Ao chegar na base, Deidara pousa, pegando Misaki e levando-a para dentro. Semi acordada, ela não consegue identificar ao certo onde a base ficava, mas pôde visualizar, depois que seus olhos se acostumam com o ambiente, que haviam varias pessoas na sala que entraram.

- Aqui Kakuzo – o loiro a coloca no chão – a garota está um pouco machucada, então... – antes que termine sua frase, leva um tapa na cabeça – Aai! Por que fez isso? – reclama o loiro, esfregando a cabeça com as mãos.

- Não diga meu nome despreocupadamente desta maneira – reclama ele, se abaixando para conferir o estado de saúde de Misaki enquanto Deidara se afasta, resmungando.

- Por que demorou tanto para traze-la? – agora é Hidan quem se manifesta – olha o tanto de sangue que ela perdeu! Se a garota morrer, Pain não vai ficar feliz...

- Por que estão implicando comigo? – Dedara mostra a língua para Hidan, se encostando em uma das paredes e cruzando os braços em seguida – se estava com tanta pressa, buscasse ela você mesmo! Ah é, não dá... Quem voa sou eu, afinal, un. – retruca.

- Ora, tenho certeza que ele veio o mais rápido possível – Sasori interfere. O ruivo estava sentado ao lado de onde Deidara se encostara.

Misaki é então curada. O processo é doloroso, mas o resultado eficiente. Não é como se seu treinamento na ANBU não a tivesse preparado para tais situações também. Ela desmaia por breves cinco minutos durante o procedimento de Kakuzo. Ao abrir os olhos, se encontra deitada em uma cama. Haviam duas pessoas conversando na porta.

- Mas aqui? – pergunta um dos dois de pé à porta.

- Isso já foi discutido. Porque você é o único aqui com uma cama de casal. E não temos um quarto de hospedes. – recebe como resposta.

Misaki foca sua visão e pôde visualizar o semblante de Kakuzo, que ela reconhece devido à proximidade na hora de curar seus ferimentos, e as costas do outro ninja. Cabelos longos, amarrados em um rabo de cavalo com um lacinho vermelho e o mesmo sobretudo preto com nuvens vermelhas que todos os outros. Kakuzo faz um sinal para o rapaz indicando que ela havia acordado. Ele então se vira. Parecia muito com alguém de seu passado. Passado que parecia estar a milênios de distancia. Não poderia ser possivel. As vezes sua visão embaçada a estava enganando.

- Você, qual seu nome? – pergunta, em tom de indiferença. Agora Misaki tinha certeza. Agora ela tinha certeza. Aqueles olhos não enganavam. Era Uchiha Itachi.

Tinha que pensar em outro nome. Não acreditava ser ele. - Honjo Myuki... - Tinha usado o sobrenome do novato, foi o que pôde pensar no momento.

- Pois bem – kakuzo da às costas – Deidara vai voltar amanhã para fazer o teste. Até lá ela fica sob sua custódia. Vou dormir. – ele parte, fechando a porta atrás de si e deixando Itachi no quarto com a garota. O Uchiha não havia parado de encara-la desde que se virou. Era como se ele estivesse tentando decifra-la. Sorte que ela havia tido treinamento para se manter exteriormente firme nesse tipo de situação. Afinal, bem ali, diante dela, estava o maior assassino de Konoha das ultimas gerações. Um clã inteiro havia sido dizimado. E não um clã de simples controladores de chackra e ninjutsus básicos. Mas um clã da antiga elite policial da cidade. Ele era perigoso e extremamente calculista. Se pudesse, o atacaria ali mesmo por tudo o que fez. Por tudo o que fingiu ser para depois quebrar, despedaçar.

- Pois não? – Misaki levantou uma sobrancelha. Continuava o olhando. Ainda sentia o sangue coagulado nas mãos e na perna. Mas ao menos estava melhor.

-Você está péssima – ele se direciona até o armário presente no quarto, retirando seu sobretudo e o pendurando em um cabide – vá se limpar – ele pega uma toalha e joga sobre a cama, apontando para uma porta em uma direção – ali é o banheiro. – dito isso, ele se direciona para uma escrivaninha, se sentando na cadeira diante dela, enquanto abria um livro e acendia a vela localizada sobre a mesa.

Suspirou. Itachi podia ter virado o monstro que fosse, mas esse jeito meio rude ele sempre teve, nunca gostou de ser obrigado a interagir. Pegou a toalha que ele jogou e rumou ao banheiro. Não fora difícil tirar o sangue do corpo, mas o cabelo sempre dava trabalho, comprido demais. Secou-o o máximo que conseguiu. Olhando no espelho via que ele realmente estava muito comprido e como ainda estava úmido o prenderia mais tarde, deixando o elástico em seu pulso. Tinha ficado com uma cicatriz fina no lugar da ferida, porem comprida. Enrolou a toalha no corpo. Teria que sair e perguntar o que vestiria. Como se já não fosse incomodo o suficiente estar no mesmo cômodo que ele.

- Preciso de alguma coisa para vestir. - Dado que sua roupa não estava em boas condições e extremamente sujas. Disse ao moreno que estava de costas ainda sentado, agradecia por isso.

Itachi não responde de imediato. Ele lança um olhar para as roupas ensanguentadas que estavam jogadas em um dos cantos do quarto antes de se levantar. Aparentemente havia ignorado este detalhe. Ele se dirige até o armário novamente, buscando algo. Ao olhar para suas roupas, o moreno franze o cenho. Itachi então olha para Miyuki, que estava de toalha agora, com os cabelos molhados e soltos, uma expressão escondendo uma ligeira irritação. Aquela maneira que a garota estava, tão exposta e indefesa, o fazia ter a mesma sensação que tivera quando Deidara entrou naquela sala a carregando em seus braços. A sensação de que já a conhecia. Alias, ela se parecia bastante com a garota que frequentava sua casa na época em que um clã Uchiha ainda existia. Ele ergue uma camisa azul marinho, mostrando-a para ela.

- Serve? – pergunta. Apesar de toda a desconfiança e sequencia de pensamentos que atravessaram sua mente naquele instante, nada transparece. Nem em suas feições, nem em sua voz. Lê-lo era ainda mais difícil nos dias atuais.

- Olha... servir eu creio que sirva, mas acho que eu vou precisar de um pouco mais que isso... - Era uma garota afinal. Precisava de mas coisas a serem vestidas.

Itachi encara sua camisa, pensativo. Aparentemente frustrado. Ele então a guarda.

- Espere aqui. – ele sai porta a fora, a deixando sozinha. Miyuki fica confusa sobre o que fazer. Ele não havia sido escolhido justamente para não deixa-la sozinha? Talvez essa fosse a chance de ouro que ela esperava para fugir. Mas não podia negar que estava curiosa para saber o que Itachi poderia estar tramando junto com a Akatsuki. Aquilo era também uma oportunidade. Poderia mata-lo facilmente a qualquer momento se estivesse compartilhando uma cama com ele. Bom, talvez não tão facilmente, mas tinha sido treinada. E ele era um assassino renegado. Ela estava indecisa de o que fazer. E nessa sua indecisão, Itachi volta. Oportunidade de fuga perdida. Ele possuía em sua mão uma troca de roupas. O Uchiha estende para ela – e isso? – eram roupas femininas. Miyuki não imaginava onde ele arrumara aquilo. Mal sabia ela que, caso Konan a flagrasse andando por ai com suas roupas, além de as arrancar a força, a torturaria até a morte, para em seguida ressussita-la e tortura-la de novo, até que morresse pela segunda vez. Konan podia ser uma boa anfitriã e a mais equilibrada do local, mas quando se tratava de suas roupas, tinha um ciúme inimaginável. Mas Itachi não ligava. Até por que ela nem mesmo estava na sede aquele dia.

Ela aceita as roupas que ele estendia, assentindo, e voltando ao banheiro. Basicamente agora sua roupa consistia em um shorts preto e uma regata roxa, tudo bem ajustado ao corpo. Seu cabelo a estava praticamente seco, saiu do banheiro enquanto o prendia, e sentou-se a cama existente no quarto.

Itachi se aproxima dela, retirando seu lacinho assim que ela termina de prende-lo, tão rapido e repentino que Miyuki fica até sem reação.

- Acho melhor ficar com ele solto. Para os propósitos que aqui se encontra, seria melhor se ele não acordasse todo marcado amanhã. – afirma ele, guardando o lacinho em seu bolso e lhe estendendo uma escova – Aqui, penteie – ordena ele, enquanto a aguarda pegar o objeto.

- Para os propósitos que me encontro aqui... - Isso não soava bem. Se levantou e em vez de pegar a escova da mão do ninja, ela tirou o laço do cabelo deste. Era uma ANBU afinal, tinha ótimas habilidades. E depois a escova, enquanto olhada o cabelo do moreno se soltar e voltava a se sentar - Prometo que não o prendo, mas ainda quero ele. - Disse deixando o laço em seu pulso e penteando o cabelo.

Itachi a olha, apenas, achando curioso a atitude da garota. Ele s e senta. Suspira. Espreguiça-se, bocejando. Retira a camisa e se deita.

- Melhor você deitar. Vai ter um dia cheio amanhã. – Itachi fecha os olhos, se cobrindo.

Ela para de escovar o cabelo, colocando a escova em cima da mesa próxima. Olha o Uchiha deitado por alguns segundos antes de apagar a luz e se deitar virada ao lado contrario dele. Odiava ter que dividir a cama com ele. O odiava na verdade, se comportava de maneira orgulhosa com ele é claro, e se pudesse gostaria de matá-lo assim que adormecesse. Não sabia se conseguiria dormir logo, e parecia um incomodo se movimentar demais na cama. Deitou-se olhando o teto, só queria dormir rápido.

O tempo passa. Uma hora. Duas. Três. Sentia seu corpo se recuperando. Hora que estava quase dormindo, Itachi se vira para ela. Ela se alarma, mas logo percebe que ele estava apenas dormindo. Seu longo cabelo caído sobre seu rosto adormecido, com uma leve luz do luar iluminando parte de seu rosto o davam um ar de inocência a muito perdido. Fazia ela se lembrar daquele Itachi, o garoto cordial e atento de antigamente. Algo dentro dela sentia falta, querendo ela ou não. Ela adormece.

O dia estava ensolarado. Itachi estava deitado numa clareira. Misaki se aproxima.

- Itachi? – abre um dos olhos. Misaki estava de pé, com a cabeça sobre a sua, bloqueando o sol que atingiria seu rosto. O que ela estava fazendo ali? Fazia muito tempo, mas seu sorriso ainda conseguia ilumina-lo mais que o sol.

- Está na frente – afirma ele, friamente. Simplesmente não conseguia agir de outro jeito. Aprendera do jeito dificil que sentimento era sinônimo de fraqueza.

- Que? – pergunta ela, sem entender.

- O sol – responde, voltando a fechar os olhos.

- Ah, desculpe – Misaki sai da frente e se deita a seu lado – ainda sou melhor que você.

- Não é não – Itachi abre os olhos preguiçosamente, virando sua cabeça para encara-la. Ela o olhava, confiante.

- Sou sim. Só não sou tão exibida. – era estranho como Misaki estava naquele momento. Quem ela pensava que era para falar daquela forma desrespeitosa?

- Não é não. E quem você está chamando de exibido? – Itachi franze o cenho para ela. Era esse tom que ela falava com seu ex-chefe?

- Se não sou... – Misaki se aproxima do rosto de Itachi, falando com sua face bastante proxima à dele. Aquilo o deixava desconfortável. Não por não desejar a proximidade, mas por ter que controlar seu impulso de querer se aproximar ainda mais até se tocarem. Por que tinha que aguentar aquela garota dia após dia em sua casa? - ...por que ainda estou viva? – ela sussurra.

Itachi abre os olhos. Um sonho. Era mesmo estranho aquele rosto de criança, sem o menor desenvolvimento naquele corpo de adulta? Era obvio que seria um sonho. Ele então visualiza Miyuki à sua frente. Suas feições a lembravam. Bastante, inclusive. Preferia acreditar que não era aquilo. Eram duas pessoas diferentes. Ou será que não? Não tinha mais vinculo algum com aquela vila. Tinha feito o certo a se fazer, era disso que se convencera. Reviver momentos e sentimentos do passado não geraria bons frutos futuros. Mas não custava nada investigar aquilo mais a fundo. Como eram mesmo seus traços? Gostaria muito de ter uma foto nesse momento para compara-las. Miyuki então abre os olhos. Itachi a encarava fixamente, a analisava. Ela ergue uma de suas sobrancelhas, mas isso não causa mudança alguma na expressão do moreno. Ele estava tão indiferente quanto no dia anterior. Ele então boceja, se sentando em seguida.

Ela se senta logo em seguida esfregando os olhos. Pelo menos tinha sido uma noite tranquila. Começou a passar a mão no cabelo como se fosse prendê-lo, e desistiu lembrando do que o moreno havia dito. O que ia acontecer hoje?

Itachi se veste e vai ao banheiro, deixando Miyuki sozinha no quarto. Ela então escuta a porta. Alguém entra. Era o rapaz que havia encontrado antes de ser capturado. Reconheceu devido à cor incomum dos cabelos (só conhecia Naruto, amigo de Sasuke, com o cabelo daquela cor) e os óculos.

- Achei você, finalmente – o rapaz olha para os lados no corredor – vamos, antes que apareça alguém! – ele afirma, abrindo a porta totalmente, se colocando para fora em seguida.

Fez uma expressão como se não acreditasse. Como o garoto tinha entrado ali? Ele devia ser excelente. Ela olhou a porta do banheiro e se levantou rápido, colocando os sapato e indo até o garoto.

Eles seguem pelos corredores Akatsuki afora até um buraco na parede. Ele se abaixa, entrando. Miyuki o segue. Atravessam um pequeno túnel até se verem do lado de fora. Assim que Miyuki sai do túnel, ele puxa uma corda que saia da abertura por onde haviam acabado de passar, acionando uma explosão que fecha o túnel. Ele retira do bolso algum tipo de equipamento. A garota sente emanar algum tipo de Chackra do objeto. Agora estava tudo explicado. Armas de Chackra independente. Elas seriam mesmo assim tão eficientes a ponto de ajudarem um civil destreinado entrar em um covil de ninjas mercenários? Ele parecia nervoso.

Miyuki fica apreensiva ao compreender a situação. Mas talvez aquilo desse certo. Ela também já estava parcialmente curada, se sentia capaz de dar conta se viessem um ou dois membros atrás dela apenas.

- Por aqui – ele segue para o bosque o mais rápido possível – eles te machucaram? – pergunta ele , lançando um rápido e nervoso olhar para trás, como que conferindo se estava sendo realmente seguido.

- Não... ainda. - Seguia o garoto. Ainda achava que plano dele parecia ter varias possibilidades de dar errado. E ai sim eles a machucariam.

- Tudo bem. – parecia confiante em si – Meu nome é Mika, a propósito. – ele corre, adentrando no emaranhado de arvores a frente. Miyuki vai segui-lo, mas sente seu machucado puxar devido ao esforço, o perdendo de vista.

Se continuasse em frente conseguiria voltar sozinha. Forçar a perna lesionada não era muito uma boa ideia, mas se conseguisse chegar a vila perto dali, estaria bem. Agora com a reposição de chackra já conseguia ir mais rápido, mesmo que ainda sentisse um incomodo.

Miyuki então, antes de dar muitos passos mais adiante, escuta um grito. Grito esse que antecede o voar de muitos pássaros e, depois, silencio total. Ela para por um tempo, ficando em alerta. Quando decide voltar a se movimentar, entretanto, uma voz é ouvida.

- Onde pensa que vai com tanta pressa? – era a voz de Itachi. Algo cai em seus pés. Uma cabeça. A cabeça de Mika.

Parece que olhar aquilo não fora tão fácil quanto devia. Apesar de saber do que o Uchiha tinha feito, algo dentro dela não queria acreditar. Mas olhando aquilo era como se ele lhe provasse que o garoto de antes sequer existia. Encarou-o vacilando um pouco. Tentaria usar o byakugan e assim ele saberia quem ela era, ou tentava resistir com o mínimo de habilidade? Mas contra um usuário de sharingan se ela não usasse seu doujutsu perderia com certeza. Hesitou um pouco e saiu do lugar no intuito de passar por ele correndo, o que viesse depois ela tentaria evitar.

Logo a sua frente surge o contorno de uma pessoa. Pôde-se ouvir uma risada. Ela estava pronta para ativar se Byakugan, mas percebe que a pessoa postada à sua frente era baixa demais para ser Itachi. Ele então sai das sombras. Era Itachi... mais baixo? Ele então cresce, cresce, até ficar maior que uma arvore.

- Você não vai querer fazer isso, certo? – ele estava sério – a escolha é sua.

-Moça! - Ela pisca algumas vezes. Mika estava à sua frente – Por que parou? – ela olha em volta. Tinham acabado de sair da sede. O túnel acabara de ser fechado. Ela então entende. Toda sua fuga pela floresta fora uma ilusão. Ele os observava.

- Não posso ir... - Disse meio baixo. Deu uns passos pra trás. - Já descobriram, e chegariam aqui rápido. Não posso ir. - Ela se virou, sem esperar o garoto responder. Ela tinha muito mais chance de perder ali, se fosse lidar só com o Uchiha talvez tivesse uma chance, talvez valesse arriscar. Mas se outros viessem... As habilidades dela poderiam no máximo estar equivalentes ao do moreno, afinal, ele tinha sido capitão da ANBU bem mais cedo que ela. Não queria voltar. Como ANBU sempre avaliou a situação, e no momento, continuar parecia um suicídio, ou algo bem pior. Voltou correndo, rumando para dentro da sede. O orgulho estaria ferido, mas teria de fazê-lo.

Assim que surge nos corredores do local, se depara com o Uchiha, encostado em uma das paredes.

- Fez a escolha certa – ele afirma, desencostando da parede logo em seguida – se prosseguisse não sobreviveria... – ele da passos lentos na direção de Miyuki – mas não seria eu quem te mataria – Itachi passa por ela, rumando de volta ao quarto. Estranhamente aquilo, apesar de soar ameaçador, pareceu a ela e seus anos de experiência que estava a... ajudando?

Esperava mais brutalidade assim que pisasse por ali, especialmente dele. Mas nada do que ela tinha como o que ele seria depois daquele massacre tinha aparecido ainda. Ela entrou no quarto logo apos ele, não queria nem olhá-lo, não sabia se por vergonha ou por raiva.

Itachi pega seu sobretudo e algumas kunais. Arruma uns livros sobre a escrivaninha e vai até a garota.

- Que tipo de olhar é esse? – ele toca sua bochecha com o dedo – esse que você fica direcionando para mim. Se afastou com o contato.

- Que olhar? - Ela fazia o possível pra não olhá-lo, tinha o feito sem reparar?

- Como se estivesse me analisando o tempo todo. – Itachi a observa – me odiando... temendo minha aproximação ao mesmo tempo...

Desviou o olhar um momento. Medo dele? Era segura de que suas habilidades eram suficientes. Mas temia aproximação de alguma maneira. Era porque o conhecia? Porque tinham crescido juntos? Talvez porque ela deixaria ele se aproximar.

- Porque eu deixaria de te analisar enquanto presa aqui? Você não faria o mesmo? Quanto ao ódio, não acho que alguém de konoha sinta menos que isso por você. - Disse e logo em seguida percebeu que tinha dito de que vila era. O que estava acontecendo, dando informações assim...

Itachi fica em silencio. O que passava na cabeça dele, Miyuki jamais decifraria. Mas não ousa dizer mais nada depois do tanto que já havia dito desnecessariamente. Nesse momento ouvem um estouro. Uma parte do teto se desprende. Miyuki olha para cima e percebe que um grande bloco de pedra caia em sua direção. Infelizmente tudo acontece rápido demais para que ela pudesse reagir. Em um piscar e se encontra em uma situação bastante diferente de cinco segundos atrás. Itachi a puxa para perto de si, tão forte, que o impacto o obriga a dar dois passos para tras juntamente com Miyuki, derrubando Itachi sentado, com ela caída sobre ele. O enorme bloco estava agora no chão diante deles. A mão de Miyuki estava apoiada constrangedoramente um pouco mais abaixo do abdome do moreno. Ao perceber, ela rapidamente a retira, corando totalmente. Seguido à reação de Miyuki, Itachi se levanta tranquilamente, como se nada tivesse acontecido, ainda ajudando-a. Deidara aparece na porta.

- Desculpe, erro meu. Está na hora de leva-la, un. – o loiro se aproxima e pega o pulso de Miyuki, puxando-a para a porta. Antes de se afastar, entretanto, Itachi segura seu pulso, impedindo-o.

- Que não se repita – afirma ele, serio.

- Eu ein – resmunga Deidara, se liberando do agarro de Itachi e se colocando a andar corredor a fora com a garota. Ela lança um ultimo olhar constrangido para Itachi, o flagrando observando-a partir.

- Onde vamos? - Perguntou ao loiro que ainda a segurava. Lembrava do Uchiha dizendo que devia deixar o cabelo solto para o proposito de estar ali, mas ainda não relacionara a informação a nada.

- Você não faz a mínima ideia do por que estar aqui? – pergunta ele, levando-a corredores a fora – Realmente não tem nem ideia?

- Não teria perguntado se soubesse. - Achava Deidara irritante o suficiente pra querer bater nele.

- Basicamente você se tornará uma de nós agora... – Deidara entra em um quarto, trazendo-a junto consigo, fechando a porta atrás de si em seguida – mas antes passará por um teste – ele retira o manto da Akatsuki – acredite, tive tanta escolha nisso quanto você está tendo.

Não. Eles tinham aquele teste que ela não tinha feito. Porque se ANBUs precisavam extrair informações, nukenins então... Ficou tensa com o pensamento. Ia ser avaliada? Não sabia nem o que fazer, sabia no máximo as coisas que tinha feito com Kakashi, mas dali em diante... Como ia conseguir agrada-lo?

- Me faça homem sendo mulher, un. – diz Deidara, fazendo uma careta àquela frase – Sasori, eu ainda te mato por ter me feito dizer isso, un – diz, falando mais consigo mesmo. Ele tira a calça e se senta, cruzando os braços – pode vir. Caso não agrade, Pain dará um fim em você ele mesmo.