N/A.: Demorei muito desta vez, mas as férias foram bem tumultuadas e não deu mesmo para sentar para escrever.
Neste capítulo ainda vai ter mais um pouco de royia pra vocês...n.n...
7 – Dor de Cabeça: parte II
Riza entendeu o motivo de Roy reclamar tanto.
O bebê já estava morrendo de sono depois da segunda música, mas ele ainda ficou choramingando e resmungando por muito tempo antes de finalmente adormecer por completo.
Quando a mulher loira o colocou no berço, a criança choramingou uma última vez e Riza prendeu a respiração por achar que ele havia acordado, mas Andy só terminou de se acomodar e continuou a dormir tranquilamente.
Parecia impossível, mas ele ficava ainda mais adorável quando estava dormindo com a boca meio aberta e o cabelo escuro em desalinho. Antes que pudesse perceber, Riza estava procurando semelhanças entre o bebê e Roy. Havia a cor do cabelo, mas aquela era uma característica muito pouco específica. Ela esperava encontrar o queixo do Coronel ou seu nariz ou quem sabe o formato dos olhos, mas ela acabou desistindo porque o bebê ainda era muito pequeno e ela não tinha uma foto antiga de Mustang para poder usar de parâmetro para a comparação. Além do mais, ela não estava exatamente disposta a adivinhar quais as características o pequeno havia herdado do lado materno.
- Você dá um bocado de trabalho, sabia? – a criança remexeu um pouco, mas não acordou – Desculpe. – continuou Riza, quase sussurrando – Agora eu vou ver se seu pai não se perdeu no meio daquela papelada.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Já estava tarde e Riza voltou para a sala com um pouco de pressa para pegar suas coisa e ir embora. Já estava tarde e ela não queria perder tempo, então foi logo falando enquanto dava a volta no sofá:
- O senhor tem razão. Ele é bem agitado, mas finalmente ele... dormiu. – ela concluiu a frase depois de ver que Mustang também estava cochilando no sofá.
Aquilo era bem o que faltava para completar a noite... agora ela tinha que lidar com seu chefe adormecido também.
Parecia que ele havia sido pego de surpresa pelo sono, pois ele estava meio sentado, com o corpo de lado e as pernas para fora do sofá.
A posição não parecia nada confortável, com o tronco torcido e a cabeça apoiada em um amontoado de almofadas desorganizadas que lhe dariam um bruto mal jeito na manhã seguinte.
Riza sabia que deveria ter acordado o homem, afinal de contas ele ainda tinha trabalho para fazer e precisava aproveitar a noite, mas Roy parecia estar tão esgotado mais cedo que ela ficou com pena de atrapalhar seu descanso e decidiu deixar que ele continuasse dormindo.
Ela ajoelhou-se perto de Mustang e tirou os sapatos de seus pés, cuidando de levantar suas pernas também para que o Coronel ficasse por inteiro no sofá. Não foi difícil, pois as pernas estavam apenas apoiadas para fora e também porque Roy acabou se mexendo e virando de barriga pra cima, o que facilitou a vida da tenente.
Quando ele começou a se mexer e resmungar, ela se afastou instantaneamente achando que ele iria acordar, mas ele só terminou de se ajeitar e continuou dormindo, exatamente igual Andrew havia feito quando Riza o colocara no berço.
Pelo menos alguma coisa eles tinham em comum... Isso fora o fato dos dois ficarem adoráveis quando estavam inconscientes.
Depois foi a hora de Riza acertar as almofadas sob a cabeça de Roy e, por fim, ela foi até o quarto do Coronel e voltou de lá com uma coberta para cobri-lo.
Inclinou-se sobre o homem adormecido, afastou sua franja e beijou-lhe a testa
Pronto. Agora ela tinha colocado seus dois meninos na cama...
Ela olhou para o amontoado de papeis espalhados na mesa de centro e respirou fundo.
Seria uma longa noite...
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Quando Roy acordou no meio da madrugada, meio zonzo de sono, ficou perdido alguns instantes até lembrar que havia cochilado no sofá, mas não lembrava de ter pegando uma coberta.
Sua primeira reação foi pensar em onde Andrew estava, mas se acalmou por saber que o havia deixado com Hawkeye e que ele deveria estar bem, foi quando se lembrou dos relatórios que deveria preencher até o dia seguinte e deu um pulo do sofá, dispersando todo o sono que ainda sentia.
Entretanto, quando olhou para o caos que deveria estar a mesinha de centro, achou as pastas devidamente organizadas e os relatórios preenchidos. Só faltava sua assinatura...
Será que? – Ele olhou para o lado e viu a Primeira Tenente que descansava os olhos, exausta, com a cabeça apoiada entre os braços na mesa de jantar no ambiente contíguo.
A culpa pesou no estômago de Roy. Mesmo ele não tendo pedido qualquer ajuda –pelo menos não daquela vez - Riza havia feito todo seu trabalho.
Ele foi até a mesa e tomou a tenente no ombro:
- Hawkeye... – chamou e a mulher acordou em um sobre-salto, pois havia dormido sem perceber.
- Senhor... Eu acho que cochilei. – esfregando os olhos constrangida.
- Eu achei os relatórios. Obrigado por tê-los preenchido. Você... salvou minha pele. – "de novo".
- Sem problemas. O senhor não parecia estar em condições de fazer aquilo mesmo. Sua cabeça melhorou?
- É. – ele concordou sem saber o que dizer em seguida.
- Agora eu tenho que ir embora.
- Por que você não fica?
- "Ficar"? – Riza repetiu, só para demonstrar o absurdo daquela sugestão.
- É. Você já dormiu aqui a maior parte da noite de qualquer forma e faltam poucas horas para amanhecer.
- Não, obrigada.
- Não seja teimosa, Riza. Você pode ficar na minha cama e eu termino a noite no sofá... Ou você pode me deixar ficar na cama com você. – levantando as sobrancelhas de forma sugestiva.
Riza seu as contas e estava dando seu primeiro passo para a saída quando Roy a segurou pela mão e a puxou para junto dele.
- Eu estou pedindo pra você ficar. - disse sério e o coração de Riza quase saltou para fora de peito.
- Coronel... - Será que ele realmente havia falado aquilo?
- Se você for, eu vou ter que acompanhá-la e eu não estou com nenhum pouco de vontade de sair de casa agora. – completou Roy, quebrando todo o clima anterior. Então ele era só um preguiçoso que queria ficar dormindo... Riza se afastou ofendida. Aquela interpretação era bem menos comprometedora e, embora protegesse os sentimentos de Roy, foi um pouco dolorosa para o ego de Riza.
- Eu não preciso que você me acompanhe.
- Mesmo assim eu vou ter que fazer isso de qualquer jeito, por isso estou pedido pra você não ir. Não que seja um grande sacrifício ficar sob o mesmo teto que você...
-Hum... Está bem, mas eu fico no sofá. – concordou Riza depois de pensar um pouco. Ela estava cansada e não queria continuar a discutir, mas não queria ficar na cama de Mustang pela fama de mulherengo que ele ainda ostentava.
- Feito. Vou pegar um pijama pra você.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
No quartel...
- O QUE?!?!?! – gritou Edward Elric quando foi informado das últimas novidades depois de retornar de mais uma de suas viagens em busca da pedra filosofal.
- O Col. Mustang tem um filho. E o danadinho é uma graça... Quer ver uma foto? – disse Hughes abrindo a carteira e esfregando a foto do bebê na cara do garoto loiro.
- Mas como? – perguntou Alphonse.
- Bom... Tudo começa quando um homem e uma mulher se apaixonam e... – Maes começou a explicar, mas foi logo interrompido pelos meninos que já conheciam a estórias das flores e avelhas e não queriam escutar nada daquilo outra vez.
- Nós não queremos saber de onde vêm os bebês! – gritaram os dois em uníssono.
- Ah... Vocês querem saber no caso específico do Roy? Uma namorada antiga abandonou a criança na porta do Mustang. – esclareceu Hughes.
- Bem feito para aquele folgado! – disse o garoto satisfeito.
- Eu quero conhecer o bebê. Qual o nome dele? – disse a grande armadura.
- É Andrew... E você vai ter a oportunidade perfeita para conhecer o Andy esta noite quando vocês dois tomarem conta dele enquanto eu, o Roy e o resto do pessoal saimos para beber. Vocês são os únicos que não têm idade para isso ainda, então...
- Você quer que nós dois banquemos as babás?
- Exatamente. E obrigado por entenderem. – disse Hughes, todo sorriso, deixando os dois irmão falando sozinhos.
...continua...
