bom dia" – disseram os dois, mas já sabiam que só ouviriam uma resposta.

"Bom dia!" – disse a Tomoyo.

"Bom dia. Hoje está um lindo dia não acham?" – disse a Sakura com um sorriso antes de se ir embora.

"Eu acho que hoje conseguirás o perdão dela!" – disse a Tomoyo antes de seguir o seu caminho – "Adeus..."

"Mas o que estás á espera...?" – perguntou o Eriol

"Ãhm... Ah simm... Já estou a caminho." – ele vou a correr atrás dela.

"Este Syaoran nunca aprende."

Em pouco tempo ele conseguiu apanhá-la, mas não sabia como chamar a sua atenção. Podia chamá-la mas não sabia o seu nome (n.a: ao fim de três meses a tentar pedir-lhe desculpa nunca lhe passou plea cabeça perguntar ao Eriol ou mesmo á Tomoyo qual era o nome dela.), podia agarrar-lhe o braço mas isso podia resultar em voar novamente, ou podia dizer-lhe que lhe devia umas calças lavadas.

Decidiu pelo mais seguro. "Bem aqui vai nada..." – ele disse para si. E agarrou-lhe o braço, fazendo a virar-se para si. Fechou os olhos á espera de voar mais uma vez.

"Querias alguma coisa?" – ela perguntou olhando para ele – "E porque tens os olhos fechados?"

"Não me vais ensinar a voar... outra vez?"

"E porque eu faria isso?"

"É que eu agarrei-te no braço..."

"E..."

"Da última vez..."

"Sim eu sei, mas da última vez dormi mal... E provavelmente tu não sabes o meu nome... E só querias chamar a minha atenção!"

"Sim, eu sei que tu sabes que fui eu que pintei o teu carro..." – é agora ela vai-me matar, mas como não veio nada – "Mas eu não sabia que iria demorar até ao final do semestre para ele ficar pronto. Por isso, eu quero-te pedir desculpas."

"Não há problema, foi só uma partida..." – ela deu-lhe um beijo na bochecha – "Sem ressentimentos..." – ela disse. "Eu posso ter-te perdoado, mas isso não quer dizer que isto fique assim..." – ela pensou.

"Óptimo..." – ele disse ainda estabanado com o beijo que recebeu, ele estava á espera num estalo nunca um beijo. E ela foi para o seu edifício.

Mais tarde nesse dia na República das flores

"MEYLING...!" – gritou a Nakuru mal entrou dentro de casa. Com o grito da Nakuru ouviram-se vários sons na casa, como coisas a partiram-se, pessoas a caírem e alguém a descer as escadas de cu...

"Nakuru...Au..."

"Então Sakura o que te aconteceu...?" – perguntou a Nakuru ao vê-la sentada no final da escadas

"Tu..."

"Mas o que eu fiz?" – ela perguntou sem saber muito bem

"Tu gritaste o meu nome tão alto que a casa tremeu, coisas caíram e partiram-se a pobre da Sakura que vinha descer as escadas desequilibrou-se e acabou por cair... Por falar nisso estás bem Sakura..."

"Formidável, como alguém pode estar depois de descer escadas de cu... Fogo isto dói..."

"Desculpa Sakurinha, mas foi sem querer... "

"Está tudo bem, mas porque chamaste a Mey aos gritos?"

"Bem Mey querida priminha?" – ela começou

"Diz o que me queres pedir..."

"Podias vir comigo hoje no encontro, por favor... è que hoje faz três meses que começámos a sair e eu estou com receio do que ele está planear, ele disse-me que tinha uma surpresa."

"Eu não sei..." – disse ela indecisa

"Por favor..."

"Oh está bem que mal é que me irá fazer." - disse ela sabendo que não haveria maneira de sair daquela situação.

"Que bom... Agora vamos pedir ajuda á Tomoyo com a nossa roupa..." – a Nakuru disse correndo escada acima com a Meyling sendo arrastada atrás dela.

"Kura... SOCORROOOOO!"

"Não á nada que eu possa fazer..." – ela disse-lhe mas seguiu-as escada acima – "A não ser dar-te o meu apoio."

República dos Rapazes

"Ei Yuki fazias-me um favor?"

"Diz Toya..."

"Eu hoje vou pedir oficialmente a Nakuru para ser a minha namorada, mas estou receoso de estar sozinho com ela..."

"Não precisas de dizer mais nada, eu vou contigo..."

"Obrigado, Yuki to não te vais arrepender."

Eles foram-se arranjar para o encontro a quatro, eles iriam-se encontrar no restaurante. Quando estavam prontos para sair, os restantes moradores...

"Ei Toya ouvi que finalmente vais-lhe pedir..." – disse o Kay

"Ao final de três meses já não era sem tempo..." – disse o Eriol

"Importam-se de calar..." – disse o Toya

"Sabias que a palavra calar, realmente queria dizer continuem num reino muito longínquo..." – disse o Yamazaki

"Que mal é que eu fiz..." – disse o Toya

"Tu não fizeste nada, a não ser saíres com a mesma rapariga três meses sem nada mais acontecer..." – disse o Syaoran – "Por isso nós desejamo-te boa sorte e que não te engasgues no pedido..."

"Obrigado..."

"Bem está na hora de irmos..." - disse o Yukito

Na República Flores da Primavera

Depois de horas de preparação a Nakuru e a Meyling estavam prontas para o seu encontro a quatro. Estavam divinais. A Meyling usava umas calças de ganga pretas desbotadas nos bolsos e na parte de trás, com uma acentuação de ferrugem, usava um top vermelho com uma camisa branca por cima, e um casaco do mesmo tipo das calças, para terminar usava uns ténis pretos, o cabelo estava preso num semi rabo de cavalo com madeixas a emoldurarem-lhe a cara. Como maquilhagem usava sombra vermelha e lápis preto. A Nakuru usava um vestido simples preto, com umas sandálias pretas, o cabelo estava a solto e como maquilhagem usava tons claros para lhe iluminarem os olhos.

"Tomoyo..." – disse a Sakura – "Eu acho que elas estão prontas para o encontro."

"Sim tens toda a razão..."

"Bem Nakuru e Meyling divirtam-se..." – disse a Chiharu

"E não voltem muito tarde..." – disse a Naoko

"Mas levem a chave..." – disse a Rika, e assim elas foram no carro da Nakuru para o restaurante.

Restaurante Chez de Passion (n.a: desculpa pela falta de originalidade e pelo nome tão lamecha...)

Os rapazes chegaram primeiro, estacionaram o carro e foram entrando no restaurante para não perderem a reserva.

"Boa noite..." – disse um empregado medindo a roupa deles de alto a baixo.

"Boa noite" – disse o Yukito, que reparou que o Toya estava quase pronto para esganar o empregado, não por ser empregado, mas por simplesmente lançar-lhes aquele olhar de desdenho.

"Os senhores sabem que o restaurante só aceita reservas..." – disse ele mais uma vez.

"Sim Kotake eles sabem..." – disse o gerente. – "Boa noite Toya e Yukito..."

"Boa noite..." – disse o Toya desta vez.

"Suponho que a reserva está feita em nome Kinomoto?" – disse o gerente. Ao ouvir o seu último nome Kotake o empregado apercebeu-se do que fez. – "Kotake se não te importas vai até ao meu gabinete e espera lá..."

"Mas..."

"Vai..."

"Deixa-me adivinhar vais despedi-lo..."

"Não credo Toya vou colocá-lo noutro local... Agora sigam-me. Vejo que reservaste a mesa para quatro"

" Sim estamos á espera de alguém." – disse o Toya

"E esse alguém seria a tua adorável irmã!"

"Não, e eu já te disse a minha irmã não é para o teu bico..."

"Ok, quando as senhoritas chegarem eu trago-as cá. Até já."

"Até..." – disse o Yukito com o seu sorriso – "Toya acalma-te... Tu sabes que todos gostam da Sakura..."

"Eu sei..." – ele afundou-se na sua cadeira um pouco nervoso.

A Meyling e a Nakuru estavam na porta da frente do restaurante.

"Naki, vamos entrar?"

"Não ainda não..." – disse ela.

"Anda nada vai-te acontecer, tu já foste a montes de encontros come ele antes, não já?"

"Sim...mas..."

"E correu tudo bem então porque este iria correr mal?"

"Ah não sei..."

"Vamos..." – disse a Meyling entrando no restaurante, trazendo consigo a Nakuru. – "Onde ele está..."

"Ali ao pé da janela..." – ela disse num fio de voz.

"Anda tu tens que me apresentar..."

"Está bem..."

De um momento para o outro a cara do Toya iluminou-se com um sorriso o Yukito reparou nisso e ia a perguntar quando...

"Toya o que se passa..."

"Ela chegou..." – foi só o que ele disse e levantou-se o Yukito fez o mesmo. – "Boa noite Nakuru..." – ele disse beijando-lhe a mão

"Boa noite Toya..." – ela disse enquanto corava com a atitude dele -"Esta a minha prima Li Meyling..."

"Boa Noite Miss Li..." – ele disse enquanto beijava a mão dela também com um perfeito cavalheiro.

"Miss Li isso são as minhas irmãs mais velhas. (n.a: peço desculpa por não vos ter dito no capítulo três mas o número de irmãs do Syaoran é mesmo aumentando só com a irmã gémea. Ele é o irmão mais novo de cinco irmãs com uma gémea. Perceberam?) Chame-me de Meyling"

"Muito prazer Meyling. Nakuru este é um amigo meu Tsukishiro Yukito."

"Muito prazer..." – disse a Nakuru, enquanto o Yukito beijava a sua mão.

"O prazer é todo meu, principalmente porque a senhorita fez o Toya ser menos chato..." – ele disse.

"Chama-me de Nakuru, eu e a minha prima não gostamos de formalidades."

"Está bem... Muito prazer em conhecê-la Meyling!" – disse o Yukito olhando para a Meyling e entrou em transe "Que olhos mais cheios de paixão parecem pedras preciosas, e o cabelo... o que eu não dava para vê-lo solto... Mas o que estou a pensar e porque o meu coração está a bater tão depressa" – ele pensou.

"O prazer é todo meu Sr. Tsukishiro..." – ela disse olhando intensamente para ele "Que serenidade que ele demonstra, e tem um ar tão íntegro... de certeza que os olhos deles são cheios de mistérios que eu gostava de desvendar... Meyling acalma-te..." – ela pensou.

"É Yukito, Meyling."

"Certo...Sr. Tsu- Yukito..."

"Bem vamo-nos sentar..." – perguntou o Toya indicando a mesa com a mão.

"Sim..." – disse a Nakuru

O início do jantar foi um pouco embaraçoso pois ninguém dizia nada, então o Yukito e a Meyling começaram a falar de vários temas e passado algum tempo o Toya e a Nakuru juntaram-se á conversa. Quem olhasse de fora a situação acharia que eram dois casais de amigos que se conhecem á anos e estão juntos á anos.

O Yukito e a Meyling raramente conseguiam tirar os olhos um do outro, era como se algo os fizesse fazer isso. Falavam sobre bastantes assuntos e de vez enquanto davam atenção ao Toya e á Nakuru, para não se embaraçarem neste que seria o primeiro encontro deles. "O primeiro de muitos..."- pensaram os dois.

O Toya e a Nakuru falavam pouco concordando de vez enquando ou davam as suas opiniões, mas raramente tiravam os olhos um do outro tentando saber o que se passava, a razão por tanto nervosismo.

(n.a: Eu sei que não me estou a focar muito neste encontros mas esta história é para ser em torno da Sakura e do Syaoran, estes relacionamentos são para futuros capítulos e situações que iram suceder... Desculpem?)

"Bem está na hora de irmos..." – disse o Toya. Guiando-os para o exterior do restaurante.

"Meyling se me permitires eu gostava de te levar a casa." – pediu o Yukito. "Por favor diz que sim, sim, sim, sim..." – pensou ele.

"Pode ser. Nakuru não te importas pois não?" – perguntou a Meyling. "Por favor diz que não, não, não..." – pensou a Meyling

"Claro que não, mas Yukito toma conta dela."

"Não te preocupes, vamos?" – ele disse.

"Sim vamos..." – ele deu-lhe o braço e levou-a até ao carro da Nakuru.

"Toya encontramo-nos lá."

"Okay." – eles foram devagar, para o Yukito dar tempo a Toya e falar um pouco com a Meyling.

"Bem Nakuru vamos?" – perguntou o Toya

"Sim. Não tinhas dito que tinhas uma surpresa para mim?" – ela perguntou nervosa.

"Não é tanto uma surpresa é mais um pediso."

"Então qal é..."

"Eu digo-te quando eu te levar á porta de casa, para o Yuki não ficar muito tempo á espera!"

"Oh está bem."

Carro do Yukito e da Meyling

"ahem... ah..." – disse o Yukito, bem gaguejou. Tantos anos a dar conselhos aos seus amigos como falar com uma rapariga, e agora quando ele mais precisa não consegue, ele olha de lado para ela e encontra os seus olhos.

"Sim...?" – ela perguntou, agradecendo estar escuro para ele não conseguir ver o seu rosto corado, como uma menina de escola quando se apaixona por alguém.

"Bem eu gostaria de saber que gostei muito da tua companhia."

"Obrigada...Eu também gostei muito da tua companhia..." – eles estavam a chegar á república.

"Eu acompanho-te á porta."

"Não é necessário... Mas obrigado."

"Eu insisto."

"Oh está bem." – e ambos saíram do carro.

"ahem... Meyling..."

"Sim..."

"Eu gostava de saber se gostarias de voltar a sair comigo outra vez?"

"Adoraria..."

Entretanto com a Nakuru e o Toya

A viagem foi de carro foi feita em silêncio nenhum dos dois se atreveu a dizer alguma coisa até começarem a ver a casa. Dizer que eles estavam nervosos era ser simpática.

"Toya (glup) Eu adorei o jantar de hoje e conhecer o teu melhor amigo."

"Eu do jantar o que adorei foi a tua companhia... Obrigado por teres vindo."

"O prazer foi todo meu..." – ela disse saindo do carro com as mãos dadas com ele.

"Bem eu já algum tempo que tenho andado para te perguntar..." – eles pararam no meio do jardim de entrada.

"Sim..." – ela disse na expectativa de algo maravilhoso sair dele.

"Nakuru... Aceitas namorar comigo?" – ele disse

"..." – ela olhou para os olhos chocolate dele, e aproximou-se dele, diminuindo a distância entre os dois, esticou-se e beijou-o suavemente, ela queria fazê-lo á já algum tempo.

"Então queres..." – ele disse com um suspiro depois de se separarem.

"..." – ela voltou a beijá-lo, eles só não sabiam é que todas as moradoras da casa estavam á janela a observar tal como o Yukito e a Meyling do alpendre

"Eu vou considerar isso um sim..." – e voltou a beijá-lo

"E devias..."

"Ei quem diria que o meu querido maninho tinha isso tudo nele... Ei Toya não sabia que ficavas nervoso com tanta facilidade..." – a Sakura gritou da janela do seu quarto, ao ouvir a voz da sua irmã

"Sakizinha onde estás... eu mato-te KAIJUU..."

"Oh Toya não te zangues com ela, mas foi tão KAWAII ver-te derretido..."

"TOMO... já chega..."

"Ahahahahahahah..." – foi risada total, bem pelo menos entre as meninas que vieram de Tomoeda, pois nunca pensaram que o Toya pudesse corar tanto

"AAAAWWWWWWWWWW..." – foi o que o resto fez ao ver os beijos ternurentos que eles trocaram...

"Yuki vamos..."

"Sim... Adeus Meyling... até amanhã..." – ele disse ao seu ouvido, mas graças aos seu céus ninguém reparou...

"Adeus Naki amanhã venho-te buscar para almoçarmos..." – e deu-lhe um último beijo...

"Adeus Toya..."

O Toya e o Yukito voltaram para casa os dois com um olhar sonhador no rosto, mal chegaram á república repararam que os rapazes ainda estavam de pé á espera deles para saberem ao certo o que tinha acontecido, mas entre eles estavam dois bem nervosos, um escondia o nervosismo por detrás do seu sorriso enigmático o outro não conseguia. Conversaram a noite toda sobre o que aconteceu, e tiveram que explicar tudo aos irmãos das raparigas com quem saíram.

A Nakuru e a Meyling quando entraram dentro de casa ouviram um corrupio para a sala de estar e viram que estavam todas instaladas para ouvir todos os pormenores do jantar, e vinda de carro, pedido, beijos e tudo. Na parte dos beijos ouviram-se dois "EWWWWW" e "pormenores a mais, nós somos da família...", mas divertiram-se todas imenso, acabando uma após outra a adormecer na sala, as últimas duas foram a Tomoyo e a Sakura.

"Sabes Tomoyo eu também quero algo assim para mim..."

"Assim como?"

"Oras tu sabes do que estou a falar, um rapaz para tomar conta de mim..."

"Eu também... Mas quem sabe a nossa hora não está a chegar..."

"Sim quem sabe..."

E com isto adormeceram.

No dia seguinte

Foram acordando uma a uma e se levantando das posições erradas em que dormiram.

"Ah... Dói-me tudo..." – queixou-se a Gabrielle quando já estavam todas sentadas na mesa da cozinha

"Não sejas piegas..." – disse a Chiharu irritada, a Gabrielle ainda não se tinha parado de queixar desde que acordou.

"Mas dói-me mesmo..." – as suas queixas estavam a deixar todas irritadas, mas nenhuma estava o suficiente como a Sakura que estava tão bem a dormir quando ela a acordou com um grito estridente de dores...

"Cala-te... Fogo nunca ouvi ninguém queixar-se tanto por causa de uma dorzinha de NADA... Caso não tenhas reparado estamos todas assim cheias de dores, mas não nos ouves queixar... Pois não?..." – gritou a Sakura

"Mas que bicho é que te mordeu?" – perguntou ela.

"Não foi só a mim, se olhares á volta estamos todas assim... Importaste de te calar..."

"Já não está aqui quem falou..." – ela disse levantando-se da mesa.

"Precisavas ser tão directa?" – perguntou a Akizuki

"A Sakura tem razão..." – disse a Rika. – "A Gabrielle desde os últimos dois meses só se sabe queixar, é o pó está mal limpo, a comida não presta, a minha roupa não tá lavada... e a lista continua... Não me digas que não reparaste."

"Mas é porque o namorado dela não lhe tem ligado... Mas vocês tem razão isso não é desculpa para nada..."

"Pois, ela tem é que ter calma moramos todas cá em casa e se de cada vez que uma tiver um problema agir assim, isto de uma casa passa a manicómio..." – disse a Kaho

"Nós não estamos a dizer que não podemos soltar as frustrações, bem todas se lembram da Sakura..." – disse a Naoko

"Ei... eu estou aqui sabem..."

"Como eu estava a dizer, cada um liberta as frustrações da maneira que achar melhor, mas carregar e atirar e fazer com que os outros fiquem frustrados com os seus problemas não é algo aconselhado..."

"Sim eu sei..."

"Então se sabes, tu que a conheces melhor que nós explica-lhe..." – disse a Tomoyo com um sorriso, a Tao olhou para todas e estavam todas com o mesmo sorriso doce, que compreendiam a Gabrielle

"Está bem eu vou falar com ela agora." – e saiu da cozinha.

"Bem meninas, vamo-nos arranjar?" – perguntou a Tomoyo

"Está bem..."

Esse dia todas tinham algo para fazer a Tomoyo iria ás compras, a Tao e a Gabrielle iriam limpar o pó e lavar o chão, a Naoko iria sair com o Kay, a Chiharu com o Yamazaki, a Nakuru com o Toya, a Meyling iria sair com o Yukito e a Sakura sendo a mais flexível e equilibrada iria lave todas as janelas da casa.

E o dia passou assim, uns em saídas românticas e outros em limpezas, bem algo melhor iria iluminar aquele sábado, algo que poderia mudar os acontecimentos normais de segunda feira.

Ao chegar o fim da tarde a Sakura veio cá fora despejar o último balde de água, azar dos azares alguns salpicos acertaram nos pés de alguém.

"Tem cuidado com o que fazes?" – disse uma voz. Ela olhou para cima e disse.

"AH és tu... o que foi vais dissolver como um bruxo por um pouco de água?"

"Não, mas mesmo assim deves ter cuidado..."

"Não tu é que deves ter cuidado, pois estou na casa onde moro a fazer limpezas e chegas aqui sem pedir permissão... Sabias que isso é invasão de propriedade..."

"Mas... Eu estou á..."

"Não quero saber conseguiste deixar-me irritada... Com Licença..." – ela disse e entrou... "Que miúda doida..." – ele pensou. – "Mas onde diabos está a Meyling, ela disse-me que vinha ter aqui comigo.". Mas a Meyling estava quase a chegar, vinha a andar calmamente com o Yukito.

Carro do Yukito

"Bem Mey ainda bem que me convenceste a andarmos a pé. Á muito tempo que não o fazia..." – ele disse encostando-se á porta do carro.

"Nem, eu ainda bem que me acompanhaste..."

"Então até segunda..."

"Ah é verdade quase que me esquecia segunda eu vou estar no Hospital Central de Tóquio com a Sakura..."

"Oh... Então vemo-nos á noite... Se não te importares é claro..."

"Claro que não, vai ser um prazer..."

"Óptimo... Até amanhã Mey..." – ele deu-lhe um beijo na cara, entrou no carro e partiu.

"Até..." – ela disse num suspiro. Escusado será dizer que por momentos ela ficou sem reacção.

De volta á casa

A Sakura entrou dentro de casa a correr subiu ao primeiro andar foi á casa de banho encher dois baldes com água fria, e dirigiu-se para a janela donde ele estava mesmo por baixo ela mete os dois baldes ao lado dela, e abre a janela.

"A miúda é doida só pode ser o que eu disse para merecer isto..." – ele pensava,

"Psst..." – ele ouviu olhou para os lados e nada – "Psst..." – ele ouviu mais uma vez e nada – "Ei... Aqui em cima..."

Grande erro dele de olhar para cima. Ele levantou a cabeça muito lentamente, e viu-a á janela com os olhos a brilhar como uma criança que se prepara para fazer uma traquinice, ela por sua vez vê o seu olhar curioso e decide esclarecer.

SPLASH

"Ahahahahahah..." – ela riu-se ás bandeiras despregadas. Enquanto ele ficava todo molhado...

"Não teve piada... Isto não se..." - ele tentava dizer tentando enxaguar a sua roupa que nem prestou a atenção ao que ela fazia na janela.

SPLASH

"AHAHAHAHAHAH..." – ela riu-se ainda mais alto

"Mas o que se passa contigo..." – ele disse extremamente irritado

"Agora sim estás perdoado... Achavas que eu ia deixar barato o serviço que fizeste ao meu carro nem num milhão de anos... Agora estamos empatados..."

"Mas isto é..." – mas ela já tinha entrado dentro de casa. (n.a: neste capitulo ainda não acabei de ser má para o Syaoran... Não sei o que se passa comigo deve ser por tantas histórias que a Sakura é que sofre tudo... Se não gostarem digam...)

"Syaoran, não achas que és velho de mais para andares encharcado no meio da rua?" – disse a Meyling tentando suprimir o riso

"Ei... Isto foi uma colega tua que é doida, molhou-me com água com detergente os pés e depois molhou-me mais ainda..."

"Syao... Tu não vais querer que eu acredite que uma colega minha iria molhar-te de propósito só porque lhe apeteceu... Ou vais?"

"Sim... Ling eu estou a ser sincero..."

"Syao morde aqui a ver se eu deixo... Eu conheço-te, tu fizeste alguma..."

"Não fiz... aaaaatchoo..." – ele espirrou.

"É melhor ires para casa..."

"Está bem Ling..." – e ele foi para casa

"E toma cuidado..." – ela disse-lhe ao entrar dentro de casa. Passado um pouco. – "SAKURA..."

"Ei escusas de gritar eu estou aqui!" – ela disse saindo da cozinha.

"Desculpa não sabia..." – ela ia dizer mais alguma coisa quando ouviu pés a correrem pelas escadas abaixo e a porta da rua abrir-se.

"O QUE ACONTECEU?" – perguntaram todas ao mesmo tempo.

"Olá mano..." – disse a Sakura.

"Oh... É verdade desculpa Toya... Adorei o encontro..." – ela disse enquanto o beijava na ombreira da porta...

"uuuuuuuhhhhhhhh!" – disseram todas...

"Adeus Nakuru... Eu depois telefono-te" – ele disse e também se foi embora

"MEYLING O QUE ACONTECEU?" – voltaram todas a perguntar, a Sakura estava a tentar sair de fininho, pé ante pé entre a confusão que se gerou

"Sakura onde pensas que vais?"

"Ah Mey eu ia só á cozinha..."

"Mas não vais mesmo... Importaste de me explicar o porquê de dares banho ao meu irmão?"

"Ela fez o quê ao Syao?" – a Meyling olhou para a Nakuru e a Sakura mais uma vez tentou sair dali.

"Ela atirou-lhe com dois baldes água fria para cima, ele ficou que nem um pinto..."

"AHAHAHAHAHAHAH..." – riram-se todas ao tentar imaginar a Sakura a fazer uma maldade dessas, a Sakura estava ainda a andar devagarinho para sair dali...

"Nem mais um passo, Sakura!" – disse a Meyling, e a Sakura parou nesse instante no sítio e virou-se para ela.

"O que foi que eu fiz?" – ela perguntou com o sorriso mais inocente que ela conseguiu... Todas ficaram a olhar para a Sakura com se lhe tivessem nascido duas cabeças.

"Sakura, tu não fizeste isso pois não?" – perguntou a Rika.

"É claro que ela fez." – disse a Tomoyo que reconheceu o brilho de satisfação nos olhos da Sakura – "Não foi...?"

"Mey, desculpa ele sei que ele é teu irmão mas ele estava a pedi-las..." – ela disse – "mas sinceramente não me arrependo..."

"Eu sei que não depois do que ele fez ao teu carro é compreensível..." – ela disse com um brilho, a Sakura respirou de alívio – "Mas o que eu quero saber é se tu por acaso tiraste alguma foto dele?"

"Sim..." – ela disse retirando uma máquina fotográfica do bolso das calças... – "Mas não estás chateada?"

"Não..."

"Sakura..." – disse a Nakuru – "Eu quero ver essas fotos, e ela não está chateada pela seguinte razão que tu de todas as miúdas que o meu querido primo já conheceu foste a única que o enfrentou..." – ela disse a segurar o riso

"Ah, está bem... Quem quiser ver vá para a sala de estar que eu vou lá acima buscar os cabos..." – ela saiu a correr, todas as meninas foram para a sala para verem, bem todas excepto a Nakuru, a Meyling e a Tomoyo.

"Ainda achas que eles farão um belo par?" – perguntou a Tomoyo

"Sim... Vais ver?" – disse a Meyling

"Mas eu tenho medo que ela se magoe..."

"Não vai porque ele não vai deixar, o Syaoran tal como a Sakura nunca teve um relacionamento sério só uns namoricos porque todas só se interessavam pela aparência dele... Então a Sakura dá-lhe que pensar..." – disse a Nakuru.

"Mas..." – continuou a Tomoyo

"Nós conhecemo-lo, sabemos com ele pensa e como ele age..." – disse a Meyling

"Eu também sei como ela é... esperemos que isto resulte pelo melhor..." – disse e dirigiram-se para a sala, a Sakura regressou logo a seguir e ligou a máquina ao vídeo.

"Ei essa máquina é minha..." – disse a Tomoyo

"E quem diria que tua máquina dava para capturar mais imagens para além de mim..." – disse a Sakura, a Rika, a Chiharu, a Naoko, a Kaho e a Meyling e a Nakuru que tinham reparado neste vício da Tomoyo quando estavam de férias com elas... O resto da noite foi passado todas a rirem-se ás bandeiras despregadas com as imagens do Syaoran.

Na República dos Rapazes

O Yukito chegou á república e sentou-se, na sala ao pé do Eriol, do Takashi e do Kay.

"Parece que o encontro correu-te bem..." – disse o Kay

"Sim..." – disse o Yukito

"Acho que pela primeira vez o Yukito está apaixonado..." – disse o Yamazaki. Entretanto a porta abre-se com violência e fecha-se com mais violência ainda, eles ouviram passos na direcção donde estavam. Nenhum deles se virou para trás para ver quem tinha entrado.

"Syaoran, a porta não te fez mal nenhum..." – disse o Eriol

"A quem é que estás a chamar Syaoran?" – perguntou o Toya

"Oh desculpa Toya mas com a força com que fechaste a parte parecias ele..." – disse o Kay – "Não é Yukito?"

"Ah... Sim..."

"EU estou lixado..." – ele disse

"Não me digas que a Naki já te aborreceu assim tanto..." – perguntou o Eriol com um tom divertido.

"Não, não foi a Naki, foi a Kura e as amigas delas... Deixaram-me embaraçado..."

"Não me digas Toya que tu ficaste envergonhado... Essa foi a primeira vez..." – disse o Yukito acordando dos seus pensamentos.

"Pois é Yuki... Mas já agora onde está o Li?" – perguntou o Toya, o Syaoran não levou o carro quando foi visitar a irmã, preferiu ir a pé. Entretanto ouviu-se.

SLAM

BUM

"Agora sim é ele!" – disse o Eriol, quase que a porta se partiu, mas o mais estranho foi o som que ouviram, o som que os fez virar a todos a cabeça para a porta, eles ouviram passos vagarosos, gotas de água a caírem no chão e dentes a tiritar... Mal viram o Syaoran ele enviou-lhes o seu famoso olhar ABRES A BOCA MORRES

"Syaoran o que te aconteceu?" – perguntou o Eriol

"Cala a-aaaaatchoooo boca!" – disse o Syaoran

"Mas o que te aconteceu que eu saiba não está a chover?" – perguntou o Kay

"Simples eu tive um encontro imediato com dois baldes de água..."

"AHAHAHAHAHAHAHAHHAHAH..." – começaram-se todos a rir

"Ei aaaaaaaatchoooo não tem piada..."

"Pois não, não tem piada... É hilariante..." – disse o Kay – "Quem iria pensar que o grande Li Syaoran podia ficar tão parecido com um pinto...?"

"AHAHAHAHAHAHAHAH..."

"Syaoran..." – disse o Eriol – "É melhor ires mudar de roupa antes que piores..."

"Está bem..." – ele levantou-se e foi para o quarto onde por azar a janela estava aberta e entrou uma corrente de ar, e o resto é história ele nem teve tempo de trocar de roupa desmaiou em cima da cama. Na sala os rapazes ainda ficaram a conversar e a gozar com a situação dele. Passado duas horas decidiram ir-se deitar o Eriol foi último.

"Syaoran... Como te sentes?" – perguntou o Eriol entrando dentro de quarto – "Estás parvo nem fechaste a janela..." – ele foi fechar a janela, acendeu a luz e só então reparou que ele estava deitado em cima da sua cama ainda com as roupas molhadas – "Syaoran..." – ele tentou acordá-lo – "Syaoran... Syaoran... SYAORAN..."

"Hum..." – ele começou-se a virar na cama – "O que foi...?"

"Assustaste-me... Vamos tiraste essas roupas JÁ!" – mas o Eriol teve que o ajudar pois o Syaoran não estava a conseguir mexer-se.

"Obrigado meu... Agora deixa-me dormir..."

"Ouve-me com atenção eu sei que tu não gostas de hospitais, por isso eu vou-te dar um dia para melhorares, se não o fizeres segunda vais ao hospital... Estamos entendidos?"

"Sim agora deixa-me dormir." – ele disse.

O dia seguinte em ambas as casa foi passado sossegadamente. As raparigas passaram o dia estudar, pois já tinham bastante matéria aglomerada. A Chiharu, a Meyling e a Sakura estavam a rever o que teriam que fazer no dia seguinte no hospital. A Nakuru estava a escrever uma partitura, a Tomoyo estava a fazer uns últimos ajustes nas roupas que a Sakura, a Meyling e a Chiharu iriam vestir no dia seguinte. Os rapazes por sua vez faziam turnos para olhar pelo Syaoran e estudavam. Mas estavam mais preocupados com ele, a febre não descia e ele não queria ir para o hospital mas ele sabia que se não melhorasse até ao dia seguinte o Eriol iria levá-lo para o hospital.

No dia Seguinte

A Sakura, a Meyling e a Chiharu foram as primeiras a sair de casa pois primeiro teriam que ir falar com a enfermeira-chefe para saber onde iriam ficar juntamente com outras das suas colegas. Por sorte ficaram as três juntas na sala das injecções...

República dos rapazes

"Syaoran..." – chamou o Eriol

"Diz..." – ele disse ainda deitado na cama.

"Como te sentes...?" – ele perguntou, o Syaoran lembrou-se do trato que tinham feito, e nada no mundo o faria entrar num hospital, não depois que o seu pai morreu num hospital...

"Estou óptimo para outro dia de aulas..." – ele disse vestindo-se devagar, pois movimentos rápidos faziam-no ficar tonto. – "Bem vamos?"

"Sim... Se não te importas eu hoje levo o carro..."

"Por mim tudo bem..."

Que dia divertido que aquele foi para o Syaoran, ele parecia um autêntico zombie... Estava distraído e se não fosse o Eriol a guiá-lo o dia todo ele teria ido contra tudo o que se pusesse no seu caminho

"Estás óptimo uma ova..." – ele disse verdadeiramente chateado

"Estou sim... Olha para mim..." – e ele tenta andar.

"Tu estás zonzo, Syaoran não te esforces..."

"Eu não estou zonzo só agradecia é que o mundo parasse de girar..."

"Olha vamos para casa sim?" – disse o Eriol com um plano na sua mente.

"Está bem..."

Hospital Central de Tóquio

A Sakura, a Meyling e a Chiharu tiveram o dia todo a dar injecções sem parar, mas ficaram boas naquilo aprenderam diversas técnicas. E quando uma professora e enfermeira foi inspeccionar e perguntar aos utentes se tinham gostado eles todos disseram que sim.

O Eriol levou o Syaoran para dentro do hospital pelas emergências, e tratou de tudo na recepção, ele seria chamado nos próximos instantes. O que foi interessante é que ele estava tão em baixo que nem reparou que estava num hospital.

"Sr. Li Syaoran entre no consultório número 8..." – disse uma voz nos altifalantes.

"Syaoran anda vamos..." – disse o Eriol a guiar o seu primo até ao consultório. Bateu á porta.

"Entre..."

"Peço desculpa Dr. Tong. Este é o meu primo Li Syaoran e eu sou o Hiiragizawa Eriol o primo dele. Eu sei que não é muito normal ele precisar de mim aqui mas..."

"Eu compreendo Sr. Hiiragizawa... Qual é o problema?" – o Eriol explicou tudo, desde as correntes de ar, as febres altas e as tonturas durante todo o dia. – "Eu preciso de examiná-lo, será que isso vai ser um problema..."

"Acredite que sim..." – o Eriol sentou o Syaoran na maca e tirou-lhe a camisa (n.a: estranho ele não dar conta...) quando o médico lhe encostou o estetoscópio nas costas, ele recuperou parcialmente os sentidos. Olhou ao seu redor. "Onde é raio eu estou... Hiiragizawa para onde é que tu me trouxeste..."ele pensou depois quando viu a bata branca e ouviu Inspire e expire apercebeu-se o que o maníaco do seu primo tinha feito.

"Tire essa coisa das minhas costas..." – ele disse num tom ameaçador, bem o mais ameaçador que ele conseguia... dadas as circunstâncias.

"Meu jovem não se exalte, já tinha terminado pode-se vestir..." – ele disse com a maior calma do mundo. - "Bem o senhor está com o início de uma pneumonia, tem que descansar durante três dias, e durante o resto da semana não pode fazer esforços."

"É só Dr.?" – perguntou o Eriol

"Claro que é só, Eriol... Esse lunático e tu maníaco não me vão fazer experiências... Eriol eu quero sair daqui."

"Sr. Li acalma-se que eu ainda não acabei, o senhor precisa de levar 5 mg de penicilina, neste instante antes que a sua situação se agrave."

"Mas eu não quero levar..."

"Bem a escolha é sua, ou leva ou tem de ficar internado..."

"Onde tenho que me dirigir...?"

"Ao segundo andar do lado esquerdo... E entrega este papel quando a sua senha for chamada..."

"Obrigado doutor..." – disse o Eriol depois do Syaoran ter saído pela porta do consultório.

"De nada cuide do seu primo..."

"Eu não falo contigo..." – disse o Syaoran depois de ter entrado no elevador.

"Porquê?"

"Porque tu trouxeste-me para um hospital, tu sabes que eu não entro... num..."

"Eu sei... mas foi por uma boa causa... Eu estava preocupado contigo..."

"Eu sei..."

"Anda vamos nos despachar com isto para poderes descansar..."

"Está bem..." – eles tiraram uma senha e sentaram-se ao pé dos outros utentes.

"Syaoran acalma-te levar uma injecção não custa nada..." – disse o Eriol

"E não custa mesmo meu rapaz..." – disse uma senhora – "Hoje estão aí três estudantes de enfermagem e ela são umas queridas a dar injecção..."

"Obrigado..."

"Senha 269" – disse uma voz pelo altifalante.

"Syaoran é a tua vez... e tu não vais querer que esteja lá a ver-te levares uma injecção, pois não?"

"Claro que não..."

O Syaoran entrou pelas portas e não estava lá ninguém, ficou nervoso ao olhar para aquele ambiente.

"Ponha a receita em cima do balcão que já aí vou..." – disse uma voz por detrás dele.

"Oh sim está bem..." – ele pôs a receita no balcão e sentou-se na maca um pouco nervoso. A enfermeira prepara injecção.

"Tenha calma isto é só uma picadinha de nada..." – ela disse

"Eu tenho pânico a tudo relacionado a hospitais... Aliás eu não entro em um á pelo menos 13 anos..." – ele disse.

"Bem esperemos que não precise vir tão cedo, mas se o senhor não levar a injecção a sua doença pode piorar, tire a manga esquerda da camisa... E agora olhe para mim olhos nos olhos..." – mais valia a Sakura não ter dito isso

"TU... Eu estou aqui por tua culpa..." - ele levantou-se de repente e mexeu o braço esquerdo ele não reparou na agulha tão perto do braço dele... e ... Espetou sozinho e dizer que doeu é pouco – "AAAAIIIIIIII"

"Eu disse para estares sossegado, agora pára se não é pior..." – ela disse preocupada – "Olha para os meus olhos..." – ela disse calmamente enquanto terminava de dar o conteúdo da injecção, eles olhavam-se com um furor, uma mistura de raiva e de atracção ao mesmo tempo, e o mais interessante é que não conseguiam tirar os olhos um do outro... A Sakura foi a primeira a sair do transe. Ela lentamente tirou a seringa pôs-lhe um penso - "Já se pode ir embora..." – ele ainda estava perdido nos seus olhos e nos seus movimentos "Que olhos tão profundos como o fundo do oceano que segredos esconderam..." – ele pensava – "A qualquer momento dava jeito..." – ela disse acordando-o dos seus pensamentos...

"Obrigado... E espero não te ver tão cedo..." – ele disse

"Igualmente..." – ela respondeu virando costas enquanto ele saía furioso, mas num fundo aquelas palavras magoaram-nos numa maneira que eles nem sabiam porquê. "O que se passa comigo?" – pensaram os dois

"Sakura está tudo bem?" – perguntou a Meyling.

"Sim Meymey, tive só que dar uma injecção de penicilina ao teu irmão..."

"O Syaoran esteve aqui?"

"Sim..."

"Inacreditável... faz ..."

"13 anos que ele não entra num hospital... ele disse-me..." – ela disse – "Bem vamos embora?"

"Sim, vamos buscar a Chiharu e voltar para casa."

Na sala de espera

"Vamos Eriol..." – disse o Syaoran a esfregar o braço.

"O que se passa, qual é a razão dessa cara tão enfurecida...? Não me digas que a enfermeira não era jeitosa...?

"Era... De facto era perfeita, e não me importava de voltar a vê-la..."

"Então o que se passa?"

"O que se passa é que a enfermeira, ou deverei antes dizer estudante de enfermagem que me curou foi também a causadora da minha doença!" – e com isto eles forma-se embora. Mal chegaram a casa o Syaoran foi logo para o quarto, ele não estava afim de falar com quer que seja, ele só queria descansar não só para se recuperar mas para pensar no sentimento perturbador que lhe causa mais aflição que a doença em cima, uma dor que lhe incomodava mais profundamente. E com a chegada de mais um estudante á casa não iria conseguir. Todos compreenderam a situação do Syaoran e decidiram deixá-lo descansar.

Na República Flores da Primavera

As três entraram estafadas e foi um alívio ver que não teriam que fazer o jantar nem nenhuma tarefa, a Meyling foi tomar banho pois ainda tinha um encontro com o Yukito a Chiharu sentou-se no sofá a descansar e milagrosamente, mal o telefone tocou ela atendeu era o Yamazaki para saber tudo sobre o seu dia. A Sakura não tinha ninguém com quem sair, nem com quem falar, foi para o seu quarto e deitou-se na sua cama a pensar no seu dia. Ela para além de estafada, sentia-se também culpada pela brincadeira parva que causou o Syaoran a voltar a entrar num hospital, mas não era isso que a estava a incomodar, o que realmente a incomodava era uma dor incómoda no seu coração... Nada a nível da saúde, mas essa dor apareceu depois dele ter dito as últimas palavras.

"Kura como foi o teu dia?"

"Bom... Tommy..."

"Estás bem?"

"Sim..."

"Posso fazer alguma coisa por ti?"

"Não Tommy, eu só quero descansar... Está bem?"

"Está... descansa... Tchau... Kura... vem SpinnelSun." – a Tomoyo saiu do quarto a tempo de ver a Sakura a aconchegar-se ao Kero e adormecer.

"Sakura ti voltaste estranha hoje! O que se passa contigo priminha?" – pensava a Tomoyo enquanto fechava a porta do quarto ficando imerso na escuridão.

N.a: Finalmente é o fim deste capítulo... Uff 57 páginas é dose... Espero que tenham paciência para as ler... Dêem-me a vossa opinião sobre o que acham que vai acontecer a seguir... no próximo capítulo que vou chamar de

"Encontro e Ciúmes" Beijos

Musette Fujiwara

- "Syaoran and vamos..." - d