Capítulo 6 – Volta às Aulas.

A noite caiu. Um grande grupo de alunos vestidos de verde e prata estavam reunidos no Salão Comunal, em silêncio. Havia apenas alguns que se destacavam de azul e bronze: Debra e três colegas que a menina garantira serem confiáveis. Tom se certificara que ela explicasse a eles que era bom que fossem mesmo ou não gostariam do resultado.

Dois lufa-lufas também estavam ali. Lufa-lufas eram mais honestos e amigos, mas isso não queria dizer que não existiam algumas ovelhas negras... ou melhor: texugos negros. A única casa que não era vista era a Grifinória.

Coline não estava presente, pois Tom achara melhor preparar os sonserinos sobre a presença da chamada "sangue-ruim".

- Muito bem. Como hoje será nossa primeira aula ao ar livre, - sorriu – resolvi reunir todos aqui. Joguei abafiato nos dormitórios, pois um grupo de 30 pessoas reunidas poderia chamar atenção. Não faremos assim de novo. Hoje e nas próximas aulas usarão o feitiço de desilusão, que eu espero que todos se lembrem, e então sairão num intervalo de 5 minutos. Dividam-se, rapidamente, em trios e esses serão sempre seus companheiros. Gosto de organização. Eu escreverei os nomes e os horários que devem sair. O primeiro grupo vai com Malfoy que sabe o caminho. Ele vai marcar as árvores com um X vermelho. Não se percam.

A cada trio, Tom anotava o nome em um pedaço de pergaminho.

Tom anotou:

Trio 1: McKenzie, Yaxley, Malfoy. 20:00

Trio 2: Carrow, Nott, Knight. 20:05

Trio 3: Dolohov, Gibbon, Morgan. 20:10

Trio 4: Macnair, Mulciber, Collins. 20:15

Trio 5: Russel, Travis, Marshal. 20:20

Trio 6: Rookwood, Winston, Simpson. 20:25

Trio 7: Avery, Rodney, Foster. 20:30

Trio 8: Lestrange, Edison, Hunter. 20:35

Trio 9: Mokovitch, Rock, Ward. 20:40

Trio 10: Millan, Mitchel, Griffiths. 20:45

Iriam demorar quase uma hora até que todos chegassem, mas era a única forma que tinham até agora para poder ir à Floresta Proibida sem perigo de serem pegos. Se o grupo aumentasse, demorariam ainda mais.

Teria que pensar em uma solução mais prática.

Esperou até que o último trio saísse e usou o feitiço de desilusão.

Hogwarts estava bem vazia e não se ouvia uma viva alma (e nem mesmo as almas mortas dos Fantasmas) nos corredores. Seguiu para o hall de entrada, abriu a porta com cuidado e saiu.

A noite estava estranhamente fria para o mês de setembro e um vento gostoso balançava a copa das árvores.

Chegou ao local onde começava a Floresta e viu o primeiro X. À medida que ia passando pelas árvores marcadas, ia apagando o feitiço para que mais ninguém pudesse achá-los. Os mais velhos viriam por Hogsmeade guiados por um mapa que havia feito.

Finalmente chegou à clareira que descobrira no semestre passado e fora dos limites de Hogwarts. Os ex-alunos já estavam no aguardo, sentados espalhados pelo chão de terra.

Tom voltou a ficar visível e todos se viraram em sua direção.

- Agora vocês podem fazer os feitiços de proteção à nossa volta.

Os dez de maior idade apanharam suas varinhas e vários murmúrios foram ouvidos.

Após terminarem , Robert Scar, seu ex-capitão, veio lhe cumprimentar.

- Olá, Milord. É bom estar aqui de novo.

- Fico satisfeito que todos tenham voltado.

Simpson, uma nova Comensal do segundo ano, levantou a mão como se estivesse em uma sala de aula. Tom revirou os olhos.

- Eu não sou a professora Merrythough. Vocês não precisam ficar fazendo aceninhos em minha direção.

- Desculpe. – a menina falou timidamente. – É que eu queria saber uma coisa... se só os alunos podem fazer feitiço fora de Hogwarts, tanto é que eles que tiveram que fazer os escudos, como vamos treinar sem chamar a atenção do Ministério?

- Minha cara ignorante, esses escudos são justamente para isso. Alguns são para nos proteger dos terríveis monstrinhos que possam nos atacar e outros, para impedir que o Ministério consiga captar nossa magia.

- Não sabia que isso existia...

- Pois é. Essa é a maravilha de termos um Comensal que trabalha no Ministério, certo Wilkes? – Tom sorriu e o rapaz fez que sim com a cabeça, levemente. – Descobrem-se formas de burlar as leis. – Mais alguma dúvida? – Ninguém falou nada. – Antes de começarmos, quero avisar que a partir da próxima aula, teremos mais uma integrante: a minha namorada Coline.

Houve alguns murmúrios, mas que logo cessaram.

Yaxley falou mal-humorado:

- Uma grifinória sangue-ruim...hunf...era só o que faltava.

- Ah, Yaxley. Sempre você, o descrente. Será que não aprendeu nada comigo? Eu não faço nada que não tenha uma justificativa. E eu já expliquei o motivo de trazê-la aqui.

- Está querendo dizer que está namorando com ela, não porque está atraído, mas sim por causa de algum plano? – Dolohov perguntou sorrindo de lado e Tom retribuiu.

- Claro que não! Eu a amo de todo meu coração. – o sorriso de Dolohov se estendeu e alguns soltaram risinhos. – Mas não importa o motivo. Quero que a tratem bem e nada de fazer comentários grosseiros ou irônicos como esse. Ela é minha e qualquer coisa que seja minha deve ser bem cuidada. Entenderam?

Anuíram. Tom puxou sua varinha e tirou de dentro da mochila, que trouxera consigo, o livro "Lições Proibidas Pelo Ministério".

- Estavam com saudades das Artes das Trevas?


As varinhas foram guardadas após os terríveis ferimentos no rosto de muitos terem sido cuidados. Alguns outros mancavam enquanto outros riam de seus colegas e ajudavam na cura.

O lugar estava uma algazarra. O falatório de colegas que não se viam a alguns meses teria enchido toda a Floresta e atraído certos seres indesejados, se não estivessem com feitiços protetores.

Tom deixou que conversassem um pouco mais, até que levantou a voz e ordenou que se calassem.

- Terminamos por hoje. Já é meia-noite e precisamos voltar da mesma forma que viemos. Em trios e de cinco em cinco minutos. Isso levará tempo. Como antes todos eram de Hogwarts, podíamos treinar sábado e domingo. Agora não será possível. Será apenas aos sábados, assim os ex-alunos não precisarão voltar dois dias seguidos e poderemos nos recuperar para a aula de segunda-feira. Quero que todos pensem em alguma forma de facilitar a nossa chegada a esse lugar. Alguma passagem que vocês possam descobrir... ao longo da semana, mando o aviso da reunião.

Finalizou.

Scar e os outros nove ex olharam em volta para ver se havia algum perigo, depois desfizeram os feitiços e os alunos começaram a se dispersar.

- Obrigado pela varinha nova, Milord. – Malfoy sorriu. – Ela está funcionando perfeitamente. Melhor do que a outra.

- Que bom. Agora vá. Vou esperar que todos tenham ido.

Como na ida, Tom foi o último a se retirar.


No domingo, Tom foi à biblioteca e apresentou sua carta de permissão eterna à Sessão Restrita à Madame Pince. Sorriu com o sorriso sedutor que sempre fazia Madame Mary falar: "ohhh, ele não é uma graça?", mas que sabia que só a faria se irritar.

- Sentiu minha falta? – perguntou debochado.

- Nossa...estava em cócegas para reencontrá-lo. – ela disse com o cenho franzido e a voz seca.

- Que bom que o sentimento é recíproco. – guardou a carta de volta e se dirigiu à porta de entrada do lugar proibido.

- Estou de olho em você, Riddle.

Ele a ignorou e entrou. Procurou alguns livros novos e que possuíam títulos que lhe chamavam a atenção. Escolheu quatro e se dirigiu a mesa em que sempre sentava. A mais distante.

Passou algumas horas entretido nas leituras e anotando tudo em imensos pedaços de pergaminho.

De repente, uma sombra pairou ao seu lado. Ergueu a cabeça e viu que era o professor Flamel.

- Ora, ora, ora. Estudando em um belo domingo como esse e no início das aulas. Você realmente é aplicado.

Tom tentou esconder o título dos livros, mas Flamel percebeu seu movimento.

- O que temos aqui? – puxou um para si, sentou na cadeira em frente a Tom e leu. – "Poções Extraordinariamente Assustadoras". Hum...largue isso. É uma porcaria. Neil Dust era um perfeito demente e isso está bem atrasado. Não sei como Albus permite ter um livro tão desatualizado assim. – Olhou os outros. – Esses são melhores, mas sei um jeito de aprender mais do que com esses conservadores.

- Como? – Tom perguntou interessado.

- Resolvi aceitá-lo como assistente. O que me diz?

- Isso é...é...

- Ótimo? Perfeito? É, eu sei. Que tal todas as segundas, quartas e sextas depois das aulas?

- Claro.

- Na minha sala. Não se atrase. Se precisar faltar, avise-me com antecedência. Odeio ser pego desprevenido.

- Obrigado pela oportunidade, senhor. Não o decepcionarei!

- Assim espero. Não quero me arrepender de deixá-lo ser o primeiro a saber todos os detalhes sobre a minha pesquisa. Quer dizer...não exatamente o primeiro. Albus também está a par de tudo.

Tom tentou se manter impassível diante do comentário. Esperava que Dumbledore não estragasse tudo com Flamel.

- Bem, até amanhã então. – levantou-se e saiu sem esperar despedida.

Tom devolveu os livros às estantes e estava tão feliz que aguentaria passar o dia com Coline. Havia acordado sem nenhuma vontade de vê-la e por isso inventara uma desculpa qualquer para não passear novamente pelos jardins e aguentar as baboseiras sentimentais que ela pudesse falar. Entretanto, a notícia de Flamel lhe trouxera novo ânimo.

Foi até a beira do lago e encontrou a menina sentada de baixo de uma árvore conversando com um pequeno garoto que parecia ser do primeiro ano. Se aproximou de ambos.

- Olá. – fingiu animação.

- Tom! – Coline levantou rapidamente e deu um beijo nele. A criança fez uma careta.

- Eca, Coly... que nojo.

- Ora, você um dia vai fazer isso também. – puxou Tom para sentarem no chão ao lado do menino.

- Eu não! Meninas são nojentas. – Tom achou graça do comentário.

- Você pensa isso agora, mas um dia vai se apaixonar, casar, ter filhos...

- Nunca!

- Eu vou. – Coline respondeu divertida. – Quero ter um filho chamado James. – riu.

- Parece nome de mordomo... – o garoto deu de ombros. – É horrível.

- Você é muito chato. – ela bagunçou-lhe o cabelo. Tom já estava sem prestar atenção na conversa idiota, quando Coline se dirigiu a ele. – Ah, esqueci de apresentá-los: Tom, esse é meu irmão Charlus. Charlus, meu namorado Tom.

O garoto deu um tchauzinho sem muita animação e Tom balançou a cabeça com o mesmo ímpeto.

- Achei que você só tivesse o Gustavo como irmão.

- Não, não. Ele entrou esse ano. Não o viu na Seleção?

- Não. São muitas crianças...

- É verdade. – ela concordou. Tom finalmente se lembrou de perguntar. Era sem importância, mas pelo menos saberia logo e acabaria com o "mistério".

- Ah. E afinal, qual é o seu sobrenome?

- Potter. Coline Potter.


E eis que finalmente surge o sobrenome de Coline!

Confesso: no início eu não coloquei sobrenome nela e no irmão porque eles não seriam personagens importantes. Iriam só aparecer para explicar ao Tom sobre as Casas na primeira fic, ela ia tentar ser amiga dele e fim. Mas aí fui pensando em novas funções para eles e percebi que não tinham sobrenome. Fiquei enrolando até que pensasse em um legal (gosto de colocar nomes e sobrenomes que tenham algum significado às vezes) até que tive uma ideia: por que não fazer o grande Lord Voldemort namorar um antepassado do Harry? rs E foi aí que comecei a fazer do sobrenome dela um "mistério". Não um GRANDE mistério porque se eu chamasse atenção pra isso vocês iriam desconfiar rs.

Enfim, espero que tenham gostado do capítulo. Sei que esse sobrenome revelará perguntas, mas não se preocupem: elas serão respondidas.

Ah! eu sei que no Pottermore fala que já existiu bruxos das trevas de todas as Casas menos da Lufa-lufa, mas achei que não faria sentido se tivessem grifinórios ali, afinal Sonserina e Grifinória não se dão bem... e como ele quer controlar todas as Casas precisava de lufa-lufas... mesmo que em número bem reduzido. Por isso, não me matem leitores lufa-lufas!

Antes de passar pros reviews, uma perguntinha que nada tem a ver com Harry Potter: quem aí está indo nas manifestações que estão ocorrendo ao redor do Brasil? Mesmo morrendo de medo de tomar um tiro de borracha e ter meus olhos ardendo por causa do spray de pimenta e do gás lacrimogêneo (uso lente de contato e isso seria BEM ruim) ou ter parte do meu corpo amputada por causa dos estilhaços das bombas de efeito moral, estou indo e continuarei indo até que o Governo perceba que é o povo que manda e eles estão lá para NOS representar e não para fazerem o que bem entendem, roubando milhões e deixando as pessoas morrerem em hospitais precários u.u Abaixa a ditadura do Voldemort \o. rsrsrs Vamos lutar contra Você-sabe-quem.

Vi uns cartazes lá que faziam alusão a HP muito legais: "Ainda não recebi minha carta de Hogwarts, mas cansei de ser Trouxa" e outro era: "Nós não estamos em Azkaban para sermos sugados por Dementadores" XD adoro a imaginação desse pessoal rs.

Pros fãs de Guerra dos Tronos: tinha uma menina com um cartaz escrito: "Dracaerys neles!" e não sei se teve, mais uma amiga estava querendo colocar: "Dilma, Winter is Comming" e "Tyrion Lennister para presidente" rsrsrsrs

Bem, finalmente vamos aos reviews:

BabiProngs - Você voltou! YEEEEI!
Olha! minha fic já tem casalzinho pra ser shippado ^^ que legal
Pobre Tom, mas eu entendo... ele é um ser difícil de se amar :/

Neuzimar - Olha, eu realmente adorei escrever as cenas do Tom com o Flamel. O Flamel é aquele típico mal-humorado, mas bonzinho, sabe? rs É tipo o Seu Fredericksen do Up - Altas Aventuras rs. E ele admira o Tom e vice-versa. Então não rola falsidade entre os dois. E isso é algo difícil quando se trata de uma fic onde os principais são sonserinos...

Vitoria - Tudo bem. Acontece!
Bem, serei sincera: eu ainda não tenho certeza rs. Ele pensa que a Coline pode ser importante no futuro. Ele ainda não tem uma utilidade pra ela, mas pode ser que um dia tenha. E como um bom estrategista ele quer ter acesso a todas as Casas. Como não tem nenhum grifinório no grupo, ela é a chave que pode faltar.
Sei como é... acho que todos já passamos por isso. É horrível mesmo.
Não é idiota rs. Eu também relaciono TUDO com Harry Potter. É incrível. Até comparo outros filmes/livros com HP.
Já fui sim! É maravilhoso! Só acho que podia ser maior...
Não sei sobre esse dia, não. Tem mesmo? E por que essa data? Alguma explicação?
Eu também adoro cenas de ciúmes! Acho lindo! Mas na vida real me irrita um pouco (apesar de eu ser extremamente ciumenta).
Quem não é louco não tem graça rs O Tom é mesmo lindo *.* pode ficar apaixonada por ele! Ninguém te julgará (até porquê eu tenho 22 anos na cara e sou louca pelo Sirius *_* aiai... queria um pra mim).

Bom, pessoal. É isso! Até semana que vem! Beijos.

E parafraseando o Facebook: Viva cada dia como se alguém estivesse caçando suas horcruxes!