Epílogo.
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19 anos depois
Eriol saiu do banho, onde acabava de escovar os dentes, após um rico café da manhã, nesse momento foi interceptado por seu marido. Sorriu o sentir o forte aperto sobre sua cintura estreita e depois girou, para dar-lhe o beijo que Harry buscava. Seu marido recompensou-o com um sorriso atraente e fechando seus impressionantes olhos verdes.
O mago Ravenclaw gemeu e arqueou seu corpo, fazendo que a mão de seu marido apertasse com mais forças seu traseiro.
-Ey! Quanto tempo mais vão demorar? Vamos chegar tarde! –Uma voz enojada queixou-se por trás da porta da habitação.
Eriol quis ser separado, mas Harry não o deixou e seguiu beijando a seu esposo.
A porta abriu-se inesperadamente, e um rapaz de não mais de catorze anos, de cabelo negro azulado que ia para todas as direções possíveis, com impressionantes olhos marrons, entrou à habitação, jogando fumaça pela cabeça.
-Por isto nos fazem esperar?! Podem beijar-se em qualquer outro momento! –Seus olhos marrons fulminaram a Harry com o olhar. - Isto é coisa tua! –acusou, assinalando-o airadamente com um dedo.
O maior o fulminou com o olhar.
-Quantas vezes te disse que não entre sem que te dêmos permissão?! –gritou Harry, separando de seu esposo. - E posso beija-lo a cada vez que se me cante a vontade! Ele é meu esposo!
-Mas ele agora é uma mãe! É nossa mãe vem primeiro! A responsabilidade com seus filhos vai primeiro que todo os demais!
-E uma merda! –exclamou Harry. - Vocês estão em segundo lugar que eu!
-Não, não está! –gritou, satisfeito. - E vamos já! Tenho a Alexander incomodando-me para que os vinha a buscar! É seu primeiro dia, por se não se lembram!
-Halu, Harry, parem faz favor. –suspirou Eriol, tomando seu varinha, que estava em a mesada, ao lado da porta.
Os dois se fulminaram com o olhar outro momento, até que Halu de Lioncurt, de catorze anos, olhasse a seu pai com expressão angelical.
-Vamo-nos, já?
-Sim, diga a Alex e Angelique que estaremos em seguida abaixo.
Halu deu-lhe um olhar de triunfo a seu pai e depois deixou a habitação, deixando a porta aberta, para que seus pais não se esquecessem que o esperavam abaixo. Harry apertou seus punhos e de novo, as palavras de seu papai Let vieram a sua mente.
-"Agora vais sentir o que eu sofri." –Tinha-lhe dito Lestat, quando ele olhava embobado ao pequeno Halu em seus braços, no dia após seu nascimento. Ante a mirada de incompreensão de seu filho, o vampiro prosseguiu. –"Os bebês alteram para as "mães", e tem por seguro que agora Eriol não será o mesmo. Espero que tenha tido muito sexo antes da chegada de meu neto… porque em seus dias de glória se terminaram."
Harry tinha rido zombador, mas Lestat nem se imutou, ele sabia que dizia a verdade.
E dito e fato. Eriol tinha prodigado mais e mais atenção a Halu desde seu nascimento que a seu marido, quem muitas vezes teve que ficar sem sexo por escusas como: "Ele pode acordar cedo e teremos que parar", "Não agora Harry, Halu tem drenado toda minha força", "Halu está doente, Harry. Não pode ter um pouco de compaixão e deixar de pensar com tua outra cabeça?"
Essa desculpa em particular tinha doído.
Em todo caso, Harry de Lioncurt começou a experimentar em carne própria o que Lestat de Lioncurt sentiu aquela noite de Halloween de 1981, quando Louis Pointe du Lac o encontrou em aquele parque.
Relegado a um lado sem sexo ou atenção… por culpa de um bebê.
Nem que dizer quando Alexander e Angelique chegaram, isso tinha reduzido o sexo a uma vez por semana. Horror! Um adicto ao sexo como ele não podia viver com só o fazer uma vez por semana! Mas como bom pai que ele queria ser, teve que deixar de lado seus vícios, para ajudar a seu marido a atender aos meninos.
No entanto, não tinha que ser feliz por isso.
Finalmente baixaram à sala de sua casa e Alex deu-lhes uma mirada irritada, seus olhos verdes como os de seu pai brilhavam com ressentimento, porque de seguro Halu tinha exagerado a verdade de por que seus pais se atrasavam. Angelique, por outro lado, ao ser só uma menina de cinco anos sorriu e correu aos braços de seu pai, e este a alçou em braços.
Por isso ela tinha esse nome, porque desde o momento que a magia a fez sair do ventre de Eriol, Harry a viu "Como um Angel", que era o significado de seu nome francês em espanhol. E à medida que foi crescendo, seu cabelo vermelho herança de Lily Evans e olhos azuis escuros de Eriol fizeram-na ver-se mais perfeita do que era.
E ela era a única que tinha um segundo nome. Porque desde que decidiram tentar ter um bebê, foi muito difícil para ambos se decidir como os nomear. E dificultava mais a coisa que toda a família parecia ter algo que contribuir. Sirius e Remus faziam questão de que deviam levar os nomes dos verdadeiros pais de Harry, mas seus pais adotivos colaram o grito no céu dizendo que era injusto e que os meninos deveriam levar seus nomes. Santino disse que teriam que ter um nome italiano e os pais de Eriol um nome oriental.
Ao final, decidiram que levariam um só nome e seria o que eles escolhessem. Halu, para comprazer em algo aos pais de Eriol, Alexander, por Alejandro Magno, que era uma personagem que encantava aos pais de Harry. E, por suposto, depois veio a pequena Angelique, que ao ver que tinha o cabelo ruivo, Harry não pôde evitar romper a regra que se tinha imposto e lhe pôr um segundo nome: Maharet.
Ela era Angelique Maharet de Lioncurt, em nome de sua querida avó.
-Vamo-nos já? –pediu Alex impaciente. - Prometi a Ryan e Scorpius que estaria ali cedo para que possamos buscar um bom vagão!
Ryan Lestrange era o único filho que seu vô e Rabastan tiveram, já que tinham afirmado que só precisavam um filho para encher sua vida. Scorpius era o segundo filho de Ginny e Draco, e o último, segundo a ruiva, porque ela não desejava parir tantos filhos como sua mãe, muito obrigado. Ademais, seu sogro Remus tinha tido já muitos meninos e eles juntos podiam lhe dar o montão de netos que desejavam.
De fato, se seu olho experiente não lhe falhava, ela tinha notado certas mostras que lhe diziam que Lucas Malfoy estava em espera. Mas ela sabiamente não tinha dito nada, já que Lucas era solteiro e tinha as mesmas tendências "liberais" que seu ídolo Harry Potter em seus anos de colégio.
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King Cross
Apesar dos protestos de Alex, a família Lioncurt chegou quase ao mesmo tempo que os Malfoy, de modo que tanto ele como Scorpius tiveram que se aguentar os rosnados enojados de Ryan. A eles se lhes uniu um muito impassível e muito ruivo Dimitri Weasley, primeiro filho de Neville e Ron, quem tinha a tendência de aborrecer muito rápido e chamar molestos àqueles que o incomodavam. Não era de se estranhar que os outros três não tivessem muito gosto dele.
-Olá, tio Harry, tio Eriol. –Uma pré-adolescente de cabelo marrom escuro e olhos negros como o carvão se acercou aos saudar, sorrindo em a pequena Angelique, que ainda estava em braços de Harry.
-Olá, Rose. –saudou Eriol. - E seus pais?
-No Ministério. –Encolheu-se de ombros. –Tinham uma reunião da qual não puderam sair, de modo que me trouxeram meus avôs.
Harry olhou para um lado e saudou com um cabeceio a Arthur Weasley e Ethan Nott, que sustentavam a um pequeno bebê de dois anos em seus braços. Hugo Nott, o segundo filho de Hermione e Theodore.
-E não está enojada por isso? –perguntou Harry, levantando uma sobrancelha.
-Na, ia estar enojada se passava isto no ano passado, mas este já é meu segundo, de modo que não importa. Ademais, se trazem-me meus avôs, poderei ter um par de galeões extra aos que me dão para o princípio de ano.
Ela sorriu astuta, não deixando dúvidas ao par que ela estava bem em a Casa que o chapéu Selecionador a tinha posto: Slytherin. Outra metade-sangue para a casa das Serpentes.
-Oh, olá ali, tio.
Harry girou e deu-lhe um sorriso a Regulus James Black, que vinha da mão com sua irmã de treze anos, Ariadna Black.
-Olá, Reg. E meus padrinhos?
Regulus pôs os olhos em branco.
-Passou algo entre eles outra vez, e o único que sei é que papai Santino dormiu no cadeirão de minha habitação ontem à noite e agora está golpeando a porta de papai Sirius para que o deixe entrar. Em vista que não parecia que iam arranjar as coisas, lhe disse a Ari que eu a trazia.
-São ambos uns idiotas. –declarou Ariadna. - Eu nunca me vou casar. –Franziu seu formoso nariz e depois soltou-se de seu irmão. –Vou buscar-me às gêmeas e Victoire.
Ela falava das filhas gêmeas de Viktor e George e da única filha de Fred e Fleur. Todas da mesma idade que Ariadna.
Tanto Ryan como Ariadna eram meninos especiais, porque eles nasceram de pais já convertidos em vampiros. Conquanto Rabastan e Sirius conservavam um pouco de magia após a conversão, não era muita e foi muito pouco o que puderam passar a seus filhos. Tinham pouca, mas não tão pouca como para ser considerados squibs, mas também não muita como para se chamar magos ou bruxas completas. Aprendiam feitiços em os quais não se precisava de muita magia e seu foco estava mais naquelas matérias que não a precisavam, como Poções, Herbologia e algumas das opcionais. Ela tinha elegido neste ano cursar Aritmancia e Estudos Muggle.
-Ah, ao fim chegamos.
Harry deu-se volta para saudar com um grande sorriso a seus pais e irmãos. Por suposto, só Margarite, de quinze anos e August de dez o saudaram, porque desde o momento que Benjamin notou que Regulus estava ao lado de seu irmão, não existiu ninguém mais para ele.
De fato, Regulus parou-se mais direito e sorriu cortesmente a Benjamin, nunca notando que sua irmã e suas amigas de treze riam nervosamente enquanto olhavam a um Hufflepuff de quinto ano.
-Onde está meu neto? –perguntou Lestat, após dar-lhe um sonoro beijo em a bochecha à ruiva em os braços de Harry. - Desejo dar-lhe meus bons desejos.
-Por aí anda com suas duas sombras. –contestou Harry, encolhendo-se de ombros.
-Vejo, Lestat, vamos buscá-lo. –disse Louis. - Vocês dois se fiquem aqui. –ordenou a seus dois filhos menores.
Alex gemeu quando viu acercar a seus avôs e se demitiu ao destino. Seus amigos contiveram seus risos quando Louis abraçou ao menino e começou a lhe dizer em tons doces o adorável que se via em sua túnica, o igual que luzia a seu pai em seu primeiro dia e o orgulhoso que estava dele. Alexander mandou-lhe uma mirada suplicante a seu avô e este sorriu.
-Vamos, mon amour, vai sufocar ao pobre Alex. –disse suavemente, separando a seu amor do menino. - Agora me toca o abraçar a mim!
-Awww, avô! –queixou-se o menino.
-Mas que ternura! –gritou uma voz desdenhosa.
Alex fulminou com o olhar a Sabina Malfoy, a irmã maior de Scorpius, que em todas as palavras: era uma cadela total; e para arrematar, era melhor amiga com Máxima Flint, a primeiro filha (de quatro) de Percy e Marcus Flint. Ela entrava na mesma categoria que Sabina. Merlin criou-as e elas se juntaram.
-Oh, olá, preciosa, que prazer te ver. –disse seu avô Louis.
Sabina sorriu cordialmente e trocou um saúdo com seus ambos avôs. Por suposto, só os alunos de Hogwarts sabiam das tendências malvadas dessas duas, para os professores e os adultos em geral, ambas eram dois anjos de perfeitas qualificações e comportamento. E ante a incredulidade de todos, ambas estavam na Casa de Gryffindor.
Elas duas eram umas das principais razões pelas que ele queria ir a Slytherin ou Ravenclaw. De perto seguiam lhe o fato de que poderia estar com seus amigos se ia à casa da Serpente, porque não tinha dúvida que Ryan e Scorpius iriam ali. De Dimitri ninguém poderia saber, ainda que Alex suspeitava que ele lhe ia pedir ao chapéu que o ponha em Hufflepuff, onde todos eram tão bons que ninguém se ia atrever ao molestar quando ele desejava ter uma de suas famosas sestas.
Quando as cadelas se foram, a atenção de seus avôs voltou ao pequeno.
-Bom, a partir de hoje muda tua vida, Ao. –disse Lestat, com um sorriso pesarosa. - Já não te vou esperar os fins de semana para te contar minhas histórias de galã, já não poderemos ir de compras por aí quando Harry decida sequestrar a sua mãe, nem terei a Louis me incomodando com que te chame para saber se seu filho zeloso se está portando bem.
Alex sorriu, enquanto seus olhos se umedeciam.
-Vou estranhar isso… mas nos vamos ver em Natal.
-Não vai ser o mesmo. –sussurrou o loiro.
-E eu que pensei que era o sentimental. –murmurou Louis, sorridente. Acariciou a bochecha de Alex. –Recorda portar-te bem e não duvide em lhe perguntar algo a Halu se tens alguma dúvida, ele pode ser teu irmão maior fastidioso, que te chama pesado, mas ele é mais parecido a meu Harry do que nunca quererá admitir e se lhe fazes saber que te precisa, não duvidará em te ajudar, ok?
-Eu sei, avô. –sorriu. - Obrigado por vir a despedir-me.
-Ryan, Alex o comboio está por sair. –veio a voz de Marius, que estava parado em uma das entradas, ele seguia sendo professor e viajava no comboio para Hogwarts.
O menino assentiu e deu um rápido abraço a seus avôs, antes de ir buscar a seus pais, dos quais também se despediu com um grande abraço. Também teve que despedir de seu tio Ron e Neville, que se tinham unido a seus pais, enquanto ele conversavam com seus avôs, ainda que ao tio Neville lhe custou um pouco, já que tinha uma pança enorme. Parecia como de onze meses de gravidez e não sete.
Lestat abraçou a Louis pela cintura e deu-lhe um aperto, sorrindo-lhe de lado.
-Vê-lo dá-te uma sensação de deja-vú, eh?
-Oui, é como se vivesse no primeiro dia de Harry ao o ver.
O loiro suspirou e abraçou com mais forças a seu amor.
Acima, os raios do sol forte desta manhã calorosa de outono banhavam com seu resplendor tanto a Lestat, como a Louis.
Harry e Neville tinham conseguido terminar seu feitiço,
a luz do sol já nunca machucaria a nenhum vampiro…
Fim ao fim!
Nota tradutor:
Enfim cheguei ao fim... bora comentar e ser feliz com isso?
Tenham um bom natal moçadas!
Vejo vocês nas minhas próximas fics ou traduções...
Um recado:
Mandei meu primeiro livro para editora... só mais um mês de espera e saberei se será publicado... quando receber um aviso avisarei vocês... :D
Obrigado por aguentar a espera!
Bora!
