Naruto não me pertence.
Essa fanfic é uma adaptação do livro Mestre do prazer de Penny Jordan publicado pela editora Harlequim.
Essa adaptação não tem fins lucrativos
Capitulo 7
Naruto a encontrou na sala de estar, olhando o material deixado pelo professor.
— Quero discutir um assunto com você.
Hinata ficou tentada a dizer não estar disposta a discutir coisa alguma com ele, mas ele já lhe apertava o braço forçando a subir para a suíte dele.
— O que está fazendo? Não pode me manipular como se eu fosse sua propriedade, Não vou admitir. Onde está Boruto e Shikadai?
— Os meninos estão bem. — Parou e respirou fundo antes de dizer: — Boruto acaba de me dizer que o aniversário dele é semana que vem.
Hinata sentiu o medo congelante correndo-lhe pelas veias. Daria tudo para sacudir a cabeça e negar, mas não podia.
— É verdade.
— Então, você engravidou em dezembro?
O coração quase saiu pela garganta, o pânico ameaçando sufocá-la.
— Surgiram complicações e ele nasceu prematuro. — Previu a próxima pergunta.
— Quanto tempo antes? Imagino que não três meses antes... — sugeriu, sarcástico.
Hinata sentiu o rosto queimar.
— Boruto foi concebido enquanto ainda estava comigo, não é?
Não havia escapatória. Temia isso há tanto tempo que até sentiu alívio.
— Responda, droga. Ele foi concebido enquanto ainda estava comigo, não é? — repetiu.
Os dedos ainda lhe apertavam o braço e enquanto falava a sacudiu. Hinata estava acostumada à frieza, mas nunca o vira tão enfurecido. Estava indefesa e vulnerável, mas não podia esconder a verdade.
— Sim — admitiu, esperando a inevitável acusação. Jiraya a tinha avisado que isso podia acontecer, mas ela garantira que manteria a maior distância possível entre ela e Naruto para evitar isso. Que tola! Chegou a achar que ele nunca descobriria.
— Você estava vendo Jiraya escondida, dormindo com ele enquanto ainda dividia minha cama, se entregando quando eu achava que só eu a possuía. Estava grávida dele, mas ainda dizia me amar! — Naruto não conseguia mais conter a brutalidade dos sentimentos. Já tinha sido horrível ter sido abandonado sem uma palavra, mas essa traição era insuportável.
Hinata o olhou, sem compreender.
— Não me olhe como se não entendesse. Sabe muito bem! Estava transando com Jiraya e comigo. Deixou que ele a engravidasse enquanto ainda dormia comigo. Quanto tempo dormiu com ele enquanto eu acreditava...?
— Não foi isso! — protestou Hinata.
— Mentira. Claro que foi! — Naruto cobriu os olhos, como se não suportasse vê-la. — Não se importou com o risco que corria, fazendo sexo sem proteção com ele?
— Não foi planejado. Foi um acidente... um erro!
— Repita. Jiraya sabia que você dizia me amar, quando já devia saber que estava carregando o bastardo?
Hinata levantou a mão, mas Naruto a deteve.
— Por que dizia me amar?.
— Porque não adivinha, você parece tão capaz de adivinhar tudo!
— Não há adivinhação em subtrair nove meses de um ano. Na certa, planejava não me deixar até ter certeza de Jiraya. E sabendo que você estava grávida, faria um bom negócio. Um homem velho sem filhos, sem herdeiros. E ali estava você, oferecendo não o filho que ele sempre quis. Hinata eu devia...
— Mamãe, Tsunade chegou. Rapidamente Hinata se soltou de Naruto ao ouvir a voz do filho.
—Estou indo. – respondeu ao filho enquanto encarava Naruto, o ódio estampando nos olhos dele que pareciam quer fatia-la.- Se está tão chocado, devia ir embora.- Virou em direção a porta para encontrar Tsunade. Parou ao ouvir a voz de Naruto rouca de Raiva.
—Isso não acabou Hinata.
Boruto saiu do corredor antes de a mãe sair do quarto.
— Agora tem certeza? –Perguntou Shikadai
—Sim.
—E o que vai fazer?
—Não sei.
Hinata encontrou Tsunade na sala lendo os papeis que deixou na mesa, assim que desceu a escada não conseguiu mais segurar as lágrimas e correu para os braços dela, como no dia em que Jiraya morreu.
—Hinata o que houve?
—Tsunade, ele vai descobrir tudo... eu vou perder o ...
—Calma. Vamos pro seu quarto.
Tsunade conduziu Hinata até o quarto, fechou a porta e a colocou cama.
— Se acalme meu anjo e me diga o que houve?
— Naruto ... fez as contas.- Hinata respirou fundo pra conter as lagrimas que desciam pleo rosto- Boruto disse que o aniversário dele é semana que vem.
—Então Naruto já sabe.
—Não. Ele me acusou de dormir com os dois, foi horrível.
—Hinata isso é bom.
Hinata a encarou sem compreender.
—Hinata você não está vendo as coisas direito, enquanto Naruto acreditar que você estava dormindo com os dois como ele diz, ele não vai descobrir. Hinata se você não quer que ele descobra a verdade. Deixe ele acreditar nessa ilusão que ele criou na cabeça dele.
—Tá. Me deixe sozinha um pouco.
—Tudo bem.
Hinata olhou pela janela, a luz da lua invadindo a escuridão do quarto. O coração palpitava e sentia a umidade das lágrimas nos cílios e no rosto. Tinha tido um sonho tão real com Naruto que mesmo acordada a sensação ainda a acompanhava. Seu sistema nervoso estava abalado.
Quando Naruto a confrontou sobre a data de aniversário do filho, pensou... Ela e Jiraya viveram tranqüilos durante os dois primeiros anos do casamento, em Nova York. Não anunciaram o nascimento de Boruto. A família Uzumaki, embora numerosa, não era muito unida e ninguém nunca perguntara a data de aniversário do filho. Até agora. Totalmente desperta, os pensamentos a assustavam: não apenas pelo presente, mas também pelo passado.
Ela e Naruto já curtiam o sol da ilha caribenha de Saint Lúcia há várias semanas no iate quando Jiraya chegou para visitar um hotel que planejava comprar. Um encontro casual no restaurante do porto levou Naruto a apresentá-la ao padrinho que há tanto tempo não via e Hinata, imediatamente, percebeu a gentileza do homem idoso. Ela e Naruto estavam há um ano e para ela era frustrante e triste constatar que, apesar de Naruto ser o amante perfeito, a mantinha à distância emocionalmente.
— Por que nunca diz que me ama? — lembrava-se de ter perguntando no primeiro Natal juntos. Estavam em Paris. Ele a levara para comprar roupas caríssimas e igualmente caríssimas lingeries sexies.
— Porque não a amo — respondeu, calmo. Estavam na cama da suíte do Georges V, e Hinata ainda se lembrava do enorme baque e da dor.
— Mas você deve — protestou, desesperada. — Você deve, Naruto. Você tem de me amar. — Irrompera em lágrimas, mas em vez de confortá-la Naruto afastou as cobertas e saiu da cama.
— Não gosto de cenas — disse, frio. — Não a amo porque não acredito no amor. Agradeça o que temos, pois, acredite, há um monte de mulheres que adorariam estar no seu lugar. — Ele se vestira. — Vou sair. Quando voltar, não quero mais ouvir bobagens.
Não era possível ser tão brutal. Estavam juntos há meses e, ingênua, ela estava convencida de que era apenas uma questão de tempo ele confessar seu amor. Afinal, ele sabia que ela o amava. Ela sempre dizia, e ele nunca se cansava de fazer amor com ela. Gastava dinheiro e tempo com ela. Em sua cabeça, interpretava tudo como um vínculo afetivo. Em meia hora parou de chorar e se convenceu de que ele não estava sendo sincero; apenas se mostrava relutante em admitir os próprios sentimentos. Foi o que pensou em Paris, e era o que ainda pensava, meses depois, no Caribe. Ele a amava, tinha certeza. Caso contrário, por que ainda ia querer fazer amor com ela? E ele queria, não tinha dúvida. Acordava e dormia sentindo-lhe o toque, o corpo exausto de prazer.
Seguiam uma rotina simples no iate. Em geral, Naruto trabalhava de manhã e depois passava as tardes fazendo amor com ela – nem sempre na cama. Naruto era um amante criativo; adorava brincadeiras eróticas.
A primeira vez que ficara sozinha com Jiraya. Devia ter sido numa daquelas manhãs solitárias quando deixava o iate e perambulava pelas lojas caras do porto do Caribe. Adquirira o hábito de encontrar Jiraya para o café e se sentira envaidecida quando ele sugerira que ela visse o hotel que planejava comprar. Logo começou a confidenciar os sentimentos nutridos por Naruto e ouviu a terrível história da infância dele.
— Oh, mas isso nos aproximará ainda mais — exclamou, com o rosto ruborizado.
— Eu também fui uma criança infeliz. Pobre Naruto.
Jiraya fez o possível para explicar que o trauma de Naruto não o afetara da mesma forma que a ela, mas ela não prestou atenção, pois não era o que desejava ouvir. Ao contrário, agarrou-se à crença que Naruto a amava. Tinha mesmo exposto isso a Naruto, no dia de seu aniversário de 18 anos. Havia semanas deixava escapar comentários sobre o aniversário e, finalmente, na cama naquela tarde, com o corpo ainda exausto depois do prazer, Naruto passara a mão em sua barriga, fazendo com que ficasse tensa.
— Então, vamos lá. Você vem dando dicas sobre esse seu aniversário. O que você quer?
Ainda visualizava a cena tantos anos depois: as sombras na cabine principal, a mobília luxuosa, a cama imensa, os lençóis jogados. O corpo nu de Naruto, musculoso, bronzeado, o olhar de excitação escurecendo-lhe os olhos. Ele se curvara, segurando-lhe o mamilo entre os dedos e acariciando-o com tanta habilidade que voltou a ficar excitada.
— Quero você — disse emocionada. — Quero você, seu amor, que fiquemos juntos para sempre.
Antes que pudesse completar, ele se afastou, saindo da cama, enraivecido.
— Que tipo de jogo é esse, Hinata?
— Não estou entendendo — respondeu, com honestidade. — Não é um jogo. Eu amo você. E agora que Jiraya me contou o que aconteceu quando você era criança, isso nos aproxima ainda mais... Não pôde prosseguir. Ele a arrancara da cama.
— Ainda mais? O que é isso? Só quero ficar próximo de você, como você diz, quando estamos transando. Toda essa bobajada de amor não cola. Você sabe disso, ou deveria.
Nunca o tinha visto tão zangado, e começou a tremer, lançada da fantasia cor-de-rosa para a fria realidade. Mesmo assim implorou.
— Não pode ser verdade. Você tem de me amar. — Estava tomada pelo pânico e medo, se agarrando a ele e soluçando, quando ele empurrou-lhe as mãos. — Diga que me ama, Naruto...
— Eu não tenho que dizer nada, Hinata. Nesse relacionamento é você quem tem que me satisfazer. É assim que é: você brinca e eu pago. Olha, você é fantástica na cama e sei que não sou o primeiro homem a dizer isso. Estamos nos divertindo juntos e podemos continuar, mas não quero ouvir mais uma palavra sobre amor.
Algo dentro dela se quebrou ao ouvir essas palavras, mas, teimosa, ignorou a própria dor para protestar, insegura:
— Mas você deve querer se casar e ter filhos. Teríamos filhos tão lindos! Ainda podia ver o olhar dele ao encará-la e dizer, direto e sem emoção:
— Crianças são a última coisa que quero, e, com certeza, não com uma mulher como você. — Ele levantou e ela ficou na cama, paralisada e com muito medo de pensar.
Saíram para jantar naquela noite; ela ainda estava chocada. Mal conseguiu comer, mas abriu o presente e admirou o relógio Cartier. Quando deixaram o restaurante, ele a agarrou na rua escura, descendo as alças finas do vestido, acariciando-a e lambendo-lhe o seio, beijando-a de forma tão voraz que seus lábios ficaram arranhados. Mas ela não conseguiu sentir nada. Ainda estava muito apática, quase distanciada do que acontecia. Tinham voltado para o iate. Ele arrancou-lhe a roupa na ânsia de possuí-la, encostando-a na porta da cabine no momento em que entraram, prendendo-lhe as mãos nas costas, a boca quente na carne nua. Ele a possuiu logo, mas, como sempre, colocou a camisinha e mergulhou nela, gozando quase imediatamente.
— Aproveite o que tem — disse, ainda arfando. — Porque eu, certamente, vou aproveitar. É só isso que existe entre nós, e tudo que existirá. O nome é sexo. Não é amor, é sexo. Mas você sabe tão bem quanto eu que não pode viver sem isso e não pode viver sem mim. — A voz não escondia o triunfo.
Entre seus braços, Hinata decidiu agir. Eram três da manhã quando entrou no hall do hotel onde Jiraya se hospedava. A recepcionista se recusou a telefonar de início, mas acabou cedendo.
— Disse para você subir.
Jiraya abriu a porta vestindo um robe de seda com monograma, parecendo cada centímetro tão velho quanto era. O contraste entre ele e Naruto não podia ser mais cruel. Naruto dormia nu, estava no auge do apetite sexual. Ali, na luz difusa, Hinata viu como Jiraya era – mais velho do que imaginara.
— Deixei Naruto— disse chorando. Jiraya a convenceu a sentar. Falando baixinho, penalizado, perguntou:
— Você está grávida, não está?
