Capítulo Seis.

"Recostei no peito do meu marido – puxa vida, marido! – e suspirei olhando para o teto ostentoso e a parede de mármore. Deslizei minhas mãos pelos seus braços e ele soltou um gemido baixo, continuando a esfregar suavemente a esponja em círculos nos meus ombros, tentando me deixar relaxada".

Observei o campo colorido pela janela do meu quarto provisório e percebi que dava para ver o vinhedo sumindo até perder-se de vista. Eu quis um cigarro, mas faz anos que abandonei o vício e não seria agora que iria voltar. Jasper e Emmett estavam brincando de dardo e bebendo enquanto eu espero a hora de me vestir para meu último jantar como solteiro. Recusei uma despedida. Primeiro que não confio em Emmett e ele é um idiota. Segundo que, desde que deslizei minha aliança nos dedos finos e delicados de Bella, eu não me sinto mais solteiro. Ela está irritada comigo e me ignorando de proposito desde que chegamos à Volterra. Eu fui um idiota em não preparar uma lua-de-mel, porém, eu não sabia que estaríamos em um relacionamento de verdade e não organizei a minha agenda. Agora ela desceu e disse que ficou magoada. Doeu pra cacete ouvir que a magoei.

Percebo que me importo demais com os sentimentos dela. Em pouco mais de um mês, ela sofreu muito com tantas descobertas e eu não fazia ideia que a nossa vida era tão escura diante dos seus olhos inocentes. Seu pai fez escolhas ruins que feriram seu coração e não gosto de todas essas merdas sentimentais, mas ela pareceu ter superado com o passar dos dias. Ainda insistiu em atirar e algumas vezes eu mesmo a levei para praticar. Era divertido vê-la gritar e com o passar das semanas, sua mira foi ficando cada vez melhor. Esses momentos eram a sua distração. Bella ainda não aceitou os negócios da família, mas está tentando superar o choque fazendo parte, mesmo que pouco, de algumas atividades.

Depois que descobriu sobre a morte de sua mãe, as coisas melhoraram e nós pudemos avançar um pouco intimamente. Na cama, ela era curiosa e receptiva, muito fácil de agradar e eu amava ser a sua primeira e – se Deus me permitir uma longa vida - única experiência sexual. Ainda não estourei a sua cereja e com toda honestidade, é a única coisa que consigo pensar sobre esse casamento. Ela me enlouquece e me hipnotiza. Minha mente está nublada com possibilidades e mal vejo a hora de finalmente estar dentro dela. A cada vez que a tinha nua e molhada na minha frente, na minha boca ou nos meus dedos, só conseguia refletir que um dia, finalmente, seria o meu pau.

Enfiei minhas mãos no bolso, pensando em sair para uma caminhada, mas eu queria ficar sozinho. Emmett e Jasper continuam ruidosos como dois idiotas que são, bebendo e gritando um com o outro por causa de um jogo idiota. Estou há doze horas sem vê-la e permanecerei em mais doze devido à tradição. Ela está do outro lado da casa se preparando com minha mãe, irmã e sua amiga, uma garota americana louca. Seu namorado, Jacob, o idiota que parece nunca ter uma camisa, está em seu quarto. É muito óbvio o motivo que ele não quer se relacionar comigo. Talvez ele não seja tão idiota assim. Peguei uma cerveja, dei um gole e continuei olhando pela janela, esperando que talvez assim o tempo passe mais rápido.

Na hora do jantar, apenas os homens estavam à mesa. Meu avô e meu pai conversavam sobre banalidades devido à presença de Jacob. A cozinha estava em uma pura agitação e Zafrina parecia em choque com a governanta do meu avô. Eu gostava de deixá-la com os nervos a flor da pele. Mesmo sabendo que Bella sentirá falta de sua governanta e babá por toda vida, ela pertence à Itália e em nossa casa já tenho a minha funcionária de confiança. Não fiquei para o vinho após o jantar, recolhi-me em meu quarto, passando por Victória no caminho e ri lembrando o piti épico que Isabella teve alguns dias atrás.

Eu estava lendo sobre uma remessa de vinhos roubados quando ela entrou no escritório e segundo sua mente distorcida por ciúmes, minha assistente estava cruzando as pernas para me chamar atenção. Não surtiu efeito porque nem percebi. É claro que nós discutimos. Eu gostaria que a minha noiva fosse menos opinativa e que talvez não fizesse questão de ser ouvida a cada vez que abre sua boca, mas a cada vez que penso que ela poderia ser como uma boneca, sinto que gosto da minha nova vida não tediosa. Eu nunca morrerei de tédio ao lado dessa mulher insana.

Uma batida na porta me fez parar no caminho para o banheiro a fim de tomar banho. Já era bem tarde e eu sabia que a maioria estava dormindo.

- Abre a porta! – ouvi um sussurro apressado.

- Bella? – abri a porta e a puxei para dentro. – Nós não podemos nos ver.

- Realmente acredita que teremos má sorte? – perguntou e deslizou as mãos pelo meu braço até o pescoço. Revirei os olhos e ela riu. – Imaginei. Eu precisava de um beijo antes de dormir. Alice ronca.

- Sério?

- Sobre o ronco ou o beijo? Se for o ronco, é brincadeira. – tagarelou e eu a empurrei contra porta, beijando-a profundamente. Desci minhas mãos para sua bunda gostosa e apertei. Amo que ela não tenha uma bunda pequena. Posso passar horas me divertindo e olhando. – Acho que me acostumei a dormir com você. – sussurrou e eu subi minha mão por dentro da sua camisola e belisquei seu mamilo.

- Meu controle está por um fio e você ainda vem aqui assim? Alguém te viu?

- Não tem ninguém no corredor.

Franzi o cenho. Era para ter.

- Vamos para cama.

- Não podemos dormir juntos, só posso ficar um pouquinho enquanto sua irmã está desmaiada. Ela vai acordar...

- Alice não vai falar nada. Ela, mais do que ninguém, adora fazer coisas erradas. – respondi e Bella me deu um olhar estranho, quase que culpado. – Eu sei muito bem o que minha irmã apronta, amor. São travessuras. Ela vai parar... – murmurei e pensei em Emmett. – Ou não.

Puxei-a para cama e ela deitou, animada. Tomei um banho rápido e voltei sem roupa. Ela já estava mais que acostumada em me ver nu. Bella lambeu os lábios e mordeu suavemente. Meu pau lembrou a única vez que deslizei entre aqueles lábios duas noites atrás, quando ela me pediu para ensinar algo bem sacana e eu não resisti, mostrando como gosto de um bom boquete. Gozei forte, ela engoliu e disse que não gostou nenhum pouco. Decidimos que avisaria antes e ela decidiria o que fazer.

- Não me venha com esse olhar, eu preciso estar descansada amanhã e não parecer uma noiva que quebrou todas as regras de decoro antes do casamento.

- Ainda bem que quebrou essa. Eu estava surtando sem falar com você, porra.

- Eu estava irritada com a lua-de-mel, mas entendo.

- Eu prometo que teremos uma assim que possível. Estou ausente por muito tempo e não me sinto confortável.

- Entendo, fiquei chateada, mas agora entendo. – disse e olhou para baixo. – Você sempre vai dormir com isso aí me cutucando? – perguntou de um jeito tão fofo que quase gozei. – Uhn. Ele se mexeu? – sussurrou e eu ri alto, ela tapou minha boca. – Se cobre, idiota.

Sorri e puxei a colcha em cima de nós dois, abracei-a apertado e logo adormeci.

Quando acordei sozinho na cama percebi que ela pode ser bastante silenciosa quando quer, mas não pude evitar o sorriso. Nosso casamento aconteceria em algumas horas então levantei, tomando banho e já me arrumando. Eu estava vestindo meu colete quando meu pai bateu na porta para me acordar e Zafrina entrou com um desjejum. Minha mãe entrou e ajeitou minha roupa, reclamando que não cortei o cabelo e revirei os olhos para o seu sermão bobo.

Olhei-me no espelho e gostei do resultado final.

- Está na hora de enviar o buquê para Bella. – Esme disse e eu sorri. Tyler entrou com um grande buque e peguei o cartão, escrevendo um bilhete.

"Mal vejo a hora de estourar a sua cereja".

Ri da minha própria piada e eu sabia que ela ficaria corada de vergonha e ainda mais nervosa. Ajeitei o cartão nas flores e lembrei o dia agradável em que finalmente acertei suas flores favoritas, que eram as mesmas que toda sua casa na árvore estava cercada. Flores silvestres do campo. Eu estava no escritório ordenando a execução de uma testemunha dos meus negócios quando ela invadiu a sala, quase atropelando Victória e se jogou no meu colo e me encheu de beijos. Escolhi seu buquê em tons lilás e branco. Todo ornamento com fitas lilás. Tenho certeza que ficará encantada.

Carlisle não me deu nenhum conselho. Ele nunca daria. Fumamos um charuto olhando o dia começar a se agitar do lado de fora e minha mãe abriu a porta reclamando que ficaríamos fedendo.

- Não é impossível amar em nosso meio, mas é muito importante que ninguém saiba como atingir seu coração. – meu pai me disse antes de seguir a minha mãe e revirar os olhos para as reclamações dela.

- Ei cara. – Emmett entrou no meu quarto. – Chegou o grande dia.

- Ainda quer tomar o meu lugar?

- Apesar de a sua noiva ser muito gostosa, ela tem um atrativo de uma irmãzinha agora. – piscou e eu ri. Babaca. – Cara, sei que sou muito idiota, mas só quero desejar que de alguma forma você seja feliz.

- Sim você é muito idiota. – sorri e ele sorriu de volta.

- Está na hora de descer.

Seguimos de carro até a pequena igreja no centro do vilarejo e eu senti algo parecido quando tive que matar o primeiro cara em minha iniciação. Foi um misto de ansiedade e nervosismo na boca do meu estômago que durou até o momento que tive a garganta dele cortada e o sangue espalhando para todo lado. O casamento foi esperado por toda a minha vida, mas só agora está finalmente acontecendo e sei que a minha vida mudará completamente a partir do momento que Isabella torna-se completamente minha.

A pequena igreja estava cheia e eu não identifiquei os rostos, sentindo-me desconfortável em estar em um lugar onde não conhecia a todos. Eu tinha duas armas ao alcance rápido de minhas mãos e todos os meus soldados estavam armados até os dentes. Não foi permitido que a imprensa chegasse aqui para que nenhuma foto além das que Jacob tiraria chegasse aos jornais.

- Ela chegou. – Emmett sussurrou.

Alice entrou usando um vestido rosa e um pequeno buquê de flores. Seu cabelo estava todo enfeitado com pequenas flores e ela me deu um grande sorriso. Leah veio com um vestido igual e sorrindo simpaticamente. Era bem óbvio que ela mantinha muita distância de mim.

As portas principais abriram e eu fiquei sem fôlego. Ela estava tão linda. O véu cobria seu rosto e seu vestido era leve, evidenciando os seios e a cintura fina. Em sua cabeça, estava uma linda e delicada coroa com as flores que eu escolhi. Em seu buquê estava pendurado o terço de cristal que lhe enviei de presente de aniversário a anos atrás. Bella quis entrar sozinha, não aceitando o quanto poderia ser ruim para o vovô, mas foi a sua forma de revidar a mágoa de ter sido enganada por toda vida.

A cerimônia foi longa e particularmente chata, eu gostei mais de todas as festas pré-casamento do que deste momento, mas segui firme e recitei meus votos em nossa língua antiga. Isabella tinha uma melhor fluência do que eu. O sacerdote abençoou nossas alianças, nos declarou marido e mulher e fui liberado a beijar minha noiva – agora minha mulher. Isabella Marie Cullen Volturi, a força maior das nossas fortunas.

Tirei o véu do seu rosto e sorri. Ela estava com as bochechas coradas e com os olhos brilhando.

- Você é linda. – sussurrei contra seus lábios. – E minha.

Beijei seus lábios carnudos e fomos aplaudidos. Peguei sua mão e a conduzi para a porta da igreja, para recebermos presentes e felicitações de todos os convidados da cerimonia. Poucos seguiriam para a festa. Demorou uma eternidade e quando eu já estava de saco cheio de agradecer, finalmente ela disse que poderíamos seguir para o carro. Eu mesmo fui dirigindo de volta para Volterra.

- Está tudo bem? – perguntei e segurei sua mão.

- Estou bem. Estava nervosa com a cerimônia. – sorriu e beijou minha mão. – Pronto para nossa festa?

- Estou e você está pronta para mudança?

- Não, mas estou confiando na sua promessa que não iremos demorar a voltar. – murmurou e eu sorri.

- Há muitos negócios aqui. Meu pai voltará a viver aqui na Itália, comandando os nossos negócios, mas há muita coisa que eu devo fazer e não ficaremos tanto tempo longe.

- E quanto a Alice?

- Ela viverá conosco. Tem algum problema?

- Claro que não. Sei que terei companhia, pelo menos.

- Alice só obedece ao meu pai e eu não sei como será seu comportamento. Ela não quis vir morar aqui e entendo, seus estudos estão terminando.

- Ela disse que planeja estudar em Milão, mas quer terminar o ensino médio normalmente. Não será um problema tê-la morando conosco e sei que ela vai se comportar.

- Claro que vai. – revirei os olhos não acreditando nem por um segundo. – Emmett vai permanecer no apartamento dos meus pais. Ela sobe para ficar conosco.

Chegamos e fomos recebidos com mais chuvas de arroz. Jacob pediu umas fotos no jardim e posamos por um tempo para que todos os convidados se reunissem em suas mesas. Chegamos e fomos cumprimentados com gritos de "bacio". Não era nenhuma dificuldade manter meus lábios nos dela. Rodamos pelos poucos convidados. Zafrina abraçou Bella e chorou. As duas se bicavam o tempo todo e era bastante óbvio que se adoravam. Minha mãe a abraçou carinhosamente e Alice sussurrou alguma coisa que a fez corar profundamente.

- Vem, vamos comer.

Puxei uma cadeira na mesa principal e os pratos de aperitivos foram servidos. Bella aceitou uma grande taça de vinho. Ela espremeu limão em suas rodelas de salame e colocou com pasta de berinjela em algumas torradas, oferecendo-me. Aceitei e lambi seus dedos, beijando seus lábios logo em seguida.

- Zafrina faz a melhor carne de vitela com agrião e batata do mundo. – Bella gemeu quando o prato principal foi servido. – Estou faminta. Estava tão nervosa que não comi pela manhã.

- É melhor comer bem, nosso voo é longo.

- Sairemos pela madrugada?

- Teremos que sair no começo da noite. – sorri

- Nossas núpcias serão no ar? – perguntou inocentemente e eu ri.

- Apesar de não ter um osso inocente na minha irmãzinha, ainda não quero que ela me ouça no ápice da paixão. – retruquei e ela corou, percebendo sua pergunta. – Eu entendi o que quis dizer e sim, será, mas eu prometo ficar em casa pelos próximos dois dias.

- Será que Zafrina não vai exigir o lençol sujo de sangue?

- Mando via Feedex.

Bella bateu em meu braço e voltou a comer. A festa foi ficando cada vez mais animada conforme o vinho fazia efeito nos convidados. Bella dançou com Jacob e eu tentei não puxar a minha faca e cortar a garganta dele, ainda mais que sua namorada estava junto. Ela também dançou com Emmett, meu pai e mais alguns homens do vilarejo. Jasper a puxou para dançar de um jeito desengonçado e animado que parecia uma piada interna porque eles não conseguiam parar de rir. A risada dela me dava uma sensação de explodir de felicidade. Não estou acostumado com esse tipo de sentimento.

Bella está tomando de mim muito mais do que deveria.

Engoli o restante do meu vinho e levantei disposto a pegá-la de volta. Ela estava rodopiando quando a segurei e abafei o gemido com a rebolada discreta que deu conforme a música. Era algum tipo de música pop e sei que foi Alice quem escolheu a playlist da improvisada pista de dança. Ela cantou um trecho da música no meu ouvido que causou um arrepio e me deixou ainda mais duro que eu estava. Não é errado um noivo sustentar uma ereção durante a sua própria festa.

- So baby, come light me up and maybe I'll let you on it. A little bit dangerous, but baby, that's how I want it. A little less conversation, and a little more touch my body... Cause I'm so into you, into you, into you

(Então, querido me acenda e talvez eu deixe você por cima. Um pouco de perigo, mas querido, é assim que eu quero. Menos conversa e um pouco mais de toques ao meu corpo, Pois estou muito a fim de você, a fim de você, a fim de você).

- Pode apostar que eu vou ficar por cima, amore. Depois eu te ensino como montar em mim. – sussurrei e ela riu, abraçando-me, obviamente bastante embriagada. Mais gritos de "bacio" pelos convidados e eu a beijei de forma que sempre fiz no quarto. – Acho que agora eles não vão parar mais.

- Não tenho problema nenhum em beijar você.

- Minha garota safada. – murmurei contra seus lábios e resisti ao impulso de apertar sua bunda. – Eu quero tirar a sua roupa.

- Não posso viajar vestida de noiva.

- Eu vou te despir antes de irmos.

- Talvez eu queira me despir para você. – piscou e era definitivamente o vinho. O quão mais ela pode ficar ousada quando está embriagada?

Nós dançamos até a hora de partir o bolo e ela quase me matou na frente de todos os convidados quando lambeu o recheio que escorreu no meu dedo. Um flash me fez perceber que Jacob capturou o momento e ele piscou pra mim.

- Olha só. – apontou para o sol se pondo no horizonte. – Tão lindo.

- Não tão quanto você. – tirei sua coroa e joguei no chão, mexendo em seus cabelos. – Vamos para o quarto. Temos uma hora antes de sairmos.

- Você vai querer? Agora?

- Não, amore. Faremos em casa, em nossa cama. Agora eu só quero chupar você até que quebre os vidros da casa.

- Não! Tem muita gente. Algo mais silencioso.

- Tudo bem, eu vou te amordaçar. – brinquei e ela corou, provavelmente gostando da ideia.

Seguimos para o quarto e pedi que descessem com as malas extras, deixando apenas a que ela tinha separado com as roupas da viagem e alguns produtos íntimos. Ela parou em frente ao espelho e tomei meu tempo abrindo botão por botão, sem nenhuma pressa e quando o vestido caiu em seus pés, soltei um gemido com a sua roupa íntima. Sua calcinha era muito pequena, tão pequena que poderia estar sem. Seu sutiã era todo transparente, de renda, e os mamilos rosados estavam gritando pela minha boca.

- Puta merda. É assim que você quer me matar?

- Não. É só minha roupa íntima do casamento. – encolheu os ombros e me deu um olhar esperto.

Meu celular apitou repetidamente o suficiente para tirar minha atenção na bunda mal coberta da minha mulher. Era uma mensagem de Emmett dizendo que o piloto precisava decolar antes do tempo previsto por conta do mal tempo que anunciava pela madrugada.

- Sinto muito, amore. Precisamos correr. – disse e quando virei, ela já estava nua, caminhando para o banheiro. – Acho que você exagerou na quantidade de vinho hoje.

- Também acho.

Tomei banho com o gostinho infeliz de tê-la nua e disposta, mas tendo que correr para pegarmos o avião. Planejei ficar ainda essa semana aqui, porém, devido a minha ausência, alguns dos comerciantes acreditaram que poderiam brincar comigo e eu percebi que preciso apertar o pescoço de alguns dos meus subchefes. Bella colocou uma calça justa e confortável, eu pedi que não colocasse jeans ou ficaria incomodada no meio da viagem, deslizou uma camiseta longa branca e eu podia ver que seu sutiã era preto.

Coloquei uma calça de linho fino, uma camisa preta e meus sapatos rapidamente, colocando as armas em seus devidos lugares e abri a porta, permitindo que Mike pegasse o restante das malas. Bella pegou sua bolsa, abraçou novamente um monte de gente e por fim, ficou vários minutos com a mamãe sussurrando alguma coisa e Bella chorou um pouco, deixando-me incomodado pra cacete. Alice deslizou para o primeiro carro com Emmett e Jasper. Bella ficou feliz que seu irmão também viveria conosco. Na verdade, ele moraria com Emmett porque eu não sou idiota em deixar dois adolescentes com tesão debaixo do meu teto.

- Amore, hora de irmos.

Bella acenou para todos e entrou no carro fungando, fazendo-me sentir um vilão de merda por tirá-la do seu lar. Ela ficou em silêncio até o aeroporto, brincando com meu passaporte, olhando cada carimbo. Assim que chegamos lá, Alice a chamou para ir ao banheiro enquanto eu acertava os últimos detalhes do nosso avião particular. Olhei para o seu passaporte e não havia carimbos além de um simples em alguma estação de trem em Portugal.

- Pronta?

- Estou um pouco enjoada. Sua mãe me deu um remedinho e disse que ficaria sonolenta, devo tomar agora ou mais tarde? – perguntou-me e olhei o vidro do remédio.

- Com a quantidade de vinho, melhor deixar para tomar depois. – respondi sabendo que ela capotaria em pouco tempo.

Não demorou muito para o nosso avião ficar pronto e fomos chamados. Bella ficou nervosa na hora da decolagem e apertou meus dedos de tal forma que eu soube que ela seria capaz de quebrar a mão de alguém se quisesse. Pedi um cobertor e um suco de maracujá, dei-lhe o remédio e ela adormeceu. Eu não podia lidar com seus pitis nervosos em tanto tempo de voo. Alice e Jasper começaram a jogar xadrez e eu quis avisar que ela é trapaceira, mas o deixei se ferrar sozinho. Emmett também estava dormindo, porém, sem ajuda de remédios ou álcool. Ele não bebe e é capaz de dormir em qualquer lugar.

Mike estava acordado enquanto Tyler fingia dormir. Eu o conheço o suficiente para saber que dorme tão pouco quanto eu. Mike estava muito interessado em olhar minha irmã se divertir com Jasper. Ele deve pensar que eu não sei das suas escapadas com Alice, eu só não fiz nada porque a conheço o suficiente para saber que ele está enrolado em torno do dedo mindinho dela.

Bella murmurou em seu sono e se aconchegou em meus braços, descendo a mãozinha até minha cintura e enfiando por baixo da blusa. Beijei sua testa, incapaz de resistir seus encantos até mesmo quando está completamente adormecida. Liguei meu Ipad e decidi trabalhar enquanto ainda havia tempo.

Oito horas depois, Bella acordou.

- Oi você. – me cutucou e abri os olhos. – Conseguiu dormir?

- Não costumo dormir no avião.

Mais duas horas e meia, finalmente pousamos. Bella estava faminta e reclamando – porque ela realmente não deixa nada passar.

- Está escuro. – murmurou olhando para o céu. – Saímos de lá à noite e está de noite. Voamos quanto tempo?

- Dez horas e alguns minutos... E temos algumas horas de fuso horário.

- Ah. Certo.

- As malas irão no carro com Mike e Tyler. – Emmett bocejou. – Vamos. O helicóptero está pronto.

- Caramba, estou cansada. – Alice resmungou e deu o braço a Bella.

- Essa coisa é segura? – Bella perguntou quando chegamos ao helicóptero.

- Acostume-se, amore.

Durante o voo para casa, apontei meus lugares favoritos: o central park, o prédio onde mantenho os escritórios das empresas, uma fábrica que usamos como ponto de encontro e alguns restaurantes. Ela estava curiosa e com os olhos bem abertos. Pousamos no telhado do prédio em que moramos e ela ficou parada, apreciando a vista antes de descer.

- Gostei. Quando podemos voar de novo? – perguntou animada e eu ri.

- Em breve.

Emmett chamou o elevador e entramos juntos. Digitei o código do meu apartamento e não demorou muito a chegarmos lá. Peguei a mão dela e saí do elevador. Emmett e Jasper ficaram.

- Vejo você amanhã, tá? Fica bem. – Bella disse maternalmente a Jasper e ele corou, revirando os olhos.

- Estou tão cansada e tão faminta. – Alice se jogou no sofá. – Será que Sue deixou algo pronto?

- Quem é Sue? – Bella perguntou olhando ao redor. Ela parecia acanhada no meio da sala. – Aqui é imenso. – murmurou e aproximou-se da parede de vidro. – E muito alto, minha nossa! É seguro?

- Só não se jogar pela janela e tudo ficará bem. – Alice disse meio mal humorada.

- Vem amore, vou te dar um tour pelo apartamento. – peguei sua mão. – Alice, veja se tem alguma comida na cozinha ou peça alguma coisa para comermos.

Nenhum de nós quis comer no avião. Cada um pelo seu motivo particular. Eu não gosto da comida que nenhuma companhia aérea serve.

- A sala é tão bonita. Quem decorou?

- Minha mãe. Ela gosta muito de decoração e era um passatempo. – respondi e a levei pelo corredor debaixo. – Aqui é o meu escritório. Essa porta é a sala de televisão. Tem um lavabo neste lado e a varanda dos fundos, com jacuzzi. E tem essa escadinha aqui que dá para saída de emergência. – subimos por ela e mostrei a porta da escada de incêndio e virei o corredor, abrindo outra porta. – Temos três quartos de hospedes, um deles será de Alice agora, ela ainda deve subir com suas coisas. – passei direto até chegar à varanda. – Aqui está a piscina.

- Nossa, é imenso. – mordeu os lábios olhando ao redor.

Voltei pelo corredor e abri uma porta de correr, com outra escada larga, de oito degraus e então era o nosso quarto. Ela andou na minha frente olhando todas as coisas. Eu nunca dormi nesse apartamento, ele sempre foi meu, mas ficou fechado por um bom tempo. Faz apenas alguns meses que o reformei e deixei pronto para uso. Eu tinha um apartamento longe dos meus pais, que moravam no andar debaixo, agora o local onde Emmett moraria com Jasper. Casado, eu tinha que assumir um lugar familiar.

- Nossos closets são separados. – apontei para uma porta de cada lado. – E ali é o nosso banheiro.

- Por que é separado?

- Achei o closet original pequeno demais para dois e não havia logística de aumentar, então mandei construir outro do lado oposto, ali era um pequeno armário de roupas de cama.

- Entendi.

- Gostou?

- Gostei. É tudo muito... – murmurou e encolheu os ombros. – Não sei como dizer isso sem parecer uma completa caipira, mas é tudo muito moderno, muito chique e nossa, a torneira é dourada e estou com medo de perguntar se é de ouro.

- Não pergunte. – sorri e ela riu, passando as mãos no cabelo. – Amanhã irei providenciar seu aparelho de telefone e novo número. Seus novos documentos devem chegar em algum momento pela semana.

- Tudo bem. – disse olhando para cama. – Melhor descermos, estou com fome.

Durante o jantar, ela ficou tensa, distante, dando respostas ácidas e bem evasivas. Comemos uma lasanha que Sue deixou pronta. Alice estava mal humorada e vi a hora que as duas iriam rolar pelo chão, brigando por um motivo bobo. Recolhemos as louças e proibi Bella de lavar qualquer coisa. Mike e Tyler colocaram nossas malas no quarto e saíram. Tyler tinha um apartamento no prédio e Mike vivia na casa que pertenceu aos seus pais.

- Boa noite para vocês. – Alice resmungou subindo a escada. Ela sempre fica insuportável quando está cansada.

Bella subiu na minha frente e eu sabia que o motivo que ela estava surtando era a nossa noite de núpcias. Não vou esperar, exceto se ela realmente tiver um ataque de pânico, o que sei que não vai acontecer. Fechei a porta do quarto e ela parou, olhando-me extremamente ansiosa. Passei direto para o banheiro e ouvi seu suspiro. Enchi a banheira, deixei a luz baixa no ambiente e acendi algumas velas perfumadas que estavam na gaveta. Tirei a minha roupa e fiquei só de cueca.

- Relaxe, amore. Vamos tomar um banho e relaxar, descansar os músculos e depois faremos amor. Não há motivos para temer. Eu sou seu e você é minha.