Disclaimer: Naruto e cia não me pertencem

Beta-Oficial-chan: S2 Ino-chan S2 (L)³³³

...Sasuke... – fala.

...Sasuke... – Neste capitulo o itálico será a passagem de tempo ou alguma explicação importante.

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Há muitos anos atrás, os mares costumavam ser mais violentos, não que não sejam agora, e cabeças eram normalmente arrancadas, não que tivesse mudado muita coisa. Onde piratas tinham seu destino traçado pelos lápis feitos de penas dos capitães da Marinha Britânica Japonesa. Onde piratas eram pegos, mortos e expostos, todos eles. Mas um era inalcançável, o Sharingan.

- Andem logo, ou vamos afundar!

- Mas capitã-...!

- Agora, Kakashi!

-...Sim senhor!

Então, o garoto no auge de seus 14 anos correu para junto dos caixotes de suprimentos, começando a jogá-los no mar. Jiraya era um idiota, que se preocupava em olhar Tsunade, a prestar atenção nas pedras no caminho. Agora, tinham que diminuir peso, ou... Bem, não era a marinha que ia derrubá-los.

- Orochimaru, onde você está?

- Aqui! Capitão, o que tenho que fazer?

- Lace as velas, temos que manter o Sharingan parado.

- Certo capitão!

E o garoto bateu uma continência, já correndo para os pilares, e se enroscando nas cordas para conseguir escalá-los. Sempre fazia o que lhe era ordenado, sem hesitar. Aquele da mesma idade de Kakashi, com seus cabelos negros e pele absurdamente branca era completamente diferente do jovem Hatake, aquele que ele sempre discordava, e Minato costumava fazê-lo esfregar o convés quando rejeitava alguma ordem. Orochimaru era completamente o oposto, um exemplo de marujo, aquele que, quem sabe, mereceria o comando do Sharingan, um dia.

- Andem logo com isso, seus molengas...! – Minato, ou Yondaime, como era conhecido pelos Sete Mares, já estava se irritando. Muita gente ia lavar convés, mais tarde.

- Pare de reclamar, Capitão... – resmungou o garoto de cabelos grisalhos, mais brancos que os de Kakashi. Este comia uma maça, enquanto assistia a Pequena Violenta, como a chamava, correr de um lado para o outro com caixas vazias.

- Levante esse seu traseiro gordo daí, e vá ajudar, seu imprestável...! – exclamou a loira, que, mesmo com sua pouca idade, já tinha os seios avantajados, jogando uma balde na direção da testa do mesmo. 'Pequena Violenta', não é?

Não que Yondaime não visse os empenhos de Orochimaru, ele apenas via algo mais em Kakashi, e isso fazia o jovem de pele de cobra sentir a fúria que dormia dentro de si. Ele simplesmente não queria concordar que todo o seu árduo trabalho não teria servido pra nada. Mas isso só iria ajudar no futuro distante entre eles.

- Como pretendo me aposentar disso tudo e morar sobre terra firme, pretendo passar o posto de capitão para um de vocês. – Yondaime começou, e os homens apenas ouviam quietos.

- É claro que será pra mim, né, chefinho? – brincou Jiraya, ele nunca perdia a chance de irritar, nem que fosse uma última vez, seu capitão.

- Até parece. – Então Tsunade girou os olhos e suspirou.

- Poderiam deixar o capitão falar? – perguntou Orochimaru, em sua típica pose de bom marujo.

Kakashi estava distraído de mais lendo para prestar atenção naquela ladainha toda, realmente. Não que ele não se importasse, ele só estava com preguiça para prestar atenção.

- E eu escolho Kakashi. – e disse o capitão, sem mais. O silêncio mútuo se fez, e puderam ouvir Orochimaru deixar a caixa que carregava cair.

- Como?! – exclamou, numa fraca ira, o garoto cobra. Pior de tudo era Kakashi parecer não ligar, e aquela máscara que ele sempre usara escondia o fino sorriso que ele tinha tecido nos lábios.

- Isso mesmo, Kakashi ria me suceder e espero que todos sejam bonzinhos com ele, não é, Hatake? – e o olhou de longe, sabendo que mesmo lendo o tal livro, ele estava prestando alguma atenção a tudo aquilo.

- Claro, claro. – disse, num leve dar de ombros, assentido algumas vezes com a cabeça de forma vaga.

E isso só fez o ódio de Orochimaru crescer mais do que já havia crescido, ficando a ponto de explodir. Não ser o referido do capitão era até conformável, mas não ser o novo capitão já era impossível. Ele só queria o que lhe era de direito, apenas isso. Era pedir muito?

- Kakashi, estou te dando um dos meios de abrir a arca. Espero que saiba esconder bem isso, caso não veja utilidades no conteúdo agora. – e lhe estendeu o embrulho de pano com uma fita dourada.

- Tudo bem, eu lembrarei disso. – comentou, de forma despreocupada. Pegando o tal embrulho tratou de colocar numa gaveta com chave. Observou a pequena cristaleira feita de mogno, antiga e velha, no centro da parede daquele quarto. Suspirou, em pensar que levou anos pra entender como se abria aquilo.

- Sabe que não deve usar em vão, certo? – perguntou o homem loiro, encostando-se à parede próxima da porta.

- Claro, claro, já entendi. – o outro suspirou em tédio, arrumando a máscara de forma discreta. Ninguém entendia como Kakashi conseguia respirar com aquilo.

- Espero que sua richa com Orochimaru não dure tanto tempo. – disse, um leve tom de quem se importava. Mas Minato, apenas, queria deitar numa cama e ficar lá, por algum tempo.

- Até parece que você quer mesmo isso. – riu de canto, richas eram bem vistas pelos mares, afinal.

Os dias passaram e Minato desceu em terra firme, levando consigo Tsunade e Jiraya, que precisavam de um pouco de terra firme. A mulher loira e bonita carregava apenas uma mala e algo pendurado no pescoço, por baixo da blusa branca meio rasgada, algo importante. Jiraya tinha algumas bobeiras que só causavam problemas pra carregar, realmente, e Yondaime teve que ajudá-lo.

- Estamos indo. – Tsunade disse, pondo a mochila aventureira e surrada nas costas. Sorriu pra todos, uma última vez como pirata.

- Sentiremos saudades. – alertou Kakashi, que sorriu sincero com as sobrancelhas acompanhando a expressão feliz, mesmo que melancólica, que ele teceu no rosto, para que ela pudesse seguir em frente.

Tsunade o abraçou de forma apertada, o fazendo ficar sem ar.

- Eu também. – a menina mulher respondeu, e sorriu pra ele – Eu prometo honrar a sua confiança, e cuidarei bem disto. – e pousou a mão sobre o volume que tinha, desconhecido, abaixo da blusa.

- Conto com você. – Kakashi ergue o polegar e riu, divertidamente.

- Você é tão chato, Kakashi. – comentou Jiraya, que não ganhara um abraço de Tsunade. Queria tanto poder sentir o volume que os seios dela faziam, se ela soubesse, ele estava morto.

- Chega de despedidas. – Minato se pos a se despedir de todos presentes.

Os homens falavam de como ele sempre seria o herói deles, o ídolo, aquele para se espelhar, e que a lembrança de Yondaime nunca seria apagada. Todos gostavam mesmo daquele capitão briguento e gentil ao mesmo tempo.

Orochimaru não apareceu.

O chapéu e a espada foi passada para as mãos do jovem de cabelos grisalhos e espetados, fazendo aplausos, e, assovios soarem pelo convés. E o ódio de Orochimaru foi visto apenas pelos barris de rum guardados no depósito abaixo de tudo aquilo. Ele não podia deixar acabar tão fácil.

- Deve estar por aqui! Tem que estar! – Orochimaru vasculhava a sala do novo capitão pela milésima vez naquela semana, enquanto o mesmo estava ocupado no leme. Todas as tentativas dês daquele dia foram falhas, Orochimaru nunca viu nem sombra da maldita chave da arca.

- O que esta fazendo? – perguntou o garoto de cabelos escuros e levemente arrepiados, parando na porta.

- Obito, dá o fora. – rosnou, e os olhos de cobra cintilaram, o encarando – Vá paparicar a droga do capitão e me esquece.

- Não é a primeira vez que faz isso, alguma hora Kakashi vai descobrir e você será mandado pra fora.

Obito aélm de ser o braço direito do capitão, juntamente com Iruka, era o melhor amigo de Kakashi. Orochimaru o odiava, por ele ser tão estúpido como o mesmo foi, acreditando que confiar em Kakashi era ridículo. Obito subira a bordo após a saída de Yondaime, fazendo amigos de forma rápida e simples, ganhando a confiança de Kakashi e de todos. O bom espadachim e de velocidade incrível era muito invejado, mas ele nem se importava.

- Ele não pode me mandar embora de algo que é meu! – fechou os punhos.

- Você fala como se tivesse esquecido que Yondaime passou a posição de capitão para Kakashi, não é? – Obito riu, ele realmente o achava doente.

- Eu vou matá-lo se continuar no meu caminho. – e Orochimaru não estava brincando.

- Você é maluco. – deu de ombros, e virou, para sair dali.

Orochimaru lhe atacou com um punhal, jogando contra as costas. Mas Obito apenas deu um passo para o lado, e não foi atingido.

- Maldito. – asperou, de forma irritada.

- Não tente fazer isso de novo, não vai conseguir. – e então deixou um jovem com cara de cobra extremamente raivoso – E se eu ver, contarei a Kakashi. – E ele realmente viu, mas não pode dizer nada.

Na noite seguinte, o capitão Kakashi deu folga para toda a tripulação, e eles, pela primeira vez, não fizeram alguma piadinha estúpida ou brincadeira de mau gosto. Pois um homem fora morto em batalha contra um navio da Marinha Britânica, mas não por um oficial, apenas isso. Uma placa de ouro contendo palavras foi jogada ao mar, para que afundasse junto ao corpo. Em memória de Uchiha Obito.

- O que acha que esta fazendo, Orochimaru? – Kakashi perguntou, mexendo no chapéu nada discreto.

- O que?! – e o olhou, ele fora pego, finalmente.

- O que esta procurando?

- Nada do seu interesse. – Orochimaru era seco e rude.

- Mas a cabine é minha, claro que é. – Kakashi era tão calmo que dava medo.

- Já disse que não interessa!

Eles se entreolharam e Kakashi ergueu uma corrente, onde o pingente era um tipo de medalhão de ouro com rubis e um desenho da meia face de uma caveira.

- Era isso? – e o homem de cabelos grisalhos riu de canto – Achava que eu ia deixar por ai?

- Me entregue, isso me pertence! – exclamou.

- Minato deu a mim, e não a você. Desista dessa paranóia. – Kakashi girou os olhos de forma lenta.

- O Sharingan pertence a MIM! EU deveria ser o capitão! EU trabalhei duro! Você é só um puxa saco imprestável! – ele estava descontrolado.

- Você só sabe falar merd- – Kakashi não pode completar a frase, Orochimaru lhe atacou, mas Kakashi foi mas rápido, conseguindo bloquear a lamina da espada dele com a lamina da própria.

Kakashi conseguiu imobiliza-o pelas costas, em movimentos rápidos. Algo sobre ter habilidades de prever o ataque inimigo o fazia ser imbatível. Orochimaru ofegava de raiva e ódio, por não ser o melhor.

- Eu sairei daqui, e voltarei um dia para buscar o meu navio. – se ele pudesse, simplesmente o mataria, mas ele não conseguia, por ser fraco.

Naquele dia, Orochimaru deixou o Sharingan com o brilho dos olhos mais cruel que o normal. A sede de vingança o faria crescer e destruir todos ao seu caminho, para, finalmente, destruir o navio comandado por Kakashi, ou, como era chamado, Hatake. Mas descobrir que Uchiha Fugaku, no futuro, faria uma aliança de honra com Kakashi, apenas o deixaria com mais ódio. Ótimo informar que ele só iria descobrir isso bem depois.

- Eu acho que vou viver em terra firme. – Fugaku era sério, e quieto – Mesmo que Itachi não concorde, mas Mikoto não pode ter o bebê em pelo mar.

- Realmente, – Kakashi suspirou – Basta ter feito com que Itachi o odeie por essa escolha.

- Eu não tenho culpa se minha mulher é uma aspirante à princesa e prefere terra a água. – deu de ombros, e cruzou os braços – Mas Itachi é um gênio, ele pode entrar para a Marinha e acabar com você.

- Ele pode tentar, melhor dizendo. – Kakashi riu de forma discreta ao receber o olhar reprovador de Fugaku – Certo, já parei.

- Vocês aceitam bolinhos? – a voz doce de Mikoto ecoou em ambos os ouvidos masculinos, ela sorriu de forma meiga, carregando aquela bandeja de prata, a colocando no centro daquela mesa de madeira pura e detalhada.

- Claro. – e Kakashi baixou a máscara, simplesmente, e começou a comer.

- ...Certo, certo.

Fugaku aceitou e comeu algum, entre mordidas e outras eles conversavam, e Mikoto comentava, animada, sobre o seu filho que estava prestes a nascer. Logo se retirou.

- Sabe, Hatake, você ainda me deve um favor. – comentou o Uchiha, despreocupado – Qualquer dia, se algum de meus filhos precisar, espero que não se negue.

- Eu mantenho minha palavra, Uchiha. – Kakashi acentiu com a cabeça, com sua típica cara de sono e olhos de peixe.

- Mesmo que seja algum pedido maluco, como um lugar no navio?

- Sem problemas, eu sempre preciso de mais um par de mãos para esfregar o convés.

Meses depois, o pequeno Uchiha Sasuke nasceu, e isso fez com que Itachi cometesse alguns erros por sua inveja. Mikoto e Fugaku faleceram sobre um ataque desconhecido em suas casas, e o mais velho entrou para a marinha. A suspeita sobre o assassinato ter sido causado por Uchiha Itachi nunca foi apagada, mas não havia provas. Apenas aquela criança de três anos escondida no armário. Depois disso, Sasuke passou a morar no Castelo Real da família Haruno, como mais um filho para aquele imenso castelo.

- Vamos brincar, teme! – exclamou um garoto loiro, criança, ainda, vestindo roupas largas. Os olhos azuis cintilavam de alegria.

- Não me enche, Dobe, estou ocupado. – ocupado com nada, melhor dizendo, os rabiscos mau feitos naquela folha de papel não passavam de tentativas de escrita. O mais novo dos Uchiha só queria mostrar que conseguiria.

- Deixa ele, Naruto. – e a menina de incomparáveis olhos verdes correu até os dois no jardim. Os cabelos rosados e o vestido vermelho simples esvoaçavam de leve ao vento. A mais bela flor dos Haruno, Sakura.

- Bah, Sakura-chan, você só sabe defender o teme. – Naruto bradou, cruzando os braços – Me ame! – e agitou os braços. Mudança de humor rápida, não?

Sasuke, o garoto de cabelos igualmente escuros apenas girou as esferas ônix dos olhos, não sabia como agüentava aquilo todos os dias.

- Vocês três, venham almoçar! – gritou a loira de seios fartos, Tsunade, da porta dos fundos daquele castelo.

- Hai, Tsunade-sama!

Sakura bateu continência e correu de volta. Onde, agora, além da barra do vestido balançar pros lados, o medalhão que havia ganhado pulava pra vira daquelas vestes caras. O medalhão de ouro com cristais e uma pequena pétala de flor balançava conforme ela corria pelo jardim, mas atrás deste havia algo que ela nunca tinha reparado.

- Vamos teme! – Naruto o pegou pelo braço e puxou de volta ao castelo.

- Que saco. – Sasuke realmente se irritava com tudo aquilo.

Mas os tempos passavam, e o tédio dele se tornou à amizade dos outros. Logo, eram inseparáveis, e ele conseguiu ser até sociável com aquelas duas outras crianças. E seu dote de saber escrever, até cedo de mais, um dia fora realmente usado. Uma parada do Sharingan em Konoha desencadeou o desejo oculto de Sasuke sobre ir embora dali pra sempre. E ninguém iria pará-lo, nem mesmo ela. A entrega de uma carta com um pedido e uma conversa fez com que Hatake cumprisse aquela antiga promessa. O pedido até fora simples.

- Me seqüestre! – exclamou o garoto já não mais tão criança.

- Você esta maluco, garoto, volte pra sua mãe.

- Deixe-o, Hatake, ele é só uma criança. – Iruka tentou fazer Kakashi ser mais gentil.

- Meu pai disse que quando eu não tivesse nada me prendendo aqui, eu poderia fazer o que eu quisesse. Meu pai, Uchiha Fugaku, disse que eu podia pedir algo a você.

- Quem? – piscou e o olhou mais atentamente. Realmente, era filho de Fugaku. Principalmente pelo temperamento – Você tem noção do que esta me pedindo?

- Tenho, agora aceite logo. – rosnou – Não tenho muito tempo aqui. – fugir do castelo estava na sua lista de coisas que aprendeu com Naruto.

- É o desejo dele, Kakashi.

O capitão Hatake suspirou e massageou as têmporas de forma cansada e pensativa. O garoto jovem, ainda que criança, queria algo que ele não podia carregar. E ele sabia disso.

- Tudo bem. – concordou – Vamos bolar um teatro, mas se contar a alguém, tudo terá sido em vão. – e suspirou.

- Eu não vou contar. – disse o Uchiha mais novo.

Naquela tarde um plano foi bolado, e a vida de Uchiha Sasuke tomou outro rumo. Na noite daquele baile tão bonito, Haruno Sakura, com seu belo vestido, não teve com quem dançar. Procurá-lo foi sua missão, e perdê-lo diante dos seus olhos foi inevitável. Nessa mesma noite, Sakura jurou que iria encontrá-lo, e jurou, acima de tudo, que nunca o esqueceria. Nunca.

Sakura queria tê-lo de volta, e nada, nem ninguém, iriam conseguir parar aquele coração feito de flores.

Nem mesmo o próprio Uchiha Sasuke.

- Ande logo e lave tudo isso, pirralho. – e um dos marujos jogou um esfregão para o Uchiha mais novo.

- Cala a boca! – rosnou como um cachorro irritado.

- Você que resolveu subir a bordo, Sasuke. – Iruka tentava ser gentil, mas Sasuke tinha criado uma barreira em torno de si.

- Tsc, cale a boca. – suspirou de forma arrastada, e começou a limpar o convés.

- Sasuke, seja mais gentil com eles, já faz anos que esta aqui e continua chato.

- Hatake, não me enche ou eu vou te dar um murro. – O jovem, já não mais criança, de corpo bem moldado e cabelos negros, devidamente espetados, odiava como Kakashi o irritava.

- Você pode tentar. Já sei, quer fazer uma aposta? – sorriu por detrás da máscara e sentou sobre um barril.

O convés se calou.

- Que tipo de aposta...? – o Uchiha parecia interessado.

- Vamos lutar, e se eu conseguir te desarmar, você vai limpar o convés por 20 anos.

- E se eu te desarmar?

- Te dou o comando do Sharingan. – e Kakashi alargou o sorriso oculto.

O convés parecia mais um cemitério, melhor dizendo.

- Feito.

Naquela tarde, o Uchiha desarmou o capitão Hatake, ou melhor, ex-capitão Hatake. Graças a suas habilidades espadachim que adquiriu naquele castelo Haruno, este fez com que Kakashi se aposentasse mais cedo do que ele previa. Para não fazer fama ao Uchiha que não queria ser encontrado, o melhor a se fazer foi que este levasse o apelido de Kakashi com sigo. A partir daquele dia, ninguém mais chamou o novo capitão Hatake por seu nome.

Mas o problema só chegaria depois.

- Naruto, nós vamos fugir hoje de tarde. – Sakura arrumava a pequena mala que carregaria com sigo atrás daquele Uchiha.

- Hai, Sakura-chan. – assentiu fraco com a cabeça e mexeu nos cabelos. Isso tudo era uma grande aventura pra eles, afinal.

- O que foi, Naruto?

- Eu não quero que nada aconteça com você, Sakura-chan. – a mão de Naruto tocou os cabelos dela e bagunçou-os de forma leve, rindo.

- Nada vai acontecer comigo. – a garota de olhos esmeralda sorriu de forma meiga pra ele, e isso o fez abraçá-la. – Não chore, Naruto. – ela não conseguiu conter um riso acompanhando de um curvar de lábios num sorriso.

- Não ria de mim, Sakura-chan! – o loiro fez bico e cruzou os braços.

- Tudo bem, mas está na hora. – ela levantou e colocou a mala nas costas. Os cabelos rosados e devidamente lisos foram penteados uma última vez, e ela arrumou aquela camisa branca que usava por cima das outras peças de roupa.

- Eu prometo que vamos encontrá-lo, Sakura-chan. – Naruto a segurou pela mão, e começou a guiar pros fundos do castelo, para assim, pular aquele muro não tão alto e fugir.

- Eu acredito em você. – ela murmurou baixo, e deixou que ele a guiasse pra longe dali, quem sabe por pouco tempo, ou, quem sabe, para sempre.

O castelo Haruno não iria dormir naquela noite, na verdade, não ia dormir por muito tempo, até o momento em que ninguém mais tivesse esperanças de regatar aquelas três crianças, que agora, eram jovens e sem nada que os fizessem regressar. E isso tudo não passou de um sonho que conseguiu virar realidade, fazendo com que aqueles corações fechados fossem protegidos por uma coisa muito maior.

A vontade de alcançar o que queriam.

- Sakura-chan, como quer se passar por um garoto se tem cabelos rosas?

- Ah, ótimo.

- Seu plano perfeito não será perfeito, Sakura-chan...

- Não tire conclusões precipitadas, Naruto!

Então ela cobriu os fios rosados com um lenço vermelho escuro, e os olhos de Naruto brilharam. Sakura fez um V e riu, quando o Uzumaki disse que estava ótimo.

- Hey! Sakura-chan!

- Não me chame de Sakura.

- Como quer que eu te chame, então...?

- Me chame de... – pensou por alguns segundo – Yue!

Ela sorria e ele não entendeu.

- Y-u-e?

- Hai! E você vai ser... – pensou novamente – Já sei! Você vai ser... Kyuubi.

- Kyuubi?! Até você Sakura-chan...

- Ah. Naruto... Mas você vai ser o Kyuubi-kun, pra mim.

- Kun?! Você vai por –kun no meu nome?

- Er. Hai...?

- Sugoi Sakura-chan! Ok. Já que é assim, eu aceito.

Eles riram, e isso só iniciou aquele sonho não mais oculto.

Mas ainda faltava algo.

- Quem é você? – perguntou, em um tom cansado.

- Meu nome é Na- – fora cortado pela cotovelada de Sakura – Me chamam de Kyuubi. – sorria amarelo.

- Sei. E você...?

- Y-Yue! – estendeu a mão, que foi aceita.

- Bem... – suspirou – Eu sou Nara Shikamaru. – disse, e sorriso singelo.

Shikamaru não acreditou que alguém tão magro quanto Yue podia querer subir ao Sharingan, afinal.

- Eu e o Yue lutamos esgrima! Somos bons.

- Esgrimam nee? Bem, no navio vocês podem mostrar o que sabem.

Aqueles casais de amigos seguiram o novo rapaz até uma parte afastada de Konoha, onde o Sharingan ancorava. Eles, nervosos, só queriam subir logo naquele navio e sentir como era o cheiro do mar vindo de cima. Sakura, na verdade, queria mesmo era encontrar Sasuke e abraçá-lo de um modo que mostrasse que ele não estava sozinho. Naruto queria rever aquele amigo, mas eles tinham mudado tanto, a aparência, principalmente. Rezava para que pudessem reconhecer um ao outro.

- Quem são eles?

- Kyuubi e Yue. – Shikamaru respondeu.

- Hum... – cruzou os braços – Uma... Raposa Demônio de Nove caudas e, uma Lua Chinesa?

- Er... Hai – Sakura se pronunciou. Naruto nervoso apenas ficou quieto.

- Eu sou o Capitão Hatake – o sorriso nos lábios, que fez Sakura sentir um calafrio na espinha.

Sasuke, ou melhor, Hatake também não acreditou de como Yue queriam subir ao Sharingan tão magra e de mãos finas.

Sakura, naquele momento, sentiu algo incrivelmente desconhecido dentro de si, como se apenas o capitão pudesse provocá-lo, como se o capitão fosse mais que um novo conhecido.

Naruto confirmou que eles lutavam esgrima, mas Sakura gelou quando o capitão tocou a bainha da própria espada num ato alheio enquanto pensava sobre isso.

O capitão estava sem vontade de fazê-los lutar ali mesmo para comprovar, naquela hora.

- Levantar ancora, marujos! – exclamou – Bem vindos ao Sharingan... – Hatake os olhou uma última vez e seguiu na direção de sua cabine.

Aquilo, finalmente, era apenas o começo de algo maior. Algo que os levaria para um mundo que nenhum dos dois conhecia. Algo que os levaria a Uchiha Sasuke, adormecido dentro do peito daquele capitão. Nada faria a flor dos Haruno desistir de tê-lo de volta, nada.

Nem mesmo o próprio Uchiha Sasuke.

Ela iria alcançá-lo.

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Estou aqui para pedir milhões de desculpas pelo meu descuido e a falta de atualizações. Eu queria agradecer, realmente, às 26 Reviews que recebi no capitulo anterior. Isso me faz sentir vontade de escrever e jogar o bloqueio pro inferno que o parta, realmente. De ontem pra hoje fiz o capitulo e consegui não deixá-lo só com embolações.

Vou viajar no dia 17 e volto dia 23, logo, tentarei ter boas idéias lá, enquanto torro no sol (Y)

Ah, explicações

1º - Esse capitulo foi reservado parar contar a história básica do Sharingan, e de repente, tirar algumas dúvidas que as pessoas tinham sobre o passado dele e essas coisas. E também mostrar a rincha entre o Kakashi e o Orochimaru.

- Pelos Deuses, gente XD a frase: "Mas, pelo menos, algo a noite iria consolá-lo, ou era o que ele achava" não tem NADA a ver com a Ino. Quem leu com atenção, notou que Sasuke falava de Sakura, já que ela foi escolhida como brinquedo dele. Logo, ele acha que a noite poderia se distrair com ela. Entendido? (espero que sim ..)

3º - Agradeço novamente as reviews, que me deixaram muito feliz com o carinho que vocês, leitores, tem pela fanfic. Eu queria mesmo me desculpar, de joelhos, por essa demora. E pretendo escrever mais quando voltar. Mas, principalmente, dizer 'Obrigado' a todos que não desistiram de ler depois da demora.

Agradeço a:

†Uchiha SakuraS2

†DaH cHaN

†Gu3Mii

†Maríllya

†isadora

†Tsubame Hitori

†Adriana Paiva

†Juju

†Ana

†Miza-Chan

†Uchiha Harumi

†Shikatema

†lydhyamsf

†Haine Uzumaki

†uchiha maH'

†Mari Santoro

†Yukino

†Uchiha Madazitah

†Lady0Kagura

†Lecka-chan

†Reeka-chan

†Mikain-chan

†Hyuuga Mitha

†kaory-chan

†Manu

†Mye-chan

As reviews serão respondida no meu Live.Journal (Vide profille), já que eu não consigo por o link aqui --'V

Obrigado.