Disclaimer: Saint Seiya, obviamente não me pertence.

Fanfic feita no intuito de comemorar os seis anos de amizade verdadeira existente entre seis amigas. Que Deus continue nos abençoando e nos iluminando nesse mundão ai afora. Amo vocês!


"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre".

_ Autor Desconhecido.


Todos os dias pessoas desaparecem sem deixar rastros. Às vezes, algumas dessas pessoas conseguem se despedir ou deixar mensagens para os seus familiares e amigos antes de sumirem. Recentemente o caso que mais chocou o mundo foi o do jogador Emiliano Sala que desapareceu no Canal da Mancha. Entretanto a pergunta que fica no ar é: Onde essas pessoas estão? Estão vivas ou mortas? Esse é um mistério que muitos tentam desvendar, mas ainda sem sucesso.


Capítulo VI.

As estrelas e a lua iluminavam os passos dos dois homens que corriam por entre a floresta. Eles lutavam por Poseidon na guerra contra Athena. Em algum momento da batalha eles conseguiram passar por entre a defesa da deusa e entraram em seu território. Agora estavam ali no meio da floresta tentando achar o templo da deusa e com sorte os seus aposentos e assim matá-la e ter o reconhecimento de Poseidon.

Era uma tarefa quase impossível, mas como tudo estava dando certo até aquele momento, eles criaram a ilusão de que talvez tudo fosse ocorrer como o planejado. Entretanto, eles não imaginavam que fossem dar de cara com um galpão ocupado por seis jovens. Eles esperaram as mulheres comerem e se recolherem em seus aposentos. O homem mais alto e mais robusto queria seguir em diante e deixar as servas de Athena em paz, já que elas não eram o objetivo da missão, mas o seu companheiro pensava de forma diferente.

Ele sabia que se arriscar enfrentando Athena era praticamente suicídio. A deusa tinha os seus cavaleiros de ouro em seu encalço. Eles mantinham sempre o templo dela em vigilância e enfrentar um cavaleiro de ouro era outro tipo de suicídio.

– Vamos nos divertir um pouco. - Falou.

– Não. - Falou o mais robusto. - Nosso objetivo não é esse.

– Nosso objetivo é causar danos a deusa Athena e não matá-la. - Falou o mais sensato. - Você acha que teremos chance contra a deusa?

O mais alto pensou por alguns minutos. Ele sabia que seria uma missão suicida, mas se desse certo eles levariam todas as honras e glórias.

– Se a gente conseguir ficaremos famosos e subiremos de nível na guarda de Poseidon.

– Não se iluda. - Respondeu o outro. - Para chegar aqui usamos a sorte e ela não nos acompanhará para sempre.

– Então o que você quer fazer com as servas? - Perguntou o mais alto vencido.

– O que todo homem nasceu para fazer a uma mulher. - Respondeu com um sorriso dúbio nos lábios.

– Você tem razão. - Respondeu o mais robusto. - Eu prefiro me divertir aqui do que ter que enfrentar a morte lá!

– Agora você está sendo racional!

Os dois homens esperaram as mulheres apagarem a lamparina do quarto para poder fazer alguma coisa. Não demorou muito e a luz se apagou. Eles ainda esperaram por cerca de trinta minutos antes de entrarem no cômodo. A cama mais próxima a porta era a de uma mulher de estatura mediana e magra. Seus cabelos curtos deixavam o colo de seus seios e o seu pescoço a mostra o que deixou os dois homens excitados. O lençol cobria pequena parte do seu corpo o que também deixou suas pernas torneadas a mostra.

– Ela é muito bonita. - Cochichou o mais baixo.

– Temos que dar um jeito nas outras. - Falou o mais alto.

– Não sei se consigo esperar. - Ele puxou um pouco o lençol e o mesmo caiu no chão deixando o corpo de Anna todo exposto. - Eu nunca vi uma serva com esse corpo.

– Pare de pensar com a cabeça de baixo, temos que dar um jeito nas outras.

– Não dá.

O homem se jogou em cima de Anna beijando o pescoço dela e passando as mãos pelas pernas e seios. Anna acordou na hora, ela estava exausta, mas sabia que aquele tipo de carícia não era sonho, ela não estava sonhando com o seu cavaleiro de ouro favorito. Quando abriu os olhos percebeu o monstro em cima dela a amassando e apalpando as suas partes íntimas.

Para o azar do homem ele não contava que ela fosse diferente das servas de Poseidon e dos outros deuses, completamente submissa. Anna era rebelde e não perdeu a oportunidade dando-lhe uma joelhada bem dada em suas partes íntimas.

O homem começou a gritar de dor o que acordou as outras meninas e o mais alto sacou a espada e puxou Anna pelos braços mantendo-a como refém. Anna tentava se soltar e morder o braço do homem, mas ele era muito mais alto que ela e mais forte a deixando incapacitada, além de ter uma espada em seu pescoço o que dificultava ainda mais o processo de tentar se livrar dos braços suados e fortes.

– Quem são vocês? - Juliana estava encostada na parede oposta abraçada a Marcela.

Thamires chutou a cara do homem mais baixo que estava jogado no chão sentindo dor por ter sido atingido por Anna.

– Se fizer isso de novo, eu mato a amiga de vocês! - Falou o mais alto.

– Se você ousar machucar ela, tu vais ficar pior que esse homem aqui no chão! - Esbravejou Paula.

– Vocês têm coragem, apesar de serem mulheres.

– E você é um covarde em atacar a gente no meio da noite. Quero ver se garantir sem essa espada. - Heluane falou com raiva puxando Thamires para o seu lado, já que a amiga estava quase chutando o homem desacordado no chão de novo, só para garantir que ele fosse ficar daquele jeito por um bom tempo.

– Solte a nossa amiga e vá embora. - Falou Marcela ainda abraçada a Juliana. - Vá antes que os cavaleiros de Athena apareçam e te matem! - Ameaçou ela.

– Os cavaleiros de Athena não estão aqui, estão na guerra e não voltaram tão cedo. - Esbravejou.

– É melhor você fazer exatamente o que a moça falou. - A voz dele soou mais fria que o habitual. - Solte-a e vamos resolver isso somente eu e você.

O homem sentiu o cosmo do cavaleiro de Áries crescer a cada segundo. Ele não era páreo para um cavaleiro de bronze, quanto mais um de ouro. O seu companheiro estava desacordado no chão o que o deixava em desvantagem. Ele sentiu a mão do cavaleiro de Áries em seu ombro e o seu toque o paralisou por completo. A espada caiu de sua mão fazendo um barulho consideravelmente alto para as meninas, Anna aproveitou a deixa e saiu dos braços sufocantes do homem. Não sem antes lhe dar um chute no saco.

– Isso é para você aprender a não mexer com mais ninguém, babaca. - Cuspiu na cara dele e correu para os braços de Paula e Thamires.

– Vocês estão bem? - Perguntou Áries.

– Estamos. - Respondeu Thamires.

Áries carregou os dois homens para fora da casa e os amarrou próximo a floresta. Voltou para o quarto das meninas, porém chamou um cavaleiro de ouro que acabara de voltar da guerra para lhe ajudar. Quando voltou para o quarto das meninas, viu que uma delas chorava baixinho enquanto a que tinha sido atacada espumava de raiva.

– O que estão fazendo aqui? - Perguntou.

– Athena nos designou a ficar aqui. - Marcela respondeu ao mesmo tempo que acalmava Juliana. - Nós estamos bem. A Anna está bem.

– E foi as servas dela que limparam esse local para vocês ficarem?

– Não. - Respondeu Thamires. - Nós limpamos tudo. O quarto, a cozinha e o banheiro.

– Quando eu as deixei com ela mais cedo, vocês fizeram alguma coisa que a irritou? - Insistiu ele.

– Áries... - Heluane começou. - Acho que qualquer coisa que nós fizéssemos iria irritá-la, aquela mulher é um monstro.

Áries não pode deixar de concordar com ela. Ele sabia que a deusa Athena era uma mulher difícil, egocêntrica e orgulhosa. Ele só não esperava que ela fosse ser tão ruim assim com as garotas. Antes que pudesse responder, sentiu um cosmo familiar se aproximar.

– Estou aqui. - Ele falou antes que homem o chamasse.

As garotas se assustaram quando ele falou do nada e de forma tão casual. Um homem alto, forte e de cabelos tão pretos que conforme a luz da lua refletia em seus fios, eles ficavam azul-marinho apareceu no batente da porta de entrada do quarto. Seus olhos de um tom azul-escuro o davam um ar misterioso e sedutor. O rosto era simétrico, igual ao restante de seu corpo sarado. A tonalidade de sua pela era bronzeada, completamente diferente da de Áries.

– Porque me chamou aqui, Áries? - Perguntou de forma simples analisando o local. - Uau, fizeram uma boa reforma aqui.

– Quero que me faça um favor. - Áries encarou o amigo de forma séria.

– Está precisando de ajuda com as servas de Athena. - Perguntou de forma dúbia conforme um sorriso se formava no canto de seus lábios.

– Quero que você dê um jeito em dois intrusos para mim.

– Intrusos? - Ele perguntou pela primeira vez de forma séria. - Onde estão?

– Na beira da floresta, estão amarrados.

– Porque me chamou para resolver esse tipo de problema para você? - Perguntou por curiosidade.

– Porque você pediu a todos nós que lhe chamássemos caso tivéssemos um caso parecido com aquele, Câncer. - Respondeu.

As meninas entenderam na hora quem estava ali com Áries. Era o cavaleiro de câncer e ele era muito diferente do que elas imaginavam. Ele não tinha cara de mal e não agia como um idiota a todo momento. E para Áries o chamar significava que ele era confiável. A expressão no rosto de cavaleiro de Câncer mudou. Antes era descontraída e divertida, agora estava séria e fria. Como se um assassino tivesse possuído o seu corpo. Ele não era o cavaleiro de aquário, mas a meninas podiam jurar que a temperatura do quarto caiu alguns graus. Um sorriso completamente diferente se apoderou dos lábios dele. Os dentes perfeitamente alinhados e brancos ficaram a mostra e era visível a forma assassina em seu rosto.

– Já volto. - Ele respondeu de forma fria.

Quando Câncer saiu do quarto as meninas deixaram o seu corpo cair de encontro ao chão. Parecia que todas elas estavam segurando o ar nos pulmões.

– Vocês estão bem? - Perguntou Áries preocupado.

– Aquele era o Cavaleiro de Câncer? - Perguntou Heluane ainda sem ar.

– Sim.

– O que ele vai fazer com os homens? - Perguntou Juliana.

– O que ele mais gosta de fazer. - Respondeu com sinceridade.

– E o que seria? - Paula queria escutar da boca dele.

– Vocês não precisam saber dos detalhes, essa noite já está sendo pavorosa demais para vocês.

Por mais que ele não tivesse dito, elas sabiam o que Câncer faria com aqueles homens.

– Então ele realmente tem um subsolo na casa de câncer cheio de cabeças de mulheres, crianças e inocentes de todos os tipos? - Marcela perguntou incrédula.

– O que? - Áries parecia assustado. - Como assim cabeças? Quem tem cabeças no subsolo?

– O cavaleiro de Câncer. - Respondeu Anna.

– Câncer?! - Áries parecia confuso e ao mesmo tempo preocupado. Estava achando que elas tinham batido com a cabeça em algum lugar. - Câncer nunca faria mal a crianças, mulheres, idosos ou qualquer pessoa que seja inocente e boa. Ele abomina quem maltrata as mulheres. Ele odeia com todas as forças dele.

– Então… - Thamires ficou sem entender nada.

– Câncer tem os problemas dele e pode até ser bastante cruel em batalha, é conhecido por alguns como o empalador de cabeças, mas nunca faria mal a pessoas inocentes.

– Empalador de cabeças. - Heluane sussurrou para Juliana. - Então o mangá até que tem certa razão.

– Voltei Áries. - Câncer apareceu na porta do quarto das meninas com a camiseta branca respingada de sangue. - Vocês estão bem? - Ele perguntou diretamente para as meninas. - Não se preocupem, eles nunca mais aparecerão por aqui novamente.

– Estamos. - Anna disse por todas. - Obrigada a vocês dois por nos ajudarem.

– Eu só não consigo entender o motivo de vocês estarem aqui. - Câncer olhou de uma a outra e depois encarou o amigo. - Elas são servas de Athena? - Perguntou confuso. - Porque nunca as vi no templo ou em lugar algum.

– Não somos servas de Athena, e sim suas prisioneiras. - Marcela falou levemente irritada. - Ela simplesmente não quer nos mandar de volta para o nosso mundo.

– Prisioneiras? - Câncer olhou de Áries para elas. - Vocês estavam no avião que caiu?

– Athena usou o termo prisioneiras com vocês? - Áries perguntou.

– Não. - Paula falou por todas. - Ela só disse que.. - Paula fez sinais com os dedos para abrir aspas. - "Não existe possibilidade de vocês voltarem para o mundo de vocês, então apenas aproveitem a oportunidade de estarem vivas AINDA…" – Ela enfatizou bastante a palavra. - "… e sigam com a vida insignificante de vocês". - Fechou aspas e depois voltou a falar abrindo aspas novamente. - "Outra coisa, enquanto vocês forem uteis ao meu reino vocês serão bem-vindas, a partir do momento que a serventia de vocês acabar ou deixar de ser necessária, vocês vão implorar para terem se afogado naquele mar". - Concluiu.

Áries e Câncer ficaram em silêncio. Eles sabiam que Athena era uma pessoa difícil, mas falar aquilo para elas já era algo incomum. Quando eles foram recrutados quando crianças também sofreram bastante nas mãos da deusa e de seus cavaleiros. Foram treinados para serem impetuosos com o inimigo e desde aquela época os deuses viviam em guerra, quando não era Athena e Poseidon, era Athena e Hades, ou Hades e Poseidon ou qualquer outro deus que quisesse se sobressair e impor a sua força em cima dos outros.

– Athena sempre foi assim? - Perguntou Heluane quebrando o silêncio.

– Não. - Áries falou saudoso.

– Teve uma época que o lado humano dela estava no controle. - Câncer parecia reviver um passado muito longínquo. - Ela era muito boa.

– E o que houve para a forma de deusa dela assumir? - Thamires perguntou com curiosidade.

– Vamos deixar essa conversa para outro dia. - Áries falou encerrando o assunto. - Vocês já tiveram problemas demais por essa noite.

– Verdade. - Câncer concordou. - Amanhã eu passo aqui cedo e arrumo essa porta para vocês.

– Não precisa se incomodar. - Juliana falou ainda secando algumas lágrimas que teimavam em rolar pelo seu rosto.

– Faço questão. - Falou sorrindo. - Vocês fazem parte desse reino agora e é nossa função deixá-las seguras e protegidas.

– Já que você vai passar por aqui, teria como nós ajudar com os nossos novos empregos? - Perguntou Anna.

– Empregos? - Perguntou confuso. - Athena já designou vocês para trabalhar?

– Sim. - Marcela suspirou. - Ela colocou a gente para trabalhar, mas não sabemos nem aonde ir.

– Então amanhã eu venho com o Câncer ajudá-las também. - Áries encerrou o assunto. - Agora vão dormir.

– Obrigada e boa noite. - Anna falou por todas.