For the first time, I fell.

Por, Isabella.

Fandom: Supernatural

Disclaimer: É aquilo tudo, os personagens infelizmente não me pertencem, nem os trechos da música tema da fic e eu não ganho nada com essa história que inventei enquanto estudava álgebra... enfim, nada é meu, apenas a imaginação não muito produtiva.

Beta: Eu e Word! (não que se possa confiar muito em nós, hum?)

Shipper: Dastiel (Dean/Castiel)


Capítulo VI

Se vocês pensam, porém, que tudo se modificou desde que Dean deu o segundo passo, estão errados. Nós nos encontramos todos os dias, com o acordo de interesses mútuos em que deveríamos agir da forma mais normal o possível para não levantarmos suspeitas diante de Bobby e Sam e quem mais nos importava. Sempre que podíamos passávamos um tempo sozinhos e eu descobri um outro Dean que não fica dando as caras por aí, e também outras coisas que, segundo ele, eu deveria aprender para nossas satisfação. A partir daí vem a parte engraçada de tudo isso, e sempre relacionado a mim.

Eu sabia que gostava quando seu corpo estava perto do meu, ainda mais quando estava completamente colado ao meu. Sabia também que sentia algo diferente, como uma excitação ao vê-lo e quando nossas bocas se encontravam. Além de tudo isso, quando eu me animava demais tinha que afastar Dean para que ele não percebesse uma reação diferente do meu corpo quando nossos beijos passavam dos limites; e essa reação sempre estava localizada em uma parte só, mais especificamente, entre minhas pernas.

E eu não entendia nada disso.

Foi quando essas minhas dúvidas começaram a me incomodar que decidi contar a Dean. Mas para amenizar toda a vergonha que eu sentia, decidi levá-lo a um lugar que desviasse sua atenção das minhas perguntas o bastante para que não risse de imediato da minha cara. Dessa forma, eu apareci em outro motel onde os irmãos se hospedaram e resolvi aparecer para Sam também: quando saísse com Dean ele poderia suspeitar de algo, pois estava ficando mais longo o tempo que passávamos sozinhos.

- Caramba, oi, Cas! – Sam disse alto ao que apareci no meio do quarto que ele dividia com Dean. Ele estava deitado em uma cama mudando os canais de uma pequena televisão e assim que apareci, se assentou na cama assustado. Quando ia respondê-lo, Dean saiu do banheiro secando o rosto com uma toalha vermelha. Assim que me viu conteu um sorriso e se aproximou um pouco de onde eu estava.

- Por que tanto susto, Sammy? É só o Cas...

- Não me trate como se eu fosse uma criança, Dean. Eu estava distraído.

- Ah tá, okay. – ele sorriu debochado para o irmão, e se virou interessado para mim. – O que tem de novo, Cas?

- Nada. – respondi num impulso, fazendo Dean me olhar surpreso. Olhei rápido para Sam e ele fazia a mesma cara. Por que tinham que ser tão parecidos? - Na verdade, eu posso falar com você?

Para quebrar o clima, eu tive que perguntar a Dean. Ele deu de ombros, por fim, e jogou a toalha em sua cama.

- Claro, vamos. – respondeu simplesmente, sorrindo para mim. – A gente já volta, Sam. Pede uma pizza.

- Pode deixar, Dean...

Sam respondeu mal-humorado, afundando mais no travesseiro atrás de suas costas e nos olhando sair do quarto. Dean passou pela porta e eu ia fazer o mesmo, mas parei um pouco e me virei para Sam:

- Nós realmente já voltamos... er, tchau Sam!

- Relaxa, Cas. Eu entendo vocês. – ele respondeu, enigmático, e piscou para mim. Certo, agora eu tinha certeza sobre minhas suspeitas: Sam sabia de tudo.

Enquanto andávamos em silêncio pelo corredor do motel eu pensava na melhor forma de abordar os assuntos com Dean. Porém, eu tinha que perguntar sobre Sam também e decidi iniciar tudo com esse tópico.

- Dean, Sam sabe sobre nós? - eu não percebera, mas a pergunta tinha sido muito súbita e Dean parara perto do Impala no estacionamento de repente, virando-se de frente para mim. Aquele olhar assustado...

- Por que isso, assim? – ele disse, piscando seguidas vezes logo após. Eu tive que respirar fundo.

- Posso estar errado, mas é notável que Sam desconfie sobre... nós.

- Oh. Não acho isso, Cas, a gente tem sido discreto.

- Sim, mas você conhece seu irmão.

- É, tem razão.

Ele mordeu o lábio e olhou para mim, mas sorriu depois. Senti meu coração acelerar essa hora.

- Mas de qualquer forma eu não contei nada a ele, então não se preocupe com isso, ok?

Não tinha nada o que dizer, assim, apenas assenti com a cabeça.

- Entra no carro, vamos sair daqui. – Dean afirmou confiante e abriu a porta do seu lado, me intimando a dar a volta no carro e entrar nele. Eu pretendia nos transportar para outro lugar, mas decidi não interferir e deixá-lo fazer as coisas do seu jeito. No fim, fechei a porta quando assentei ao seu lado no Impala e o olhei dar a partida.

Ficamos em silêncio um bom tempo depois que saímos do estacionamento, mas então ele disse antes de eu me manifestar:

- O que queria falar comigo, afinal?

- Ah, bem, eu planejava nos levar para um lugar diferente e assim te perguntar umas coisas, mas preferi deixar você escolher para onde vamos.

- Espera, você ainda pode se transportar?

- Sim. Pensei que fosse questão de tempo eu perder isso, mas não; eu ainda posso, Dean.

- Bem, isso não é de todo mal, certo? Pode nos valer de muita coisa ainda. – ele respondeu sorrindo, o qual eu o segui no gesto. De fato era verdade. – Mas voltando, ia nos levar para onde?

- Para um rochedo acima de uma praia que eu descobri hoje mais cedo.

- Não quer ir pra lá mesmo?

- Não, tudo bem.

Novamente ficamos em silêncio, confortável, mas que não durou muito. Ao som baixo de Jimmy Hendrix, Dean perguntou:

- Por que um lugar tão longe?

- Preciso fazer umas perguntas meio diferentes.

- Sei, você já disse isso. Então comece!

- Ahn, não é bem assim, Dean. Para mim são um pouco constrangedoras.

Dean arregalou os olhos e eu tive certeza que ele maliciou tudo, o que fez minhas bochechas ficarem ainda mais vermelhas. "Graças a Deus está de noite", eu pensei.

- Eu não sei como começar...

- Do começo, Cas, bota tudo pra fora de uma vez. – ele disse com a atenção voltada à estrada, então nem percebeu quando eu o olhei temeroso.

- É que... – respirei fundo. – Estou sentindo umas coisas diferentes de uns tempos pra cá.

- Que tipo de coisas?

- Sensações, eu suponho. E você sabe, não sou muito familiarizado nisso.

- Eu sei, mas é tanta coisa, cara. Tem algo a ver comigo?

"Tem tudo a ver com você, Dean". Mas eu não poderia dizer isso, iria soar muito obsessivo e eu tinha que ser natural nessa hora.

- É um pouco sim a ver com você. Ahn, como explico? Bem, creio que seja algo natural, mas que eu definitivamente não entendo e muito menos consigo controlar, então eu queria-

- Vai devagar, Cas, caramba! Está afoito.

- Me desculpe.

Dean olhou pensativo para mim e sem mais nem menos diminuiu a velocidade; e eu ainda tentava entender desde que ponto começara a falar tão rápido e sem a mínima consciência disso. Ainda consegui pegar a parte em que ele girava o volante para a direita e parava o carro no acostamento, o qual, para não ser muito diferente, ficava à beira de um penhasco. Eu fiquei olhando a floresta imensa que havia lá embaixo e nem percebera que Dean desligara o carro e virou o corpo todo para mim, de forma a nos olharmos de frente.

- Vai, haja como um homem e me diga.

- O que?

- Se não me contar não poderei te ajudar, Castiel!

- Ah... claro, tudo bem, só... – Dean ergueu as sobrancelhas em sinal para que eu continuasse, então eu passei a língua em meus lábios e comecei. – Quando você chega perto demais meu estômago fica estranho e eu não consigo parar de tremer as pernas.

Eu dei uma pausa quando sua expressão mudou para uma aliviada, porém curiosa. Ele manteve-se assim, na expectativa para que eu prosseguisse.

- Quando você me beija eu não sei muito bem como te corresponder da melhor forma, porque eu sinto que não estou sendo bom o bastante. – novamente eu parei para tomar coragem de ir em frente. – E o principal: quando a gente se beija e tudo se torna mais intenso, eu sinto uma excitação que só piora as coisas, porque com isso eu realmente não sei improvisar para não demonstrar a você o quanto fico nervoso. E agora eu sei que você lembra-se de eu sempre interromper esses beijos, quando eu falo para irmos mais devagar. Na verdade eu não quero que vá devagar, o que eu quero é entender o que fazer quando...

- Quando o que, Cas? – ele me interrompeu. A essa altura estava começando a se preparar para uma bomba e mal sabia que isso dificultava as coisas para mim. Mas que opção eu tinha a não ser continuar meu discurso?

- Quando... – eu tomei fôlego de novo. – Eu me sinto desconfortável entre as pernas.


Mwahuahau eu sei que é péssimo parar nessas horas, mas também sei que vocês amam um suspense [66

Então, eu cheguei aqui na casa do meu pai e fui direto no dentista com ele haha mamãe até dormiu no sofá, omg! Por isso estou postando tarde de novo, my apologies...

Mais reviews! Meus olhos estão brilhando como se fosse de um cachorrinho vendo seu dono chegar *.*

Obrigada pessoal ( eu vou dizer isso a cada post, portanto, se acostumem!), e bem-vinda leitora nova, desculpem não responder cada um agora, mas to com pouco tempo aqui rs

Espero que eu corresponda a expectativa de vocês nos próximos capítulos :)

Kisses e bom fim de semana a todos!

ps: se alguém for assistir HP7 amanhã, não se sinto só se por acaso chorar, lembre-se que eu vou estar afundada no banco do cinema me acabando em lágrimas! É o fim, cara, comofico?