Notas da Autora:
Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs.Fic 100% Beward
Obs. Historia para maiores de 18 anos.
A mulher era muito contraditória, mas no momento ele não se importava.
Edward engoliu em seco ao ser deixado sozinho na presença de Isabella. Tanto para evitá-la, na semana seguinte após o encontro furtivo que tiveram no jardim, fizera o possível para evitar a moça.
Se fosse a um baile em que ela participava, mandava amigos e conhecidos pedirem danças a ela, assim seu cartão de dança estaria cheio e em seguida se esconderia na biblioteca para beber e jogar com os mais velhos. Em jantares, que por acaso ficavam lado a lado, se apressava em começar uma conversa com o convidado ao seu lado.
Enfim, tanto para nada, agora estava com a moça, sozinho, bem não sozinho, mas já estava percebendo as verdadeiras intenções de sua mãe, ela queria uni-lo a Isabella Swan, então não importa o que falassem ou fizessem, ambas as mulheres não virariam.
Podia beijar e tocar a moça que elas nem se incomodariam, não, as mulheres ficariam era felizes e os forçaria a casar.
Dando um suspiro resignado se voltou para Srta. Swan.
- Senhorita, gostaria de se sentar? – Perguntou ao ver que a moça estava em pé com os punhos cerrados.
Ela o olhou com um sorriso apertado, assentindo rigidamente se sentou, ele tomou o lugar ao lado dela ficando em silêncio. A ópera deu inicio, mas ele pouco se importava. Nunca fora muito fã de música, e só viera, pois a mãe o enganara dizendo que não tinha companhia.
Srta. Swan parecia não ser muito fã também, pois passara todo o tempo do primeiro ato encarando a poltrona de sua tia. Talvez estivesse tentando destruir a cadeira, ou a tia com a mente, acabou por rir, o que chamou a atenção da moça.
- O que é tão engraçado? – Bufou, o que o fez rir mais.
- Perdoe-me senhorita, mas não acho que encarar sua pobre tia, a fará explodir. – Ela olhou para a cadeira da tia e de volta para ele, em seguida riu.
- Está certo, eu só...
- Não as leve a mal, elas não podem se controlar. Minha mãe armou mais encontros casuais falsos para mim do que gostaria de admitir. – Ela sorriu um pequeno sorriso travesso que fez suas entranhas se revirarem.
Estranho! Pensou esfregando o estomago distraidamente.
- Casuais falsos? Oh, aposto que tem historias interessantíssimas para contar.
- Algumas. Mas nenhuma história que deve ser repetidas para jovens senhoritas impressionáveis. – Moveu as sobrancelhas, ela riu novamente.
- Por favor, deve me contar alguma.
- Não, não, não. Não há nada divertido nas historias, acredite em mim. – O divertimento sumiu de sua voz ao lembrar quando sua mãe deu um jeito de encurralá-lo em uma carruagem com uma mocinha muito afoita, que abriu sua camisa só para olhá-lo horrorizada, com suas marcas.
Sentiu a mão quente sobre a sua e ao levantar o olhar sorriu dando um gentil aperto na mesma.
- Obrigada. – Ela assentiu dando de ombros.
- Não sei o que o aflige milorde, mas tenho certeza que exagera.
- Eu gostaria que fosse assim, Srta. Swan. Mas, obrigada de todo modo.
Ouve um intervalo, e Srta. Swan apressou-se em tirar a mão da sua, quando ambas as mulheres se levantaram.
- Eu vi um conhecido meu no andar de baixo. – Murmurou a tia de Isabella de supetão.
- Verdade Sra. Hale?
- Sim, sim, me acompanha milady Masen?
- Mas é claro. – Ele conteve o sorriso, e tossiu para disfarçar, quando as duas praticamente correram para fora da saleta os deixando a sós.
- Hunf! – A moça bufou. – Elas podiam ser mais sutis.
- Acredito que tenham pouquíssima sutileza. – Ambos riram cúmplices.
De repente Edward notou como a boca de Srta. Swan era bem feita, vermelha e convidativa. Engolindo em seco se afastou, levantando com rispidez para por alguma distancia entre eles.
- Como tem passado essa semana senhorita? – Murmurou mudando de assunto, ouviu a movimentação da moça, imaginou que ela se levantara também.
- Algo errado milorde? – Ele se virou para ela e seu corpo ficou colado ao dela, pois ela estava muito próxima a ele.
- Nada está errado. Só que não é boa ideia ficar sozinho com a senhorita em um camarote.
- Não acho que a nada para se preocupar, o milorde não quer casar, assim como eu, então não corremos risco nenhum.
- Mas sua reputação poderia ser manchada senhorita, o que seria um escândalo. Não posso permitir que passe por isso.
- É muito atencioso milorde. – Ela sussurrou ainda próxima a ele.
O calor do corpo dela o fez estremecer, assim como o perfume que exalava do seu cabelo escuro, seus dedos se contraíram para tocá-la, assim como seus lábios ansiavam para provar os dela novamente.
Respirando fundo ele tentou se controlar, a moça não desejava casar, e mesmo se quisesse ele nunca seria uma opção, mas ao ver os bonitos olhos verdes o olhando com intensidade, num misto de curiosidade e paixão, não se conteve e enlaçou a cintura da moça e antes que ela protestasse, esmagou os lábios contra os dela beijando-a com urgência. Ele esperava por um empurrão, por um tapa, mas não a entrega da moça que se derretia em seus braços, ela gemeu agarrando seus cabelos e encostando mais seu corpo ao dele.
Esse beijo não fora como o primeiro, esse era cheio de urgência e paixão e deixou a ambos, em chamas. Edward se viu empurrando Isabella contra a parede prensando seu corpo no dela, sua ereção crescia vigorosamente entre as pernas, e queria nada mais que erguer suas saias e afundar-se nela, mas o puxão que ela deu em seu cabelo quebrou o encanto e ele se afastou ofegante.
Srta. Swan estava no mesmo estado, ela engoliu em seco dando alguns passos para longe dele e ajeitando o vestido, ela apontou um dedo acusador para ele.
- Milorde, me prometera que isso não se repetirá. – Ele grunhiu tentando se acalmar para diminuir seu desejo, e passou as mãos pelo cabelo para ajeitar as mechas.
- Perdoe-me Srta. Swan, não sei o que me deu. – Ela pigarreou indo para seu lugar.
- Contanto que não se repita.
- Não vai.
Assim que ele estava mais calmo retomou ao seu lugar, e como se só estivem esperando eles se ajeitarem, a tia de Isabella e sua mãe entraram novamente no camarote.
Suas feições eram impagáveis. As duas entraram já esperando encontrar a ambos em um momento comprometedor. Mas, eles foram mais rápidos que as velhas casamenteiras.
Os restos da ópera passaram em silêncio, cada um preso em seus próprios pensamentos. Edward olhou para a moça conforme a noite passava. Como podia uma moça tão firme na resolução de casar, ser tão apaixonada? Ela com certeza faria um homem feliz quando parasse com essa bobagem e aceitasse que o casamento é inevitável para uma jovem da idade dela.
De um modo ou de outro, no final da temporada, Isabella Swan estaria noiva ou casada, e ele estaria só como devia ser.
[...]
Edward cavalgou por algumas horas por Londres, era tarde da noite, e não havia carruagens, nem couches, nem mulheres fazendo compras, enfim o ambiente estava perfeito para cavalgar. O seu único problema, é que a todo o momento passava em frente à casa de Esme Hale. E embora quisesse negar, sabia que fazia com o propósito de pegar um pequeno vislumbre de Isabella Swan.
Sabia que não devia ter esperanças com a moça, mas os beijos que tocaram não saiam de sua mente. Definitivamente ele não tinha jeito para celibatário. Mas o que fazer com a jovem Swan, embora ele gostasse de ter a moça sempre em sua cama, como poderia prendê-la a um homem como ele? Era marcado demais para poder fazer feliz uma jovem na flor da idade.
Resignado cavalgou para longe da casa das Hale. Isabella Swan não era para ele. Ninguém era, tinha que aceitar mais cedo ou mais tarde.
[...]
Edward brindou com Jasper e o resto da sua família. Alice estava radiante com o anel que ganhara do noivo.
- Não é uma beleza Edward? – Ela perguntava pela quinta vez, ele riu segurando a mão da irmã e beijou seus dedos.
- Assim como você irmãzinha. – Ela riu entusiasmada e foi até Jasper.
Ele assistiu a felicidade do amigo e sua irmã com um pouco de inveja, acabara de perceber que de fato ele queria casar, mas não podia. Srta. Swan havia mostrado a ele, que não era homem de se trancar na solidão, ele queria casar, uma família, uma vida. Mas, só podia desejar.
- Prontos para ir? – Jasper perguntou a todos que assentiram, eles iam ao baile dos Denali. Jasper que havia pedido autorização para acompanhar Alice e fazer o pedido oficial iria se juntar a eles.
- Sim vamos de uma vez. – Resmungou Edward e ouviu o suspiro de sua mãe, mas não pode evitar, só esperava que agora com Jasper como noivo de Alice, pudesse fugir de alguns eventos.
Todos se amontoaram na carruagem dos Cullen, que partiu para a mansão dos Denali.
Ao chegarem, foram cumprimentados pelo marquês Alistar Denali e sua esposa Carmem. Depois dos cumprimentos, Jasper se apressou em levar Alice para dançar, e antes que Edward pudesse fugir, sua mãe o arrastou para cumprimentar alguns amigos. Nisso é claro, ele teve que assinar alguns cartões de danças.
Estava dançando a valsa com Tanya Denali, uma jovenzinha insossa e sem graça que não parava de falar de roupas. Edward tentou se concentrar na dança, mas era um pouco difícil com a moça tagarelando o tempo todo, enquanto dava voltas. Ele teve um vislumbre do bonito cabelo mogno de Isabella.
Ela dançava com Michel Newton e ele estremeceu lembrando-se de como o rapaz levou a jovem Rosalie para o jardim e a tocou. Uma onda de fúria se apossou dele, ao imaginar ele levando Isabella para o jardim.
Iria ficar de olho no rapaz.
Quando a dança acabou, finalmente, ele levou a moça de volta para sua mãe, se desculpando fugiu rapidamente antes que sua mãe o alcançasse. Foi para o jardim tomar um pouco de ar.
Afastou-se um pouco da casa achando um banco de pedra, parou abruptadamente ao vê-lo ocupado por ninguém menos, que Isabella Swan.
- Srta. Swan? – Ela ficou de pé olhando um pouco ansiosa para ele.
- Milorde... hmmm o que o trás aqui?
- Vim tomar um pouco de ar, e a senhorita?
- O mesmo, lá dentro estava muito abafado.
- Sim, estava. – Ambos ficaram em silêncio.
Havia tantas coisas que ele queria dizer a ela. Contar seus segredos, lhe pedir uma chance, mas não ousava, ela o olhava com expectativa.
- Milorde quer que eu vá? Quer um pouco de privacidade? – Ela ofereceu se levantando, mas ele se apressou a negar.
- Não vá, eu apreciaria uma companhia. – Ela sorriu voltando a se sentar, sem pensar Edward tomou o assento ao lado dela.
Ele sabia que era errado pedir para que ficasse, se alguém os encontrasse podia pensar mal de ambos, mas ele realmente gostava da companhia dela.
- Eu... – Ambos falaram ao mesmo tempo e riram.
- A senhorita primeiro.
- Não, o senhor, eu só ia perguntar como tem passado. – Ele riu.
- Perguntaria o mesmo.
- Vou bem obrigada.
- Eu também. – Voltaram a ficar em silêncio.
Silêncio esse que estava voltando Edward louco, pigarreando para chamar a atenção ele começou novamente.
- Eu queria pedir perdão pela outra noite. – Ela ruborizou.
- Eu já esqueci a outra noite. – Tristeza o dominou.
- Já?
- Bem, não era para esquecer? – Ela arqueou uma sobrancelha e ele se apressou em assentir.
- Claro, claro, eu só... – Ele suspirou passando as mãos pelo cabelo. – Nada, a senhorita está certa, devemos esquecer a outra noite.
- É o mais acertado, já que nunca deveria ter acontecido.
- Sim, nunca. – Murmurou mais para si mesmo, nunca deveria, nunca haveria nada assim para ele.
- Conde? – Sentiu a mão dela em seu braço e a olhou. – Não é que eu não goste do milorde, mas eu não quero me casar.
- Eu sei Srta. Swan, eu entendo, e acredite, mesmo se a senhorita quisesse eu nunca seria uma opção. – Ela franziu as sobrancelhas.
- Eu não entendo... – Ele levantou abruptadamente.
- Não há nada a entender, vou me manter afastado, perdoe-me... – Antes que ele terminasse de falar, Isabella agarrou seu rosto esmagando seus lábios nos dele.
Edward gemeu sem acreditar que ela o beijara, a boca dela pressionou firmemente na sua o beijando timidamente, ele demorou tanto tempo para entender o que ocorria que ela começou a se afastar, mas ele não deixaria, abraçou o corpo dela junto ao seu a beijando profundamente dessa vez.
Empurrando a língua em sua boca devorou seus lábios com paixão, Isabella podia não querer casar, mas por algum motivo gostava de beijá-lo e ele iria aproveitar enquanto pudesse.
A mulher era muito contraditória, mas no momento ele não se importava.
N/A: Oieeeee povo pervoooo \o/
Ain eu queria abraçar o condeward, ele tava tão tristinho
Aposto que vocês estão se perguntando "QUE DIABOS ACONTECEU COM ELE" KKKKKK
E saberemos alguns detalhes no próximo \o/
Agora esse final foi bom em *.*
Bella agarrou o Edward kkkkkkkkkkkkkk
O que será que acontece no próximo?
Bora comentar povo pervooo
A Leh num pode betar pra gente, mas a perva Natalia betou \o/
Enfim, agora me vou, beijocaas e até sexta ;)
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N/B: Hey meninas, estou tão feliz sendo beta da Paulinha por um dia. Estou me sentindo uma diva. Sério, desculpa Leh, mas to me sentindo. Não fique com raiva de mim, é só por hoje u.u
Agora, sobre o capítulo, tá divo. A parte que eu mais gostei foi a Esme e a Elizabeth querendo encontrar os dois no maior agarro e sendo desapontadas, tadinhas.
Sinto tanta dózinha do Ed, to curiosa pra saber o que aconteceu com ele, mas sendo o que for ele nunca deixara de ser gostoso, só acho u.u
Bom, é isso, espero que tenham gostado tanto quanto eu :3
