Em Roma, Lute Beyblade

Os BladeBrakers vão á Roma para encontrarem um dos próximos adversários, Lizzye e Taylor continuam a batalha pela tão esperada gravadora, muitos obstáculos ainda estão por vir.

* Baseado no episodio 35 "Em Roma, Lute Beyblade" 1ª temporada, lembrando que a intenção é Acrescentar, por mais que todas as cenas do episódio inteiro não apareçam.

- Bladebrakers e companhia pegam carona em uma caminhonete de aparência pouco higiênica, sua função é evidente para transporte de mercadorias. Seguem o trajeto para Roma passando por campos floridos de azul até os tons violeta, macieiras e varias laranjeiras preenchem os arredores verdes da estrada.

Tyson: A Itália! É incrível como adoro comida italiana; espaguete, linguini, lasanha

Ray: Já entendemos Tyson

Tyson: Ravioli, fettuccine!

Todos: TYSON!

Tyson: Tabom, calma to com fome, só isso... Ah! Isso é que é vida, viajar pela Europa com as despesas pagas

Dizzi: Acho que isso explica por que estamos na caçamba de um caminhão

Kenny: Não estamos aqui para brincar, temos que estar em perfeita forma quando enfrentamos o nosso desafio

- Tyson só consegue reagir de forma neutra, parece não dar muita atenção a cobrança do amigo.

Dizzi: Então chega de doces italianos

- Max indignadamente se vira para Tyson, sua feição parece revoltada.

Max: Você comeu tudo?!

Tyson: Tinha só três caixas... Bom, mas vamos esquecer tudo isso, hora da concentração! Temos que achar o tal do Enrique galera!

- Tyson se aproxima para ouvir o motorista que se prontifica da comodidade dos passageiros.

Senhor: Está tudo bem ai atrás? Eu quero me desculpar pelo cheiro de porco, não adianta lavar por que não sai

- Tyson encara o fato de maneira vergonhosa.

Tyson: É mesmo...

- Max tem a expressão um pouco preocupada, parece temer pela chegada.

Max: Quanto falta para Roma?

Dizzi: Espero que pouco, meu HD está cheirando a carne de porco estragada

Senhor: Tudo bem, estamos quase chegando gente

-Tyson parece muito entusiasmado ao ponto de quase ficar de pé na caminhonete em movimento. Agora é o termino da estrada e a chegada á capital italiana, a parada da caminhonete cinza imunda é em frente a um centro comercial pouco difundido em Roma.

Tyson: Aí vovô, pode deixar a gente aqui

-Kenny é o primeiro a descer, os outros estão logo atrás se apoiando um de cada vez nas baias de madeira na altura das rodas do automóvel para facilitar a descida até a calçada.

Senhor: Então estão procurando o jovem talentoso Enrique? É um agitador...

- O senhor coloca o dedo indicador ao mapa de Kenny mostrando o percurso mais viável de ser tomado.

Senhor: Sigam por essa estrada, acreditem não vão errar de casa

- Tyson se aproxima com entusiasmo

Tyson: Ta legal, estamos em alguns passos de mais uma vitória

Senhor: Vocês vão desafia-lo por acaso?

Tyson: Com certeza vovô! Sabe, o nome do jogo é beyblade e eu sou o melhor!

- Lizzye e Taylor já estão com os pés no chão e próximas ao restante da equipe. Lizzye encosta-se a uma parede azul, não tão suja quanto a caminhonete, porém é um local desleixado e antiquado pelas paredes descascadas e o azul escuro desbotado. A garota está com um aspecto pensativo e apreensivo em seus traços faciais. Taylor coloca as duas mãos em sua cintura, seu rosto e seu busto avantajado contem uma expressão inspiradora, com um impulso motivacional Taylor vai entusiasmadamente para sua amiga.

Taylor: O ar puro de Roma! Agora a sorte está com a gente! Vamos conseguir uma gravadora!

Lizzye: Arrumamos algo de bom até agora?

Taylor: Não...

Lizzye: Então por que está tão feliz?

Taylor: Logo você sendo tão pessimista?!

Lizzye: Quem disse?

Taylor: Já sei, está com saudade do seu amiguinho?

- Ao ouvir o comentário Lizzye se assusta ao ponto de quase fazer uma expressão caricata, a garota reage se contraindo para frente, colocando o dedo indicador no meio de seus lábios e emitindo assim a onomatopeia de silêncio.

Lizzye: SHIU!

Taylor: O que foi? Não posso falar do Oliv...

- Lizzye se aproxima de Taylor com um cochicho ameaçador entre os dentes.

Lizzye: Não pode...

Taylor: Não pode o que?

- Lizzye olha para lados verificando se o terreno está seguro para contar um segredo e se aproxima mais ainda da amiga em uma curvatura de coluna.

Lizzye: Não quero que o Max fique sabendo

Taylor: Do que ele não pode saber?!

Lizzye: Ele vai ficar magoado por eu fazer amigos por aqui

Taylor: Esses "amigos" não são muito legais com ele, ou com o resto do pessoal

Lizzye: Entendeu o que eu quis dizer?

Taylor: É uma boa ideia esconder as suas novas amizades do Max?

- Lizzye e Taylor se desesperam por um momento quando Max se aproxima, assim que o garoto se depara como as duas, é perceptível uma quebra de ação das garotas e a ação de interagir direitamente com o recém-chegado naturalmente.

Max: Quem chegar por ultimo é mulher do padre!

Lizzye: Max, nós vamos por outro caminho

Max: Vocês não vão com a gente?

Lizzye: Temos que recuperar o tempo perdido, ainda não achamos nenhuma gravadora

Max: Recuperem depois! Temos o dia todo

Lizzye: Desculpa maninho temos que ir

- Max deixa transparecer no olhar a sua preocupação.

Max: Essa cidade é enorme, vocês não vão se perder?

Taylor: Não mesmo, Vamos até alugar um quarto pra todo mundo!

Max: Já que é assim, boa sorte meninas!

- Lizzye e Taylor buscam um caminho contrario, estão entrando em uma rua o qual é visível uma grande ladeira gramada á frente, as garotas carregam certo desespero por não terem senso de direção.

Senhor: Cuidado garotos, eu também já ouvi historias

Tyson: Não esquenta vovô, estamos tranquilos

Senhor: Eu espero garotos, por que o Enrique nunca perdeu um desafio

- Os garotos agora estão juntos em uma esquina movimentada, Kenny analisa detalhadamente o seu velho mapa e decidi atravessar a rua.

Kenny: Vamos por aqui

- Lizzye e Taylor agora estão em um local um pouco distante da cidade, contem um charme natural por conta da flora característica italiana nas cores, branca, lilás, vermelho e outras plantas desconhecidas com frutos estranhos de aparência toxica, porém não deixam de parecer uma vegetação bem tratada. As duas amigas tem uma expressão preocupante em seus olhares perdidos em todos os cantos do pequeno bosque que também transparece no caminhar mais recusante do que continuo e em suas mãos que esfregam os braços cruzados.

Taylor: Será que estamos no caminho certo?

Lizzye: Uma floresta por aqui? Não acha estranho?

Taylor: Se estivesse de noite eu ficaria com mais medo ainda...

Lizzye: Só temos que buscar a trilha de antes

Taylor: Nem sabemos por onde entramos, como vamos voltar?

Lizzye: Desde que não fique escuro, está tudo bem... está tudo bem

Taylor: Procurar um shopping por aqui não seria má ideia...

- Em um grunhido e em uma careta estressada, Lizzye demonstra toda a sua impaciência.

Lizzye: Grrr

Taylor: Lizzye... Você está bem?

Lizzye: Tirando o fato de você só querer um shopping como referencia, está tudo bem!

Taylor: Não posso me divertir um pouquinho?

Lizzye: Podia pensar um pouco mais na gente!

- Depois de uma longa caminhada pelo "centro histórico romano" os Bladebreakers chegam logo a frente de seu destino. Surpresos e impressionados não contavam que o lar do procurado seria uma enorme mansão em cor salmão e detalhes em branco.

Kenny: Para com isso gente! É só uma casa... Calem a boca que eu vou tocar o interfone

Voz: VOCÊ AI! Não toca isso!

Kenny: Desculpe

- Um garoto de cabelos platinados aparece de mansinho. Em passos largos nas pontas dos pés, fica curvado e faz a onomatopeia de silencio para todos do lado de fora das grades.

Garoto: Você não vai querer tocar isso

Kenny: Por quê?

- Vendo que o terreno está mais confiável, o garoto abre o enorme portão preto gradeado e vai caminhando sem dar atenção aos visitantes.

Tyson: O que está fazendo ai dentro?!... Ei eu to falando cara, para ai!

Max: Parado em nome da lei!

Garoto: Tabom, tabom me pegaram, esperem que eu vou chamar a policia

Tyson: Bela tentativa, espertinho

Garoto: Tem razão de novo, vocês ficam aqui e eu chamo a policia, que grosseria a minha fazer vocês terem esse trabalho

- Confusos com a situação, os Bladebraekers parecem estar com feições surpresas pela reação do garoto desconhecido que acabaram de encontrar, somente Tyson tem coragem de esclarecer a duvida que não quer calar.

Tyson: Quem é você afinal cara?!

Kenny: Pega leve tabom, viemos desafiar o Enrique

Garoto: O Enrique?! Ele é muito doido cara!

Kenny: Doido? Como assim? Só queremos desafia-lo para uma luta de beyblade! Você acha que ele não vai se interessar por isso?

Garoto: Sei lá, todo garoto de meia tigela vem aqui procurar lutar com ele

- Tyson comprovando que seus esforços são maiores e melhores do que qualquer outro jogador, mostra sua beyblade de longe para a visão do "invasor de lares"

Tyson: A é? Pode dizer a ele que os campeões americanos e asiáticos chegaram aqui

- O garoto tem a feição incompreendida ao ouvir campeões "americanos" e "asiáticos", mas pouco se importa com o que o rapazinho insignificante diz.

Garoto: Nada mau, mas ele ganha de vocês

- Cansado de ouvir tanto desaforo, a raiva de Tyson já está no nível avançado.

Tyson: Sem essa! Por que estamos aqui ouvindo um cara que entra de fininho na casa dos outros?!

Garoto: Ei calminha cara, assim como vocês eu também estou procurando o lutador de beyblade

Tyson: Nós chegamos aqui primeiro, então vai penetrar no jardim de outro riquinho ta legal? Chega de papo Tiffy, toca logo essa campainha

Garoto: Não precisa!

Tyson: O QUE VOCÊ TEM CONTRA AS PESSOAS TOCAREM AS CAMPAINHAS?!

Garoto: Hm, nada o Enrique não está... Mas eu sei onde ele está

- Cada Bladebreaker ao ouvir a confissão do desvairado ficam pasmos com essa artimanha tão covarde e tão incompreensiva, não podem deixar de carregar em suas expressões olhares de revolta e dentes trancafiados.

Tyson: Você sabe?!

Max: O QUE?! Então por que não falou logo com a gente desde o inicio em vez de brincar com a gente?!

Garoto: Bom...

- Um senhor de boa aparência surge atrás do jovem europeu a alguns metros de distancia, surpreende o garoto deixando-o sem reação prévia além de sofrer pelo fracasso.

Mordomo: Mestre Enrique,

Enrique: Droga!

Mordomo: Seu professor de trigonometria chegou para a aula, ele pede a sua presença no salão de baile, não deve deixa-lo esperando

Enrique: Ah Pegasors... Até mais

- Em um ato desesperador Enrique tem a motivação de correr para frente. Vendo a cena Tyson não pode deixar de se indignar mais uma vez, suas sobrancelhas curvadas falam mais do que o resto de seu corpo.

Tyson: O QUE?!

Pegasors: Mestre Enrique pare!

Enrique: NÃO HÁ TEMPO MEU CARO, ATÉ MAIS GENTE!

Tyson: Aquele era o Enrique o tempo todo?!

- Enrique visualiza a sua frente uma longa descida depois da cerquinha de mármore, vendo que não há meio de fugir, pula rapidamente a pequena cerca, e se aventura em uma descida improvisada de costas na ladeira gramada.

Enrique: VÃO COM CALMA CAMPEÕES!

- Com um olhar triste para a ladeira o mordomo deixa evidente a sua consequência pelo erro.

Pegasors: Estou encrencado...

- O garoto consegue se firmar no final da corrida com o freio de seus pés, ele levanta em um terreno gramado, parece uma orla com bastante vegetação onde a civilização é mais para trás, infelizmente sua escapatória é impedida por um enorme portão trancafiado que liga a mansão até a rodoviária mais próxima da cidade. Enrique planeja sua fuga no povoado, cortando o caminho pelas matas a frente.

Lizzye: Desculpa Taylor, eu acho que você ainda não percebeu que não estamos aqui na Europa para brincar de fazer compras como menininhas normais! Estamos aqui procurando uma gravadora e o que achamos até agora?... NADA!

Taylor: E você pensa que achar uma gravadora é do dia para a noite, Lizzye!

Lizzye: Então o que vamos fazer?

Taylor: Eu vou saber, estamos fazendo o possível

Lizzye: A gente não pode fazer só o possível! Se quisermos estar no topo da lista de melhor banda do século, temos que fazer o possível e o impossível!

Taylor: Vamos parar de nos divertir para ver quais mais gravadoras querem rir da gente?

Lizzye: Agora não vamos procurar, mas assim que acabarmos esse... Passeio temos que correr atrás do prejuízo! Certo?

Taylor: Eu não quero mais passear, eu quero saber onde nós estamos!

Lizzye: Eu ouvi alguma coisa... Está ouvindo isso?

Taylor: Impressão minha ou aquele arbusto está se mexendo?!

Lizzye: Pega um galho, cutuca logo!

Taylor: Deve ser uma cobra, eu não vou não, vai você

Lizzye: Vai você!

- O arbusto começa a se movimentar de maneira brusca fazendo que ação protetora e vergonhosa das garotas seja se abraçarem e tremerem aparentando quem está com poucas roupas no frio do polo norte.

Taylor: Consegue ver alguma coisa?

Lizzye: Eu não quero ver

Taylor: Nem eu...

- Com o evidente medo as garotas, temem que seja algum urso feroz ou alguma criatura ridícula como o pé grande. De olhos fechados e dentes serrados as duas não encontram mais o som aterrorizante do "arbusto vivo". Taylor é a primeira a abrir os olhos e se deparar com uma criatura ainda pior do que imaginava.

Enrique: Garotas por aqui?!

- Com um instinto defensivo e surpreso as garotas gritam drasticamente assustadas e apavoradas por saberem que agora estão na companhia de um estranho.

Enrique: Não se assustem, vejo que vocês não sabem por onde andam

Lizzye: ELE QUER SEQUESTRAR A GENTE!

Enrique: Pera ai, eu não vou sequestrar ninguém!

- Na tentativa de aproximação pacífica do garoto, Taylor pega impulso em uma corrida jogando toda a sua força em um salto com o seu corpo contra o de Enrique, com um reflexo rápido o garoto consegue equilibrar-se abraçando a garota que se debate continuamente como um peixe fora d' água.

Enrique: O que vai fazer agora?

- Com um ato heroico de salvar a amiga, Lizzye se joga como na mesma tentativa de Taylor e com sucesso as duas conseguem imobilizar o garoto em um "montinho".

Lizzye: Pega o braço dele! Pega o braço dele!

Taylor: Você está em cima do meu!

Enrique: Eu nunca pensei que este sonho poderia ser tão doloroso

Taylor: Que sonho?

Enrique: ... Vocês estão me prendendo mesmo?

Lizzye: Ele vai fugir! Vai logo!

Enrique: ME SOLTEM SUAS LOUCAS!

Taylor: Tapa a boca dele!

Enrique: ME SOLTEM AGORA!

Taylor: E por que devemos fazer isso?!

Enrique: Por que eu ainda não tenho nenhum motivo para sequestrar vocês!

Taylor: Como encontrou a gente?!

Enrique: Eu só queria pegar um atalho!

Lizzye: Se você não quer fazer nada com a gente... Então o que você está fazendo aqui?!

Enrique: Primeiro, saiam de cima de mim!

-Taylor e Lizzye saem uma de cada vez de cima do garoto que se limpa esfregando as palmas das mãos em sua roupa. Enrique olha hostilmente as garotas de lado por um momento, se volta para o centro e faz a ação de mostrar algo em cima das árvores apontando com o dedo indicador.

Enrique: Estão vendo aquela mansão lá em cima?

Taylor: O que é que tem?

Enrique: Eu moro ali, esse jardim que vocês estão pisando é meu

Taylor: Quer dizer que nós... Entramos pelo seu jardim?!

Lizzye: Como paramos aqui?!

Enrique: Como posso saber? Não sou eu quem está invadindo o jardim dos outros e agredindo o proprietário

Taylor: E como podemos acreditar que você é mesmo o dono disso tudo?

- O rapaz se volta para as garotas com um olhar previsível e cafajeste, pensa exatamente no ponto crucial da sua conquista.

Enrique: ...Vocês estão perdidas, não estão?

Taylor: Na verdade...

Lizzye: Não estamos não

Enrique: Então pode me dizer em que direção a cidade fica?

Lizzye: Não te devemos explicação!

Enrique: Não devem mesmo, por isso vou leva-las comigo

- Enrique vai caminhando a frente com um sorriso malicioso em seu rosto, notando não ouvir passos e perceber que não sente a presença das garotas próximo dele, volta-se para trás já sabendo que teria de fazer mais algumas investidas.

Enrique: Ta legal, ta legal, podem checar os meus bolsos

Taylor: Não queremos os seus bolsos, queremos um acordo

Enrique: Agora estão a fim de negociar?

Lizzye: Se você conhece tudo por aqui, deve conhecer as gravadoras dessa cidade

Enrique: Já que querem a parte artística da cidade, vamos para a minha limosine

Taylor e Lizzye: Limosine?!

Enrique: Vamos lá pra fora, estamos no meu estacionamento

- O garoto se esquiva da vegetação pela direita até achar o termino da mata e um hall ao ar livre. De entrada há um espaço fabuloso com mármore em dourado aperfeiçoando o céu azul sem nenhuma nuvem. Há vários carros organizados em fileiras, ao todo estimasse trinta carros luxuosos.

Taylor: Então era só ir por aqui...

Enrique: Chofer, eu quero o vinte e seis

Chofer: Mas senhor, esse carro é da Sra. Giancarlo

Enrique: E dai? Ela não vai se incomodar se eu pegar emprestado... E já lhe disse que ela não merece ser chamada assim

Chofer: Desculpe Senhor

- O chofer abre a porta acomodando os passageiros dentro do esplendido automóvel de acento avermelhado. O carro segue o hall da saída até se livrar por completo das paisagens territoriais da mansão, percorrendo rapidamente o centro histórico e passando na rua a direita. É chegada a hora em que Lizzye sai do carro e vai a sua primeira tentativa entrando na gravadora de esquina. Ao chegar um senhor se encontra atrás de um balcão, com entusiasmo a garota se dirige a ele.

Lizzye: Olá meu nome é Lizzye Tate, será que vocês podiam ouvir a demo da nossa banda?

Pessoa: Desculpe, estamos lotados.

Lizzye: Obrigada

- Lizzye vira a esquina com olhar disperso e entra em uma gravadora mais requintada, fala com a recepcionista com um entusiasmo mais desesperador.

Lizzye: Oi sou Lizzye Tate, se você tiver um tempo poderia ouvir a demo da minha banda?

Pessoa: Não podemos, já temos muitas bandas trabalhando conosco

Lizzye: Obrigada.

- Lizzye sai da ultima gravadora restante que encontrara, ao sair se depara mais uma vez para aquele local que acaba de sair, vira seu pescoço lentamente de encontro a sua ultima esperança, ao se convencer de que seus esforços foram em vão seu olhar solitário e conformado volta ao eixo. Sua atitude é voltar ao carro vermelho estacionado na frente da gravadora.

Taylor: Essa foi a ultima não foi?

Lizzye: Foi...

Enrique: Gostam de comida italiana, tailandesa, ou quem sabe... Sushi?

Taylor: Não seria má ideia

- Lizzye olha para Taylor de forma indignada, parecida a de alguém que zela por um luto mesmo não aceitando. Esse único olhar de segundos foi capaz de fazer a garota se calar.

Lizzye: Não, só queremos ir até as gravadoras

Enrique: Eu estou com a tarde livre, podiam me acompanhar já que os negócios não estão dando muito certo

- A motivação de Taylor fala mais alto do que o respeito pela falha em grupo, com um aperto no braço é uma estratégia para conquistar a amiga.

Taylor: Ah Lizzye deixa, ele tem comida!

- Lizzye tem um breve raciocínio, esse pensamento a faz de certo modo despertar para a realidade.

Lizzye: Nós nem devíamos estar em um carro de uma pessoa que nem sabemos como chamar!

Enrique: Era só me chamarem de Enrique, satisfeitas?

- Ao ouvir o nome estrangeiro Taylor de relance identificar este nome em comum

Taylor: Espera ai!

Lizzye: Era ele que o meu irmão estava procurando!

Enrique: Enrique, Enrique, Enrique só pensam em mim, parece até que virei um pesadelo coletivo!

Taylor: Não é só o irmão dela que está te procurando

- Ao se realizar o trajeto da limonise pela curva da direita o chofer para bruscamente o automóvel e fala com Enrique no banco de trás, abrindo o vidro de divisória entre as cabines.

Chofer: Sr. Enrique, duas garotas querem vê-lo

Enrique: Abra a porta

- Com um sorriso malicioso Enrique recebe as visitas que se acomodam uma de cada lado do garoto loiro, as garotas de braços e pernas cruzadas parecem estar de narizes levantados, atitude que uma criança tem quando não consegue o que quer.

Enrique: Olá garotas, como estão?

Roseleta: Melhores que nunca, superamos aquele dia na praia

Enrique: Desculpem-me meninas, eu estava muito atarefado

Bianca: E hoje você também está atarefado com elas?

- Após a garota oxigenada lançar um olhar de desprezo para Lizzye e Taylor a sua frente, as duas se olham indignadas e questionando o motivo de tanto desdém vindo de garotas que nem conheciam.

Enrique: O dia é de vocês!

- A garota ruiva é a primeira a manifestar a nova ordem.

Roseleta: Ouviram o que ele disse? Saiam daqui suas mocreias

Taylor: O que está acontecendo aqui?

Enrique: Perdão garotas, é que eu devo um dia com elas

Lizzye: Deve um dia com elas?!

Roseleta: Elas por acaso estavam na agenda e não vimos Enrique?!

Enrique: É que elas chegaram de surpresa, por isso deixei passar

Bianca: Agora está muito fácil falar com você, vou começar a aparecer de surpresa também

Taylor: Deixa eu ver se entendi... Vocês agendam um dia para ficarem com ELE?!

Roseleta: Qual o problema? São tantas garotas que só um dia, as vezes não dá conta

Bianca: Graças a nós, Enrique tem sempre a agenda em dia, e é claro as decisões com quem ele deve sair são nossas

- Lizzye e Taylor se olham reagindo com repulsa a todo besteirol que acabaram de ouvir, sabiam muito bem qual era a atitude que deviam tomar. Começaram abrindo a porta e saindo do automóvel parado no sinal vermelho. Assim saíram, sem dar satisfações e fechando a porta. A limonise também sai da esquina e vai em direção ao horizonte sem ninguém se queixar pela atitude das garotas.

Lizzye: Que gente estranha...

Taylor: Estranha é pouco

Lizzye: Já que estamos sozinhas, então nossa alternativa é procurar os jornais e vasculhar as ruas

Taylor: Eu fico com os jornais

Lizzye: Te encontro naquele hotel de esquina... O que está procurando no bolso da calça?

Taylor: Não é nada, vou guardar o melhor quarto pra gente

Lizzye: Até mais!

- Depois de Lizzye atravessar a rua e acenar um tchau simpático novamente para a amiga, Taylor percebe a razão de seus novos problemas em uma careta preocupante em direção para o bolso de sua calça.

Taylor: Não acredito... Só pode estar com ele!

- Um grande tempo se passou desde que Lizzye e Taylor se separaram do italiano, que agora se encontra em uma luta de beyblade com Tyson, parece estar no ato final da batalha.

Tyson: Ae Enrique! Os seus ancestrais te mostraram este lance?!

Enrique: Pra dizer a verdade, mostraram... Mas olhe um novo para você, espero que goste

Tyson: Dragoon...

- Em meio a um relance, a ordem ou talvez deslize inconsciente cometido por Enrique faz com que sua poderosa besta de duas cabeças tenha como objetivo ferir diretamente Tyson a sua frente, os dentes pontiagudos da fera se aproximam cada vez mais do garoto. Indignados e impotentes, os Bladebreakers só assistem ao futuro massacre diante de seus olhos, metros à frente.

Ray: Eu não acredito! Ele ta indo na direção do Tyson!

- Tyson tem a reação inútil de se proteger cobrindo o seu rosto com a parte de dentro de seus braços virados para fora, virando a cabeça de lado e fechando exageradamente os olhos, temia pelo pior que poderia lhe acontecer. O garoto notou a demora pelo impacto doloroso, ao abrir os olhos sentiu piedade ao ver Dragoon que permanecia a sua frente sendo dominada covardemente pelas presas de Amphilyon com uma forte mordida no pescoço. Os Bladebreakers agora estão aliviados com a defesa triunfante de Dragoon, Max é o primeiro a certificar como se encontra o emocional e físico abalado do amigo.

Max: Ta tudo bem Tyson?!

Tyson: É, ainda estou inteiro

- Enrique está calado, reage mentalmente surpreso e admirado pelo ato de proteção da fera bit do adversário.

Enrique: Droga! A fera bit se preocupa muito com ele...

- Tyson observa tristemente Dragoon sendo encurralada, sem reação o garoto continua observando a beyblade perdendo a rotação e sucessivamente caindo verticalmente ao chão. O garoto não aparenta conformidade em sua derrota.

Tyson: Dragoon, eu sinto muito...

Kenny: Tyson...

- Kenny se volta para o lutador romano um pouco apreensivo, mas não desvia-se de seu objetivo. Enrique querendo compreender por que o garoto está calado com o olhar honesto e corajoso por trás dos óculos fundo de garrfa, logo questiona;

Enrique: E o que posso fazer por você?

Kenny: O que os seus ancestrais diriam se soubessem que a sua fera bit atacou um jogador?

Kai: Kenny para! Não foi culpa dele, Acho que já esta na hora de você aprender a não ficar dando desculpas para os golpes amadores do Tyson

Tyson: É o que você acha Kai! Eu não sou um amador!

Max: Vamos embora daqui, está começando a chover

- Foco para o céu de Roma, agora se encontra na escuridão e junto com raios e trovoadas contribuem para uma cena arrepiante na paisagem romana.

Bianca: Ai não, meu cabelo!

Enrique: Meninas não esquentem, fiquem de baixo do meu escudo campeão e ficarão secas... Esperem meninas, não queria que se machucassem

Roseleta: Vamos Enriquinho, vamos ver quem chega primeiro na sua limonise

Enrique: Que tal irmos para França em busca do sol!

- Tyson ainda está ao chão, ainda não tem a firmeza suficiente para encarar uma derrota tão massacrante, os amigos tentam ajudar o indefeso enquanto Enrique sai de seu terreno gladiador protegendo as "suas garotas" embaixo do escudo dourado, evitando o contato com a chuva nas madeixas mascaradas e falsificadas de produtos químicos e fixadores das garotas. Ao chegar na frente da porta de entrada Taylor se encontra ensopada por esperar o garoto tanto tempo embaixo da chuva, seu semblante parece estar irritado.

Enrique: Olha só, quem é vivo sempre aparece

Taylor: Me de aquela gaita!

Bianca: Esqueceu que não agendamos mais visitas por hoje?

Taylor: Vai cuidar da sua chapinha, loira descarada!

Bianca: Olha só com o tipinho de gente que você sai, francamente deste jeito vai acabar sendo saqueado um dia

Roseleta: Enrique, estou me molhando, vamos embora!

Enrique: Vão entrando garotas

- Enrique espera as garotas entrarem para conversar melhor com a raivosa Taylor a sua frente.

Enrique: Por que quer ficar com algo tão inútil como isso?

Taylor: Isso nem é meu, você vai me devolver agora!

Enrique: E o que eu ganho em troca?

Taylor: Foi você quem pegou isso de mim! Eu não te devo nada!

- Analisando o rosto revoltado da garota embaixo da chuva, Enrique joga uma risada fora abrindo a porta da limosine e recolhe uma caixinha prateada retangular no porta-luvas. Assim que Taylor visualiza o objeto pega rapidamente da mão de Enrique.

Enrique: Só queria te ver mais uma vez, ter certeza de que ainda estaria por aqui

Taylor: Podia pelo menos pegar um chiclete do meu bolso?

Enrique: Desse jeito não teria graça

Taylor: Gosta de fazer os outros de idiota?!

Enrique: É a minha especialidade, mas prefiro convidar você para entrar

Taylor: Tenho mais o que fazer

- Taylor se volta para frente deixando o loiro para trás, parece estar marchando de tanta raiva que está por conta da situação vergonhosa que a chuva lhe propõe naquela tarde. Chegando ao hotel, Taylor olha rapidamente a rua de encontro com Lizzye chegando ao destinado hotel. Desesperada e sem nenhuma argumentação sobre a sua roupa molhada, Taylor não espera o elevador e sobe rapidamente vários lances de escada até chegar ao 8º andar. Quase morrendo de tanto fôlego sufocado pela garganta, fecha a porta e se joga exausta ao sofá não se esquecendo de colocar o jornal na frente de seu rosto enquanto sucessivamente Lizzye vai entrando devagar pela sala. A garota loira entra com a cabeça baixa acompanhada de um semblante não muito convincente de que os negócios vão bem, depois de alguns passos se volta para frente de Taylor.

Taylor: Achou alguma coisa?

Lizzye: Não, ninguém queria saber dessa demo, achou alguma coisa?

Taylor: Também não achei nada... O que foi?

Lizzye: Por que está toda molhada?!

Taylor: É que eu pedi uma pizza...

Lizzye: E não pediu por telefone?

Taylor: Preferia andar...

Lizzye: Onde está?

Taylor: Eu comi tudo...

- Lizzye visualiza o seu objeto prateado em cima da mesinha central, desnorteada com sua gaita que não se lembrava de onde esteve durante dias, coloca a peça na palma de suas mãos se esquecendo totalmente da perda pela comida.

Lizzye: A minha gaita estava aqui o tempo todo?!

Taylor: É...

Lizzye: Está toda encharcada!

- Taylor tenta encontrar algum argumento em meio as mãos balançantes e o olhar para todos os cantos do recinto. Em um surto consegue achar uma explicação.

Taylor: É que eu... Encontrei na privada!

- Acompanhando o surto, Lizzye exclama

Lizzye: O QUE?!

Taylor: Eu liguei para uma gravadora hoje

Lizzye: O que falaram?!

Taylor: Eles disseram que vão pensar no caso, e assim que decidirem ligam aqui

- Finalizando a frase, o telefone de sinfonia parecendo um caminhão de sorvete, toca desesperadamente ativando o nervosismo e ansiedade das garotas, disputando a tapas e escaladas bruscas entre si pelo telefone ao gancho. Taylor consegue alcançar o telefone mais rápido do que o empurrão de Lizzye em seu quadril.

Taylor: EU ATENDO!

Taylor: Alô?

Taylor: Sim! Pode falar!

- Em um olhar triste e a voz falseada de Taylor, Lizzye consegue entender o que se passa naquela ligação. Sua altitude é ir até a janela de vidro com vista para a rua.

Taylor: Tudo bem nós entendemos, obrigada

- Taylor não consegue evitar a sua revolta, descontando sua fúria em uma batida violenta do telefone sobre a base. A garota tenta controlar a respiração focando o telefone que acabara de ser agredido. Passado alguns segundos, Taylor vai para a janela vidraçada ao lado de Lizzye, que visualiza com olhos distintos de tudo o que se passa na calçada.

Lizzye: Será que a gente não merece isso?

Taylor: Se eles vissem a gente cantando, iriam quebrar a cara... Não pensariam duas vezes em contratar

Lizzye: Mais um dia perdido... Eu devia ter ficado em casa

Taylor: Você acha que vale a pena ficar em casa?!

Lizzye: O nada que encontramos na nossa cidade, é o mesmo nada que encontramos aqui

Taylor: Que escolha temos?

Lizzye: Vem comigo, vou arrumar as malas

Taylor: E vamos pra onde agora?!

Lizzye: Não sei você, mas eu vou pra casa

- Taylor consegue um apelo segurando o pulso de Lizzye para impedi-la até o quarto.

Taylor: Não podemos ir embora! E o seu irmão?!

Lizzye: Ele vai entender

- Lizzye se liberta com pouca ignorância de Taylor e caminha vagarosamente até a sua maleta de viagem intacta, a garota sai à procura da guitarra.

Taylor: Já chega! Não consigo ver a minha melhor amiga assim!

Lizzye: E o que eu faço? O que faremos? Vamos mofar nessa Europa que tanto ri da gente?

Taylor: Temos que esperar... Mais um pouquinho

Lizzye: E perder o nosso tempo e dinheiro aqui? Belo futuro...

- Em um excesso de raiva Taylor emburra o ombro de Lizzye para a sua direção, com a expressão determinada e orgulhosa, a amiga só quer aconselhar o que acha melhor para ambas com suave pronuncia.

Taylor: Espera mais um pouco... Só isso que eu quero, temos que tocar na rua, pode ter certeza que vão gostar da gente, alguém importante pode ajudar a gente quando nos verem na praça... Não podemos ir agora, você mesma não quer ir

Lizzye: Quem disse?

Taylor: Você adora estar aqui, não precisa admitir que gostou deste lugar ou das pessoas que a gente encontrou... Só espera... Por mim

- Lizzye visualiza uma ultima vez a rua, se volta para Taylor decidida a tomar uma nova atitude.

Lizzye: Então isso ai! Vamos até o fim!

- Os relâmpagos lá fora se tornam cada vez ferozes, o céu permanece na escuridão total.

FIM DO EPISÓDIO

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