Escrito nas estrelas
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Narrado por Draco
-Você é um inútil – Gritou o homem na minha frente com um sorriso de nojo na face.
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-Você achou que poderia me enganar para sempre? – Perguntou o Lucius com a sua varinha no meu coração – Você realmente achou que enganaria o Lord por muito tempo seu moleque?
-Eu enganei não? Eu fiz o grande Lucius Malfoy de idiota na frente do grande Senhor das Trevas – Gritei com um sorriso quase sádico no rosto. Eu nunca pensei que estar tão perto da morte me traria essa sensação de alivio. A sensação de poder fazer o que eu quisesse. Eu poderia finalmente dizer tudo que eu sempre guardei.
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-Crucio – Sussurrou meu pai com a expressão neutra.
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-Crucio – Falou meu pai com um pequeno sorriso em seu rosto.
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-CRUCIO – Gritou meu pai enquanto soltava gargalhadas ensandecidas.
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-Avada Kedrava – Falei e minha voz nunca pareceu tão segura.
Despertei das minhas lembranças completamente suado. Pressionei minhas mãos fortemente nos meus olhos tentando reter as imagens. Afastá-las para o mais longe que eu queria. Eu sabia que vê-lo todo dia andando pelos corredores na sua versão adolescente seria uma tortura silenciosa. Mas, provavelmente eu precisava ser torturado. Eu precisasse ser punido. Eu tinha que ser punido de alguma forma. Talvez seus olhos azuis, sem vida, seguindo-me por todos os meus sonhos, não fosse tortura suficiente. Não há tortura suficiente para um homem que matou seu próprio pai.
Pulei da cama e vesti minhas vestes refazendo os feitiços de glamour que deixava a minha aparência tão diferenciada. Saí do meu quarto andando pelos corredores vazios apreciando o silêncio que a madrugada trazia para eles. Eu sabia que não poderia sair, já que era noite de lua cheia, mas eu me contentava com o simples e puro silêncio.
-Hogwarts consegue ser ainda mais encantadora à noite – Comentou o Potter surgindo completamente do nada ao meu lado.
-O silêncio muitas vezes é uma benção disfarçada – Falei olhando pela janela tendo uma visão completa da floresta proibida banhada pela luz tênue da lua.
-Ou o pior inimigo – Disse o Potter sentando no parapeito da janela. Seus olhos tão distantes quanto o fim da floresta que ambos observávamos – O silêncio me faz pensar. Lembrar. Há anos eu não durmo direito. As lembranças me assombram.
-Elas têm o mesmo poder em relação a mim – Falei encostando minhas costas na parede.
-Às vezes pensar que eu fiz o que tinha que fazer ajuda. Mas, normalmente não – Comentou o Potter sem me encarar – Hoje é um exemplo de quando não dá certo.
-Potter, você acredita em inferno e paraíso? – Perguntei sem saber exatamente o porquê de querer saber exatamente algo desse tipo.
-Não – Respondeu Potter me olhando surpreso – Se acreditasse, provavelmente eu iria para o inferno.
-Heróis não vão para o inferno, Potter – Falei com um pequeno sorriso.
-Heróis não deveriam matar também supostamente – Disse o Potter fechando os olhos – Eu sinceramente pensei que quando o Voldemort morresse, eu teria paz.
-Paz é uma bela palavra. Mas, eu acho que acaba sendo apenas isso, uma palavra – Falei distraído me afastando da parede.
-Malfoy! Você já se apaixonou? – Perguntou o Potter e eu o encarei surpreso – Você me perguntou sobre inferno e paraíso. A minha pergunta parece bem menos insana.
-Já Potter! Eu já me apaixonei por alguém – Falei com calma – E você?
-Eu não sei – Respondeu o Potter ficando novamente em pé – Acho que nunca tive tempo para viver um grande amor.
-Sempre existe tempo para viver uma grande paixão – Falei antes de sair. Era melhor tentar dormir pelo menos um pouquinho.
Narrado por Harry
Observei o Malfoy ir embora e me sentei novamente na janela. De longe eu podia escutar uivos de lobo que eu sabia se tratar de Remus Lupin. Suspirei baixando a cabeça antes de decidir retornar para a torre da Grifinória.
-Quem está ai? – Perguntou Ginny com a varinha apontada diretamente e eu agradeci por ter tirado a capa de invisibilidade antes de passar pelo retrato.
-Sou eu – Falei saindo das sombras e ela suspirou aliviada.
-Você estava passeando pelo colégio? – Perguntou ela surpresa quando me sentei ao seu lado.
-Tentando conhecer Hogwarts melhor – Falei sorrindo observando como seus traços pareciam ainda mais preciosos assim. Iluminados apenas pela lua e pelo fogo da lareira.
-À noite? E se você fosse pego? – Perguntou Ginny com um pequeno sorriso. Ela não estava me repreendendo. Apenas estava surpresa.
-Bom, eu não fui – Falei sorrindo e ficamos apenas nos encarando. Em completo silêncio. E eu acho que eu podia concordar com o Malfoy. Porque, naquele exato momento, o silêncio realmente parecia uma benção. Uma benção solitária.
-Tem algo sobre você que eu não entendo – Comentou Ginny se inclinando levemente em minha direção e seus olhos pareciam querer decifrar cada mínimo mistério que eu escondia.
-E o que seria? – Perguntei sorrindo de leve para ela.
-Seus olhos não são apenas tristes, parecem ser tortuosos – Sussurrou Ginny e foi minha vez de me inclinar em sua direção.
-Você está dizendo que eu sou desonesto? – Perguntei e ela apenas sorriu.
-Eu não disse você, eu disse os seus olhos – Falou Ginny sem nunca cortar o contato visual – É como se você estivesse sempre um passo a frente de tudo. Como se caso você descansasse apenas alguns segundos você pudesse perder tudo. Como se a todo o momento você precisasse de uma estratégia.
-Eu já comentei que você é uma mulher impressionante não é? – Perguntei sorrindo mais abertamente me encostando no sofá e ela corou de leve.
-Algumas vezes – Respondeu Ginny sorrindo – Assim eu vou acabar acreditando.
-Pensei estar fazendo um trabalho melhor em convencê-la – Falei sorrindo me levantando me apoiando nos braços do seu sofá aproximando meu rosto do seu – É melhor eu ir dormir.
-Tudo bem – Murmurou Ginny parecendo completamente entregue a mim e eu nem ao menos toquei em nenhuma parte do seu corpo.
-Boa noite, Ginny – Sussurrei beijando sua bochecha para logo me afastar antes que fizesse algo que não tivesse volta.
Será que o Malfoy estava certo? Será que sempre a tempo para viver um grande amor. Mesmo não estando do meu tempo e sim no passado?
Narrado por Lily
Abri meus olhos assustada. Meus olhos não demorarão a se acostumar com o escuro e suspirei aliviada quando notei que estava no meu dormitório. Sentei na cama e peguei meu roupão me enrolando nele descendo as escadas. Eu sabia que não conseguiria dormir nem tão cedo. E era melhor não acordar nenhuma das meninas.
Acendi novamente o fogo da lareira e me enrosquei no sofá que ficava mais próxima a ela. Não sei quantos minutos passei ali, mas quando escutei um gemido de dor vindo do sofá mais próximo da porta me levantei com minha varinha em mãos pronta para atacar.
-Quem está ai? – Perguntei assustada, mas tentando manter a firmeza da minha voz.
-Evans? – Perguntou uma voz masculina e quando cheguei mais perto encontrei Sirius Black jogado no sofá completamente machucado apenas com a calça do pijama.
-Merlin! O que aconteceu com você? – Perguntei enquanto conjurava uma bacia, pano e enchia a bacia de água.
-Você prefere o silêncio ou uma mentira nada bem inventada? – Perguntou o Black franzindo o rosto quando comecei a limpar os machucados.
-Sempre é melhor o silêncio – Falei tentando me concentrar no que estava fazendo. O Black tinha sorte de eu querer ser curandeira desde o quinto ano. Eu sabia muitos feitiços de cura – Seja lá o que você estava fazendo. Você estava sozinho ou com os outros marotos?
-O James está bem se é isso que você quer saber – Falou o Black e eu suspirei aliviada.
-Olha! Eu vou começar a te curar, mas eu não sei fazer isso perfeitamente, então vão ficar algumas cicatrizes – Avisei e ele sorriu de leve.
-Mulheres acham cicatriz sexy – Disse Sirius e eu sorri curando o que eu conseguia – Você está realmente bem, Evans?
-Eu não sei – Respondi sem saber por que estava sendo sincera com o Black. Acho que por saber um segredo seu ele guardaria um meu – Quer dizer, eu imaginei que se um dia eu fosse torturada não seria em Hogwarts e nem por alguém conhecido.
-Espera ai! Você se imaginava sendo torturada? – Perguntou o Black me encarando.
-Black, eu sou uma nascida trouxa. O que você acha que esses comensais da morte podem fazer comigo? – Perguntei tentando não parecer assustada – Ou me torturam ou me matam.
-Uma perspectiva terrível – Disse o Black se ajeitando no sofá – Eu não estou melhor que você. Conhecido traidor de sangue. Sabe como é, um Black na Grifinória que fugiu de casa.
-O que nós espera lá fora não parece ser nada agradável – Comentei terminando de curá-lo.
-Posso te contar um segredo? – Perguntou o Black me encarando e eu afirmei com a cabeça – Às vezes, eu acho que não será preciso sair de Hogwarts para estamos em perigo. Então cuidado Evans. Eu tenho uma divida com você agora.
-Não seja exagerado – Mandei sorrindo – É melhor ir descansar.
-Obrigada Evans – Falou o Black e eu apenas sorri antes de voltar para o meu dormitório na intenção de pelo menos descansar um pouco.
Narrado por Morgana
Suspirei aliviada quando o sol finalmente se vez presente. Aproveitei que ainda era cedo e tomei um longo banho para logo chamar a Narcisa, que depois de um longo banho, desceu comigo para que tomássemos café da manhã.
-Minha mãe sabe como acabar o meu dia logo cedo – Comentou Narcissa e eu me virei para encará-la.
-O que houve? – Perguntei de forma distraída enquanto mexia na minha comida.
-Ela me mandou uma carta relembrando do meu compromisso com o Lucius – Resmungou Narcissa – Como se eu pudesse esquecer.
-Você e o Malfoy têm um compromisso? – Perguntei me fazendo de surpresa. Se bem que os dois não pareciam se relacionar.
-Sim. Não importa o que aconteça iremos nos casar quando eu completar vinte anos – Respondeu Narcissa revirando os olhos – E ele aproveita esse tempo para sair com o máximo de garotas possível.
-Isso é completamente injusto – Comentei lançando um olhar irritado para o loiro que estava no final da mesa da Sonserina.
-O idiota está completamente apaixonado por Amanda Fambozzi – Falou Narcissa indicado com a cabeça para uma Corvinal realmente bonita. Ela era alta, sua pele tinha um tom levemente pálido. Seus cabelos eram castanho-avermelhados curtos e acho que seus olhos eram esverdeados. – Ela namorou com o meu primo, o Sirius. Eu até pensei que seria para valer, mas ele a traiu com um idiota da Grifinória. Mas, a Fambozzi acabou achando consolo nos braços do Amos Diggory, que tinha tudo para ser perfeito se não fosse um lufa-lufa, e eles estão juntos desde então. Ou seja, o Lucius nunca teria chance com ela.
-Como você sabe disso tudo? – Perguntei com um sorriso divertido.
-Bom, já que eu não posso ter as minhas próprias aventuras, tenho que me contentar com o melodrama das outras casas – Disse Narcissa dando com os ombros e eu sorri – Tipo, eu sei que você tem uma queda imensa pelo professor de DCAT.
-Claro que não tenho – Falei horrorizada e ela apenas gargalhou.
-Claro que tem! Você o olha como se pudesse devorá-lo – Disse Narcissa rindo – Mas, calma! Eu não contarei nada a ninguém. Será o nosso pequeno segredo.
-Isso em troca do que? – Perguntei desconfiada.
-De você me ajudar em um encontro secreto – Sussurrou Narcissa e eu levantei uma sobrancelha – O que? Eu tenho até os vinte para aproveitar a minha vida.
-Quando? – Perguntei divertida.
-Você vai saber quando chegar o momento – Falou Narcissa sorridente.
-Você realmente me assusta às vezes – Comentei rindo.
-E é para assustar mesmo – Falou Narcissa sorrindo.
-Como você descobriu? – Perguntei me referindo a ela perceber que eu gosto do Draco.
-Não foi muito difícil – Debochou Narcissa e eu corei – Ele parece ser bem indiferente a todas as suas alunas. Mas, nada que a roupa certa e o jeito certo não resolvam.
-Você não está achando que eu vou tentar ter um caso com um professor, não é? – Perguntei e ela ficou me encarando – Eu não vou tentar nada. Eu só o acho bonito. Apenas isso.
-Claro! Claro! Apenas isso – Falou Narcissa revirando os olhos – Mas, eu realmente gosto do nome dele. O Sirius vivia dizendo que quando eu tivesse um filho, ele se chamaria "Draco".
-Por quê? – Perguntei sorrindo.
-Quando eu era criança, eu vivia colada no Sirius. Eu o forçava a brincar de casinha e o Reg era o nosso filho, e eu sempre o chamava de Draco – Respondeu Narcissa sorrindo. Um sorriso que aos poucos foi perdendo força – Então minha mãe achou que era melhor eu não conviver tanto com os dois. E então me afastei deles.
-Nunca é tarde para se reaproximar – Falei tentando ser otimista.
-Eu vou te contar uma coisa, uma das poucas coisas que acho que a minha mãe tinha razão – Falou Narcissa parando de andar para me encarar. – Se você sabe que o seu futuro não está garantido, só se ligue com as pessoas que você considera essencial.
-E seu futuro não está garantido? – Perguntei ainda a encarando.
-Eu acho que o de ninguém está Morgana, o de ninguém – Murmurou Narcissa parecendo pensativa – Mas, agora eu tenho Runas. Nós vemos em poções.
-Claro – Falei assistindo ela partir. Com certeza eu tinha subestimado a Narcissa. Ela não era apenas um bibelô de Lucius Malfoy. Ela sabia pensar por si só. Sabia se proteger. E sabia que o seu destino estava traçado antes do seu nascimento. Não era como se ela apenas abaixasse a cabeça esperando o momento de ser sacrificada. Ela apenas não se rebelava de uma forma tão aberta quanto Sirius Black.
-Ora, ora quem eu encontro aqui sozinha – Falou o Black e eu me virei para encará-lo, mas dessa vez ele não estava sozinho. Ele estava acompanhado de uma replica de Harry Potter com dezessete anos.
-Ola Black! Vejo que dessa vez não veio sozinho – Falei sorrindo de modo falso.
-Esse é meu amigo, James Potter – Apresentou o Black e eu fiz um pequeno aceno com a cabeça.
-É um prazer Potter, mas é melhor eu ir. O que pensariam de mim se me vissem conversando com dos Grifinórios? – Perguntei sorrindo. Eu ainda tinha que resolver minha parte do trato com o Severus. Eu realmente estava fazendo tratos demais.
-Pensariam que finalmente você arrumou bom gosto – Disse o Black e eu tive que rir. Eu tinha que admitir que eu me divertia com meus encontros casuais com o Black.
-Nós estamos aqui por algo serio – Falou o Potter e eu perdi o sorriso – Estamos aqui para falar sobre aquilo que você falou para o Sirius sobre o Regulus.
-Sim? – Perguntei querendo entender aonde eles queriam chegar.
-Você estaria disposta a ajudá-los? – Perguntou o Potter e eu gemi internamente. Eu realmente estava fazendo tratos demais.
-Olha, eu vou ver o que eu posso fazer – Falei pensando em como eles poderiam ser uteis mais a frente – Mas, agora eu preciso mesmo ir. Então até depois.
-Até bela Tyler – Falou o Black e eu revirei os olhos antes de ir embora. Tinha combinado de me encontrar com o Severus no quarto andar.
-Você está atrasada – Resmungou o Severus quando entrei na sala e eu revirei os olhos.
-Bem, o importante é que vou cumprir hoje a minha parte do trato – Falei sorrindo me sentando na mesa do professor – Era está tendo Runas agora, mas como a Narcissa também faz não posso me aproximar. Em poções todas as suas amigas estarão então após Artes Milenares eu a levo para a terceira sala vazia perto da sala de Artes Milenares. Esteja lá.
-Er...você acha que vai dá certo? – Perguntou Severus quando eu já estava próxima da porta.
-Você tem uma boa explicação para o que aconteceu? – Perguntei me encostando na porta ainda fechada.
-Não sei – Respondeu ele com sinceridade.
-Então só peça perdão – Mandei sorrindo – Talvez ela não te perdoe hoje. Mas, irá perdoar algum dia. Então depois de Artes Milenares. Não se esqueça.
Saí da sala e quando dobrei o corredor me apoiei na parede respirando fundo. Usando um feitiço que o Draco havia inventado ainda no tempo da guerra fui me espreitando pelas paredes. Esse era um feitiço muito útil. Com ele você não ficava semi-invisível, você usava as sombras para se misturar com elas.
Entrei na sala de DCAT vazia e bati na porta que daria para o escritório do Draco, mas ele não abriu. Fiz um feitiço simples para destrancar a ponta e entrei no seu escritório. Suspirei derrotado quando não o encontrei ali e bati na porta do seu quarto apenas por desencargo de consciência e quando abri a porta o encontrei ainda dormindo.
Não consegui refrear o sorriso que surgiu no meu rosto. Direi meus sapatos, minha capa e minha gravata. Fui me movendo silenciosamente e antes que ele pudesse abrir os olhos me aconcheguei ao seu lado na capa suspirando de contentamento.
-Morgana, o que você pensa que está fazendo aqui? – Perguntou Draco, mas sua voz estava mais para cansada do que irritada. E eu agradecia por estar deitada de costas para ele.
-Tentando me sentir um pouco segura – Respondi em um tom bem baixo, minha voz quase não passou de um murmuro – Eu passei a noite tendo pesadelos, já fiz tratos com metade de Hogwarts e só quero por um segundo achar que a gente fez mesmo a coisa certa. Só quero me sentir segura.
-Você tem meia hora antes dos meus alunos chegarem e você ter que ir para poções – Sussurrou Draco e eu sorri de leve com essa pequena vitória – Você tem certeza que não foi vista?
-Usei seu feitiço das sombras – Respondi e quando o senti me abraçar por trás suspirei finalmente me sentindo bem.
Narrado por James
Hoje o dia já amanheceu cansado para mim. O Moony estava extremamente violento ontem à noite. E eu acabei machucando meu ombro. Minha sorte é que a nova enfermeira era muito discreta e acreditou, ou fingiu acredita, que eu havia me machucado caindo.
-Esse dia parece que não vai ter fim – Resmunguei me jogando na cadeira. E como se não bastasse ainda teria que agüentar aula de poções com a Sonserina.
-Você acha que a Tyler vai fazer alguma coisa? – Perguntou Sirius distraído.
-Acho que ao menos vai tentar – Respondi observando a Lily entrar na sala junto com a Rachel, a Ginny e a Hermione – Eu soube que o Diggory e a Amanda brigaram.
-E no que isso me interessaria? – Perguntou Sirius e eu sorri.
-Tudo que envolve a Amanda te interessa – Falei sorrindo de leve e ele revirou os olhos.
-Não mais James – Disse Sirius e eu apenas ri. Poucos sabiam que o grande Sirius Black, o pegador de Hogwarts, ainda era apaixonado por Amanda Fambozzi.
-Ei caras! Vocês viram o Harry? – Perguntou Ron entrando na sala como se tivesse corrido por toda Hogwarts.
-Não desde o café da manhã – Respondi franzindo a testa – Eu pensei que ele estava com você.
-Ele disse que ia falar com vocês e depois simplesmente desapareceu – Disse Ron parecendo pensativo. E ai estava uma coisa que sempre estranhei nesses novatos. Tudo eles tratavam como grande coisa. Era como se sempre se sentissem ameaçados.
-Ron! Calma! Ele deve estar apenas com uma garota – Disse o Sirius sorrindo.
-É! Pode ser – Disse o Ron pálido, mas sorriu sentando na nossa frente. O professor chegou e a aula passou sem muitos problemas, e o Harry não apareceu.
Não foi difícil perceber que a Hermione logo pareceu ficar tão nervosa quanto o Ron. Olhei para a parte sonserina da sala procurando algum traço de preocupação no rosto da Tyler. Mas, a mesma parecia estar em outro mundo. A aula acabou e o Ron e a Hermione saíram conversando de modo calmo, como se não quisesse levantar suspeitas. E mais do que nunca fiquei com raiva do Filch ter pegado o nosso Mapa do Maroto.
-Vou à cozinha, quer ir? – Perguntou Sirius assim que passamos pela porta.
-Vai indo. Te encontro lá – Pedi e foi seguindo pelo corredor entrando em uma pequena passagem para me esconder em baixo da minha capa de invisibilidade e continuei a seguir o casal que quase corria para a Torre da Grifinória.
-HARRY! – Gritou Hermione quando ambos entraram no dormitório masculino.
-Hermione, não precisa gritar – Disse o Thomas com um largo sorriso no rosto. Ele não parecia nem um pouco preocupado.
-Onde você estava? Você quer me matar de medo? Você acha que eu estava pensando o que? – Perguntou a Hermione parecendo à beira de um colapso nervoso.
-Desculpa Hermione! Eu prometo que não faço mais isso – Disse o Harry controlado – Mas, eu precisava destruir. Eu precisava. Agora só faltam seis. Bem, se contar comigo, faltam cinco.
-Harry, você é louco! E se ele notasse? – Perguntou Hermione e o Harry sorriu de uma maneira que eu considerava mais do que maldosa.
-Ele que viesse Hermione! Assim eu acabava com essa palhaçada logo de uma vez – Disse o Harry irritado e a Hermione sentou parecendo derrotada.
-Harry, você sabe muito bem que não pode – Falou Ron finalmente se sentando ao lado da Hermione – Nós também odiamos isso. Nós também gostaríamos que tudo acabasse, mas tem coisas que precisam acontecer. Estamos entendidos?
-Estamos – Resmungou Harry e eu preferi ir embora antes que me notassem. E quando já estava fora da Torre da Grifinória peguei meu espelho de duas faces.
-Diga meu querido James – Falou Sirius debochado.
-Eu preciso falar com você – Falei alarmado e ele levantou a sobrancelha – Eu acabei de escutar uma conversa muito estranha. Onde você está?
-Eu ainda estou na cozinha – Respondeu Sirius – Algo serio?
-Algo que com certeza vai te interessar – Falei sorrindo maroto.
N/a: Ola meus amores!
Nossa mil desculpas pela demora, mas eu estou simplesmente morta de gripada. Juro que to cansada de ta gripada. E olhe que tomei a vacina da H1N1 e não tive nenhuma reação. E uma gripe normal me deixou de cama. To aqui morrendo de dor de cabeça, mas já atrasei demais com vocês.
Amorzinhos, eu quero deixar uma coisa bem clara. A Ginny da história é realmente a Ginny verdadeira. Só que como a fic é uma Universo Alternativo muito doida ela no lugar de ser a irmãzinha do Ron acabou se tornando sua tia. Entenderam?
Mari- Ola Mari!
Tudo bom?
Essa é bem diferente das minhas outras histórias não é?
Também sou apaixonada por L/J se quiser dá uma olhada no meu perfil, tenho pelo menos umas duas long e umas quatro one-short desse casal ^^
Obrigada mesmo pelos elogios *-* e espero que goste desse capítulo também...
Bom meus amores, espero mesmo que gostem e mandem reviews
Próximo poste: 10/06
Até o próximo.
26/05/2010
