Capítulo Sete
Eu acordei um pouco antes do nascer do sol, e na penumbra, eu observava Bella ao meu lado. Em seu sono, ela tinha se enrolado ao seu lado, de frente para mim. Seu rosto estava relaxado, muito mais pacífico do que tinha estado na noite anterior, seus lábios agraciados com um sorriso minúsculo, vibrando suas pálpebras com os sonhos que eu esperava fazer parte.
Eu me perguntei se ela sabia que ela era linda. Algumas moças sabiam, e isso era visível; elas ficavam tímidas e agitavam seus cílios e franziam os lábios. Bella, embora, nunca fez isso e eu pensei que talvez ela não percebesse o poder que ela poderia exercer sobre os homens em geral. E muito mais em mim, para ser mais específico.
Será que eu teria um momento como este com a Bella de novo? Eu esperava que eu pudesse, e eu tinha toda a intenção de garantir um futuro em que eu acordasse todas as manhãs, ao lado desta mulher, mas não havia garantias. Um milhão de coisas poderiam levar Bella para longe de mim, como eu tinha percebido nos últimos dias. Essa menina sem família era vulnerável em nosso mundo, ela precisava de alguém para sustentá-la, oferecer-lhe alguma segurança. Se eu não pudesse encontrar uma maneira de fazer isso por ela, outra pessoa faria.
Como se ela pudesse ouvir meus pensamentos atormentados, Bella fez algo maravilhoso. Ainda dormindo, ela estendeu uma mão delicada, segurou meu pijama um pouco acima do meu coração, e murmurou meu nome em seu sono.
Eu já tinha ouvido um som tão bonito assim? Meu nome saindo de seus lábios, inconscientemente falado na inocência do sono.
Com o crescimento do calor no meu peito e a esperança inchando no meu coração, eu relaxei em meu travesseiro e me atrevi a colocar meu braço em torno dela quando eu resolvi voltar a dormir.
Quando acordei pela segunda vez, Bella tinha ido embora. Eu amuei por um momento, desejando que eu tivesse tido a oportunidade de vê-la acordar ao meu lado. Então, dei-me um pontapé mental nas minhas calças e me arrastei para fora da cama para me vestir para o dia.
Na cozinha, eu encontrei a minha mãe e Maria fazendo o café da manhã. Peguei uma fatia de bacon e recebi um tapa na minha mão.
"Edward, eu preciso ralhar com você antes que você coma", minha mãe disse, virando-se para mim com uma carranca. "Eu vi a Bella saindo do seu quarto esta manhã."
Eu tremi as pontas da minha orelha. "Mãe, eu te prometo, nada de inconveniente aconteceu-"
"Eu o criei para ser um cavalheiro", ela interrompeu com um olhar severo. "Eu espero que você se comporte como tal. Basta lembrar que ela é uma jovem garota sem uma família para proteger sua honra e, como amigos dela, temos o dever de cumprir esse papel. Se você tirar proveito dela, Edward, eu mesma vou te castigar. Eu te criei muito melhor do que isso."
Engolindo, eu assenti. "Sim, mãe, é claro que eu nunca iria-"
"Eu sei", ela suspirou. "Mas você é um homem jovem, e eu me lembro de como é ter essa idade. Existem coisas que eu fiz com seu pai antes de nos casarmos que meus pais certamente não teriam apreciado".
"Mãe!" Eu me encolhi.
"Desculpe, desculpe. Coma um pouco de bacon agora", disse ela, empurrando o prato para mim. "Bella está esperando na sala de jantar e eu já comi - e agora parece que tenho um vestido para ajustar."
Quando esse encontro acabou, eu vaguei em estado de choque para a sala de jantar.
"Você está bem?" Bella me olhou com preocupação. Eu coloquei o bacon para baixo e me deixei cair no assento em frente a ela.
"Tudo bem", eu engoli. "Como você está essa manhã?"
"Tudo bem", ela repetiu com um rubor rosado. Decidi, então, não falar da noite anterior. Eu sabia que não devia envergonhar uma dama.
"Você está animada para... esta noite?" Eu perguntei. Minha tentativa de disfarçar a ansiedade em minha voz foi inútil.
"Estou", Bella disse. Ela abriu a boca para continuar falando, mas parou quando Maria entrou para colocar mais coisas do café sobre a mesa. Esperamos desajeitadamente que Maria terminasse seu trabalho e saísse. No momento em que estávamos servindo os nossos pratos, Bella parecia ter esquecido tudo o que ia dizer.
"Minha mãe disse que ela estava ajustando um vestido - Ela encontrou algo para você vestir?" Eu me aventurei.
Bella me agraciou com um sorriso genuíno. "Ela encontrou. É um lindo vestido. Sua mãe é realmente muito generosa".
"Não," eu argumentei. "Você deve sempre ter coisas bonitas para vestir."
"Oh - hum - obrigada", disse ela timidamente.
Comemos em silêncio por um momento. Eu rachei meu cérebro procurando por algo neutro para falar, mas não encontrei nada, além de beisebol - um tema do qual Bella nunca mostrou nenhum interesse.
"Então, Edward." Olhei para cima e os olhos de Bella estavam focados em seu prato. "Sua mãe, hum... ela me viu saindo do seu quarto esta manhã."
Deixei escapar um suspiro aliviado. "Eu sei".
Seus olhos castanhos voaram até os meus. "Você sabe?"
Eu balancei a cabeça. "Ela me deu uma palestra muito severa na cozinha agora. Espero que ela tenha sido mais fácil com você."
"Na verdade, ela me disse que confiava que nós não faríamos nada inapropriado."
"Oh". Se minha mãe confiava mesmo em mim, ela tinha um jeito engraçado de demonstrar isso.
"Eu só espero que ela não pense menos de mim", Bella sussurrou com a preocupação em sua testa.
"Ela não pensa", eu prometi.
Eu rapidamente descobri que as minhas expectativas para o dia não estavam em conformidade com a realidade. Eu pensei que, com a noite chegando, e os acontecimentos da noite anterior, eu iria atingir uma profunda sensação de proximidade com Bella.
Então, minha mãe a roubou depois do almoço para experimentar o vestido, e ela só voltou por um breve período de tempo antes que minha mãe estivesse a puxando para se "preparar". Eu não sabia exatamente no que os preparativos para uma festa de gala do sexo feminino implicavam, mas tinha sérias dúvidas de que fosse necessário uma quantidade tão significativa de tempo.
Sozinho, me movimentei. Tentei ler, mas não consegui me concentrar. Eu tentei tocar piano, mas a minha mente escorregava com muita freqüência. Eu tentei ir lá fora e jogar bola na parte traseira da casa, mas Maria saiu e gritou comigo.
A hora finalmente chegou quando me senti justificado para me vestir para a noite. Eu tomei cuidado, fui meticuloso, dando um ajuste em cada botão e endireitando a minha gravata borboleta uma e outra vez. Então eu apliquei uma grande quantidade de pomada no meu cabelo quando o penteei para trás, achando que eu deveria fazer um esforço especial por causa de Bella. Ela não devia ter que sair de casa de braços dados com alguém que parecia um espantalho.
Infelizmente, todo o processo levou muito menos tempo do que eu tinha pensado, e eu encontrei-me lá embaixo, sentado ao piano, ainda distraído demais para tocar. Senti que uma eternidade teria passado antes de eu finalmente, finalmente ouvir passos na escada.
Virei-me em volta para ver Bella entrar na sala, uma visão de seu vestido de seda creme. Ele caía sobre sua elegante pequena estrutura, se arrastando em torno de seus tornozelos, onde sapatos frisados espiavam. Com meu olhar, ela corou, mesmo sob a maquiagem em seu rosto, e seus lábios pintados de vermelho sorriram timidamente. Seu cabelo estava deixando amostra seu pescoço comprido, preso em uma formação cuidadosa. Se eu tinha qualquer dúvida antes, ela desapareceu com essa visão: eu estava completamente apaixonado por Isabella Swan.
Eu falei devagar, sem conseguir tirar os olhos dela. "Ótimo trabalho, Mãe", murmurei, Bella se aproximando com cuidado, como se fosse abordar uma criatura mítica que poderia desaparecer a qualquer momento. "Você parece um sonho. Eu queria poder parar o tempo e mantê-la assim para sempre."
Bella sorriu como se eu tivesse dito uma piada - ela acreditava que eu estava sendo sincero? "Você está muito bonito também."
Não pude deixar de sorrir. Ela achava que eu era bonito. Estendi a mão para ela. "Vamos?"
"Eu acho que sim", foi a resposta dela, e enfiei sua mão na dobra do meu cotovelo para acompanhá-la até o carro. Um olhar para o rosto dela me disse que partilhávamos a ansiedade pela noite que estava por vir, e sua única hesitação pareceu aumentar quando chegamos ao carro.
"Você está com tanto medo assim das minhas habilidades como motorista?" Perguntei quando a coloquei dentro do veículo.
"Não. Bem, eu espero que você mantenha a velocidade razoável", ela disse com um olhar apreensivo ao volante. "Mas será que seus pais não vão precisar dele hoje à noite?"
"Não, meus pais são os anfitriões do jantar de hoje", disse a ela. Relutante, soltei a mão dela, fechei a porta, e dei a volta ao lado do motorista. Agora eu estava um pouco nervoso. Eu estive sozinho com Bella antes, é claro, mas isso era diferente. Sentado no banco do motorista, o motor ligado, eu me perguntava se eu era de fato interessante o suficiente para entreter Bella por uma noite inteira. E se ela me achasse chato? E se eu simplesmente a aborrecesse?
"Então... quem são essas pessoas?" Bella perguntou, surpreendendo-me bastante quando eu girei o volante um pouco, mas ela não pareceu perceber o meu erro. "As que estão dando esta festa, quero dizer."
"Os Benedicts", eu disse a ela, quando trouxe à mente o casal sofisticado... e Rebecca. Para tudo. Eu tinha esquecido dela na minha ânsia de levar Bella para algum lugar além do mercado.
"Você não gosta deles," Bella supôs, em reação à minha expressão facial, que estava, sem dúvida, com dificuldades neste momento.
"Não, não, eles são legais", eu suspirei, olhando para Bella e seus olhos sempre curiosos. Devo dizer a ela? Será que pareceria desagradável? Não, eu devia dizer a ela. "Mas... bem, é melhor te avisar agora. Eles tem uma... filha superzelosa. Eu costumo fazer tudo que posso para evitá-la."
Eu monitorei a reação dela cuidadosamente. Ela me achava um canalha, por falar assim sobre uma jovem senhora? Ela estava com ciúmes... talvez? Eu gostava dessa possibilidade mais do que devia. Mas rapidamente, seu cenho pensativo se voltou para um sorriso malicioso.
"Então, você decidiu me levar com você neste momento como um escudo humano", brincou ela.
"Não!" Eu chorei, afligido que ela pensasse que eu a tinha chamado além de qualquer outro motivo sem ser cortejá-la. "Até ontem eu tinha a intenção de ficar em casa, como sempre, mas eu pensei que poderia ser agradável ir pelo menos uma vez com alguém cuja companhia eu realmente aprecio."
No escuro, eu não podia ver o rubor de suas bochechas, mas eu suspeitava que ele estava lá, se o seu sorriso tímido fosse qualquer indicação. "Bem, mesmo assim, vou estar preparada para afastar as outras garotas. Sua virtude não pode ficar desprotegida."
Eu não consegui reprimir uma gargalhada com a idéia. Bella não tinha idéia de como meu corpo me traía com seu menor movimento ou som. "Tanto quanto eu aprecio isso, você, Senhorita Swan, é a última pessoa que deveria estar guardando a minha virtude."
"E por que isso?" Ah, ela tinha que perguntar - mas eu estava contente. Eu sabia que devia esconder minha atração física por ela, mas eu queria muito que ela soubesse.
"Porque, Bella, você é a única mulher por quem eu ficaria muito tentado em jogar minha virtude fora."
Eu esperei uma batida, com medo da reação dela, mas quando olhei, sua boca estava aberta. Merda. Eu tinha ido longe demais.
"Sinto muito", corri para pedir desculpas. "Eu ofendi você, não foi? Eu não deveria ter dito isso. Foi inapropriado".
Bella sorriu... quase como se ela estivesse me achando engraçado. "Não, você não me ofendeu. Só me surpreendeu, isso é tudo. Talvez a sua virtude não precise de muita proteção como eu pensava."
Eu ri com alívio assim que a rodovia dos Benedicts entrou em exibição. Virei-me para a longa rua e espiei minha companheira novamente. "Não Bella, acho melhor você pegar a espada e o escudo. Minha virtude está definitivamente precisando da sua assistência."
Parando na fileira de carros e avançando em direção à porta, eu virei para Bella, que me deu um sorriso inquieto. "Eu acho que você deveria se lembrar da sua promessa. Não deixe mais ninguém dançar comigo."
Eu não tinha percebido que ela tinha levado essa promessa a sério, mas eu pretendia mantê-la! Inclinei-me mais perto, como se para lhe dizer um segredo, mas a maioria apenas para sentir o perfume de seus cabelos. "Claro que não, Bella," eu disse a ela. "Está nos meus melhores interesses defender a sua virtude, entende."
Empolgada, lutando contra um sorriso, ela balançou a cabeça. "Você vai ser a minha morte, Edward Masen."
A ouvindo dizer o meu nome dessa forma, com aquele olhar nos seus olhos, eu tive certeza de que esta seria uma noite maravilhosa.
Nota da Irene: Olá amores lindos do meu coração... fico tão feliz quando a autora posta que traduzo sempre no mesmo dia. Obrigado por lerem. Essa história é uma coisa fofa. Amo esse nosso Ed humano!
Beijos a todas e cruzem os dedos pro ffnet voltar ao normal
=)
