Capitulo 7
Os dias passaram rapidamente para os médicos do Princeton-Plasboro. O doutor House tentou nos dias que seguiram descobri o que havia de errado com a doutora Cuddy, mas a mesma era ilegível, e aos poucos ele foi deixando essa obsessão de lado. Chegou à conclusão que o mal estar dela estava ligado aos hormônios sintéticos que a mesma utilizou quando estava pensando em engravidar.
A doutora Cuddy foi aos poucos adormecendo a dor. Tinha que seguir em frente, mesmo sentindo-se a pior mulher do mundo. Sua filha havia sido tirada, e não tinha nada no mundo que fizesse o tempo voltar pra corrigir o seu erro. Viveria com essa dor eternamente?
O House a atormentou bastante nos últimos meses. Invadia sua sala, suas reuniões, aparecia de supresa na sua casa a noite. Mesmo não admitindo, estava feliz pelo fato dele se preocupar com ela, de ter notado a tristeza que havia em seu coração. Teve que manter uma posse firme e forte senão ele descobriria rapidamente o seu grande segredo.
E assim os dias foram passando. E Cuddy criou um escudo a sua volta. Um escudo inabalável. Imaginava ela, mas não poderia imaginar que o destino iria pregar uma peça e que seu grande segredo em breve seria revelado. Sua vida, sua crença e seus sentimentos seriam postos em cheque. Teria que agir como uma excelente jogadora de xadrez pra conseguir se livrar e consertar seus erros do passado.
Tarde de terça-feira em Princeton. A jovem Luna terminava seu expediente na loja de artigos musicais. Uma das maiores loja da cidade, onde vários jovens passavam o dia comprando CDs, Dvds, trocando idéias sobre música, consertando e comprando instrumentos musicais. Trajava uma calça jeans clara, uma blusa branca com o nome da loja (Music Princeton) e patins, o qual também fazia parte do fardamento.
Já estava indo em direção ao vestiário quando um jovem a interrompe.
Jovem: Boa tarde...
Luna: Boa... No que posso lhe ajudar?
Jovem: Vocês têm o novo CD do Coldplay?
Luna: O novo CD do Coldplay só será lançado em junho... Temos o último deles, X&Y...
Jovem: Esse eu tenho...
Luna: Bem... Já ouviu o CD da Amy Winehouse?
Jovem: Já ouvi falar dela, mas nunca parei pra escutá-la...
Luna: O DVD dela gravado ao vivo em Londres... "I Too You I Was Trouble- Live in London" é o mais vendido aqui na loja… Tivemos que solicitar mais exemplares a gravadora... Está muito bom...
Jovem: Hum... Vou levar então... Vê se ela é realmente isso tudo que a mídia está falando...
Luna: Não vai se arrepender... Só passar no caixa... Seu DVD está a caminho...
Luna pega o DVD e entrega ao caixa. E vai até o vestiário. Estava febril, fazia dois dias que uma febre não cessava. Sentia-se cansada, mas não podia se dar ao luxo de faltar nos trabalhos. Além de trabalhar na loja de discos, a noite se apresentava em uma boate da cidade, havia feito aulas de dança no orfanato onde viveu até seus 18 anos, fora uma das coisas que fazia ter força para suportar a dura vida naquele lugar. A noite dançava sensualmente para ganhar mais uns trocados. Só assim conseguia pagar as contas e sobreviver.
Estava sentada em um dos bancos do vestiário. Seu corpo estava cansado, efeito colateral da febre. O seu melhor amigo, que também trabalhava na loja, se aproxima.
Jesse: Hey... Tudo bem Luna?
Luna: Essa maldita febre que não me deixa...
Jesse: Já mandei ir ao médico...
Luna: Com que tempo? Sabe que o dono desconta em nosso salário qualquer falta e lá na boate também, sabe que preciso do dinheiro...
Jesse: Já disse que posso lhe emprestar...
Luna: Está na mesma situação... Está duro assim como eu... Mesmo assim obrigada...
Os dois trocam um abraço.
Jesse: Está queimando de febre...
Luna: Está tudo bem... Tenho que ir pra boate...
Jesse: Vai conseguir dançar desse jeito?
Luna: O pó mágico vai me dar forças...
Jesse: Honey... Não disse que havia parado com as drogas!
Luna: Vou parar... Sabe que paro quando quiser, mas pra suportar essa vida tenho que está topada às vezes...
Jesse: Toma um energético, algo desse tipo, mas cocaína e heroína, não são estimulantes, são drogas pesadas, isso vai lhe fazer mal...
Luna: Relaxe... Sei cuidar de mim...
Jesse: Sabe... Estou vendo... Está se matando aos poucos...
Luna: Ninguém vai senti minha falta mesmo... Fora você, ninguém vai chorar a minha morte...
Jesse: Sabe que é como uma irmã pra mim... Formos criados juntos naquele orfanato, sem você não saberia como teria agüentando aquela vida...
Luna: Relaxe... Vaso ruim não quebra... Agora tenho que ir...
Luna pega sua mochila, abraça novamente o amigo.
Jesse: Assim que fechar a loja dou uma passada lá na boate pra lhe ver... Adoro te ver dançando... Tem talento e gasta ele a toa...
Luna: Sabe que ganho mais lá, que aqui... Preciso desse emprego...
Jesse: Assim que for promovido a gerente vou ganhar um ótimo bônus no salário, e poderei te tirar dessa vida...
Luna: Sabe que te amo... É a única família que tenho...
Jesse: Idem...
Ela dar um beijo na testa do amigo. E sai. A boate fica a poucos quarteirões da loja de disco. Anda pelas ruas movimentadas de Princeton. Além da febre, da dor no corpo, agora era sua cabeça que latejava, por sorte, nas noites de terça tinha apenas um número. Chega à boate e vai para o camarim. Havia algumas jovens como ela se arrumando. Era a mais nova das dançarinas, teve que meti sua idade pra o dono pra conseguir a vaga, não tinha os 22 anos que informara, completou 20 anos, mês passado, baseava seu aniversário no dia que fora registrada no orfanato.
Após vesti a roupa, vai até uma salinha, onde algumas garotas e uns homens se injetavam heroína e cheiravam cocaína. Pega com um dos caras um pouco de cocaína e cheira rapidamente na pia do banheiro. Por um tempo a sensação de dor fora substituída por uma euforia. Respirava fundo quando escuta seu nome ser anunciado. Era a próxima a dançar.
O lugar é preenchido por um ritmo bastante erótico. Ela sobe no palco. De longe avista seu amigo Jesse, o mesmo adorava vim às vezes observar a amiga dançar. Ela dançava divinamente. Começa o show. Os homens presentes no lugar gritavam nomes de cunho erótico. Uns que estavam bem próximo do palco tentavam em vão passar a mão nela. O ritmo vai aumentando e a velocidade dela também, dançava euforicamente. Começa a senti algo estranho, mas não podia parar, ainda tinha que dançar mais alguns minutos. Contudo, seu corpo não respondia, cai no palco. Seu corpo se contorcia. Estava tendo uma crise epilética.
Seu amigo se aproxima rapidamente. As jovens que estavam detrás do palco tentam ajuda-la, mas o corpo dela se contorcia cada vez mais rápido. O dono do local chama uma ambulância. Jesse estava nervoso e angustiado. Após os paramédicos estabiliza-la, levam para a ambulância, e ele acompanha a amiga até o hospital Princeton-Plasboro.
