Ao meu amável leitor,
Bem, cá estamos com mais um capítulo! Espero que vocês gostem dele – eu não gostei muito. Para falar a verdade, ele é bem monótono... Mas lá para o oitavo/nono capítulo vai ter coisas mais legais, prometo para vocês! Eu estou tão ansiosa para escrever quanto vocês para ler, prometo!
Vamos às respostas dos comentários:
Sophie
Granger2:
Bem, acredite, não foi sua a idéia, eu já a
tinha em mente, mas que você quase acertou, sim, realmente!
Mas, bem, a história do lobisomem vai render muita coisa
ainda... Você vai ver. Obrigada por ler! Beijos!
Lulu
Star:Olha
só, cada vez mais aprendo com minha beta reader! Gancho... õ.o
Não sabia dessa! Mas, ótimo saber. Porque vou usar isso
mais vezes:p Beijos, obrigada por tudo!
Rafael
Faria Gangi:
Bom, eu na verdade já falei que eu adoro o Amis. Ele é
um dos meus PO favoritos, de fato... E um dos que eu mais quebrei a
cabeça para fazer! Obrigada pelo elogio!
InfallibleGirl:
Mais uma! Êêê! (jogando fogos de artifício)
Eu fico realmente feliz porque você não é a única
que tá querendo ler O&P por causa da minha fic! É
um livro ótimo e eu de fato recomendo para todos!
Beijão!
LilysRiddle:
Hahahaha, maluquices à parte, você foi a segunda que
falou nisso... Mas não posso dar spoilers da minha fic, não
é? Nem a minha beta sabe! (risos maléficos)
Beijos!
Mrs.
Mandy Black:
Não salvei nada em cima do sétimo, mas houve um pequeno
problema com a Beta, mas está aqui! Pois é, coitado
do Remo, né? Mas você vai ver... :p Enfim.
Beijos!
natalie
potter:
Puxa, que bom que você tá gostando da fic! Espero que
continue lendo e gostando! Beijos!
Respeitosamente,
Mary Lupin.
Capítulo VI: Impaciência e Arrogância
Por mais tola e ridícula que tenha sido a atitude de Aline – a mudança de saia para calça pelo único motivo de Sirius gostar de pessoas que desrespeitam as regras -, Lílian precisava se desculpar com sua amiga. Mesmo Aline pretendendo usar calça até o final de Hogwarts, aquilo já não era contra as regras; Dumbledore havia deixado, tranqüilamente, a garota não usar saia.
No dia da festa de Natal, logo de manhã, Lílian acordou e desceu para a Sala Comunal, encontrando, além de Aline e Mônica, Remo, Sirius e Pedro.
― Bom dia. ― cumprimentou Lílian, aproximando-se deles. Aline olhou para Lílian, revirou os olhos e subiu para o dormitório.
― Bom dia. ― disse Sirius, parecendo levemente emburrando pela ausência de Aline. ― Continuam brigadas?
Lílian não queria responder – tratava de Sirius, e não precisaria dar satisfação à ele – mas, exatamente pelo fato de se tratar de Sirius, ela pensou que seria melhor se – pelo menos fingisse – que simpatizava-se com ele, para que Aline percebesse seu arrependimento.
― É, infelizmente. ― disse Lílian, lançando um olhar para as escadas do dormitório. ― Mas não para sempre... espero.
― Esse período passa. ― tranqüilizou Remo.
Ficaram em silêncio. Lílian ainda pensava em Aline – e em sua forma de desculpar-se com ela. Foi quando viu que Mônica olhava atentamente para Remo, que não percebera, e olhava para o chão. Lílian pigarreou, chamando a atenção de Mônica, fazendo-a virar-se para ela. Envergonhada demais para falar qualquer coisa, olhou para o teto.
― Mônica, você está voltando a acompanhar as aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas?
Mônica voltou a olhar para Remo e sorriu.
― Sim! Graças à sua paciência e bondade, consegui recuperar o tempo perdido.
― Que bom, fico feliz por isso. Agora, com licença, pessoal. Eu vou para a biblioteca. ― disse Remo e saiu, sem dar tchau.
― Nossa. ― disse Lílian. ― O que aconteceu com ele?
― Sei lá. ― respondeu Pedro. ― Sei que vou com ele para pedir ajuda com a lição de Herbologia. Sirius, vem comigo?
― Vou. Também preciso. Tchau, garotas. ― piscou para elas e saiu, junto com Pedro.
Deixando-as sozinha, Mônica olhou para Lílian e fez cara de quem não entendeu nada. Sentou-se na poltrona que estava sendo ocupada por Sirius, mais perto de Lílian.
― Eu fiz alguma coisa? Falei alguma coisa? Respondi mal? Fui mal educada? Ou é minha aparência? Meu cabelo está despenteado? Minha roupa está amassada? Estou com cara de sono? Estou feia? Com olheiras? O que está acontecendo? O que eu fiz?
Lílian olhou para a garota e suspirou.
― Não tem nada de errado com você, Moniquinha. Nada. Ele que deve estar com algum problema.
Mônica levantou-se de repente, assustando Lílian:
― Você tem algum calendário aí?
― Acho que não... Sei lá... Por quê?
― Ah... Nada não... Eu... Espera... Ahn, eu... Já volto, Lily. ― e saiu correndo, deixando Lílian sozinha.
Lílian não entendera absolutamente nada, mas ficou quieta – não queria sair da Sala Comunal para ir falar com Mônica. Pretendia conversar com Aline assim que ela voltasse a descer. Mas, de repente, sentiu-se burra por não ter saído: Tiago Potter acabara de descer do dormitório masculino.
― Evans! ― disse ele, sorrindo.
― Potter. ― respondeu ela.
― Onde estão todos? Sirius, Remo, Pedro, suas amigas?
― Black e Pettigrew estão com Remo na biblioteca. Mônica saiu. E a Paty está dormindo ainda.
― Hmm. ― fez ele. ― Vou procurar o Sirius. Até mais. Feliz Natal.
― Feliz Natal? ― perguntou ela. ― Ainda não está na hora. Mas... Feliz Natal. ― disse ela, rindo.
Depois da saída de Tiago, a Sala Comunal começou a ficar cada vez mais cheia – parecia que estavam em época de aulas, a maioria dos alunos da Grifinória iam passar o Natal em Hogwarts -, até que viu Aline descendo as escadas e a viu em direção à porta para sair. Esperou que ela saísse para ir ao seu encontro, pois conversar com ela no meio de muita gente poderia tornar a conversa desagradável.
Assim que ela saiu, Lílian rapidamente foi ao seu encontro.
― Aline! ― chamou ela, fazendo a amiga virar-se.
Quando viu quem era, Aline fez cara de pouco caso, revirou os olhos e voltou a andar.
― Aline, espera – pediu Lílian – eu preciso falar com você!
― O que é, Evans? ― perguntou Aline, irritada.
Lílian olhou para a amiga, tentando mostrar-se chateada. De fato, estava, mas não podia negar que gostaria de pedir para que parasse de ter certas atitudes ridículas em tentativas fracassadas de chamar a atenção de Sirius; mas sabia que não poderia fazer isso, pois geraria mais irritação à amiga.
Aline levantou as duas sobrancelhas e fez gestos impacientes para que Lílian falasse logo o que iria falar.
― Vamos, Evans, estou com fome e quero comer, será que você pode falar logo?
― Ah! ― fez Lílian. ― É que eu queria me desculpar. Pelo que eu disse para você, naquele dia.
Por um momento, nenhuma das duas falou. Até que Aline quebrou o silêncio:
― Até que enfim, achei que você nunca ia falar comigo. E eu desculpo, mas também preciso me desculpar pelas asneiras que eu te disse.
― Tá. ― disse Lílian. ― Então...
― Amigas novamente! ― disse Aline, puxando a amiga pelo braço. ― Vamos, que quando eu disse que estava com fome eu não menti.
Quando as duas chegaram juntas no Salão Principal, Mônica e Patrícia quase não acreditaram no que viram.
― Estava na hora das duas voltarem a se falar. ― disse Patrícia. ― Já não agüentava mais as duas sem se falar. Que coisa insuportável!
― Verdade. ― disse Aline. ― Mas realmente, eu pisei na maionese com você, Lily.
Lílian e Patrícia riram. Como eram nascidas trouxas, sabiam que a frase "pisei na maionese" não existia.
― Line, ou você "pisou na bola", ou você "viajou na maionese". ― explicou Patrícia.
Aline olhou intrigada para Patrícia, mas depois olhou para o lado, sendo salva por Sirius e Remo, que chegavam.
― Olá meninas. ― disse Remo. ― Vocês voltaram a se falar? ― perguntou, para Aline e Lílian.
― Agora mesmo. ― respondeu Aline, sorrindo.
Lílian percebeu que Mônica olhava para o chão, envergonhada. Remo e Lílian trocaram olhares e rapidamente Remo desviou o olhar.
"Aí tem coisa.", pensou Lílian, e fez um lembrete mental para perguntar sobre isso para Mônica, por mais que isso fosse intromissão na vida da amiga, Lílian simplesmente sentia-se no direito de fazer isso.
Mônica espreguiçou-se, cansada. Olhou para o relógio e assustou-se com o horário. Já era tarde, e impressionou-se por Madame Pince não tê-la expulsado ainda da biblioteca. Arrumou seu material e saiu de lá, indo para o Salão Comunal da Grifinória, que não estava muito cheio – apenas uns 5 alunos do primeiro ano e Remo, que estava lendo e parecia abatido, como se não dormisse há muito.
Lembrou-se que naquele dia era noite de Lua-Cheia, e não se impressionou com o estado de Remo. Pensou em falar com ele, mas achou melhor fingir que não o viu: talvez fosse perigoso falar com um lobisomem em Lua-Cheia, mesmo que não estivesse transformado. Além do mais, ainda estava envergonhada por ele ter visto que ela tinha medo de lobisomens.
Não que esse fosse o maior medo dela – mas era o maior medo dela no momento. Ela não gostava de pensar em licantropia – na licantropiadele. Afinal, jamais imaginaria que Remo teria esse tipo de problema. Ele aparentava ser um garoto completamente normal. Um pouco tímido, de fato, mas completamente normal.
Agora só faltava a revelação bombástica que Sirius Black era um vampiro. E, se ele realmente fosse ("Não seja idiota, Mônica, você está delirando!"), ela preferia nem saber. Ela não queria mais esse tipo de problema na vida dela...
― Mônica!
Era tudo o que ela não queria – que ele percebesse a sua presença. E ela estava quase conseguindo – já estava com o pé no degrau, mas antes dela subir, ele viu que ela estava lá.
― Mônica!
Agora, ela não podia se fingir de surda. Virou-se para ele, que estava indo em sua direção. Ela forçou um sorriso.
― Remo, não tinha te visto...
― Não tem problema. Eu queria falar com você... Sobre as nossas aulas.
Tentando disfarçar que não estava nervosa, ela sorriu, apenas. ― Queria saber, você ainda quer aulas? Digo, nós já chegamos na matéria com o professor, não é?
Mônica não sabia bem o que dizer, pois, realmente, gostaria de mais aulas – mais por ficar um pouco de tempo à sós com ele do que pelas próprias aulas ―, mas também tinha medo por causa da condição do garoto.
― Olha, vamos fazer o seguinte ― disse ela, escolhendo as palavras com cuidado para não ofendê-lo – Se eu tiver alguma dúvida, algum problema ou qualquer coisa assim, eu não penso duas vezes e falo com você, tudo bem?
― Tudo bem. ― disse Remo, de uma forma que Mônica não conseguiu descobrir se estava, de fato, tudo bem ou não. ― E no próximo trabalho em dupla, eu faço questão de fazer com você.
Ao ouvir aquilo, Mônica corou levemente mesmo tentando fazer com que isso não acontecesse e confirmou com a cabeça. Murmurou que ia dormir, deu boa noite para ele e subiu as escadas.
Mal entrou no quarto e Patrícia pulou perto dela e perguntou onde estava, com quem estava e porque demorou tanto para chegar.
― Calma, Paty, deixa a garota respirar. ― disse Lílian. ― Ela mal chegou e você começa?
― Já sei, estava com o seu professor favorito, não é? Aquele que atende pelo nome de Remo Lupin! Não é verdade?
― Paty ― disse Mônica, pacientemente ― eu estava na biblioteca, e realmente, me encontrei com o Remo... ― Patrícia soltou um risinho bobo – Mas deixa eu falar? Foi aqui no Salão Comunal apenas, e ele só me perguntou se eu queria mais aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas.
― E você aceitou, evidentemente. ― disse Patrícia.
Mônica olhou para Patrícia e se perguntou o que iria dizer à ela como desculpa de não ter aceitado as aulas, se estas estavam sendo tão produtivas.
― Não, não aceitei. Você deveria saber que eu morro de vergonha... Enfim.
Patrícia olhou assustada para a amiga, como se o fato dela não aceitar as aulas de Remo fosse um dos crimes que levaria Mônica para Azkaban e ela jamais voltaria. Parecendo desanimada, Mônica deu boa-noite para Patrícia e Lílian e foi dormir.
O terceiro ano ia chegando ao fim, e com a proximidade dos exames, Lílian ia ficando cada vez mais na biblioteca, junto de Mônica – e às vezes, Aline e Patrícia. Várias vezes a garota encontrava Íris Snicket, e ambas se ajudavam nas matérias que tinham dificuldade, e Lílian e ela acabaram encontrando uma amizade inesperada.
Lílian nunca gostara muito de Íris – achava a menina levemente fútil por pensar apenas em garotos, namoros e coisas do tipo -, mas não deixava de ser simpática e a cada dia demonstrava mais inteligência.
Pois em um dia, as duas estudavam Feitiços, e Amos Diggory apareceu de repente, fazendo Íris soltar um gritinho e Lílian levantar-se para cumprimentá-lo.
― Olá, meninas! ― disse Amos, amavelmente. ― Poderia me sentar aqui, ao lado de vocês? Prometo não atrapalhá-las... Preciso estudar também.
Rapidamente, Íris e Lílian se entreolharam, felizes pela sorte que tinham de estar junto com Amos Diggory, por mais que não fossem conversar.
― Ora, é lógico, Amos! ― disse Lílian. ― Você nunca iria nos atrapalhar!
O garoto sorriu e sentou-se ao lado de Lílian, fazendo com que Íris olhasse para a amiga, que fingia não entender o que ela queria dizer.
Enquanto Lílian e Íris estavam concentradas estudando (ou prestando atenção em Amos), Amélie e Chloé passaram pela biblioteca.
―Não! ― disse Chloé, olhando para as duas garotas. ― Veja isso, Amélie! ― e indicou com a cabeça para os três. ― Isso é possível? Ou estou vendo alguma miragem?
Amélie
olhou levemente desinteressada, mas quando viu Amos Diggory sentado
ao lado de Lílian
Evans
e "aquela garota que pintava o cabelo", entrou em choque e não
pôde responder à amiga.
― Onde é que esse
mundo vai parar? ― perguntou Chloé. ― É um absurdo
isso, não dá para acreditar! Oh, se fôssemos nós
duas... Aí sim, estaria tudo corretíssimo. Nós
duas somos bonitas, simpáticas, inteligentes, sangue-puro,
divertidas, elegantes... Enquanto a Evans e essa tal de Snicket...
Sem comentários. Veja isso, Amélie, aquela menina pinta
o cabelo!
Quem ela pensa que é, uma metamorfomaga? No mínimo
morre de inveja de mim.
Quando virou-se para a amiga, viu que ela
admirava Amos, e sentiu que seu plano de juntar Amélie e Remo
estaria quase por falhar.
― Mas se quer saber ― disse rapidamente Chloé, ficando na frente de Amélie, para tapar a visão dela de Amos. ― Eu acho que tem umas pessoas por aí bem mais interessadas em nós...
― O que você quer dizer com isso? ― perguntou Amélie, desviando a atenção de Amos para Chloé.
A garota sorriu para Amélie. ― Ora, vamos, estou falando do Remo Lupin!
Amélie olhou para Chloé. ― Ah! É verdade ― disse ela. ― Eu quase me esqueci dele, coitadinho... É que acabaram ocorrendo tantas coisas... Você sabe.
― É, é... Mas, coitado! Não viu como ele anda cansado? No mínimo deve ser por sua causa! Lie, ele é tímido! Você precisa dar uma chance para ele... Fale com ele na aula de Herbologia, faça trabalho em grupo com ele. ― disse Chloé. E rapidamente, completou ― Não tem problema, já que eu posso fazer com o Tiago!
Quando ouviu o nome de Tiago, Amélie fez uma careta. Chloé, satisfeita, soltou um risinho e voltou a falar de Remo com a amiga, enquanto voltavam a passear em Hogwarts.
No dia seguinte, Tiago e Sirius estavam elétricos. Não paravam de andar por Hogwarts inteira, segurando um pedaço de pergaminho. Os dois volta e meia davam risadas, mas ninguém entendia exatamente o porquê.
Lílian estava na biblioteca, revisando algumas coisas de Poções, quando Tiago e Sirius entraram, agora mais quietos do que nunca. A garota nem ligou para os dois – já aprendera que não adiantava se irritar com os dois, além do mais, prometera a si mesma não se irritar com Sirius, por causa de Aline; mas isso não significaria que ela teria que ser amiga dele.
Pois
tudo parecia tranqüilo demais, contando a agitação
de Tiago e Sirius nos últimos dias, mas Lílian preferiu
não ligar – Poções no momento era muito mais
importante para ela. Tranqüilo até certo ponto, quando os
dois sentaram-se perto dela.
― Oh, olá, Evans! ― disse
Tiago, como se não tivesse notado que havia sentado na mesma
mesa que ela.
― Olá, Potter. ― disse ela, lançando
no garoto um olhar de irritação. Obviamente, Tiago não
percebera – estava ocupado demais olhando para Sirius e rindo. ―
Qual o motivo das risadas, posso saber?
― Ah, não é
nada não, querida... ― disse Tiago, ignorando a careta que
Lílian fez quando ele a chamou de "querida". Debruçou-se
na mesa para ver o pergaminho e o livro de Lílian. ― Ah,
Poções?
― Não, Potter! ― retrucou ela,
ironicamente ― Estou fazendo um estudo mais aprofundado sobre a
vida pessoal, principalmente a amorosa, de Oscar Wilde, não
está vendo?
― Ah, sei quem é esse tal de Oscar! Não é um tipo de prêmio que recebem por esses filmes trouxas? É uma coisa assim, não é? ― perguntou Sirius.
Lílian
olhou para Sirius e fez força para não rir. ― Não,
Black. O Oscar Wilde é um escritor inglês, muito
consagrado. Já esse Oscar, realmente, é um prêmio...
Mas não tem nada a ver com Oscar Wilde.
Sirius concordou
com a cabeça, levemente atordoado, provavelmente (na visão
de Lílian) por causa da quantidade de informação
que ele recebera da garota, e ela sabia (ou pelo menos achava que)
que Sirius não era lá muito esperto.
―
Pois é Sirius, você deveria ter se informado mais sobre
o mundo trouxa, como você é! Isso é tão
óbvio... Até um elfo doméstico sabe! ― ironizou
Tiago.
Levemente ofendida pelo comentário que o garoto
fizera, Lílian arrumou rapidamente suas coisas, enquanto os
outros dois a observavam, tentando entender o que a garota ia fazer.
Quando esta se levantou, Sirius e Tiago se entreolharam e sorriram.
Sem perceber e sequer imaginar o que eles planejavam, saiu andando e
Sirius – que estava ao seu lado -, abaixou-se e tentou olhar
embaixo da saia de Lílian.
― Black!
― disse Madame Pince, que via a cena. Lílian virou-se
rapidamente e olhou para Sirius, que ainda estava abaixado. ― O que
o senhor estava fazendo? Não vai me dizer que...
―
Estava tentando olhar debaixo da minha saia! ― completou Lílian,
irritada.
Tiago à essa altura já não podia
mais segurar o riso, e soltou uma gargalhada histérica,
fazendo Madame Pince expulsá-lo, junto com Sirius, que estava
vermelho de vergonha.
― Srta. Evans, pode deixar que Dumbledore
saberá disso assim que...
― Obrigada, Madame Pince, mas
prefiro resolver os problemas eu mesma! ― disse Lílian,
saindo da biblioteca. ― BLACK! VOLTA AQUI!
Sirius e Tiago
estavam correndo, e mesmo com o grito que Lílian dera, não
pararam. Imaginando que eles tinham ido para a Sala Comunal, foi até
lá.
De fato, os dois estavam lá, ao lado de Pedro e Remo. A garota seguiu em direção a Sirius e cutucou-o com força. Quando ele virou-se e viu Lílian, disse:
―
Evans! A que devo sua honrada presença?
― Explique-se. ―
disse ela, tamborilando os dedos no livro que segurava, mostrando
impaciência. Sirius fez cara de desentendido. ― Ah, vamos lá,
Black! Você estava tentando olhar embaixo da minha saia! Até
a Madame Pince viu!
― É verdade, Sirius ― comentou
Tiago ― Você foi absurdamente indiscreto...
Sirius
virou-se para o amigo.
― Mas era um momento de desespero,
sabe. ― respondeu ele ― Ela valia 50 pontos, e era o que eu
precisava para passar você!
― Ah, mas se você
olhasse para outras 10 meninas, seria mais fácil do que olhar
logo no da Evans!
Lílian virou-se para Pedro e Remo, que
pareciam também não entender nada, e perguntou:
―
Poderiam traduzir o que eles estão falando? ― eles não
responderam, continuaram a prestar atenção no que
Sirius e Tiago discutiam. ― Ah,
ótimo!
Se o assunto da conversa está presente, com licença que
o assunto da conversa quer saber do que estão falando! ―
disse ela.
― Eu... Vocês não estão fazendo
isso, não é? ― perguntou Remo, escandalizado. ―
Vocês ainda por cima estão contando pontos?
―
É lógico! ― disse Tiago ― Sabe como é, para
dar aquela relaxada das provas...
― E os pontos são os
mais divertidos! Meninas mais difíceis são as que valem
mais pontos... Mas tem umas fáceis que a gente descobre cada
coisa... Por exemplo, a Amélie Ginette troca de...
― Nem
fala, Sirius, por favor! ― disse Remo, assim que ouviu o nome de
Amélie no meio. Colocou as mãos no ouvido. ― Não
quero saber de detalhes!
Sem saber o que fazer, Lílian
sentiu novamente pena de Aline por ela ser apaixonada por Sirius.
Sabia que se falasse sobre o que ele e Tiago estavam fazendo, apenas
iria ou magoá-la demais, ou resultaria em mais uma briga – e
Lílian já estava farta de brigas. E, pela primeira vez,
agradeceu mentalmente à Dumbledore por ter autorizado Aline a
usar calça.
― Black... Um aviso... ― disse Lílian.
― E isso servirá ao senhor Potter
também... Se eu vir um de vocês dois... Olhando a...
Olhando debaixo da saia de alguma pessoa que seja minha amiga... Ou aminha...
Estejam
bem avisados, Dumbledore saberá disso.
Depois, saiu e foi
para o dormitório, encontrando lá Aline.
Quando viu
a amiga e lembrou-se do que Sirius havia feito, teve vontade de
abraçá-la, avisá-la de que Sirius não era
o garoto ideal pra ela.
―
Oi, Lily! Eu ia te encontrar... A gente tinha combinado de estudar
Feitiços juntas!
Lílian ficara tão irritada
com a atitude de Tiago e Sirius, que esquecera-se completamente dos
estudos.
― Lógico que não ― mentiu ela,
sentando-se em sua cama. ― vim pegar minhas anotações,
eu não as peguei quando fui estudar Poções.
―
Então pegue, que nós iremos juntas!
A garota sorriu
e abriu sua mochila, recolhendo suas anotações das
aulas.
― Ele fez mesmo isso?! ― perguntou Amos Diggory.
― Fez. ― respondeu Lílian.
Os dois estavam na biblioteca estudando Herbologia.
― Se não fosse você me contando, acho que não acreditaria!
Lílian deu os ombros. ― Não dá para acreditar, não é? Achei que o que o Potter havia feito com você... Oh, desculpe! ― disse ela, interrompendo-se rapidamente. ― Não deveria ter tocado nesse assunto!
Amos rapidamente negou com a cabeça.
― Não há problema, querida. ― Amos colocou sua mão no ombro da garota. ― Nós dois sabemos do tipo de Potter, esse assunto não é proibido.
"― Causa-me um certo pasmo sua (de Mr. Darcy) intimidade com Mr. Bingley! Como pode Mr. Bingley, que é a boa disposição em pessoa e de uma simpatia sem limites, manter relações de amizades com tal homem? Como é possível adaptarem-se um ao outro(― disse Elizabeth.)
(Mr. Wickhman) ―
Talvez não; embora Mr. Darcy saiba agradar quando bem entende.
Habilidade não lhe falta. É muito capaz de orientar uma
conversação agradável, se a acha frutífera.
Entre as pessoas de seu nível ele é totalmente
diferente daquilo que aparenta ao menos prósperos. O orgulho
nunca o abandona, mas, com os ricos, ele mostra-se liberal, justo,
sincero, racional, digno de honra, e talvez até agradável...
Conforme a fortuna e importância de seu interlocutor."
Austen,
Jane
Orgulho & Preconceito
Ed. Martin Claret
página
77 e 78
Tentando
disfarçar sua timidez, Lílian continuou com o
assunto:
― E eu realmente fico indignada quando penso em Remo
Lupin e Pedro Pettigrew. Quero dizer, concordo que Pettigrew é
levemente abobado e seguidor dele, mas não consigo entender
como conseguem andar com Potter!
O garoto soltou uma risada e,
tirando a mão que estava no ombro de Lílian, colocou em
cima da mão dela, fazendo-a sobressaltar-se. Porém,
para sua sorte, Amos não percebera.
― Ora, querida, para
tudo tem uma explicação! Potter, como sempre de um
orgulho inimaginável, pode ser uma das melhores companhias
quando quer... Você sabe, quando está com pessoas
suficientemente importantes para ele... Como o Black, por exemplo.
Ora vamos, por mais que todos nós saibamos que Black odeia a
família, ele não deixa de fazer parte dela! E, bom... A
família Black é a família Black. Quanto a Lupin
e Pettigrew, não vejo porque ele não estaria com eles.
Lupin é um bom aluno, e Pettigrew, é bem capaz dele
estar apenas com dó. Ou ele se diverte com ele... Potter sabe
ser uma companhia agradável! Ele foi meu amigo, sei do que
estou falando... Um grande amigo, diga-se de passagem. A verdade é
que gostaria de continuar a ser amigo dele... Preferia não
saber de toda a verdade.
Como se quisesse parar o assunto,
ajeitou-se na cadeira e segurou fortemente a mão de Lílian.
― E lá vão eles de novo... Não agüento mais ver esses dois juntos!
Chloé, que acabara de entrar na biblioteca com Amélie, de cara encontrou Amos e Lílian de mãos dadas. Rapidamente, a metamorfomaga sentou-se em uma mesa longe o suficiente para eles não perceberem a presença dela, mas perto o bastante para que pudesse tentar ouvir o que diziam.
Com um suspiro, Amélie sentou-se ao lado da amiga e olhou para o outro lado. Espantada, Chloé perguntou o que havia acontecido para ela não se interessar pelo que os dois conversavam.
― Ah, Chloé! Eu estava pensando, sabe em quem?
Sem nenhum interesse em saber, Chloé apenas deu os ombros e negou com a cabeça.
― No Remo! Ah, ele é incrível, não é?
Quando Amélie começou com os elogios, a única coisa que Chloé poderia fazer era atiçar o assunto, para que a amiga ficasse cada vez mais encantada com o garoto.
― Mas, diga-me mais sobre o que ele falou de mim, Chloé! Por favor!
― Por Merlin, Lie, você já sabe de todos os detalhes! Não tem mais o que falar. ― retrucou a garota.
Amélie suspirou novamente, e comentou que não entendia como Remo ainda não tinha convidado-a para sair, se gostava tanto dela.
― Ora vamos, Amélie! Dê tempo ao tempo, ele me parece um garoto tímido! Mas amanhã, temos aula de Herbologia, e eu falo com ele. Como havíamos combinado, você faz trabalho com ele e eu com o Tiago!
― Oh, por favor, fale mesmo! Vamos esperar até amanhã! Mal posso esperar.
Continua...
N/A:Pois
bem, pessoal! Aqui está o final da fic e assim que postá-la
vou começar a escrever o oitavo!
E sobre o atrasado, minha
beta reader teve um pequeno problema, mas nada que não fosse
temporário. O que importa é que ela betou (e muito bem,
diga-se de passagem) e agora tá postado! Desculpem a demora!
Não se esqueçam das reviews, elas me deixam felizes, viu? XD
