Notas da Autora

A jovem chikyuu-jin desperta com suas memórias modificadas para a realização do teste...

Será que ela conseguirá passar?

E Hakushiro? Qual provação preparou para Hanako?

Capítulo 7 - Início do teste

Hanako desperta e olha em volta, enquanto sua mente parecia em branco, para depois vim uma enxurrada de lembranças.

A jovem se lembra de estar na vila com a sua família, quando surgiu um monstro. Seus pais eram guerreiros e o enfrentaram. Lembra-se deles serem assassinados com este gargalhando malignamente, enquanto os torturava, esmagando seus ossos até a morte em suas mãos imensas com estes gritando em dor e ela chorando, enquanto que ferido severamente, o irmão dela a tirava dali, correndo, enquanto eram perseguidos pelos servos do monstro com ele falando para "não desistir de viver" e correr para longe para se salvar" e que "ela devia viver por ele e por seus pais", olhando para trás e vendo que um deles, que lembrava um imenso lagarto verde com presas pontiagudas e corpo humanoide, manejando uma espécie de espada, avança contra ele.

Seu irmão consegue rebater e brandindo a espada, gera um vento que corta várias árvores, enquanto continuava fugindo, sendo a sua prioridade a segurança de sua imouto com esta se lembrando dele coloca-la no chão para começar a correr na direção dos perseguidores para atrair a atenção deles para longe dela, que se recusa, enquanto ele falava para pegar a espada, pois esta podia defende-la, ajudando-a a sobreviver.

Então, o vê olhando seriamente, enquanto o segurava fortemente pelos braços e nisso, sente um golpe forte na nuca.

Agora, acordara sozinha e certa que seu irmão já estava morto e nisso, chora copiosamente, até que o som atrás de uma árvore lhe chama a atenção e tendo em vista os últimos acontecimentos, pega a espada de seu irmão, pondo-se em guarda, até que surge uma espécie de filhote de lobo, de cor castanho escuro, com o peito e barriga de cor castanha alaranjada e olhos azuis esverdeados que identifica como pertencente a uma das várias tribos de lobos que viviam em harmonia com as vilas de humanos, baixando a espada, enquanto este se atira sobre ela, desesperado.

- Por favor, me ajude! Por favor!

Então, larga a espada e pega o pequeno lobo no colo, perguntando, ainda com os olhos lacrimosos:

- Sua tribo foi atacada por um monstro enorme em forma de lagarto?

Ele a olha com confusão e acena com a cabeça.

- A sua vila também, humana?

Ela consente com a cabeça, enquanto senta e chora, fazendo o filhote ficar no colo dela, encostando a sua cabeça em seu tórax, com a voz pesarosa:

- Desculpe, não percebi que você estava tão triste e este Kouga pedindo ajuda...

Ela olha para o filhote e se recordar dos seus pais sempre ajudando aqueles que necessitavam. Por mais que chorasse, nada mudaria e não podia ficar sentada. Vinha de um clã de guerreiros e, portanto, sabia manejar a espada sagrada e com ela, se vingaria do assassinato de seus pais, nem que fosse a última coisa que fizesse, sendo tal decisão reforçada pela gargalhada insana que o monstro deu quando os esmagou até a morte, fazendo-os gritar em agonia até morrerem e cujos lacaios assassinaram seu irmão.

O pequeno corpo dela passa a ser movido pela vingança, dando-lhe um novo motivo para viver e diminuindo a sua tristeza, gradativamente.

Porém, decidira ajudar aquele filhote, seguindo o exemplo de sua família e então pergunta:

- Tudo bem. Você quer que eu o ajude como?

- Atrás daquela montanha - ele aponta com a patinha - Há uma vila secreta da minha raça. Acredito que meus irmãos tenham ido para lá, quando acabamos separados pela perseguição dos servos daquele monstro. Pelo menos, espero. - suas orelhas se abaixaram - Mas, tenho medo. Estava apavorado e quando a vi deitada e reconheci como sendo uma aldeã de uma das vilas que temos como amigos, pensei que, talvez...

- Que poderia fazer companhia enquanto o levava até essa vila?

- Isso.

- Eu prometo que irei ajuda-lo. Se me negasse, não poderia encarar a minha família. Enquanto isso esperarei ter a minha chance de me vingar.

- Vai se vingar? - arqueia o cenho inclinando a cabeça.

- Ele me tomou tudo o que era importante e torturou os meus pais até a morte. Nunca irei perdoa-lo! - exclama com raiva nos olhos ao vira-los na direção de sua vila, onde via uma fumaça densa, indicando que fora queimada.

- Mas, vingança não trará a sua família de volta, além disso, você corre o risco de morrer... Ele é muito forte.

- Eu sei que ele é forte e que a vingança não trará a minha família de volta - fala com lágrimas de raiva e não mais de tristeza - Porém, irei me vingar por eles que foram mortos com requintes de crueldade, assim como pela dor que me causou ao tira-los de mim.

- Eu não conseguiria. Sim, sentiria raiva e muito, ao ponto de desejar. Mas, não vejo me vingando, por mais que deseje em um primeiro momento. Além de que, se for forte demais, estaria desperdiçando a vida, a mesma que a minha família deu para mim e isso não iria fazê-los felizes. Com certeza, desejariam que eu me salvasse e buscasse ser feliz de alguma maneira.

- Você não viu o que eu vi! Não passou pelo que passei! É muito fácil falar isso.

Ela se levanta, abruptamente, irritada, fazendo o filhote rolar para fora e cair no chão, enquanto via a jovem olha-lo com raiva e com as mãos na cintura, encarando-o, fazendo-o encolher a sua cauda e abaixar as suas orelhas.

Ele senta na grama e continua falando, chateado, fazendo círculos no chão com a patinha:

- É que meus pais sempre me falaram dois ditados: "Quando for se vingar, cave duas covas. Uma pra você e outra para quem deseja se vingar", além de que "a vingança é como uma floresta profunda, sendo muito fácil se perder nela". Quem deseja vingança, pode chegar ao ponto de esquecer o que é humanidade, podendo ser tomada tão intensamente pelo ódio, que pode acabar perdendo a si mesma, ao ponto de não fazer distinção entre amigos e inimigos. O ódio é muito forte e pode cegar as pessoas que se deixam serem tomadas por ele. Pelo menos, é o que a minha família diz e sempre acreditei nisso.

- Senão se calar e parar de falar besteiras, não o levarei! Guarde para si a sua opinião! Não me interessa! Em minha opinião, tudo isso é besteira!

Ele abaixa a cabeça e chora levemente, até secar seus olhos com o dorso das patinhas, falando, cabisbaixo:

- Eu não irei falar mais nisso... Só peço para me levar até a vila, por favor.

- Dei a minha palavra e irei cumpri-la. Vamos. - nisso, pega a espada e um pedaço de cipó que encontrou próximo dali, amarrando a arma nas suas costas.

- Sim. - e abanando a cauda põe-se a segui-la.

Após se afastarem, Hakushiro-hime aparece, flutuando, olhando ambos se afastarem e outra dragoa com forma humana surge ao lado desta, ambas sentadas em pleno ar.

- É aquela que deseja tornar sua afilhada?

- Sim, haha-uê.

- Não acredito que ela conseguirá passar. Ainda mais com todo esse ódio em seu coração, ditando a sua vingança... O guia não conseguiu fazê-la mudar de ideia.

- Ainda é muito cedo... Além disso, o escolhido tem direito a completar o teste. Acredito que no final, ela saberá qual é a coisa certa a fazer quando chegar o momento da provação.

- É muito fácil manipular as memórias desses seres. Ela se esqueceu completamente de seu verdadeiro passado. Meus parabéns! - nisso, acarinha o ombro da filha que sorri.

- Eu acredito que a Chichi-chan conseguirá fazer a coisa certa. Não acredito que seu coração esteja tão preenchido pelo ódio que não possa surgir uma luz de esperança.

- Você sempre foi otimista. E quanto à provação?

- Não irá demorar para surgir. Ainda é cedo demais.

- Compreendo a raiva dela. Ela sofreu e muito. É compreensível, mas o excesso, ao ponto de desejar a vingança acima de tudo, enquanto é tomada por um intenso ódio, não é desejável um Ryuusou tê-la e, portanto, não será digna de se tornar um.

- Acredito que quando chegar o momento tomará a decisão correta. Meu coração diz isso.

- Apesar do método da aplicação do teste, assim como a sua provação, ser feito a sua maneira, espero que não faça o mesmo erro que sua anee-uê fez ao não saber julgar corretamente e cujo resultado não foi nada bom.

- Esta Hakushiro não cometerá tal erro, haha-uê. Além disso, acredite. Se não passar, é muito mais piedoso mata-la sem ela sentir dor.

- Então... a provação destinada será...? - a genitora fica estarrecida.

- Acho melhor que seja assim. Será rápido e indolor, caso não passe nele. Estou dando um teste de vida e morte, honorável genitora. No caso dela, se faz necessário.

A genitora a olha atentamente, vendo que o olhar de sua filha possuía uma mescla de tristeza e decisão, percebendo que de algum modo, o coração desta acabou se ligando a jovem e que isso a levou a realizar um teste que não era executado há milênios, com o intuito de que senão pudesse salvar o coração daquela criança das trevas do ódio, salvaria ao menos a sua alma da dor e desespero, sendo a coisa mais piedosa a se fazer em relação à criança humana.

- Entendo... Faça como quiser filha, siga o seu coração.

- Sim, haha-uê. Estou preparada para o resultado do teste, seja qual for. Mas, apesar disso, espero que ela consiga passar para que possa salva-la das trevas que a consomem, curando-a.