Minha Menina

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Capítulo 7: Despudorados

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Eu alta no salto você me alcança

a cama pequena você se encaixa

no frio de fora você me agasalha

e no calor dos corpos você me incandesce.

Duro no pau

doce no olhar

puro nos sonhos e calculista nos planos

Menino no meu abraço

homem imenso no toca-fitas do carro.

Vagabundo pela cidade

e na intimidade meu amor

e na intimidade, meu

e na intimidade, eu.

- Maria Rezende

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Edward POV

Foi inevitável sorrir ao acordar e sentir todo o corpo de Bella grudado atrás de mim. Uma perna sua estava por cima da minha coxa e seus seios prensados nas minhas costas enquanto suas mãos faziam um aperto forte no meu abdômen. Podia sentir seu respirar na minha nuca.

Me limitei a passar uma das minhas mãos pela sua perna que estava sobre a minha, sentindo aquela pele macia e alva que eu tanto amava. Se teve uma coisa que eu e Bella nunca tivemos um com o outro foi pudor com os nossos corpos. Depois da primeira vez que nos vimos nus, quando ainda éramos dois adolescentes inexperientes, nunca mais tivemos problemas em aparecer sem roupas na frente do outro. Na verdade, era a maneira como ela andava pelo nosso apartamento de forma despreocupada e completamente descoberta que me passava muito mais que um sentimento de erotismo. Era um sentimento de familiaridade, de conforto, de felicidade. Éramos nós dois vivendo na nossa bolha, sem pudores, sem barreiras. Só nós dois. Algo que eu tinha certeza que nunca seria capaz de compartilhar com outra pessoa que não fosse a minha menina na mesma intensidade.

- Feliz natal, bonitão. – ouvi sua voz grogue de sono dizer um pouco antes de plantar um beijo na minha nuca.

- Feliz natal, lindeza. – dei um aperto na sua coxa. – Você tem certeza que não quer ir na ceia que Ângela e Ben irão dar?

- Tenho. - senti seu corpo se afastar. Me virei para encontrá-la esticando todo seu corpo. – Mas se você quiser ir na ceia da casa dos seus pais...

- Eles nem irão fazer ceia, Bella. – falei olhando para o teto.

- Por que nós não podemos ter famílias civilizadas e normais, hein? – repousou seu queixo no meu peito. – Isso iria facilitar muito as nossas vidas, não acha?

- Ninguém disse que a vida é feita para ser fácil. – toquei a ponta do seu nariz com meu dedo. – Vamos levantar, hein? Não vamos a ceia nenhuma, mas também temos que preparar a nossa!

- Eu deveria ficar com medo? – fez um careta.

- Talvez. – ri, a trazendo para perto e beijando seus lábios. – Hum. – resmunguei quando nos separamos. – Sabe o que eu estava lembrando?

- Não? – respondeu com um sorriso travesso.

- Eu estava lembrando que você tocava muito bem piano. – terminei de falar e ela se levantou.

- Ih, nem vem! – se colocou de pé. – Você que é o músico da relação. – fez um gesto apontando para ela e para mim. – Aliás, tudo que eu aprendi foi com você, então...

- E você ainda se lembra? – me sentei, a puxando para mim pelas pernas, a fazendo ficar em pé no meio das minhas.

- Sim? – sua atenção já estava voltada para a minha boca na altura do seu sexo.

- Você se lembra ou não? – falei com a minha boca bem perto do seu ventre, quase lá.

- No momento... – seus pêlos arrepiaram e eu soltei um riso baixo, fazendo mais uma vez minha respiração bater na sua pele delicada. Um gemido. – Sério, Edward...

- Vem cá... – ri, a jogando na cama, parando em cima dela. – Alguém quer ser agradada, então?

- Você que provocou... – disse com a sua respiração já irregular. Desci uma mão até o seu ponto e o senti pingando. Sorri presunçoso. – Nossa, já? – o olhar que ela me deu me assustaria se eu não soubesse exatamente o seu desejo.

Comecei a plantar beijos pelo seu pescoço e ir descendo enquanto os meus dedos massageavam seu clitóris. Sentia seu corpo se contorcendo embaixo de mim e sabia que quando eu fizesse o que planejava isso iria ser pouco. Quando cheguei no meu objetivo final, minha respiração batendo vagarosamente nas suas entradas, rocei a minha barba por fazer na parte interior de suas pernas já abertas e prontas para mim da maneira que sabia que ela gostava. Mais um gemido.

E o meu celular tocou. Parei no lugar.

- Nem... pense... nisso. – suas mãos já estavam nos meus cabelos. – Aí embaixo, Cullen. Aí embaixo.

Ri, esquecendo completamente o telefone.

- Sim, senhora. – falei antes de me afundar nela.

E o corpo contorcendo entre gemidos de antes? Não foi nada.

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Bella POV.

- Sim, Emmett. – confirmei sentada no sofá enquanto abotoava alguns botões da camisa branca de Edward que joguei por cima do meu corpo depois de um, digamos, precisado banho. – Não, Emmett. – neguei.

- O que ele quer? – ouvi Edward indagar da cozinha. Ele que estava preparando o café (almoço) de hoje.

- Boa pergunta! – respondi. – Sim, eu estou ouvindo você, Emmett. – continuei com um tom tedioso.

- Hey! Não gostei desse tom tedioso, mocinha. – ralhou no outro lado da linha, afastei o telefone para encará-lo séria como se ele pudesse me ver. Coloquei de volta no ouvido. – Eu estou aqui te pedindo ajuda no presente da Rose. Você deveria me tratar melhor.

- Você ligou cinco vezes para o Edward só porque você precisava de ajuda no presente da Rose? – ele tinha atrapalhado o meu estupendo sexo com o meu namorado gostoso cinco vezes porque ele queria um presente para namorada dele?

- O quê? Você que é a amiga dela! Aliás, eu não tenho seu número. O que me faz lembrar que Edward não me atendeu cinco vezes e... – parou. - Oh, eu atrapalhei aquele sexo matinal, não foi?

- Cinco vezes.

- Mas o Ed não atendeu igual.

- Algo me diz que ele tinha uma distração melhor, Emmett. – revidei.

- Ah, claro. – ficou quieto um pouco. – Bella, posso te perguntar uma coisa?

- Vá em frente! – sabia muito bem que não adiantava dizer não.

- Aquela primeira vez que eu liguei, o telefone foi atendido, mas eu acho que por acidente...

- Ah, eu acho que tinha caído no chão... – respondi já com medo do que viria a seguir.

- Pois é, você estava gemendo realmente alto. – comentou como se não fosse nada. O que eu fiz? Gargalhei. – O que ele estava fazendo, hein?

Gargalhei mais ainda. Ah, esse amigo que o Edward arranjou na guerra.

- Oral. – contei, ainda rindo. A cabeça de Edward surgiu na mesma hora na porta da cozinha com um rosto assustado. – Esse seria um bom presente para Rose! – completei, rindo ainda mais.

- Claro! – falou animado por ter achado algo para "dar" para Rosalie. – Mas só isso?- gargalhei ainda mais, já deitada no sofá e limpando minhas lágrimas de riso. Edward sentado na mesinha de centro me encarando um pouco assustado. O que me fez rir ainda mais.

- Você pode dar o que você quiser para ela nesse sentido, Emm. Na verdade, uma transa de natal deve ser completa, você sabe bem que não é certo parar no oral. – ditei como se estivesse ensinando alguma matéria para uma turma de escola. – Dê isso, uma transa completa, repita quantas vezes a minha amiga coelha quiser, e aquele par de brincos que eu te mostrei na última vez que fomos ao shopping. – terminei enrolando o fio do telefone nos dedos e rindo quando Edward colocou as mãos no rosto para rir também.

- Perfeito! – comemorou. – Obrigado, Jingle Bells! Você é a melhor namorada de melhor amigo que eu já conheci. Feliz natal para vocês!

- Feliz natal, Emmett. Feliz natal. – desliguei balançando a cabeça. – Ele me chamou de Jingle Bells. – contei encarando o meu namorado.

- Esse é o Emmett! – riu. – Sério, essa deve ter sido a conversa mais engraçada que eu já presenciei na minha vida.

- Vai ver é por isso que ele disse que eu sou a melhor namorada de melhor amigo que ele já conheceu. – ri. Edward gargalhou.

- Obrigado. – agradeceu sorrindo.

- Pelo o que exatamente? – levantei uma sobrancelha.

- Por nunca deixar de ser você. – apontou para mim. – Não importa o que aconteça, você vai sempre ser a minha menina sem papas na língua que consegue colocar um sorriso no meu rosto sem nem ao menos tentar.

- Edward... – levei minha mão ao seu rosto sorridente.

O telefone ao meu lado começou a tocar.

- Ih, atende. – passei o aparelho para ele. – Já chega de falar de sexo com Emmett.

- Alô? – atendeu ainda risonho. – Ah, oi, Angie. Ela está, sim. Só um pouquinho. – me passou o telefone. – A sua irmã. – se levantou. – Vou terminar de fazer o almoço. – saiu.

- Feliz natal, irmã. – desejei assim que coloquei o fone no ouvido.

- Feliz natal, Bella. – seu tom parecia choroso. Suspirei.

- Tudo bem com você?

- Você não vai vir mesmo para a ceia? – perguntou com a voz mais baixa.

- Não, Ângela, não vou. – falei firme, eu sabia que ela iria querer me persuadir a mudar de ideia, mas eu não iria.

- Mas é o nosso primeiro natal sem a mamãe, Bella. – argumentou, a voz ficando mais pesada.

- Eu sei disso, acredite. Eu sei. – joguei minha cabeça para trás, encostando no sofá, soltando o ar dos pulmões. – Ben está aí com você, certo?

- Claro que sim. E os pais dele também virão. – contou.

- Então eu não vou mesmo, irmã. – reafirmei. – Eu preciso ficar longe de qualquer tempo em família por hoje. – esfreguei meu rosto com uma mão. – Mas eu prometo que irei no almoço amanhã, ok? Daí trocamos os nossos presentes e tudo mais.

- Se você quer assim... – largou um pouco desdenhosa.

- Angie, eu me dôo todo o santo dia para vocês todos. – ditei. – Pelo menos na noite de natal eu mereço fazer o que eu quero.

- Tudo bem, tudo bem. – resmungou. – Feliz natal novamente.

- Feliz natal. – repeti. – E eu boto fé em você, mocinha.

- Eu também, Bella. Eu também. – suspirou. – Até amanhã, tchau.

- Tchau. – desligou.

Me joguei de cara nas almofadas.

- Está na mesa! – a voz de Edward falou. – E você tem a bunda mais linda do mundo. – não consegui não rir, um riso abafado pela almofada.

- Obrigada. – virei meu rosto para ele que sorria divertido para mim. Me olhei e percebi que a camisa que usava havia subido deixando todo a minha bunda exposta. Revirei os olhos rindo e saí do sofá caminhando em direção a cozinha. – O que temos, chefe?

- Panquecas! – respondeu animado. Ri de novo, plantando um beijo nos seus lábios.

- Perfeito.

Nos sentamos confortavelmente na pequena mesa da nossa cozinha. Eu com uma perna no seu colo, e uma conversa agradável entre nós dois. Como sempre foi.

- Você se lembra daquela vez que você quebrou o braço? – indaguei.

- Qual das vezes? – riu.

- A que Alice te deu um encontrão e você escorregou de meias escada abaixo. – expliquei.

- Lembro. – sorriu. – A Alice achou que tivesse me matado. – gargalhou.

- Sim, e foi para a minha casa berrando que você tinha caído da escada e morrido. – completei, balançando a cabeça ainda incrédula com a loucura da minha amiga. – Que susto que eu levei...

- Eu aprontava muito, né?

- Nossa! E como! – sorri. – Alice também tinha das suas. – me levantei para colocar os pratos na pia.

- Espero que os nossos filhos puxem você, então. – comentou.

Congelei por um momento, agradecendo por estar de costas para ele. Terminei de arrumar a louça suja e me sentei quieta na mesa.

- Bella? – me chamou, sua mão na minha.

- Quer que eu faça café? – desconversei.

- Não precisa... – negou. – Aconteceu alguma coisa? Você ficou estranha de repente...

- Eu? – me pus de pé. – Claro que não, Edward. – fui saindo da cozinha.

- Hey, hey, hey... – me puxou pelo braço, fazendo meu corpo chocar com o seu. – Me fala. – seus olhos verdes me perfurando.

- Talvez... – mordi meu lábio inferior. – Talvez eu não queira ter filhos.

- Tudo bem... – abraçou a minha cintura. – E eu posso saber por quê?

- Não é óbvio? – me afastei. – Eu nunca conseguiria ser uma boa mãe.

- Bella! – ralhou.

- É verdade! – rebati. – Edward, nenhuma criança merece ser posta na família maluca que eu tenho para oferecer. – me exaltei. – Um avô bêbado? Uma avó morta por irresponsabilidade do avô? Uma mãe que tem de cuidar de todos e mal consegue fazer isso?

- Não fala assim... – tentou tocar meu rosto, mas eu fui para trás.

- É sério. – pontuei. – Não dá. Eu nunca conseguiria ser uma mãe, não uma digna de ser chamada de boa pelo menos. – minha respiração já estava irregular.

Ele não falou mais nada, ficou parado onde estava. Soltei o ar, limpei as poucas lágrimas que teimaram em cair.

- Desculpa. – corri até Edward, me agarrando em seu pescoço. – Eu não quis ser rude.

- Deixa disso, Bella. – senti seus braços me circundarem. – Está tudo bem. – beijou meus cabelos.

- Você queria saber se eu ainda toco piano. – comecei, minha voz abafada pelo seu peito. – Eu nunca mais toquei, na verdade.

- É mesmo? – me afastou um pouco para me olhar. – Por quê?

- Não sei, acho que foi mais uma coisa que eu perdi a vontade de me dedicar. – dei de ombros, caminhando para a janela do apartamento. As ruas estavam movimentadas naquele início de tarde em Chicago.

- Assim como a dança. – o ouvi falar atrás de mim.

- Eu só dançava por causa da Maria... – parei de falar. As lembranças – as recentes e bem antigas – me atingindo.

- Ela nunca mais deu notícias mesmo? – perguntou.

- Não. Mas... – me virei para ele. – Ângela está pensando em procurá-la agora. Ela acha que a família deve ficar reunida.

- Ela deveria pelo menos saber da morte da mãe de vocês... – falou com a voz cautelosa.

- A Maria foi embora de casa quando tinha quinze anos. – me encostei na janela. – Eu e a Ângela éramos as suas irmãs mais novas que estavam passando pelas mesmas dificuldades que ela! – pontuei. – Ela foi embora, sem deixar um número de telefone e disse na carta que foi porque não aguentava mais as brigas dos nossos pais. – rolei meus olhos. – Se ela soubesse o quanto ficou pior... – devaneei. – Eu vi uma foto em uma revista, no mesmo dia em que a Angie cogitou ir procurá-la, e parecia tanto ela. – encarei o chão. – Só que eu tinha onze anos quando ela foi, ela era uma adolescente, já se passaram dez anos... Eu nem sei se eu ainda consigo reconhecer a Maria. – confessei.

- Você tem vontade de procurá-la?

- Não sei. – admiti. – Mas eu juro que se a modelo da revista não tivesse a cor dos olhos diferente e o cabelo ruivo... Ah, sei lá. – joguei meus braços para cima. - No final, ela estava certa em ir embora logo. Agora estou eu aqui tendo que ver a minha família acabar de vez sem poder fazer muita coisa.

- Bella... – se aproximou, seu corpo parando na minha frente, suas mãos nas minhas. – Você não acha que está na hora de fazer uma visita ao seu pai? – sua voz saiu quase baixa.

- Eu? – me assustei. – Não! Quer dizer... – larguei suas mãos e caminhei até o sofá, me sentando. – Eu nem tenho o que falar com ele.

- Pois eu acho que você tem. – teimou.

- Edward, eu não quero brigar com você. – alertei, minha voz cansada.

- Tudo bem. – se sentou ao meu lado. – Mas pense no assunto, está bem?

Apenas assenti.

Um silêncio ficou no ar.

- Edward? – chamei, olhando para as minhas mãos.

- Sim?

- Se um dia eu tivesse filhos, certamente você seria com quem eu gostaria de ter. – falei com a minha voz saindo quase como um sussurro.

Ele se limitou a me abraçar e beijar minha testa.

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Edward POV.

O dia de véspera de natal se passou sem grandes ceias ou comemorações. Passamos o dia nos lembrando da nossa infância, conversando sobre o mundo, vivendo o nosso mundo particular. Bella precisava se abrir, mesmo que pouco, e eu precisava ouvir.

As horas passaram com a minha menina ora nos meus braços ora caminhando apenas com a minha camisa pelo nosso apartamento. Era fácil estar ali mesmo que não havia nada de fácil na nossa vida.

Acordei sozinho na cama, me assustei. Olhei o relógio ao lado e mostrava ser três da manhã. Me sentei, passando a mão pelo meu rosto.

- Volta a dormir, meu amor. – a voz de Bella ecoou atrás de mim. Virei meu rosto e a vi nua parada na porta.

- Vem para cama, então. – pedi. Ela sorriu de leve e se aproximou.

Me deitei de barriga para cima e logo senti todo seu corpo em cima do meu. A abracei forte ao perceber seu rosto inchado por um choro recente.

- Só me lembrei dela, mas já passou. - me disse baixinho, dando o assunto por encerrado. – Obrigada pela companhia de hoje. – beijou me peito.

- Obrigado você.

Bella nunca me contou que lembranças da sua mãe a fizeram chorar naquela noite, como também nunca mias comentou da irmã mias velha que havia desaparecido no mundo há uma década. Ela havia voltado a ser aquela que guarda tudo, mas as suas mãos me apertando firmemente me mostravam que, para mim, ela sempre seria sem segredos, sem medos. Ela sempre seria despudorada, me transformando completamente despudorado para ela. De corpo e alma.

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Bastante Bella e Edward para vocês :) E então? Entenderam quem é a mulher misteriosa que a Ângela quer procurar?

Ai, gente, eu não gosto muito de fazer isso, mas as reviews estão tão pouquinhas comparada a quantidade de gente que está acompanhando :x Deixem um comentário sobre o que estão achando, por favor! :D

Beijos, e até a próxima!

Isa