Disclaimer: Twilight não me pertence, mas está fanfic, sim. Então, por favor, respeitem.
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6. INESPERADO
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"O esperado nos mantém fortes, firmes e em pé.
O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeços."
- Machado de Assis -
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Bella estava sentido seu corpo dolorido e por apenas um segundo ela ficou irritada com este fato. Entretanto, quando sentiu os braços fortes e quentes de Edward a puxando para mais perto de si e a sua respiração em seu pescoço, um sorriso de felicidade espalhou por seu rosto.
Ela sempre ouviu e leu histórias de meninas dizendo que sua primeira vez era terrível, que era marcada por arrependimentos, mas a dela não foi terrível, fora extremamente especial.
Bella havia sentido dor, muita dor, mas Edward fora atencioso e cauteloso com ela, a tratando como se fosse uma boneca de porcelana, perguntando se ela tinha certeza e se queria continuar, e mesmo sentido dor, assentiu que gostaria de continuar, e com ele sussurrando a cada segundo que a amava, eles consumaram o seu amor. Cada suspiro de amor que ele declarara era o motivo pelo qual Bella não se arrependera de sua decisão, ela sabia que tinha feito a escolha mais que certa.
- Você está bem? – ouviu a voz de Edward sussurrando em seu ouvido. Ela ampliou seu sorriso, pois tudo estava bem, mas também porque adorava sentir a preocupação em cada silaba que ele dizia. Era aquilo que lhe dava segurança. Mantendo o seu sorriso, a garota moveu o seu corpo para encarar o rosto do seu amado.
- Mais do que bem. – murmurou deslizando sua mão direita suavemente sobre a face de Edward, que fechou seus olhos apenas aproveitando-se da sensação sedosa e suave da pele de Bella.
Os dois ficaram um bom tempo imersos em sua bolha, apenas encarando um o rosto do outro, aproveitando a intimidade que partilhavam, sentindo o calor dos seus corpos os envolvendo.
- Eu te amo. – disse Bella depois de um tempo, dando um suave beijo nos lábios de Edward.
- Eu também te amo. – replicou dando um novo beijo nos lábios de Bella. – Obrigado. – murmurou batendo suavemente seu nariz no dela.
- Pelo quê? – pediu com um sorriso, deliciando-se da sensação leve e divertida que partilhavam.
- Por tudo. – expressou Edward dando de ombros. Bella arqueou suas sobrancelhas em confusão. – Por me amar, por ficar ao meu lado, por... me dar a sua inocência, por estar em minha vida, por ser a minha vida. – declamou apaixonado, sorrindo para a sua amada. As bochechas de Isabella tingiram-se de rubro e ligeiramente ela desviou o seu olhar, voltando rapidamente o seu olhar para o rosto do namorado e meio-irmão.
- Você não tem que me agradecer. – murmurou Bella trançando seus dedos entre os cabelos acobreados de Edward. – Eu que tenho que te agradecer por ter sido tão paciente. – sorriu apologética.
Edward sorriu enviesado, esticando-se para depositar um novo beijo nos lábios de Isabella. A morena retribuiu o beijo aproximando ainda mais, se possível, seu corpo feminino do masculino do meio-irmão.
Apesar de ser as primeiras horas da manhã e o casal quisesse aproveitar a atmosfera apaixonada do pós-coito, eles não podiam. Como era sexta-feira e final de semestre, ambos tinham que deixar o apaziguante e apaixonado momento para irem para a aula. Relutantemente, deixaram a cama para compartilhar um banho juntos, trocando beijos e caricias sobre a água morna do chuveiro.
O termo brilhar, tão comumente utilizado para classificar pessoas depois do coito, era óbvio tanto em Isabella quanto em Edward. Os dois partilhavam sorrisos e olhares cheios de segredos e intimidade, suas faces tinham o mesmíssimo brilho de felicidade e satisfação. Era simplesmente inebriante vê-los, o amor que nutriam um pelo outro era visivelmente palpável naquele momento.
Tanto um quanto o outro – apesar do desconforto que Isabella sentia em seus músculos – contava os segundos para poderem voltar para a casa e tirar todas as camadas de roupas que os cobria e se amarem outra vez.
Bella não conseguia sequer pensar em arrependimento por ter quebrado uma das leis de Deus. Ela estava tão feliz e tão satisfeita que não haviam palavras no universo capazes de explicar a plenitude que ela estava sentindo; se era possível, ela estava mais apaixonada por Edward do que antes.
Edward estava além de satisfeito, além de feliz, poderia se dizer que ele estava resplandecente. Por mais que o avanço na intimidade em seu relacionamento com Bella estava progredindo de uma maneira satisfatória, o futuro médico não esperava que eles tivessem sexo tão cedo, e para ele estava tudo bem, ele entendia e respeitava as crenças de sua amada, entretanto, quando ela o surpreendeu na noite anterior dizendo que estava pronta para uma intimidade maior ele ficou sem palavras.
Ele queria sentir o calor da feminilidade de Bella em torno de seu membro, mais do que tudo no mundo; ele havia fantasiado tantas e tantas vezes como seria quando ele a tomaria como sua definitivamente, e nada, nada poderia superar como foi na realidade. Suas expectativas eram irreais e ridículas diante da realidade perfeita e inexplicável. O corpo da sua garota encaixava-se com exatidão sob o seu, o amor, a paixão, a luxúria corria entre eles de uma maneira tão impactante, tão épica que ele tinha a certeza que isto só acontecia quando se encontrava a pessoa certa, sua alma gêmea, o amor de sua vida.
E fora partindo desse principio de que não havia mais nenhuma dúvida que Bella era a única mulher para ele que Edward decidiu que queria algo a mais.
Edward gostaria de fazer Bella a sua mulher, sua esposa. E com esse pensamento que ele assistiu ao lado de sua meia-irmã e namorada as aulas daquela manhã.
Rosalie sabia dos planos de Bella, entretanto a loira achou que a morena não os seguiria até o fim, por conta de suas crenças religiosas. Mas quando vislumbrou o casal com aquele brilho característico de satisfação pós-sexo, ela soube o que tinha acontecido e estava curiosa para saber como tudo havia se desenrolado, como Bella com todas as suas crenças e perspectivas religiosas achou da intimidade que partilharam, se ela havia ou não se arrependido.
Emmett também notou pelo imenso sorriso do amigo, percebendo rapidamente o que tinha acontecido e ele estava curioso para saber quem havia dado o primeiro passo, ou melhor, como Edward havia convencido Bella que eles estavam prontos para o sexo e que era hora de enfim acontecer. Todavia os pensamentos de Emmett não estavam apenas fixos nisto, o rapaz queria arrastar o amigo com ele para uma joalheria, pois decidira que estava mais do que na hora de pedir Rosalie em casamento, e por mais que fossem novos – apenas 21 anos ambos – era hora de pelo menos assumir um compromisso mais sério.
As horas passaram lentamente pela manhã, e quando finalmente foram dispensados pelo professor, rapidamente as meninas uniram-se de um lado e os meninos de outro dizendo que iriam almoçar. Bella sabia que Rosalie gostaria de saber como tudo havia acontecido e por isto que juntas rindo e falando em um tom baixo caminharam em direção ao restaurante vegetariano do campus. Edward e Emmett que ficaram para trás trocaram um olhar confuso antes que em uníssono dissessem:
- Preciso ir à joalheria.
Imediatamente ambos arregalaram seus olhos procurando respostas do outro em sua afirmativa. Edward foi o primeiro a dizer.
- Vou pedir Bella em casamento. – afirmou enterrando suas mãos nos bolsos de sua calça jeans e encarando o amigo. Emmett arqueou ambas as sobrancelhas claramente procurando uma resposta pela afirmativa do amigo.
O ruivo deu de ombros.
- Ela é a única, a certa. Não tem o porquê esperar mais para isto. – explicitou com simplicidade. – E você? Por que precisa ir à joalheria? – pediu com ligeira curiosidade.
- O mesmo. – deu de ombros. – Eu e Rose estamos juntos há mais de 6 anos, está na hora de assumir mais responsabilidade em nosso relacionamento. – falou com um sorriso enviesado.
- Fico feliz Emm, você e Rose se completam. – solidarizou Edward com um sorriso.
- Da mesma maneira que você e Bella. – replicou o outro dando um ligeiro tapa em suas costas, quando ambos começaram a caminhar em direção ao estacionamento.
O silêncio entre eles era confortável, contudo Emmett estava apenas decidindo a melhor maneira de sanar a sua curiosidade, decidindo que não adiantava ter tato, optou por ser direto quando enfim entrar no Volvo prateado de Edward.
- Então... você e Bella... hum... copularam? – pediu balançando suas sobrancelhas sugestivamente. Edward não conseguiu evitar o sorriso enviesado que cresceu em seu rosto.
- Algo assim. – respondeu Edward divertido, observando por sua visão periférica Emmett rolar seus olhos.
- Qual é Edward? Eu preciso de detalhes e sei o quanto você os adora. – rebateu Emmett, desligando o rádio onde tocava uma canção suave de Rock dos anos 80. – Diz aí como você convenceu a Bella a abrir o caminho para a felicidade? – pediu ansioso.
- Emmett! – exclamou Edward ultrajado. – Nós estamos falando da minha namorada! Mais respeito, por favor. – pediu.
- Foi mal, cara. Mas conta aí, como tudo aconteceu? – insistiu parecendo uma garota curiosa para saber da sua melhor amiga como fora a noite depois do baile com o namorado.
- Bella e eu já estávamos avançando gradualmente para o sexo, nós estávamos tendo um monte de oral. – explanou Edward som um amplo sorriso. – E por mais que nosso relacionamento íntimo estivesse avançando eu não esperava ter sexo tão cedo, até que ela... Bella tomou as rédeas da situação. – ponderou ampliando ainda mais seu sorriso.
- Bella? Bella que tomou a frente? Ela que se jogou pra você, pedindo sexo? – perguntou perplexo Emmett. – Porra! Como você pode ser tão sortudo Edward? Eu tive que empurrar Rose no limite quando tivemos sexo no nosso relacionamento. – completou com um ligeiro bico.
- Caso você não se lembre, eu espero isto há 2 anos e meio, Emm. – replicou Edward.
- Justo. Comigo e com fosse foram 1 ano e 8 meses. – suspirou. – Então como foi? Como ela se jogou em cima de você? De boa, não consigo ver a Bella tomando frente em algo assim. – explanou com curiosidade.
- E não é? – replicou Edward com uma risada nervosa. – Nunca esperei que ela fosse tomar partido, na verdade eu já estava convencido de que eu só estaria acolhido pelo sexo delicioso da Bella depois que nos casássemos. – deu de ombros.
- Mas então de uma forma muito bem planejada, que aposto que contou com a ajuda da sua namorada – Edward deu um olhar sugestivo a Emmett que ampliou seu sorriso diante da menção de Rosalie. – Bella armou um jantar especial para nós ontem, com direito a luz de velas e bolo de carne com purê de batatas, meu prato preferido. – sorriu convencido. – Acabamos bebendo vinho, ouvindo uma musica suave curtindo a companhia um do outro, falando coisas aleatórias, quando ela disse que ia buscar a sobremesa. – sua mente começou a repassar o momento mais uma vez.
- Bella estava vestida com um vestido branco, eu deveria saber o que ele significava antes, de qualquer forma – balançou sua cabeça em negação. – continuei na sua sala ouvindo os acordes da musica acústica quando inesperadamente ela chamou a minha atenção, e porra! Ela estava linda! Usando a lingerie mais sexy do mundo toda branca com um pote de Häagen-Dazs sorrindo inocente. Naquele minuto fiquei sem palavras então ela veio para cima de mim oferecendo o sorvete e então ela disse: 'eu estou pronta para fazer amor com você, Edward', o que eu poderia fazer Emm? – explicou soando um pouco alterado e animado.
- Então foi assim? – pediu Emmett curioso, querendo saber mais detalhes, afinal Edward nunca fora de poupar detalhes de suas aventuras sexuais antes de Bella.
- Sim, nos levei para a sua cama e aí eu a amei com toda a intensidade, carinho e amor que ela merece. – pontuou dando de ombros. Emmett tornou arquear suas sobrancelhas.
- Só isso? Você não irá me detalhar como foi entrar nela, como ela se sentiu, se ela reclamou de dor ou se ela achou tudo péssimo? Qual é Edward você sempre foi muito gráfico em suas declarações. – lembrou o grande rapaz. Foi à vez de Edward rolar os olhos.
- Esquece Emmett, não estou sendo gráfico a respeito de Bella, posso apenas dizer que ela é extremamente apertada e porra... deliciosa! Sem duvida foi o melhor sexo da minha vida! – disse orgulhosamente o ruivo.
- Ok... só mais uma pergunta. – disse Emmett, Edward acenou com a cabeça procurando uma vaga para estacionar próximo a joalheria. – Foi por causa deste sexo... hum... épico que você decidiu pediu Bella em casamento? – perguntou genuinamente interessado.
- Por que? – replicou rapidamente Edward.
Emmett deu de ombros.
- Se for por causa disto, não acho certo você gastar uma fortuna com um anel diamante. O pedido tem que ser sincero, Edward. Não pode ser tomada pelo calor do momento, o que parece que é. – explanou.
Edward ponderou as palavras do amigo.
- Não é uma decisão de momento Emm. – contrapôs com convicção. – Eu venho pensando nisto há meses, Bella é a garota certa pra mim, ela me deu tanto desde o começo do nosso relacionamento e eu nunca dei nada a ela, e eu sei como o casamento é importante para ela, eu quero dar isto a ela. Não precisamos correr para a Igreja e marcar uma data, mas quero que ela tenha conhecimento que eu estou 100% comprometido em nosso relacionamento como ela é. – afirmou com devoção, paixão e objetividade em sua voz. Emmett acenou positivamente com a cabeça.
- Ok, Edward. Vamos logo achar um anel para as nossas garotas! – exclamou o grande rapaz batendo suas mãos juntas e deixando enfim o carro.
Os dois levaram um tempo extremamente longo para escolherem o anel que seria perfeito para Bella e Rosalie. Era como se nenhum deles fossem suficientes para expressar o que elas significavam na vida dos dois rapazes. Por fim, depois de quase 2 horas na loja, eles finalmente encontraram as peças que dariam aos seus amores. Emmett desembolsou uma generosa quantia de dólares para o anel que era de ouro branco com um rubi em forma de coração ladeado por duas pedras menores de diamante.
Edward também desembolsara uma quantidade razoável de dólares – menor que a do amigo, obviamente, mas ainda assim uma boa quantidade. Ele elegeu para a sua garota um anel de ouro branco com um diamante grande no centro e vários outros menores em torno do anel, formando o padrão de uma flor. Era simples, contudo delicado e elegante, assim como Bella era, e o ruivo sabia que a morena amaria o anel.
Como haviam perdido um longo tempo na loja de anéis, Edward e Emmett optaram por fazer um lanche rápido em um fast-food antes de retornarem para a escola de medicina de Princeton, onde estariam tendo aquela tarde aula de genética com o Dr. Benjamin Amun.
Já no campus Edward e Emmett com suas compras extremamente bem guardadas em seus bolsos uniram-se as suas respectivas namoradas no laboratório. Elas que já estavam sentadas em suas bancadas – Rose na frente de Bella – conversavam animadamente sobre um seriado aleatório quando interromperam suas conversas para cumprimentar seus namorados, dos quais sentiram falta durante o almoço.
O clima entre os quatro jovens era divertido e leve; risos eram compartilhados e uma atmosfera leve os rodeava. Algumas bancadas de distancia dos casais apaixonados uma pequena garota de cabelos negros curtos e repicados em todas as direções observa a cena com um olhar cobiçoso e invejoso. Aquela era Alice Brandon, filha de um grande médico especialista em Cirurgia Plástica da Califórnia.
Alice desde que entrara em Princeton sempre chamara a atenção, além de seu sobrenome, havia também a sua beleza que era exótica. A pequena mulher parecia uma fada, e conhecendo bem a sua beleza a garota atraia diversos rapazes através de sua arte de sedução e sensualidade. E fora assim que logo na primeira semana de aulas em Princeton que ela despertou o interesse no jovem Edward.
Os dois naquela época flertaram muito durante uma festa, antes que o rapaz a levasse para o seu apartamento e a fornecesse os melhores orgasmos de sua vida. Ela sabia que não deveria se apaixonar por um tipo como Edward, entretanto quando os flertes e as noites dando prazer um ao outro ultrapassaram a marca de meia dúzia, a garota não conseguia mais conter sua paixonite pelo rapaz.
Ela estava certa que Edward iria tornar-se o seu namorado, então imagine a sua surpresa quando retornou das férias de Natal da qual fora a Nova Iorque encontrar seus pais quando descobriu que o seu amor estava namorando a garota mais sem graça e mais sem estilo de toda a sua classe? Sim, Alice queria matar um naquele momento, entretanto ela acalmou-se e disse que aquele caso de amor não duraria muito, já que pelo o que ela havia ouvido no banheiro a garota não estava nenhum pouco disposta em satisfazer sexualmente o namorado, e pelo que ela conhecia de Edward, ele não aguentaria muito.
Foram dois anos e meio de frustração, aguardando o fim daquele romance grotesco, mas parecia que nunca chegaria ao fim. Alice era esperta, perspicaz e sabia que seus planos de conquistar Edward estava escapando por entre seus dedos, e a sua confirmação veio aquela manhã quando observou o brilho pós-coito que tanto Bella quanto Edward esbanjavam, e depois para apenas confirmar suas suspeitas seguiu a garota e sua amiga no almoço apenas para confirmar a sua derrota.
Alice estava completamente revoltada. A inveja que ela observava a interação do casal completamente apaixonado a corroía por dentro como ácido sulfúrico, ela gostaria de ver a infelicidade dos dois. Ela gostaria de ver uma bomba cair sobre a cabeça dos dois acabando de vez com esse romance barato deles.
E foi se corroendo por dentro, imaginando os mais diversos cenários para a infelicidade dos dois, que ela passou uma hora e meia de aula. Seu parceiro de laboratório, Jasper Whitlock, que inclusive era apaixonado pela pequena mulher, notou que ela estava dispersa, mas sabendo que o mau humor de Alice era terrível calou-se trabalhando em dobro na pesquisa de DNA que estavam fazendo na classe para não chamar a atenção do Dr. Amun.
Quando o professor sinalizou o final da aula, todos rapidamente começaram a deixar a classe, entretanto o Dr. Benjamin pediu para que Bella e Edward ficassem na sala, pois gostaria de falar com ambos em particular. Alice que ouviu o apelo do professor decidiu esconder-se debaixo de sua mesa – com a infame desculpa de pegar algo que caiu para ouvir a conversa.
Quando a sala estava vazia o professor de genética fechou a porta e foi até a bancada de trabalho do casal com a amostra de sangue de ambos – já que durante a atividade daquela tarde utilizaram seus próprios sangues como experimento. Edward e Bella observaram suas amostras que estavam nomeadas descansando sobre a bancada e trocaram um olhar confuso antes que o ruivo tomasse a frente da situação.
- Algum problema com as nossas amostras professor? – pediu confuso, recebendo um aceno de confirmação de Bella.
O Dr. Benjamin Amun desde que se formara há mais de 30 anos dedicou-se exaustivamente em pesquisas genéticas, ele fora um dos pioneiros na implantação de exames de DNA, principalmente os testes de paternidade ainda na década de 70. Desde então, o médico já havia confirmado a grau de parentesco de diversas pessoas, confirmando paternidade, maternidade e até mesmo o caso de alguns meios-irmãos que receberam o espermatozoide de um mesmo doador, mas mesmo tendo esta vasta experiência ele não sabia como abordar o assunto para seus dois alunos, que inclusive ele havia percebido que eram extremamente próximos, e não de uma maneira fraternal como deveria ser, mas sim romanticamente o que tornava toda a situação ainda pior.
Benjamim até então nunca havia formado uma opinião sobre o incesto, pelo menos não até aquele momento; afinal, incesto é um tabu, ninguém fala sobre o assunto. Claro que ele como um pesquisador havia estudado as consequências genéticas de crianças geradas a partir de relações incestuosas, mas sempre considerou o caso como hipotético. Porém, observando aquele casal de meios-irmãos e namorados, o médico enfim tinha uma opinião sobre o assunto: não importa o que a ciência diz, o que o código genético de ambos dizem, o que vale é o amor que sentem um pelo outro. Entretanto, por mais que ele tenha esta convicção, esta postura não importa; isso não quer dizer que ele tem o direito de manter dos dois a condição de parentesco deles, apenas para se no futuro eles decidirem ter filhos saibam o que esta decisão pode acarretar.
Tomando uma respiração profunda que o homem de quase 60 anos, de pele morena, cabelos e olhos negros enfim disse:
- Vocês são adotados, certo? – perguntou curiosamente. Edward e Isabella trocaram um olhar confuso antes de confirmarem a pergunta.
O professor soltou uma lufada de ar.
- Vocês estão romanticamente envolvidos, certo? – pediu. Novamente o casal confirmou com um aceno de cabeça. Alice que estava escondida sob a sua bancada teve que controlar a sua vontade de rolar os olhos, ela não conseguia compreender onde o Dr. Benjamin estava indo com aquelas perguntas.
- Professor o que está acontecendo? – inquiriu Bella confusa não suportando mais a hesitação e apreensão do homem que ela respeitava por todo aquele ano.
Benjamin Amun engoliu em seco.
- Bom, vocês sabem que eu sou um especialista em teste de paternidade, certo? – Edward e Bella tornaram a confirmar com a cabeça. – Então vocês imaginam que eu consigo observar semelhanças genéticas com certa facilidade, certo? – pediu mais uma vez, ambos tornaram a confirmar.
O professor de genética fechou seus olhos e tomou uma respiração profunda antes de dizer o que definitivamente mudaria todo o relacionamento do casal a sua frente.
- Pela minha observação, garanto que foi bem apurada, tenho a certeza que vocês são meios-irmãos.
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N/A: Este é o momento que arrumo as minhas malas e me mudo para a Savana Africana? Acho que sim né, principalmente depois desse cliffhanger, mas, qual é? Esta fic precisava de um pouco de emoção, e nada melhor do que vocês terem isto assim, num capítulo curto. Foi como puxar cera de depilação: melhor de uma vez. *KKKKKKKKKKKKKKKKKKK*
Bom... e agora o que vai acontecer? Como será que os dois vão enfrentar essa turbulência? E a Alice? Vocês já tem uma ideia do que ela vai aprontar? A diaba apareceu e não tá de brincadeira!
Quero agradecer mais uma vez o amor, carinho, dedicação de vocês que continuam lendo, comentando, favoritando e recomendando, vocês são incríveis! A Gaby, bem obrigada baby mais uma vez por betar isto tudo, você arrebenta!
Espero encontra-los no próximo capítulo se tiverem perguntas não deixem de ir lá no formspring, ok?
Beijos,
Carol.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!
