Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Maya Banks do seu livro Seduzida por um guerreiro escôces – Série Montgomerys e Armstrong. Essa Fanfic é uma adaptação.

Capítulo 06

Sakura sentiu a terra tremer sob seus pés.

Automaticamente, levantou a cabeça, imaginando quem estaria cavalgando sobre o morro onde estava deitada.

Ela enxergou Gaara em seu cavalo, virando a cabeça para analisar o terreno. Quando ele a encontrou, Sakura percebeu o alívio instantâneo em seus olhos.

Gaara desceu do cavalo, baixou a rédea para que o animal pudesse pastar e andou em sua direção. Ao se aproximar, ela enxergou o que estava dizendo.

– … em toda parte por você, Sakura. Fiquei preocupado, todos nós ficamos. Nossa mãe está perturbada, achando que você fugiu de medo.

Ela franziu as sobrancelhas, pois, embora já tivesse feito algo tão covarde e egoísta assim, nunca mais faria isso de novo. Podia estar aterrorizada com o casamento iminente, mas iria encarar seu futuro e não deixaria escapar nenhum sinal de seu tormento interno para a sua família.

Gaara alcançou a mão da irmã e puxou-a até que ela se levantasse; então, para a surpresa dela, abraçou-a com força, segurando-a contra o peito por um longo tempo.

Ela permitiu o gesto, gostando daquela demonstração de afeto, ainda que Gaara sempre a tratasse de maneira afetuosa. De todos os seus familiares, ele era o mais carinhoso e, também, o que nunca a tratava como uma pessoa defeituosa. Para ele, ela era a sua irmãzinha, e isso era tudo.

Mas agora parecia diferente. Quase como se fosse ele quem precisasse de conforto e não ela. Sakura pôs os braços ao redor da cintura dele e abraçou-o de volta com toda força, ainda que isso não representasse muito, pois, dada a robustez do irmão, os braços dela não conseguiam envolver por inteiro a cintura dele.

Ela sabia que ele estava falando porque sentia as vibrações que emanavam do seu peito, mas não queria desfazer o abraço para poder ver o que ele falava.

Quando finalmente se afastou, Gaara tomou a sua mão e começou a puxá-la na direção da ponte. Ela parou, franziu as sobrancelhas e olhou para o cavalo.

– Depois peço para alguém vir buscá-lo. Achei que teria de ir muito mais longe para encontrá-la. Você sabe que eu não a forçaria a cavalgar comigo.

Por um momento, o olhar dela deixou o irmão mais uma vez para encontrar o cavalo que estava pastando a alguns metros. Não odiava cavalos; já os amara muito, mais do que qualquer coisa. O que odiava era que, quando se aproximava deles, quando sentia seu cheiro, quando sentia sua força, começava a suar descontroladamente e um terror tomava conta de seu corpo.

Não cavalgara mais desde o acidente e sentia falta disso. Sentia falta da liberdade de cavalgar pelos campos abertos, o cabelo voando, sem nada no mundo para se importar. Agora, a simples ideia de montar algo tão forte a paralisava. Seu peso era nada comparado ao de um cavalo. Era muito fácil para o animal derrubá-la.

Gaara a puxou novamente e desta vez ele a conduziu com mais força. Sakura possuía mil perguntas para seu irmão, mas não sabia como formulá-las. Não havia como fazê-lo entender que ela precisava muito de informações.

Como era o chefe dos Uchiha? Era grotesco? Era ameaçador?

Ela parou de novo, soltou a mão de Gaara, depois tocou seu braço e inclinou a cabeça na direção da ponte.

Então, ergueu as sobrancelhas em uma clara pergunta.

Gaara apertou os lábios e suspirou com força.

Desviou os olhos, passou a mão no cabelo e depois, finalmente, voltou a encará-la. Havia uma profunda tristeza em seus olhos. Preocupação. Amor. Inquietação.

– Sasuke Uchiha está aqui e deseja conhecer você. Ele não quer ficar mais do que o necessário, e o conde Kakashi irá conceder esse pedido porque teme aquilo que possa acontecer se os dois clãs forem forçados a permanecer por muito tempo na presença um do outro.

Ela pousou um dedo nos lábios e sacudiu a cabeça, em um movimento negativo. Depois sorriu, pois não queria que ele ficasse triste. Se houve um momento em que desejou coragem para tentar falar, o momento era esse.

Ela abriu a boca, disposta a tentar, sem nem saber o que poderia sair, mas antes que pudesse soltar aqueles sons guturais que esperava que formassem palavras, seu irmão virou-se de repente e ergueu o punho no ar.

Ele gritou algo que ela não conseguiu entender, mas sentiu a vibração de seu corpo. Quando Sakura olhou na direção em que ele estava olhando, viu Sasori ao longe, fazendo gestos para que entrassem na fortaleza.

Gaara tocou as costas de Sakura e a impeliu para a frente. Ela sabia que ele estava falando, mas estava concentrada demais na casa enquanto se aproximavam para tentar compreender o que ele dizia. Em momentos como esse, ela sabia que os outros pensavam que era louca, pois simplesmente não respondia, não reagia. Ele podia estar dizendo qualquer coisa e Sakura nunca saberia o que era.

Quando se aproximaram de Sasori, ele estava com o rosto fechado, e a irmã sabia que receberia uma reprimenda; então evitou olhá-lo, porque, se não visse o que estava dizendo, era como se não tivesse dito.

Perfeitamente lógico dentro de sua mente.

Não que Sasori fosse bravo demais com ela. Era apenas menos paciente do que Gaara, mas se preocupava com a irmã. Se dependesse dele, Sakura ficaria apenas dentro do terreno cercado da fortaleza, sem nunca sair para muito longe. Ela nunca se esqueceria de que fora Sasori quem a encontrou naquela ravina e que ele temera o pior. Que ela estivesse morta.

Sakura atravessou a ponte, cercada pelos dois irmãos, e teve de admitir que isso inflou sua coragem, pois ficar entre eles era garantia de que nunca seria machucada.

Assim que entraram no grande saguão, Sakura parou de repente, seu olhar automaticamente encontrando o homem que possuía a maior autoridade. Era óbvio – ao menos para ela – quem era o chefe do clã dos Uchiha.

O poder emanava dele. Era quase uma aura visível que o cercava.

Ela engoliu nervosamente e as palmas das mãos começaram a suar. Ele era grande. Realmente grande.

Mais alto até mesmo que seus irmãos. Tinha os ombros e peitoral largos, mais fino na cintura, e as pernas eram sólidas massas de músculos, tão grandes na circunferência quanto ela própria. Sua primeira impressão talvez tivesse sido um pouco exagerada, mas, para ela, ele parecia uma montanha.

Seu cabelo negro era todo desarrumado. Pendia pouco abaixo do pescoço e encaracolava nas pontas, enrolando para um lado e para o outro. Obviamente, não se importava com o corte. Diferente de seus irmãos – ou ao menos dos dois homens que presumiu serem seus irmãos –, o cabelo dele era mais curto.

Um dos homens que o acompanhavam era gracioso.

Parecia estranho descrever um homem com um termo tão feminino – e não havia nem remotamente nada de feminino nele −, mas não havia uma única falha que Sakura pudesse encontrar. Seu cabelo era tão loiro quanto aos raios de sol e os olhos possuíam um azul vívido. Tinha certeza de que nunca vira um rosto tão belo. Era difícil desviar os olhos dele.

O outro homem ao lado de Sasuke era quase tão grande quanto os dois irmãos de Sakura e um parecido com Sasuke. Na verdade, dos três, Sasuke era, provavelmente, aquele menos abençoado com um rosto de fazer as mulheres suspirarem ou os bardos se inspirarem, mas, mesmo assim, ela se sentia cada vez mais atraída por suas feições. As linhas de seu rosto. A força de sua postura enganosamente casual.

Não, ele não era belo como seus irmãos, mas havia algo ainda mais arrebatador sobre a sua aparência. Algo que a intrigava e a fazia olhar para ele de novo e de novo.

Para olhos distraídos, ele parecia relaxado, mas, para Sakura, parecia tenso e pronto para atacar a qualquer momento.

Então, a coisa mais incrível aconteceu. Enquanto estava ali de queixo caído, quase escondida atrás de seus irmãos, uma estranha vibração ecoou através de seus ouvidos.

Era algo muito leve, tão leve que ela pensou estar imaginando. Mas não, lá estava de novo. Um timbre grave. Uma voz em um tom grave igual aos outros raros sons que ela conseguia ouvir, embora sem ter certeza de que eram reais. Pensara que fossem apenas memórias de sons que ouvira antes que seu mundo se tornasse silencioso.

Ela empurrou os irmãos para poder enxergar melhor o saguão e procurou pela fonte daquele som. Daquele lindo som.

Assim que revelou sua presença, os outros olharam em sua direção, e foi então que percebeu que os lábios de Sasuke estavam se movendo. Era ele que Sakura estava ouvindo!

Sem se importar com quanto podia parecer rude, ela correu adiante, ansiosa para se aproximar, querendo mais daquela deliciosa sensação em seus ouvidos.

Mas os lábios dele pararam de se mover no momento em que ela parou na sua frente. Eles se curvaram para baixo enquanto o homem a encarava, quase como se não gostasse do que estava vendo.

O rosto de Sakura se avermelhou e ela baixou os olhos, sentindo uma vergonha súbita. É claro que ele não gostaria de vê-la. Ele teria ouvido as histórias, e lá estava ela agindo de modo estranho, sem nem mesmo estar arrumada e vestida adequadamente para conhecer seu futuro marido. Ele deve ter pensado que ela era extremamente desrespeitosa.

Sakura deu um passo para trás, as mãos tremendo ao seu lado, e então arriscou olhar novamente para ele, torcendo para que falasse de novo, mesmo que fosse para repreendê-la. Sakura precisava daquela sensação nos ouvidos, algo para quebrar o silêncio interminável e sufocante no qual vivia.

Sasuke olhou para aquela moça franzina à sua frente, percebendo o rubor em seu rosto e a súbita vergonha que surgira em seus olhos.

Deus do céu, aquela moça era linda. Incrivelmente linda. Ele nunca imaginara – como poderia? – que sua noiva arranjada seria uma moça tão bela.

Ela era pequenina, quase frágil em aparência. Sasuke provavelmente poderia quebrar seus ossos com um simples aperto. Seu cabelo era rosa como uma flor de cerejeira, com os olhos mais verdes que já vira em uma mulher. E eram emoldurados por cílios negros, longos, o que tornava seus olhos ainda maiores contra seu rosto pequeno.

Ele esperava uma… criança. Talvez até alguém que parecesse ser criança. Mas aquela não era uma garota que começava a se tornar mulher. Era uma mulher completa, com quadris gentilmente curvados e seios que, embora não fossem muito grandes, ultrapassavam largamente as formas de uma jovem garota.

Mas ele precisava lembrar a si mesmo que ela não era… normal. Ou, pelo menos, que não era como uma mulher normal. Ainda não sabia qual era a real extensão ou mesmo a natureza de sua condição. Havia muito a descobrir.

Ele odiou a tristeza em sua expressão. Havia algo nela que causava coisas estranhas em seu peito. Estaria preocupada que ele fosse negá-la? Que a rejeitaria na frente de todos?

Por maior que fosse o desgosto pela união e as circunstâncias forçadas sobre ele pelo rei, a ideia de machucar uma moça tão adorável o deixava enojado. Fosse qual fosse o problema de Sakura, não era culpa dela, que era apenas uma peça inocente em um jogo calculado pelo rei.

– Imagino que você seja Sakura – ele disse com uma voz gentil.

Seu queixo se ergueu e, para a surpresa de Sasuke, ela sorriu para ele. Os olhos da jovem se acenderam – seu rosto inteiro se acendeu – a ponto de tirar-lhe o fôlego e deixá-lo atordoado com tamanha beleza.

– Eu sou Sasuke Uchiha. Serei seu marido.

O rosto dela se tornou um pouco mais sério, deixando evidente que possuía um entendimento básico da situação. As sobrancelhas de Sakura se juntaram, e então ela inclinou a cabeça para o lado enquanto o analisava com aqueles incríveis olhos verdes.

Sasuke sentiu-se inquieto sob seu escrutínio, o que o fez fechar o rosto. Os olhos de Sakura se arregalaram e ela deu um rápido passo para trás na direção de seu pai.

Maldição, não queria assustá-la.

Sasuke olhou para o conde Kakashi, revelando seu desagrado, mas o conde parecia estar se divertindo, o que o irritou.

Então, para a total surpresa de Sasuke, Sakura deu um passo adiante e passou sua pequena mão para dentro da mão muito maior e áspera dele e fechou os dedos com confiança.

Quando ele se virou para encará-la de novo, Sakura estava sorrindo abertamente.

O lamento do laird Haruno pôde ser ouvido através do saguão. Mebuki Haruno levou a mão à boca, e os irmãos deSakura pareciam muito, muito zangados.

Fossem quais fossem as reservas da família Harunos sobre o casamento, estava evidente que a filha não compartilhava nenhuma delas.

Eita alguém aqui se admirou com a reação da Sakura? Kkkkk muita coisa ainda tem para acontecer, que vai surpreender muitos rsrsrs

E gostaria de agradecer as lindas Bela21, Iappstif e Marianas36, pelo comentários rsrsrs... O comentários de vocês me incentivam a postar mais rápido ainda os capítulos rsrsrs