O menor capítulo, mas talvez o mais importante.
Red Jane, você vai entender no último capitulo o significado de "você me deixaria entrar?"
Eu realmente acho que essa fic não vai ter um final feliz, mas estou com medo da reação de vocês, admito xD
Enfim, muito obrigada pelos comentários, de verdade.
Cap. 7 – Tiger Tiger
Jane havia trocado de roupas com o médico. Encontrara uma maca e o colocara sobre ela, cobrindo-o com um lençol verde. Atravessou o hospital inteiro com o médico ali deitado, sem que ninguém o incomodasse. Estava tranqüilo, caminhava lentamente, sem demonstrar o menor nervosismo.
Levou a maca até o lado de fora. Carregou o homem para dentro do porta-malas de seu carro e partiu pra casa. Calmo. Sem pressa.
Jogou o homem no chão de seu banheiro. Saiu, tomando o cuidado de trancar a porta. Foi até a cozinha e pegou três tamanhos diferentes de facas. No armário do lado de fora, pegou um martelo e um alicate. No depósito, na parte de material para limpeza, soda cáustica em pastilhas.
Voltou para o banheiro. O homem ainda estava desacordado. Pegou o cordão de um roupão e atou suas mãos. Usou um copo de vidro para colocar algumas pastilhas de soda com água.
Enquanto isso, o médico despertava. Olhou para Jane, assustado.
- Você é louco?
Jane virou-se para ele. Deixou o copo sobre a pia.
- Um serial killer dizendo isso pra mim?
Os olhos do médico mudaram do mais completo terror para a tranqüilidade mais assustadora que se podia imaginar.
- Acha que sou Red John?
- Eu não acho. Tenho certeza.
- Por quê?
- Eu sempre achei que se encontrasse com você, cara a cara, saberia desde o início quem era. Mas estava enganado. Foi preciso sentir o cheiro de pinho daquele hospital, além dos seus passos que já tinha aprendido a decorar. Mas o que mais me ajudou foi seu completo fracasso em demonstrar sentimentos. Quando matou O'Dowell não sentiu remorso algum. Não tentou me enrolar com uma historinha de médicos.
- Então não sabe se sou Red John ou não. Só acha que sou um serial killer.
- Pelo contrário. Até pouco tempo atrás eu sabia que era psicopata. Quando seu capanga disse que Red John estava no hospital, conclui que era você.
- Interessante. E você sabe que vão te perseguir, não é? Sabe que vai ter pena de morte quando as câmeras de segurança te flagrarem.
- Sei.
- Quem sabe quem te prenderá não será a própria Teresa. Não seria excitante se fosse ela?
- Estará morto até lá.
- Tão morto quanto sua esposa e sua filha. Morto, porém na sua memória. O estrago está feito.
- Não mencione as duas.
- Não? Não devo dizer então como foi prazeroso estuprá-la? Como ela gritava por socorro, e você estava longe demais, sob holofotes demais para ouvi-la. Como foi divertido gozar dentro daquele corpo tão quente, ainda que já morto. Ela era linda, e ficou ainda mais bonita com sete rasgos no rosto. Eu vi o crânio dela, sabia? Ela gritou por muito tempo. Seu nome, sempre. Quando morreu foi a vez da criança. Sono profundo do qual nunca despertou. Um dos meus melhores trabalhos, com certeza.
Jane apenas o encarava, ouvindo tais palavras sem reação alguma.
Então tirou a camisa e a pendurou. Lavou as mãos.
Pegou o copo onde a soda já havia se dissolvido.
Ajoelhou-se ao lado de Red John. E o fez tomar o liquido viscoso, puxando-o pelos cabelos e despejando todo em sua boca.
- Tiger, Tiger, burning bright. – puxou o martelo – In the forests of the night – bateu com muita força na canela de Red John – What immortal hand… - acertou a lateral de seu braço – or eye… - bateu o cabo no olho direito dele – Could frame thy fearful semmetry?
O psicopata não gritou de dor uma única vez. Aparentemente, tinha um controle mental muito forte. Sua expressão mudava conforme os golpes, mas nenhum único ruído foi ouvido.
- In what distant deeps or skies – Jane continuou, após puxar uma das facas - Burnt the fire of thine eyes? – passou a lâmina pelo rosto dele, tirando um filete de sangue. - On what wings dare he aspire? – Cortou fora sua orelha - What the hand dare seize the fire?
Ele obviamente não podia falar. A soda havia destruído sua boca por dentro. Mas também não emitia ruído algum.
- What the hammer? What the chain? – Jane pegou o martelo novamente, e bateu com muita força diretamente no rosto de Red John, que perdeu todos os dentes do lado direito, juntamente com os ossos da mandibula, que se partiram todos - In what furnace was thy brain? – Pegou o copo de soda mais uma vez e deixou cair sobre a cabeça dele. - What the anvil? What dread grasp – Fincou uma faca pouco acima de seus dois joelhos. -Dared its deadly terrors clasp?
Levantou-se. Fechou o ralo da banheira e ligou o chuveiro. Com o olho que ainda estava inteiro, Red John o observava, sem absolutamente nenhum sentimento no olhar.
Jane não se importava. Ele estava completamente anestesiado com endorfina, dopamina e serotonina. O prazer que sentia naquele momento era até doloroso.
Parou de frente para o serial killer, ajoelhado. Deitou-o no chão e, segurando seu dorso, começou a desferir violentos golpes de faca até que estivesse completamente desfigurado. Seu sangue respingava por todo corpo do consultor.
Quando a banheira terminou de encher, Jane despejou o pote todo de soda lá dentro. A química imediatamente começou a atacar a tinta das laterais.
Patrick levantou Red John e o jogou lá dentro. Ele se debateu. Agora a dor era muita.
Logo a corda do roupão acabou ficando fraca com a soda, e se soltou com os esforços de Red John. Jane aproveitou para puxar sua mão e quebrar seus dedos um a um, com a chave de fenda. Ele não podia se mexer, pois as facadas em sua perna haviam rompido seus nervos e agora não as movia mais. Foi nessa altura que Red John desmaiou.
Jane se limitou a lavar o corpo na pia.
Saiu do banheiro, trancando a porta. Levou a chave consigo. Pôs outra camisa e colocou algumas roupas numa mala.
Antes de desaparecer, Jane passou num banco e sacou, de uma vez, todo dinheiro que possuía.
Sentia-se bem.
Sentia-se vivo.
Mais um capítulo e acaba.
(O próximo cap é NC17)
Enfim, se a reação de vocês ao fim não feliz não for boa, posto um cap extra que já escrevi, mas pessoalmente prefiro o fim no capítulo 8.
