-Acha que é uma boa idéia, Karana? –Shitara pergunta, surpresa, ao ouvir a amiga.
-Pense nisso, Shitara. Será minha chance de mudar de vida. Se Gaara faz tanto por uma filha que ele nem saber se é dele, imagina o que não faria por um filho legitimo? Talvez até se case comigo. – Karana fala, olhando-se no espelho, tentando se imaginar grávida. -Está decidido, darei um filho á Gaara.
-Foi por isso que não desceu ao salão, ontem?
-Sim, preciso evitar contato intimo com outros homens, não posso correr o risco de engravidar de outro. Gaara quererá provas de que o filho é dele. Vou ao médico hoje e farei alguns exames, e ficarei grávida do Kazekage. – Ela ri ao terminar de falar e Shitara á olha, pensativa, aquilo era muito perigoso.
Karana termina de se arrumar e joga um beijo para a amiga, saindo em seguida. Iria colocar seu plano em ação, tinha a vantagem de ser a única mulher com quem Gaara fazia sexo em Suna. Porém, agora que ele estava livre, as jovens solteiras da Vila da Areia iriam tentar atrair a atenção do ruivo e alguma espertalhona poderia ter a mesma idéia que ela. Precisava tomar providencias rápidas á respeito.
Ela se dirige ao hospital, ia pensando no futuro, seria a esposa do Kazekage e não precisaria mais trabalhar em um bordel. Teria dinheiro, conforto e segurança. Seria fiel á Gaara, não tinha porque trair um homem tão viril quanto ele. Distraída ela esbarra em homem no caminho e se espanta ao reconhecê-lo. –Bom dia, não esperava vê-lo aqui. Quando chegou?
-Olá, Karana, quanto tempo, você está ainda mais linda do que me lembrava. Como vai? – O homem sorri para a mulher, sem responder á sua perguntar. –Estou ótima e muito feliz.
Ele repara que os olhos da loira brilhavam, ela parecia muito alegre. – Aonde vai? Posso acompanhá-la?
-Vou ao hospital e não, não pode me acompanhar, não seria nada bom que nos vissem juntos, principalmente agora. – Ela responde ficando séria, aquele homem era perigoso e poderia criar problemas se descobrisse seus planos.
-Por que vai ao hospital tão cedo? Disse que estava ótima.
-Apenas consulta de rotina, agora preciso ir. Até mais. –Ela se despede e sai rapidamente e o homem a segue com os olhos. Ele sabia que tipo de consulta de rotina as mulheres iam, sendo Karana uma prostituta, aquilo era mais do que necessário. Mas ela parecia feliz, quase em êxtase ao dizer aquilo e ele começa a pensar, havia algo ali, ele precisava descobrir o que era, poderia ser importante, sabia quem era o principal cliente dela. Decidido ele também se dirige ao hospital.
De longe uma pessoa acompanhava o encontro dos dois á alguns metros. Karana estava brincando com fogo e teria que ser detida, o mais rápido possível.
XXX
Gaara aguarda a chegada dos ninjas ao seu gabinete, em sua mão ele segurava a mensagem de Nêmesis. Ainda estava furioso, como aquele maldito tinha dito coragem de se aproximar de seu pequeno anjo? E como ele conseguira tal façanha?
A porta se abre e Shikamaru entra junto com Ino. Gaara observa a jovem de Konoha, como sempre ela estava silenciosa, parecia ignorar tudo e todos.
-Você nos chamou, Gaara? –Shikamaru pergunta parando em frente á mesa do Kazekage ao lado da loira. Gaara lhe estende o papel, sem dizer nada e espera que o ninja leia.
Shikamaru olha para o conteúdo da mensagem e depois entrega á Ino, voltando sua atenção ao ruivo. –Quando encontrou isso?
-Quando cheguei á minha casa, após o ataque. – O Kazekage responde, se encostando á poltrona. –Ele entrou em Suna, entrou em minha casa, no quarto da minha filha. Isso é uma provocação.
-Você está enganado, Gaara, isto é um aviso. –Ino se manifesta, quebrando o próprio silêncio. –Um aviso para que proteja Nyaara e garanta a segurança dela. Se Nêmesis a quisesse morta ele a teria matado na noite anterior.
-Concordo com Ino, Nêmesis está querendo lhe dizer que não está envolvido no seqüestro de sua filha e também que o perigo ainda ronda Nyaara. – Shikamaru acrescenta.
-Vocês realmente acreditam que não foi Nêmesis que levou Nyaara? –Os dois assentem e Gaara solta um suspiro, voltando a ler a mensagem. –Pelo jeito o inimigo está perto. Porém ele não terá outra oportunidade, eu garanto.
-Gaara, os membros da força tarefa estão ajudando Temari á verificarem os prejuízos causados durante o ataque da noite passada. Ela disse que logo trará um relatório para você. Porém, já posso lhe adiantar que não foram tantos quanto pareceram á primeira vista. O alojamento e a academia sofreram mais danos, mas poderão ser recuperados em breve. Acho que Nêmesis queria mais dar um aviso do que realmente prejudicar Suna. Pelo menos desta vez.
-Aquele maldito. Preciso de informações, Shikamaru. Preciso saber como ele conseguiu se infiltrar aqui e quem são seus aliados. – Gaara fala ficando em pé.
–Pensei nisso, talvez possamos interrogar algumas pessoas. Em minha opinião Nêmesis obteve ajuda de civis e Ino pode falar com alguns comerciantes, ver se descobre algo. Alguém pode ter visto ou ouvido alguma coisa útil.
-Acho que o bordel seria um ótimo lugar para se conseguir informações. Os homens tendem á falar demais com prostitutas. –Ino sugere e aguarda. Gaara a olha pensativo, ele sabia que ela estava certa, Karana havia dito que os fregueses andavam comentando sobre Nêmesis. –Falem com a proprietária do bordel.
-Essa atitude irá irritar algumas pessoas e assustar outras. – Shikamaru acrescenta e Gaara concorda. –Tomem cuidado, não ameacem ou pressionem ninguém, tentem obter informações com cautela.
-Certo, vamos Ino?
-Espere, quero falar com você, Ino. – Gaara avisa olhando diretamente para ela. Se Shikamaru fica surpreso, não demonstra e sai deixando os dois á sós no gabinete do Kazekage. –Pensou em minha proposta? Já tem uma resposta?
-Não tenho interesse em me vingar de Haruno Sakura, Gaara. –Ino responde cruzando os braços. – A minha resposta é não.
-Deixe-me lhe mostrar uma coisa antes. - Ele pede com a voz suave e ela concorda. Gaara se aproxima da porta e a tranca, para surpresa de Ino. Depois ele se dirige até a parede atrás da mesa e retira um caixa de dentro de um cofre embutido. –Um mês antes de vocês chegarem um nômade da tribo Shirasu (1) deixou isto. – Ele mostra para Ino o conteúdo da caixa.
Ino pega a túnica esfarrapada e a abre sobre a mesa, no tecido que havia sobrado das costas havia um desenho que Ino conhecia bem. Era o símbolo do clã Uchiha (2). –Onde encontrou isso?
-Como eu disse, foi um nômade que trouxe. A tribo Shirasu sempre vem a Suna em busca de alimentos, remédios e abrigo por uma ou duas noites. Em troca eles me dão informações sobre as fronteiras entre o País do Vento e seus vizinhos.
-São seus espiões. –Gaara nega. –Estão mais para guardiões. Eles me contam apenas o que acham que devem, nem mais, nem menos. São contra violência, guerra, conflitos, vivem em paz e harmonia com as outras tribos. Não possuem armas ou lutadores.
-E por que eles lhe entregaram isso? Não faz sentido, não há mais Uchihas vivos.
-Konoha tem sido muito negligente sobre seus ninjas desaparecidos. Como pode ter certeza de Uchiha Sasuke está morto? Você viu seu corpo? Alguém o viu morrer?
-Naruto disse que ele estava morto, que havia encontrado seu corpo e enterrado. –Ino começa a entender onde Gaara queria chegar.
-Sim, Naruto disse isso e depois desapareceu, ninguém achou isso estranho? Para mim é coincidência demais e eu não acredito em coincidências. Então pedi aos Shirasus que ficassem de olho. E eles encontraram essa túnica.
-Aonde ela foi encontrada?
-Ino, para que eu responda suas perguntas, preciso que você aceite minha proposta. – Gaara fala com calma, analisando a expressão de Ino, a garota parecia feita de gelo. Lentamente, ela concorda com a cabeça e Gaara sorri de leve. Tinha conseguido uma poderosa aliada.
-Não sei onde isto foi encontrado e por seu estado imagino que faz tempo que está jogada e que não deva ter nenhum resíduo de energia. Porém, gostaria que você verificasse para termos certeza.
Ino executa o jutsu e coloca as mãos sobre a túnica fechando os olhos e Gaara a observa atentamente. Alguns minutos depois ela reabre os olhos e encara o ruivo.
-Você está certo. Não sinto nenhum resíduo de energia nesta peça, pelo seu estado deve estar perdida há muito tempo. Talvez se os nômades nos mostrarem aonde á encontraram, possa existir algo no lugar que eu consiga rastrear. Podemos tentar. Você tem como entrar em contato com os nômades?
-Talvez, contudo teremos que ir até eles, os Shirasus não respondem mensagens, apenas o chefe da tribo fala nossa língua. O resto da tribo utiliza um dos dialetos do deserto.
-Quer que eu vá com você? –Ele confirma. –Por quê? Se os Shirasus não falam nossa língua, não adiantará me levar junto.
- Você poderá obter informações deles com suas habilidades mentais, se for preciso. Não sei se o chefe me dará as informações que quero.
-Vai trair a confiança de seus aliados?
-Apenas se for necessário. –Ele responde com simplicidade e ela dá de ombros, aquilo não era problema dela.
-Por que quer tanto encontrar Naruto? Se ele e Sasuke estiverem vivos, então ambos serão declarados ninjas patifes. O que um Kage pode querer com nukenins?
-Devo minha vida á Naruto, somos amigos. Quero saber porque ele deu as costas ao mundo ninja. E também tenho algumas suspeitas que quero investigar. –Ele pega a túnica e olha diretamente para Ino. –Acredito que Naruto e Sasuke estão vivos e quero encontrá-los.
-Que suspeitas?
-Quando chegar a hora eu direi. –Ele responde misterioso e Ino dá de ombros. –Então você quer sair em busca de dois ninjas da Folha que podem não estar vivos?
- Exatamente. –Ele responde com frieza.
-Certo. Gostaria de receber minhas armas de volta, não gosto de viajar sem elas.
- Eu as devolverei antes de sairmos de Suna. – Ele fala cruzando os braços. -E então, estamos combinados?
-Sim, estamos combinados. Quando partiremos?
-Hoje á meia-noite. Sakura deverá chegar antes de nosso retorno, pedirei á Temari que a recebe e coloque no alojamento com vocês.
-E o que você pretende fazer com ela?
-É você quem decide Ino. Faça com ela o que achar que deve, tome a atitude que quiser. A vida de Haruno Sakura pertence a você e se quiser dar cabo dela, tem todo o meu apoio. Este foi nosso acordo, você me ajuda á encontrar Uchiha Sasuke e eu te entrego Sakura para que possa se vingar da forma que achar mais apropriada.
-Francamente, Gaara, você parece esquecer de que Sakura é a protegida daquela velhota bêbada. Eu não poderia fazer nada contra ela.
-Ino, quem manda em Suna sou eu, se eu disser que Sakura desapareceu no cumprimento do dever, ninguém irá contestar. Acha que Tsunade romperia com uma aliança por causa de uma kunoichi? Duvido.
-Então se eu decidir sumir com Sakura, tenho sua permissão? - Havia incredulidade na voz de Ino e Gaara a encara, sua expressão era indecifrável. –Se preferir eu mesmo sumo com ela, temos alguns buracos bem fundos aqui em Suna, verdadeiros sumidouros. Pode fazer o que achar melhor e deixe que eu limpo a sujeira depois.
- Não pretendo matar Sakura. Há outras formas de castigá-la. Porém, não sei se isso valeria de alguma coisa.
-Poderemos fazer outra coisa. Se você conseguir que ela confesse o que fez e quais foram seus motivos, eu tomarei providencias para limpar seu nome. Você voltaria á Força Ninja de Konoha, não é o que quer?
-Não. –Ino responde com ênfase, surpreendendo o Kazekage. –Por quê?
-Não tenho motivo para confiar em Tsunade e não acho que deva lealdade á Konoha, não depois do que aconteceu. – Ela responde e pela primeira vez Gaara sente alguma emoção nas palavras da loira.
-Poderia se juntar á Força Ninja de Suna. Eu a nomearia jounnin e você seria capitã de time. Além de um alto salário, eu providenciaria uma residência confortável para você. O que me diz?
-Preciso pensar. –Ela responde com frieza, olhando fixamente o homem á sua frente. Gaara assente e se aproxima da porta, destrancando-a. – Não diga nada á ninguém sobre nossa conversa, nem mesmo á Shikamaru.
-E como explicarei minha ausência á ele?
-Por que precisa explicar algo á ele? – Gaara pergunta de forma desafiadora, se queria tirar o comando do Nara sobre a Yamanaka a melhor forma era colocar um contra o outro. Fazer a loira se revoltar contra o controle do rapaz. – Não sabia que precisava da autorização dele para tudo.
-Esquece que ele é o líder do grupo? – Ela responde irritada.
-Somente nas minhas ausências. Eu ainda estou no comando do grupo. Não se preocupe com Shikamaru, eu mesmo falarei com ele. -Ela concorda e se despede, saindo em seguida, uma desconfiança se formando em sua mente. Se Sasuke ainda estava vivo, com certeza Sakura tinha conhecimento. Agora tudo começava a fazer sentido.
Do lado de fora do prédio Ino encontra Shikamaru á sua espera. O rapaz segura em seu braço assim que ela se aproxima. – O que ele queria?
Ino olha em volta, aquela hora havia pouquíssimas pessoas pelas ruas e ninguém estava reparando neles. Ela se desvencilha de Shikamaru e olha dentro dos olhos escuros do rapaz. – Pergunte á ele.
-Não brinque comigo, Ino.
-Não tente me controlar Shikamaru.
-Você está sob meu comando.
-Apenas no que se refere á Força Tarefa, o que faço de minhas horas vagas é problema meu. – Ela fala e se afasta, deixando o rapaz plantado meio da rua seguindo-a com o olhar espantado. Há anos que Ino não o desafiava e aquilo não era um bom sinal. Precisava descobrir o que estava acontecendo.
Ino chega aos alojamentos semi-destruído e encontra Temari andando pelos cômodos que ainda estavam em pé. –Precisa de ajuda? – Pergunta acompanhando a Sabaku com o olhar.
-Na verdade, preciso de um milagre. Apenas quatro quartos e um banheiro estão em condições de uso e tenho vinte ninjas para acomodar. – A outra fala observando Ino. –Acho que vocês terão que ficar no mesmo quarto e dormirem no chão.
-Eu não ligo, já dormi no chão centenas de vezes. Mas preciso encontrar minhas coisas. – Temari assente e Ino continua. –Você viu meus colegas?
-Eles estão com o restante da Força Tarefa ajudando a organizar o local e levantar os prejuízos, preciso entregar um relatório ao meu irmão.
Ino apenas concorda com a cabeça, sem dizer nada. Rapidamente ela localiza sua mochila e as dos seus amigos e empilha tudo em um canto do quarto. As camas estavam todas quebradas e os colchões queimados. Temari estava certa, eles teriam que dormir em sacos de dormir no chão.
Shikamaru entra no quarto e observa Ino amontoando as coisas deles. –Ino, venha comigo, temos que conseguir informações. Vamos começar pelo bordel.
-Certo. –Ela responde e sai do alojamento, passando direto por ele sem olhá-lo. Shikamaru a segue com o olhar e depois volta á atenção para Temari. – Precisa de ajuda, Temari? Os ninjas da Força Tarefa estão á sua disposição.
-Eles não gostaram de me ajudar. Disseram que não vieram á Suna para isso. –Ela fala encarando o rapaz. Shikamaru sorri, divertido. –E você aceitou isso em silêncio?
-Claro que não, disse á eles que aquele que não ajudasse teria que se entender com você depois e que Gaara tinha lhe dado permissão para puni-los como achasse melhor.
-Gaara disse isso?
-Não, mas eles não sabem disso, sabem? –Ela responde chegando bem perto do homem moreno, o suficiente para que ele sentisse seu perfume. – Não deveria usar perfume quando está em serviço, Temari. Sabe que o odor pode denunciar sua posição ao inimigo.
-Como se o nosso inimigo não soubesse exatamente onde nos encontrar. – Ela rebate, zangada por Shikamaru ter lhe chamado a atenção.
- Nosso inimigo tem dezenas de vantagens sobre nós, mas iremos virar o jogo. – Ele desvia o olhar. – Teremos que acampar em algum lugar.
-Disse o mesmo á Ino. Ela respondeu que não se importa.
-Ela nunca se importa. Tenho que ir, depois volto pegar minhas coisas. –Ele termina de falar e sai encontrando Ino do lado de fora, ela espera ele se aproximar e depois começa a se afastar em direção ao bordel sem dizer nada. Como Shikamaru havia dito á Temari, ela nunca se importava. Eles param na entrada da casa e olham á sua volta. O lugar havia sido atingido, mas os estragos eram mínimos. Alguns vidros quebrados e uma parede chamuscada.
-Quase não houve estragos aqui. –Ino comenta e ele concorda. Ela bate á porta e aguarda. Logo uma mulher os atende e eles pedem para falar com a proprietária.
Shitara os olha da cabeça aos pés, reconhecendo a loira que viera até ali comprar bebida. Sabia que eles eram de Konoha então os convida á entrar. –Eu vou chamá-la, esperem aqui, por favor. –Ela se afasta em seguida e Ino observa tudo ao seu redor. Quando entrara ali não havia reparado em nada, agora podia ver que o lugar era bonito, elegante e decorado com bom gosto. Eles ouvem passos e vêem uma mulher mais velha chegando. –Olá, bom dia. Meu nome é Mayu. Em que posso ajudá-los?
-Tem algum lugar onde possamos conversar? – A mulher o olha surpresa. –Foi o Kazekage que nos disse para procurá-la. – Shikamaru acrescente e Mayu concorda. –Venham comigo, por favor.
Os dois seguem a mulher até uma sala localizada atrás do bar. Mayu entra e convida os dois a se sentarem em um sofá, depois se acomoda na poltrona em frente á eles. – O que vocês querem?
-Queremos informações sobre o ataque de ontem. Pode nos falar algo á respeito?
-Minha casa estava cheia ontem à noite, havia muitos clientes. De repente as luzes se apagaram e logo em seguida o ataque começou, todos saíram apressados, alguns nem pagaram a conta.
-As luzes se apagaram antes do ataque? Tem certeza disso? – Mayu confirma. –Sim tenho certeza. As meninas gritaram assustadas e os garçons derrubaram bandejas com copos e garrafas, fazendo um grande barulho. Eu pedi que todos tivessem calma e então ouvimos as explosões. A situação ficou caótica aqui.
-Havia alguém diferente aqui? Alguém novo, ou que não costume aparecer?
-Havia muitas pessoas novas aqui, sempre há alguém que não costuma aparecer. Isso é normal em um bordel. Às vezes o homem briga com a esposa e vem afogar as magoas, ou um jovem vem atrás da primeira noite de sexo. Depois não voltam mais.
-Por quanto tempo as luzes ficaram apagadas? –Ino pergunta chamando a atenção da mulher para si. –As luzes não voltaram a acender antes do fim do ataque. Ficamos no escuro por mais de uma hora.
- E dos clientes assíduos, faltou alguém? – A mulher fica alguns minutos pensativa, depois nega. – Os assíduos estavam aqui, na verdade temos poucos assim, a maioria aparece, some e volta a aparecer. Não fazemos perguntas, nem comentários á respeito, isso espanta a clientela.
-Aconteceu algo diferente? Alguma coisa lhe chamou a atenção ontem?
Mayu parece ficar pensando, depois morde o lábio inferior e nega com a cabeça, o que desperta suspeitas nos dois.
-Mayu, não nos esconda nada, se há algo que possa nos ajudar, diga, ou chamarei o Kazekage para obter informações. – Shikamaru fala em tom ameaçador e a mulher se assusta. A última coisa que queria era perder um cliente como Gaara.
-Ontem a casa estava lotada, havia muitos homens ávidos por companhia feminina, contudo uma das meninas não quis descer ao salão. Disse que seu cliente não viria e ficou no quarto a noite toda.
-E isso é incomum?
-Sim, casa cheia significa dinheiro e essa garota é ambiciosa. Ela tem um cliente rico que só procura por ela, contudo quando ele não vem, ela atende outros, tem a vantagem de poder escolher já que é muito disputada aqui.
Ino e Shikamaru se entreolham, aquilo poderia significar algo. –Precisamos falar com ela.
-Karana não está, saiu logo cedo. Disse que tinha uma consulta e foi ao hospital.
-Quem é o cliente dela? –Ino pergunta e a mulher abaixa a cabeça constrangida. Shikamaru a olha, divertido. – Você está falando de Gaara. Sabemos que ele é cliente daqu ele que Karana atende.
-Por favor, não diga nada a ao Kazekage, aqui ele é conhecido por Hiroshi, ninguém se refere á ele pelo nome. –Ino se lembra de que tinha visto Gaara ali na noite em que fora comprar saquê. –Então Karana ficou no quarto e hoje saiu bem cedo. – A mulher confirma e Shikamaru fica em pé. –Obrigado pela sua ajuda, Mayu. Quando Karana voltar diga á ela para nos procurar, por favor.
-Não dirão nada ao Kazekage, não é?
-Fique tranqüila, não diremos nada á Gaara. –Eles saem em seguida. -Aonde quer ir, agora? –Ino pergunta entediada. Andar atrás de informações debaixo do sol incremente não era algo que a atraia. Estava cansada, pois não dormira e gostaria de descansar por algum tempo.
-Vamos ao hospital falar com as pessoas que se feriram. Talvez alguém tenha ouvido ou visto algo.
Ino concorda e os dois se encaminham até o hospital de Suna que ficava do lado oposto ao do bordel. As ruas estavam começando a ficarem desertas devido ao calor. Eles vêem Kankuro vindo em direção contrária. O homem estava sozinho, como sempre. Parecia que ele não tinha amigos em Suna.
-Bom dia, Kankuro. –Shikamaru cumprimenta e aguarda. O homem apenas acena com a cabeça e encara Ino. Novamente, ele parecia irritado ao vê-la. – Tudo bem? Não o vi no café da manhã.
- Comi em outro lugar. – Ele responde sem desviar o olhar de Ino. – Se me dão licença, vou procurar Gaara, preciso falar com ele urgentemente.
-Se for sobre Nêmesis ou sobre a Força Tarefa, deverá falar comigo, antes. –Shikamaru avisa encarando o homem.
-Não tem nada á ver com isso. Assunto de família.
-Está bem, depois que falar com Gaara procure por Temari, ela precisa de toda a ajuda possível. – Kankuro concorda e se afasta, sem responder.
-Vamos, Ino. Temos muito que fazer.
- Há mais alguma coisa daquele lado, além do hospital? – Ino pergunta apontando o caminho á sua frente, por onde Kankuro tinha vindo. –Que eu saiba, apenas algumas casas e uma praça.
-Então onde Kankuro tomou o café da manhã? Será que tem amigos naquele lugar?
- Suna tem mistérios demais, é melhor nos atermos á nossa missão. Vamos, quero falar com o máximo de pessoas antes do almoço. À tarde ninguém está disposto á conversar devido ao calor.
Ela concorda e os dois seguem juntos até o hospital. Sabiam que várias pessoas, entre ninjas e civis haviam se ferido durante o ataque. Talvez alguém tivesse uma informação útil.
XXX
Karana olha em volta, tinha a nítida impressão de estar sendo seguida. Ela não vê ninguém e continua andando, estava voltando ao bordel, seus pensamentos estavam voltados para o seu "projeto". Iria engravidar e se casar com o Kazekage. Seu médico lhe dissera que ela estava em perfeita saúde e poderia ter quantos filhos quisesse. A idéia era ótima, daria muitos filhos ao ruivo, isso o manteria casado com ela. Sabia que Gaara não seria um marido fiel, mas não se importava.
Som de passos a fazem parar e olhar. Ela sorri ao reconhecer a pessoa. –Ah, é você? Está tudo bem?
-Sim, preciso falar com você.
-Eu também quero muito falar com você. – Ela responde feliz e o outro assente. Então com um leve sorriso segue o homem até um beco próximo. O homem olha em volta e depois retira uma pequena caixa do bolso entregando á Karana. –Tome, para você.
Os olhos verdes assumem um brilho de ambição e cobiça e ela abre a caixinha rapidamente, encontrando um cordão fino de ouro com um pingente em formato de serpente com olhos de esmeralda. – Que lindo, obrigada.
-Me deixe colocar em você. – A mulher concorda e se vira de costas para o homem. Ele passa o braço direito por seu pescoço, segurando o ombro esquerdo dela e a outra mão pega em seu queixo do lado direito. Ela se espanta, mas antes que diga algo, o homem gira seu pescoço rápido e em seu ultimo segundo de vida, Karana percebe que tinha cometido um grave erro.
O homem puxa o corpo de Karana mais para o fundo do beco onde demorariam para encontrá-lo. Ele passa a mão pelas pernas longas da loira, era um desperdício que uma mulher tão linda tivesse que morrer, mas não podia deixá-la fazer o que pretendia. Tinha livrado Suna de Nya, não iria permitir que outra vagabunda ocupasse o lugar dela.
Ele sai sem olhar para trás e segue para o bordel, iria comemorar. Sua situação estava cada vez melhor, estava infiltrado na Força Tarefa e gozava da confiança de Gaara e de Nêmesis, no devido momento decidiria de que lado ficaria.
XXX
-Falamos com dezenas de pessoas e ninguém viu ou sabe absolutamente nada. – Shikamaru e Gaara estavam na sala do Kazekage, já era quase noite O Nara tinha sido chamado ali para atualizar o ruivo sobre o ataque. Ino tinha ido descansar, estava exausta.–Ainda não consegui falar com uma pessoa que parece saber de algo, estou aguardando ela me procurar.
-Que é a pessoa? – Gaara pergunta analisando as feições do rapaz. – Uma prostituta chamada Karana.
-Karana? –Shikamaru confirma. –Por que quer falar com ela?
Rapidamente Shikamaru conta ao kage o que havia descoberto pela manhã. Gaara o observa, pelo jeito o moreno estava ciente de sua ligação com a mulher. –Não imagino por que Karana saberia algo sobre o ataque de ontem.
- Talvez ela tenha escutado algo e por isso preferiu ficar em seu quarto. Ou talvez estivesse esperando alguém. – Gaara estreita o olhar. Shikamaru estava tentando provocá-lo.
- Vamos ao bordel. Você poderá conversar com Karana.- Shikamaru aceita, surpreso, e os dois homens se dirigem á casa onde funcionava o bordel. Gaara bate á porta e espera, logo Mayu aparece e sorri ao vê-lo. – Hiroshi, que bom que veio, entre.
-Boa noite, Mayu. Quero uma mesa longe do balcão e, por favor, chame Karana. – Gaara pede e a mulher o olha, incomodada. –Hiroshi, Karana saiu antes do almoço e ainda não voltou.
- Ela não voltou do hospital? –Shikamaru pergunta, desconfiado e a mulher confirma. – Ainda não. Shitara saiu á sua procura, mas não a encontrou.
-Certo, Mayu, vamos beber algo e aguardar um pouco. – Mayu faz sinal á uma das jovens e se afasta. A garota chega á mesa e anota os pedidos. Gaara e Shikamaru ficam em silêncio até que os copos sejam colocados diante deles. Shikamaru toma um pequeno gole, mas Gaara nem toca em sua bebida.
-Shikamaru, eu e Ino iremos sair de Suna. Partiremos hoje á meia-noite e ficaremos dois dias fora.
-Não fui comunicado sobre isso. –Shikamaru fala irritado e o ruivo o olha sério. – Não tenho necessidade de comunicá-lo antecipadamente sobre minhas decisões sobre os membros da Força Tarefa.
-Ino pertence á Konoha e eu sou o capitão do time da Folha, Gaara. – Shikamaru responde sem esconder seu descontentamento. –Ela deveria ter pedido minha autorização.
-Eu disse á ela que não lhe dissesse nada. Queria falar-lhe pessoalmente. Como Ino não é uma ninja da Folha então não infligi nenhuma regra, contudo posso mandar uma mensagem á Tsunade, tenho certeza de que a Hokage não ficará ofendida. –A resposta irrita Shikamaru ainda mais.
-Para onde vocês irão? E se Nêmesis atacar durante sua ausência?
-Iremos para o oeste do País do Vento. Temari ficará no comando de Suna durante minha ausência e você deverá cuidar da Força Tarefa. Se houver algum ataque vocês saberão o que fazer. – Gaara pega o copo e gira em sua mão, observando a luz do lustre incidir sobre o liquido, depois bebe um pequeno gole e volta á falar. – Mais um coisa, Haruno Sakura deverá chegar para se juntar á Força Tarefa.
-Como é? Sakura irá se juntar á nós? Por quê?
-Eu mandei chamá-la, precisamos de mais um médico no grupo e eu não disponho de nenhum.
-Tem idéia do que está fazendo, Gaara? Colocar Sakura junto com Ino depois do que lhe contei sobre elas? Por que está fazendo isso?
-Já disse, precisamos de mais um médico e ela é ótima, foi treinada por Tsunade. – Gaara responde em um tom de voz que não admitia réplicas. Ele olha em volta e depois faz sinal para Mayu que estava em pé próxima a porta.
-Karana ainda não apareceu? – Diante da resposta negativa ele se levanta. – Nós já vamos, diga á ela para procurar por Shikamaru amanhã pela manhã.
- Certo, Hiroshi. Eu direi. – Shikamaru também se levanta e ambos saem em silêncio.
-Talvez devêssemos procurar por Karana, Gaara. –Shikamaru sugere e aguarda a reação do ruivo.
-Acha mesmo que vou colocar ninjas de Suna atrás de uma prostituta? Francamente, Shikamaru, temos coisas mais importantes para nos preocuparmos no momento. Ela deve estar na casa de algum cliente e não quer que Mayu saiba. Com certeza aparecerá amanhã.
- Se você diz, então vou esperar. Eu o vejo quando voltar, Gaara. –Shikamaru se afasta em direção ao alojamento e Gaara o acompanha com o olhar, distraído. Depois de alguns minutos ele começa a caminhar em direção á sua casa. Tinha providencias á tomar antes de sua viagem.
Shikamaru estava zangado. Ino o tinha desafiado e concordara em sair de Suna com Gaara sem falar com ele antes. Não era comum a loira tomar esses tipos de atitudes e isso preocupava o Nara, ele decide falar com ela antes de sua partida.
Shikamaru entra nos alojamentos e encontra Ino arrumando sua mochila. –Não vai levar saquê?
-Você disse que eu não devo ficar bebendo durante a missão. – Ela responde sem olhá-lo e pega sua bolsa de ferramentas. –Onde estão suas armas? Você nunca se separa delas.
-Estão com Gaara.
-Droga, Ino. O que está acontecendo entre você e Gaara? -Shikamaru pega no braço da loira e a puxa para perto.
-O que está insinuando, Shikamaru? Acha que vou me tornar amante de Gaara? – O tom de voz dela era irônico e ela se afasta, pegando a mochila. – Ciúmes não fazem seu tipo.
-Não são ciúmes, estou preocupado. Você viu o que aconteceu com Nya. E Karana está desaparecida. Gaara é um homem perigoso e cruel.
-Você parece esquecer com quem está falando. Gaara não é páreo para mim. Ele precisa de minha ajuda, me pediu para acompanhá-lo até uma tribo de nômades para encontrar uma pessoa e irá me pagar pela missão.
-Você não precisa de dinheiro.
-Quem falou em dinheiro? Há outras formas de se pagar alguém.
-Ino, no que você está se metendo? – Ele pensa durante alguns segundos e depois a olha desconfiado. – Tem a ver com a vinda de Sakura?
-Foi Gaara quem chamou Sakura. Ele disse que precisa de um mais um médico na Força Tarefa e acho que tem toda a razão. – Ela o olha, curiosa. –Você disse que Karana está desaparecida. Acha que Gaara tem algo á ver com isso?
-Só acho que é coincidência demais, tome cuidado. – Shikamaru fala sério. –Primeiro a esposa e agora a amante. Talvez Karana tivesse pretensões de se tornar a próxima senhora de Suna, não sei, mas é muito estranho.
-Talvez você esteja certo, contudo não tenho nada a ver com o Kazekage, ele me chamou para uma missão.
-Apenas tome cuidado. –Shikamaru pede em um tom mais brando, sabia que não adiantaria continuar discutindo.
-Eu tomarei, fique tranqüilo. – Ela responde beijando-o em seguida. – Cuide de tudo por aqui.
-E quanto á Sakura? O que faço com ela? –Ino o olha com uma expressão pensativa, desconfiava que a rosada sabia algo sobre Naruto e Sasuke. –Quando eu voltar cuidarei dela, Gaara disse que a vida dela me pertence. Diga para ela me esperar, Shikamaru.
Shikamaru concorda e a abraça apertando-a de encontro ao seu corpo. Ele desliza os lábios pelo pescoço feminino até alcançar sua boca e então a beija com voracidade subindo a mão por dentro da blusa dela até encontrar o seio da jovem e acaricia arrancando um leve gemido dela, depois se afasta. – Você irá me contar sobre essa missão quando voltar?
-Se Gaara permitir, eu contarei. – A resposta não agrada Shikamaru, porém não podia fazer nada além de concordar. Ino pega a mochila e dá um rápido beijo no rapaz, saindo em seguida. Do lado de fora do alojamento ela encontra Hinata que encara Ino com uma expressão séria. –Você vai sair de Suna com Gaara? –Ino confirma. – Aonde vão?
Gaara havia lhe pedido que não contasse á ninguém sobre aquela missão, mas Hinata era um caso a parte, Naruto era seu noivo e a abandonara ás vésperas do casamento, a morena tinha direito de saber.
-Hinata,Gaara acha que pode encontrar Naruto, se ele estiver vivo. Imagino que você ficará feliz em encontrá-lo. –Ino observa a reação da amiga. A Hyuuga a olha sem piscar. – Não tenho nada á ver com aquele homem, Ino. Naruto foi um covarde que me abandonou sem nenhuma explicação. Não se importou comigo ou com meu sofrimento, me magoou e humilhou. Não me interessa se ele está vivo ou não.
-Pensei que você ainda o amasse, que jamais desistira dele.
-Não mais, perdi muito tempo por causa dele. – Hinata se ergue e caminha até a porta. – Se você encontrar Naruto, diga á ele para tomar cuidado comigo. Eu poderia perdoá-lo se estivesse morto, mas se ele ainda está vivo e não me mandou nenhuma justificativa ou pedido de desculpas, então ele é meu inimigo. Meu e do meu clã. Não haverá perdão para Uzumaki Naruto.
Hinata termina de falar e sai, deixando Ino á sós. A loira analisa tudo o que ouvira da outra. Havia ódio e frieza na voz da morena. Naruto tinha conquistado uma perigosa inimiga. Com sua fuga ele tinha matado o amor da doce Hyuuga. Ela se dirige ao portão para se encontrar com o Kazekage, não queria deixar o ruivo esperando.
XXX
-Você já deveria estar na cama, docinho. – Nyaara ri das palavras do pai e o beija ruidosamente, fazendo o ruivo sorrir. – Eu queria me despedir de você, papai. Vou sentir saudades.
-Eu também, meu tesouro. Mas não vou demorar, voltarei logo.
-Vai trazer um presente?
-O que você quer?
A menina pensa e depois encara o pai, sorrindo feliz. –Uma boneca nova.
-Mais uma? Acho que não tem mais espaço em seu quarto para outra boneca.
-Eu coloco no seu quarto, papai. –Ela responde em uma lógica infantil irrefutável. Gaara passa os dedos entre os cabelos negros da criança e depois a beija colocando-a no chão. –Certo, então trarei mais um boneca para você colocar sobre minha cama, combinado?
A menina confirma com a cabeça e Gaara pega a mochila e a cabaça. A garota coloca a mão sobre ela e retira rápido. – Eu tenho medo da cabaça, papai.
-Não precisa temê-la, meu anjo. Eu não deixarei que ela a machuque. – Ele beija a filha novamente e então chama a ninja que cuidaria de Nyaara. – Diga aos shinobis que fiquem de olho, Nyaara não deve sair da casa nesses dias e ninguém além de minha irmã tem permissão para entrar aqui. Quero que vigiem minha filha de perto. Punirei qualquer um que for negligente com a segurança dela.
-Certo, Gaara-sama. - A ninja fala, havia medo na voz dela. Temia que algo acontecesse com a menina enquanto estivesse sob os cuidados dela.
Gaara sai da casa em direção ao portal principal. Iria se encontrar com Ino lá. Sentia-se ansioso para sair de Suna, seria interessante passar aqueles dois dias junto com a loira, apenas os dois, sem interrupções. Aproveitaria para conquistar a confiança e a lealdade dela. Seria muito bom ter alguém como a Yamanaka ao lado dele. Tinha planos para ela. Ele levava as armas da mulher, desconfiava que ela se sentia mais segura portando-as.
Ino já estava á espera do Kazekage. A noite estava bem escura, sem lua, porém as estrelas brilhavam com grande intensidade, iriam se guiar por elas. Ela sabia que Gaara conhecia o deserto como ninguém, não havia perigo de se perderem. Mas ela saiba que havia outras formas de se perder. Estava excitada com a possibilidade de sair de Suna, sair de perto dos outros ninjas da Folha. Aquela Força Tarefa os obrigava á ficarem juntos durante o tempo todo e isso era desgastante. Ino não gostava de ficar perto de outras pessoas, não mais. Nos últimos anos aprendera a apreciar a solidão. Era mais seguro ficar sozinha.
Ela vê Gaara se aproximando, ele vinha andando rapidamente, não usava o traje de Kage. Calças e blusa de manga longa brancas, largas e confortáveis. Ele para ao lado de Ino. –Desculpe meu atraso. –Ele lhe entrega as armas e ela agradece, colocando-as nos braços.
Ino apenas acena com a cabeça e ele dá ordem aos ninjas da portaria para que abrissem o portão e ambos saem andando em direção ao deserto. Logo são engolidos pela escuridão da noite. Ali começava a jornada deles.
Eles andam por mais de uma hora sem trocarem uma palavra sequer. Gaara apreciava o silêncio da loira, não gostava do tagarelar constante de mulheres. Ela o seguia de perto, prestando a atenção á qualquer ruído ou movimento, porém nada se mexia, era como se estivessem no meio de um grande vazio.
-Não há vento esta noite, o ar está parado. – Gaara comenta como se lesse os pensamentos dela. – Sente frio?
-Não, estou bem obrigada. – Ino responde sem olhar para ele, o tempo passa sem dizerem nada. A caminhada era calma, eles andavam por uma planície no deserto em direção ao oeste, porém em breve teriam que subir uma grande duna e descer pelo outro lado. Gaara caminhava com segurança, sabia exatamente para onde ir. Duas horas depois eles chegam á gigantesca duna.
-Quero que atravessá-la antes do nascer do Sol. Depois ficará quente demais e o esforço será dobrado. – Ela apenas concorda e ele a olha nitidamente. –Você deveria ter colocado uma roupa de cor clara, roupas escuras aumentam o calor.
-Não possuo nada de cor clara, Gaara. –Ela responde dando de ombros. – Não se preocupe comigo, ficarei bem.
-Que seja, vamos. – Eles começam a subida de forma vagarosa, Gaara queria poupar energias. Levaria pelo menos uma hora para atingirem o topo da duna, depois a descida seria mais confortável. Quando o dia nascesse, ele pretendia usar plataformas de areia para viajarem.
Ino olhava para as costas do ruivo, onde a cabaça estava presa. Ela sabia do poder da areia contida naquele recipiente. Aquela areia cheirava a sangue, Gaara já havia eliminado dezenas de inimigos com ela. Diziam que o espírito da mãe dele estava contido ali, mas Ino não acreditava nisso. Não achava que um objeto pudesse guardar uma alma, aquilo deveria conter um demônio.
O dia estava quase clareando quando eles atingem o topo e Ino olha em volta, encantada. O Sol começava a despontar e sua claridade se refletia na areia rosada, criando ondas coloridas. Vários tons do branco ao vermelho intenso se mesclavam formando desenhos, imagens. O deserto criava vida e ela não pode conter uma exclamação de surpresa. Gaara observava o rosto da kunoichi e vê um sorriso aparecendo em seu rosto, não se lembrava de tê-la visto sorrir antes, ele não pode deixar de notar a beleza da loira. O Sol incidia sobre o cabelo dela, parecia que sua cabeça estava coberta por fios de puro ouro.
-Assim que descermos, iremos viajar em plataformas de areia. –Ele avisa e ela o encara, surpresa. Tinha se esquecido da presença dele e Gaara percebe. –Vejo que gostou da paisagem. O deserto é lindo ao amanhecer, porém eu posso garantir que não irá gostar muito dele conforme o dia avança e a temperatura se eleva.
-Você parece se esquecer que eu vim de Konoha e enfrentei o deserto enquanto viajava com meus amigos, posso suportar o calor do dia e o frio da noite, porém não sei se conseguirei continuar caminhando sem comer ou beber algo. Quando vamos parar? – Gaara sorri da resposta da mulher, Ino não tinha medo de enfrentá-lo.
-Quando chegarmos lá embaixo iremos parar e comer. Descansaremos por uma hora e depois continuaremos. Chegaremos ao nosso destino no final do dia, passaremos a noite com os Shirasu.
Ela concorda com a cabeça e eles iniciam a descida, como ele havia dito o calor começa a aumentar rapidamente e o suor escorre da fronte de Ino. Estava cansada e com sede. Queria parar e beber algo logo. Eles chegam ao sopé da duna e param. Várias rochas grandes se espalhavam em volta de onde eles estavam e eles se encaminham para a sombra delas, se acomodando sentados na areia. Gaara retira um cantil de sua mochila e oferece a Ino, que recusa pegando o próprio cantil.
-Trouxe sua própria comida também? –Ela confirma com a cabeça. – Qual o problema, não confia em mim?
-Não confio em ninguém, Gaara.
-Nem em Shikamaru? –Ele a provoca, queria ver a reação da kunoichi, testá-la.
Ela o olha de soslaio, o homem a estava testando e então ela responde com sinceridade. – Como eu disse, não confio em ninguém, assim nunca vou me decepcionar. Só posso contar comigo mesma. – A resposta satisfaz o ruivo, se ela não confiava no Nara, então seria mais fácil conquistar a lealdade e a obediência dela.
Gaara a observa de perto, os cílios eram tão claros que quase não apareciam e sua boca era pequena e rosada. O rosto era delicado, ela parecia uma das bonecas de porcelana de Nyaara. Bonita, silenciosa, delicada. E mortal, uma vozinha em seu interior o avisa. Ele olha para as armas dela, as Wankyoku, gostaria de ver a mulher usando-as.
Os minutos passam rapidamente e logo eles se levantam e partem. Gaara executa o Sabaku Fuyu (2) e Ino sobe em uma plataforma de areia, se agachando. Era agradável voar, sentindo o ar se chocar contra a pele de seu rosto.
-Como vai explicar minha presença para os Shirasu?
-Direi que é minha concubina. – A resposta surpreende Ino que o olha interrogativamente. –Eles acreditarão?
-Sim.
-Já levou outras mulheres até lá?
-Não, será a primeira vez. – Mais uma vez Ino fica surpresa com a resposta do Kage, porém não diz nada, era melhor esperar e ver o que aconteceria quando encontrassem a tribo nômade. As horas passam rapidamente, Gaara não dava sinais de cansaço, pelo jeito aquele jutsu não consumia muito chakrá.
A tarde já chegava ao fim com o por do sol lançando sua luz dourada sobre a areia e as dunas, criando sombras desiguais. O vento agora soprava forte e a temperatura começava a cair. Eles estavam próximos ao litoral e Ino pode sentir o cheiro do mar. Gaara para e desce da plataforma, seguido por Ino. –Continuaremos á pé daqui, os Shirasus estão acampados na praia.
Ino apenas concorda com a cabeça, estava cansada. Ela pensa em como seria bom entrar no mar e nadar um pouco, ajudaria á relaxar. Sentia-se ansiosa para falar com os Shirasu, tinha duvidas de que eles tivessem noticias de Naruto ou Sasuke, mas precisava saber.
Ela avista o acampamento, mas antes que cheguem perto, dois homens aparecem. Eles se aproximam devagar, não pareciam oferecer perigo e Ino se lembra das palavras de Gaara sobre o fato dos Shirasus serem contra á violência. Mas também não pareciam amistosos. Eles encaram o Kazekage durante alguns segundos e então lhe fazem sinal para segui-los.
-Vamos. – Gaara pega em sua mão com gentileza e o Ino solta um suspiro, dali em diante deveria fingir ser a concubina do ruivo. Eles se aproximam do acampamento em silêncio. O lugar era organizado e limpo. Havia pelo menos dez barracas montadas em circulo, perto de uma formação rochosa que os protegia do vento frio da noite. No meio uma grande fogueira iluminava e aquecia as pessoas sentadas ao redor dela. Um homem se levanta e os fita, sério. -Kazekage Gaara. Não o esperávamos.
-Espero não incomodar. – O tom de voz de Gaara demonstrava que ele não estava preocupado se incomodava ou não. Ele era o Kazekage e aquele território pertencia ao País do Vento. –Preciso muito falar com você acerca do pacote que me enviou. Quero informações sobre onde aquilo foi encontrado.
O olhar do chefe recai sobre Ino e Gaara a puxa para perto. –Minha amiga Ino.
-Sentem-se. – Gaara e Ino se acomodam em um tapete ao lado do chefe. – Kazekage, atendemos seu pedido para ficarmos atentos á qualquer indicio da presença de Uchihas nos lugares por onde passamos. Foi o que fizemos.
-E onde encontraram aquela túnica? – Ino percebe que o homem não queria falar sobre aquilo. – Chefe Kazike , se passaram por algum lugar proibido pode ficar tranqüilo, não estou aqui para puni-los. Quero apenas mais informações. É muito importante que encontremos o dono daquela túnica.
O homem parece raciocinar alguns segundos antes de se decidir. – Nós estávamos no País do Rio, Kazekage. – A resposta espanta Ino. O País do Rio ficava do outro lado do País do Vento, oposto de onde estavam naquele momento. Por que teriam ido tão longe?
- E encontraram essa túnica lá?
-Sim, perto do túmulo de Seimei.
-Entendo. – Ino olha para Gaara. Duvidava que ele realmente tivesse entendido. Takumi no Sato, a vila oculta do País do Rio, tinha sido fundada há 100 anos por um ninja chamado Seimei. A produção armamentista era o forte da Vila do Artesão, que distribuía seus produtos para todas as outras vilas ninjas. O que uma tribo nômade pacifista tinha ido fazer lá?
-E quando foi isso? – Gaara aguarda a resposta sem desviar o olhar, podia perceber a curiosidade de Ino. – Dez dias antes da túnica lhe ser entregue, Kazekage Gaara. Nós á deixamos em Suna no caminho para cá.
-Viram mais alguma coisa que poderia denunciar a presença de Uchihas naquela parte do país?
-O local estava parcialmente queimado, como se alguém tivesse perdido o controle sobre o fogo.
-Katon. – Ino murmura em voz baixa e Gaara concorda com a cabeça.
-Kazekage, nós fomos até o País do Rio em busca de provisões, pois era mais perto de onde estávamos. –Ino pode detectar medo na resposta do chefe, ele temia represálias por parte de Gaara, pelo jeito estava mentindo. O ruivo sorri de leve. –Fique tranqüilo, como eu disse não precisa temer punições. Vim aqui apenas para obter informações e lhe sou grato pela respostas.
O homem acena aparentando alivio. –São nossos convidados por esta noite. Iremos comemorar a sua visita.
-Obrigado, Chefe Kazike. Será um imenso prazer.
Uma mulher pequena e idosa se aproxima do chefe e fala rapidamente em um dialeto que Ino não entende. Eles aguardam o final do diálogo. Kazike a ouve com respeito e depois chama o ruivo. – Kazekage, Teyla quer lhes falar.
Gaara observa a anciã. Ela era a Oráculo da tribo. A mulher pega a mão de Ino e a vira com a palma para cima. Ino apenas observava, sabia que os habitantes do deserto eram supersticioso, mas ela não acreditava naquelas baboseiras. A Oráculo passa o dedo pela mão da loira, enquanto murmurava algo.
-Ela disse que você é muito forte, já enfrentou grandes batalhas e isso a fortaleceu. Porém seu caminho é longo e sinuoso, cheio de tristeza e dor. Você ainda sofrerá muito para alcançar o que deseja. –Ino sorri irônica, duvidava de que a mulher tivesse alguma capacidade sobrenatural.
- Ela pode ver tudo? Sabe tudo?
-Sim, a Teyla é muito poderosa. É nossa Oráculo e também curandeira.
-Então pergunte á ela quem é Nêmesis e onde ele está. – As palavras de Ino tinham uma nota de desafio. Kazike tradyuz para a Oráculo e Teyla reage ao ouvir a palavra "Nêmesis", parecia assustada e com medo, muito medo. Ela fala rapidamente com Kazike e depois sai. O chefe olha para eles, constrangido e Ino aguarda, como ela pensara, a anciã era uma charlatã que se aproveitava da crença daquela tribo.
-Kazekage Gaara, perdoe Teyla, ela tem muito medo de Nêmesis, todos temos. Soubemos o que ele fez nas vilas ninjas.
-É por isso que foram atrás de armas? Para se defenderem dele? – Gaara perscruta a expressão do homem e vê que tinha acertado. Eles eram pacifistas, mas tinham se armado para se defenderem de Nêmesis. A simples menção ao nome dele causava medo nas pessoas daquela tribo.
-Me desculpe, Kazekage Gaara, Nêmesis é perigoso e cruel, pelo o que ouvimos falar. – Gaara acena com a cabeça, dando a conversa por encerrada, não poderia criticá-los por quererem se proteger de Nêmesis. Kazike relaxa e aponta uma tenda grande.
-Sua amiga pode se refrescar na tenda com as outras mulheres. –Ino olha para Gaara em duvida e ele acena discretamente, então ela fica em pé e se dirige para a tenda indicada. Seria ótimo poder se lavar e mudar de roupa. Sentia que havia areia até em sua alma, se é que possuía uma.
Lá dentro ela encontra quatro jovens semi-despidas. Elas começam a falar rapidamente com Ino que não entende nenhuma palavra. Depois rindo, elas mostram a loira um tonel com água fria e limpa e com gestos indicam a Ino que usasse a água para se limpar.
Ino olha em volta, depois dá de ombros e se despe, provocando comentários nas jovens. Em contraste com a pele curtida pelo sol do deserto delas, a pele de Ino era branca. Ela entra no tonel e uma da garotas pega um jarro e joga água sobre sua cabeça. Um aroma de patchouli se espalha pela tenda e Ino fica surpresa, aquele perfume era afrodisíaco. Depois ela se lembra que as mulheres pensavam que ela era a concubina de Gaara.
Ela se perde em pensamentos e não percebe que uma das mulheres guarda suas roupas em um cesto e traz um traje para ela vestir. Calças largas e top de manga longa bordada, ambas brancas e semi-transparentes. Quando Ino vê aquilo faz gestos tentando indicar que não usaria aquilo e precisava de suas roupas. As mulheres riem divertidas e começam a falar, Ino capta apenas uma palavra "Kazekage". Pelo jeito elas esperavam que Ino usasse aquelas peças para seduzir Gaara.
-Não posso usar isso. –As mulheres a olham sem entender e então se afastam, deixando-a nua com apenas aquelas roupas para usar. Ino fecha os olhos, zangada e pensa em não sair dali, mas não podia. Tinha vindo com Gaara para descobrir respostas sobre o Uchiha . Teria que colocar aquelas roupas ou as mulheres suspeitariam dela. Depois que ela estava vestida, uma das mulheres volta e lhe faz sinal para sentar em um banquinho baixo. Com agilidade ela penteia os cabelos de Ino, deixando-os soltos. Ino se sentia cada vez mais ridícula. Resignada ela sai da tenda.
Gaara estava sentado ao lado do chefe. Em frente á eles havia uma bandeja com carne, frutas e vinho. Ele também havia se trocado e usava as mesmas roupas que vestira na noite em que jantaram juntos na casa dele e estava sem a cabaça. Conversava com o outro homem, mas para de falar ao ver a loira. Fica surpreso por vê-la vestida daquela forma. Não parecia a mesma mulher e ele sente uma fisgada em seu baixo ventre. Ela o tinha deixado excitado e ele pensa se sexo seria uma forma de trazer Ino para seu lado.
Ino percebe que tinha chamado a atenção de Gaara. As palavras de Shikamaru vêem a sua mente: "seja agradável e simpática com o ruivo". Faria o que amigo havia pedido. Ela respira fundo e se aproxima. Gaara fica em pé e lhe estende a mão, ajudando-a a se acomodar ao lado dele.
A mão do ruivo estava quente, ele continua segurando sua mão, enquanto voltava a falar com Kazike, o polegar dele acariciando o pulso dela. Ino estremece sem querer e arrepios percorrem seu corpo, vindos de seu braço e percorrendo seu corpo. Ela queria ignorar a presença do homem ao seu lado, mas era impossível. Precisava recuperar seu autocontrole.
Uma batida forte é ouvida seguida de som de atabaques e violões. A melodia era marcante, hipnótica. As mulheres que estavam na tenda aparecem usando roupas leves e transparentes, saias longas e tops bordados. Elas se moviam ao som da música, languidas, sensuais. Os corpos delas ondulavam enquanto elas giravam ao redor da grande fogueira. Elas rodavam com leveza, pareciam flutuar, seus pés descalços mal tocavam a areia fina.
Gaara também mal acompanhava as dançarinas, sua atenção estava presa á loira ao seu lado. As vestes tinham revelado uma linda e sedutora mulher. O tecido maleável moldava o corpo dela evidenciando suas curvas e o brilho da fogueira revela a transparência do traje, os bicos dos seios dela marcavam a roupa. Ele pega um copo de vinho e toma um gole, entregando para Ino em seguida, seus dedos roçando a pele dela.
Ela desvia o olhar da apresentação para fixá-lo no ruivo, seu rosto iluminado pelo brilho da fogueira. Os olhos azuis ficam presos aos olhos verde-pálidos de Gaara. Ela sente o calor que emanava do corpo masculino. Os olhos dele lhe enviavam mensagens de prazer e sexo. Ele passa a ponta dos dedos pelo rosto dela, descendo pelo pescoço, deslizando pelo seu braço coberto pela manga da túnica.
Ino prova um gole do vinho e sente um leve sabor de gengibre. Afrodisíacos novamente. Ela já tinha se esquecido das dançarinas, o do som da música junto com a bebida havia despertado seus instintos. Seu olhar ainda estava preso ao de Gaara, enquanto ele subia sua mão por dentro de sua túnica, tocando e acariciando sua pele. Ino passa a língua pelos lábios. Ele a puxa para perto, seu braço passando por sua cintura e ela encosta o rosto no ombro dele, sentindo seu cheiro. Forte. Másculo. Selvagem. Imoral. Gaara cheirava á desejo e despudor. Era o líder de uma vila oculta, mas também era um homem sexy, carnal. A palavra certa era devasso.
Ele coloca uma mecha de seus cabelos atrás da orelha e a beija de leve, roçando os lábios nos dela, num convite sensual. Os lábios de Gaara pareciam lhe fazer centenas de promessas de uma noite de deleites. Ele volta á beijá-la e desta vez Ino dá passagem á sua língua. Aquele era um beijo molhado, libidinoso, lascivo. A mão de Gaara continua subindo até tocar seu seio por baixo do tecido macio da túnica e Ino fecha os olhos, deixando escapar um gemido baixo. O beijo é longo, ambos querendo sentir ainda mais o outro, despertar sensações.
Quando se separam percebem, atônitos, que as dançarinas já haviam se retirado e vários membros da tribo também. Apenas uns poucos homens continuavam por ali, apagando a fogueira e arrumando o acampamento para a noite.
Kazike toca no ombro de Gaara e aponta uma tenda afastada do circulo. O Kazekage se levanta e estende a mão para Ino, ajudando-a a ficar em pé. Ela o segue em direção á tenda, sem dizer nada. Os beijos trocados com Gaara a deixaram excitada, seu sexo estava úmido e latejando. Não sabia se era efeito da bebida ou do toque daquele homem, mas precisava de uma sessão de sexo e Gaara era muito experiente e lhe proporcionaria uma noite memorável. Naquele momento ela não pensava no motivo de sua vinda e nem na missão que a levara até Suna. Queria apenas se concentrar no que iria acontecer dentro daquela tenda armada perto do mar.
Eles entram na tenda, o chão era forrado por peles, coberto por uma manta macia. O lugar era iluminado por um lampião á óleo. Uma luz bruxuleante lançava sombras nas paredes da tenda. Ino vê a cabaça de Gaara e suas armas, assim como sua mochila. As coisas de ambos haviam sido levadas para lá.
Ino se vira para Gaara á espera. Ele desce a cortina que fechava a tenda e se aproxima, seus corpos se tocando, a prende pela cintura e a beija novamente, desta vez o beijo foi voraz, parecia querer devorar sua alma e tirar-lhe qualquer outra vontade que não fosse á de fazer sexo com ele.
Gaara se afasta e retira o casaco negro, deixando seu peito á mostra, a pele clara e úmida de suor brilhava á luz do lampião. Ela imita o gesto dele e retira a túnica, seus seios nus atraem a atenção dele e Gaara os acaricia atiçando ainda mais o desejo dela.
Ino passa os braços pelo pescoço dele e se estica, beijando-o, porém Gaara queria mais, queria senti-la inteira e a empurra em direção á cama improvisada. Ino entende o que o ruivo queria e se ajeita sobre a manta. Ele termina de se despir, seu membro completamente ereto surgindo de dentro da calça.
- Venha, Gaara. – Ino chama entre excitada e ansiosa. Precisava de sexo naquele momento. Ele se ajoelha sobre a manta e arranca a calça dela em gesto rápido e brusco, deixando-a nua. Depois ele desliza a mão pelas coxas dela.
-Você tem um corpo maravilhoso. Por que o esconde por baixo daquelas roupas pretas e pesadas? Deveria expô-lo mais para ser apreciado.
-Você pode apreciá-lo esta noite.
-É o que eu pretendo fazer. – Ele se abaixa e a beija, deslizando suas mãos pelo corpo feminino. Demorando-se em seus seios, descendo pela curva de seu quadril, tocando sua feminilidade.
Ino geme em expectativa e ele sorri, seus lábios descendo por seu pescoço, colo, seios, barriga. Ele separa suas pernas e a olha. –Me mostre como gosta de ser tocada. Diga-me o que quer que eu faça com você esta noite.
Ela sorri e coloca a mão dele sobre seu sexo, esfregando-se nele. Ele a acaricia com volúpia, seus dedos brincando com seu centro de prazer. Ino se contorce em desespero. Gaara aumenta a pressão no corpo dela. – É assim que você gosta, Ino? Devo continuar?
-Sim, por favor, não pare. – Ela responde sem pudor algum e ele avança ainda mais em suas caricias, agora seus dedos estavam dentro dela. – Quer me sentir dentro de você? Quer que eu a possua aqui e agora? Posso lhe dar muito prazer, eu a possuirei até que grite meu nome, mas terá que pedir Ino.
Ela o olha, ele parecia estar brincando com ela e então Ino resolve revidar e sem aviso, gira o corpo ficando em cima dele. Então ela se senta sobre seu corpo, suas coxas prendendo-o. Gaara a olha surpreso e ela sorri. –E você Gaara? Quer me possuir? Quer penetrar em meu corpo, deslizar pelo meu interior? Basta pedir.
Gaara a olha sem sorrir, gostava de assumir o controle, apreciava a submissão durante jogos sensuais, mas Ino não era uma mulher submissa. Ele as coxas delas, depois sobe suas mãos até os seios dela e os acaricia, seus polegares passando pelos bicos que se encontravam duros de desejo.
Ino segura o membro dele e em movimentos de vai e vem acaricia, seu polegar passando pela ponta, enquanto o apertava. Ela se ergue e roça seu sexo no membro dele e Gaara a segura pelo quadril, puxando-a para baixo, tentando forçar a penetração naquela posição, ela resiste e continua se movendo sobre ele, roçando-o, provocando-o. Ele geme e fecha os olhos, jogando a cabeça para trás e ela ri. – O que houve, Gaara? Você me quer ou não? É só pedir e eu serei sua.
Ele abre os olhos e ela vê irritação misturada á um grande desejo. Gaara se senta, segurando-a pela cintura. – Eu quero você, esta noite será minha. – Gaara puxa Ino de encontro ao seu corpo, colando seu peito aos seios dela e a beija, desta vez um beijo feroz que fere os lábios da loira. Ele a aperta, seus dedos se enterrando entre as costelas da mulher. Ino enfia suas unhas nas costas deles, arrancando um gemido e ele a deita, seu corpo forte e másculo sobre o dela.
Os olhos verdes estavam fixos nela, analisando-a friamente. O cabelo vermelho revolto. Ele se encaixa entre suas pernas e a penetra em um movimento firme, seu membro deslizando por seu interior. Ele ainda mantinha seus braços presos. Ela passa as pernas pela cintura dele, puxando-o para mais perto, querendo que ele a penetrasse mais fundo.
Ele solta os braços dela e Ino enfia as mãos sem seus cabelos, puxando-os para trás e então se ergue ligeiramente apenas para alcançar os lábios dele, beijando-o, sua língua explorando a boca do homem.
Gaara se move com ímpeto, sentindo a loira se abrir para ele, aprofundando em seu intimo, possuindo-a de todas as formas. Ino sente os movimentos fortes dele e o desejo aumenta com o prazer que chegava, ela geme em voz alta e ele sorri. –Diga meu nome, Ino. Olhe para mim e grite o meu nome para que todos ouçam.
-Gaara. –Ela fala em um sussurro e ele nega com a cabeça, parando de se mover. –Mais alto, grite, quero ouvi-la gritar. –Ela se contorce, querendo que ele voltasse a se mover e ele sorri, abaixando a cabeça para sussurrar em seu ouvido. –Grite meu nome, garota da Folha. Quero ouvir meu nome em seus lábios.
-Gaara. –Ela fala ofegante, porém ele permanece parado, demonstrando um grande autocontrole, ela passa a língua pelos lábios e fecha os olhos, gritando em seguida. –Gaara, Gaara.
Ele então volta a se mover com forma, em um ritmo alucinante, tomando-a, possuindo-a como nenhum outro homem havia feito. Ino mergulha em um redemoinho de sensações, atingindo o prazer, soltando outro grito, seu corpo estremecendo em espasmos, vibrando, suas pernas apertando-se em volta dele e ela goza.
Gaara a ergue colocando-a de quatro sobre as peles e se ajoelha atrás dela, suas mãos deslizando pelas nádegas femininas. Ele acaricia a região, depois a segura pela cintura, puxando-a de encontro ao seu membro e a penetra com ímpeto, forçando-se para dentro dela, os corpos se chocando com violência, ele desliza os dedos até alcançar os seios e aperta os mamilos. Ino geme alto, quase gritando.
Ele agarra seus cabelos e puxa sua cabeça para trás, enquanto se movia com força. -A partir de agora você é minha e de mais ninguém, Ino. Nenhum outro homem conseguirá lhe dar tanto prazer quanto eu. – A voz dele sai rouca, seus movimentos se intensificando, os quadris deles se chocavam contra as nádegas dela violentamente. Um espasmo tomando conta de seu corpo e ele goza, derramando-se dentro dela. Gaara a solta e deita sobre o corpo feminino, prendendo-a com seu peso. –Você não vai me escapar, Ino. Eu a manterei dentro desta tenda e tomarei seu corpo quantas vezes quiser.
- Certo. – Ela concorda ofegante sem se mover. Pertenceria aquele homem durante aquela noite. Estavam longe de Suna e de Konoha. Ele era o Kazekage e não devia satisfações á ninguém e ela era uma mulher livre e sozinha. Não tinha ninguém para lhe pedir satisfações. –Serei toda sua até o dia amanhecer. - Ele sorri satisfeito, tinha conseguido o controle sobre a loira.
XXX
- Ela está morta há mais de um dia, foi assassinada antes da partida de Gaara. –Shikamaru deduz ao verificar o estado de rigidez do corpo de Karana.
-O que está insinuando, Nara? – Temari pergunta zangada. Ambos tinham sido chamados pelos ninjas da Areia que encontraram o corpo da loira jogado em um beco.
-Não estou insinuando nada, Temari. – Shikamaru responde com simplicidade. O pescoço de Karana estava roxo. – O pescoço dela foi quebrado, porém não há hematomas em seus braços ou pulsos. Ela conhecia e confiava no assassino, não ofereceu resistência. –Ele pega o colar que tinha sido encontrado ao lado do corpo. – Eu aposto que isso não pertencia á ela, irei averiguar junto ás outras prostitutas no bordel. Temari, peça a legista para fazer um exame minucioso, talvez Karana tenha tido contato sexual com o agressor e possamos encontrar vestígios que contenha DNA suficiente para um identificação.
-Vestígios?
-Cabelos, pêlos, esperma, saliva, etc. – Ele fala olhando para a loira. – Durante o ato sexual muito material físico é transferido de um parceiro para outro. – Temari fica ruborizada e desvia o olhar, provocando um sorriso satisfeito em Shikamaru. Estava começando a gostar de provocar a irmã do Kazekage. –Imagino que você saiba do que estou falando, caso contrário terei prazer em lhe fazer uma demonstração.
A insinuação explicita nas palavras de Shikamaru fazem o sangue ferver nas veias da kunoichi. Só de imaginar aquele homem colocando sua sugestão em prática excitava a mulher. Ela se afasta dele e desvia o olhar. –Falarei com a legista e você mantenha isso em sigilo.
-Sigilo? Francamente, Temari, há alguém em Suna que não saiba sobre a ligação de Gaara com Karaba? Duvido que os ninjas que a encontraram tenham ficado em silêncio. Aposto que neste momento toda a Vila da Areia já sabe sobre a morte da prostituta.
Temari apenas suspira, Shikamaru tinha razão, todos sabiam que Gaara era cliente do bordel e que Karana era sua amante, apesar de fingirem não saber. Shikamaru se afasta em direção á porta. –Irei ao bordel, e você procure descobrir se Gaara falou com Karana antes de sair de Suna.
-Meu irmão não teve nada á ver com a morte dela.
-Temari, seu irmão corre o perigo de se tornar o principal suspeito. Apenas tente descobrir se eles se encontraram antes da partida dele. – Shikamaru termina de falar e sai, deixando Temari na sala junto com o corpo. Ela olha para Karana. A mulher era jovem, linda e agora estava morta. Sua pele estava fria e seu rosto pálido, parecia feito de cera. Pensa nas palavras de Shikamaru. Seria possível que Gaara estivesse envolvido na morte da Karana? E Nya, a morte dela teria sido obra dele também? Ela meneia a cabeça, afugentando aquela idéia. Ele jamais faria algo assim, tivera centenas de chances de se livrar da esposa e nunca fizera nada e não precisaria matar Karana, bastava dispensá-la, ela não passava de uma prostituta. Era claro que seu irmão não tinha nada á ver com aquelas mortes, era um grande absurdo suspeitar dele.
XXX
Sakura atravessa os portões de Suna e olha á sua volta, fazia anos que não colocava os pés na Vila da Areia. HInata estava nas muralhas e a vê, descendo rapidamente,surpresa por ver a rosada ali. – O que faz aqui, Haruno?
-Gaara mandou m chamar. – Sakura responde séria, não havia nenhum traço de amabilidade entre elas. –Vou me apresentar á ele.
-Gaara está fora de Suna com Ino, só voltam amanhã á noite. Procure por Temari. – A morena dá as costas á outra e sobe para as muralhas novamente. Sakura segue em direção ao gabinete do Kazekage, iria falar com a irmã de Gaara. Não entendia porque Ino estava fora com o ruivo.
Ela chega á sala do ruivo e bate, aguardando. Falaria com Temari e então encararia os ninjas da Folha. Temia aquele momento, estava longe da proteção de Tsunade e não sabia se poderia contar com alguém para defendê-la.
Assim que Temari autoriza, ela entra e lhe estende a comunicação de Tsunade. Temari pega o papel e o olha rapidamente se virando para Sakura em seguida. Ela passa alguns segundos analisando a rosada, sem sorrir, depois fica em pé e lhe estende a mão. – Boa noite, Sakura, seja bem-vinda á Suna.
-Obrigada, Temari. Tsunade disse que seu irmão quer mais um médico na Força Tarefa e que solicitou por mim. – Temari concorda, Gaara á havia avisado sobre a vinda de Sakura naquela manhã, antes de partir. Ela volta á sentar.
- Sim, precisaremos de mais médicos. No momento temos apenas Hinata para ajudar com os feridos da força tarefa. -Sakura concorda com a cabeça, sem dizer nada e Temari lhe aponta a porta. – Você deve se apresentar á Shikamaru. Ele é o líder da Força Tarefa na ausência do meu irmão. –Aquela informação abala Sakura, então ficaria sob o comando do Nara. O medo aperta o coração da kunoichi, Shikamaru era perigoso e a odiava.
-Onde ficarei?
-No alojamento, junto com os outros ninjas da Folha, estamos com poucas acomodações no momento, então todos ficarão no mesmo quarto.
-Está bem, obrigada Temari. -Intimidada, Sakura sai da sala e assim que ganha as ruas, se dirige ao alojamento. O lugar estava parcialmente destruído e isso a assusta. O que havia ocorrido?
Ela para na porta, tentando tomar coragem e entra. Ouve o som da porta batendo atrás de si e no segundo seguinte é jogada ao chão com violência. –Olá, Sakura, estávamos á sua espera, ansiosamente. –Ela se ergue e vê Hinata ao lado de Shikamaru, Kiba, Chouji e Shino.
- O que está acontecendo? – Sakura pergunta tentando demonstrar segurança e Shikamaru sorri, divertido. – Não precisa ter medo, não faremos nada com você. Sua vida miserável pertence á Ino e ela está fora de Suna. Mas não se engane, irá pagar pelo que fez.
-Não sei do que está falando, Nara. Estou aqui á pedido do Kazekage, ele é responsável por minha vinda e minha segurança. Foi um pedido direto á Tsunade. Vocês não se atreveriam á desrespeitar a ordem de dois Kages. – Sua voz sai fina, denunciando o medo que sentia e os outros riem. – Sakura, não seja idiota. Por que acha que Gaara mandou chamá-la? Eu contei á ele o que fez em Konoha.
A rosada dá um passo atrás e se encosta á porta. – Se tentarem algo, eu vou embora, volto para Konoha e conto tudo á Tsunade. – Como resposta ela leva uma bofetada de Hinata, surpreendendo á todos. – Você não sairá de Suna, se tentar eu, Shino e Kiba á caçaremos no deserto. Pense bem, Sakura. Lá será mais fácil nos livrarmos de você.
O medo congela o sangue nas veias da kunoichi, Hinata a olhava séria, demonstrando que dizia a verdade, não adiantava pedir ajuda, ninguém iria interferir nos assuntos dos ninjas de Konoha. Respirando fundo, ela aguarda. Estava nas mãos deles e ela não tinha dúvidas que eles a fariam pagar pela sua traição.
XXX
A primeira vista a cabana parecia vazia. Estavam á poucos metros do túmulo de Seimei. O lugar era isolado, como eles precisavam. Um gemido chama a atenção do homem que se encontrava do lado de fora, ele entra rápido e se aproxima da cama onde seu amigo se encontrava deitado. –Tudo bem?
O rapaz confirma e se senta. – Ela já chegou? – Ele tinha feito essa pergunta dezenas de vezes naquele dia. Com um suspiro o outro senta ao lado dele. – Ela não virá, mandou uma mensagem, tome, leia. – O rapaz pega o papel e lê, amassando em seguida e atirando longe. -Droga, eu preciso dela.
-Teremos que nos virar sem ela e precisamos sair daqui, partiremos amanhã, será mais seguro. – Com essas palavras o homem pega o papel jogado no chão, as coisas não andavam bem para o lado deles, sentiam que o cerco estava se fechando.
-Você quer se encontrar com ele, certo? – O outro confirma e se levanta, saindo em seguida. Se sentia cansado, não agüentava mais aquela vida que levava á anos. Sentia falta dos amigos, de sua vila, da mulher que amava. Será que ela ainda pensava nele?
XXX
-Olá, Nêmesis.
-O que faz aqui, Apolo? Não o chamei, sabe que é perigoso.
–Vim falar sobre a força tarefa. Quando você fará algo á respeito?
-Já estou fazendo, infiltrei uma pessoa lá.
-Está falando de Ares? – Nêmesis concorda e Apolo o olha sério. –Cuidado, Nêmesis, Ares saiu do controle. Ele está agindo por conta própria.
-Então acha que foi ele quem matou a prostituta?
-Sim, e Nya também. Ambas assassinadas pelo mesmo homem e pelo mesmo motivo. Não se engane, Nêmesis, terá que se livrar de Ares em breve.
-Quando chegar o momento eu me livrarei dele. Por hora, vamos deixá-lo desviar a atenção de Gaara. Depois colocarei alguém para resolver isso.
-Diga para Afrodite ficar de olho nele. –Nêmesis estreita o olhar, zangado.
-Desde quando me dá ordens, Apolo? Você está se esquecendo de quem manda aqui. Eu tomo as decisões, sou eu quem dá as cartas.
-Está se arriscando demais, Nêmesis. Sei que Hades e Artemis já lhe disseram isso, porém você parece não querer acreditar. Tome cuidado, Gaara é inteligente e perigoso. Ele não tem nenhum escrúpulo.
-Eu também não, Apolo. A diferença é que eu sei quem é Gaara e onde ele está.
-Sim, essa é a nossa principal vantagem. Soube de suas últimas ordens, você só pode estar brincando.
- Isso é sério demais, não há lugar para brincadeiras em nossas vidas. As vilas se uniram e me desafiaram. Agora, é a minha vez de desafiá-los. Vamos ver se essa união durará muito.
Apolo olha para Nêmesis, assombrado pela sua audácia. Nêmesis percebe e também fica em pé. – Eu sei o que estou fazendo, Apolo. Passei muito tempo organizando nosso grupo. Irei até as últimas conseqüências para cumprir com nosso objetivo. Gaara é apenas uma pedra em meu sapato, um inseto que esmagarei quando chegar á hora. No momento nossa prioridade é outra e arriscarei tudo se for preciso, se eu tiver que morrer, que seja, sei que vocês terminarão meu trabalho. Agora, vá. Volte para seu posto, Ares é problema meu.
-Você deve se livrar dele, o quanto antes. Ares não está comprometido com nossos ideais. Ele quer usar nosso grupo para atingir os próprios objetivos e quando chegar o momento de escolher, não tenho certeza de que nós seremos os escolhidos. Guarde minhas palavras, Nêmesis. Ares se tornou tão perigoso para nós quanto para Gaara.
-Logo teremos reforço e então me livrarei de Ares.
-Espero que saiba o que está fazendo, Nêmesis, há muita coisa em jogo. –Nêmesis apenas olha sem responder e Apolo se retira, preocupado. Falaria com Hades, ele poderia convencer Nêmesis sobre o risco que Ares representava. De qualquer forma, diria á Afrodite para ficar de olho.
XXX
(1) Shirasu: Areia Branca
(2) Sabaku Fuyu: Este é um dos vários métodos ofensivos e auxiliares que Gaara tem usado durante o combate. É um truque onde ele usa a areia reforçada com chakra para suportar seu próprio peso e flutuar no ar e usar como meio de transporte, se necessário. Ao aumentar o tamanho da plataforma Gaara pode transportar outros junto com ele ou até mesmo conceder a alguma outra pessoa a sua própria plataforma de areia para voar, como se vê no caso do outro Kage, onde essa habilidade tornou-se um aspecto fundamental para a evasão e transporte na Quarta Guerra Mundial Ninja.
Também deve ser notado que esta habilidade parece ter pouco chakra, como Gaara afirmou que voando na areia iria ajudá-lo conservar chakra.
(3) Apolo: Deus da luz do Sol, poesia, música, artes, beleza masculina. Na mitologia grega, Apolo era o deus das artes, da música, da profecia, da verdade, da poesia, da harmonia, da perfeição e da cura. Considerado um dos mais importantes, versáteis e venerados deuses da Grécia Antiga, pois era um dos deuses olímpicos. Era também muito importante na mitologia romana.
Era filho de Zeus (deus dos deuses) e Leto (deusa do anoitecer) e irmão de Ártemis (deusa da caça). Era pai de Asclépio (deus da Medicina e da cura) e Aristeu (deus da agricultura e vegetação).
