CAPITULO SETE

Vendo que já estava na hora de ir embora, Marlene foi até o grupo que ainda comemorava a repentina gravidez de Helena, observou sua filha conversar bem alegre com as mulheres que já eram mãe, ouvindo os desejos estranhos, o lado ruim de ter um filho e o lado bom, na verdade o lado ruim nas palavras das mulheres eram apenas alguns momentos bem rápidos, enquanto o bom de tê-los prevalecia para sempre, mesmo sua filha já sendo bem grandinha, tinha que levá-la para casa, ela estava precisando descansar.

— Filha, acho que já esta na hora de irmos. — Falou Marlene sorrindo gentilmente para a filha — Você ainda pode usar o meio de aparatação, mas daqui um tempo não poderá mais fazer isso, vai acabar prejudicando o bebê.

— E como vou me locomover? Acho que não é uma boa idéia usar chaves de um portal, já que eu posso acabar me machucando na aterrissagem. — Falou Helena.

— Você pega meu carro, eu peço para seu pai fazer alguns ajustes nele. — Falou Marlene sorrindo para a filha que assentiu, ela se levantou e mexeu um pouco nos cabelos.

— Esta bem então, eu preciso ir mesmo para casa, me jogar um pouquinho na cama, pretendo passar a amanhã deitada. — Falou Helena se espreguiçando.

— Hoje você não vai para seu apartamento, vai para casa e não tente retrucar, será apenas uma noite, depois eu resolvo o que farei com você. — Falou Marlene dando as costas a filha.

— Nossa, falando assim até parece que eu fiz alguma coisa de errado, é errado querer ter um filho? — Perguntou Helena confusa, não estava entendendo a mãe, a questão era que ela odiava ser controlada, quando morava no Brasil gostava de ficar na praia durante o dia, se sentia livre lá, sentindo a liberdade bater contra seu corpo, como se assim ela pudesse ser levada a qualquer minuto.

— Não estou querendo dizer isso, mas ter um filho sozinha não é fácil Helena, precisa ao menos ter alguém para ficar observando, é para isso que serve os homens. — Falou Marlene.

— Nossa, obrigado em, me fez me sentir muito bem. — Falou Rony, sua esposa estava grávida pela primeira vez, tinha apenas alguns meses, mais especificamente três meses e meio, varias e varias vezes ele havia ficado sem dormir, por causa que a esposa não conseguia dormir por causa de enjôos ou desejos, outras vezes tinha que lidar com os hormônios dela, horas pareciam algo fraco e minutos depois atacava tão forte e rápido quanto um leão, não era ruim, mas o fazia ficar muito cansado. Fazia pouco tempo que ela havia contado e ele começava a pensar em como ela estava grávida de tanto tempo e nem mesmo percebido.

— No caso você não tem homem, então eu irei ser seu homem, é só me pedir ou me chamar, estarei sempre para lhe ajudar. — Falou Marlene sorrindo.

— Eu não gostei dessa idéia de você ser homem. — Falou Sirius fazendo com que a filha acabasse rindo.

— Serei homem para ela, e mulher para você. — Falou Marlene sorrindo apenas para o marido, ele mexeu com a cabeça de um lado para o outro, havia entendido aquele sorriso — Mas eu lhe digo uma coisa queria...

— Uma mulher não pode substituir um homem por inteiro. — Falou Molly rindo — Vai chegar uma hora em que você vai querer algo que apenas um homem de verdade poderá lhe dar, ou melhor, lhe satisfazer. — Falou a ruiva rindo.

— Eu vejo como um homem fez a diferença nas suas gravidezes, Molly. — Falou Hermione olhando para todos os cunhados que ficaram com as bochechas rosadas de vergonha, eles não conseguiam admitir que eles foram os motivos por ter causado tal coisa a mãe e ao pai.

— Mas vamos terminar com o assunto por aqui, temos que ir mesmo, e por favor, não seria uma má idéia minha filha ter alguém, mas isso não quer dizer que eu deva saber se ele terá fortes relações sexuais com ela ou não. — Falou Sirius saindo de seu cantinho isolado — Vamos embora filha, amanhã eu acho que você tem muito o que fazer, terá que ir ao Ministério pedir licença maternidade.

— Não precisa ir ao Ministério, qualquer coisa eu mesmo falo com o Kingsley e ele entra em contato com você. — Falou Harry para Helena que assentiu — Vamos Gina, também temos que ir, é uma longa viagem até em casa e eu acho que não vai demorar para eu ficar com sono. — Falou o moreno se levantando e ajudando a esposa a fazer o mesmo.

— Estão de carro? — Perguntou Carlinhos que havia escutado o finalzinho do que Harry havia dito.

— Sim, na verdade viemos com o Rony, como eles moram mais longe a gente reveza, eu dirijo até em casa e ele dirige o resto do caminho até a casa dele. — Explicou Harry, enquanto observava o melhor amigo e cunhado levantar a esposa.

— É uma boa idéia. — Falou Jorge, do mesmo jeito que Harry ele já tinha um filho, e sua esposa estava grávida novamente, aquela família estava destinada a ter mais parentes de uma vez só.

Depois do que Jorge disse, todos se despediram alegremente, Helena ao se despedir das crianças que já coçavam os olhos de sono já começava a imaginar como seria seu filho, no caso sua filha, começava imaginar como seria acariciar o rosto de pele macia e fofa, sentir a mão de sua neném tocar seu rosto, como forma de reconhecer a própria mãe, forma de compartilhar um carinho que no momento seria só dela.

— Bom, então tchau. — Falou Helena, ao olhar para a mãe viu que Carlinhos estava logo atrás dela, afastado observando que todos se despedissem, se lembrou que não havia se despedido dele, foi até o mesmo, ficando quase a um metro de distancia — Tchau.

— Tchau, criança. — Falou Carlinhos sorrindo, como sempre ele a fazia rir, ela estendeu a mão e ele fez o mesmo, dando um forte aperto, Helena percebeu que aquele aperto de mão não seria o mesmo que homens faziam um com o outro, provavelmente ele estava dando aquele leve aperto apenas porque ela era mulher.

Você me perguntou se eu não tenho me olhado no espelho ultimamente, chegarei em casa e irei fazer isso, só não sei o que irei ver, se é a criança como você me chama, ou se verei a mulher que você quis dizer que eu sou lá em cima. — Sussurrou Helena enquanto separavam as duas mãos, olhou para trás, para ter certeza de que ninguém havia ouvido e ficou até aliviada ao perceber que não, as despedidas continuaram até por fim só existirem os verdadeiros moradores da Toca, que eram Molly, Arthur e Carlinhos que nas férias sempre se hospedava na casa dos pais.

— E você meu querido, vai fazer alguma coisa amanha? — Perguntou Molly para o filho que negou com a cabeça.

— Ainda não tenho nada em mente, mas quem sabe não é? — Perguntou Carlinhos retoricamente enquanto dava de ombros.

— E as namoradas da Romenia, como andam? — Perguntou Molly como sempre querendo saber o que o filho fazia naquele lugar a não ser trabalhar.

— Elas não andam mamãe, já que elas não existem, quem sabe nas próximas férias eu trago alguma para lhe conhecer. — Falou Carlinhos sorrindo — Você sabe que por enquanto a única coisa que ocupa meus pensamentos são dragões mamãe, porque ainda pergunta se eu tenho alguma namorada? — Perguntou Carlinhos.

— Eu me preocupo com você, Carlinhos, de todos os meus filhos você é o que mais se fecha, não conversa comigo e muito menos com seu pai porque se o fizesse ele me diria, saia dessa rotina de viver trabalhando, você precisa ter sua própria vida, saber o que é ter alguém ao seu lado para sempre. — Falou Molly deixando o filho sozinho na sala, ele ficou ali alguns minutos pensando no que a mãe falara, a verdade era que ele amava sim alguém, mas esse alguém não o amava, não da mesma maneira, viu a mulher que ama ficar grávida de outro homem, ficara feliz por ela, mas não pudera segurar o pensamentos que passou por sua cabeça se ela estivesse com ele.

É Tonks, se você ao menos soubesse o que faz em mim.

Havia vivido tanto tempo ao lado dela, a observando que pensava que a mulher perfeita para ele seria ela, uma mulher que o entendia, mas quando viu que ela não era mulher para ele, ele se fechara quase que por completo, o único motivo que o fazia sair com mulheres era o desejo carnal mesmo.

Ele saiu de seus pensamentos ao sentir um leve ar frio entrar pela porta, com um aceno de varinha ele fez com que as portas e as janelas de todos os cômodos ali se fechassem, passou por todos os cômodos, incluindo cozinha e os quartos para ter certeza de que as janelas estavam fechadas, logo em seguida ele foi dormir.

Assim que chegou na casa dos pais, Helena seguiu para um dos quartos de hospedes, como havia se mudado a pouco tempo para seu próprio apartamento, sua cama e o resto dos outros móveis estavam lá, o que significava que seu antigo quarto estava completamente vazio.

— Você bem que poderia ter deixado sua cama, seria mais fácil fazer um quarto de visita com ela. — Falou Marlene aparecendo no quarto, carregando travesseiros e cobertores para a filha, em suas mãos também tinham roupas.

— Mãe, minha cama é sagrada, acha mesmo que eu a deixaria aqui para qualquer um deitar nela? — Perguntou Helena exagerando no drama, mas tratou de reformular o que disse ao ver o olhar da mãe — Quer dizer, não qualquer um, mas mesmo assim não quero ninguém na minha cama.

— Não seja tão dramática, alguém vai ter que se deitar com você algum dia. — Falou Marlene sorrindo, posicionando os travesseiros em seus devidos lugares na cama, enquanto cobria a mesma com dois cobertores, não eram cobertores que esquentavam muito, mas ela se lembrava que as vezes a filha se mexia tanto que acabava derrubando um cobertor no chão.

— Não começa mãe, não estou atrás de nenhum, se for para aparecer, que ele venha, como a Luna diz. — Falou Helena dando de ombros.

— Eu sei que ele vai aparecer quando você mesmo esperar, mas eu lhe digo, não há coisa melhor que abraçar um homem durante a noite quando se esta grávida, ainda mais quando a barriga esta grande, faz o neném se acalmar. — Falou Marlene.

Enquanto observava a filha se vestir, as roupas eram suas, mas coubera muito bem na adulta a sua frente

— E como você fazia para me acalmar? Já que não tinha o pai por perto. — Perguntou Helena se sentando na cama e cobrindo suas pernas, encostando na cabeceira.

— Bom, eu tive que improvisar, costumava fazer carinho na barriga enquanto não dormia, e quando eu via você já tinha parado e eu caia no sono logo em seguida. — Respondeu Marlene.

— Eu não entendo mãe, Rony diz que de vez em quando Hermione o faz ficar acariciando a barriga dela, alegando que ela diz que o bebê esta agitado, mas ela ainda não está em uma gestação capaz de fazer o bebê chutar ou se mexer. — Falou Helena.

— Filha, quando você estava de mais ou menos dois meses eu percebia que você sentia saudade de alguém, como se o que você pensasse lá dentro passasse por minha cabeça, eu podia perceber que você sentia saudades de seu pai, era como se o seu humor fosse até mim, ou melhor como se eu o sentisse, pode ter certeza minha querida, quando você pensar que esta feliz demais e não sabe o porque, é porque o seu bebê também esta feliz. — Falou Marlene dando um leve beijo na testa da filha, ela foi até a porta enquanto Helena se arrumava na cama, se deitando por completo, se virou em direção da janela, olhando através dela, observando as poucas estrelas que podia ver, nem percebeu que sua mão estava em sua barriga acariciando lentamente, acabou por cair no sono fazendo aquele movimento.

No dia seguinte Helena acordou cedo, devia ser 08h30min, havia deixado sua bolsa na sala, antes de colocar os pés no chão olhou ao lado da cama procurando alguma pantufa ou chinelo, encontrou uma pantufa e teve certeza que a mãe havia voltado durante a noite para colocar aquilo ao lado de sua cama, calçou a mesma e foi em direção do seu antigo quarto, havia comprado seus objetos pessoais e higiênicos novamente, deixando os antigos na casa dos pais, assim que chegou ao antigo quarto foi para o banheiro que tinha nele, abriu o armarinho do banheiro e encontrou sua escova de dente, sua escova de cabelos, absorventes e todo o resto, sem contar os vários cremes que ela usava no corpo, mais especificamente nas pernas, escovou os dentes e penteou o cabelo, olhou de relance para o pacote de absorvente e soltou um grande suspiro de alivio por que ficaria um bom tempo sem passar por aquela situação mensal.

Seguiu para a cozinha, provavelmente os pais ainda não haviam acordado, ao menos não sua mãe que trabalhava em casa, foi para a cozinha e preparou um ótimo café para ela com torradas, frutas e suco, seguiu para a sala, como costumava fazer nas férias na época da adolescência, assistir desenho de manhã enquanto tomava café.

Depois de já ter comido deixou a bandeja em cima da mesinha de centro, se esticando no sofá enquanto assistia anime, era até legal, estava passando Naruto, um episódio que mostrava uma menina que gostava dele, mas não era correspondida.

— Que pena, ela é tão lindinha. — Falou Helena para si mesma.

— Também concordo. — Falou Marlene no topo da escada.

— Bom dia, a quanto tempo esta ai? — Perguntou Helena.

— Acabei de chegar, ou melhor, de acordar — Falou Marlene descendo as escadas — Já tomou café? — Perguntou Marlene espantada olhando para a bandeja.

— Sim, não queria precisar ter que lhe esperar ou lhe acordar. — Falou Helena dando de ombros — Papai foi trabalhar? — Perguntou Helena para a mãe que assentiu.

— Sim, seu pai odeia ficar o dia todo em casa e muito mais ter que ficar lendo aqueles relatórios que mandam para ele, eu não me surpreenderia se ele aparecesse dizendo que esta trabalhando em outra coisa. — Falou Marlene sorrindo.

— Acho que vou para casa depois do almoço. — Falou Helena — Aproveito e já almoço aqui com você e com o pai.

— Seu pai não vai vim almoçar aqui, mas não seria má idéia você ficar aqui comigo. — Falou Marlene para a filha que sorriu — E quanto ao bebê, esta pensando muito nele?

— Mais ou menos, mas mãe eu quero conversar com você sobre outro assunto. — Falou Helena, ela olhou brevemente para sua mãe e ao ver que ela ficou em silencio começou a falar — Bom, eu fui criada pela Adriana, eu tenho o dever de ir para lá e dizer sobre a noticia, estou morrendo de saudades dela.

— Tudo bem, eu já imaginava que você iria querer ir para lá. — Falou Marlene sorrindo.

— Mas eu vou sozinha, não precisa ir comigo, vai ter a Helen para cuidar de mim lá mesmo. — Falou Helena dando de ombros.

— Tudo bem querida, eu não me preocupo que você vá para lá, afinal lá também é sua casa. — Falou Marlene para a filha.

Juntas elas subiram para o quarto de Marlene, ela começou a contar a sua filha sobre sua única gravidez que é claro havia sido a dela, que já imaginava como ela seria, dos desejos estranhos e até mesmo do primeiro pensamento que passou em sua cabeça ao pegar sua filha no colo.

Mais tarde, depois do almoço Helena foi embora, estava um pouquinho cansada, queria ficar o dia inteiro em casa, deitada na cama ouvindo musica ou até mesmo assistindo TV, por isso pegou seu notebook e foi com ele para o quarto, não era muito fã de assistir TV no quarto, mas mesmo assim lá tinha uma televisão, ligou o notebook e enquanto passava um filme romântico ela começou a ver fotos de sua adolescência, ou melhor, parte dela, já que aos 16 anos ela já estava morando na Inglaterra com os pais, viu foto dela com as amigas, em vários lugares, mas principalmente na praia, sentia falta daquilo, a praia era o lugar que ela mais gostava na vida, onde ela se sentia livre, quando pensou em morar na Inglaterra ela pensou que moraria no centro, perto de toda a modernidade do mundo britânico, mas seu pai disse que não, disse que morariam no campo, um lugar mais calmo e ele havia acertado o melhor lugar para se morar com a esposa e com a filha, eles moraram lá por um bom tempo, até que se mudaram para um bairro de classe alta longe do centro de Londres, a antiga casa ainda estava lá, em conservação, iam para lá quando conseguiam férias juntos, o que era difícil já que os três trabalhavam em áreas completamente diferentes.

Depois de varias fotos o rumo das imagens mudou, ela já não estava no Brasil, a maioria das fotos ela estava na Toca, algumas mostravam ela brincando no quintal, em momentos ensolarados e em alguns momentos que o que mais aparecia era neve, o que significava que era no natal, viu fotos em que seu pai a jogava por cima dos ombros e saia correndo com ela como se ela fosse apenas um saco de batatas, enquanto a mãe corria preocupada atrás deles, já em outra foto mostrava o momento exato em que Helena acabara de ser atingida por uma bola de neve direto em seu rosto, depois de varias fotos em que brincavam na neve apareceu fotos em que os adolescentes e os adultos estavam em volta de uma fogueira, comendo Marshmallow que derretiam instantaneamente ao estar perto da fogueira, na foto Helena estava com um violão na mão, ela adorava cantar, o único problema é que ela gostava bastante de musicas brasileiras e sempre tinha que traduzi-las.

Ela nem mesmo percebeu que já havia passado horas, ao ver as imagens ela começava a pensar em como seria sua vida caso ela tivesse sido criada a vida toda pelos pais, ou então morado no Brasil com Adriana por toda sua vida, sem conhecer seu pai e sua mãe ou se não nunca ter conhecido Adriana Ribeiro, sua segunda mãe.

Momentos depois Helena se levantou e foi para a cozinha, fez um lanche e logo em seguida foi para o banho, estava cansada, ela imaginava que seria por causa de ter ficado tanto tempo na frente do notebook, estava cedo demais para a gravidez começar a causar muito sono nela.

HORAS ANTES (MINISTÉRIO DA MAGIA)

Já estava quase no horário do almoço quando Sirius saiu da sala de treinamento que sua filha costumava usar, havia explicado para toda a equipe do porque de Helena não poder treiná-los e que ele a substituiria, usou toda a manhã apenas para conhecer todos, seus métodos de duelar e todo o resto, já estava andando por vários minutos em meio aos corredores escuros quando chegou ao seu destino, o escritório de seu afilhado.

— O que faz por aqui Sirius? — Perguntou Harry ajeitando vários pergaminhos, os guardando logo em seguida na gaveta da mesa.

— Estava querendo saber se Rony estava aqui, mas acho que ele pode me ajudar tanto quanto você, ou seja, nada. — Falou Sirius ficando de costas para o moreno que ainda arrumava a mesa, encostando na mesma.

— Você quer ajuda em que? — Perguntou Harry.

— Você sabe se Carlinhos esta na Toca? — Perguntou Sirius.

— Deve estar né Sirius, onde mais ele poderia estar, e não venha me dizer que ele pode ter ido almoçar com alguma mulher, porque só um idiota trocaria a comida da Molly por algum restaurante. — Falou Harry como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

— Acho que vou ir almoçar lá, ter uma conversinha com ele, e você, não devia estar em casa com sua esposa grávida? — Perguntou Sirius se virando.

— Bom, ela disse que ficaria bem, ainda mais porque eu só iria ficar aqui no Ministério só até a hora do almoço, ou seja, ficarei o resto do dia em casa, com a minha esposinha, aproveitando os maravilhosos hormônios dela. — Falou Harry sorrindo largamente.

— Pervertido. — Falou Sirius revirando os olhos, mas pensou melhor — Mas até que não teria sido tão ruim curtir esses momentos com a Lene, pena que ela não esta grávida.

— Depois o pervertido sou eu. — Falou Harry sorrindo enquanto saia do próprio escritório, deixando o padrinho ali.

Sirius já estava pensando em sair do escritório quando viu a porta se abrir e por ela entrar James, seu melhor amigo e pai de seu afilhado, por um instante ele ficou observando a aparência dele e se surpreendeu ao perceber que o amigo não tinha a aparência de acordo com sua idade, já que sua aparência mostrava um homem novo, se ele não soubesse não acreditaria que ele é pai de um homem e esta a espera do segundo neto.

— O que esta fazendo aqui, Sirius? — Perguntou James fechando a porta atrás de si, indo em direção da poltrona do filho, ele olhou confuso para a mesa, como se pensasse que algo estava faltando ali — Você sabe onde esta os pergaminhos que eram para estar em cima dessa mesa?

— Procure nas gavetas, talvez seja para isso que ela serve, para guardar coisas. — Falou Sirius revirando os olhos, as pessoas se faziam de idiota perto dele — Eu apenas vim perguntar para seu filho se ele sabe se o Carlinhos esta na Toca, mas e você, o que faz aqui? Não deveria estar alguns andares acima?

— Eu não te contei? — Perguntou James, ao ver que o amigo ficou sério tratou de explicar — Vou substituir o Harry, a única coisa que fazia no meu escritório era atender chamados urgentes, posso muito bem cuidar do meu serviço e do meu filho.

— Então somos dois, eu vou substituir a Helena também, comecei hoje, o bom é que o meu novo trabalho vai ter um pouco mais de ação que a sua. — Falou Sirius rindo sabendo que o amigo odiava o trabalho repetitivo.

— Quem sabe eu vá fazer uma visita na sua sala de treinamento, assim podemos mostrar aos seus "alunos" o que é um duelo de verdade. — Falou James enquanto observava o melhor amigo sair do escritório.

— Não esqueça de chamar Remo para participar do possível grande evento. — Falou Sirius parando na porta apenas para falar aquilo, ao ver o homem sentado a mesa assentir ele saiu do escritório por completo, tinha que falar com Carlinhos rápido, afinal sua hora de almoço passava muito rápido.

O almoço já estava na mesa da cozinha na Toca, naquele dia Tonks havia deixado Teddy lá, dizendo que tinha algo importante para fazer e não podia levar o menino.

Já estavam todos sentados a mesa quando ouviram o barulho que indicava que alguém havia chegado usando a aparatação, ficaram olhando para a porta, esperando que alguém aparecesse, Teddy continuou a comer e ao ver Sirius adentrar a porta deu um grande sorriso, o que fez Carlinhos fazer cara de nojo ao ver vários grãos de arroz mastigados na boca da criança.

— Termina de comer Teddy. — Falou Sirius para o menino que assentiu e voltou a comer em silencio.

— E então Sirius, sente-se para almoçar. — Falou Molly para o maroto que assentiu e se sentou, um pouco longe de onde Carlinhos estava.

— Bom, eu não vim aqui para isso, mas eu não posso cometer o pecado de dizer não a você. — Falou Sirius para Molly enquanto ela com um aceno de varinha fez com que um prato flutuasse do armário até a frente de Sirius, ele pegou o prato e começou a se servir.

— Se não veio para comer, porque veio? — Perguntou Carlinhos tomando um grande gole de suco.

— Nossa, falando desse jeito até parece que eu não tenho comida em casa. — Falou Sirius — Eu vim conversar com você, Carlinhos.

— Eu não fiz nada com a sua filha ontem. — Falou Carlinhos no instante em que Sirius falou aquilo, todos os adultos olharam espantado para ele.

Sirius riu dele, já que ele já era um homem e agora teve a reação de um garoto que tinha medo do pai da namorada.

— Eu sei que não preciso me preocupar com você, mesmo que você já seja um homem e minha filha uma mulher, eu acho que vocês tiveram muito pouco tempo para fazerem algo. — Falou Sirius observando Carlinhos baixar a cabeça envergonhado.

Molly olhou para aquilo impressionada ao ver o filho daquele jeito, de todos os seus filhos ela nunca viu ele daquela forma, Carlinhos era um pouco fechado quanto ao seus sentimentos.

Já Carlinhos entrou em devaneio, começou a pensar em Helena, ela estava muito bonita na noite passada, ficou chocado com sigo mesmo, já que a única coisa que o interessava em Helena era o fato de conseguir fazê-lo se irritar facilmente e isso o fazia rir. Mas na noite passada ele não vira a pessoa que mais perecia uma criança a quem ele irritava e sim a mulher a quem ela mostrava ser para os homens que queria conquistar, se lembrou de quando a viu com um homem, a forma possessiva que ele a segurava entre os braços e como parecia que ele estava sendo seduzido ao invés de ser ao contrario, ele mesmo foi pego pensando como seria ele estar com Helena, de tê-la em seus braços e poder fazer coisas que sua família pensava que ele nunca faria.

Ele ouviu ser chamado e percebeu que quem fazia isso era Sirius, ele tratou de beber um grande gole de suco por sentir sua boca extremamente seca.

— Pode continuar. — Falou Carlinhos.

— Então eu estive pensando e acho que Helena não irá aceitar muito a proposta de ter a mãe cuidando dela por 24 horas e me veio a cabeça que você poderia fazer isso por nós, para ser mais claro eu quero que você vá morar com minha filha. — Falou Sirius vindo o ruivo se engasgar com a comida, Arthur rapidamente se levantou e foi até o filho dar fortes palmadas nas costas dele.

— Obrigado pai. — Falou Carlinhos fazendo com que o pai parasse com as palmadas e voltasse a se sentar em seu devido lugar — Eu não estou lhe entendendo, quer que eu vá morar na mesma casa que sua filha? Esta pedindo para um homem ir morar com a princesinha dos Black? — Perguntou Carlinhos indignado.

— Eu não estou mandando você para lá pra ficar fazendo sacanagem com a minha filha e sim para cuidar dela, vocês são amigos afinal, que problema teria você dormir em um quarto ao lado do dela? — Perguntou Sirius como se fosse obvio.

— Tudo bem, somos amigos, mas isso não significa que eu possa agüentar conviver na casa de uma mulher grávida durante nove meses, estarei tirando a privacidade dela. — Falou Carlinhos gesticulando com as mãos.

— Carlinhos, é a minha filha, você fala como se ela fosse qualquer uma e que andaria nua pela casa apenas para lhe atiçar, ela não é esse tipo de mulher. — Falou Sirius.

— Eu sei, mas é que... Porque você não cuida dela, é o pai dela e tem motivo de sobra para querer cuida dela. — Constatou Carlinhos.

— Isso mesmo, eu sou o pai dela, mas mesmo assim isso não mudaria em nada o fato de que ela diria não, a questão é que eu consegui fazê-la dormir na minha casa por uma noite, mas preciso de alguém para cuidar dela no apartamento dela. — Explicou o maroto.

— E o que passa pela sua cabeça para pensar que ela vai me deixar ficar lá? — Perguntou Carlinhos.

— Bom, a minha insistência não funcionou, quem sabe a sua funcione, e então, você ao menos aceita tentar convencê-la de que vai para lá pra cuidar dela? — Perguntou Sirius vendo Molly olhar esperançosa para o filho.

— Tudo bem, eu vou tentar conversar com ela. — Falou Carlinhos vendo o grande sorriso de Sirius.

— Vocês só tem um pequeno problema. — Falou Arthur chamando a atenção de todos para si — As férias de Carlinhos tem duração de um mês, enquanto uma gravidez comum tem a gestação de nove meses.

— Dê um jeito nisso bonzão. — Falou Carlinhos para Sirius.

— Vamos deixar isso para lá, eu tenho cerca de um mês para dar um jeito nisso, qualquer coisa você pode ir para a Romênia e eu encontro outra pessoa para cuidar dela. — Falou Sirius dando de ombros.

Minutos depois Carlinhos já tinha terminado de almoçar, ele se levantou e pediu licença antes de sair da cozinha.

— Se quer que eles fiquem junto, porque pensa em colocar alguém no lugar dele? — Perguntou Molly confusa.

— Pense um pouco mais Molly, se eles tiverem junto, o Carlinhos pode muito bem pedir para ficar, ou até mesmo pedir transferência para Londres. — Falou Sirius.

— É, mas para eles ficarem juntos, tem que acontecer alguma coisa, ele não pode simplesmente querer ficar ao lado dela apenas porque ela é simpática. — Falou Arthur.

— Eu já fiz minha parte, agora ta na hora da Lene ajudar, caso aconteça algo entre eles, com certeza Helena vai contar para Lene, ai ela pode incentivar minha filha ter algo com o Carlinhos. — Falou Sirius dando de ombros.

Vários minutos depois Sirius já havia terminado de almoçar, ele se despediu de Molly e Arthur, não deixando de dar um forte abraço em Teddy, indo embora logo em seguida, como Carlinhos ainda estava no próprio quarto o maroto não pode se despedir dele.

Já estava anoitecendo quando Carlinhos pegou uma de suas mochilas com o feitiço extensivo e começou a guardar suas coisas na mesma, por sorte ele não tinha muitas coisas para levar, apenas roupas e alguns objetos pessoas e higiênicos, depois de tudo arrumado ele desceu para a sala onde estava seus pais, conversando em voz baixa, Carlinhos achou estranho, mas decidiu deixar isso de lado.

— Eu já estou indo mãe. — Falou Carlinhos assustando sua mãe, ela olhou confusa para ele ao ouvir o que havia dito.

— Para onde? — Perguntou Molly.

— Ué mãe, para o apartamento da Helena, você não ouviu a minha conversa com o Sirius hoje? — Perguntou Carlinhos para a mãe.

— Mas você nem sabe se ela vai mesmo lhe aceitar lá. — Falou Arthur para o filho que deu de ombros.

— Eu já tenho uma ótima estratégia, serei rápido, não pedirei autorização, vou ser direto no que quero. — Falou Carlinhos fazendo o mesmo movimento novamente, como se não se importasse se ele estava sendo certo ou errado.

— Vai simplesmente chegar até lá como o manda chuva? — Perguntou Arthur.

— Sim, mas em outras palavras serei persistente e não vai adiantar ela me xingar. — Falou Carlinhos — Falarei a ela as vantagens de estar comigo ao invés dos pais, sabe, dizer a ela que eu não serei tão coruja, apenas companheiro ué, e que ela só sentirá a minha presença caso algo aconteça, seremos companheiros de apartamento, apenas isso, mas cada um com sua vida normal, a única diferença é que eu ficarei atento a gravidez dela. — Falou Carlinhos se despedindo dos pais por fim e indo para o jardim onde aparatou logo em seguida, aparecendo em um beco não muito longe do prédio de Helena.

Não fazia muito tempo que Helena tinha saído do banho, estava na sala secando os cabelos com a ajuda de uma toalha, a televisão estava ligada e no momento passava um comercial de sapatos, segundos depois ouviu a campainha, se levantou com as sobrancelhas arqueadas e ficou confusa ao ver Carlinhos sorrindo largamente, o olhou de cima abaixo e o fato de ver as mochilas a deixou mais confusa ainda.

— O que faz aqui Carlinhos? — Perguntou Helena ainda com as sobrancelhas arqueadas, viu o sorriso confiante dele aparecer.

— Não vai nem mesmo me deixar entrar? — Perguntou Carlinhos, viu que ela se recompôs e que não o deixaria entrar, mas com uma facilidade incrível ele entrou no apartamento sem que ela conseguisse detê-lo.

— Você já ouviu falar que é preciso pedir autorização para entrar na casa dos outros? — Perguntou Helena fechando a porta atrás de si.

— Porque eu pediria autorização sendo que iremos morar juntos, o que significa que eu posso fazer o que quiser. — Falou Carlinhos ainda com aquele sorriso, ele se jogou no sofá, jogando as mochilas no chão mesmo.

— O que aconteceu? Encontrou um gênio e pediu para ele fazer eu ser boazinha com você? Porque se foi isso, sinto muito em dizer isso, mas ele passou a perna em você. — Falou Helena rindo.

— Eu estou falando sério, irei morar com você. — Falou Carlinhos.

— E porque você acha que eu vá aceitar? — Perguntou Helena cruzando os braços em frente ao busto.

— Porque você não pode fazer nada para me impedir. — Falou Carlinhos dando de ombros.

— Vamos ver. — Falou Helena dando as costas para o ruivo, ele achou estranho aquilo e decidiu a seguir, a encontrou em um dos quartos falando no telefone, no mesmo instante o ruivo pegou o telefone da mão dela e encerrou a ligação — Para de graça Carlinhos, vai embora.

— Senta aqui que eu irei lhe explicar tudo. — Falou Carlinhos se sentando na cama, ele a viu se sentar um pouco cautelosa.

— Pode começar. — Falou Helena.

— É simples, eu vou morar aqui por um tempo, para cuidar de você, já que esta grávida e precisa ter alguém do seu lado. — Falou Carlinhos como se fosse a coisa mais fácil de se entender no mundo.

— Minha mãe já disse que vai cuidar de mim. — Falou Helena empinando o nariz.

— Pense bem Helena, você prefere ter alguém livre cuidando de você ou alguém casado? Se sua mãe vir para cá, você vai destruir os momentos íntimos dela com seu pai, e melhor ainda, sou seu amigo. — Falou Carlinhos.

— Desde quando? Porque eu não me lembro disso. — Falou Helena fazendo o ruivo ficar sério.

— Chata, mas o melhor é que eu não vou pegar muito no seu pé, coisa que eu tenho certeza que sua mãe faria, eu nem vou lhe incomodar, só estarei aqui caso algo aconteça. — Falou Carlinhos.

— Qual é o problema de eu ter minha gravidez sozinha? — Perguntou Helena olhando para o alto.

— Toda mulher tem um amigo homem, ou um amigo gay, pense que eu sou algo assim. — Falou Carlinhos dando de ombros.

— Eu tenho muitos amigos homens, tem os seus irmãos, o Harry. — Falou Helena.

— Mas todos eles estão ocupados cuidando de suas mulheres grávidas, pare de ser tão dramática, não será tão ruim assim, e eu só vou ficar com você aqui por apenas um mês mesmo, por causa das minhas férias. — Falou Carlinhos dando de ombros, ele se levantou e saiu do quarto, indo para a sala, Helena ficou ali um bom tempo, pensando no que ela iria decidir, minutos depois já tinha sua resposta.

Ela se levantou e foi até a sala, dar a resposta a Carlinhos.

— Tudo bem, você pode ficar aqui, mas eu tenho as minhas regras, se você não segui-las, jogarei você para fora e colocarei fogo nas suas coisas. — Falou Helena o olhando, ele estava mais uma vez jogado no sofá mudando os canais da TV — A primeira regra é não poder ficar com os pés em cima do sofá.

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