Cap. 6 – Um pouco mais de aventura

Sirius se aproximou de Rodolphus, que bebia o que parecia ser uísque de fogo. Deu um tapa nas costas dele, fazendo-o derramar parte da bebida.

– Como vai, amigão?

– Indo. E o amigo?

– Eu vou bem, mas meu amigo ali é que não está nada bem. – Sirius apontou para James, Rodolphus percebeu alguma familiaridade – Por isso mudei de idéia sobre aquele assunto. Preciso que mate alguém para mim.

– Por que essa mudança súbita?

– Justamente por causa do meu amigo. Alguém quer matá-lo, quando na verdade o jurado de morte deveria ser eu. Eu até cuidaria pessoalmente do sujeito, mas estamos com um pouco de pressa. Agenda cheia, sabe como é.

– E quem você quer que eu mate?

– Um sujeito metido a besta, burro que dói e ainda por cima corno. Ele é tão burro, que acreditou que o meu amigo era amante da mulher dele, quando na verdade era eu. As orelhas de burro são tão grandes, que competem com o tamanho dos chifres!

– Sirius, não exagere – censurou James, que ouviu sons de feitiços sendo lançados na rua, mas se deteve ao se aproximar da porta, quando Rodolphus o chamou.

– Mas me digam qual o nome do infeliz.

– Rodolphus Lestrange. – disseram os dois ao mesmo tempo, fazendo Rodolphus engasgar no momento em que bebia um gole do uísque. Percebendo o ocorrido, Sirius ainda completou – Nome ridículo, não acha?

– Já ouvi falar do sujeito. – disse Rodolphus, se recompondo – Dizem que é corajoso de mamar em uma esfinge.

– Conversa fiada, falam isso só pela propaganda. Propaganda muito enganosa, aliás. – emendou Sirius, fazendo Rodolphus engasgar de novo – O bruxo é tão burro, que acredita em tudo o que a cobra da mulher dele fala. E olha que conheço a Bellatrix desde criança e sei do que estou falando!

– E agora eu tenho que aturar as primas do Sirius no nosso calcanhar e ainda atazanar a minha vida – James se queixou.

– Qual é a sua graça? – Rodolphus perguntou.

– James Potter, prazer em conhecê-lo. – James estendeu a mão, mas Rodolphus não a apertou, fazendo com que James a retirasse disfarçadamente – Bem, como ia dizendo, agora o marido da prima do Sirius quer me matar, por um equívoco.

Enquanto James falava, Rodolphus tirava do bolso da capa um papel, que consistia no cartaz que ele rasgara da caminhonete dos homens que fugiram de sua casa. Reconheceu em James o Merlin da imagem. Com um gesto da varinha, queimou o papel e acendeu um cigarro.

– Então, pode fazer o serviço? – Sirius perguntou, sentado diante de Rodolphus.

– Considere feito – Rodolphus respondeu, encarando os dois.

– Ótimo! – Sirius se levantou, seguido por Rodolphus. James já estava de pé.

Os dois já estavam quase na rua, quando Rodolphus, com a varinha na mão, fez a última pergunta.

– Por acaso vocês têm algum recado para o moribundo?

– Sim. – Sirius respondeu, zombeteiro – Diga a ele que não vai faltar nada para a viúva e que... De vez em quando eu passo por lá para saber como ela está.

– Considere o recado dado. – disse Rodolphus, com a varinha apontada para eles – E quem garante isso é Rodolphus Lestrange, mais conhecido como Vela de libra!

Sirius e James pararam de andar. Se entreolharam, perguntando que tipo de brincadeira o Destino estaria tramando para os dois e se viraram devagar.

– Eu devo ser o bruxo mais azarado do mundo. – disse James – Só falta eu morrer sem a Lily saber a verdade.

– Se você se acha azarado, imagine eu. – retorquiu Sirius – Tanta mulher boa no mundo e eu tendo que perder meu tempo duelando com um doido corno. Plano B?

– Claro, por que não?

Rodolphus se aproximou, ao passo que os dois recuaram.

– Faz tempo que ando a procura de você, quatro olhos. Mas já vi que estava procurando o bruxo errado.

– Se é assim, o James pode ir, aí você me mata, oras. – disse Sirius – Não tem erro.

– Infelizmente para seu amigo, eu não posso. Me contrataram para matá-lo antes de saber que não era ele quem eu queria matar, e eu não sou bruxo de não cumprir com a palavra. Então, digam adeus e...

Nesse momento, um feixe vermelho passou zunindo acima da cabeça de Rodolphus. Foi a oportunidade perfeita para Sirius e James sacarem suas varinhas.

Estupefaça! – berraram os dois.

Protego! – Rodolphus gritou a tempo.

Remus se aproximou com Snape em seu encalço. Mais uma vez, os três amigos estavam reunidos, sendo cercados pelos dois matadores de aluguel.

– Remus, onde foi que você se enfiou? – disse James, se defendendo de um ataque de Rodolphus. Sirius revidou-o em seu lugar.

– Eu estava voltando para cá, mas o Snape me cercou. – respondeu, lançando um ataque a Snape, que teve suas vestes chamuscadas – Vi vocês entrarem no bar, não deu tempo de avisá-los que ele era o Rodolphus.

– Que ótimo... – James e Sirius murmuraram.

– Snape, atire para matar! – berrou Rodolphus – Não vão resistir por muito tempo!

– Não me dê ordens, Lestrange! – gritou Snape, quase lançando uma azaração para o colega de profissão.

Foi quando um feixe de luz vermelha brilhou no céu, fazendo todos pararem.

– Abaixem as varinhas agora! – era Frank Longbottom, junto com a tropa de aurores devidamente armados e Lily.

Nenhum dos duelistas estavam dispostos a obedecer, mesmo porque nunca baixariam a guarda enquanto seus oponentes estivessem de varinha na mão. Frank avisou mais uma vez. Como não teve sucesso, recolheu as varinhas à força.

Expelliarmus! – gritou. Todas as varinhas foram direto para sua mão – Muito bem, parem já com essa bagunça. Agora, Lily, diga-me quem foi que abusou da sua inocência?

– Foi ele – Lily respondeu, apontando para James. Sirius segurou o riso, enquanto Remus parecia confuso.

– Você abusou da inocência dela?

– Meu caro Aluado, – era Sirius – não duvide que ainda existam moças puras, embora seja, como posso dizer sem parecer grosso... Ah, que se dane! Embora seja produto raro no mercado.

– Silêncio! – Frank se aproximou de James e o prendeu com as algemas – Você está preso por assédio sexual. Vai aprender a não mexer com minha prima.

Sirius e Remus se entreolharam enquanto Frank caminhava devagar, levando seu amigo.

– Remus, não temos lugar seguro para passar a noite, certo?

– Certo. – ele respondeu.

– Ótimo. – Sirius se virou para um auror e o socou, em seguida se virou para Frank – Você não vai me prender por desacato à autoridade?

Frank deu ordem para que o prendam também. Remus deu o ar da graça.

– Ah, e eu sou mesmo um lobisomem, um homem extremamente perigoso para a vida pública, mesmo não sendo lua cheia.

Frank encarou os três com um ar divertido. No fundo, sabia que Lilysbela queria livrá-los dos assassinos, então mandou prenderem Lupin também. Como não tinha acusação contra os matadores, mandou devolverem as varinhas deles. Apesar da profissão, não chegaram a matar ali e isso não era um problema que lhe dizia respeito.

Snape e Lestrange não puderam interferir por estarem em menor número. Observaram os aurores levarem os três Marotos jurados de morte.

– Tem como fazer alguma emboscada na delegacia? – perguntou Snape.

– Vou ter que falar com um dos meus clientes para saber. – disse Rodolphus – É por isso que odeio essas fardas. Não dá pra fazer muita coisa quando estão em bando.

E os dois cuspiram no chão, em protesto à prisão e com desgosto por não terem completado suas tarefas.


Durante a noite, Lucius apareceu na delegacia e comprovou o que Lestrange acabara de contar sobre os três artistas mambembes. Foi direto falar com Frank.

– Frank, tive uma idéia para dar mais destaque ao meu casamento. Meu e de Lily, claro.

– Diga – Frank respondeu, sem dar muita atenção.

– Que tal se todos os aurores fizessem uma saudação na entrada da capela wicca para mim e Lily? Seria muito bom.

– Não pode ser todo mundo, chefe – Peter se intrometeu.

– E por que não, seu boçal? – foi Lucius quem perguntou, irritado pela interrupção.

– Porque temos os prisioneiros, não podemos deixar que eles fiquem sozinhos. Vai que aqueles matadores entram?

– Realmente. – disse Frank – Embora a idéia de Lucius seja muito boa. Está decidido. – Frank se levantou, pegando sua capa, já de saída – Você fica aqui tomando conta deles, Peter.

– Eu? – perguntou inutilmente, já tremendo da cabeça aos pés – Mas sozinho?

– Peter, você é um auror assistente ou um rato? – Frank perguntou, se virando rápido.

– Bem... – Peter gaguejou.

– Então seja homem! Amanhã você vai ficar de guarda na hora do casamento.

Frank e Lucius saíram, ainda fazendo planos para a saudação. Na calçada, Lucius deu um sinal positivo pelas costas e os dois bruxos que estavam escondidos ali confirmaram seu plano para o dia seguinte.


Lilysbela se olhava no espelho, já vestida de noiva. Apesar de seus trajes, parecia pronta para um enterro ou para um campo de guerra. Era isso o que sentia, estava prestes a explodir uma bomba contra qualquer um que entrasse em seu caminho.

– Lily – Alice arrumava seu cabelo –, você pensou naquela nossa conversa?

– Sim.

– Por acaso vai se casar com ele assim mesmo?

– Dei a minha palavra, Alice. – Lily respondeu, séria – Mas não se preocupe comigo, vai ficar tudo bem.

Alice não respondeu de imediato, apenas encarou a amiga. Por fim, sorriu.

– Que bom que sabe o que fazer naquele altar.

Elas se encaminharam para a sala, onde Frank a aguardava, acompanhado de Lucius Malfoy.

– Está linda, Lily – Frank sorriu.

– Lucius, o que faz aqui? – era Alice quem perguntava – Não sabe que dá azar o noivo ver a noiva antes do casamento?

– Crendices populares não vão fazer eu desistir do casamento, Alice. – disse Lucius, sorrindo ironicamente – Não concorda comigo, Lily?

Ela não respondeu, tinha o olhar vazio.

– Bem... – Lucius continuou – Eu só vim porque quis trazer uma jóia de família. – ele tirou uma caixa de veludo e a abriu, exibindo uma tiara de diamantes – Pertenceu à minha tataravó e é passado de geração em geração. Um tesouro da família Malfoy, dado sempre em ocasiões como essa, uma união entre duas famílias de sangues-puros...

Frank e Alice se entreolharam, confusos. Lily piscou.

– A sua família dá tanta importância assim para sangues-puros?

– Claro que sim, seria uma desonra casar com algum trouxa sangue-ruim, não acha?

– Olhe como fala na minha casa, Lucius – Frank se levantou, impondo respeito.

– Sim, perdoe-me. Acho melhor deixar a minha noiva terminar de se arrumar. Encontro vocês na capela.

Quando ele saiu, Frank se aproximou de Lily.

– Diga, Lily. Não contou ao Lucius sobre seus pais? – ela sorriu, marota.

– Ele nunca perguntou.


Na cadeia, James, Sirius e Remus jogavam baralho para tentar passar o tempo.

– Então, quando faremos nossa fuga? – perguntou Sirius, entediado.

– Por que não hoje à noite? – Remus perguntou, em resposta – Quem sabe não baixam a guarda aqui na delegacia e aquela dupla caia no sono de tanto esperar.

– Se quiserem, podem ir. – disse James, amargurado – Até lá acho que a Lily não vai ter me perdoado, e pior, terá se casado com aquele almofadinhas (sem ofensas, Sirius) do Lucius Malfoy.

– Pontas, você vai ter que superar. – disse Remus – De qualquer forma, Lily é uma moça de família, vocês fugindo só acabaria por desgraçar a vida da moça.

– Ou a gente sai daqui hoje à noite e você rouba a moça, simples assim – disse Sirius, na maior naturalidade. Remus lançou um olhar de censura.

Continuaram jogando, até que Peter chamou:

– Visita para você, Potter. – disse, se afastando e dando passagem para Lily.

James se levantou, feliz em vê-la. Porém, quando percebeu que ela estava com um vestido de noiva, desfez seu sorriso.

– Vai mesmo se casar, Lily?

– Vou cumprir com uma obrigação, só isso – disse ela, séria.

– Me odeia tanto assim?

– Se te odiasse, não teria mandado meu primo prendê-lo, teria deixado você à mercê daqueles dois.

– Moça, – Sirius interrompeu – sem querer me gabar, mas nós três daríamos conta deles, numa boa. Esse título de "matador de aluguel" é só pra assustar, mas se você tiver um bom ataque é inútil.

– Se não me odeia, – James continuou, como se Sirius não tivesse interrompido – por que vai se casar com o Malfoy?

– Como consegue enganar as pessoas sendo tão burro, Potter? – ela cruzou os braços – Não entendeu ainda por que eu vim aqui?

– Lily – era Frank, da porta –, está na hora.

Ela respirou fundo e encarou James.

– Tenho que ir.

Saiu, sem deixar qualquer outra explicação. James a acompanhou com o olhar e seus amigos tiveram certeza de que ele era um caso perdido de coração apaixonado. James se voltou para eles, com cara de enterro.

– Tudo bem, qual o plano?

– Vai esquecer a Evans? – perguntou Remus.

– Não, vou roubá-la. – James respondeu, sincero – E se mesmo assim ela não ficar comigo, pelo menos não vai ficar com o Malfoy.

– Sabia que você não ia me decepcionar, Pontas – Sirius dá um tampinha nas costas do amigo.


Enquanto isso, fora da delegacia, Lucius pagava mais uma bolsa de galeões para Rodolphus.

– Só esperem até que o sino da capela toque. Espero que dessa vez você não tenha dificuldades.

– Se não tiver nenhuma interrupção, pode ter certeza. – disse Rodolphus – Aproveito e mato aquele cachorro desgraçado do Black.

– Pensei que fosse matar só um, Rodolphus. Nesse caso, vamos fazer uma barganha. – disse Snape – Não quero matar só o lobisomem, quero matar principalmente o Potter.

– Já fui pago, Snape. Se contente com o lobisomem.

– Fique com o dinheiro, já fui pago muito antes que você. Além do mais, é pessoal.

– Só porque ele te humilhou na mesa do pôquer, fazendo você dançar nu no meio de todos. Isso não é nada comparado ao que tentou fazer com o Malfoy, ou ao que Black fez a mim.

– Senhores, – Lucius se manifestou – lamento interromper, mas devo me apressar para a cerimônia. Além disso, não importa quem o mate, apenas façam.

Despediu-se dos dois e estava quase chegando à capela, quando esbarrou em alguém de capa.

– Olhe por onde anda seu... Sua... Moça encantadoramente bela – disse ele, ao ver que trombara em uma jovem loira e olhos azuis.

– A culpa foi minha – disse ela. Outra mulher de capa batia o pé no chão, impaciente.

– Vamos, Cissy! – disse ela, a agarrando pela mão e arrastando em direção à delegacia. Narcissa olhava para trás de vez em quando, sorrindo.

Lucius entrou na capela, agora incerto se fazia um bom negócio em se casar com uma ruiva teimosa, temperamental, com hobbies trouxas e que ainda por cima gostava de outro. Talvez tivesse a certeza de desmanchar o noivado, se soubesse o que Lily aprontaria.


Os três continuavam jogando na delegacia e planejando uma fuga, quando Narcissa e Bellatrix chegam para uma visita.

– Mais visita, desta vez para os três – diz Peter.

Elas se aproximaram da cela. Bella lançou um olhar assassino para Peter, que saiu dali rapidinho.

– Olha só para os três. Bem que merecem, por me dizerem desaforos – Bella sorriu, olhando a cela de cima abaixo.

– Eu não disse nada para você – Remus protestou.

– Mas não me disse que era um lobisomem de verdade. – disse Narcissa – Aliás, acho que precisamos conversar. Sobre nós.

Os três se entreolharam. James e Sirius tinham um ar de riso quando Remus se aproximou da grade da cela. Bellatrix revirou os olhos e se afastou um pouco.

– Sabe, Remus... Não é que eu não goste de você, mas...

– Entendo perfeitamente. – disse ele, sentindo um certo tédio – Acho justo que você procure alguém que hã... Esteja à sua altura.

– Obrigada. – Narcissa se comoveu – Apesar de termos rompido, vou ajudá-lo a sair daqui.

– Mesmo sabendo que você é um traste... – disse Bella, apontando para Sirius – Eu ajudo. Afinal, é da família, quem sabe ainda tenha remédio.

– Conversa fiada! – retrucou Sirius – Você só quer os agradecimentos. Além do mais, não temos tanta pressa, aqueles dois não podem simplesmente entrar aqui e nos matar.

– Eles podem. – disse Narcissa – Porque todo o regimento de aurores foi para o casamento, ficou só aquele aprendiz de auror na recepção.

– Ótimo, e ainda estamos sem varinha – James comentou, sem dar a devida importância ao fato.

– Não dá para abrir a cela com a varinha. – disse Narcissa, depois de tentar algumas vezes – Feitiço forte.

Bella sacou a própria varinha e ofereceu aos três rapazes.

– Claro que podem armar uma emboscada com esse auror.

– Por que você não fez isso? – Remus perguntou.

– Porque senão vocês ficam muito dependentes. Se não fosse por mim, hein? Essa história devia se chamar Lisbellatrix e o prisioneiro de Azkaban, seria muito mais de acordo.

– Seria, se você tivesse jeito de mocinha de filme romântico, Bella. – Sirius observou – Agradecemos suas varinhas, mas preferimos sair do nosso modo.

– Narcissa, você poderia ir até a capela e tentar impedir o casamento? – James perguntou, se aproximando – Quem sabe a gente consiga sair antes.

– Lá vem vocês agora querer me explorar, tenha paciência. – ela reclamou.

– Vai, Cissy. – disse Bella – Quem sabe você não encontra um bom partido que não seja trouxa nem lobisomem.

Narcissa saiu pisando duro, enquanto Bella continuou lá, de pé.

– Agora, Bella, chame aquele auror assistente e vai se esconder – disse Sirius.

– Por acaso está me dispensando? – Bella colocou as mãos na cintura, indignada.

– Não, minha cara. – Sirius revirou os olhos – Mas será que você quer mesmo estar aqui quando seu marido chegar?

Ao invés de responder, Bella saiu. Peter apareceu logo em seguida.

– Qual o problema?

– Ora essa, vejam quem está aqui. – Sirius exclamou – Nosso camarada Peter!

– O que querem comigo?

– Achamos que é uma oportunidade perfeita para batizarmos você agora. – disse Remus.

– E realizarmos seu casamento – continuou Sirius.

– Ou acha que esquecemos? – James perguntou com entusiasmo.

– Seria ótimo. – Peter sorriu, abobalhado – Mas eu não consegui os galeões.

– Esquece isso. – disse Sirius – Estamos pagando uma promessa e decidimos que hoje não vamos cobrar ninguém por batizados ou casamentos.

– Tudo bem, mas como é que eu vou trazer a Sue pra cá? Não tem outro lugar para ficarmos a não ser na cela.

– Não seja por isso, vocês entram e a gente sai.

– Vocês estão é tentando me passar a perna – Peter deu as costas, James o chamou rapidamente.

– Como assim, acha que vamos mesmo agir de má fé com um camarada valente e destemido como você? Olhe bem no espelho, amigo, já sabemos que não há meios de lhe passar a perna.

– Bem, falando dessa forma...

– Então! Olha só, você fica aqui com sua senhora, enquanto a gente espera ali, naquele pátio – apontou Remus.

Peter tornou a olhar os três prisioneiros. Desconfiado, se aproximou. Os Marotos tentaram não parecer suspeitos, embora se tratando de Sirius e James fosse quase impossível.

– Pronto, gostei. – Peter sorriu – Agora, o que eu faço?

– Precisamos das nossas varinhas. – Remus continuou – Claro que temporariamente.

– E de uma jarra com água. – disse Sirius.

Peter entregou os objetos para os três. Sirius jogou a água em seu rosto, enquanto James e Remus agitavam as mãos, fazendo gestos aleatórios.

– Pronto – disse Sirius – Está batizado.

– Já?

– É tudo muito rápido.

– Então vou buscar a Sue para vocês fazerem o casório.

– Não precisa – James se adiantou, puxando o auror – Fazemos agora.

– Ué, mas não precisa da presença dos dois?

– Não, é tudo muito rápido e prático – disse Remus, os três agitando as mãos novamente – Pronto, já está casado.

– Nossa, que eficiência – disse Peter, de olhos arregalados.

– Pronto, agora é só tirar a gente da cela e chamar a sua Sue – disse James, num tom impaciente.

– Claro, que cabeça a minha! – diz Peter, desfazendo o feitiço que os trancava.

Assim que saíram, os três tiveram que se conter para não correr, tamanha era a ansiedade de sair da prisão. Peter continuou, tranqüilo, a preparar seu ninho de amor, enquanto que do lado de fora, a cidade se movimentava para acompanhar o que seria o casamento do ano. A não ser que algum bruxo de óculos e cabelos arrepiados pudesse evitar.


Nota da Lucy: Agradeço pelas reviews! Não pude responder à todas devido aos atrasos do em mandar os emails de notificação. Até!