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O erro de um homem
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Capítulo 7
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Durante a viagem de regresso, permaneceram calados. Sango necessitava de se manter afastada dele para poder pensar com tranquilidade. Reconhecia que ele despertara em si emoções desconhecidas. Devia ser honesta consigo própria e admitir que sentia por ele muito mais que um simples desejo. Queria confiar nele. Mas tudo o que acontecera com Naraku e a sua mãe indicava que, se aprofundasse a sua relação com Miroku, não só sairia magoada como também magoaria toda a família.
Mal cruzaram as portas da editora, a recepcionista deu-lhes os recados. Sango surpreendeu-se com a atitude solícita da mulher, que trazia uma saia bastante curta e uma camisola que revelava a sua silhueta curvilínea. Quando se dirigiu a si, o seu tom de voz foi formal e directo, mas ao falar com Miroku a sua voz transformou-se e o seu corpo pareceu modificar-se.
- Miroku, - disse em tom meloso, enquanto o fitava com admiração - telefonou o advogado da Houshi Company, que quer reunir consigo. Também lhe telefonou a senhorita Shima de Londres para o avisar que na próxima semana já estará em Bóston, e o seu pai quer que a contacte com urgência. - Sango lançou um olhar de soslaio a Miroku, mas fingiu estar atenta à correspondência.
- Podes ligar ao meu pai, Kanna?
- É para já Miroku. Quer que lhe traga um café? - nesse instante, Sango interrompeu a recepcionista com tom reprobatório.
- Kanna, recordo-lhe que entre as suas funções não figura servir café. Se o senhor Houshi desejar café, - prosseguiu, colocando uma ênfase especial no apelido de Miroku - pode pedir a Kikyou.
- Há algum gabinete para onde ligar a chamada e falar com meu pai em privado? - perguntou Miroku.
- Sim. - respondeu Sango - Podes ocupar o escritório do meu pai, que agora é meu.
- Então passa-me a chamada para o gabinete da Sango se fazes o favor, Kanna. - as palavras corteses de Miroku fizeram com que no rosto da rapariga se desenhasse um amplo sorriso.
- Iria jurar que ficaste com ciúmes. - sussurrou Miroku ao ouvido de Sango.
- Nem sabes o quanto te enganas e também não interpretes mal o que te vou dizer mas espero que leves em conta, uma vez que são as regras da editora. Não tenhas intimidades com o pessoal. As relações cordiais são bem vistas, mas não as que implicam uma ligação contínua e íntima. - Miroku sorriu com o comentário.
- Dizes isso como se passasse o dia a seduzir secretárias. E para dizer a verdade, eu transgredi as regras da editora porque mantive um estreito contacto com uma das suas mais importantes executivas. Lamentavelmente, o aviso chegou tarde. - piscou o olho e foi embora, deixando para trás uma mulher rubra de vergonha.
O ressentimento pela frustração de não poder amar Sango livremente fervia no íntimo de Miroku quando este pegou no telefone. Bastava que o pai estivesse perto para que sua vida sofresse uma reviravolta negativa.
- Oi pai.
- Onde tens andado? Há três horas que Suikotsu está à espera que lhe marques um encontro. Telefona-lhe agora mesmo, é muito urgente e não pode esperar. E reúne-te com ele logo pela manhã. Preciso desses papéis às onze horas.
- Está descansado, mas agora preciso que me faças um favor. Quero que me expliques o que aconteceu com Bankotsu há dois anos.
- Não direi palavra nenhuma acerca disso. Porque estás tão interessado? Por acaso a senhorita Taijyia te seduziu com os seus modos bravios?
- Por favor, se ainda te consideras meu pai, diz-me o que aconteceu com Kaguya.
- Kaguya ia-se encontrar secretamente comigo na minha casa de campo quando se deu o acidente. O Bankotsu deduziu que ela e eu éramos amantes.
- Kaguya era tua amante?
- Não posso responder-te a isso.
- Quem cala consente, não é verdade?
- Nem sempre os ditos correspondem à verdade, meu filho. - disse Naraku, com tom paternal.
- Não percebo porque não esclareces as coisas.
- Porque fiz uma promessa. E poderás criticar-me por muitas das minhas acções, sei que me consideras um mau pai, mas se há algo que te podes sentir orgulhoso é de o teu pai ser um homem de palavra. - Miroku surpreendeu-se pelo que Naraku acabava de lhe dizer, mas não podia deixar de pensar que a situação era injusta.
- Em todo o caso, obrigado.
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Ao entrar no salão da direcção, onde Sango o aguardava, ia mergulhado em profundos pensamentos. Sango observou-o e ficou curiosa em saber o que teria conversado com seu pai. Pela primeira vez, ele dirigiu-lhe um olhar carregado de terno afecto, livre de desejos lascivos. Contudo, nos seus olhos, Sango julgou perceber alguma tristeza.
Ambos continuaram a trabalhar até anoitecer e a editora ficar completamente deserta.
- Se fecho os olhos, adormeço. - disse Sango.
- Isso era bom, assim poderia aproveitar-me de ti. - ao receber um olhar reprobatório dela, acrescentou - Fora de brincadeiras, fecha os olhos se quiseres, entretanto eu vou procurar algo para comer ou beber. - a covinha do queixo de Miroku acentuou-se, como acontecia quando sorria.
- Depois de um dia como este, não me sinto culpada de estar cansada. - murmurou ela.
- Realmente, pareces exausta.
- Entre a minha viagem e o trabalho incessante dos últimos dias, julgo que esta é a primeira vez que repouso.
Miroku saiu do salão e poucos minutos depois regressou de mãos vazias.
- A porta do bar está fechada. A única coisa disponível são as bebidas das máquinas. Queres uma?
- Não, deixa para lá. O meu estômago esta à espera de alguma coisa mais substancial.
- Tenho uma ideia que o teu estômago vai achar interessante. Para não ter que vir todos os dias da casa do meu pai para a editora, aluguei um quarto no Concord, que fica a pouca distância daqui.
- O Concord é um dos hotéis do teu pai, não é?
- É. Preferi instalar-me lá, não só para poupar os 40 minutos de viagem como também é um lugar impessoal. Não passa de um hotel. Em contrapartida, a casa do meu pai, que deveria ter o calor de um lar, só faz com que me sinta sozinho.
- E estás bem instalado no hotel?
- Estupendamente. Por isso pensei sugerir-te para irmos até lá e comer no restaurante. De passagem, damos um passeio pela costa.
O convite era sedutor, mas Sango achou que, se queria manter-se a salvo da influência desse homem, o indicado seria rejeitá-lo.
- É uma boa ideia, mas é melhor ir para casa.
- Vá lá, Sango. Não sejas criança, não te vou comer. De resto, em tua casa a estas horas, de certeza que já ninguém está à tua espera. - replicou ele.
- Estás enganado. É provável que a Kaede tenha deixado o meu jantar preparado.
- Sim, mas também é provável que o teu jantar já esteja gelado, que Kaede tenha ido dormir e que vás comer sozinha. Vá lá Sango, vem comigo!
- Está bem, venceste. Vou contigo.
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O ar nocturno despertou-os por completo. Começaram a descer a rua que os levaria ao hotel. Uma lua enorme dominava a paisagem que se estendia ao longe.
- Que noite maravilhosa! Tinha-me esquecido de como este lugar era tão bonito. - exclamou Miroku.
- Sim, é um sítio único no planeta.
- Se não fôssemos dois adultos responsáveis e não estivéssemos no meio da cidade, convidava-te agora mesmo para ir até ao mar tomarmos um banho ao luar.
- Talvez te pareça infantil, mas quando vivia aqui, nas noites de lua cheia ia sempre nadar.
- Imagino que fantástica visão devias criar com o teu cabelo chocolate a emergir de entre as águas. Não duvido que te confundissem com uma sereia. Tomavas banho nua? - perguntou com desfaçatez.
- O quê? Seu tarado! Não posso relaxar um segundo que vens logo com as tuas ideias pervertidas e---
- Calma, calma! Não fiques nervosa! - interrompeu-a, segurando uma mão dela - Desculpa, não foi uma pergunta adequada. Só deixei que as minhas fantasias falassem por mim. - ele mudara o anterior estilo frontal e directo por um modo mais calmo e controlado. Sabia que essa pergunta estúpida o fazia recuar na sua intenção de chagar à meta. Era evidente que, se não queria assustá-la, devia actuar com prudência e escolher muito bem as palavras.
Ao chegarem ao gigantesco edifício, surpreenderam-se ao verificar que, devido à hora tardia, o restaurante já estava fechado.
- Senhor Houshi, - apressou-se a oferecer a recepcionista - terei muito gosto em levar-lhe a refeição ao quarto, o serviço de quartos trabalha vinte e quatro horas.
- Se não há outro remédio, recomendamos do meu quarto.
- Mas não era essa a ideia… - disse Sango, aflita. Não queria ficar presa num quarto com aquele homem sedutor.
- Vamos, não viemos até aqui em vão. De resto, o ar do mar abriu-me o apetite. Comemos alguma coisa e depois acompanho-te até casa. - disse levando-a delicadamente até ao elevador.
Sango percebeu que se expunha a uma situação perigosa. Mas não achava forma de escapar, nem tão-pouco tinha a certeza de ser isso o que desejava…
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Continua...
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Pessoal, não me matem por favor… (T.T) Peço desculpas por demorar tanto, mas é que estou estressada com a escola (minhas notas estão caindo cada vez mais… x.x).
Quero desde já agradecer à Nicole Lupin, porque foi graças a ela que eu acordei para a vida e postei esse capitulo, também quero agradecer às minhas leitoras habituais embora algumas delas estejam em repouso total no que toca a deixar reviews… (-.-)
Mas não se preocupem porque no próximo capítulo (dentro de um mês mais ou menos) estarei de volta com HENTAI!!!!
O próximo vai ser beeeem quente… (ui, ui…)
**********PRÓXIMO CAPITULO**********
- Gostaria de dançar uma música contigo antes que desapareças, Cinderela. - sussurrou rouco.
ººº
- Sabes como agir com audácia.
- Porque dizes isso?
- Porque acho que te queres aproveitar de mim…
- Estás enganada. És tu que te estás a aproveitar de um pobre homem.
ººº
- Quero-te Sango…desde o dia em que te vi no avião, desejo que sejas minha…
ººº
- Não, por favor…
ººº
É SÓ ISSO, PARA VER SE FICAM MAIS CURIOSAS E COM VONTADE DE LER… heheheheheheheheh)
Até ao próximo capitulo, gente!
Ja ne, minna!
