- Bom dia Catherine! – Greg disse com um bom humor que Catherine estranhou. – Lindo dia não?
- Se você diz…
- Papai Sanders conseguiu a maior gata da boate a noite passada – ele diz enquanto se serve de um copo de café na cafeteira da sala de convivência.
- E essa marca de roxo no seu braço é um resquício da noite de sexo selvagem? – Ela diz mordaz.
- Bem, na verdade foi.
- Uhum. Sei.
- Catherine?
- Sim Nick? – Ela se virou pra Nick que diferente de Greg tinha uma careta na face.
- Viu Grisson?
- Na verdade acho que ele está na análise de DNA. – ela disse e viu ele virar para sair – Nick?
- Sim?
- Noticias de Sara?
- Ela voltaria hoje – Greg respondeu e os dois olharam pra ele – Que? Ela me ligou essa semana que passou…
- Bem que eu queria um mês de licença que ela teve… - Catherine diz pra pilha de papéis que carrega.
- E eu? – Nick diz risonho – Greg, aliás, da próxima vez vê se não paquera mulheres casadas. – Ele diz com um sorrisinho de canto saindo da sala e deixando Catherine rindo de Greg que finge tomar café olhando a rua.
- Homicidio no Cassino Royale. – Grisson diz enfático quando adentra a sala de reuniões horas mais tarde. – Nick e Greg encontraram um corpo no lago na saída a nordeste de Vegas. O restante comigo.
Os CSIs pegam os materiais e se encaminham cada um para a direção apontada.
A sala de estar está completamente destruída. Há garrafas de champanhe espalhadas pelo carpete, uma taça de vidro do lado do corpo da vitima e um sorriso mortificado na face.
Grisson observa o belo rosto da mulher.
Deveria ter uns 30 anos, pele pálida e o cabelo negro e muito liso.
- A senhorita Scarllet Johnson estava hospedada no hotel sozinha pelo que Brass averigou com os funcionários. – Catherine disse iniciando um monologo com Grisson enquanto fotografava o quarto intacto, exceto por uma escrivaninha quebrada e uma pira com o que deveria ter sido papel queimado.
- Desculpem o atraso – David entra no quarto naquele momento aparentando ter corrido. – Estava no lago e o dr Robbins não está de plantão.
- Como vai no casamento?
- Sabe o que dizem Catherine, começo de casamento é uma lua de mel… O que temos?
- A camareira a encontrou aqui a cerca de uma hora… - Grisson disse profissionalmente.
David virou o corpo debruçado da mulher e abriu a maleta.
- Sem rigor mortis. Deve estar morta a mais de doze horas. – ele disse colocando o termómetro no fígado da vitima.
- Será que ninguém viu nada?
- Ela deve ter colocado o aviso de não perturbe na porta. – Catherine diz observando que ele estava no chão ao lado da vítima.
- Umas 13 horas eu diria – David continuou – Lacerações na nuca, contusões…
Grisson observa enquanto David retira do bolso do jeans da vitima algo que parece ser o documento de identidade.
- Scarllet Mellisa Johnson, médica. – Ele diz passando a carteirinha de CRM pra Grisson.
- Devia ser alguém solitária.
- Ou mais uma vitima do nosso psicopata. – Grisson diz pegando um pedaço de retalho xadrez e mostrando pra Catherine.
- Porque ele mudaria o padrão justamente agora?
- Sofia? – Grisson chama da porta – Acompanhe David ao Laboratório e mande isso pra análise.
- Olá Catherine. – Ela diz entrando no quarto enquanto Grisson sai pra fazer mais uma ligação.
- Aproveitando a noite?
- Sabe como é quando o namorado trabalha demais… - Ela comenta e sai com David, deixando Catherine com um quê de compreensão na face.
- O que temos?
- Hei! – Catherine disse se levantando e abraçando a Sara que chegava na cena. – Como você está?
- Estou bem – Sara diz colocando as luvas de látex – Já olhou no banheiro?
- Não ainda. – Catherine diz sorrindo da companheira de equipe que era tão conhecida sua por evitar demonstrações de afeto.
Sara cruzara com Sofia assim que entrava na cena de crime. A loira a olhara de alto a baixo com uma expressão de nítida indiferença. Fosse a um mês atrás, Sara teria apenas devolvido o olhar, teria morrido se perguntando pelo quê significaria aquele olhar.
Não ligara. Mas estaria mentindo se dissesse a si mesma que aquele olhar não mexera com as coisas que ainda sentia. De repente, parando para se perguntar se algo havia entre ela e Grisson.
Afastou com uma mão uma mecha de cabelo que lhe caíra pela face, abrindo em seguida a maleta com materiais para esquadrinhar o banheiro da vítima que após uma hora, apenas resultara no recolhimento de digitais e mechas de cabelo no ralo.
- Teminando?
Estava tão imersa no que fazia que a voz de Grisson lhe causou um arrepio involuntário.
- Claro. Acabado – Ela disse com um sorriso se virando pra ele.
Ele fitava a face com um sorriso que Sara não identificava bem. Será que sentira saudades? Será que aquela frase que ouvira, fora realmente verdadeira?
- Então, está bem?
Era preocupação.
- Estou em pé. – ela disse divertida. – Pronta para a diversão. – Acrescentou apontando o saco de papel com as provas que recolhera.
- Catherine? – Ele chamou da porta. – Que acha de sairmos todos para jantar no fim de semana?
Sara não pode evitar de se surpreender com o fato.
- Acho que vai ser divertido.
Nota da Autora: Séculos depois uma atualização. Bem, é isso.. Curtinho. Hahaha Desculpem o sumiço, mas ultimo semestre da faculdade acaba com qualquer um. Eis que volto! XD
Please digam que não desistiram da história. =)
Aceito sugestões e criticas ^^
