Felizmente ou não, não demorou mais que algumas horas para que o comunicador se pronunciou antes, de mim e mesmo de Sasuke. Ambos parecíamos não somente cansados, mas dispostos a não nos pronunciar o resto da noite. Eu não conseguia pelo fato de estar temerosa a uma reação de Sasuke, depois do dia do lago, mesmo que absolutamente nada tenha acontecido, foi malditamente ótimo. E toda vez que o olhava, cenas da noite vinham a minha cabeça, onde sentados sobre um galho mais grosso de arvore, ficamos observando a lua e como ela refletia no lago. Sasuke encostado no tronco da arvore, e eu a sua frente, ao seu lado com seu braço em meu ombro e minha cabeça levemente recostada sobre seu ombro. Uhn... realmente uma cena para eu me lembrar por um tempo. Para a infelicidade de Itachi.

Logo que ouvimos o comunicador, Sasuke começa a conversar com alguém que parecia Kakashi e logo para, encarando-me com olhar frio e distante de sempre:

-Temos que voltar. A hokage precisa de nós na vila... Agora!

-Uhn. -minha vez de ser monosilabicamente irritante.-E a missão?

-Completaremos na vila. Parece que surgiram mais pistas sobre os ninjas e precisamos retornar.

-Hai.

E assim continuou. O silêncio. O ar pesado. O cansaço. A fadiga. Tudo se misturando e um ANBU a minha frente que parecia realmente não se importar com o quanto cansado ele estivesse, já que estávamos a algumas horas procurando inutilmente por pistas e suspeitos. Chegamos a Konoha torno de algumas horas e já era noite. De acordo com Sasuke, tínhamos o resto da noite para descansar e o dia seguinte também, já que tinham ninjas procurando por mais pistas antes que começássemos a agir.

Yooooooooooooshi. Um descanso era tudo que eu queria, rrá!

Vou calmamente para casa e vejo a luz de casa acessa e um carro preto parado à frente.

Vou me aproximando e percebo uma pele alva e um par de olhos negros, intensamente negros que brilhavam sob o poste com aquela luz opaca.

Vejo um sorriso se formar naquele rosto tão conhecido e de repete o estranho decide se apresentar.

-Senti sua falta. Essas missões às vezes parecem nunca acabar. –Dizia enquanto enlaçava minha cintura e me dava um beijo no canto da boca.

-Hehe, Itachi-kun. Não te esperava aqui essa hora.

-Vim te buscar para sairmos um pouco. Eu sei que você merece descansar, mas não consegui ficar sem te ver por mais tempo. Aceita sair comigo?

-Er... Eu realmente estou cansada, não é melhor deixarmos para outro dia?

Digo enquanto ele levanta a mão calmamente para tirar um pedaço do longo cabelo que agora estava em seu rosto pálido. Um brilho inesperado em sua mão. Um anel.

O mesmo anel que eu tanto pensei durante a missão e aquele que eu rezava para que fosse de fato só um anel de compromisso, para que nada mais acontecesse a Itachi.

Ora, eu me preocupando com ele? Chega a ser...Engraçado!

De qualquer forma, olho fixamente para o anel e o encaro por alguns segundos.

-Algum problema Sakura-chan?

-... Não, nenhum problema.

-E então?

-Bem, se quiser me esperar. Vou tomar um banho e volto em menos de meia hora, ok?

-Tudo bem.

Despeço-me então com um simples aceno e entro em casa.

Que coisa. Estou morta e ainda sim vou sair com ele. Mas aquele maldito anel me chama atenção, e nem que precise embebeda-lo vou descobrir. Alem de ter uma ótima hora com alguém que diz ser apaixonado por mim, de qualquer maneira.

Tomo um banho rápido, o suficiente para que o cheiro de terra com suor saia do meu corpo. Pego a toalha e a enrolo sob o peito e saio do quarto para escolher a roupa.

Bem, era uma noite fria. Então um jeans, uma blusa sem mangas branca, um bolero preto e botas igualmente escuras compunham minhas roupas. Era frio, mas ainda sim era só um passeio.

Solto o cabelo, maquiagem prateada nos olhos, pó suficiente para cobrir as olheiras demonstrando meu cansaço, um par de brincos de argolas médias e gloss. Agora sim estava pronta.

Desço calmamente as escadas e vou ao encontro de Itachi, que começa a me encarar com um olhar misto de deslumbre e distancia.

-Pronto, agora sim podemos ir.

-Ótimo!

Entro no carro e começo a escutar a música tranqüila que tocava no ambiente. Aaah se continuasse assim eu dormia antes de chegarmos a qualquer lugar.

-E então, aonde vamos?

-Um restaurante aqui perto. Deve estar faminta né. –Com um sorriso de canto de boca que o deixou incrivelmente lindo.

-Estou acostumada. Mas adoraria, obrigada pelo convite. ''

E conversamos futilidades até chegarmos ao restaurante. Entre uma conversa e outra, vi minha deixa:

-Itachi-kuuun, você ainda não me disse o propósito do anel. Assim vou começar a achar que realmente é casado.

-Não seja boba, eu disse que estou apaixonado por você e não existe nada, como casamentos que possa me atrapalhar.

Coro. Maldito. Ele ama fazer isso comigo. Dizer coisas bonitas e decididas e me deixar envergonhada.

-Hehe n.n –Sorrio sem graça, mas ainda não esqueci que ele só enrolou e não faolu o que era aquilo.

-Coisas de trabalho...

-Trabalho? Oras, mas..

-Bem, é o suficiente que qualquer um deve saber.

Pausadamente tento captar aquela mensagem. Qualquer um... Eu não era qualquer uma até onde sabia.

-Qualquer um, uhn.

-Não me entenda mal, minha Sakura, mas são coisas que não tem necessidade mesmo.

E terminamos nosso jantar muito quietos. Não havia nada para ele me dizer, e não havia mais nada que eu pretendia escutar. Quando entravamos no carro, ele abriu a porta para eu sentar-me. Sabia como me acalmar com tanto cavalheirismo.

-Te levo em casa

-Ah sim, obrigada novamente.

-Não agradeça. Só espero que não fique brava comigo por não ter sanado sua curiosidade sobre o anel.

-Tudo bem, eu estava sendo...inconveniente demais. Né ' –Sorri de lado, meio sem jeito.

-Nunca é inconveniente demais. Fico feliz que esteja tão curiosa sobre mim. –Dizia enquanto se aproximava do meu rosto, enquanto eu começava a sentir um hálito quente se misturando a minha respiração que por hora já estava mais acelerada. E eu tomo uma iniciativa, dou-lhe um selinho. Bem, antes que começássemos algo onde pudéssemos terminar mesmo no apartamento dele, mais precisamente na cama.

Ai ele volta a focar-se no volante e diz:

-Espero que não se importe de eu passe antes no meu apartamento para pegar algumas coisas que esqueci lá. Gostaria de lhe mostrar algo também.

-De fato eu ficaria um pouco incomodada. Se importa que eu espere no carro?

-Faço questão.

E ele insiste, insiste, até que eu ceda.

-Tudo bem, desde que não demore. Gostaria de descansar um pouco mais hoje.

-Não se preocupe, não irá demorar.

E chegamos em seu apartamento. Um local confortável e maravilhosamente bem decorado.

Paredes brancas, com algumas pretas. Movéis de madeira escura e algumas poltronas perto da televisão ampla na entrada.

-Espero aqui. –Digo soltando sua mão. A verdade é que eu não estava nada a vontade ali. Vá saber o porque.

-Ok.

E ele adentra um dos cômodos. Enquanto esperava, esbarro em um pequeno móvel e a secretária eletrônica começa a falar as mensagens do dia.

-Yoo, Itachi. Consegui mais carne pro nosso projeto. Hehehe. Era uma vila mais afastada, provavelmente não vão nem dar falta deles. Onde eu deixo? E quando começamos? Depois me liga de volta ehn. See ya, Kasame.

Ok, agora estava realmente chocada. O significado de carne parecia, carne...humana? Que droga era aquela?

E entãããão minna-saaaan

Gostaram do cap? OMG. Para-lo nessa parte foi maldade. Eu odeeeeio quando isso acontece.

Mas eu só tenho metade do próximo capitulo pronto e decidi já postar esse e deixar o 8° inteiro antes de publica-lo (: