Disclaimer: Naruto não me pertence, as músicas muito menos, mas a história, SIM. Por favor não copiem o meu trabalho.


Reminiscências


Capítulo 5: What goes around, comes around

Amaya foi acordada na manhã seguinte por um bater insistente na porta do apartamento e que muito sinceramente estava a dar cabo da sua cabeça que já doía bastante devido à ressaca com que estava. Oliver ainda ressonava na cama ao lado e Alice, sabia ela por experiência própria que poderia dormir enquanto a 3ª guerra mundial se passava em casa. Já Konan, bom essa nem sequer tinha aparecido em casa, pelo que tinha ficado a saber, o presidente do Conselho de estudantes tinha um quarto no dito conselho pelo que o mais certo era que este tinha sido bem usado ontem. Rabujando e amaldiçoando tudo e todos dirigiu-se à porta enquanto esfregava os olhos numa tentativa vã de tirar as remelas que se tinham acumulado. Pois é, adivinhem, nem todos acordam no topo da sua beleza de manhã.

Contudo, a pessoa que se encontrava à porta fez com que a morena parasse imediatamente aquilo que estava a fazer e corasse imediatamente enquanto tentava em vão cobrir-se visto estar apenas a usar a sua roupa interior.

Pois bem, à porta do apartamento encontrava-se nada mais nada menos que o reitor da Universidade, o grande Senhor Sarutobi.

"Reitor!" Amaya disse atrapalhada enquanto tentava por tudo arranjar forma de se arranjar em frente do homem que olhava para ela serenamente.

"Acorde-me a menina Alice Rivers neste instante." O reitor disse sem sequer se preocupar em dizer bom dia. Não, definitivamente o reitor não se encontrava de bom humor.

Amaya imediatamente correu casa adentro entrando de rompante no quarto de Alice enquanto procedia a abaná-la desesperadamente. Digamos apenas que acordar Alice não era de todo, a tarefa mais simples de todas. Finalmente quando conseguiu, levou um coice da amiga que fez com que caísse redonda no chão.

"Dor de cabeça…" A outra queixou-se enquanto se espreguiçava.

"Al, o reitor está ali à porta à tua procura." Amaya disse enquanto se levantava esfregando o seu rabo.

"Oh merda, já sei o que aí vem…" Esta comentou com azedume enquanto pegava num robe qualquer e o atava dirigindo-se à porta.

"Sr. Reitor! Que belo dia, hein?" Disse sorrindo enquanto tentava não começar aos gritos devido ao sol que lhe estava a bater directamente na cara.

"Alice, corta nas tretas, sim? Posso saber porque é que ontem, às 5 da manhã, entrou um camião pela minha universidade dentro e deixou um carrinho de golfe decrépito na oficina?" O reitor perguntou olhando para a rapariga com um ar dominante.

"Sr. Reitor, é apenas e só o meu novo projecto. Está a ver, eu estou a pensar fazer umas coisas com aquele carrinho e estava a pensar numa parceria com o Conselho de estudantes e…" Contudo foi interrompida pelo reitor que ergueu uma sobrancelha ao ver Deidara sair apenas em boxers do apartamento de Gabriella apenas para entrar no seu próprio apartamento. Este ao ver o reitor sorriu-lhe alegremente e acenou enquanto Alice apenas podia dar um sorriso amarelo ao reitor que por aquela altura estava branco.

"Eu podia passar tão bem sem ver aquilo…" Este comentou enquanto voltava a focar os olhos na morena. "Menina Alice, devo lembrar-lhe que por norma os seus projectos acabam por dar azo a incidentes muito estranhos?"

"Desta vez correrá tudo bem Sr. Reitor… Não confia em mim?" Alice disse tentando fazer olhinhos, o que estava a ser bastante difícil com aquele sol a bater-lhe na cara.

"De todo, não. Quero um relatório de 10 páginas em cima da minha secretária ainda hoje com a tal parceria com o Conselho de Estudantes. Ao fim da tarde." Este disse e afastou-se. Alice ficou horrorizada a olhar para a figura do reitor a descer o corredor.

"Aquele velho decrépito…" Murmurou enquanto se deixava cair no chão arrastando as costas pela parede. "Vou a passar o dia todo enfiada em casa a fazer o relatório." Constatou.

"Coitadinha…" Alice virou-se apenas para dar com Sasori que se despedia de duas raparigas que trocavam risinhos, contudo os seus olhos mantinham-se focados em Alice que o olhava raivosa. O seu humor já estava muito mau como estava, não precisava daquela coisa ruiva a chateá-la naquele momento.

"We'll say a little prayer for you…" Este começou a cantar enquanto se voltava e entrava de novo no seu apartamento. Alice puxou os cabelos, o que uma pessoa não fazia pelo progresso da ciência.


Chelsea olhou para os pés que se mantinham fixos na cadeira de rodas. Estava na hora da sua fisioterapia, esta era uma das principais razões pelas quais ela odiava os Domingos. Tudo aquilo lhe parecia inútil, por que raio é que ela andava ali de um lado para o outro a tentar mexer algo que por todos os meios não se mexia?

Suspirando tentou mais uma vez mexer o pé direito, algum suor já começava a escorrer pela sua testa. Sinceramente, às vezes perguntava-se como é que era possível saber o que fazer para mexer os dedos se ela já nem sequer se lembra de qual era a sensação de o fazer. Um ligeiro tremor no dedo grande do pé foi o que conseguiu.

Aquilo era estúpido. E ela era ainda mais estúpida por estar a fazer aquilo.

"Chels." A voz de Ranzou soou da entrada do pavilhão onde o rapaz vinha entrando, um sorriso radiante na sua bela face.

"Olá Ran." Esta cumprimentou tentando esboçar um fraco sorriso.

"O que é que fazes por aqui?" Este perguntou enquanto observava as barras paralelas colocadas no chão. "Oh, fisioterapia?"

"Em teoria, sim." Esta queixou-se enquanto se encostava à cadeira de rodas. "Isto parece-me tudo bastante inútil." Comentou.

"Então? Alguém que me diz palavras tão encorajadoras como não desistas do amor e depois não põe nada em prática?" Ran disse enquanto dava um sorriso tão charmoso que faria qualquer rapariga desmaiar. Contudo, Chelsea já estando habituada, apenas sorriu de volta. "Eu ajudo-te." Este disse por fim, e antes que Chelsea pudesse protestar, já ele a tinha levantado e colocado nas barras.

"Isto é tão parvo." Chelsea queixou-se enquanto se agarrava com força às barras de cada um dos seus lados.

"Não é nada parvo. Vá, tenta." Este comentou enquanto a observava com atenção.

Devagar Chelsea começou a tentar arrastar os pés pelo chão tentando apenas utilizar movimento de ancas. Nos últimos anos tinha conseguido mexer as ancas o que lhe dava jeito para fazer aquele tipo de exercício.

Não muito longe deles, encontravam-se as duas co-habitantes de Sai e Johan que faziam alguns exercícios nas máquinas do ginásio.

"Mas valha-me Deus Sakura, aquilo é um Deus grego!" Ino queixou-se enquanto mordia o lábio inferior.

"Tem cuidado, com um pouco de sorte é gay." Sakura disse com desgosto.

Ino riu-se alto e rolou os olhos. "Minha querida, eu sei identificar um gay quando o vejo."

"Estás a ser mesmo muito preconceituosa agora. Não é nada assim tão imediato." Sakura comentou enquanto passava a fazer abdominais.

"Querida, com um pouco de treino é fácil de se identificar. E eu digo-te aquele não é gay. Afinal de contas, nem toda a gente pode ter tão má sorte quanto tu." A loira disse enquanto se ria alto. "Meu Deus essa cena deve ter sido tão hilariante." E com isto continuou a rir ao ponto de agora já se encontrar agarrada à barriga. "Por isso é que estavas tão mal disposta!"

"Vá já chega." Sakura comentou por entre dentes. "É verdade, o que aconteceu ontem com aquele Bryan?" Sakura perguntou.

Ino fez beicinho. Depois do poker não o voltei a ver. Mas talvez até tenha sido bom, afinal de contas, pelos vistos existem ainda melhores peixes neste mar." Ino disse e lambeu os lábios.

"Credo, parece que andas com o cio ou algo do género." Sakura disse rolando os olhos. "Além de mais ele parece muito entretido em ajudar aquela rapariga de cadeira de rodas. Se calhar está interessado nela."

"Disparate. Vê-se a léguas que aquilo é puramente platónico. Além de mais, parece que ela está de saída." Ino disse e era verdade pois Chelsea saía agora do ginásio. "Olha desculpa!" Ino disse de repente enquanto sorria e acenava ao rapaz que olhou para ela um tanto ou quanto espantado. "Podes aqui chegar?" Continuou.

"Mas tu estás maluca?" Sakura sussurrou exaltada.

"Cala a boca testa grande e vê como se faz." Ino disse sorrindo.

"Sim?" Ran disse enquanto via a loira sorrir para ele e levantar-se do aparelho em que se encontrava.

"Peço imensa desculpa em estar a pedir isto, aliás até é um bocadinho embaraçoso." Sakura olhou boquiaberta enquanto via Ino corar, até isso podia ser fingido? "Eu não sei programar o tapete." Queixou-se.

O rapaz pareceu relaxar um pouco e coçando a cabeça seguiu Ino até ao tapete enquanto rapidamente o programava. "Assim deve bastar. Agora, estou atrasado. Com lisença." E com isto Ran pôs-se a milhas deixando Ino estupefacta. Aquele desgraçado tinha-a quase ignorado. Pior! Nunca vira ninguém ser tão frio para com ela antes.

"Mais frio quase que um Uchiha." Sakura observou com um sorriso trocista. "Nem sequer perguntou como te chamavas."

"Pfft, vais ver esse megera ainda vai comer desta mão." Ino comentou enquanto cruzava os braços. Contudo, colocou-se no tapete e ficou alegremente surpreendida quando reparou que aquele ritmo seleccionado adequava-se perfeitamente à sua estatura.

O que esta não sabia é que cá fora, um Ran muito corado e quase a hiper ventilar corria agora com a sua cadela numa tentativa vã de se acalmar.


Aquilo não podia ter acontecido. Não, de todo não. Como é que as pessoas chamavam àquele tipo de situações? Ah, sim aquela palavra… Erros.

A noite passada tinha sido um erro e nada mais do que isso. Um delicioso e prazeiroso erro que, de todo, nunca mais se iria repetir. Nada disso. Sem chance.

Karin bufou irritada enquanto colocava o comprimido para a ressaca no fundo da sua boca procedendo em seguida a engoli-lo com o conteúdo de uma garrafa de água inteira. Sempre tivera dificuldades em tomar comprimidos, contudo e atendendo à horrível dor de cabeça que estava a experienciar, não tivera outra hipótese.

Em puro desânimo Karin deixou-se afundar num puff da sala enquanto roía uma unha. Como é que haveria de enfrentar Benjy depois daquilo?

De repente o ruído de uma porta a bater fez com que levantasse os olhos, tratava-se de Gabbe, que pelos vistos se encontrava muito mais calma desde ontem onde mais parecia querer arrancar a cabeça a alguém. Realmente as noites com o Deidara deviam ter fins terapêuticos ou algo do género.

"Umm… Gabriella?" Perguntou hesitante enquanto via a amiga abrir a caixa dos mesmos compridos que havia tomado anteriormente. Os olhos azuis frios da amiga fixaram-se nos seus e esta ergueu uma sobrancelha enquanto engolia o comprimido sem sequer necessitar de água.

"Chuta Karin, por amor de Deus, o que é que se passa?" Disse algo irritada. Ou talvez as noites com Deidara não fossem tão terapêuticas assim.

"Eu cometi um erro ontem à noite." Karin comentou e mordeu o lábio.

Gabriella rolou os olhos. "Deixa-me adivinhar, dormiste com alguém?" Esta disse fitando a ruiva de alto a baixo.

Karin apenas assentiu algo embaraçada. Gabbe deu um pequeno ronco, este sendo um som que normalmente parecia ser tão deselegante, proveniente da boca da morena parecia quase o som mais elegante do mundo. "E para quê tanto nervosismo? Vá já não és nenhuma adolescente de 17 anos Karin. É compreensível que tenhamos casos de uma noite. Isto é, é um caso de uma noite não é?" Gabbe disse arregalando os olhos.

"É, totalmente. Sem dúvida." Karin disse fervorosamente.

"Então pronto. Assunto resolvido. Finge que nada aconteceu e ele ou ela fingirá que nada aconteceu. É assim que as coisas são. Agora se faz favor, preciso de ir dormir, ainda tenho de pensar numa forma de me vingar daquela cabra de Hollywood." Gabbe disse e sumiu fechando a porta do quarto suavemente.

Karin levantou-se do puff. Por vezes podia parecer que Gabbe era uma verdadeira megera, mesmo sendo tão fria quanto tinha sido agora, mas ambas sabiam, Karin e Gabriella, que naqueles assuntos o melhor era ser directo e chamar a ruiva à razão antes que a sua pequena mente de jornalismo surrealista começasse a ir demasiado longe.

Karin espreguiçou-se e agitou os seus longos cabelos ruivos. Sim, tinha sido apenas e só um caso de uma noite.

Contudo quando colocou os óculos os seus lábios estavam comprimidos numa linha. Então porque é que ela não era capaz de pensar no assunto?


Sophie nunca poderia entender qual era a grande ideia de ficar na cama o dia todo a curar uma ressaca. Quer dizer, nem era típico de Gabbe fazer tal coisa, esta normalmente correndo todas as manhãs, contudo e quanto tentara demovê-la de ficar na cama a manhã inteira tinha sido colocada fora do quarto.

Por estas razões, Sophie caminhava agora sozinha tentando fazer o perímetro circundante aos campos de jogos. Na verdade, estar sozinha nunca a incomodara muito até porque já estava habituada, principalmente desde que a sua mãe falecera, Sophie passara a ter vários momentos de reclusão. Assim, e apesar de gostar da vivacidade e de falar sem parar, Sophie era alguém que por norma era capaz de apreciar o silêncio.

Um rapaz ruivo caminhava também aproximando-se vindo da direcção contrária de Sophie. Esta reconheceu-o como sendo o ruivo algo mal disposto que tinha encontrado no dia das praxes. Como é que ele se chamava mesmo? Ah sim! Gaara.

Sophie não gostava nada de pessoas mal dispostas. Simplesmente porquê andar na rua com uma cara enfadonha quando se pode andar a sorrir? Não custa nada e só faz bem. Assim, e antes que sequer pudesse reflectir no assunto Sophie aproximou-se deste o seu cabelo loiro abanando na brisa matinal.

Gaara, por seu lado não partilhava a mesma alegria da francesa ao vê-lo. Sinceramente ele achava a miúda irritante, inocente e estupidamente extrovertida. Não que a odiasse ou algo do género mas olhando para ela tudo o que lhe vinha a cabeça era animais fofinhos, bonecas de porcelana, campos de trigo e nuvens. Muitas nuvens. E Gaara não costumava pensar em coisas dessas. Nem pensar, para ele o melhor de tudo era sem dúvida pensar em coisas construtivas, divagar até, mas nunca pensar em coisas tão parvas como aquelas imagens que lhe saltavam à cabeça naquele preciso instante.

"Bom dia!" Esta disse alegremente enquanto parava mesmo em frente ao ruivo. Desta vez aquela face fria não a iria desmotivar.

"Bom dia." Gaara disse cordialmente, as regras de boa educação implementadas por Temari prevenindo-o de virar costas e seguir caminho.

"Estou a ver que tal como eu, preferes aproveitar esta bela manhã do que antes passar o dia inteiro na cama… Não é que eu não goste de dormir sabes? Não, nada disso eu adoro dormir, mas parece-me um grande desperdício de tempo com um tempo tão bonito cá fora." Sophie disparou antes sequer de se poder conter. Rapidamente se apercebeu que falara de mais e ruborizou um bocadinho. "Desculpa, eu… tendo a falar demasiado."

Gaara encolheu os ombros e sem que dessem por isso começaram os dois a caminha. "Já estou habituado a pessoas que falem demasiado perto de mim." Disse simplesmente.

"Oh? Ah deves estar a falar do Naruto, ele parece-me muito simpático." Sophie observou calmamente enquanto prendia o cabelo num rabo-de-cavalo frouxo. Apesar de não estar propriamente calor estava um sol quente, o típico sol de Inverno que parecendo que não, queima.

"É um idiota." Gaara referiu num tom neutro e observou com alguma satisfação como o rosto de Sophie assumia uma expressão deveras chocada. "Mas não deixa de ser um bom rapaz." Disse por fim e o rosto de Sophie suavizou-se.

"Bem me parecia. Ele parece-me sobretudo bastante genuíno. E um pouco barulhento também." E com isto deu um ligeiro sorriso como se se estivesse a lembrar de alguém em particular.

"Genuíno até ao ponto de ser ingénuo, mas enfim, suponho que não pode haver só qualidades." Gaara apontou, sinceramente, não tinha esperado que fosse possível manter uma conversa com aquela rapariga, apesar de não ser das mais intelectuais que já havia mantido, podia contudo afirmar, que era uma das mais fáceis.

Em seguida Sophie passou a apontar que a ingenuidade era algo que podia ser visto como uma qualidade e procedeu a fazer um longo discurso acerca dessa sua teoria. A conversa abordou vários tópicos, gostos musicais, escolhas de carreira, política e até literatura. Quem falara mais fora Sophie, sem sombra de dúvida, mas Gaara tinha estado presente dando os seus pequenos comentários que pareciam ser bastante elucidativos. Mal deram por isso já tinham feito a volta toda.

"Ahah! Tens razão!" Sophie disse rindo de como Gaara tinha comparado os irmãos Uchiha a vampiros do século XIX. "Eles realmente parecem-se com isso. Ah, tenho de ir! São quase horas de almoço. Foi óptimo conversar contigo e obrigado por me teres acompanhado na caminhada. Sei que devo ter sido uma chata do piorio." Sophie disse rindo-se ainda um pouco enquanto imaginava Itachi com caninos alongados a fugir de alho.

Gaara encolheu os ombros, um sorriso quase imperceptível no seu rosto. "Como já disse, estou habituado. Vemo-nos por aí." E com isto virou costas.

Sophie sorriu ao ver o ruivo afastar-se no seu ar tão tipicamente plácido. Havia algo mais sob aquela carapaça dura que Gaara mostrava, e ela ia descobrir.


No apartamento partilhado por Benjy, Bryan, Kiba e Shino, os quatro rapazes dedicavam-se agora a tomar um pequeno-almoço tardio, quase almoço enquanto conversavam sobre o tópico mais óbvio de sempre: a noite de ontem.

"Sinceramente Kiba, estiveste à altura das minhas expectativas, afinal de contas nada melhor do que começar o ano a afundar shots goela abaixo." Bryan comentou enquanto passava os dedos pelos fios de cabelo loiro despenteados. Benjy riu-se e Shino deu um pequeno sorriso.

Kiba bufou ao ouvir o comentário. "A culpa foi daquele idiota do Naruto. Ele sabe perfeitamente que nunca me conseguirá ganhar no que quer que seja e contudo insiste em desafiar-me."

"Estranho seja que no fim do dia parece-me sempre que vocês os dois acabam empatados." Shino observou calmamente e Kiba deu-lhe um olhar que gritava claramente 'Traidor!'.

Benjy encolheu os ombros. "Não fiques chateado Kibazinho, fica sabendo que aqui o teu amigo está muitíssimo orgulhoso de ti. E digo-te desde já, que se te passar pela cabeça fazer mais um concurso daqueles, fala comigo que eu com toda a certeza apostarei em ti e estarei lá para te dar apoio moral." Este disse sorrindo de orelha a orelha.

Bryan contudo, e sendo tipicamente, enfim… Bryan, decidiu mudar o rumo da conversa exibindo o seu sorriso malicioso costumeiro. "Bem, bem Benjy quem te viu e quem te vê… Ontem tão maldisposto hoje tão alegre… O que é que se passou aí no meio que justifique tal mudança de humor?" Provocou jocoso e recebeu um olhar frio proveniente de Benjy.

Contudo já não havia nada a fazer, Shino e Kiba ambos se voltaram para o moreno á procura de explicações.

"Nada de especial… Digamos apenas que não sou de todo uma pessoa rancorosa. De facto, ainda bem que a Alice ganhou. Faça bom proveito." Benjy disse com um sorriso, mas Bryan podia dizer que era forçado.

"Oh mas ela fez bom proveito dele. Não soubeste? Ontem à noite veio um camião trazer um carrinho de golfe para aqui. Às cinco da manhã! O reitor estava furioso." Bryan disse e Benjy mordeu o lábio, dinheiro mais mal gasto! "Mas sério, algo deve ter sido. Quer dizer tu saíste da sala de poker como um homem novo. É verdade, e a Karin ainda ficou por lá?"

Benjy cerrou os punhos. Bem facto era, ser amigo de Bryan era uma face da dois gumes.

"Aquela ruiva, a sério Benjy?" Kiba disse juntando-se à festa. Benjy rolou os olhos.

"Como se isso fosse possível. Bryan, tu devias saber melhor do que ninguém que a Karin não faz, de todo, o meu estilo." Benjy comentou casualmente e num Bryan podia saber se este mentia, afinal de contas, por alguma razão o moreno ganhava quase todos os jogos de poker disputados.

Assim decidiu dar-lhe aquela abébia. "Suponho que tenhas razão. Mas digo-te ela não é nada de se deitar fora. Apenas perdes-te por não provar." Comentou. "Mas também, suponho que não tivesses hipótese, ela parece estar mais interessada nos Uchihas." Bryan acabou por dizer, dando ainda este pequeno ataque, que, e ainda que o loiro não soubesse, fez estragos no ego de Benjy.

Ele não poderia ter sido a segunda alternativa… Ou podia? Certo era que ele também a tinha utilizado de certa forma para descarregar alguma frustração mas…

Quer dizer, fora só mesmo isso, certo? Era esse o plano. Foi só e apenas uma forma de descarregar a frustração. Nada mais, nada menos.

Para Benjy era mesmo assim, não se podia perder demasiado tempo a sobre analisar coisas tão estúpidas como sentimentos e atracções, não valia de nada.

"Kiba, quem era aquela rapariga que te carregou dali para fora?" Bryan perguntou num tom algo despreocupado, bebendo o seu café.

"Oh meu, não me digas que a Hinata viu-me naquele estado." Kiba queixou-se, olhando para Shino que assentiu. "Vou ter de lhe pedir desculpa. Ela odeia-me ver assim!" Kiba comentou e enterrou a cabeça nos braços.

"Então, a namorada ficou desapontada?" Bryan comentou. Sinceramente não percebia porque é que estava a ser tão invasivo quanto àquela questão. Afinal de contas, não ficara já estabelecido que a Hyuuga estava fora dos limites? Toda a gente sabia que quem se metia com um Hyuuga estava apenas e só á procura de sarilhos.

"A Hina? Não… De todo não. Somos só amigos e nada mais." Kiba comentou e começou a rir-se algo sem graça.

"Se bem que tu já quiseste que fossem mais." Shino observou.

Benjy viu aquela troca de olhares com olhos atentos. Será que Bryan poderia continuar interessado naquela rapariga? Se sim, pobre garota. Mas também… Pobre dele. Assim que o idiota lhe partir o coração (que é o mais certo), o génio Hyuuga parte-lhe a cara.

Ah, a alegria do efeito dominó.

"Isso foi no 9º ano e foi passageiro." Kiba grunhiu. "E agora vou-me lavar tenho de sair daqui e apanhar ar."

E com isto levantou-se da cozinha.

Passados alguns minutos ouviu-se um berro. "Benjy, o que é que fizeste à minha escova de dentes?" Kiba berrou.

Benjy e Bryan começaram imediatamente a rir. "Procura na sanita." O moreno gritou de volta. Em seguida ouviu-se uma cadeia de palavrões.

"Que se dane. Vou usar a tua seu retardado!" Com isto Benjy levantou-se num ápice dizendo que não queria trocas de ADN com cachorros.


Ash acordou com uma luz forte a incidir sobre ela, piscando os olhos algumas vezes, reparou que não se encontrava no seu quarto e isso imediatamente trouxe o sorriso aos seus lábios. Contudo, o sorriso rapidamente se desvaneceu quando deu de caras com os olhos frios de Itachi Uchiha que se encontrava de momento, em toda a sua glória, de tronco nu e calças sociais pretas, a olhar para ela com um ar inquisidor, junto à janela.

Ash ergueu o sobrolho sem perceber o que é que ele quereria. A noite de ontem tinha-a deixado exausta e ela teria de admitir, que, realmente, os rumores que diziam acerca do Uchiha não eram nada senão a mais pura das verdades.

"Não achas que já dormiste demasiado?" O outro disse-lhe friamente.

Realmente, e após tal pergunta, não tinha sido necessário muito mais do que somar dois mais dois, para que Ash percebesse do que aquilo se tratava. Orgulho masculino. Com que então ele queria tratar aquilo como apenas e só o caso de uma noite. Pois bem, que fosse. Ashleigh não era de todo, uma rapariga demasiado sentimental, na verdade, não estava à espera de um comportamento tão frio mas também não estava à espera de algo como amor à primeira vista. Pois bem, o plano apenas teria de ser alterado ligeiramente, aquilo tinha sido apenas e só um gosto do que ela podia fazer.

"Tens razão. Já dormi demasiado." E com isto levantou-se, sem nenhum pudor e dando um sorriso minimamente provocador vestindo-se em seguida sem uma preocupação do mundo sob o olhar penetrante do Uchiha mais velho.

Finalmente e quando tinha acabado de apertar o corpete atirou todo o seu cabelo para a frente puxando-o em seguida para trás. Para dizer a verdade, e mesmo com a maquilhagem esborratada Ash estava fantástica. O Uchiha pelo menos teria de admitir isso.

"Foi óptimo, querido. Vemo-nos por aí." E com isto deu um pequeno beijo no ar, fechando em seguida a porta com suavidade.

Itachi suspirou. Bom, aquilo tinha sido mais fácil do que o esperado. Em seguida deixou-se cair na cama e esfregou os olhos, cansado. Às vezes, achava mesmo que era um idiota. Enfim, daquela já se tinha livrado. Quer dizer, todo o homem tinha um momento de fraqueza, e Itachi estava deveras feliz porque, pelo menos o seu momento de fraqueza não tinha dado em maiores trabalhos. Ou pelo menos assim ele pensava…

Cá fora Ashleigh cruzou-se com, ironia das ironias, Gabriella que também vinha a sair do seu apartamento. A loira apenas deu um sorriso estonteante e procedeu a entrar no seu apartamento. Parecendo pouco, isto fora o suficiente para deixar Gabbe fula da vida. Não, com certeza, hoje algo ia arder.


"Agora diz-me a verdade Mouki, achas mesmo que eu fui culpado pela Alice ter ido jogar?" Neji perguntou a Mouki, ele, o rapaz de cabelos prateados e Lee tinham ido os três almoçar a um pequeno café na cidade e Neji parecia algo afrontado com as acusações que Ten lhe tinha atirado à cara.

"Eu não estava lá, mas… pelo que sei, pelos vistos tu desafiaste-a…" Mouki tentou explicar apenas para ser fuzilado pelo olhar frio do Hyuuga. "Ou talvez eu esteja a ler mal…" Acrescentou.

"Neji pára de assustar o Mouki. Facto é, tu chateaste a Alice e facto é, só estamos a ter esta conversa porque tu tens medo da Ten-ten. O que sinceramente é algo que eu não consigo compreender tendo em conta que a Ten é quase inofensiva." Lee explicou num tom de voz surpreendentemente normal. Lee costumava ficar assim, sereno quando estava de ressaca, o que fazia com que Neji desejasse sempre que ele apanhasse uma piela de caixão à cova todas as noites.

Neji cruzou os braços e olhou para o amigo com altivez. "Que idiotice. É óbvio que eu não tenho medo dela." Explicou. "Contudo, não gosto quando falsas acusações são feitas contra mim."

"Por falar em Alice, nenhum de vocês sabe onde ela está?" Mouki perguntou enquanto bebia um pouco de sumo.

Neji encolheu os ombros. "Vá-se lá saber onde é que essa destrambelhada anda." Comentou mas de repente voltou a focar de novo os olhos no mais novo. "É minha impressão ou tu andas sempre à procura dela?"

Mouki engoliu nervosamente. "Bom ela é a minha madrinha…" Comentou.

"Só isso?" Neji inquiriu e Lee aclarou a garganta tentando fazer com que este parasse com as perguntas embaraçosas mas sem sucesso.

"Claro que sim. Quer dizer, não é que eu não ache que ela seja bonita ou inteligente, de todo não… Mas, também que é que quereria algo comigo?" Mouki perguntou tentando fazer daquilo uma piada.

Neji rolou os olhos. "Vocês até que fariam um bom par. A maluquice dela poderia finalmente ser contrabalançada com alguma coisa." Neji comentou.

O que ele não sabia é que tinha acabado de dar o maior incentivo possível a Mouki sem que sequer se apercebesse.

"Achas?" Perguntou com os olhos quase a brilhar.

"Porque não? Aquele lambão do Nara anda com a Temari. Os porcos voam, eu sou culpado de coisas que não fiz. Porque não?" Neji observou.

"A Karin e o Benjy comem-se na sala de poker… Realmente, tudo é possível." Lee observou e Neji engasgou-se enquanto arregalava os seus olhos pálidos.

"Como?" Perguntou esbaforido.

"Eu vi-os, estava um bocado zonzo e sem querer abri a porta e enfim, vi." Lee observou casualmente.

"O Benjy é o loiro?" Mouki perguntou.

"Não, o moreno." Neji disse ainda sem querer acreditar.

"Oh, não me parecia que fizessem um género um do outro." Mouki observou.

"Bolas, agora estou ainda mais convencido de que tu e a Alice podem de facto resultar." Neji comentou e voltou a beber calmamente a sua bebida sem se aperceber das faces rosadas de Mouki.


"E que tal esta caloira? Sakura Haruno, parece-me simpática, vai estudar medicina… Perfeita para Ran, não?" Suigetsu indagou.

Tratava-se de um verdadeiro coplô. Pein não sabia bem como, mas antes que desse por isso a sala do conselho de estudantes tinha sido transformada no centro matchmaker para o Ranzou.

"Sou o único a achar isto muito estúpido? O Ran é perfeitamente capaz de arranjar namorada sozinho…" Tentou em vão dizer apenas para ser silenciado por um 'Shhh' de Deidara.

"Não percebes que estamos a fazer um favor à comunidade. O facto de o Ranzou ser ainda virgem é uma ofensa a toda a população feminina desta Universidade." Deidara explicou enquanto lia cuidadosamente o ficheiro de Sakura e torcia o nariz.

"Nem mais." Tobi disse enquanto se ria despreocupado.

"Diz-me lá outra vez como é que vieste aqui parar?" Kisame perguntou ao estranho Uchiha que encolheu os ombros.

"Magia." Disse simplesmente antes de se voltar para Suigetsu. "Então como é, começamos com a Sakura e em seguida senão resultar passamos para a candidata nº 2?" Perguntou e o rapaz de cabelos azuis assentiu.

"Nem mais. Venceremos nem que seja pela exaustão." Suigetsu disse com determinação.

"Eu concordo com o Pein. O Ran vai-se passar, vai ficar nervoso e vai virar pedra. Será impossível que algum ser vivo tenha uma conversa com ele." Juugo comentou e Pein assentiu, apoiando a sua tese.

"Ah-ah. Nada disso." Suigetsu disse rindo-se e mostrando os seus dentes afiados. "Já te esqueceste? Elas adoram quando eles se fazem de difíceis."

"Agora estás a generalizar." Pein disse e rolou os olhos.

"Com todo o devido respeito Pein, a tua opinião não conta, visto que tens namorada fixa. Os tempos mudaram desde quando eras solteiro." Kisame disse dramaticamente.

"Até parece que já foi aos séculos. Há três anos atrás era solteiro." Pein resmungou mas foi prontamente ignorado.

"Pois bem, meus senhores, acho que já temos candidatas suficientes. Agora é só arranjar as situações ideais para os encontros." Deidara disse e riu-se alto.

"Muito boa sorte, menina Haruno. Muito boa sorte…" Tobi sorriu.


"O Kankuro é um idiota." Temari disse com finalidade. Maxine olhou para ela sem perceber e Marinna ergueu o sobrolho algo espantada com aquela declaração.

De momento estavam todas a almoçar em casa de Ten, Maxine, Emilly e Marinna, sendo que Temari fora convidada para o almoço. Na verdade, aquele almoço tinha-se tornado numa espécie de sessão corte e costura onde tudo era comentado.

"O que foi desta vez?" Maxine indagou sem entender muito bem o porquê de tanta raiva.

"É um idiota e pronto. Quem é que, a não ser um idiota, vai para a cama com uma caloira qualquer na primeira noite?" Temari indagou rolando os olhos. "Que barulho. Valha-me Deus."

"Uchiha Itachi, vai." Maxine disse com naturalidade e Ten desatou a rir.

"Mas tu sabes que o todo-poderoso Uchiha é uma caso à parte." Esta disse enquanto tentava parar de rir.

"Sasori no Danna." Emily acrescentou placidamente.

"Sem surpresas aí. Na verdade, querida, o mais correcto é afirmar que o Sasori vai para a cama com uma caloira todas as noites." Temari comentou de soslaio.

Marinna mordeu o lábio ao ouvir aquilo. "Os homens são uns porcos." Concluiu por fim.

"Oh Marinna, ainda chateada com o Kibazinho?" Ten provocou e Marinna rolou os olhos.

"Não digo que ele não seja simpático. Pelo menos comigo é, mas sinceramente, a maneira como ele trata as outras é um tanto ou quanto degradante." Marinna comentou entre dentes.

"Então porquê preocupares-te? Desde que seja simpático contigo, o resto passa para segundo plano." Emily comentou calmamente.

Isso realmente deveria bastar. Mas por alguma razão, aquele facto não caía bem de todo com Marinna.

"E como é que vão as coisas com o Shika?" Maxine perguntou rapidamente mudando o rumo da conversa.

"Continua o mesmo prepotente de sempre." Temari disse de repente. "O costume."

"Mas vocês são tão engraçados." Ten comentou.

"Pff, olha quem fala." Foi a vez de Emily dizer.

"O que foi?" Ten perguntou incrédula.

"O pobre do Neji nem sabe onde se há-de enfiar quando te chateias com ele. Coitadinho do rapaz, tem tanto medo de ti que chega a ser adorável." Esta comentou.

Desta vez foi Ten que rolou os olhos. "É bom que tenha medo. Acredita, entre mim e o Neji não existe nada para além de uma funda amizade. Ele conhece-me bem e eu conheço-o bem. Fim de história." Disse com finalidade.

"Pelo menos não fui eu o alvo das atenções de um dos rapazes mais cobiçados do campus." Comentou ainda.

"Quem?" Exclamaram todas.

"Sasuke Uchiha. Consta até que lhe foi buscar as bebidas, sentou-se ao pé dela e conversaram durante algum tempo." Ten explicou.

"Pura conversa de ocasião." Emily disse por entre dentes lançando um olhar acusatório a Ten que lhe sorriu de orelha a orelha.

"Acredita, os Uchihas não conversam com toda a gente. Considera-te uma privilegiada." Maxine comentou. "Na verdade, a conversa de ocasião é algo que só acontece se existir interesse suficiente de uma das partes. Quem é que meteu conversa?"

"Pronto lá vens tu com a psico análise…" Emily queixou-se.

"Vá quem foi?" Maxine pressionou.

"Suponho que tenha sido ele…" Emily confessou.

"Fabuloso." Marinna comentou. "Cuidado podes passar a ter a tua cabeça a prémio bem cedo."


"Alguma razão em particular para nos andarmos a esconder daquela megera do inferno denominada Ashleigh?" Oliver perguntou enquanto olhava para Amaya que fumava o seu já habitual cigarro com sabor a cereja.

Esta rolou os olhos como se o quisesse mandar calar, mas por alguma razão se encontravam na ponta mais afastada dos dormitórios, perto do campo de jogos.

"Eu não me estou a esconder da megera, estou a evitá-la. Não me apetece ouvir a sua voz irritante, estou de ressaca ou já te esqueceste?" Amaya queixou-se.

"És uma triste, Amaya. Quem é que te mandou fazer um acordo com aquele Satanás?" Oliver perguntou dramaticamente enquanto passava uma mão pela testa.

"Fiz um acordo com Satanás para me livrar do Anti-Cristo. Bolas, parece que estou numa demanda religiosa e logo eu que sou ateia." Amaya disse sem pingo de humor.

Oliver rolou os olhos. "A vida não é um filme Amaya. Devias ter cuidado com quem te metes." Este avisou.

"Pff. Por amor de Deus, ela apenas quer que eu seduza o irmão do Anti-Cristo, nada de mais. Será simples, vais ver." Amaya comentou. "Há alturas na vida de um Homem em que ele tem de fazer acordos satânicos."

"Não é, há alturas na vida de um Homem em que ele tem de se despir?" Oliver indagou confuso.

"Julgo que isso era apenas no DVD do Conde Sexy que alugámos que aparecia isso. Também fica bem, contudo." Amaya observou lembrando-se de repente do DVD pornográfico que se encontrava em primeiro da lista de preferidos de Oliver.

"E por falar em Conde Sexy…" Oliver disse de repente com os olhos a brilhar. "O Suigetsu não é lindo?" Disse e Amaya quase que podia ver fogo de artifício como pano de fundo.

"Fantástico. Qual é que é a parte que gostas mais, os peitorais, o sorriso ou, deixa ver, … o facto de ele ser hetero?" Amaya provocou.

"O facto de ser hetero como é óbvio." Oliver disse e deu um sorriso diabólico. "Ficará fantástico na minha caixinha dos troféus."

"És doente." Amaya concluiu ao lembrar-se da caixa que continha fotos de todas as vítimas de Oliver.

"E tu adoras-me por isso."


Sai tinha ficado incrivelmente surpreendido quando Hinata se havia aproximado, mais nervosa que nunca, mas com olhos decididos. Caraças, a rapariga tremia por todos os lados, quase como se ele fosse o bicho papão ou algo do género. Coisa que ele não era de todo. Tudo bem que por vezes pudesse ser, um bocadinho possessivo, mas não andava por aí a cuspir fogo pela boca.

Por estas razões, Sai estava tentado a mandar a Hyuuga dar uma volta, sim, até já se podia imaginar a dizer as maiores barbaridades incluindo ainda uma ou duas piadas acerca da família, contudo e após ouvir do que aquilo se tratava, Sai não pudera fazer mais do que sorrir e aceitar ouvi-la.

Assim, estavam os dois sentados na cozinha do apartamento do moreno, Johan tinha ido correr ou algo do género, a conversar enquanto cada um bebia uma caneca de chocolate quente cortesia de Sakura.

Muito simplesmente aquilo que a Hyuuga queria era sabes se haveria alguma remota hipótese de esta poder fazer a disciplina de Desenho Livre, leccionada pela professora Kurenai, visto que no seu curso tal disciplina não existia. A rapariga tinha-se aproximado de Sai com tal humildade que este não pudera dizer-lhe que não.

"É que eu não estou propriamente neste curso por vontade própria. Não é que desgoste dele mas… a minha intenção era fazer artes plásticas." A Hyuuga confessou.

"O teu pai não deixou?" Sai inquiriu mas já sabia a resposta.

"Pois…"

"Bom, tu vais tê-la em Geometria Descritiva, logo podes falar com ela, devo avisar-te contudo a Professora é um bocado restrita pelo que deves apresentar bons argumentos. Talvez se lhe mostrasses alguns dos teus desenhos, isso ajudasse." Sai sugeriu e viu o rosto da rapariga iluminar-se. Ela até que ficava bonita quando sorria, reparou.

"Bom, eu não sei se os meus desenhos são alguma coisa de fantástico mas…" E com isto, começou a remexer numa pasta que trazia tirando algumas folhas.

Sai observou os desenhos e ficou abismado. O seu estilo era muito diferente do dela, isso era certo, ele preferia o surrealismo e o cubismo e Hinata parecia preferir desenhar as coisas ao natural, contudo eram desenhos magníficos, detalhados de tal forma que pareciam fotografias, contudo havia neles traços que faziam pensar em sentimentos mais complexos como melancolia, alegria pura ou até mesmo desespero.

"Devias mostrar-lhe os desenhos sem dúvida. Um talento destes não devia ser desperdiçado." Disse e não podia deixar de sentir certa raiva por o pai de Hinata ignorar tal talento.


Johan não podia deixar de reparar que Sai era realmente uma pessoa possessiva, quase até um ponto de ser doentio. O pior de tudo, é que em vez deste facto o afastar, atraí-o mais a ele.

Suspirando, enterrou a cara nos braços. Encontrava-se sentado num dos bancos perto do edifício administrativo. Foi contudo, interrompido dos seus pensamentos quando as suas duas companheiras de apartamento, Ino e Sakura, se sentaram cada uma de seu lado.

"Johan, querido…" Ino começou e Johan rolou os olhos.

"O que é que queres?" Perguntou.

"Ah, que má educação. Não me digas que a noite correu mal?" A loira provocou e viu a rosada levantar o sobrolho.

"Se aquilo é quando a noite corre mal nem quero imaginar o que acontece quando a noite corre bem! Sinceramente Johan vocês têm de passar a fazer menos barulho. Não há ninguém que se aguente." Queixou-se.

"Arranja uns tampões para os ouvidos." Johan suspirou, estava feito com aquelas duas. "Ino, o que é que queres?" Tornou a perguntar.

Ino cruzou os braços mas um sorriso malicioso formou-se nos seus lábios rosados. "Preciso de informações." Disse, por fim.

"Que tipo de informações. Melhor, informações acerca de quem?" Johan perguntou enquanto fitava a loira com atenção.

"Sobre um rapaz chamado Ranzou. Conheces?" Ino perguntou.

"Esquece." Johan disse simplesmente.

"Como?" Ino perguntou chocada. Johan continuou a olhar em frente já sem interesse.

"Simplesmente esquece. Só farias mal ao rapaz. Ele não é para ti, e acredita, tu não és para ele." E com isto levantou-se visivelmente mal-humorado. "Fim de história."

Johan começou então a correr. A Ino com o Ranzou, mais valia atirá-lo para o meio das feras, talvez aí tivesse mais chances de sobreviver.

"Tu viste isto?" Ino disse virando-se para Sakura que parecia mais preocupada em analizar um arbusto ali perto. "Sakura?"

"Hã? Sim, vi. Se calhar é porque é mesmo verdade, sei lá, o Johan deve ter um motivo para dizer aquilo." Sakura disse e encolheu os ombros. "Já viste arbusto aqui? Tem umas propriedades curativas altamen-"

"Cá para mim ele quere-o é só para ele! Aposto que as coisas andam mal com o Sai e já anda à procura de outros. Sim, porque ele… Ele é um ninfomaníaco! É o que ele é." A loira interrompeu e levantou-se também afastando-se com passos decididos.


"Pela quinta vez, dobe, pára de espreitar pelo buraco. Parece-me bastante óbvio que não se encontra ninguém em casa." Sasuke disse pela milésima vez.

Naruto encolheu os ombros e voltou para a sala claramente incoformado. "Sinceramente, aquele buraco não está situado numa posição estratégica. Não dá para ver quem entra e quem sai da casa-de-banho!" Queixou-se e Sasuke rolou os olhos.

"Eu acho é que tu ainda nos vais arranjar problemas. Imagina se certas pessoas sabem disto. Imagina se o Neji sabe disto." Sasuke sugeriu e Naruto arrepiou-se.

"Ouvi dizer que ele sabe kung fu…" Comentou.

"Pior, imagina se o Bryan, o Benjy ou outro amigo do meu irmão soubesse disto. Seríamos extorquidos." Sasuke concluíu.

Sasuke parou, no entanto, ao ver os olhos azuis do melhor amigo iluminarem-se.

"Au contraire, mon ami. Au contraire… Nós é que poderíamos extorquir os outros. Imagina se começássemos a cobrar para que pudessem espreitar…" Naruto começou mas parou e coçou a cabeça. "Não, isso seria demasiado diabólico." E com isto suspirou longamente.

"Outra coisa que não me sai da cabeça, foi quem foi que escreveu o bilhete." Sasuke começou.

"Mas também seria fácil de descobrir… Quer dizer, basta investigar quem é que esteve cá no apartamento antes…" Naruto começou.

"Por uma vez na vida, tiveste uma óptima ideia. Quero ver quem é que foi o sacana que fez isto, e, já agora, quem é que ele queria ver." Sasuke disse e deu um ligeiro sorriso.


Alice bateu à porta do escritório do reitor. Estava exausta. Tinha passado o dia inteiro a trabalhar na porcaria do projecto e sinceramente não sabia muito bem como é que se tinha aguentado de pé o dia inteiro visto nem sequer ter almoçado.

Sarutobi abriu a porta com um sorriso de orelha a orelha e mandou-a entrar. Imediatamente a morena deixou cair o projecto em cima da sua secretária com um sorriso vitorioso que não pareceu perturbar o mais velho.

"Pois muito bem. Aqui tem o projecto, já falei com o Nagato e estabeleci parceria assim como banco de fundos, tem aí o projecto, os desenhos e designs, o material necessário…" Alice disse e passou uma mão pelo cabelo em puro desalinho.

Sarutobi pegou no projecto abriu e folheou para em seguida proceder a rasgá-lo todo.

"Eu não preciso disto, Menina Rivers. O seu castigo foi então aplicado. Que isto lhe relembre da próxima vez pensar em tomar decisões precipitadas." Disse e nisto começou a rir à gargalhada enquanto via a cara de puro choque que Alice demonstrava.

"Você é um velho xexé!" Acusou e apontou-lhe o dedo enquanto via o velho rir-se e rir-se mesmo à sua frente.

"Bom, fico à espera do resultado. Tenha um bom dia, que eu agora tenho imensos problemas sérios a tratar." Sarutobi disse por entre gargalhadas e prontamente a expulsou do escritório.

Alice nada podia fazer senão ir para casa, amaldiçoando tudo e todos pelo caminho.


OMG! Um update em tão pouco tempo (!) :D

Yup, considerem isto como uma pequena prenda de Natal de moi para vocês, meus caríssimos leitores. ^^

Nem sabem o suor que produzi a fazer este capítulo, apenas e só para vos presentiar com ele. (MENTIRA. Comecei a escrever e de repente, OH MY GOD, está feito!) Contudo, é verdade que o queria postar depois, quando já começasse o próximo mas enfim, decidi que é Natal e pronto. Tomem lá um presentinho. :3

E a demanda começou: Uchiha e Uzumaki juntos para procurar o prevertido que escreveu o bilhete. E lanço aqui a questão: alguém descobre quem foi? Lembro que o bilhete deixado começava com a letra K (...) ^^

Mas a sério diverti-me imenso a escrever este capítulo. (: No próximo começam as aulas!

Btw, acho que consegui meter todos os OC's, ou foi impressão minha? ;D

Muito bem músicas para o capítulo:

Erase Me - Kid Cuddy ft Kanye West

Fuck You - Cee Loo Green

Hot N Cold - Katy Perry

Fluorescent Adolescent - Artic Monkeys

O nome do próximo capítulo é: Don't Stand so Close to me.

Outro desafio: o título do cap é também o título de uma música dos Police. Ideias sobre aquilo que vai acontecer?

Se quiserem leiam a fic em parceira no meu perfil. Deixem feedback (show me some love).

Love

- Ed (What else?) ;)