N/A: Olá gente!! Muito obrigada pelos reviews...eles são o termometro da fic....quantos mais anciosas estiverem...mais reviews vcs deixam....mais rápido eu posto!

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Em Pé de Guerra

— ALGUEM PODE ME EXPLICAR QUE BADERNA É ESSA AQUI!!

—Ah...isso. — respondeu com indiferença e voltou a correr os orbes pelo papel. — Pretendia ir ao escritório, mas resolvi trabalhar por aqui hoje.

Respondeu com tanta naturalidade que a loira não conseguia acreditar no que acabara de ouvir. Ela o fitava incrédula, pôs uma mão em sua cintura enquanto a outra gesticulava no ar, os orbes safiras olharam pra cima como se estivesse processando algo, em seguida o encarou e então a loira anunciou verbalmente aquilo que já estava explicito em sua expressão.

— Deixa eu ver seu entendi ou se meu cérebro está me pregando uma peça...você pretendia ir ao escritório...mas decidiu por fim não ir...— continuava a gesticular como se aquilo fosse necessário ao entendimento.

Gaara apenas lhe lançou um olhar do tipo "Entendeu ou quer que eu desenhe?!" o que fez a loira confirmar que não estava delirando, ele pretendia ir mesmo trabalhar em seu escritório e ela então fez a pergunta que não queria calar.

— A grande pergunta é: Por que não foi?

— Me senti indisposto. — disse simplesmente. O Kazekage viu a garota a sua frente cerrar os dentes, ela sorveu o ar com força e segurou, os olhos apertados, o corpo tenso, travado, a face alva tomando uma coloração avermelhada, os punhos tremendo contidos.

— Sentiu-se in-dis-pos-to? — indagou a loira entre dentes. O Sabaku tinha certeza de que agora a loira iria explodir, viu os seus quatro ajudantes recuarem um passo e sem se preocupar com "estrago" que poderia causar respondeu:

— É. — os quatro shinobis engoliram em seco.

A loira lançou um olhar ao Sabaku que fez os pobres shinobis, já assustados recuarem outro passo. Mas qual foi à surpresa do Kage ao perceber a loira relaxar o corpo e esboçar um sorriso nos lábios. Não sabia o que esperar daquela mulher.

— Humm ... — a loira pôs a mão no queixo pensativa — por que será que o Kazekage se sentiu indisposto? — sua expressão era cínica e as palavras carregadas de sarcasmo. — Ah, já sei! — deu seu melhor sorriso falso — Deve ser porque ele estava morrendo ontem à noite e quase teve uma recaída nessa manhã. — sua voz começava a se alterar e o semblante cínico, porém calmo aos poucos se transformava em uma expressão psicótica.

Riu-se para em seguida prosseguir nervosamente, deixando os shinobis a sua frente novamente confusos.— E por que será que ele estava morrendo, alguém sabe? — ninguém fez menção a responder, mas a loira continuou a sua encenação, gesticulando em demasia, visivelmente agitada. — Ah...é porque ele está gravemente doente. — a loira franziu o cenho, a irritação já era perceptível em sua voz.

— E por que será que é tão grave hein? — seguiu com seu monólogo a expressão psicótica, e agora incontestavelmente furiosa — Porque é um vírus, raro e letal, super- hiper- mega difícil de se curar, principalmente em um estado avançado, o que vejam só, É O SEU CASO!! — gritou.

— Ino! Cale-se! — Falou com rispidez, contudo permanecia inexpressivo. — A sua voz...é irritante. — e com isso foi-se embora qualquer resquício de autocontrole que Ino ainda possuísse, o que fez os pobres shinobis assustados encolherem-se.

— Como é que é? Irritante é essa sua atitude Kazekage! Ora mais... eu me despenco de Konoha pra cá numa velocidade louca, sem sequer descansar, gasto uma absurdo de chakra te curando, passo a noite em claro trabalhando 24hs por dia , me esforçando ao máximo pra salvar a sua vida e ainda sou obrigada a suportar esse seu mal-humor e todos esses seus não-me-toques, isso sem falar nas suas grosserias.

— Não seja dramática Yamanaka.— permanecia inexpressivo, os olhos sobre o papel, sem dar-lhe atenção.

— Dramática, você acha que eu estou sendo dramática?! Deixa eu te colocar a par da situação Kazekage, esse vírus acabou com qualquer resistência que suas vias respiratórias pudessem ter, principalmente o seu pulmão, sua imunidade está baixa, se você pegar uma mísera gripe, você já era. Ouça bem o que eu estou te dizendo, uma tosse, um movimento mais brusco, ou mesmo um esforço a mais pode causar uma hemorragia e se isso acontecer, só Kami te salva de morrer pela segunda vez.

O Sabaku a ignorou, continuou a percorrer os olhos pelo papel e fez sinal para que seu ajudante trouxesse o próximo documento. A Yamanaka não conteve-se berrando a primeira coisa que lhe veio a mente.

— Você é surdo ou o quê? Acaso não ouviu tudo que eu te disse? Você só pode ser louco ou suicida!

O Kage de Suna parou, estreitou os olhos, cerrou os punhos amassando as folhas que se encontravam em sua mão. Mas que mulher desaforada —pensou ele — Quem ela pensa que é pra falar comigo desse jeito!—virou-se para a kunoichi e a encarou.

— Veja lá como fala comigo Yamanaka, eu sou o Kazekage, você me deve respeito e obediência. — falou entre dentes. Os pobres homens ali presentes procuravam um meio de sumir dali, não tinham dúvidas, aqueles dois iriam iniciar a próxima grande guerra shinobi.

— Falar a verdade não é desrespeito Kazekage, — retrucou firme, não se intimidando com aquele par de olhos furiosos sobre si. — E não lhe devo obediência alguma, visto que não é o meu Kage. Eu sou uma kunoichi de Konoha, devo obediência apenas a minha Hokage.

— Lembre-se Yamanaka, você está em Suna.

— Eu sei, estou aqui por um pedido de ajuda da própria Suna. Não é como se vocês tivessem solicitado uma missão. — o clima estava cada vez mais tenso e os ânimos exaltados.

— A missão que foi dada era bastante clara: salvar a vida do Kazekage, não me recordo em nenhum momento, da minha Hokage me colocando aos seus serviços, me mandando obedecê-lo ou mesmo agrada-lo.

— Desapareça imediatamente da minha frente mulherzinha insolente!

— A única coisa que vai sair desse quarto é toda essa papelada. — Por favor, tirem isso tudo daqui.

— Não se movam. Vocês devem obediência a mim.

— Tirem isso logo daqui ou vão ter de se explicar com o Conselho pela morte de seu Kage e com uma certa Sabaku diga-se de passagem.

Safiras e verde-água encaravam-se faiscando, os pobres shinobis quase chorando devido à sinuca de bico em que se encontravam, mais uma palavra e sem dúvida alguém sairia sem vida daquele quarto, mas antes que um dos dois pudesse se pronunciar, a porta do quarto abriu-se, um milagre, para alívio dos shinobis apavorados.

OooooOooooOOOoooOooooO

Enquanto isso no corredor.

Kankuro - De onde vem essa gritaria toda?

Temari - Parece estar vindo do quarto do...Gaara. — concluiu com expressão preocupada.

Shikamaru – Essa voz é da problemática da Ino.

Temari - Vem, vamos ouvir mais de perto.

"— Ino! Cale-se! A sua voz...é irritante." "— Como é que é? Irritante é essa sua atitude Kazekage![...]"

Kankuro – O Gaara vai matar ela, mas tenho que admitir, essa garota tem coragem.

"— Não seja dramática Yamanaka."

Shikamaru – Sei não, acho que é a Ino que vai matar o Gaara, espero que ela não esqueça que a missão dela é salva-lo.

Temari – Vamos entrar antes que eles se matem.

Shikamaru – Espera um pouco, vamos deixar eles se acertarem.

"— Você é surdo ou o quê? Acaso não ouviu tudo que eu te disse? Você só pode ser louco ou suicida!"

Kankuro – Eles vão acertar é a cabeça um do outro isso sim.

Shikamaru – Feh...que problemático.

"[...] E não lhe devo obediência alguma, visto que não é o meu Kage .... , não me recordo em nenhum momento, da minha Hokage me colocando aos seus serviços, me mandando obedecê-lo ou mesmo agrada-lo."

"— Desapareça imediatamente da minha frente mulherzinha insolente!"

Temari – Vocês estão esperando o que, eles se matarem? Vamos entrar!

OooooOooooOOOoooOooooO

De volta ao quarto.

— Mais que discussão é essa aqui? — indagou imponente a Sabaku.

— Temari, tira essa mulher insolente da minha frete antes que eu a mate e inicie um incidente diplomático.

— Temari, — Ino virou-se para a kunoichi — quando eu cheguei aqui você disse que eu era a responsável direta pela vida do Kazekage, pois bem, então me dê liberdade para agir de acordo com aquilo que julgo ser necessário.

Os olhos da Sabaku corriam de Ino para Gaara, assim como os de Kankuro e Shikamaru, viu os olhos do irmão a ameaçarem de forma silenciosa fazedo-a voltar o esmeraldas para Ino novamente.

— Ino...— começou a Sabaku, mas foi logo interronpida.

— Veja bem, se eu não tiver a autoridade que é preciso para que minhas recomendações sejam acatadas e esse...esse..ele — apontou com desdém, os olhos espremidos para o ruivo continuar com esses atos inconseqüentes e seu estado piorar e acredite em mim ele vai piorar, ele vai morrer!!

— E eu... — virou-se irritadamente para o Kage — ...não vou mover um dedinho sequer, a mais ínfima quantidade de chakra pra salvar esse teimoso mal-agradecido! — mostrava o dedo mindinho enquanto falava e ao terminar torceu o bico, aborrecida.

— Problemática... — tentou em vão, apaziguar a amiga zangada.

— Nem que eu quisesse, eu simplesmente não poderia, — falou com descaso a voz ainda alterada. — se ele tiver uma hemorragia, o que é muito provável eu não serei capaz de reverter o quadro!

— Sendo assim, se não me derem liberdade pra fazer o meu trabalho é melhor que dispensem formalmente a ajuda de Konoha, pois eu é que não por em jogo minha reputação de médica-nin tratando de quem não se importa em ser curado.

Diante da situação Temari não teve outra opção que não fosse a de desagradar o irmão. Era preferível ele bravo a morto.

— Façam o que ela disser. — sentenciou à loira do deserto par os shinobis presentes sendo prontamente ratificada por Kankuro, que assentia com a cabeça em sinal de conformidade.

Os ajudantes recolheram toda a papelada do quarto exceto por um processo em particular que estavam sendo esmagado, de tão seguros, pela mão de Gaara. Eles não teriam coragem de confrontar o seu furioso Kage, olharam de esguelha para Kankuro que fez sinal para que eles saíssem dali, apressados.

— Eu sou o Kage desse lugar, esqueceram?

— Errr...Gaara o conselho resolveu afasta-lo enquanto você se recuperasse. — tentou amenizar ao máximo. — Eu cuidarei dos negócios e Temari da epidemia. Foram eles mesmos que solicitaram a ajuda de Konoha.

— E não tinham ninguém melhor pra enviar — desdenhou. Ino abriu a boca para revidar, mas foi prontamente impedida por Shikamaru que tapou com uma mão a boca da companheira de time e agarrou-a pela cintura arrastando a loira para longe dali.

— Feh...podem deixar que eu cuido dessa problemática aqui.

— Olha Gaara, — tomou a vez Temari — a Sakura tinha uma outra missão, a Shizune é a chefe do hospital, não pode se afastar por tanto tempo, só sobraram a Ino e a Hokage com as habilidades necessárias. E ainda que houvesse, iríamos pedir a troca alegando o que? Suas rixa pessoal com uma das pupilas da Hokage?

Gaara ponderou por alguns instantes, mesmo a contragosto tinha de admitir sua irmã estava com a razão. Temari ao perceber que seu irmão começava a considerar aquela possibilidade enfatizou prontamente.

— Vamos Gaara, vai ser por pouco tempo, se você colaborar....

— Que seja então. — Temari respirou aliviada — Mas antes vou terminar com esse processo. — a Sabaku olhou para Yamanaka, era cedo demais pra comemorar.

Kankuro olhou para Ino como quem esperava a resposta da médica-nin e esta lhe fez sinal em reprovação, temendo iniciar-se outro conflito resolveu intervir.

— Gaara, você vê isso outro dia, parece cansado — falou enquanto aproximava-se do ruivo intencionado em conseguir retirar-lhe o documento. — é melhor não se esforçar...

Gaara lançou-lhe um olhar ameaçador e este parou, agora era Temari que tentava uma investida.

— Ah Gaara deixa disso, me entrega vai? — dito isso se aproximou.

— Temari...— ameaçou.

A garota lançou um olhar cúmplice para o namorado lhe pedindo silenciosamente algo. Gaara foi mais rápido e percebeu as intenções da irmã, fez um movimento com a mão e um pouco de areia correu pela parede do quarto fazendo o cômodo tremer.

— Gaara, não se esforce — suplicou a irmã.

— Mova essa sua sombra um milímetro sequer e vai se arrepender. — o Nara engoliu em seco.

— Quer saber, vamos acabar com isso de uma vez — a loira andou na direção do Kage.

— Não se atreva.

— Shikamaru, segura o meu corpo — e sem esperar resposta continuou.

— "Ninpou Shintenshin no Jutsu"

A kunoichi assume o controle do corpo do Kage, deixando o seu próprio desfalecido aos cuidados de seu sempre companheiro Shikamaru, entrega cordialmente os documentos nas mãos do irmão de Gaara, para em seguida levar o corpo sob seu controle a cama no centro quarto, senta-se apoiando as costas a cabeceira da cama, ajeitando-se confortavelmente nos macios travesseiros do Kazekage.

— Ino, você é mesmo problemática....volta logo pra cá. — A loira atende prontamente aos pedidos de seu companheiro de equipe desfazendo o jutsu.

— Feh...pegou pesado. — diz ao perceber o corpo em seus braços retomando a consciência.

— Era o modo mais eficiente e menos problemático — diz dando uma piscadela para o amigo, este apenas suspira entediado.

Gaara ao retomar o controle de seu corpo fez menção em levantar, mas foi decididamente impedido por Temari.

— Por hoje chega não é irmãzinho?! Já tivemos discussões demais. — diz ela pondo a mão no ombro do shinobi. Que assentiu ainda que a contragosto.

— Kankuro, — o Sabaku mais novo chamou a atenção do irmão — há assuntos que não poderá resolver apenas como substituto do Kage.

— Eu sei Gaara.

— E o que pretende fazer? Deixar a Vila esperar...

— Para os assuntos sobre os quais só você poderá dispor, pedirei um prazo maior.

— Tsc...Suna não precisa de uma Kage fraco! — falou em desagrado.

— O que Suna não precisa é de um Kage morto! — retrucou o Sabaku mais velho.

— Vamos Gaara, será por pouco tempo. — tentava em vão, desamarrar a cara de poucos amigos do irmão — E os assuntos que requererem maior urgência eu trago pra você analisar e assinar... — ao dizer isso recebeu um olhar ameaçador da médica-nin, o que levou rapidamente o shinobi das marionetes a completar a frase — assim que estiver em condições e Ino autorizar é claro. — deu um sorriso sem graça levando uma mão atrás da cabeça.

— Bem...se o quadro dele melhorar e ele colaborar seguindo todas as recomendações...talvez, semana que vem, ele possa voltar a trabalhar um pouco, desde que ele não se esforce muito e na vá a nenhum lugar.

— Claro, claro... — concordava Kankuro nervosamente.

— Gaara, precisamos ir, você vai ficar bem? — Temari lançava-lhe um olhar preocupado. Ele apenas revirou os olhos impaciente, sabia bem o que a irmã queria dizer.

— Vão logo de uma vez.— disse ele secamente.

Kankuro foi à frente, seguido por Temari e Shikamaru, Ino os acompanhou até a saída do quarto, já estava cerrando a porta quando uma mão impediu que ela se fechasse por completo, era Shikamaru.

— Oe...Ino, pega leve...ele está passando por um momento difícil, nunca houve ninguém que olhasse por ele e agora que ele se sente fraco, como nunca esteve antes, teme em deixar alguém se aproximar..

— Shika....

— Qual é Ino, o cara ta todo confuso, perdido... e eu conheço bem esse seu enorme e generoso coração, ô problemática.

— Aff... está bem...eu vou aliviar. — cerrou a porta por fim.

OooooOooOOOooOooooO

No lado de fora do quarto.

— Anda logo preguiçoso — vociferou Temari, que aguardava o Nara alcança-los após ter terminado a conversa com Ino.

— Feh...já vai mulher.

— Que diabos você estava fazendo? — Perguntou a Sabaku arqueando uma sobrancelha.

— Estava dando um empurrãozinho... — Disse enigmaticamente o estrategista, afinal ele tinha que diminuir a tensão entre aqueles dois para que outro tipo de tensão "a sexual" viesse a se sobrepor entre os dois.

— Aquela sua companheira de time Shikamaru, é osso duro de roer hein!!!

— Você não imagina o quanto. — lembrou-se dos safanões e sonoros sermões que ele e seu amigo Chouji levavam.

— Eu to até com pena do Gaara....Pena nada! Aquela Yamanaka é a maior gostosa, mas aquele meu otouto-baka só pensa em trabalho, responsabilidades de Kage e treino. — balança a cabeça em sinal de reprovação.

— Você acha mesmo?

— Por que? Sabe de algo que eu não sei.

— Não, nada! — lançou um olhar distraído para o céu quase sem nuvem, um sorriso malicioso nos lábios, que tipos de pensamentos se passavam por aquela mente incontestavelmente fantástica.

Continua...