Twilight e seus personagens não me pertencem. Todos os créditos a Stephenie Meyer. No entanto, o enredo aqui narrado é 100% de minha autoria. Respeite isso! Recuse plágio!
Capítulo V
The Lioness / Queen Bee
Isabella Swan sentia como se seu estado de espírito tivesse sido renovado. Todos os questionamentos ainda existiam, é claro. Mas, ela tinha tirado forças para enfrentar o que tivesse que enfrentar da lembrança de quem a esperava em casa, como sempre tinha feito.
O dia ainda seria difícil e ela, possivelmente, nunca estaria pronta para ele, então, desistindo de fingir para si mesma que era indestrutível, ela apenas se armou de coragem e saiu, com a cabeça erguida, em direção ao que ela julgava que seria uma grande batalha.
– O primeiro passo para uma vitoria é reconhecer suas limitações... – Ela sussurrou para si mesma. – Apenas não as deixem visíveis para os seus inimigos.
Alguém tinha lhe dito isso, inúmeras vezes e, embora ela não gostasse de lembrar do tom de voz autoritário e que jamais permitia replica, era obrigada a reconhecer que o conselho era valido. Assim como todos os outros.
Deus! Ela deveria tê-los seguido... Talvez assim sua vida continuasse como um conto de fadas moderno.
Mas quando se é jovem e completamente apaixonado por alguém, se tem a tendência de se rebelar, de bater no peito é dizer: "Você não pode mandar em meu coração!"
De fato, ninguém, exceto ele, foi capaz de comandar o coração da morena. E foi essa incapacidade que a colocou em grandes problemas.
Assim como a incapacidade de controlar a forma como seu coração pareceu alçar voo dentro de si quando ela se viu frente a frente com ele, a conduziria a mais um erro. Ela sabia. Ainda assim, ela ofereceu um sorriso atrevido ao jovem lutador e seu treinador que, por simples implicância do destino, decidiram ocupar o mesmo elevador que ela.
Dentro de si, existia uma menina encolhida no canto, com o rosto escondido entre as mãos implorando para fugir, mas por fora ela era toda prepotência e provocação.
Para Edward, o pequeno cubículo metálico pareceu ter seu tamanho reduzido assim que ele a viu. Ela era, para ele, como a visão do... Inferno. Houve um tempo em que ela foi o céu, mas isso ficou para trás.
E ela se comportava como o diabo em pessoa. Com seus sorrisos provocantes, as roupas coladas no corpo, o balançar dos fios escuros sobre os ombros... E a maldita voz que o conduziria, diretamente, para os braços de Satã.
Não existia nada que ele desejasse mais, quando a via, do que encontrar uma forma de perfurar o muro que ela construía em volta de si e desestabilizá-la. De preferência, de uma maneira em que ela não fosse capaz de deixar de pensar nele, nem por um segundo, assim como ele não era capaz de deixar de pensar nela.
No entanto quando ela se aproximou ainda mais dele e sussurrou em seu ouvido de forma sensual: - Belo dia para perder, Liar. – Ele quis prender suas mãos ao redor do pescoço alvo e frágil e vê-la sufocar.
– É, Lion! – Emmett McCarty, que não estava nada feliz com a forma como os dois jovens adultos se fitavam, se obrigou a ser ouvido.
Bella dirigiu seu olhar cristalino até o treinador e lhe ofereceu um dos seus sorrisos hipnotizantes. O Ex lutador não gostava dela, na verdade, talvez, ele a odiasse, mas não era, como todos os outros, imune ao estranho poder que ela costumava ter sobre quem quisesse.
– Lion...-A morena repetiu, forçando a sua voz a soar rouca. – Eu ouvi uma história, uma vez, sobre um Liar, que se dizia um Lion... Mas acabou sem coroa e sem a suaLioness. Ele não passava de um Loser. Até os reis da selva deveriam tomar cuidado com quem os ronda. Alguns animaizinhos podem parecer inofensivos, mas, na realidade, são traiçoeiros e podem destruir você.
– Como Wasp? – O lutador não foi capaz de disfarçar a irritação em sua voz. Ela tinha o poder de roubar-lhe todo o autocontrole, especialmente, quando se referia ao seu rival.
– Não! – A modelo, provocantemente, deslizou um dedo pelo braço masculino coberto por uma jaqueta de couro negro. – Como uma Queen Bee... Ela pode fazer de sua vida um mel, mas também pode comandar toda uma colmeia contra você. Antes que você se dê conta, o que era doce, se torna peçonhento.
Edward sorriu sem qualquer humor. Era, exatamente, o que ela tinha feito. Lhe deu uma amostra grátis do mais perfeito mel, o deixando viciado e então transformou a sua doçura em peçonha e agora o veneno corria por suas veias, borbulhava em seu peito e lhe roubava qualquer resquício de sanidade.
Isso ficou tão claro quando água, quando o elevador alcançou o térreo do luxuoso hotel que todos os envolvidos no evento daquela noite ocupavam. Sem pensar no que estava fazendo. As mãos masculinas se prenderam, a principio ao redor de um dos braços feminino e depois vagaram até o cabelo sedoso. A cabeça de Isabella foi tombada para trás e ela se viu tendo dois grandes e autoritários olhos azuis presos nos seus.
– Chegamos! – McCarty disse o obvio, apenas porque sabia que mais um segundo ao lado daquela mulher faria o seu pupilo perder a cabeça.
– Eu não posso entrar no octógono sem um ritual de boa sorte... – Lion disse, indiferente ao olhar irritado de seu treinador, focado apenas na mulher que ele prendia contra a parede fria. – E você me deve um.
– Edward? – Emmett tentou mais uma vez. – Vamos, antes que alguém os veja.
Olhando sobre os ombros, sem aliviar o seu aperto sobre o cabelo de Bella, o lutador dispensou o amigo, embora soubesse que ele o faria pagar por isso mais tarde.
– Eu estarei lá a tempo para a luta.
– Foda-se! – Foi tudo o que os ex-namorados ouviram antes que o botão que acionava o fechamento das portas fosse pressionado.
Isabella tentou se soltar, mas seus movimentos eram, facilmente, contidos.
– Você não deveria provocar um leão... – Os lábios masculinos procuraram pelo pescoço delgado da jovem. – Ele pode te comer.
Bella não pensou duas vezes antes de cravar suas unhas no rosto bonito do homem que a mantinha presa. Ele xingou e, com um pouco mais de força do que necessário, bateu o corpo feminino contra a parede.
Nenhum gemido foi ouvido. Brutalidade fazia parte da rotina da modelo. Os hematomas cobertos pela roupa provocante eram provas, incontestável, disso.
– Você está mais para gatinho inofensivo... – Mais um deslizar de unhas. A ardência deixou Edward consciente de que ele ostentaria uma marca dela durante a sua luta e isso o deixou ainda mais irritado.
Sem muita dificuldade, ele prendeu as mãos dela e a conduziu para fora do elevador quando o mesmo se abriu no andar que Edward e seu treinador ocupavam.
– Vamos ver se suas garras são afiadas o suficiente quando estivermos no meu covil.
Isabella Swan não era o tipo de mulher que demonstrava medo ou desespero, não se ela pudesse evitar. Por isso, ela caminhou com o máximo de dignidade que podia pelo amplo corredor, embora Edward, praticamente a arrastasse, e conseguiu ocultar um estremecimento quando a porta do quarto dele foi aberta e ele a empurrou para dentro.
Ela teria se desequilibrado e ido diretamente ao chão se não fosse pelo providencial bar próximo à porta. Os saltos altos a fizeram balançar em busca de equilíbrio, mas ela manteve a pose de desafio.
Isso era o que mais irritava o lutador. Se ela gritasse, mostrasse desespero, chorasse ou o mandasse ficar longe dela, ele obedeceria, exatamente, como o gatinho inofensivo que ela o acusou de ser, mas enquanto ela se mantivesse no alto do maldito pedestal que o filho da puta responsável por destruir sua vida tinha construído para ela, Edward tentaria, e conseguiria, derrubá-la.
Ele não deu tempo para que ela sequer se preparasse, seus lábios se apossaram dos dela em um beijo que despertava os dois jovens e atraentes corpos e os dedos agíeis começaram a trabalhar em retirar a casaca que ela usava.
A octogon girl correspondeu ao beijo, porque era incapaz de controlar seu próprio corpo quando se tratava dele, mas tentou impedi-lo de retirar a sua roupa. Não tanto pelo o que se seguiria se os dois acabassem nus em um quarto – sendo honesta consigo mesma, ela apreciaria cada segundo, mas ele não estava disposta a permiti-lo descobrir que sua vida não era assim tão perfeita como ela fazia com que todos acreditassem.
Com bastante dificuldade, ela conseguiu se livrar do aperto dele e se afastou, em busca de ar e tentando encontrar uma forma de controlar a situação.
– Onde você pensa que vai? – Ele voltou a puxá-la para perto.
– Você tem a porra de uma luta para perder... – Ela passou a distribuir tapas pelo peito masculino. – E eu tenho que exibir o meu traseiro por ai. Não seja tão idiota e me deixe ir.
– Como você faz? – Edward a puxou pelo quarto até que alcançaram a espaçosa cama e a jogou sobre ela. Ele não deveria perguntar, a resposta possivelmente o deixaria transtornado, mas ele não era capaz de deixar de pensar em quantas vezes ela tinha aliviado o estresse pré luta do seu rival. – Você deixa ele te foder na frente de toda a equipe? Ou é como estamos agora, sozinhos em um quarto de hotel?
– Vá à merda! – Ela gritou, tentando se colocar de pé.
– Me diz! – Ele a manteve presa. – É uma rapidinha? Ou você passa de mão em mão?
O estalo dos dedos de Isabella atingindo a face alva do lutador foi ouvido e ele ficou paralisado por alguns segundos. Tempo suficiente para que ela se colocasse de pé, arrumasse o cabelo e empinasse o nariz.
– Você quer saber? – Ela sussurrou com a voz, estranhamente, doce. – Não importa onde, como ou com quem estamos... Tudo deixa de existir quando eu me ajoelho e o chupo. Ele, então, vai prender as suas mãos no meu cabelo e fuder a minha boca e eu vou me deliciar com o seu gozo.
A modelo deu um passou atrás quando viu o olhar que o lutador lhe lançou, mas não se calou.
– Vamos lá, me xingue... Isso só mostra o quanto você gostaria de estar no lugar dele.
Quando Edward se colocou de pé, Bella o viu maior do que ele, realmente, era. Ele parecia imponente e perigoso demais.
– Eu consigo tudo o que quero. – Ele disse com tranquilidade. – E nesse momento o que eu quero é o seu maldito ritual de boa sorte, cadela. Então, você vai se ajoelhar e abrir a sua boquinha.
– Nunca! – Ela poderia ter dito muito mais, mas, exatamente, como um felino pronto para atacar, ele a colocou na posição que queria. – Você vai me obrigar? – Ela sussurrou quase com ternura.
Ela sabia jogar com as emoções de um homem, especialmente quando o homem era ele. Ela sabia que ele poderia ser bruto, às vezes, ferir com as palavras, mas jamais obrigaria qualquer mulher a estar com ele. Ela conhecia todos os seus pontos fracos.
Mas Edward também conhecia os dela.
– Vadias não precisam ser obrigadas. – Ele se abaixou a sua frente. – Talvez, só um pouco, motivadas.
Ele a deixou livre, mas ela não se moveu. Deveria e até desejava, mas não conseguiu. Os olhos verdes que iluminavam o rosto de boneca se arregalaram quando ela o viu, alcançar a sua carteira e abri-la.
– Eu ouvi dizer que você sempre tem algum presente novo depois das lutas... – Ele comentou indiferente. – Esse é o seu preço? Hotéis luxuosos? Roupas de grife? Viagens? Joias? Algumas centenas de dólares... – Ele não deu qualquer importância às notas que apanhou e jogou sobre a mulher ajoelhada aos seus pés. – Isso é o suficiente para um boquete?
Isabella cerrou suas mãos com tanta força que pôde sentir a pele de suas palmas serem feridas. Os olhos se encheram de lágrimas e ela foi atingida por uma náusea quase insuportável, mas ela não permitiu que ele visse como as suas palavras a tinha atingido.
Ela não desviou o seu olhar quando apanhou o dinheiro que tinha caído ao seu redor e o dobrou meticulosamente.
– Metade do que receber, se ganhar a luta... – Ela abriu a casaca que vestia e o deixou ver a forma como o corpete negro abraçava o corpo dela. – Esse é o meu preço. – O dinheiro foi colocado no generoso decote.
Edward quis estapeá-la até que ela perdesse a consciência. Como a doce menina por quem ele tinha se apaixonado tinha se transformado em uma prostituta?
– Essa é a sua oferta para todos os lutadores?
– Apenas para aqueles que podem pagar... – Ela deslizou a língua pelos lábios. – Me chame de puta de luxo se quiser.
– Metade de tudo o que eu receber... – O lutador quase não podia acreditar em suas próprias palavras. – Por isso em todas as lutas e sem mais propostas para qualquer um que possa pagar ou não.
– Exclusividade? – Isabella forçou uma gargalhada. – É mais caro! – Ela deslizou suas mãos pelas pernas dele. – Você não poderia pagar e eu não estou interessada. Eu tenho um campeão em casa que preciso agradar.
Por muito pouco Edward não atingiu o rosto dela com um sonoro e doloroso tapa.
– Nenhum outro... – Ele disse entre dentes. – Agora, faça a porra do meu dinheiro valer a pena.
Ela já tinha feito isso muitas outras vezes, então não foi mais difícil do que costumava ser quando ela precisava fazer o mesmo por alguns estranhos. Apenas magoava mais.
Ele não estava pronto. Única diferença entre ele e todos os outros, mas ela não se importou.
Bastou alguns minutos e lambidas bem aplicadas para que ele agisse como qualquer homem agiria em uma situação como essa.
Era o melhor sexo oral que Edward já tinha experimentado. Mas os sentimentos dentro de si guerreavam. Ela o manipulava, sexualmente, com maestria, mas também cravava um punhal em suas estranhas a cada movimento de sua língua.
Ele tentou lutar contra, mas seu corpo ganhou a batalha e ele se viu gemendo e apreciando cada deslizar de dente por seu membro, cada sucção, cada lambida.
As mãos dele foram para os cabelos dela, Ele queria ser bruto, fazê-la engasgar e, de alguma forma, a obrigar a se sentir humilhada, mas tudo o que seus dedos fizeram foi um caricia suave no couro cabeludo e depois no rosto pequeno.
A atitude dele desarmou, completamente, a modelo. Ela sentiu como se estivesse no olho de um furação e sabia que sucumbiria em breve, então apressou as coisas. Intensificou a forma como o provocava e passou a usar uma das mãos delicadas para fazê-lo se entregar de uma vez. Ela precisava acabar com isso logo, antes que o implorasse para não deixarem aquele quarto e, pior, o deixasse ver o quanto ela ainda sofria por ele.
Ele não queria, mas chamou o nome dela quando explodiu entre os lábios carnudos.
– Bella... – Há anos ela não ouvia seu nome ser pronunciado com tamanha doçura e veneração. O som a fez se sentir doente.
– Eu prefiro vadia... – Ela disse, após engolir tudo o que ele tinha lhe dado e se colocar de pé. – Bella não existe mais.
Antes que o lutador conseguisse pensar em qualquer coisa para dizer, ela já tinha corrido para fora do quarto. Sua fuga terminou apenas quando ela se viu dentro do elevador, dessa vez sozinha.
Com as mãos trêmulas, Isabella Swan fitou sua imagem no espelho e tentou se recompor.
– Você deve estar orgulhoso de mim, Papai. – Ela sussurrou para si mesma. – Eu me tornei o que você sempre disse que eu seria.
CONTINUA...
*Lion = Leão
*Liar = Mentiroso
*Loser = Perdedor
*Lioness = Leoa
*Wasp = Vespa
*Queen Bee = Abelha rainha
Por favor, se você chegou até aqui, me deixe saber o que achou.
xoxo
