Esta história é uma adaptação, por isso Naruto e seus personagens não me pertence e sim a Masashi Kishimoto. Assim como Outra vez... casados tb não me pertence e sim a Penny Jordan
Outra vez... Casados
— Hiroshi talvez tenha escapado do terrível vírus, mas você não parece ter tido a mesma sorte — comen tou Sakura de modo direto, enquanto observava a face pálida de Hinata.
— Tive uma péssima noite — admitiu ela, relu tante.
Hinata encontrara Sakura a caminho da creche e os dois meninos caminhavam juntos à frente.
— Meu pai sabe fazer qualquer coisa — gabava-se Satoshi.
— Meninos! — Sakura riu, meneando a cabeça e trocando um olhar pesaroso com Hinata.
— E Naruto pode fazer qualquer coisa que imaginar! Hinata mordiscou o lábio, ante o comentário dele, ciente do olhar simpático de Sakura.
— Parece que Hiroshi tem uma grande admiração por Naruto — comentou em tom casual, mas Hinata po dia adivinhar o que ela estava pensando. A dor que lhe comprimia o estômago provocou-lhe uma careta.
Não parece nada bem — observou Sakura, preocu pada. — Por que não vai para casa e deita um pouco? Eu levo e pego Hiroshi na creche para você.
— Não posso. Tenho de ir para o trabalho. Já faltei sexta-feira por causa de Hiroshi.
— Acho que não está em condições de trabalhar, está muito abatida — argumentou Sakura. — Está tremendo e não está frio. Essa virose pode ser violenta.
— Obrigada — disse Hinata. — Mas estou bem.
Mas aquilo estava longe de ser verdade. Ao contrá rio de Hiroshi, que se recuperara da indisposição em questão de horas, Hinata sentia-se mal desde a manhã anterior. A cabeça latejava. Vomitara várias vezes du rante a noite e o corpo doía.
Naquele momento, uma onda de náusea a invadiu e Hinata fechou os olhos.
— Não tem condições de ir trabalhar! — constatou Sakura com firmeza. — Como pretende dirigir assim? Vá para casa. Tão logo eu deixe os meninos na creche passarei lá para saber se está bem.
Uma nova onda de náusea reforçou a razão de Sakura e entregando Hiroshi para ela, Hinata voltou apressa da para casa, sentindo uma dor tão intensa na cabeça que a fazia ansiar por se aninhar em um canto escuro e, se tivesse sorte, morrer por lá.
Meia hora mais tarde, Sakura retornou da creche, Hinata a ouviu bater à porta dos fundos e era seguida entrar.
— Graças a Deus que teve juízo — disse, aliviada ao encontrá-la jogada na cama. — Ficaria com você, mas prometi levar minha mãe ao hospital.
— Ficarei bem. Preciso apenas dormir um pouco — assegurou-lhe Hinata.
Depois de Sakura partir, lembrou-se que deveria ter pedido que telefonasse para o escritório, explicando o que acontecera.
O simples pensamento de dar o telefonema parecia exaustivo. Além disso, precisava vomitar outra vez.
Naruto franziu o cenho, enquanto observava a sala vazia de Hinata. Estaria Hiroshi mais doente do que ima ginaram?
O departamento de recursos humanos era o respon sável por verificar porque Hinata não dera notícias, não ele.
Um dos músculos da mandíbula de Naruto se con traiu, traindo o pensamento. A quem achava que esta va enganando?
Deveria estar partindo dali naquele dia para retor nar a seu quartel-general, onde teria uma importante reunião e só retornar na semana seguinte.
Se a funcionária do departamento de recursos hu manos estava curiosa por ouvi-lo perguntar o telefo ne da residência de Hinata, foi profissional o suficiente para não demonstrar.
Na privacidade de seu escritório, Naruto discou o nú mero, franzindo ainda mais o cenho quando não aten deram.
Meio adormecida por um sono provocado pela fe bre, Hinata escutou ao longe o toque do telefone, mas sentia-se muito enfraquecida para atendê-lo.
Naruto esperou até ouvir a gravação da secretária eletrônica de Hinata para desligar. Onde diabos estaria ela? Pensamentos indesejados lhe povoavam a mente, como o de Hinata sentada na sala de espera de algum hospital, enquanto os médicos corriam para socorrer Hiroshi. Uma onda de angústia o assolou, deixando-o sem defesas.
Sentiria a mesma preocupação por qualquer crian ça, assegurou a si mesmo. Como ele, Hiroshi era uma criança sem pai. Sabia muito bem como era aquela sensação.
Um breve telefonema para o escritório central foi o suficiente para cancelar a reunião. Como poderia pre sidi-la enquanto Hiroshi talvez estivesse doente?
Tentou postergar o máximo que pode, tentando aplacar a ansiedade com mais telefonemas fracassa dos, até que no meio da tarde pegou o paletó e saiu.
Quando chegou à casa de Hinata, o alívio estampado em dois dos três rostos ansiosos que se voltaram para ele falava por si.
— Naruto !
— Oh, graças a Deus!
Enquanto Hiroshi corria em sua direção, Naruto se in clinou num gesto automático para erguê-lo.
— Mamãe está muito doente — informou ele.
— Hinata não está bem. — Sakura apressou-se em ex plicar. — Na verdade, quando cheguei com Hiroshi da creche chamei um médico.
Naruto volveu o olhar ao homem de meia-idade, a terceira pessoa presente.
— Hinata parece ter contraído uma das formas mais violentas dessa virose — explicou ele. — Está desidratada e muito fraca, e sem condições para cuidar de si mesma; quanto mais da criança. Precisa de alguém que cuide dela e lhe dê bastante líquido.
O médico lançava um olhar significativo a Sakura, que mordiscou o lábio, sentindo-se desconfortável.
— Normalmente eu ficaria feliz em ficar com Hiroshi, mas...
— Não será necessário — interveio Naruto em Tom firme. — Ficarei com Hinata e tomarei conta de Hiroshi. Sou seu ex-marido — explicou sucinto.
— Devo preveni-lo de que ela está apenas semi-consciente — explicou o médico depois que Sakura partiu para cuidar da própria família. — Delirante e confusa — acrescentou. — Mas isso vai passar. Está com febre alta e cólicas estomacais. Mediquei-a e isso deverá fazê-la sentir-se melhor dentro das próximas doze horas, embora precise de bem mais tempo que isso para se recuperar e...
— Por que diabos não quer interná-la em um hospital? — indagou Naruto , irado.
— Por muitas razões — redargüiu o médico. — Pri meiro, duvido que encontrasse vaga. Segundo, ela tem um filho, que ficaria estressado com isso. E terceiro, embora ela esteja se sentindo muito mal, o estado não é grave. Compreendo que cuidar dela não será fácil. Se não estiver disposto, peço que me fale para que eu possa providenciar algum tipo de lar adotivo tempo rário para o menino e uma enfermeira do distrito para passar por aqui quando puder para cuidar de minha paciente.
Lar adotivo! Hiroshi não precisa disso. Tampouco Hinata de uma enfermeira distrital. Eles têm a mim afirmou Naruto em tom protetor.
— Muito bem. Então lhe direi o que terá de fazer.
Naruto escutou atentamente as instruções do médico. Hiroshi se encontrava sonolento em seus braços e quando o médico partiu, fitou-o nos olhos.
— Quando a mamãe vai ficar boa? — indagou, curioso.
— Em breve — assegurou Naruto em tom calmo, embora em seu íntimo estivesse longe da serenidade.
Dez minutos depois, enquanto observava a face pálida de Hinata, que se encontrava imóvel na cama, a ansiedade de Naruto aumentou. Observou as mãos que pendiam sem vida. Ela sempre tivera mãos bonitas. Fora uma das primeiras coisas que notara nela. Na quele momento, o pulso delgado lhe parecia ainda mais fino do que no passado.
De repente, Hinata fez um movimento brusco e me xeu as mãos. Gotas de suor lhe salpicavam a fronte e ela gemeu, tremendo violentamente. Os olhos topázio se abriram e se dilatando, perplexos, fitaram-no.
— Está tudo bem, Hinata — acalmou-a Naruto , en quanto ela lhe lançava um olhar vago. Porém, a des peito das palavras reconfortantes, Naruto sentia um peso enorme lhe oprimindo o peito.
— Minha cabeça dói — gemeu ela.
— Por que não se senta e toma um pouco dessa água? — sugeriu Naruto em Tom gentil. — Vai ajudar a baixar sua febre.
Hinata tentou obedecer, mas ele podia ver que o mí nimo esforço era demais para ela.
Sem lhe dar tempo para protestos, Naruto sentou-se na cama e amparou-a pela cintura, enquanto ajeitava os travesseiros.
Ela trajava uma espécie de camisola de algodão que estava ensopada de suor e tremia tão violentamente que os dentes batiam.
— Minha garganta está doendo muito — sussurrou ela, enquanto afastava o copo. — Tudo dói. — Num gesto automático, Naruto levou a mão à testa febril. — Isso é muito bom. Frio.
Naruto engoliu em seco ante as sensações que as pa lavras e a temperatura de Hinata fizeram eclodir dentro dele.
— Sinto-me muito quente.
— Está com uma virose — informou ele.
— Não quero afastá-lo do trabalho. Não com o contrato da Anderson para ser concluído.
Os olhos febris se fecharam quando ela se recostou aos travesseiros e Naruto a observou, franzindo o cenho. O contrato ao qual ela estava se referindo era o mesmo em que ele estava trabalhando no início do casamento deles.
O médico o havia prevenido de que Hinata estava um tanto delirante.
Ela fora sua esposa e amante. Seu corpo não guar dava segredos inexplorados para Naruto . Como poderia quando Hinata se entregara tão completamente a ele? Ainda assim, podia sentir os músculos tensos, en quanto removia a camisola úmida de suor. A excitação que sentia, atrasando a tarefa de despi-la, ao avistar a pele pálida dos seios firmes.
Relutante em remexer nas gavetas de Hinata para procurar uma camisola limpa, após ter lavado com uma esponja o corpo suado dela, enrolou-a em uma toalha, respondendo às perguntas desconexas que ela lhe fazia nos momentos em que acordava.
Quando por fim Hinata se encontrava seca e aque cida, e podia ser coberta com o edredom, as mãos de Naruto tremiam.
— Naruto ?
Ele congelou ao perceber que Hinata acordara outra vez.
— Sim?
— Eu o amo muito — declarou ela, voltando-lhe um sorriso doce antes de descerrar as pálpebras e imergir em sono profundo.
Uma dor intensa e perigosa revolvia-lhe o íntimo e os olhos ardiam como se tivessem recebido um banho de cal.
Eram 2 horas da manhã e Naruto sentia-se exausto. Para seu alívio, a febre de Hinata parecia ter cedido um pouco. E Hiroshi dormia profundamente na própria cama, alheio à dor aguda que sentira quando ele lhe explicou sua rotina na hora de ir dormir.
Contendo um bocejo, passou as mãos pelos cabelos, Embora Hinata estivesse adormecida, temia deixá-la.
Entrou no toalete e tomou um banho. Fora um dia cheio. Seus olhos estavam pesados e embaçados. Ob servou a metade desocupada da cama. Não faria mal deitar-se um pouco e cochilar.
Hinata podia sentir a dor do desespero angustiante. No sonho, induzido pela febre, corria com as pernas pesadas como chumbo pelos vários aposentos de uma casa vazia, procurando desesperadamente por Naruto .
Ele a abandonara e a dor era lancinante. Sentia-se desolada, abandonada e completamente sozinha.
A dor atingiu um nível insuportável, fazendo-a gri tar no sonho o nome dele.
Naruto acordou no instante em que ela gritou. Perce beu o pânico na voz rouca e apesar da semi-escuridão podia ver o corpo de Hinata tremer.
— Está tudo bem. — Tentou acalmá-la, pousando a mão no braço trêmulo e inclinando-se sobre ela.
Quando conseguiu entreabrir os olhos, Hinata expi rou, aliviada. Podia divisar a familiar silhueta de Naruto na cama. Ele estava ali. Fora apenas um pesadelo!
Porém, precisava mais do que a presença de Naruto para afastar as sombras escuras do sonho conturbado.
Num gesto instintivo, moveu-se em direção a ele, ansiando por se aproximar dele. Embora o cérebro es tivesse embotado pela febre, os sentidos se encontra vam aguçados e todo seu corpo tremeu quando inspi rou a fragrância almiscarada do corpo de Naruto . Podia sentir a familiar excitação a invadir.
— Abrace-me forte — implorou com a voz rouca e vacilante. — Estava sonhando que você não estava aqui... Tudo parecia tão confuso...
Estava com uma forte virose e febre alta — in formou Naruto em tom suave, usando deliberadamente o pretérito imperfeito para não assustá-la.
— Era assustador — sussurrou ela, contando-lhe o sonho em seguida.
Lágrimas lhe banhavam os olhos e Naruto escutou, impotente. A febre lhe afogueava a face e lhe vitrificava o olhar. Hinata se aproximou e ele tentou se afastar, mas era tarde. Ela já estava aconchegada em seus braços.
Naruto lhe lançou um olhar sombrio. Sentia um nó na garganta e estava ciente de que aquilo não deveria es tar acontecendo. Estava ali para desempenhar o papel de cuidador e guardião. Mas como explicar aquilo no estado de confusão em que Hinata se encontrava? Teria ela noção do que estava dizendo? De alguma forma ele achava que não. Para confirmar suas suspeitas, ela se moveu, fixando o olhar ansioso nele.
— Naruto ? — chamou, enquanto fechava os dedos em torno dos ombros largos.
E antes que ele pudesse impedi-la, se aninhou na segurança do seu corpo. Apenas lhe inspirar a fragrância a tornava mais calma. Calma? Aquilo era tudo que não conseguia sentir no momento, com o coração ba tendo descompassado e o corpo parecendo ridiculamente fraco, embora sensível à sensualidade de Naruto .
Era como se o pesadelo fosse totalmente sobrepuja do pela vulnerabilidade que só a proximidade íntima com Naruto pudesse lhe proporcionar. E em seguida, enquanto ele tentava aplacar o próprio espanto, Hinata ergueu a cabeça e pressionou os lábios contra o peito musculoso, exibindo evidente luxúria ao acariciá-lo.
Ele podia sentir as batidas aceleradas do próprio coração, enquanto o corpo ficava tenso ante a imediata reação ao toque de Hinata. Nem por um minuto imaginara que isso pudesse acontecer.
E agora tinha de travar uma batalha contra a reali dade daquela situação. O prazer sensual de ter Hinata deitada sobre ele, a suavidade dos lábios macios con tra sua pele.
Se não pusesse um fim no que estava acontecendo, estaria correndo o risco de perder o controle e viajar por uma estrada na qual Hinata em perfeito estado de saúde jamais permitiria que trafegasse.
Determinado, esticou os braços e fechou as mãos em torno dos antebraços dela, pretendendo afastá-la de seu corpo e colocá-la de volta ao lugar em que antes ocupava na cama. Mas no instante que tentou movê-la, ela gemeu e se achegou ainda mais a ele.
Aquilo era mais que seu autocontrole podia supor tar.
Engoliu em seco. Tinha de dar um fim naquilo.
— Hinata...
— Humm... — Ela deixou escapar um suspiro de êxtase, depositando um beijo em um dos cantos dos lábios de Naruto . Ele o retribuiu com entusiasmo, en quanto uma voz amarga o alertava para o fato de Hinata não saber o que estava fazendo.
Precisou recorrer a todas as forças que possuía para desviar os lábios da doçura daquele toque, e quando o fez, Hinata o fitou confusa.
A visão dos olhos dela o fez ansiar por Tomá-la nos braços.
O edredom havia deslizado, revelando as curvas dos seios firmes e os mamilos rígidos.
Tonta, Hinata observou com explícita luxúria, en quanto o olhar de Naruto se fixava inexorável em seus seios. Um tremor forte sacudiu-lhe o corpo, fazendo-a ofegar.
Enquanto a observava e percebia o que ela estava sentindo, baixou vagarosamente os lábios em direção aos dela, num gesto quase autômato.
Ávida, Hinata ergueu a face, oferecendo-se à posses são de Naruto , as mãos o puxando com força inesperada para si. Um forte tremor a perpassou, enquanto entreabria os lábios para a exploração da língua quente e macia contra a dela.
Naruto podia sentir a familiaridade daquele corpo sob suas mãos. Não teve a intenção de lhe tocar os seios e acariciá-los, lânguido, em toda a sua extensão. Tampouco de pressionar a rigidez do corpo contra as coxas macias, enquanto Hinata tremia sob ele. Deus do Céu! Não deveria estar permitindo aquilo e não devia sentir que morreria se não a amasse.
O desejo embotava-lhe a consciência e o autocontrole. A rigidez dos mamilos contra a mão que os aca riciava, a sensação dos lábios macios em sua pele, a certeza de que bastaria passar a mão por entre as co xas macias para sentir a doce calidez da intimidade de Hinata estava obliterando tudo a seu redor.
Naruto puxou-a para si e tomou-lhe a face nas mãos, beijando-a profundamente até que ela gemesse de prazer. As mãos delicadas buscando-lhe o membro rígido com a mesma avidez com que ele procurava a umidade quente e convidativa no corpo de Hinata.
Beijou-lhe os seios. Primeiro languidamente e, em seguida, com mais voracidade, fazendo-a estremecer de desejo, enquanto sentia a umidade sensual da lín gua de Naruto explorando a sensibilidade dos mamilos intumescidos e deixava escapar um grito rouco.
Hinata cobriu com a dela a mão que Naruto mantinha entre suas coxas, enquanto os dedos longos acaricia vam a pele sensível.
Naruto percebia que suas ações não eram premedita das ou programadas. O que estava acontecendo entre eles era natural e certo que ele se permitiu por alguns segundos esquecer a realidade e entregar-se ao amor que sentia.
Tão logo a tocou intimamente, ouviu Hinata gritar enquanto elevava o corpo. As mãos delicadas se es palmaram em seus braços e um grito abafado se fez ouvir quando as contrações do clímax de Hinata come çaram.
— Naruto — sussurrou ela, com evidente ternura, quando ergueu a mão para tocar o rosto dele, porém, adormeceu antes de conseguir seu intento.
Entorpecido, ele aguardou até se certificar que ela estava de fato adormecida antes de se afastar. Não conseguia entender por que deixara as coisas chega rem àquele ponto. Uma onda de revolta contra si mes mo o assolou.
Em seu íntimo, a despeito do trauma da própria infância, havia uma essência masculina antiquada e protetora que era parte fundamental dele. Como um homem que deveria proteger a mulher que amava de tudo e de todos, inclusive de si mesmo, se necessá rio. Não fora esse o motivo pelo qual se divorciara de Hinata? Para que ela ficasse livre para encontrar um homem que pudesse gerar os filhos que tanto dese java?
Aquele era para Naruto um traço de sua personalidade de vital importância que reafirmava o orgulho em si próprio. Mas como poderia se sentir orgulhoso de si naquele momento?
Uma queixa seguida de palavras ininteligíveis vin das da cama o fez congelar e correr para o lado de Hinata.
A febre aumentara outra vez, e quando a acordou para ministrar a medicação e lhe oferecer líquidos, o olhar vago que ela lhe lançou fê-lo deduzir que Hinata não o reconhecia...
Estava certo que ela não gostaria de saber que se agarrara a ele e implorara que a amasse. Embora, no estado febril em que se encontrava, fosse pouco pro vável que se recordasse do que acontecera.
Mas, enquanto a banhava mais uma vez, Naruto teve certeza de que guardaria aquele momento no fundo de sua memória, onde armazenava outras tantas lem branças sublimes dela.
Desviou o olhar de Hinata. Estar naquele peque no chalé, com ela, a mulher que sempre amara, e a criança que teria dado a vida para ter sido ele a gerar aumentava a dor que nunca o deixara em um nível quase insuportável. Hinata não tinha idéia do que lhe fizera, quando tentara convencê-lo da paternidade de Hiroshi.
Hinata podia sentir a calidez da luz solar que lhe in cidia nos olhos fechados. O corpo ficou tenso quan do lembrou que o sol só se refletia em seu quarto à tarde.
Enquanto abria os olhos, tentou se sentar na cama, apenas para desabar sobre os travesseiros quando o corpo enfraquecido pela virose se negou a se sustentar. Um medo intenso a envolveu quando percebeu que a casa estava imersa em completo silêncio.
Onde estava Hiroshi? E por que ela estava na cama? Tinha de procurar o filho. Afastou as cobertas e fran ziu o cenho ao se perceber vestida com uma camisola rendada verde-azulada que não conhecia.
Num gesto instintivo, tocou o tecido. Há muito não usava peças como aquela. Naruto preferia que dormis sem desnudos e ela também. Um leve tremor perpas sou-lhe o corpo, enquanto uma vaga e enevoada lem brança dela e de Naruto como amantes lhe assomou à mente.
Com o coração batendo acelerado, apoiou os pés no chão, para descobrir que suas pernas mal conseguiam sustentá-la.
Enquanto lutava para manter o equilíbrio, a porta do quarto se abriu, mas o alívio inicial foi rapidamen te substituído pela raiva quando avistou Naruto caminhando em sua direção. De pronto, Hinata se afastou de volta à cama.
Retrospectivas indesejáveis a atormentavam. Des conexas e assustadoras imagens de si mesma implorando para que ele a amasse.
A cabeça latejava e a cada segundo se sentia mais fraca.
— Onde está Hiroshi? — indagou, ansiosa. — E o que está fazendo aqui?
— Hiroshi está na creche e estou aqui por que am bos, você e seu filho, precisam de mim para tomar conta de vocês.
— Tomar conta de mim? Esteve cuidando de mim? — inquiriu, não contendo a histeria na voz. — Por que você?
— Por que não eu? Sou seu ex-marido — retrucou, dando de ombros.
— Meu ex-marido?
— Não havia mais ninguém, Hinata — interrom peu-a em tom gentil. — Sua amiga Sakura gostaria de ajudar, mas tem a própria família para se preocupar. Pensei até mesmo em interná-la em um hospital...
— Hospital? — questionou Hinata, com o coração batendo forte.
— O vírus que contraiu a abateu — explicou ele, paciente. — Por que não se deita? — indagou, cami nhando em direção a Hinata.
— Não me toque! — protestou Hinata em pânico, quando ele a fitou como se tivesse a intenção de er guê-la.
O modo como Naruto a observava a fez enrubescer e a pele arder. O simples fato de tê-lo tão próximo ativa va toda a sorte de lembranças perturbadoras. E então teve a certeza de que elas lhe assombravam a mente porque haviam sido reais. Ela fizera e dissera todas as coisas que era forçada a relembrar.
Impotente, aguardou pelo sarcasmo do marido, que estava impregnado em sua memória, ao lembrá-la que implorara para que ele fizesse mais que a tocar, porém Naruto nada falou. Simplesmente se inclinou e ergueu-a nos braços, pousando-a com firmeza na cama.
— Ainda está muito enfraquecida... — começou Naruto , para em seguida se deter ao ouvir a campainha da porta. — Deve ser o médico. Vou descer para recebê-lo.
Tão logo ele partiu, Hinata levou a mão à testa e pres sionou-a, tentando recordar o que acontecera. Humi lhada, concluiu que tudo que seu corpo podia lembrar era o prazer que Naruto lhe proporcionara.
A porta do quarto se escancarou e Naruto entrou, acompanhado do médico.
— Então está de novo conosco. Ótimo! Seu marido fez um excelente trabalho.
Seu marido! Hinata desejou explicar que Naruto era seu ex-marido, mas aquilo lhe parecia um grande es forço.
Já superou o pior, mas isso não quer dizer que esteja curada. Falta muito para isso — afirmou o mé dico, enfático.
E quando estarei curada? — inquiriu Hinata, tentando mostrar uma energia que estava longe de sentir, mas sem, no entanto, conseguir convencer o médico. Bem, se fizer o que lhe disserem e não tentar apressar as coisas, diria que estará totalmente recuperada dentro de três semanas.
Três semanas! — Hinata lutou para se erguer, enquanto o fitava aterrorizada. — Não! Isso é impossível. Tenho de procurar um novo emprego! Preciso trabalhar! Tive apenas uma virose. Não é possível que leve três semanas para me recuperar!
— Foi contaminada pela pior forma desse vírus, e sem querer assustá-la... — O médico se deteve por alguns segundos. — É uma sorte que tenha constituição forte. Quanto a voltar a trabalhar... — Meneou a cabeça em negativa. — Não poderá fazer isso.
— Ela não o fará — interveio Naruto , voltando a Hinata um olhar de advertência. — Sei que nenhum empregador iria permitir que ela trabalhasse sem um atestado médico garantindo seu estado de saúde.
Hinata sentia-se angustiada, mas teve de se conten tar em lançar um olhar furioso a Naruto , enquanto ele acompanhava o médico até a porta.
— Não posso ficar sem trabalhar por três semanas! — protestou ela, quando Naruto retornou ao quarto.
— Já teria arranjado um novo emprego se não esti vesse doente. — E quando ele permaneceu calado.
— Preciso trabalhar. Tenho um filho para sustentar e uma hipoteca para pagar.
— Conversaremos sobre isso mais tarde — redargüiu Naruto , sucinto. — Tenho de pegar Hiroshi na creche.
Hinata queria argumentar, mas a cabeça latejava e tudo que pôde fazer foi observá-lo com fúria impotente.
Não era possível levar três semanas para se recupe rar. O médico por certo exagerara, incitado por Naruto , é claro. Mas ela iria provar-lhes o contrário. Afinal, era uma jovem, não uma nonagenária, lembrou a si mesma, ignorando a vertigem que sentia.
Firmando os pés no chão, ergueu-se e de imediato leve de se segurar à beirada da cama, quando as pernas fraquejaram. Podia estar um pouco fraca, mas aquilo se devia ao tempo que permanecera na cama.
Podia sentir a face arderem ante as lembranças do que fizera na cama. Braços fortes a erguendo e a am parando enquanto bebia, mãos cuidadosas lhe suavi zando a pele dolorida e quente, a presença de uma lisura provendo-lhe tudo que necessitara.
Tocou os cabelos. Eles estavam limpos e macios. De imediato a recordação de ser sustentada sob o chu veiro, enquanto a água reconfortante lhe escorria pelo corpo lhe assomou à mente.
Naruto cuidara dela como se... ainda fossem um casal. Como se ainda a amasse!
Mas ele a havia abandonado por outra, relembrou. Não importava os sentimentos secretos que acalen tava em seu íntimo, não podia se permitir esquecer aquela traição.
Trincando os dentes, deu três passos para frente e parou, quando as pernas fraquejaram, fazendo-a desabar ao chão.
Dez minutos mais tarde, Hinata estava de volta à cama. Os ossos, sem mencionar carne, pareciam ter sido triturados.
Nunca estivera realmente doente. A única dor que teve de suportar fora ao dar à luz. Ainda assim, havia sido diferente.
A desconhecida fraqueza dolorosa era novidade para ela e, ao mesmo tempo, assustadora. Detestava ter que depender de alguém, não importava quem. E Naruto suscitava uma avalanche de complicações emocionais com as quais não conseguia lidar. Mas teria de encon trar um meio de conviver com ela. Afinal, como o mé dico previra e ela acabara de constatar, encontrava-se muito enfraquecida para Tomar conta de si mesma.
Os olhos topázio se encheram de lágrimas, ante a sensação de pânico. Parecia tão injusto que depois de todo o trabalho que tivera aquilo tivesse acontecido. Justamente quando começara a se permitir a esperan ça de que os planos que possuía para segurança finan ceira dela e do filho seriam alcançados. Ao ouvir a porta dos fundos se abrir e a voz excitada de Hiroshi, piscou para dispersar as lágrimas.
A visão de Hiroshi entrando no quarto e correndo em sua direção, seguida por Naruto , elevou-lhe o ânimo de imediato, embora franzisse o cenho ao perceber que ele trajava roupas que ela não reconhecia.
Como a lhe adivinhar os pensamentos, Naruto se apressou em explicar.
— Não pude deixar a roupa secar por causa da chu va. Portanto, comprei novas.
Hiroshi havia alcançado a cama e se arrastava para cima dela. Ao ajudá-lo, Hinata observou as etiquetas das roupas e o pânico retornou. Marcas de estilistas caros! Como poderia ressarcir Naruto ?
— Mamãe, finalmente acordou! — gritou Hiroshi, beijando-a com entusiasmo. — Olha o desenho que fiz para você! — Ele lhe mostrou o papel que segura va, triunfante.
— Somos eu, você e Naruto na casa dele onde iremos viver.
De imediato Hinata ficou tensa, enquanto voltava um olhar acusador a Naruto . O coração batia tão forte que lhe doía.
— O que...? — indagou, irada, mas Naruto já estava erguendo Hiroshi da cama.
— Venha — disse ele. — Vamos lá para baixo fa zer chá para a mamãe. — E voltando-se para Hinata.
Conversaremos mais tarde.
— Sim e depois vou ler uma história para você acrescentou Hiroshi explodindo de felicidade. — Viemos ler para você todas as noites, não é, Naruto ? Mas você não estava totalmente acordada. Depois de muito sono e muita água, você melhorou — declarou de com uma seriedade que lhe cortou o coração.
— Muita água e agora uma alimentação saudável concordou Naruto em Tom calmo.
Hinata sentiu os olhos marejarem quando os dois partiam.
Havia se preocupado com o fato de sua doença afetar Hiroshi, mas era evidente que estivera enganada, ele tivera o pai em sua ausência.
Como Naruto podia se comportar daquela forma com Hiroshi e ao mesmo tempo negar com veemência a paternidade?
O cansaço começou a invadi-la, sobrepujando as múltiplas tentativas de se manter acordada.
Quando Naruto retornou cinco minutos depois a encontrou mergulhada em sono profundo. Pousando a bandeja com o chá e o omelete que fizera para ela, ele encaminhou-se em direção à cama para observá-la.
Sentia-se relutante em acordá-la, mas sabia que ela deveria se alimentar adequadamente para recuperar as forças.
Esticou a mão para tocá-la e em seguida hesitou. A alça da camisola que lhe comprara quando foi forçado a sair para providenciar comida e roupas novas para Hiroshi havia caído, expondo-lhe o ombro.
Sem pensar, num gesto zeloso automático, segurou a alça e começou a erguê-la. \
Hinata despertou no mesmo instante, tensa, ante a visão de Naruto inclinado sobre ela. Todas as emoções que tentava em vão reprimir invadindo-a, inexoráveis.
Não podia se permitir fraquejar e esquecer o quanto ele a machucara, pior ainda, o quanto Naruto poderia ferir Hiroshi.
O simples pensamento sobre o filho lhe deu força para desviar o olhar do rosto dele e pousá-lo nos de dos que lhe erguiam a alça da camisola.
— Quero que me diga quanto gastou comigo e com Hiroshi. — Não admitia o fato de ficar devendo a Naruto , embora se sentisse arrasada em ter de gastar as parcas economias em luxos desnecessários.
— Há muitas coisas que temos de discutir — re trucou Naruto no mesmo Tom inflexível. — Mas antes tem de comer alguma coisa. — Hinata lhe lançou um olhar rebelde, mas o protesto ficou preso na garganta quando Naruto voltou a falar. — São ordens médicas e, se necessário, eu mesmo a alimentarei.
— Não será preciso.
— Ótimo.
— Não posso ficar sem trabalhar por três semanas disparou Hinata, incapaz de conter a ira.
— Pode — corrigiu ele. — Acredito que seu médico não a liberará. Devo deduzir que ainda não arranjou outro emprego.
Os lábios de Hinata se contraíram em uma linha tênue.
— Não, mas pretendo utilizar o tempo que estarei afastada do trabalho para fazê-lo.
— Ao contrário — começou Naruto em tom firme. Irá utilizar esse tempo para se recuperar, como seu médico recomendou. Se não acredita em mim, pergunte a ele. Amanhã passará aqui para se certificar se você tem condições de viajar para... — Deteve-se por instantes e depois continuou: — Para a minha casa.
O quê? — Hinata sentiu-se esquentar e congelar em seu íntimo. — De jeito nenhum! — meneou a cabeça com violência. — Nunca mais irei morar com você...
Hiroshi está animado com a idéia — afirmou Naruto , em tom suave.
Hinata sentia como se tivesse recebido um soco no estômago.
Não tinha o direito de dizer nada a ele. Tentou usá-lo...
Para quê? — desafiou-a ele. — No momento precisa de alguém que tome conta de você... dos dois. Física e financeiramente — enfatizou, com firmeza.
Não sabe nada sobre minha situação financeira e nem tem direito...
— Sei que o salário que recebe, dados os gastos que deve ter, não lhe permite uma situação confortável. Não é provável que tenha economias para recorrer no caso de ficar impedida de trabalhar. O que é o caso!
Hinata sentiu um aperto na garganta ante a acurada avaliação de sua situação financeira.
— Talvez não tenha sua riqueza, mas não preciso de caridade ou...
— Talvez não para você. Mas precisa de ajuda para Hiroshi... e não tente negar! — dizendo isso, afastou-se para que Hinata não pudesse ver a expressão de seu rosto.
Impotente, Hinata teve de admitir para si mesma que ele dissera a verdade. Pelo bem de Hiroshi, teria de ce der à sugestão de Naruto .
Além disso, não acalentava em seu íntimo a tola esperança que a convivência com Hiroshi o faria reco nhecer a paternidade?
— A única pessoa que tem é a mim! — disparou ele. —A não ser, é claro, que queira entrar em contato com o pai de Hiroshi — acrescentou despedaçando-lhe a frágil fantasia.
Hinata sentiu náusea e raiva ao mesmo tempo. Queria gritar que preferia morrer a precisar dele.
— Sakura me ajudará — começou ela, mas Naruto meneou a cabeça com violência.
— Ela tem a própria família para tomar conta. Além disso...
— O quê?
— Acho que não seria o melhor para Hiroshi.
Por alguns segundos Hinata ficou sem palavras. Quan do por fim recuperou a voz, notou que ela tremia de indignação.
— Desde quando se preocupa com o bem-estar de Hiroshi? Ou acha que não seria o melhor para ele ser reconhecido pelo pai?
Oh, por Deus! — exclamou Naruto bruto.
A despeito de quem seja o pai de Hiroshi, você é a mãe e deve ficar perto dele. Se Sakura tivesse de tomar conta de vocês dois, isso significaria que uma boa par te do tempo Hiroshi teria de ficar na casa dela.
Hinata fechou os olhos, ciente de que ele estava com razão.
— E quem propõe que tome conta de nós? Eu.
Ela ergueu a cabeça e o fitou.
— Isso é impossível!
— Acho que provei o contrário nos últimos dias.
— Tem seus negócios para gerir — lembrou Hinata.
— Posso fazê-lo de casa — retrucou Naruto , lacônico. E para desempenhar todas essas tarefas, necessito de uma casa com mais de dois cômodos.
Hinata podia sentir a raiva dar lugar ao pânico. E onde fica isso? — foi forçada a indagar. — Hiroshi está bastante adaptado à creche, não quero entristecê-lo...
Será apenas por algum tempo. Além disso, terá que se acostumar, já que em breve terá de trocar a creche pela escola — declarou Naruto , franzindo o cenho.
A escola decente mais próxima daqui fica a mais de seis quilômetros.
— Sei disso — interrompeu-o Hinata. Aquela era uma de suas maiores preocupações.
— Hiroshi se acostumou em me ter por perto — ar gumentou Naruto , de costas para ela, enquanto observa va a janela. — Parece-me injusto submetê-lo a mais mudanças. Ele tem se mostrado preocupado com sua doença, mas está ansioso para que fiquemos os três juntos.
Uma pontada aguda de dor atingiu o coração de Hinata. Como podia negar ao filho a oportunidade de con viver com o pai?
Olá mina!
Sei q estou muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito desaparecida, mas realmente não tive como atualizar as minhas fics.
A faculdade tomou todo o meu tempo, mas não desisti das minhas fanfics.
Bom, para me desculpar com vcs, postei 2 capítulos.
bjs!
Ja ne!
