Capítulo Sete – Se eu dissesse Adeus...

Corri até o prédio. Na entrada, muitos seguranças me barraram.

- Esse prédio está para se implodido, rapaz. Está maluco? - Um homem corpulento me perguntou. Ele tinha em torno de quarenta anos e seu rosto mostrava preocupação. Eu esperava que ele fosse bastante compreensivo para ouvir o que eu tinha a dizer.

- Há uma pessoa ai. - Sam disse a eles, antes que eu abrisse a boca.

- Não há ninguém aqui há semanas. Temos certeza. - O homem replicou pacientemente, Tão pacientemente. Eu não tinha tempo para ser paciente.

- Há uma garota ai. - Sam disse calmamente. Às vezes, eu odiava o jeito que ele controlava tudo tão calmamente, como se nada o aborrecesse. Então eu parei de escutar e ultrapassei os guardas, correndo enquanto eles tentavam me parar. Eles pareciam aborrecidos que nós duvidamos da competência deles.

- Ele vai ser implodido em menos de dez minutos, quer ele esteja fora ou não. - Eu ouvi um guarda ameaçador. Não importava. Se eu ainda estivesse lá em dez minutos, então eu teria falhado, e eu não me importava se viveria ou não. Pare ser completamente honesto, eu tinha uma certa preferência pela morte. Mas eu não podia me importar com isso agora. Bella estava lá dentro e eu tinha que salvá-la. O prédio tinha uma estrutura pior dentro. Cheirava a ferrugem, mas a mais poderosa essência era de Bella. Eu podia ouvir Sam atrás de mim, e eu deseja que ele não tivesse vindo. Duas vidas eram o bastante se eu falhasse. Eu mudei e continuei a correr, quando eu ouvi a voz.

- Doce, doce Bella. Estou um pouco chateada que isso terminará assim. Nós nos divertimos muito e agora... oh, você tem companhia, minha Bella.

Sam se juntou a mim agora, e ele me deu um olhar significativo. Nós podíamos fazer isso, mas tínhamos que tomar cuidado com a sanguessuga primeiro se quiséssemos que Bella tivesse a chance de escapar. Rapidamente, nós chegamos onde eles estavam e eu não podia me conter em olhar para Bella. Eu sabia que era um grande erro, que cada segundo de desatenção poderia colocar nossas vidas em risco, mas eu não podia me salvar. Suas mãos estavam amarradas em correntes de ferro e ela parecia inconsciente de nossa presença. Ela ainda olhou acima, e não parecia olhar para nós, ou algo mais. Ela não se movia, achei que ainda estivesse respirando. Ela não estava com a mesma roupa quando foi raptada. Ela ainda usava a mesma calça, mas a camiseta não era a mesma. Aquela não tinha mangar e nós poderíamos facilmente ver os hematomas em seus braços. O que a sanguessuga tenha feito a ela, ela pagaria por aquilo. Disso eu tinha certeza.

Eu olhei de volta para a sanguessuga e tudo começou. Eu vi o flash da vitória em seus olhos e me lancei até ela, mas ela era rápida e eu me vi atacando o vazio. Ela veio por trás de mim e arranhou meu braço com suas unhas.

Sam já estava com ela e estava arrancando sua pele fora. Ela tentou o atacar, mas Sam tinha agarrado ela forte a ela que não tinha intenção de soltá-la. Eu estava chegando tão perto e ela se lançou nas minhas costas. Obviamente eu a atirei longe, junto com Sam.

Eu percebi meu erro muito tarde, quando Sam colidiu com a parede, ela avançou para mim novamente.

Ela abaixou-se e pulou, mas eu sai do caminho, e tiraria proveito pelo faro dela estar um pouco desorientada, para cravar meus dentes no seu pescoço. Eu ouvi as pessoas lá fora ficarem impacientes, e eu me desconcentrei por alguns segundo. Foi o suficiente parar dar um giro e para ela estar encima de mim.

Ela se moveu muito perto e seus dentes se moveram pra minha garganta. Eu percebi que ela ia me morder, e tentei empurrá-la, tentando, lembrando o que o veneno de uma sanguessuga fazia a um lobo. Mas os dentes estavam se aproximando.

De repente, seu peso estava tão longe de mim que fui capaz de me levantar. A última coisa que vi foi Sam decepando sua cabeça antes de ir até Bella. Ela ainda estava inconsciente de minha presença e não reagiu quando eu arrebentei as correntes de ferro e mudei novamente.

Então fui até seus pés e a peguei nos meus braços enquanto Sam mudava. Eu corri, carregando ela com Sam do meu lado então corremos contra o tempo. A multidão começou a gritar lá fora, e eu forcei meus pés a irem mais rápidos. Seria mais fácil se eu mudasse, mas como eu poderia atravessar sob os olhos de centenas de pessoas na minha forma de lobo, carregando uma garota nas minhas costas? Era o que eu faria.

- Cinco!

A multidão gritava e meu coração disparava enquanto eu forçava meus pés a irem rápidos.

- Quatro!

Nós corremos, mas a entrada não apareceu. Eu senti Sam ficar desesperado ao meu lado.

- Três!

Eu corri mais rápido do que toda minha vida. Eu pensava em Bella. Eu tinha que tirar ela dali. Se eu pudesse me mover mais rápido!

- Dois!

A entrada apareceu. Aleluia! Nós corremos, mas não a tempo, pensei que a batalha não tivesse sido ganha ainda. Finalmente deixamos o prédio e corremos pra fora. Bella não se mexeu em meus braços.

- Um!

Eu vi os olhos chocados dos espectadores, enquanto alguém gritava em pânico. Tínhamos de ficar a uma distância segura. Corremos e corremos e, durante esse último segundo, pensei em como minha vida seria se eu conseguisse nos manter seguros. Eu não a deixaria ir depois disso. Victoria estava morta, é claro, ela não seria capaz de sair antes da explosão. Mesmo que não estivesse, mas isso não mudaria nada. Eu nunca a deixaria sair das minhas vistas novamente. Ela precisava muito de mim. E eu precisava dela ainda mais.

O prédio implodiu com o som mais alto já ouvira em toda a minha vida, e nós felizes... e infelizes. Feliz porque estávamos numa distância segura, então não seríamos transformados em cinzas junto com ele. E triste, porque as janelas do edifício explodiram e vidros voaram no ar. Pedaços de vidro dançaram no ar na frente dos ainda atordoados olhos dos espectadores aliviados enquanto eles perceberam que estavam tão longes para que os vidros os alcançassem. Sam e eu ainda estávamos correndo quando um pedaço de vidro acertou o pé direito de Bella. Eu olhei para ela, alarmada, mas seus olhos estavam muito longe, desfocados. Eu não parei e atravessei a multidão e as pessoas encaravam, mas eu corri para casa.

Eu a deitei no sofá e arranquei o vidro, que estava, ainda bem, não tão fundo em sua pele, enquanto Sam telefonava para dizer que tínhamos encontrado Bella. Ele chegou quinze minutos depois e durante esse tempo eu tentei, em vão, fazer Bella reagir. Ela estava em choque e eu, dentre todo mundo, sabia que Bella não se chocaria facilmente. Eu pensei furiosamente novamente sobre o que tinha acontecido durante esses cinco dias, e eu amaldiçoei o dia em que a sanguessuga cruzou seu caminho.

Quando Charlie entrou, ele foi diretamente até o lado da filha e pegou sua mão.

- Bella, querida, você está bem? - Ele olhou em seus olhos e não viu nenhum sinal de reconhecimento que esperava ver.

- Bela? - Ele acariciou o rosto dela e finalmente conseguiu uma reação dela. Mas foi uma reação errado. Ela se afastou dele, e começou a soluçar. Ela começou a se mexer incontrolavelmente e eu encontrei os olhos ansiosos de Charlie.

- O que há de errado com ele?

- Posso? - Pedi a Charlie, com uma mão segurando Bella. Charlie hesitou, incerto sobre o que fazer. Então, ele se afastou e eu sentei no sofá. Eu peguei Bella em meus braços enquanto os soluços chacoalhavam seu corpo frágil. Nós ficamos assim por um bom tempo até ela finalmente se acalmar. Eu a afastei quando seus braços se enroscaram em mim. Bella, minha Bella, pensei.

Sam disse que estavam indo falar para os outros que Bella estava bem, e saiu. Eu respirei aliviado, enquanto Bella estreitava seus braços e colocava a cabeça no meu ombro. Charlie, ao ver que ela parecia ter se acalmado, voltou e pegou sua mão, hesitante. Ele estava assustado, ela reagiu muito mal. Olhou para Bella esperançosamente, e perguntou: - Você está bem?

Bella simplesmente acenou com a cabeça sem olhar nos olhos dele.

- Bella, meu amor, você está cansada* - perguntei.

Ela acenou de novo.

- Venha, você pode dormir no meu quarto. Consegue andar? - Eu peguei sua mão e a levantei. - Eu já volto. - disse a Charlie.

Eu pus meu braço ao redor da cintura dela e a conduzi até meu quarto. Ela sentou na cama, olhou para mim e falou pela primeira vez.

- Me empresta uma camisa?

- Claro. - eu disse, e imaginei-a tirando a que estava usando. Eu fui até meu armário e tirei uma camisa que era muito pequeno para mim, e deu a ela.

Ela tentou tirar a camisa dela e suspirou.

- O que foi? - eu perguntei, preocupado, e sentei na cama.

- Você pode me ajudar? - Ela apontou os hematomas nos braços dela. Eles pareciam cortes.

- Sim, claro. - Eu tirei a camisa dela suavemente. Eu não pude deixar de olhar. Não só porque antes de meus olhos estavam no que eu sonhara durante quase um ano, mas porque havia os mesmos cortes no estômago dela, como também o mesmo hematoma que ela tinha na palma da mão. Eu o toquei de leve e estava frio. A raiva me arrematou. A sanguessuga a mordera.

- Bella, meu amor, o que aconteceu com você? - eu sussurrei. Eu olhei para ela, e ela estava colocando camisa que eu dei, ignorando a dor nos braços dela. Ela se deitou na cama e olhou para mim. Ela estendeu a mão. Eu a peguei e ela apontou o espaço ao lado dela. Eu deitei e coloquei meus braços envolta dela e ela colocou sua cabeça no meu peito.

Nós ficamos assim por um longo, e quando eu tinha certeza de que ela tinha dormido, eu saí da cama e fui ver o Charlie. Ele estava sentando numa cadeira na sala de estar e estava concentrado.

- Ela está dormindo. - eu disse e a cabeça dele deu um estalo. Eu fui me sentar no sofá e expliquei a ele onde eu tinha a achado, enfatizando o fato de que eu tinha sentindo que ela estava lá dentro. Claro que mantive fora a luta com a sanguessuga, mas mesmo assim, eu disse tudo e vi, olhando em seus olhos, que ele deduzira que Bella tinha vivido um pesadelo lá, física e emocionalmente.

N/T: (escondendo-se). Gente, mil desculpas pela demora. Minha vida tá uma bagunça só e não consigo reorganizá-la. Mas está aqui mais um capítulo. Bella está salva, eba! Agora começa o romance. (ops!)

Até mais. Bjos da Juh.