Capítulo 6 - Até que a Morte nos Separe
Capítulo VI - Até que a Morte nos Separe
Amanda era acalmada por Chaz, Rika ocasionalmente batia com a mão na parede, Miranda estava totalmente inerte, observando o namorado andar de um lado para o outro, pronta para ampará-lo quando ele começasse a chorar, Julieta estava chorando ao lado de James ... e Ariel ficava parada, observando a porta. A porta que uma hora iria se abrir. Por que ela acreditava que ela iria se abrir. Para não entrar em desespero, expulsou de si todo sentimento negativo, toda raiva, rancor, medo, pânico ... tudo o que estava tomando conta daquele local.
Ela olha pelo canto do olho, percebendo que o professor Lupin e o cachorro dele se aproximam .
- Como ele está ? - o professor se dirigia a Ariel.
- Ainda não saíram ... professor, o que o senhor acha que houve ?
- Eu não imagino.
- Carlos - Miranda interrompia o garoto que já estava criando um buraco no chão .
- O que é ? - havia um certo desespero em sua voz. Algo que não combinava com ele, com sua personalidade, com seu tipo. Ela nunca vira Carlos daquele jeito, nunca. A única vez que viu ele agir fora do normal fora quando o capitão da Sonserina bateu em Yoh, e ele disse que se isso se repetisse, iria arrebentá-lo. Madame Hooch provavelmente considerou como uma troca de farpas entre jogadores, mas ela conhecia Carlos o suficiente para saber que tal comportamento não combinava com suas atitudes.
- Você o conhece desde pequeno ... o que acha que pode ter acontecido ?
- Não sei - ele continuava andando. Não conseguia ficar parado, de forma que ocasionalmente dava uma batida na porta, a qual não se abria.
- Como ele esta´? - ele se vira, reconhecendo aquela voz que vinha daquela que era uma de suas melhores jogadores - ele está bem ?
- Eu não sei, Cho - ele se aproximava da moça, não resistindo e abraçando-a. Eram grandes amigos, Rika lembrava-se. Entraram no mesmo ano, assim como ela, e era uma de suas maiores amigas. Na verdade, com exceção de Miranda e ela, Cho era a única moça da qual Carlos não tinha vergonha de demonstrar o que realmente sentia. Nem um pouco. Tanto que ele começa a chorar silenciosamente, descarregando suas lágrimas no ombro dela.
Por sua vez, Cho também queria chorar, mas simplesmente não conseguia. Não com Carlos ali. Não que tivesse vergonha de fazer isso na frente dele, mas sabia que precisava dar forças a ele. Claro, o mesmo estava tão desesperado que não percebeu que Miranda faria tal coisa com igual prazer, mas felizmente a mesma compreendia tal atitude dele.
Cho o encaminha até Miranda - ela se sentiria bem melhor, sendo útil em consolá-lo e vai até a porta, batendo na mesma. Primeiro Cedrico, e agora ... não, não era bom pensar nisso. Não outra vez. Em verdade, sentia uma simpatia, uma amizade enorme por Yoh. A deteminação e genialidade do mesmo eram fascinante. Já fora infeliz no passado ao perder a pessoa que amava - a dor de Cedrico era suplantada pelo seu desejo de não se permitir lágrimas que não fossem devidas - não permitiria que outra pessoa passasse pelo mesmo - ela olhava para Gina, nos braços de Rony, a qual não parava de chorar - não podia.
Ainda mais agora, depois de sua última decepção amorosa. E pensar que no período anterior havia se interessado tanto por Harry que não desejaria mais ninguém na vida além dele. Estava prestes a abrir seu coração novamente, a deixar para trás as mágoas do passado.
Mas ele a magoou. Ele a feriu, e da forma mais dolorosa possível.
A ausência, o descaso, o abandono.
Quantas vezes já senti uma dor enorme no peito enquanto esperava por uma coruja dele, algum sinal ? Qualquer coisa ?
Mas o pior, não sentia exatamente ódio dele, pelo contrário ... talvez tivesse sido melhor, talvez tivesse sido um erro, talvez ... - ela olhava novamente para Gina - talvez o mesmo estivesse confuso quanto a verdadeira dona dos seus sentimentos, de forma que não queria se pricipitar.
E a julgar pelos boatos que ouviu pelos corredores da escola, já havia chegado a uma conclusão. Se era isso que Harry queria, felicidades para ele ... mas Yoh não podia morrer ! Desejava do fundo de seu coração que algo acontecesse, que algo o salvasse, que um milagre acontecesse !
Qualquer coisa !!!
- Esse cachorro - Carlos fitava Sirius - ele ... Yoh era alérgico a pelo de cachorro quando mais novo - ele continuava fitando-o - e passou os últimos dias na enfermária devido a um surto da mesma alergia ... O QUE DIABOS ESSE ANIMAL FAZ AQUI ?!?!?!?
- Mas não tinha nenhum cachorro no salão, Carlos - Amanda frisava, enquanto que Rony furtivamente mandava um olhar para Harry, lembrando-se de que O amigo estava jogando comida para debaixo da mesa para Sirius, em formA de cão, pegar.
Definitivamente não era uma boa hora para comentar a respeito daquilo
Minerva, Flitwick, Sprout, Hooch ... até mesmo Snape estava ali, curioso com o garoto. Em verdade, era até irônico tal coisa acontecer. Em uma época na qual o medo de um ataque pela parte de Você-Sabe-Quem aconteça a qualquer momento, ser atingido gravemente por algo interno era tão ... inesperado. Muitos haviam se esquecido que uma simples dor de cabeça poderia ser tão mortal quanto um relâmpago, dependendo de sua intensidade.
Outro aluno. Outro a ser atingido. Estaria ele morto, ou viveria ? De qualquer forma, era um sinal dos tempos maus que se aproximavam, os quais ele preferia não ter que se lembrar. Tantos que morreram, muitos por suas mãos, quando servia ao lorde da trevas ...
Em um rápido movimento, Snape desarma Carlos, o qual apontava sua varinha para Sirius, enquanto seus amigos o seguravam. O mesmo dava um sorriso frio para Sirius. Realmente era uma pena, até que o Black merecia um pouco de dor e ...
- Me larguem !
- Só se você se acalmar ! - Rika e James o seguravam - você não é o único a ficar irritado aqui, entendeu ?
- Entendi, entendi, desculpem, eu estava com a cabeça quente - ambos o largam, de modo que ele se espreguiça um pouco e torce o pescoço - MALDITO ANIMAL !!! - Carlos pula encima de Sirius, o qual estava em forma de cachorro, e no instante seguinte ambos estavam se atracando no chão.
Bem ... na verdade, Sirius procurava a melhor brecha para sair dali, pois Carlos estava decidido a matá-lo com as próprias mãos, e ele não o largava por nada, apertava seu pescoço canino com forças que ele duvidava que o rapaz possuissem.
E que força o jovem Modrach possuia !
Os amigos de Carlos tentam fazê-lo largar Sirius de todas as formas, mas ele não o largava, até que a porta se abre e madame Pomfrey sai de lá de dentro, fazendo Carlos direcionar sua atenção para a mesma, de forma que Sirius aproveita e sai correndo dali. Estava com as vestes totalmente molhadas, apesar de sua pose rígida se manter. Mas muitos não ligaram, correram para dentro do quarto, ignorando-a.
Não conseguiram. Deram de cara com uma quase imperceptível - porém resistente - parede de água, a qual bloqueava o caminho de todos que tentavam transpassá-la.
- Madame Pomfrey ?
***
- Vamos, Kneen ! - a mesma continuava com a massagem - Erga-se, vamos ! Erga-se ! Não se deixe vencer, você é jovem, tem uma vida inteira pela frente, não pode deixar ela terminar aqui ! Não pode ! Todos os seus sonhos, tudo o que você conquistou e que ainda quer conquistar, não desista ! Você tem um mundo inteiro pela frente, não se deixe vencer por uma coisa dessas ! Pessoas que vieram antes de você sobreviveram a perseguições, preconceitos e lutas, não se deixe vencer pelos limites do sue corpo, muitos já passaram por isso e sobreviveram ! Erga-se ! Pensas que eu não te conheço, que não sei quem você realmente é ? Tu és aquele que eu sempre me perguntei se realmente viria, e cá estás tu diante de mim, pequeno Lorde ! Podes enganar olhos humanos e mentes mundanas, mas não a mim, o sangue de tua família já passou pelas minhas mãos, conheço tuas origens, e devido a tal fato compreendo teu maior medo, rapaz !Sei o que teme, mas você não pode desistir, não pode se entregar ! Não condiz com sua ascendência, não faz parte do seu clã tal atitude ! vocês nunca se entregaram, nunca desistiram ! Não sou uma inculta como muitos aqui, conheço a história de sua família. Conheço a filosofia pregada pelo teu clã, a qual diz que o forte deve proteger o fraco, e é justo que o forte cobre o fraco por isso, seja em forma de tributos, sacrifícios ou servidão ! E você, vai desistir agora, justo agora, pequeno Lorde ? Onde estão as tuas ambições, os seus desejos ? Está preparado para largar tudo, deixar tais coisas para trás ? Acha que é isso é força, garoto ? Pois se pensas assim, então sabe de nada, entendeu ? - ela continuava com a massagem, ritmando de tal forma que a mesma parecia ter substituído o coração dele, o qual não batia mais - Isso não é força, é fraqueza ! Abandonar a todos, deixa-los para trás, isso é fraqueza, pois não tem forças para fazer a coisa mais importante para você ! Agarre-se a vida, moleque ! Quem você pensa que é para fazer tal coisa ? Você não pode morrer, entendeu ? Você não tem esse direito ! Acha que está sofrendo tanto que seria melhor se morresse ? Está errado, se morrer aqui, desse jeito, nada irá se resolver, pelo contrário, só irá trair dor e sofrimento para todos que você conhece, seus amigos ! Conheço cada aluno desta escola, e sou por muitas vezes confidentes de vários dele, compreendeu ? Entendo bem o sentimento que eles sentem por você, e você por eles, garoto ! Suas amigas da Corvinal, Ariel, Julieta, Miranda e Rika, seus amigos Carlos e James ... sua namorada, Virginia Weasley e a jovem Hooch ... o talentoso Chaz, a enloqüente Cassie, a elétrica Luna, a gênia Granger, o temperamental Ronald, a jovial Cho, a sonhadora Padma, a qual se sente dividida quanto aos sentimentos que nutre por você em segredo ... todos eles, cada um tem sua própria vida, Yoh ! E isso são mais do que palavras, entendeu ? Você não pode morrer, tem que guardar um tempo para viver ! Cada um deles tem seus medos, seus temores, suas alegrias e tristezas ... mas cada um deles nutre um sentimento especial por você, meu caro ! Isso é força, agarrar-se na vida, não se entregar. Agarre-se, lute ! Cada um deles, você os cativou em menor ou maior grau, mesma que não tenha percebido ! Não pode ir embora assim sem mais nem menos,pois você é responsável pelas pessoas que cativou ! É responsável por cada um deles, é sua obrigação cuidar de todos, jovem Lorde ! Você é maduro o suficiente para compreender isso, é muito mais do que um maldito e violento jogo de quadribol, é a sua amizade, a sua vida que você compartilha com cada um deles !
***
- A senhora Kneen ? - Pomfrey perguntava sem o menor pingo de emoção em sua voz, apática ao sentimento que percorria o ambiente.
- Enviamos uma mensagem para ela, esperamos seu retorno .
- Como ele está ? - um número incontável de vozes era ouvido, cada um deles em tons e formas diferentes, mas no fim, todas tinham o mesmo objetivo, a mesma finalidade, de forma que ela se prontificou a responde-las de uma só vez, da forma mais clara, direta e impessoal possivel.
***
- Madame ...
- Viva ! Erga-se ! Vamos, seu filho da mãe, nunca perdi um aluno desde que cheguei aqui, você não será o primeiro, entendeu ? Tratei de meio-gjgantes, meio-ogros, centauros, sereianos ... você não será o primeiro !!!
- Madame ...
- Acorde ! Acorde ! VIVA ! - ela tomba, respirando pesadamente, de modo que Florinda se aproximava dela e estende-lhe a mão, mas a mesma se ergue sozinha, dando-lhe as costas e apoiando-se na parede.
Havia falhado .
***
- Há pouco menos de duas horas o rapaz Kneen recebeu alta da enfermaria, pois já estava em condições de se manter. Havia entrado aqui por causa de estranhas dores, causadas por uma alergia que ele pensava ter curado, mas estava enganado - ela encarava o professor Dumbledore, o qual mantinha a mesma expressão calma e solidária de sempre - Segundo relatos dos alunos, seu sistema nervoso entrou em pane e ele teve convulsões. Tudo indica que o motivo disto fora uma longa exposição ao motivo de sua alergia, mas é algo que eu irei averiguar.
- E ao que ele é alérgico ? - Snape perguntava . - perguntava Snape, como se não tivesse ouvido os gritos proferidos por Carlos há pouco.
- Pêlo de cachorro - ela respondia, ao passo que Lupin percebeu que Sirius já havia sumido dali há tempos. - eu o adverti a respeito disso, para ele manter distância, mas me parece que ou ele não me ouviu e foi negligente com sua própria saúde, ou não se deu conta de que estava próximo de um cachorro. De qualquer forma, apesar de todos os meus mais sinceros esforços, há cerca de vinte minutos atrás o coração dele parou de bater por completo - ela ajeitava a gola de seu vestido, ficando em total silêncio. Um silêncio mortal para muitos, que não encararam bem a noticia. Algumas ali estavam praticamente cuspindo o coração, tentando ficar de pé.
***
Ela se aproxima do jovem rapaz, falecido na cama do hospital, encostando a mão no seu peito, e tomando um susto .
O coração ... havia batido !
- Madame ! Ele ... ele está vivo !
- Isso se chama ressuscitamento, Florinda. O coração pode ser trazido de volta ao seu batimento mesmo depois de alguns minutos após ter cessado seu ritmo .
- Eu ... sim, eu me lembro, eu ... isso, isso ...
- Foi ensinado na academia, mas nunca imaginou que chegaria a realizar alguma das técnicas de emergência sem o uso de magia, não é mesmo ? Bem vinda ao mundo real, Florinda. Esse foi seu batismo de fogo, e você falhou. Mas não se martirize, praticamente nenhum aluno recém-saido da academia passa por uma situação dessas. Nenhum deles é obrigado a encarar tal dor de imediato. Assustada pela minha total falta de emoção ? Não se preocupe. Como eu havia dito, abdicamos de nossa humanidade para ser algo diferente.
- Todos - ela gaguejava, tentando juntar coragem para fazer aquela pergunta - todos os ... os medi-bruxos ... eles ... todos eles se tornam assim, no fim das contas ? Totalmente apáticos, desprovidos de emoções ?
- Não - ela respondia, enquanto procurava por sua varinha - só aqueles que procuram pelo caminho mais rápido para evitar o sofrimento da derrota.
- Ele ficará bem ?
- Não desse jeito. O corpo ainda está cobrando o seu preço e, se não fizermos nada, o estado se agravará. Florinda ...
- Sim ? O que quer que eu faça ? - a mesma se prontificava. As últimas palavras de sua supervisora a encheram de coragem e medo. Coragem diante do milagre que a mesma acabara e realizar, medo pelo sentimento de inutilidade.
- Feche a porta. Use um encanto para reforçar a fechadura da mesma.
- Certo ! - ela fecha a porta - e agora ?
- Apenas mantenha distância - Madame Pomfrey ergue sua varinha e fecha os olhos.
Florinda leva um susto . Nunca havia visto Madame Pomfrey executar nenhuma magia. Nunca, mesmo. Na verdade, até então, nenhum outro aluno tinha visto tal fato, apenas ela ministrando remédios e cuidando dos mesmos.
Mas estavam enganados. Só por que não fazia gestos mirabolantes, como dizia Snape, não significava que não era magia. Haviam poucas pessoas que realmente admiravam a beleza de uma poção cola-ossos em ação, mas ela não se importava. Ela era a profissional ali, era seu o dever de saber das coisas, e não dos alunos. Sua era a responsabilidade e entender a fundo cada detalhe da mais fraca poção de cura, até a mais potente tala regenerativa. Não dos alunos. Para eles, cura era cura, e fim de papo. Não interessava aos mesmos saber todo o processo, desde que estejam bem. Tal coisa era sua sua responsabilidade.
E também de Florinda, mas ela ainda tinha muito o que aprender. Lembrava ela quando mais jovem, quando aprendeu seu oficio. Seu primeiro trabalho foi atendendo um bruxo ferido que junto com seu grupo enfrentou um dragão que estava prejudicando um povoado. Um povoado trouxa, na verdade, o qual não tinha como se defender, até que um grupo de bruxos se uniu e decidiu dar um fim ao dragão. O grupo inteiro foi dizimado - não sem antes cumprir com seu objetivo - e aquele bruxo em especial estava em péssimo estado. Ela era a única médica para atende-lo, visto que os demais estavam ocupados com pacientes igualmente feridos. Fez tudo o que podia, passou a noite ao lado dele, mas ele acabou partindo. Desde então, fez uma promessa de nunca mais perder um paciente por falta de técnica e conhecimento. Prometeu a si mesma que, se fosse salvar vidas, se esforçaria para ser a melhor no que fazia, dedicaria sua vida inteira a salvar vidas.
Florinda observa atônita quando as bicas da enfermaria se abrem, jorrando uma quantidade grande de água. Mas o que mais a espantava era o fato da água estar seguindo em direção a doutora. A mesma se junta ao redor de Yoh e Pomfrey, criando um cubículo de água ao redor deles, fechando-os por completo. Ela vê as vestes de sua supervisora se molharem quando o cubículo começa a se encher com toda a água ali presente, submergindo Yoh e Pomfrey e um pequeno mar de água, criado naquele local.
Os lábios da doutora se moviam em meio a toda a água. Suas palavras não eram ouvidas, mas eram ditas assim mesmo.
"Água, fonte da vida, origem de tudo."
A varinha dela brilhava incrivelmente, deixando um brlho azulado em toda aquela água
"Senhora dos primórdios, irmã dos criadores, rainha da alma"
Ela estava pasma .Sempre imaginou que Madame Pomfrey fosse dócil como um gatinho, que suas magias eram mais fracas do que os alunos do primeiro ano. Afinal, para que um médico precisaria de magias destrutivas ?
Mas para ela fazer tal coisa com a água ... e ela já estava ali dentro há mais de um minuto, como agüentava ? Estavam imersos ali, com a água entrando em cada parte de seu corpo.
"Água. Cura. Sangue da Terra. A que preenche nosso ser, a primeira coisa que sentimos, a qual nos acompanha antes mesmo do nosso nascimento, e as vezes, até depois de morrer. Cura. Restaura. Rejuvenesce. Revitaliza. Purifica. Erradica. Protege. Guarda. Salva.
Um brilho novo surge, deixando o cubículo azulado. Naquele momento, ela perceber que a água continuava a sair da torneira, e parecia estar se condensando no cubo.
O que mais sua mestra era capaz de fazer ? Se era capaz de usar a água dessa forma ... nem em suas matérias mais difíceis teve algo parecido. Nunca !
Especializar, ela se lembrava das palavras desta no ano anterior, quando se tornou enfermeira-assistente em Hogwarts. Cometera o erro de dar poção de Basilisco para uma aluna, e a enfermeira-chefe ficara muito irritada. Na época considerou apenas como um erro seu, mas só agora entendia a gravidade, poderia ter deixado seqüelas permanentes na garota.
Poderia tê-la matado, até.
Aquilo não era medicina de trouxas. Não que fosse rudimentar, pelo contrário, era até mais complicada, pois assim como a aula do professor Snape, mexia com elementos muitos perigosos.
Muito, mesmo. Enquanto que um remédio errado na medicina de trouxa poderia dar dores de cabeça a alguém, na medicina de bruxo poderia causar transformações no corpo da pessoa, desde a cor dos olhos até chifres.
Não havia espaço ali para incompetência. Nem para erros, pois erros seriam a diferença entre a vida e a morte para muitos. Seria para ele .
Madame Pomfrey não desistiu, mesmo depois do coração dele ter parado de bater . Realmente, faria diferença para o garoto, pois o mesmo agora estava vivo, e teria a chance de viver novamente. Uma vida interrompida que foi trazida de volta por que uma pessoa não desistiu mesmo depois do fim. Mesmo alguns minutos depois do fim.
Nisso, ela vê uma bolha. E outra. E outra. E mais outra !
Vindas do corpo do garoto. De sua boca. Eis que o cubículo se desfaz, e ele cai em sua cama, tossindo pesadamente e colocando para fora toda a água que havia engolido forçadamente.
Tossindo.
Ele ... ele estava vivo ...
Não conseguia acreditar, de modo que se aproxima para examiná-lo. Coração, pulso, pressão, pulmão ... tudo normal. Absolutamente normal, como se nunca tivesse estado doendo. Na verdade, um exame mais detalhado revelaria que ele estava melhor do que estivera quando saiu de lá há tarde.
O que sua supervisora disse ... ela podia ter trazido-o de volta da morte, mas o corpo não suportaria se nada fosse feito, então ... então ...
- Alguma pergunta ? - a mesma encarava Florinda, como se o que tivesse acabado fosse algo corriqueiro.
- Eu não ouvi sua voz direito, mas ... no pouco que ouvi, e muito alterado devido a água ... eu não entendi nada ! A senhora parecia estar falando em outro idioma!
- Línguas mortas, Florinda - a mesma sacudia seus cabelos - para ser uma medi-bruxa, você deve tirar um "I" em seus NOM´s de línguas mortas entre outras matérias, pelo menos.
- Eu sei ! Eu tirei a nota máxima, tirei um "I" em meus NOM´s de línguas mortas, e também a nota máxima em Línguas Anciãs ! Mas eu não entendi nada do que a senhora disse, nada.
- Isso por que se trata de uma matéria que era ensinada apenas em cursos especializados de medi-bruxaria, Florinda. Esse curto tem como pré-requisito línguas mortas e línguas anciãs com nota máxima. São as Línguas Antediluvianas. Línguas que existiam antes mesmo do principio dos tempos. Se você pretende ser uma excelente profissional, tem que Ter em mente de que sempre terá que buscar novos conhecimentos, e conhecer o maior número possível de línguas, idiomas e dialetos é fundamental para quem deseja buscar formas alternativas de cura.
- E ... que idioma era esse em que a senhora proferiu esse feitiço ?
- O idioma de onde habitavam há eras atrás os maiores magos aquos que já existiram. Atlântida.
***
- Cinco minutos depois, ministrando intenso medicamento e massagem cardíaca, consegui executar um ressuscitamento, e o ritmo cardíaco dele voltou ao normal - a maioria dos alunos ali estavam espantados.
- Mione, o que ela quis dizer com ressuscitamento ? - Rony sussurrava para a namorada.
- Quer dizer que ela trouxe ele da morte.
- Quer dizer que ele morreu e voltou à vida ?
- Bem ... algo assim. É como se ele tivesse estado às portas da morte, batido nelas, entrado e quando estava lá dentro, mudou de idéia e deu meia volta.
- No entanto - ela continuava - o estado de seu corpo ainda estava sendo afetado, de modo que tive que restabelecer seu sistema - Dumbledore olha para a enorme poça d´água que cobria todo o corredor, ao passo que as roupas de madame Pomfrey estavam totalmente secas - e agora ele passa bem.
- Ufa ! - Rony soltava um suspiro, ao passo que sentia sua irmã abraça-lo ainda mais forte, como se quisesse botar pra fora toda a sua alegria - ainda bem !
- Rony ! Ele está vivo ! Vivo ! Vivo !
- É . Ele está vivo, ou melhor, voltou a vida. Hunf.
- O que foi, Rony ? - perguntava Hermione.
- Yoh Kneen ... o garoto que ressuscitou.
- Amanhã irei entregar um relatório completo, professor Dumbledore. Por hora, ele precisa de repouso. Meu consultório ficou um pouco bagunçado, de modo que ninguém poderá entrar neste momento. - Ela dá meia volta, atravessando a parede de água e fechando a porta em seguida, deixando os alunos ali, mais aliviados.
- Muio bem, senhoras e senhores, voltem para suas camas. Tudo já está normal, amanhã poderão falar com o senhor Kneen, aqueles que desejaram. - dizia Dumbledore, dispersando os demais alunos, enquanto que Gina se apoiava em Rony.
Naquela noite, Gina não queria subir para o quarto, pois estava triste demais, não queria ficar sozinha, de modo que dormiu com Rony na sala da torre da Grifinória, no sofá, abraçada ao irmão. Mesmo sabendo que o namorado estava bem, ela chorou até tarde. Rony a consolava, não saindo do seu lado em momento algum, abraçando-a como não fazia há tempos, não dormindo enquanto ela não cochilasse. E a mesma ficou daquela forma, chorando, até tarde.
E não era pra menos. Não eram lágrimas de tristeza.
Eram lágrimas de emoção.
***
Era domingo. O sol forte entrava pela Janela, atingindo seu rosto. Rony acordava, percebendo que a irmã ainda dormia sobre ele.
Parecia um anjo, pensava. E pensar que quase a perdeu por causa de sua estupidez, quase cortou suas asas.
- Rony - Hermione descia as escadas e viu ele ali com Gina. - Quer que eu fique com a Gina ?
- Não precisa. - O ruivo sorriu , Hermione sentou na poltrona de frente aos irmãos. Era uma cena bonita de se ver, a ruiva se aconchegando por sobre o corpo do irmão, como uma criança dormindo no colo do pai.
- Você foi maravilhoso Rony, você é uma grande irmão para a Gina.
- Sabe ... olhando assim, eu ... bem, ela não me parece tão novinha agora, sabe. Quer dizer, o jeito como ela chorou ontem... eu nunca vi ela chorando daquele jeito. Machucados, brigas, discussões ... mas chorar desta forma, nunca. Como será que ele está ?
- Preocupado ?
- Muito. Ele podia ter morrido e .. ah, esqueci, ele morreu, mas dessa vez teve sorte e voltou. - Rony se dava conta do que acabara de dizer - nossa ... ele voltou ... ele realmente voltou da morte, isso ... eu nunca vi coisa parecida ! Como é possivel tal coisa ? Quer dizer, não é uma situação da qual se possa escapar, é algo praticamente impossivel de ser feito, não, É impossivel de ser feito !
- Igualzinho ao Harry, que sobreviveu.
- É, mas ele tem uma vantagem sobre o Harry - ele abaixa a cabeça e Hermione acompanha o movimento dos olhos de Rony, os quais apontavam para Gina.
- Faz algum tempo que notei que o Harry gosta da Gina...
- Ele a ama... seria mais fácil se ela gostasse dele ... quer dizer, ainda gostasse dele, mas ... bem ... se Simas e Neville estivessem arquitetando um plano para você deixar de gostar de mim e passasse a gostar de Neville, como acha que eu me sentiria ? Foi o que eu falei com ele antes, eu até queria ajudar, disse que preferia ele ao invés do Yoh, mas ... bem, quem sou eu para escolher o que é melhor para a minha irmã ? Eu não gostaria que alguém chegasse aqui e dissesse que o Harry é a melhor pessoa pra você - ele aponta para Hermione - então, não posso decidir pelos outros. É engraçado o Harry falando, querendo que "o Yoh sumisse de nossas vidas ". Ele fala como se existisse algo entre ele e Gina, e o Yoh estivesse atrapalhando-os. Sabe, foi bonita aquela melodia de ontem a noite.
- Também achei. Percebeu que o Draco se aproximou para ouvir ?
- Sim . Nunca vi isso e ...
- O que foi, Rony ?
- Bom, sei lá, sinto como se tivesse culpa nisso, sabe.
- Você não teve culpa, isso simplesmente aconteceu.
- Ele é alérgico a pelo de cachorro, e o Sirius estava debaixo da mesa na hora.
- Mas você não sabia. Você mesmo havia dito que não havia visitado-o um dia sequer durante a semana em que esteve na enfermaria, e mal teve tempo para falar com a Gina fora dos treinos, estava tão preocupado com o modo estranho que Harry estava demonstrando ... não tinha como você saber que ele era alérgico !
- Não, não sabia ... mas quando o Harry disse que gostava da Gina, eu disse " isso e legal, digo ... não, não e legal, ela ja esta namorando com o Kneen". Disse também que preferia ele ao inves do Yoh, e tudo mais. Desejei mais do que tudo que o Yoh largasse a Gina de alguma forma, sabe. Queria que ele sumisse da vida dela, para que assim o Harry pudesse ter uma chance com a mesma e tudo mais, dia eu teria o meu melhor amigo junto com a minha irmã querida, e tudo estaria bem, só precisava o Kneen sumir de alguma forma.
- " Cuidado com o que deseja, pois pode acabar conseguindo".
- Exatamente. E se, de alguma forma, aconteceu o que nós queriamos ? Quer dizer, a ocorrência, os fatos, as pessoas ... sirius debaixo da mesa no exato momento em que Yoh se senta ...
- Acha que ambos desejaram que ele sumisse de maneira tão forte que acabou acontecendo ? Não faz sentido, eu ... oh, por Merlim ! Rony ! - a mesma tomava um susto tão grande que quase caiu pra trás, ao ver a expressão do namorado : triste. Em pânico. Puro desespero. A face do mesmo mudou tão repentinamente que ela estava totalmente sem ação, havia uma grande expressão de culpa na face do mesmo, e ela começa a juntar as peças do quebra-cabeça. Relembra de todas as palavras ditas pelo mesmo, a entonação de voz, a alegria e o medo que sentiu, até que chega a conclusão fatal - Rony, eu ... você ... não é sua culpa, não ... não é culpa de nenhum dos dois, isso ... isso fugiu do seu controle, isso ...
- Será mesmo ? - ele maneira a cabeça. Pela primeira vez na vida, e dúvida que tal coisa se repetisse, ele se lembrava perfeitamente de algo, o qual Hermione se esqueceu o não cogitou. Seria até motivo de orgulho, se a situação não fosse trágica. O mesmo segura suas lágrimas o máximo que pode, apesar de sua expressão ser de total culpa, e torna a fitá-la - É um mundo magico, Mione. Se podemos invocar raios, bolas de fogo, terremotos, pragas, maldições, poções do amor, se podemos até mesmo trazer uma pessoa da morte, como fez madame Pomfrey ... por que não acreditar na força de nossos pensamentos e de nossas palavras ? Lembra-se quando aprendemos sobre as três maldições proibidas, que voce resiste a isso de dentro pra fora, e que não adianta proferir as palavras, tem que partir de dentro de você ? Talvez quisessemos uma coisa tanto, do fundo do coração, que acabou acontecendo.
- Não pode se culpar por tudo, Rony. Aconteceu. E mesmo que o que voce disse seja verdade, tenho certeza de que não queriam algo assim, no máximo que ele fosse embora, deixasse a Gina ... mas não a morte, certo ? Nunca iriam querer que ele morresse.
- Aula introdutória do professor Flitwick para alunos do primeiro ano : "não é falso que possamos realizar magias sem varinha. Muitos de vocês com certeja já realizaram alguma magia em algum momento de suas vidas, sem perceber. As vezes são coisas que vocês nem se dão conta, como fazer o cabelo ficar despenteado, ou sempre ficar do jeito que querem. Ou levitarem quando estavam prestes e sofrer uma queda humilhante e dolorosa, ou fazerem coisas sumirem e aparecerem do nada"- Hermione encarava Rony com um terror em seus olhos - lembra do que o Harry disse, que não importava o quanto o cabelo dele era cortado, o mesmo sempre continuava do mesmo tamanho ? Ou quando ele fez desaparecer o vidro que prendia a cobra na estufa, e depois fez o mesmo aparecer para prender o primo ? Sim, Mione, nós podemos executar magias sem nossas varinhas sim, mas citando o professor Flitwick novamente, "mas isso é algo descontrolado. Os efeitos são imprevisiveis e totalmente sem controle". Nunca tentou executar um feitiço sem usar sua varinha ?
- N-n-ão, eu .. eu ...
- Eu imaginei. Mas eu já, antes de entrar em Hogwarts. Percy tinha transformado meu ursinho de pelúcia em uma tarântula quando eu o abraçava, daí eu fiquei com tanta raiva que fiz ele cair.
- Ora, toda criança apronta !
- Você não entendeu ... eu o fiz cair de verdade. Ele estava descendo as escadas na hora e eu fiz um dos degraus simplesmente desaparecer, daí ele pisou em falso, ficou com o pé preso e caiu. O pé dele torceu, e ele acabou rolando as escadas. Quando chegou lá embaixo, estava todo quebrado, foi um milagre ter continuado vivo. Fred e Jorge riram como nunca, mas não pareciam nem um pouco sorridentes quando descobriram que ele fraturou o pescoço e quese morreu. É por isso que os professores não aconselham que executemos magias sem varinha. Os resultados não são controlados pelos que os executam, e os resultados sempre funcionam ao extremo, como uma magia que você executa tão bem que ela funciona até melhor, só que totalmente sem controle. Agora imagine dois alunos do quinto ano com um vasto conhecimento acerca de magias, feitiços, maldições, azarações ... imagine que mesmo que não tenhamos percebido, por que sem tem algo que eu não posso dizer, é que foi sem querer, por que estou convico de que realmente desejamos isso, só não tinhamos percebido o que fizemos ...
- Você acha mesmo que o que aconteceu com o Yoh foi algo feito inconscientemente por vocês ?
- Eu não duvido. E se não foi, então esteve muito perto de acontecer.
- Mas você ainda acha que isso é culpa de ambos, não é ?
- Depende daquilo no qual você prefere acreditar ... mas mau-olhado é algo que os bruxos usam com muita frequência nos trouxas. É como uma maldição mais fraca, com a vantagem de que não deixa ventigios. Desejos isso, não posso lavar minhas mãos desse fato, mas dizer que executamos isso sem nossas varinhas e sem perceber não tira minha culpa.
- Mas mesmo assim, Rony ... querido, você ... eu sei que você não queria ... eu te conheço, por mais que você olhe nos meus olhos e diga que realmente queria que o Yoh morresse, eu não acredito ! Eu te conheço melhor do que qualquer pessoa, melhor do que sua família, sei que não seria capaz de fazer isso !
- Pode ser ... mas ele morreu, no fim das contas. Voltou, apesar de isso não entrar direito na minha cabeça, mas voltou. Que isso sirva de exemplo para com o que eu quiser, com o que eu almejar. Ontem ele teve sorte ... não quero que outros sofram por causa do ... do ...
- Sim ?
- Do ... - ele abaixava a cabeça, nao querendo encara-la.
- Diga, Rony. Diga !
- Do meu ... preconceito. Da minha ... intolerância.
- Rony ...
- Tá, eu admito, não sou muito melhor do que o Malfoy, no fim eu rotulo as pessoas tanto quanto ele - ele maneava a cabeça, como se estivesse se julgando, e realmente estava - mas ... eu não quero mais ser assim ... não gosto e não quero ... quero superar isso ... não quero mais tratar uma pessoa mal só por que eu não a conheço - ele possuia um semblante muito triste, em contranste com o da irmã, a qual dormia tranquilamente sobre seu peito . - eu não quero ver a expressão que eu vi ontem, Mione. Eu vou tentar, na medida das minhas capacidades, parar de implicar com o Yoh e com o ..o ... o Malfoy.
- O Malfoy ? Nossa, estou impressionada !
- Eu também. Mas vou tentar. Vou parar de ficar respondendo a tudo o que ele disser, mesmo que ele me ofenda. Não sei até quando irei suportar, mas ... vou tentar. Não sou muito forte como o Harry, tampouco tenho um apego ferrenho pela vida como o Yoh a ponto de retornar, mas vou tentar. A minha vida toda eu passei odiando pessoas de outras familias pelo que seus pais foram, pelo local de onde vieram, sem ao menos me preocupar em como eles eram. Eu me preocupei tanto com o Yoh, odiando ele, que nunca me preocupei em conhecê-lo de verdade. Era apenas um estranho que estava se engraçando pra cima da minha irmã caçula, a qual eu percebi tarde demais que estava crescendo. Me apeguei tanto aos meus medos, que resolvi usá-lo como cristo, de forma que usei a desculpa de que ele andava com o Crabbe, outro preconceito meu, os sonserinos, veja só, a maioria eu não conheço, mas os odeio de igual forma ... cheguei ao ponto de seguí-lo em Hogsmeade, de ficar segurando vela encarando ambos enquanto dançavam ... céus, eu o chamei de aberração bruxa - ele dava uma leve gargalhada, apesar da mesma estar totalmente desprovida de emoção - ele nem ligou, apenas me corrigiu, dizendo que o certo era "aberração bruxO" ... eu nem liguei quando minha mãe me chamou a atenção lá em casa, eu ... eu ...
- RONY !!! Pare ! Ficar se martirizando não vai adiantar de nada ! Já aconteceu, e mesmo que isso seja verdade, que você realmente tenha amaldiçoado ele de tal forma que ele morresse, já aconteceu e nada irá mudar isso, compreendeu ? Cometa o erro, enfrente o erro ... e aprenda com ele. O que está feito, está feito, e nada mudará isso. Você tem duas opções : passar o resto dos seus dias se sentindo o pior ser da face da Terra por causa do que fez e fugindo, ou encarar a grande verdade, o que você está feito, e nada no mundo irá fazer isso, e que você tem que seguir em frente com sua vida.
- Como eu disse, vou tentar. Não sei até onde irei, mas prometo que vou me esforçar ao máximo para tentar deixar esse meu preconceito de lado, esse meu jeito de ficar julgando as pessoas pelo que elas não, ao invés de julgá-los por quem elas são. Me ajuda ?
- Que pergunta tola ... e estou orgulhosa de você, Ronald Weasley - ela aproximava sua face do mesmo, e ambos compartilhavam um beijo carinhoso e apaixonado. Ela podia sentir a decisão de seu amado, o arrependimento por todos os atos passados e o desejo de mudar. Não tentar, e sim mudar definitivamente.
E ela o ajudaria. O apoiaria.
Sempre.
- Acorde, gina. - ele acariciava os cabelos da irmã, enquanto cutucava ternamente sua cabeça.
- Hã ? Quem ? Como ? - ela acordava - o que ... oi, mano ! - ela lhe dava um beijo na testa.
- Oi ... sente-se melhor ? Você estava chorando tanto ...
- Acho que estou melhor ... obrigada, Rony !
- Eu não fiz nada ...
- Fez sim, me deu apoio quando eu mais precisei ... e obrigada por tentra salvar o Yoh . Foi muito corajoso da sua parte !
- Tudo bem. - ele sorria para a mesma, dando-se conta que não estava mais tão triste quanto antes.
- Então tchau ! - ela se levantava, correndo para fora da torre da Grifinória.
- É, certas coisas nunca mudam. - ele murmurava, observando a irmã em disparada - nunca mudam, mesmo.
***
A ruiva corria pelos corredores, quase esbarrando em um monte de alunos que passavam. Se não estivesse tão apressada, teria escutado pelos corredores da escola e ouvido poucas e boas, muitas das quais envolviam ela e o namorado. Mas definitivamente o assunto em 100% dos casos era a respeito de Yoh, sobre sua "ressurreição".
Apressada ela entra na enfermaria, diminuindo o ritmo devido para não receber uma bronca, quando para, dando-se conta de que todos os leitos estavam vazios, sem exceção.
Ela visualiza toda a sala, a procura de seu "alvo", falhando miseravelmente quando se dá conta de que o mesmo não estava ali. Mas o que será que ... - ela percebe, saindo de uma salinha, a enfermeira-assistente.
- Bom dia, Madame Florinda.
- Heim ? Ah, olá, Virginia. Por favor, esqueça o madame, sou muito jovem para isso, pode me chamar apenas de florinda. O que você deseja ?
- Onde está o Yoh ?
- Ah, o Yoh ... não seria o mesmo que entrou pela janela da enfermaria para apanhar um pomo, certo ? Esse garoto tem passado mais tempo na enfermaria do que nas aulas ... bom, ele não está.
- Como assim, ele não está, Florinda ?
- Nao está, oras. Ele acordou bem cedo e madame Pomfrey o liberou.
- Mas ele ficou uma semana da ultima vez, e estava em estado melhor !
- É, mas ela disse que ele já podia sair. Precisava tê-lo visto, esbanjava saúde !
- Mas, mas ... como é possivel ? O que foi que madame Pomfrey fez para ele ficar assim ? Ontem quando ele saiu da enfermaria ele ainda estava um pouco fraco, e agora ...- ela para de falar, percebendo que isso nem e longe era a coisa mais importante - ele disse aonde ia ?
- Ele falou algo sobre visitar um amigo que mora do lado de fora da escola, o Hagrid.
- Obrigada ! - Gina sai correndo dali e, quando vê alguns monitores no corredor, diminui o passo, mas continua andando rapidamente. Talvez tenha sido isso, ela parado um pouco para organizar as idéias, que a fez se lembrar de um pequeno detalhe : desde quando Yoh e Hagrid eram amigos ? Ou intimos ? Yoh até chegou a comentar o quão anti-profissional ele achava que Hagrid era, e agora iria visitá-lo assim, sem mais nem menos ?
E por que ele ? Por que não seus amigos na Corvinal ? Por que não ela, que passou a noite em prantos ?
Algo ali não batia, será que ... hmmm ...
A ruiva sorriu e saiu correndo, logo que saiu para o jardim correu mais do que pode até o salgueiro lutador, o qual não fez nada quando ela se aproximou.
- Yoh. - A menina abraçou ele. - Eu fiquei com tanto medo ! - Um amigo que mora do lado de fora, Florinda havia dito. Provavelmente Yoh tinha dito apenas isso, e ela deduziu que o mesmo estava falando a respeito de Hagrid. - tanto medo ! - ela afundava seu rosto no peito dele, permitindo que algumas lágrimas corressem livremente.
- Eu também, moranguinho - ele acariciava seus cabelos, enquanto segurava em seu queixo e erguia seu rosto - eu também - e ambos roçavam seus narizes.
- Você está bem ? O que aconteceu ? O que madame Pomfrey fez ? Que água era aquela na entrada ? Por que ela estava toda molhada ? O que era aquela parede ? E a música,de onde a tirou ? Sentiu frio ? Ficou em pânico ? Teve medo de ... hmmmmmmmmm - ela tem seus lábios selados pelos dele, e ela começava a adorar aquela maneira que ele tinha de fazê-la calar a boca .
- Tudo a seu tempo - ele a amordaçava novamente com sua lingua - não se apresse, temos o dia todo - e tornava a beijar - por que eu te amo - e a beija - te amo - beja novamente - teamoteamoteamo - outro beijo - e sempre vou te amar, minha linda. Eu sempre vou te amar, por toda a minha vida eu vou te ama !
" Sempre vou te amar
por toda a minha vida
e em cada despedida
Desesperadamente
Eu sei que vou sofrer
a eterna desventura de viver
a espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida
Sei que vou chorar
em cada ausência tua
mas cada volta tua à de apagar
o que essa ausência tua me causou
eu sei que vou sofrer
a eterna desventura de viver
a espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida"
Como dois amantes que não se viam por uma vida inteira, ambos se beijavam, se abraçavam loucamente. Naquele instante, um acordo se formou entre eles, um acordo mais forte, poderoso e incrivel do que cada um, do que qualquer coisa que já fora selada. Era tão forte, que simples palavras não podiam expressá-lo : o de aproveitar, ao máximo, um momento de cada vez, até o fim de suas vidas. Tirar o maior proveito possivel, para não se arrependerem depois.
Uma das poucas coisas que Yoh se lembrava no momento em que acordou, aquela frase ecoava em sua mente, na verdade, ficou a noite inteira tilintando em sua cabeça.
"Mais do que Palavras : Guarde um Tempo para Viver".
- Vem comigo - ele a puxava.
- Hmmm ... para onde ?
- Aqui - ele erguia uma pequena passagem bem próxima do salgueiro.
- O que é isso ?
- É uma passagem secreta, vai dar em Hogsmeade, o que acha de irmos até lá dar uma volta ?
- COmo descobriu essa passagem ? - ela torcia o pescoço.
- O salgueiro me contou - ele sorria - vamos ?
- C-claro. - Gina e Yoh entraram na passagem que levava a casa dos gritos, talvez não fosse apenas um passeio. - como é escuro aqui - Yoh iluminava o local com sua varinha- obrigada . Túnel longo, não ?
- Imagino que existam outros pela escola. Esse aqui dá em uma casa, de lá poderemos ir para o vilarejo.
- Estou com medo, é muito vazio aqui ....
- Nao tema - ela a abraçava com mais força - eu estou aqui, lembra ? Por você e só para você.
Eles caminham bastante até chegarem em uma porta de madeira, que estranhamente estava arrombada, mais nem ligaram, foram entrando no local.
- Yoh isso é uma casa, digo ...
- Assustada ?
- Um pouco.quem construiria um tunel da escola até aqui ?
- Boa pergunta, mas vem comigo - eles saem da casa, e na mesma hora ela percebe que estavam no alto de uma colina, descendo em direção a Hogsmeade. Tinha que se lembrar daquela passagem, poderia ser útil no futuro.
- Aqui é tão bonito, poderiamos ficar aqui de vez em quando, não acha ? Assim ninguém descobriria.
- Sabe que é uma boa idéia ? - ele sorria - se bem que acho que seu irmão nao está pegando tanto no nosso pé assim, mas a gente bem que pode se encontrar aqui as vezes, sem ninguém nos atrapalhar. Vem - ele entra em uma loja que Gina não percebe na entrada, mas quando entra, nota que era uma loja de roupas de gala.
- Yoh , o que estamos fazendo aqui ?
- Não tenho roupa para o baile. - Ele sorriu marotamente.
- Não tem ?
- Bem ... a minha encolheu, se é que me entende, e preciso de uam nova. Me ajuda a escolher ?
- Claro !
Ele entra lá e começa a experimentar algumas camisas e calças. Algumas Gina vriava o rosto, outras ela batia palmas, dando sua opinião, até a roupa ideal surgir.
- Essa ficou ótima ! - ela batia palmas para o modelito de Yoh - perfeita ! O conteúdo se encaixa perfeitamente nela, não há ninguém que fique melhor com tal roupa !
- Que bom que gostou, só precisa de alguns ajustes, e fica ótima. Não gostaria de experimentar alguns vestidos ?
- Mas eu já tenho - e naquele momento ela se lembrava de sua roupa de segunda mão.
- Mas não gostaria de experimentar alguns modelitos, só pra ver como você fica neles ?
- Hmmm ... sabe que é uma boa idéia ?
Gina escolhe alguns vestidos muito bonitos, os quais ficaram perfeitos nela, Yoh sorriu ao vê-la mostrando as peças que escolheu.
Ela vai testando, mudando a cor e o modelito. Alguns longos, outros curtos, rosas, vermelhos, amarelos ...até que ela aparece diante de Yoh com uim vestido negro, com mangas negras, quase todo negro, com a diferença que a gola das mãos e do pescoço eram brancos, em um bordado muito meigo.
- Gina - Yoh ficava boquiaberto, espantado com a moça - você ... você está ... linda. - a mesma é obrigada a se aproximar para fechar a boca dele, antes que entrassem moscas ali e sua baba molhasse o chão da loja.
- Obrigada - ela enrubrecia um pouco, devido ao elogio.
- Você ficou muito, mas muito bonita nele.
- Eu ... obrigada, amor. - Ele faz sinal para a moça, a qual passa com uma fita métrica proxima a Gina. - - Eu .. eu já vou tirar, espere, eu ...
- Fica pronto em quatro dias, mocinha. Só para eu fazer alguns ajustes.
- Mas eu não vou levar, eu ... eu ...
- É um crime esse vestido não ser seu, Gina - Yoh se aproximava e lhe dava um abraço por trás - você vai ser a moça mais bela do baile com ele.
- Mas ... - ela cochichava para ele - eu não tenho como pagar !
- Nao é tao caro assim ... é é muito bem trabalhado, veja. Eu podia jurar que fora feito sob medida para enfatizar o brilho dos seus olhos.
- Mesmo assim, meus pais, eles ... eles ... bem, você sabe da condição deles. Desculpe querido, mas eu não posso. Gostaria muito de levar esse vestido, mas na minha atual condição, terei que economizar por um bom tempo para comprá-lo. O que acha de deixar para o ano que vem ? Assim terei tempo para avisar aos meus pais - ela o encarava, com um olhar de quem estava implorando por piedade.
Era essa a verdade, era pobre. Muito pobre. Pobretona. Miserável.
Era como uma maldição. Seus pais se matavam de travalhar, mas nunca conseguiram juntar um bom capital. Na verdade, parecia ser uma maldição que assolava todo o clã Weasley. Como se algo impedisse que eles prosperassem. A mesma ficou levemente magoada, sabia que ele tinha a melhor das intenções, mas ainda assim, ficou magoada. No fim acabou gostando mesmo daquele vestido, ainda mais depois dos elogios dele. Pena.
- Claro. Mas eu não disse que você iria pagar. Você é minha convidada, então aceite como um presente deste doce cavalheiro. É o meu presente de aniversário adiantado, está bem ?
Naquele momento ela corou. Corou, mesmo. Nunca recebeu um presente assim. E não se referia pura e simplesmente ao preço dele,o qual não era tao alto, mas bem acima de seu orçamento ... mas ele era ... era lindo ! Ela não conseguiu se conter de alegria e começou a dançar ali mesmo, girando o vestido, admirando a beleza dele.
Mas mais belo do que ele, era o carinho de seu namorado, a alegria estampada no rosto dele, o valor do seu gesto.
Alegria por ela.
Alegria por ela estar alegre. Faltavam-lhe palavras para agradecer pelo vestido.
- Que bom que você gostou do vesthmmmmmmm !!!! - ele parava de falar, quando os lábios da ruiva selavam seus lábios como duas mordaças potentes, de forma que ele tenta se afastar, lembrando-se de que estavam em um local público.
Não consegue.
E nem queria !
***
- Meu bebê ! - Jane seguia correndo pelos corredores de Hogwarts. Recebera a carta há e aparatou direto para o vilarejo, pegando uma carruagem com o marido e correndo para lá o mais rápido possivel. Estava desesperada, não esperava que tal coisa pudesse acontecer.
Seu filhinho ... sua jóia ...
Ela abre com força a porta da enfermaria, procurando desesperadamente por ele.
- Onde ele está ? - ela gritava, em claro desespero, com Daniel atrás dela.
- Senhora Kneen, seu filho ...
- ONDE ELE ESTÁ ?!?!? - ela paralisa Florinda pelos olhos, a qual sentiu um medo tremendo ao encarar os olhos de Jane, os quais brilhavam como os de uma leoa protegendo suas crias.
- Ele ... ele ...
- Fala logo !!!!
- Pare de sacudi-la, Jane - Madame Pomfrey saia de seu canto, terminando de arrumar a prateleira - nunca perdi nenhum aluno nesta escola, e seu flho não será o primeiro. Ele já esta melhor, se quer saber.
Jane desaba, sentando-se na cama, quase cuspindo o coração. Sentiu um medo enorme, estava em estado de nervos, abraçando seu marido em busca de apoio.
- O que houve, madame Promfrey ? - Daniel se dirijia a ela, enquanto a esposa se acalmava.
- Ele teve um surto de alergia, senhor Kneen.- ela franzia levemente o cenho quando vê Daniel ali, mas no instante seguinte volta a sua feição de sempre.
- Ela comentou isso ... mas isso foi curado há anos depois de um longe tratamento - e alguns feitiços e poções especiais usadas pela esposa, lembrava-se - não entendo como voltou. Meu filho era alérgico a pelo de cachorro, mas fez um tratamento para curá-lo, e ficou assim por muito tempo.
- Bem, parece que não deu certo. Ele ficou uma semana aqui de repouso por causa de tonteiras ...
- Sim, estou a par disso .
- Mas, ontem a noite, ele teve convulsões e - ela olhava para Jane. Talvez não fosse melhor contar certos detalhes ali na frente dela. Melhor contar para o marido dela em outra oportunidade, e ele poderia se encarregar de explicar para ela quando a mesma estivesse mais calma - entrou em um estado terrivel, mas conseguimos impedir o pior - ela mentia. Não conseguiram impedir o pior, justamente por que o mesmo acabou acontecendo, ela apenas conseguiu remediar a situação - e agora ele passa bem.
- Bem ? Mas ... sem problema nenhum ? E onde ele esta ?
- Teve alta hoje de manhã, deve estar passeando por ai, conversando com os amigos que passaram a noite do lado de fora da enfermaria.
- Mas ... como é possivel, madame ? Eu não compreendo ...
- Madame Pomfrey é uma bruxa poderosa embora não aparente, querido - Jane se erguia, enxugando as lágrimas - Nunca houve em toda Hogwarts um aluno sequer que ela tenha perdido desde que chegou aqui. Vamos, tenho que procurar meu bebê, ver como ele está.
- Ok, vamos.
- Jane, Senhor Kneen ....
- Pois não ?
- Com sua autorização, eu ostaria de fazer um tratamento com ele . Pode ser algo demorado, pode não ser resolvido em alguns meses, pode demorar anos, até ... mas eu posso encontrar uma cura para a alergia dele. E uma vez que ele vive no mundo dos trouxas, é questão de tempo até ele passar por outro problema assim. Eu quero dizer que ... bom, posso encontrar uma cura permanente para a alergia dele.
- Sim, claro.
- Claro ! - Jane quase gritava - pode ... pode fazer isso, nós a autorizamos. Obriada, madame Pomfrey.
- Trato de alunos aqui desde antes de você entrar nesta escola, Jane. Nunca perdi nenhum aluno, professor ou adulto, nem mesmo os da sua familia.
- Obrigado - daniel se despedia. Agora tinham que encontrar seu filho, onde quer que ele estivesse. - vamos até a Cardinal ?
- Corvinal, querido. Corvinal ! Ainda não gravou direito o nome da casa de seu filho ?
- Isso parece coisa de grêmios estudantis e fraternidades universitárias, sabe. Bom, é melhor do que Grifinória ...
Da porta da enfermaria, madame Pomfrey maneava a cabeça, segurando um pequeno riso. Aquilo era algo que não se via todo dia. Na verdade, o mais espantaso era a família a qual Jane pertencia.
Mas algo a incomodava. Muitos não perceberiam, não teriam notado, mas ... o que aquele homem fazia ali ? Afinal, ele não deveria nem mesmo enxergar o castelo, correto ?
E por que sentia que não seria a última vez que o veria ?
***
- Yoh, eu já te disse que te amo ?
- Ainda pergunta se eu sei que me ama, moranguinho ?
- Sei lá, vai que nessa sua "viagem" você não se esqueceu ?
- Eu nunca vou te esquecer, minha linda - ele pegava um pouco de comida e levava até a boca dela, fazendo aviãozinho. Realmente, era um bom restaurante que havia no vilarejo .
- Yoh, é estranho, mas eu me vejo vestida de noiva com você ao meu lado. É um sonho de menina, mas não custa te contar, não é mesmo ? - Ele tosse um pouco de surpresa, mas Gina lhe serve um pouco de suco. - O que foi ?
- Nada, é que ... me pegou de surpresa - ele olhava para a mesma. Só iriam pegar suas roupas em alguns dias, mas ter visto a mesma daquela forma ...
Parecia uma princesa .
- Oi, gente - Yoh sente uma mão pesada em seu ombro, ao passo que Gina sorria com aquela voz.
- Fred ? - ele se eruia para apertar a mão dele - o que faz aqui no Domingo ? - ele sorria , sabia muito bem o que ele fazia ali, mas acabara de lembrar de um pequeno detalhe ...
- O mesmo que você - ele puxa uma cadeira, ao passo que Gina percebe uma moça se sentando ali, alguém que lhe passou despercebida quando Yoh se levantou - Oi, maninha. Passeando muito ? Não sabia que hoje era dia de visita a Hogsmeade - e tinha um sorriso de um canto ao outro do rosto para o Yoh, como se dissesse "achou a passagem, né seu espertinho ?"
- Aham. Oi, Ariel ?
- Oi ! - ela sorria, enquanto que Gina arregalava os olhos.
- O que você está fazendo aqui ? E com ele ?
- São namorados - Yoh dizia entre um gole e outro de cerveja amanteigada.
- Como é ? Voces dois, namorando ? - Gina arregala os olhos - não acredito ! Pensei que meus irmãos fossem assexuados, por que só pensavam em brincar, nunca os vi com nenhuma garota !
- Assim você me ofende - Fred ficava enburrado, ao passo que cruzava os braços e olhava de lado para ela.
- Sabia que você fica uma graça desse jeito ? - Ariel sorria, ao passo que dava um beijo na buchecha dele.
- O que foi que houve, Yoh ? A fadinha me contou que você passou mal e quase morreu ...
- Fadinha ? - Gina arregalava os olhos - de onde tirou isso ?
- Shakespeare, Mana. Vá ler um pouco mais ... e preste mais atenção na aula de Astrolonomia !
- Não entendi nada !
- Imaginei. Se estiver curiosa, mande-me uma mensagem para o endereço que está neste papel - Fred entregava um pedaço de papel para Gina, e ela o guarda na mesma hora - que eu te explico isso.
- Na verdade - Yoh os interrompia - foi um ataque alérgico, só isso. Eu sou alérgico a pelo de cachorro, mas não imaginei que houvesse um por perto.
- Há quanto tempo estão saindo juntos ? - Gina estava mais interessada no "novo" relacionamento do irmão.
- Há algum tempo, oras.
- Mas eu vim um monte de vezes aqui no ano passado com os meus amigos e em nenhuma das vezes eu vi a Ariel contigo !
- Isso é relativo - ela falava enquanto cobiçava uma torta de amoras que acabara de avistar - e por morar no vilarejo, consegui um passe permanente para ir e vir livremente nos finais de semana.
- Bem. - Fred passou o braço pelo ombro de Ariel. - Se vocês quiserem ir a loja de logros conosco depois de almoçarmos, fiquem à vontade, okay !
- Claro, maninho. - Gina sorriu. Realmente os Weasleys iriam acabar sendo o mais numeroso clã da face da Terra. Bom, pelo menos essa geração de Weasleys. Percy e Penélope, Rony e Hermione, Fred e Ariel ... como estariam Gui, Carlinhos e Jorge, agora ?
Melhor não perguntar, pois poderia não estar preparada para a resposta.
Eles terminam de almoçar e vão caminhando até a loja. Por ser domingo estava fechada, de modo que só Fred veio para fazer uma faxina .
- Nao estranhem, está um pouco bagunçado, mas já já isso fica bom.
Gina estava andando pela loja sem dar muita importância, ela olha pela janela da loja e vê se assusta ao ver Lúcio Malfoy ali falando com um outro homem, mas não deu muita importância ao que viu e se juntou novamente aos demais.
***
- Querida ...
- Eu não desisto ! Não saio daqui sem encontrar meu lindinho !
- Mas você trabalha aqui, por que sairia ?
- Por que ... por que ...ah,não importa, Daniel !
- Ai meu deus ... escuta, eu vou no vilarejo dar um oi para Sume e já volto, ok ?
- Nao vai ver seu filho ?
- Eu já volto, não vou demorar.
- Hum. - Jane olhou desconfiada para o marido. - Não é nenhuma bruxa bem dotada que você conheceu, não é mesmo ? É o Sume e a Amy que você vai visitar, não é ?.
- Pode deixar meu amor , é apenas o prefeito de Hogsmeade e a primeira dama. - Jane sorriu. - Não me demoro.- ele lhe dá um beijo e se despede, caminhando até a ala das carruagens .
E pensar que trouxas só vêem o castelo em ruinas.Mas ele não era um simples trouxa. Não que tivesse magia - apesar de fazer alguns truques bem interessantes com os ingredientes bruxos que usava - mas conhecia a verdade que passava pelos olhos das pessoas normais, descobriu os mistérios que haviam no mundo, de modo que o fator principal da magia na escola - a ignorância dos trouxas em aceitar eventos sobrenaturais - não o afetava.
- Espera, eu quero ir para Hogsmeade ! - ele corria, alcançando uma carroça - obrigado por esperar , senhor ... ?
- Snape - o homem de poucas palavras o encarava.
- Muito prazer, meu nome é Daniel Kneen. O senhor é um dos professores ?
- Kneen. - O professor o olhou de cima a baixo. - O senhor é esposo da professora Kneen , e pai do menino Kneen...Sim , sou o professor de Poções...
- Poções ... sim, ele comentou algo sobre um professor em uma masmorra ... desculpe, sem querer ofender, claro. É a segunda matéria preferida dele.
- Mesmo ? E qual seria a primeira ?
- Herbologia. Mas ele diz que no fim, ambas tem muito em comum.
- É uma forma de se ver as coisas. Muitos dizem que só por que não realizamos gestos inúteis e dizemos palavas tolas, aquilo não é magia.
- Compreendo. Sou Chef de um restaurante, mas existem aqueles que não reconhecem meu trabalho como arte, não sabem ver a beleza de um caldeirão fervendo e atingindo o ponto tão esperado depois de horas.
- Caldeirão ?
- SIm. Ou panelas, se preferir.
- E o senhor ... usa ingredientes ?
- Alguns são daqui de Hogsmeade, outros são temperos trouxas, mas já saborei os mesmos temperos trouxas em pratos bruxos de restaurantes famosos.
- Creio que seus caldeirões sejam grandes...
- Alguns realmente são bem grandes, se usa mais para peixes. O bacalhau, por exemplo, usamos caldeirões grandes...
- Bacalhau ?
- Eu não sei como vocês o chamam, Jane o chama de cristal-de-sal ...
- Acho que sei de qual peixe o senhor está falando. Vejo que o senhor é um entendido no assunto. Os jovens de hoje só se preocupam com poder, em realizar shows de pirotecnia, ao invés de verem a beleza do que realmente podem fazer.
- Entendo o que o senhor quer dizer. Me irrita muita uma pessoa que não esteja a altura de saborear uma verdadeira obra de arte dizer que está ruim e que preferia um sanduiche.
- Que inculto diria tais coisas ?
- Dos mais diversos tipos. Esses são os que rotulam a arte, e são os que mais erram.
- São uns tolos. Não sabem que a arte não vem de um lugar, e sim da pessoa que a pratica.
- Concordo plenamente com o senhor, professor Snape.
- O senhor usa ingredientes bruxos, senhor Kneen ... diga-me, nunca se sentiu tentado a verificar as anotações de seu filho e produzir uma poção ?
- Diversas vezes ... mas das poucas vezes em que eu tentei produzir alguma poção com os ingredientes, felizmente minha esposa estava ao meu lado.
- Está me dizendo que foi feliz ?
- Nada comparado aos estudantes, mas ... sim. Sinceramente, muitos alunos do primeiro ano, sem sombra de dúvida os do segundo ano fazem poções bem melhores do que eu.
- Mas isso não tira o seu mérito, senhor Kneen - Snape o fitava, deixando transpassar que estava bastante interessado - um trouxa que não teve a devida educação preparando uma poção ... o senhor deve ter um talento impressionante para isso, ainda mais em sua idade. A professora Kneen deve ser uma excelente professora nesse aspecto, ou então o senhor é mais habilidoso em seu restaurante do que eu podia imaginar.
- Digamos que ... os dois.
A conversa foi tão "animadora" que os dois não viram a hora passar, e se surpreenderam quando chegaram em Hogsmeade. Os dois desceram da carruagem e, quando iam se despedir..
- Professor , gostaria de ir visitar o prefeito comigo ?
- Na verdade, estou aqui para me consultar com a médica do vilarejo.
- Hoje ?
- Nao me resta alternativa, as poções erradas e os efeitos desastrosos que aqueles incompetentes preparam em minhas aulas não me dão tempo para nada. E além do mais ... disse o prefeito ?
- Exato. Ele é casado com a médi-bruxa do vilarejo, se bem me lembro.
- Coincidência. Talvez seja o acaso do destino, senhor Kneen - ele ajeitava sua capa. Daniel andava lentamente pelas ruas ao passo que ele andava do seu jeito de sempre - Não te assusta caminhar entre nós, senhor Kneen ?
- Acabei me acostumando. Era isso ou pirar. Mas não há muitas diferenças entre bruxos e trouxas, no fim das contas .
- Acha mesmo que não ?
- Acho , pois os trouxas que vocês estão acostumados a ver são todos engomadinhos, mas há alguns que se tem que passar longe para não ser roubado ou morto.
- No mundo bruxo também, e as vezes isso acontece nas melhores familias. - Daniel não iria falar das roupas um tanto exageradas dos bruxos, mas acabou se lembrando da visinha deles, ela se vestia igualmente pior que um bruxo.
- Eu ficaria muito honrado se um dia desses o senhor fosse ao meu restaurante. São poucos os entendidos que encontra no mundo bruxo.
- Mesmo ?
- Sim. Hã outros chefs como eu, gênios que são capazes de extrair beleza e arte do que quer que façam, mas há poucos no mundo bruxo. Imagino que o senhor apreciaria minha cozinha, o tempero sendo feito, o som das bolhas indicando as massas no ponto certo, a fragância emitida ... há poucas pessoas qu admiram tal coisa. Para eles, é apenas um prato de comida, e nada mais. Imagino que o senhor passe pelo mesmo, não ? A maioria dos seus alunos devem ver suas poções apenas como poções, e não fruto da genialidade de alguém habilidoso para misturar poucos e selecionados ingredientes para obter o resultado desejado.
- Correto - ele respondia com sua expressão de sempre. Não estava habituado a falar muito, mas era interessante conversar com aquele trouxa em particular. - chegamos.
- Ó de casa !
- Ora,ora ... Daniel ? Não me surpreendo, minha filha me contou a respeito de Yoh e ... Severo ?
- Bom dia, Sume. Amy está ?
- Sim, eu ... entre .- Os dois homens entraram na casa, Amy sorriu ao vê-los.
- Doutora Amy, poderia me ver aquele remédio ...
- Claro Severo , se quiser me acompanhar até meu pequeno laboratório.
- Claro. Se me dão licença os dois ...
- Daniel - Sume falava quando Severo se afastava - você veio acompanhado do Snape ?
- Sim.
- E ele não pulou no seu pescoço,não ?
- Claro que não, ele é muito educado, viemos conversando o trajeto inteiro. - Sume estava abobado, ou Daniel fingia muito bem que não via a carranca do professor de poções, ou realmente eles conversaram o trajeto inteiro.
- Sabia que esse é o professor mais rigido de toda a escola ?
- Não. Mas ele me parece bem fechado, sabe.
- Ora, não se faça de ... bem, o que deseja ?
- Só estou e visita, não posso visitar um amigo, não ?
- Bem ... imagino que Jane a essa hora esteja rondando pela escola a procura de Yoh, certo ?
- Com certeza. Mas felizmente ele já está bem. Depois tenho que falar com madame Pomfrey, pelo olhar que ela me enviu, devem ter coisas que ela não podia me contar na frente da minha esposa.
- Eu ouvi alguma coisa, sabe ... fiquei sabendo qye ele ficou em estado grave, chegou a ter um parada cardiaca - Daniel arregalava os olhos - desculpe, sei que é desesperador, mas foi o que minha filha me contou.
- E o que mais ela contou ?
- Bem - Sume se sentava, ao passo que uma bandeja flutuante chegava na sala com chá. O mesmo sorve o liquido quente, acalmando-se um pouco, junto com o amigo que estava cada vez mais preocupado - primeiramente ele sentiu tonturas e mal estar, dai ficou alguns dias na enfermaria, isso Jane deve ter lhe contado. Quando saiu, foi para a sala de jantar e teve espasmos e convulsões, chegando a desmaiar. Seu pulso, seu batimento cardiaco, tudo caia drásticamente, por sorte madame Pomfrey o medicou há tempo.
É, sorte. O que Sume não sabia eram de todos os detalhes, os quais sua filha não lhe contou para não causar um pânico maior. Mas eu não sei qual é o motivo disso tudo.
- Algo a ver com a alergia dele .
- Alergia ? Ao que ?
- Pêlo de cachorro.
- Céus, deveria ter um cachorro no salão principal, só podia ! Ou então pêlo dele por lá.
- Sim. No minimo isso.
- Vou falar com Amy, ela faz parte do conselho de Medi-bruxos, ela saberá como conversar com madame Pomfrey e que providências tomar quanto a isso. Mediante esse último acontecimento, eu diria que mudanças drásticas serão necessárias na escola.
- Hum ... proibindo animais ? Mais Yoh me disse que tem a gata do zelador, mas ... que seja.
- Não é apenas disso. Quando Ariel contou a história para Amy, a mesma entrou em contato com Madame Pomfrey. Elas marcaram uma Segunda reunião para tratarem melhor do assunto, na verdade, espero uma visita dela esta tarde. Ambas terão que formular novas regras para animais na escola, do contrário o conselho de medicina irá intervir na escola. E se essa noticia vazar, então ... Convenhamos, as corujas que chegam lá na parte da manhà trazendo coisas para os alunos que estão tomando café, elas estão sujeitas a muita sujeira na viagem.
- Agora que voce comentou, meu filho tem um corvo. Entendo aonde quer chegar.
- Hum ... mas o que aquela carruagem está fazendo aqui ? - Pergunta Sume indo até a janela olhar melhor.
- Algum problema, Sume ?
- Depende se você considera Lúcio Malfoy um problema - ele aponta para a rua .
- Lúcio ... Malfoy ? - Daniel fitava pela janela o homem que descia da carruagem. Então, ele era Lúcio Malfoy.
- Fascista Maldito ... melhor ficar por aqui, Daniel.
- Por que deveria ficar aqui ?
- Lúcio Malfoy, ele ... não gosta de trouxas....
- O que ele faz aqui ?
- Nem imagino, mas trabalha no ministério da magia e usa de seu poder e influência como bem entende.
- Sei, ele se gaba da influência que tem para maltratar os outros.
- Conhece ?
- Já ouvi falar ...
Lúcio estava parado ao lado da carruagem. Tinha negócios mais importantes para fazer, mas sua esposa insistiu nessa história de visitar o filho, e resolveu marcar para vê-lo no vilarejo. Talvez não fosse um desperdicio total e ... hmmm ...
- Sume - ele falava bem baixo, percebendo que o homem o observava pela janela .
- Lúcio. - Chamava Narcisa. - Vamos logo , quero ver logo nosso filho... Estou levando uns presentinhos para ele.
- Ele não é mais nenhum bebê para receber presentinho. - Lúcio olhou para a esposa, e depois para a casa do prefeito.
- Oh-Oh ! Ele vem vindo aqui, Daniel. Vá para o meu quarto, por favor.
- Recuso-me a sair por causa da intolerância de uma pessoa, Sume. Recuso-me.
- Sua recusa vai lhe trazer problemas. Seu filho acabou de escapar por pouco da morte, não abuse.
- Eu deveria ter motivos para temê-lo, por acaso ?
- Suas crenças pessoais não vão te salvar, Daniel ! Você tem esposa e família, quer arriscar ?
- Se eu fugir hoje, fugirei sempre. Cruzarei a rua sempre que o encontrar, ou qualquer outro bruxo preconceituoso, Daniel. Obrigado, sei que se preocupa e muito comigo, mas eu não sairei desta sala.
- T-Tudo bem. - Lúcio bateu com a bengala na campainha da casa, Sume gelou mas abriu a porta. - Senhor Malfoy, entre...
- Olá, Sume . Vejo que tem adminstrado e muito bem esse vilarejo - ele olhava rapidamente para a casa, percebendo que Daniel estava sentado no sofá, reconhecendo na hora que suas roupas não eram de um bruxo - apesar dos freqüentadores não seremos melhores.
- Minhas visitas não lhe dizem respeito, senhor Malfoy.
- Mais esse é o vilarejo que é conhecido por ser totalmente bruxo. - Lúcio olhou com desprezo para Daniel.- é um dos poucos locais para serem visitados, seria deprimente vê-lo reduzido a um simples ... como é mesmo que vocês dizem ? - ele se dirigia a Daniel - "supermercado". Seria deprimente ver este vilarejo reduzido a uma aglomeração, como vocês tanto fazem.
Daniel se ergueu, caminhando para perto de Lúcio.
- Senhor Malfoy ?
- Sume, poderia me fazer a gentileza e dizer a sua .... aham, "visita" que eu não falo com trouxas ? Talvez ele esteja me confundindo com o Arthur, que como não bastasse ser uma droga de bruxo, ainda joga o nome da família na lama confraternizando-se com essa espécie.
- Pelo que me consta, o senhor trabalho no ministério da magia, lutando para garantir os direitos das pessoas e livrar os inocentes, não é mesmo, senhor Malfoy ? - Falava Daniel.
- Sume, poderia me fazer o favor de dizer a esse - sua voz estava carregada de veneno - "ser", que é impressionante que alguém da espécie dele seja capaz de estar certo ?
- Vejo que seu conceito de liberdade é tão branco quanto a sua pele, senhor Malfoy.
- Cuidado, trouxa. - Lúcio ergueu o rosto de Daniel com a bengala. - não pense que está falando com um bruxo de brejo. Faço parte dos Malfoy , não me confunda com os tipinhos aos quais está acostumado. Não me confunda com os Weasleys ! Quem é você ?
- Você pode me chamar de Daniel.
- Daniel de que ?
- Para você, apenas Daniel - ele segura na bengala de Lúcio, tirando-a educadamente de seu rosto - um verdadeiro Gentleman reconhece quando se precipita ao incitar uma confusão, senhor Malfoy.
Lúcio olhou para Daniel por cima, deu as costas e saiu da casa de Sume.
- Até a reunião do Ministério , Sume.
- Acho que te causei problemas, Sume.
- Você é louco, Daniel. Não sabe com quem está mexendo.
- Me parece com um dos nossos nobres britânicos ... mas nem os mais amargos são assim e ... olá, Ariel - ele cumprimenta a moça que acabara de entrar acompanhada de Fred.
- Olá, senhor Kneen ! Pai, aquele era o senhor Malfoy ?
- Sim , era o senhor Malfoy...
- Nossa o Draco é muito - Ariel parou de falar ao ver a besteira que ia fazer - é muito mais parecido com a mãe....
- Ariel, viu meu flho por ai ?
- Vi sim, senhor Kneen. Ele e Gina estavam indo para a casa da colina, disseram que iriam dar uma volta.
- Mas não é um lugar deserto ? - Sume erguia uma das sombrancelhas.
- É, sim - dizia Fred.
- Eu acho que os alcanço - ele sai da casa, apertando o passo até lá.
- Obrigado Amy - dizia Snape, aparecendo na sala.
- Professor Snape ? - ambos estavam espantados.
- COm licença - Sanpe saia, pegando a primeira carruagm que lhe apareceu, não sem antes dar uma olhada pela janela, encarando Lúcio.
***
- Onde ? - Daniel olha ao redor, chega até mesmo a olhar dentro da casa, e nada. Não havia ninguém ali.
Bem, ainda nem era meio dia. Melhor dar uma olhada novamente.
***
- E então, gostou do vestido ? - dizia ele, enquanto seguiam pelo túnel.
- Adorei. Mais ainda não agradeci direito.
- Como assimmmm. - Yoh estava sendo beijado por Gina, o feitiço virou contra o feiticeiro, mas ele adorou o jeito que ela fez para ele ficar quieto.
E beijava cada vez melhor, de modo que ela balançava a cabeça para proporcionar um maior prazer no beijo. Yoh encostou Gina na parede do túnel, intensificando o beijo, o deixando com gosto de pecado.
O beijo ficava bem mais excitante, e a mesma retribuia, deixando-se ser domada por aquela língua hábil e magistral dele. E pensar que há poucos meses atrás trocou com ele seu primeiro beijo de lingua.
E ela evoluiu bastante, ele notava. Tanto que, em um rápido movimento, ela aprofunda tanto sua língua que chega a capturar a dele.
E depois ele é quem era chamado de lingua de tamanduá ...
Yoh se afasta um pouco, erguendo a cabeça, enquanto que Gina abaixa a sua alguns centimetros, de forma que ele tinha que olhar para baixo para encarar os olhos dela, e ela, para cima. Havia um olhar diferente estampado na face da mesma, algo que até então ele nunca havia visto.
Percebendo o que era, ele abria a boca e sedutoramente colocava a língua para fora, de modo que Gina se aproxima e começa a lamber a língua dele, como se estivesse chupando um pirulito.
Yoh para de ser passivo e avança, enlaçando a língua de Gina, de modo que ficam se tocando fora de suas bocas. Tal como espadas de carne, as línguas iniciam uma verdadeira luta, na qual uma explora ao máximo as propriedades degustativas da outra.
Ambos se aproximam, selando os lábios um do outro. As mãos de Gina o abraçavam, apertando-o com todas as forças. A mesma não queria deixá-lo partir, queria segurá-lo, apertá-lo de todas as formas. Não queria soltá-lo, não se permitiria tal coisa. Pois o amava. Sentia sua falta, sua presença, seu toque ... sua respiração cada vez mais pesada, de modo que ela a sentia em seu pescoço ...
Ele muda de direção, roçando seu nariz no pescoço da mesma, e beijando-a em seguida . A mesma se contorce de leve, e começa a mordiscar a orelha dele, apertando-o com muito mais força, enquanto massageava suas costas. O mesmo subia e descia pelas costas da mesma com uma mão, enquanto que com a outra massageava a barriga dela, mas nada muito ousado, e sim bastante galanteador. Ela não, passava uma das mãos por dentro da blusa dele, ora acariciando, ora massageando aquele peito que começava a tomar definição .
Sua respiração aumenta drásticamente quando ela sente ele tocar delicadamente em sua coxa, mas ainda assim ela permite que o mesmo continue, apesar dela ficar estática, não acreditando no que estava fazendo.
Mas, mesmo assim, ela permite que ele continue.
Yoh avança com a mão pela coxa, para cima e para baixo, chegando ao joelho, fazendo uma volta simples e arrancando movimentos involuntários da perna, e subindo novamente, até a união deste com o seu quadril.
Algo parecia querer eclodir em seu peito, como se quisesse explodir, se libertar e ir mais além, mas ela mantinha tal coisa reprimida .
Ou, ao menos, tentava .
Ela continuava acariciando as costas dele, descendo até o fim destas e também passando pelo seu quadril. Quando ele a ergueu pelas pernas, apertando-as ora com delicadeza, ora com agressividade, ela colocou a boca no ombro dele, mordendo o mesmo para não gritar.
Sentia um prazer crescente, o qual a estava enlouquecendo. Lembrava-se de sua mãe ter conversado com ela a respeito de não deixar os rapazes tocarem em certos lugares, para evitar as "mãos bobas". Inclusive havia lhe falado sobre vários tipos de namorados, inclusive os do tipo "polvo", os quais desenvolviam um número absurdo de mãos, e por mais que você as afastasse, sempre tinha mais uma.
Mas ela nunca lhe explicou sobre aquilo, sobre ...
O nome lhe fugia da cabeça, na verdade, nunca estivera nela. Quando fosse mãe, iria sugerir que houvessem aulas na escola para instruir os alunos.
Aulas de educação sexual, apesar de tal palavra não surgir em sua mente, fora o fato de que sua mãe nunca entrou em muitos detalhes a respeito das zonas erógeneas do corpo, como as orelhas, a nuca ... as nádegas ...
Ela solta um gemido alto, de modo que se não estivessem em um túnel debaixo da terra, alguém o teria ouvido, mas o gemido ecoa , sendo ouvido por ambos . Ele ... ele ...
Ela apenas o apertava com todas as forças e passeava sua língua pelo pescoço dele, tentando controlar a sensação que teve quando ele tocou em suas nádegas.
Tocou, não. Apertou elas com força, com vontade, com desejo.
Quando ele a segura pelas nádegas e a ergue, encostando-a na parede, Gina cruza as pernas em torno da cintura de Yoh, tentando manter aquela sensação pelo maior período de tempo possivel.
Ele a estava deixando louca, e ela pouco podia fazer para reagir. Sentia-se tão desejosa ... e nas nuvens. O toque de suas mãos, as quais estavam apertando ora com delicadeza, ora com certa brutalidade sua bunda, a excitava mais e mais. Ela separa seus lábios do pescoço dele, levando-os até seu peito, erguendo um pouco sua blusa e roçando o nariz no peito do mesmo, até que começa a beijá-lo, vez ou outra mordê-lo, quase perdendo o controle quando ele passa a mão por debaixo da saia dela e aperta sua bunda com mais vontade.
Estava totalmente indefesa, à mercê dele. Pronta pra se entregar e, mediante a situação, não sentia nenhum receio. Nenhum, mesmo. Nunca imaginou estar naquela situação em um lugar daqueles, mas as sensações que circulavam pelo seu corpo a estavam enlouquecendo, desejando querer mais. O mesmo fita seus olhos, encarando-a e erguendo seu queixo, e no instante seguinte estavam compartilhando um beijo apaixonado, quando ela se dá conta que ele havia colocado-a no chão e tirado a mão da sua bunda. A mesma aproveita isso e relaxa, enquanto que aquela adorável sensação dura mais um pouco e vai diminuindo, até desaparecer por completo. Bem, não por completo, já que estava gravado em sua mente aquilo pelo qual ela passou, de modo que ela o aperta mais contra si, tentando ao menos manter por um pouco mais de tempo o que acabou de acontecer. Ela o olhava com um olhar singular. Cinco minutos depois, ainda estavam abraçados, enquanto que ela chupava os dedos dele dócilmente, e o mesmo acariciava seus cabelos. Ela para, olhando-o diretamente e abraçando-o mais ainda, até que se afastam um pouco. O mesmo abaixa sua blusa, e ela começa a ajeitar sua roupa, a qual estava desarrumada e amarrotada depois daquilo que mais tarde ela iria descobrir que se chamava "amasso".
Ou, como alguns preferiam chamar, "pega-pega".
Pouco abaixo do salgueiro lutador a passagem secreta se abria, e ambos saiam dali. Ela tinha um sorriso no rosto, enquanto ele a erguia da passagem. Fazendo um carinho em seu amigo, Yoh começa a caminhar em direção a escola, abraçando a cintura dela, de maneira bem galanteadora.
***
- Onde está a sua irmã ? - só faltava Jane pular no pescoço de Rony durante o interrogatório, e o mesmo se sentia bastante assustado, nunca imaginou que a professora de História da Magia fosse capaz de parecer tão furiosa. Se bem que ela era tão bonita, que ele também ficava meio acanhado de falar com ela.
- Hã, bem .... ela saiu já tem algum tempo, foi na enfermaria e ...
- ELa não está lá, Ronald.
- Bom ... deve estar com o seu filho, professora.
- É por isso que eu a estou procurando. Onde você acha que ela está ?
- Sinceramente ... nem imagino. Onde está a Amanda ? Ela deve saber ...
***
- Chaz , é lindo ! - Amanda olhava encantada para a tela à sua frente.
- Eu falei que iria fazer de você uma fada. - Chaz sorriu ao ver que Amanda corou.
- Você é um artista ! Nossa, é lindo , estou sem palavras para descrever !
- Aceite como meu presente de natal adiantado. - Amanda arregalou os olhos, Chaz se levantou e pegou na mão da menina e a puxou para mais perto dele, Amanda se perdeu naqueles olhos indecifraveis. Os dois estavam quase se beijando, quando são interrompidos.
- Srta.Wood. - Jane a chamava e vinha rápidamente na direção deles de modo que se afastaram.
- Em que posso ajudar, professora ?
- Sabe onde está Gina e meu filho ?
- Eu nao a vi desde ontem ...
- Devem estar na torre na corvinal, não ? - Chaz se manifestava, decidido a fazer a professora sair dali o mais rápido possivel.
- Já os procurei lá. Já perguntei a todo mundo.
- Por que a senhora não vai falar com a Luna, da Lufa-Lufa ?
- Luna ? Ah, a garota elétrica ?
- Isso - dizia Chaz - ela sempre consegue achar quem ela quer, e sempre sabe onde está todo mundo.
- Nao sabia que ela ficava prestando tanta atenção assim nas pessoas - falava Amanda.
- Ela não faz isso, mas se ela não souber onde eles estão, acho que ninguem mais saberá.
- Obrigada - Jane saiu dali, tinha que bater um papo com essa garota.
- Aham - Chaz olhava para Amanda.
- Hã, chaz, eu ... eu ... olha, eu ...
- Sim ?
- Eu ... eu quero ser sua amiga ...mas ... olha, vou ser sincera, me desculpe por ter te menosprezado por todo esse tempo. Você é um apessoa incrivel que merece todo o respeito, mas ... eu ... eu ainda não me sinto pronta para um compromisso, ok ? Quer dizer, não quero te enrolar, nem te usar, só nao me sinto pronta ainda, eu ... desculpe.
- Eu ... tudo bem - falava, enquanto ela se despedia, de forma que ele forçava um sorriso enquanto ela ia embora - Mas que droga ! Droga ! Droga !
***
- Nunca mais me de esse susto ! - Jane gritava aos prantos, ao encontrar-se com Gina e Yoh do lado de fora do castelo, próximos ao lago.
- Ai ! - ele dava um grito ao sentir seus ossos estalando - calma, mãe ! Eu tô legal ! Ai !
- Legal ? Eu e seu pai estamos aos prantos ! Tem idéia do que eu senti quando achei que ia ter perder ?
- Desculpa, mãe - dizia ele, retribuindo o abraço.
- Mas a culpa não é sua ... isso acontece ...
- É - ele até agora se perguntava de onde tinha surgido o cachorro, apesar de suspeitar que ele estava debaixo da mesa da Grifinória - como me achou ?
- A Luna me disse onde vocês estavam.
- A luna ? - ele coçava a cabeça. - Qual Luna ?
- AQUELA luna, Filho. A filha da Gaia ....
- Ah....
- Errr... eu vou para a torre. - Gina deu um selinho no namorado e sorriu para a professora, e saiu correndo em direção as escadas.
- O que deu nela ? - Perguntou Jane curiosa. - E por que você está cheio de poeira ?
- É que estavamos rolando no chão, só isso.
- Sei - ela o olhava com o cenho franzido, como se estivesse dizendo "você fez arte, menino" - eu dissse poeira, e não terra.
- Ai, mãe ... quanta desconfiança ! O que acha que eu e ela podiamos ter feito ? Acabei de sair da enfermaria !
- Eu me decepcionaria se você substimasse a capacidade de madame Pomfrey - ela colocava a mao por sobre o ombro dele e ambos caminhavam para fora da escola - teve sorte de ter uma bruxa especialista em água para te ajudar, filho. Cheguei a pensar que te perderia.
- Mãe ... o que foi que ela te contou ?
- Que voce ficou em péssimo estado, mas que no fim tudo deu certo, por que ?
- Nada ...é que eu perdi a consciência, e só me lembro de acordar na enfermaria.
- Ela disse que você teve espasmos e convulsões, sabia ?
- Sei ... para onde vamos ?
- Para ver esse seu "amigo que mora fora da escola", menino. Quero ver aonde você tem feito seus encontros secretos.
- Mas mãe !
- Não chie ! Quero saber onde é esse lugar aonde só a Gina sabe como chegar !
- Bom, é aqui.
- Por que não estou espantada ? - ela observava o salgueiro - conseguiu fazer contato com ele, é ?
- Sim . Ele tem uma inteligência, embora limitada, e entende muitas coisas.
- Curioso - ela caminhava na direção do mesmo, e ele fica furioso. Yoh sabia que sua mãe nao iria parar, que ela confiava que o filho iria fazer algo, e ele o faz, pega sua varinha e entra em contato com o salgueiro, pedindo-o para parar - nada mal, filho. Nada mal, mesmo Diga-me ... ele te contou sobre a passaem que está aqui ? - ela apertava uma parte do salgueiro, e em seguida a mesma erguia um pequeno alçapão, o lugar de onde ele e Gina haviam saido .
- Sim - ele a observava, apesar de não estar surpreso - por que não me contou dessa passagem antes ?
- E te tirar o prazer de achar que tem um trunfo ? Claro que não ! Hogwarts tem várias passaem secretas, você só precisa descobri-las. Essa daqui levava até a casa aonde Remo ficava nas noites de lua cheia, sabe.
- É, a senhora me contou dessa parte, mas não onde ficava a passagem. Parece que o Snape andou fazendo uma poção para ele ...
- Severo sempre foi muito habilidoso. Quando chegou na escola, sabia mais magias do que metade dos alunos do sétimo ano.
- Tem suas vantagens pertencer a uma familia antiga - respondia Yoh casualmente, e Jane o encarava, percebendo a indireta.
- E então, filho ... o que tem achado ?
- Está bom ... a escola, as pessoas ...
- Sabia que foi o Draco quem me avisou primeiro sobre você ?
- Mesmo ?
- É ... será que ele está gostando de você ?
- Não ... não faz o tipo dele, ele nunca dá o braço a torcer ... como foi o final de semana ?
- Como esperava que fosse ? Quase tive um infarto por sua causa !
- Mãe ... mulher nao tem infarto, lembra ?
- Não ?
- Não.
- Bem, eu quase dei a luz, então.
- Como é que eu ia saber que tinha um cachorro por ali ?
- Certo, dessa vez está desculpado - ela sentava no chão, encostando-se no carvalho, de modo que Yoh se aproximava e sentava-se ao lado dela e, no instante seguinte, ambos estavam se abraçando - nunca mais faça isso, entendeu ? Você é muito importante para mim, filhinho !
- Tudo bem, mamãe. Também tive medo de nunca mais te ver. A senhora, papai, Gina ... mas eu pensava muito na senhora, em como a senhora iria ficar.
- Ah meu filho, creio que jamais o passado deixará de me atomentar...
- Por que diz isso, mãe ?
- Simplesmente por que acho que a hora está chegando...
- Claro que não ... imagina ...
- Você puxou demais a minha familia Yoh ... apenas puxou alguns qualidades de seu pai ... e lógico a cor do cabelo ... pois se não fosse por isso , séria igual as pessoas de minha familia em tudo, igual em tudo.
- Eu ...
- Escute ... quando eu vinha para cá ... eu fiz uma promessa, filho ... eu não quero que meu passado o atormente, ouviu ?
- O ... o que a senhora quer dizer com isso ?
- Que eu o liberto do juramento que eu fiz e o obriguei a fazer, filho.
- Mas ... mas ...
- Voce me entendeu. Conte para quem quiser. Isso é problema meu, não seu.
- Mas... mãe ! A senhora ... a senhora não pode, ainda mais agora que ...
- Filho ... só se vive uma vez ... não desperdice essa chance.
- Mas a senhora correrá riscos, e faz séculos, na verdade nunca assinei meu nome do meio...
- Vai começar a assinar, é uma ordem.
- Mas ... mas ... a senhora ... não pode ...
- Está com medo ?
- SIM ! Estou com medo pela senhora !
- Eu posso me cuidar.
- Não, não pode ! A ... a senhora ... a senhora não pode se cuidar, lembra ?
- Você me subestima, filho.
- A senhora é que se superestima ! Como é que eu posso ficar calmo com a senhora querendo se matar ?
- Acalme-se, pequeno lorde. E eu não quero me matar.
- CLARO QUE QUER ! Quer jogar com o destino como da última vez ? Pois eu não ! - ele se soltava do abraço da mesma, erguendo-se bruscamente e caminhando a passos pesados. Jane apenas o observou. Seu filho podia ser qualquer coisa, menos pavio-curto. Demora menos de meio segundo para ele parar e ela confirmar o que já sabia - Talvez a senhora tenha se esquecido, ou se tornar professora aqui neste estabelecimento tenha alterado suas prioridades ... talvez ter me visto ganhar o campeonato de Quadribol no ano passado tenha lhe dado idéias achando que eu deveria brilhar mais do que nunca, eu não sei ... mas nada disso me importa. Só a senhora e o papai, entenda isso. E nada do que a senhora me diga me convencerá de que desta vez será diferente, entendeu ? Não adianta dizer que tem amigos, que Dumbledore nos protegerá ... eu não acredito - ele dizia, olhando para trás de rabo de olho - a senhora pode fazer e me pedir o que quiser, mã . Na verdade, eu até considero deixar tudo isso para trás. Sério. Podemos deixar essa história toda de bruxaria de lado, sabe. Abro mão das minhas origens numa boa, jogo tudo para o alto, dai eu, a senhora e o papai voltamos para nossa casa, para nossa normalidade. Sem bruxaria, sem magia negra, sem bruxos das trevas, sem Voldemort, sem Dumbledore, sem Harry potter ... nunca mais brandiria uma varinha, queimo meus livros, ajudo o papai a jogar no vaso os ingredientes especiais que ele coloca nos seus pratos ... esqueço de tudo o que eu aprendi aqui, de tudo pelo qual eu passei ... esqueço meus amigos, esqueço tudo, faço de conta que tudo aqui nunca aconteceu, e eu sou capaz disso. Voltamos a ser apenas os Kneen, uma familia Inglesa que mora em Londres, formada por Daniel Kneen, Chef de um conceituado restaurante, o qual já recebeu diversas indicações de revistas especializadas, Jane Kneen, Historiadora-chefe da Biblioteca Real, e Yoh Kneen, estudante da Academia Real de sua Magestade ... faço tudo isso numa boa, sem o menor arrependimento, mamãe ... nem olho para trás - Jane o encarava nos olhos, com aquele olhar caracteristico de sua familia - mas ... não me peça para brincar com a sua vida. Qualquer coisa, menos isso - ele se vira, andando para longe dela, deixando-a ali, encostada no Salgueiro, que mesmo com o afastamento dele, não a atacou.
O modo como ele falou ... a seriedade em suas palavras ... aqueles olhos, os olhos que eram uma das caracteristicas marcantes de sua familia ...
Seu bebê não mentiu ... falou com plena convicção cada palavra, sem hesitar em momento algum.
